Textos na Categoria 'Garantia Mútua'

Como Não Se Afogar Em Um Mar Revolto

229Garantia mútua significa que dependemos completamente um do outro, como se estivéssemos sentados em um barco no meio do mar, correndo o risco de nos afogar em nosso egoísmo e terminar nossas vidas dessa maneira. Se quisermos chegar à costa, devemos nos unir para que todos se ajudem.

Ninguém virá em nosso auxílio de fora até que nós mesmos nos ajudemos. Portanto, devemos sentir que estamos no mesmo barco sob a ameaça de morrer. Somente se ajudarmos uns aos outros a sair do oceano de egoísmo comum que nos cerca por todos os lados, podemos ser salvos.

Imagine-se em um barco no meio de um mar revolto e egoísta. Se nos apoiarmos, o mar, com sua força interior (a força do Criador), levará nosso barco para terra.

O povo de Israel foi reunido por representantes de todas as setenta nações do mundo para servir de exemplo de garantia mútua para todas as demais. Este grupo tornou-se um pequeno núcleo de conexão dentro de toda a vasta humanidade. Toda a história da humanidade força o povo de Israel a se dispersar ao redor do globo para transmitir esta mensagem à humanidade através da filosofia, da ciência e, mais importante, da religião.

Ainda estamos para revelar que apenas essa força opera no mundo e o controla a partir do centro da realidade. Agora estamos nos aproximando do estágio final desse desenvolvimento; depende apenas de nós se vamos alcançá-lo pelo caminho fácil ou por meio de grandes sofrimentos, problemas e guerras.

A humanidade inteira atingiu um estado em que está pronta para ouvir a questão da garantia mútua. A cada dia sentimos mais e mais como estamos conectados uns com os outros, tanto que é impossível nos separar. Todas as nações, países e governos estão tentando de alguma forma se destacar e se isolar, mas nada vai funcionar. Nós apenas mergulhamos no sofrimento, através do qual entenderemos mais claramente que estamos intimamente conectados e só podemos alcançar o sucesso através da garantia mútua.

Caso contrário, o mundo não vai se acalmar. Ele vai experimentar guerras e um escrutínio difícil. Algum dia, porém, depois de muitos anos de sofrimentos e problemas, perceberemos que todos dependem de todos, e não há outra força capaz de nos governar a não ser a força da garantia mútua.

Toda a humanidade está em um pequeno barco no meio de um grande mar revolto. Se não reconhecermos nossa responsabilidade mútua, mergulharemos em grandes problemas. Claro que, no final, decidiremos que somos obrigados a estar em garantia mútua.

Hoje, nenhum país do mundo pode existir sem conexão com outros países. E seria desejável que essas conexões fossem positivas. Afinal, uma conexão ruim causa problemas para os outros e bumerangues de volta para você. Somente através de alguns acordos humanos e normais é possível chegar à paz.

Assim, aprenderemos que somente o cuidado mútuo e a garantia mútua podem nos levar a uma vida boa. Então descobriremos que há outro objetivo: reconhecer a força global que opera no mundo. É impossível governar o mundo sem conhecer esta lei básica de amar o próximo como a si mesmo.

Isso não é mais um simples cuidar um do outro, mas uma rejeição completa da abordagem egoísta. Em vez de ministros das Relações Exteriores ajudando cada país a cuidar de si mesmo, haverá outros ministros cuidando da conexão entre todos e sua mutualidade. Afinal, não seremos capazes de existir de outra forma.

Isso nos levará à necessidade de estudar as leis da garantia mútua, ou seja, as leis da verdadeira realidade. Vivemos em uma época em que pela primeira vez o mundo sente sua dependência integral, interconexão e, portanto, responsabilidade mútua. Ninguém tem o direito de fazer o que quer, independente dos outros. Afinal, vemos ao que isso leva. Todo mundo tem que levar o mundo inteiro em conta.

É assim que nos aproximamos da verdade, que não se encontra em nenhum país, em nenhum governo ou em qualquer pessoa. A verdade está acima de nós, e está na boa conexão de cada pessoa com todas as pessoas.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 26/05/22, Baal HaSulam, “O Arvut” (Garantia Mútua)

“Um Fim De Semana De Unidade Mundial” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Um Fim De Semana De Unidade

No fim de semana passado, meus alunos de todo o mundo se reuniram on-line para um fim de semana de profunda unidade e amor. Transcendendo distância, cultura, fé, etnia e gênero, eles se reuniram em sessões e workshops, refeições e celebrações, e se regozijaram em seu desejo compartilhado de se relacionar. Mais de 6.000 estudantes se reuniram na plataforma que eles mesmos construíram e que chamaram de Arvut (responsabilidade mútua). Eles falavam em dezenas de idiomas, todos com tradução simultânea, e falavam de nada além de amor e responsabilidade um pelo outro.

A unidade determinará o destino do mundo. Se a estabelecermos, reverteremos a trajetória de inimizade, agressão e violência. Se a evitarmos, o mundo mergulhará em outra guerra.

Este fim de semana, descobrimos mais uma vez que quando há vontade de união, sempre há um caminho. As diferenças não nos dividiram. Pelo contrário, nos aproximaram muito.

Como professor, minha maior alegria é ver meus alunos se realizarem. Este fim de semana, deram-me uma demonstração de que meus alunos realizaram muito.

De fato, essa Convenção foi a mais poderosa, intensa e séria de todas as Convenções até então. Meus alunos provaram que estão dispostos a lutar pela unidade do mundo, a superar seu próprio ego, unir-se e compartilhar essa unidade com o mundo inteiro.

Não há nada que o mundo precise mais do que unidade. Assim, não há maior presente que possamos dar aos nossos semelhantes do que nossa unidade e o convite para participar.

A unidade determinará o destino do mundo. Se a estabelecermos, reverteremos a trajetória de inimizade, agressão e violência. Se a evitarmos, o mundo mergulhará em outra guerra.

Grandes transformações estão por vir, cuja natureza depende do grau de nossa unidade. Eu espero e oro para que a humanidade se junte à unidade que alcançamos no fim de semana passado e se eleve do nadir da aversão ao zênite do amor aos outros.

Como Você Assina Uma Aliança Com O Criador?

598Comentário: O grande Cabalista Baal HaSulam escreve que não há diferença entre dar ao próximo e dar ao Criador.

Minha Resposta: Isso é totalmente correto. Se você adquirir a qualidade de doação e não houver nenhum benefício para o seu egoísmo com isso, não importa a quem você dá.

Então não faz diferença para você se você faz um acordo com um amigo ou com o Criador. É apenas no fato de que o Criador é o comum, completo e perfeito. Nossas relações no grupo e entre nós são privadas, vêm e vão. Ou seja, o Criador é o objetivo e os amigos são os meios.

Pergunta: Qual é o significado do contrato? O que assinamos?

Resposta: Vocês entram em um acordo sobre um pedido ao Criador para que Ele os ajude a se tornar como Ele.

Pergunta: Este é o contrato completo?

Resposta: Sim. E o que mais poderia haver? Tudo o que você precisa é da ajuda Dele para subir ao nível Dele. Mas tudo isso é resolvido em conexão com os amigos.

Pergunta: Acontece que não posso entrar diretamente em um contrato com o Criador. Será sempre através de outras pessoas, através da sociedade?

Resposta: Isso sempre será expresso em sua boa conexão com os outros.

Comentário: Mas nas fontes primárias está escrito apenas sobre uma aliança direta com o Criador. Por exemplo, Abraão fez uma aliança com Ele diretamente, assim como outros Cabalistas.

Minha Resposta: Aí se trata das mais altas leis espirituais. Em nosso mundo, em nosso estado, é possível alcançar o amor do Criador apenas pelo amor de amigos, pelo amor aos outros.

Só assim posso me voltar a Ele e alcançá-Lo.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 28/12/21

Preenchendo O Lugar Da Carência – Um Exercício De Relações Mútuas

600.01Pergunta: Uma mulher sente que dá muito em casa e na família. Toda essa doação a faz sentir que ela dá e dá, mas não tem nada, que ela não tem ar para respirar e que ela não recebe nada. Como isso pode ser explicado?

Resposta: Deve haver reciprocidade. Os familiares precisam aprender o que estão fazendo para receber dela, para que ela sinta que eles recebem dela e, assim, a preenchem como ela os preenche. Isso é algo que precisamos aprender, pois nos falta o sentimento comum.

Isso é o que geralmente acontece nas relações entre marido e mulher; cada um pensa que dá ao outro, mas não recebe nada, ou não entende o que recebe.

Pergunta: Existe talvez um exercício que cada um de nós possa fazer para avançar?

Resposta: Precisamos aprender todos os dias, constantemente, pois se trata da atitude de uma pessoa diante da vida. Durante nossa vida, desde o momento em que nascemos, recebemos dicas apenas de como desenvolver nosso ego, ou seja, um sistema de mão única. O que precisamos é ver constantemente a mutualidade em nossas relações, como nos conectamos entre nós. Na verdade, no meio, entre nós, precisamos chegar a tais relações em que não precisamos de nada um do outro.

Precisamos desenvolver relações de dar e receber para que, além da capacidade de dar a você, eu receba de você apenas para mostrar como me sinto, pois preciso de você.

Pergunta: O que realmente damos um ao outro?

Resposta: Apenas um desejo; cada um dá aos outros um desejo, e assim desenvolvemos conexões boas e corretas entre nós. Na verdade, nenhum de nós precisa de nada, exceto a atitude certa.

Suponha que todos tenham tudo, mas alguém precisa de alguém para dar, alguém com quem se preocupar e de quem receber satisfação mental. Eu preciso olhar para o outro e tentar dar a ele o sentimento de participação da minha parte para satisfazer o desejo deles. Minha participação não é no sentido material, isso não é importante, mas sim, é a realização mental. Ao fazer isso, sentiremos que não há apenas uma conexão entre nós, mas também um relacionamento no qual não podemos viver um sem o outro.

Hoje já sentimos uma dependência mútua entre nós, e vamos chegar a um estado de nossa evolução em que cada um sente realmente que precisa de todas as pessoas do mundo para dar a elas, abrir seus corações e dar elas seus cuidados. E com o que a própria pessoa será preenchida? Com o fato de que os outros estão prontos para receber dela e vice-versa. Então, alcançaremos o estado em que todos verdadeiramente forneceremos uns aos outros com satisfação ilimitada.

De KabTV, “Nova Vida” , 31/10/21

Movimento Ondulatório

938.05Pergunta: Quando estamos no estado de descida e ocultação, como podemos manter a garantia mútua entre nós?

Resposta: Se estamos no estado de descida e ocultação, nós mesmos precisamos nos agarrar à ajuda dos amigos. E quando não estou em declínio, preciso pensar em maneiras de apoiar meus amigos.

É assim que trabalhamos aos poucos, alternadamente, em ondas: eu para os amigos, os amigos para mim e assim por diante. Sempre nos posicionamos de tal forma que todos os nossos estados negativos e positivos se somam mutuamente, e avançamos direto à meta.

Da Convenção Internacional “Elevar-se Acima de Nós Mesmos” 09/01/22, “Trabalhar em Responsabilidade Mútua” Lição 6

Garantia Mútua Vale Mais Do Que Dinheiro

935Como podemos mudar nossa intenção egoísta, que nos foi dada pela natureza e sempre existe dentro de nós, sem dúvidas ou esclarecimentos? Ela é chamada de inclinação ao mal, que nasceu primeiro. Agora precisamos dar à luz uma inclinação ao bem.

É por isso que estamos trabalhando juntos em nossa inclinação ao mal para construir uma inclinação ao bem dentro de cada um de nós através da garantia mútua. Nós nos voltamos ao Criador. como se fosse a um banco, e dizemos que queremos construir um edifício de doação.

Cada um de nós não tem um centavo em seu nome, mas assinamos a garantia mútua. Há nove amigos me apoiando, prontos para assinar uma garantia de que estarei em doação porque eles me apoiarão. Já que estou em seu poder completo, quer eu queira ou não, certamente estarei em doação.

É assim que chegamos ao Criador, e todos assinam uma garantia para seus amigos. Nenhum indivíduo pode ser fiador de si mesmo porque não possui tais poderes; de onde eles virão? Mas ele pode ser fiador de um amigo, e assim chegamos à garantia mútua. Então o Criador começa a investir Sua força superior nessa garantia mútua que assinamos.

O que investimos nessa garantia mútua? Afinal, ninguém tem nada, então ninguém pode pagar nada pelo outro. Mas como queremos ajudar uns aos outros, essa mesma garantia nos ajuda a começar a construir um edifício comum.

Nenhum de nós pode ser a base deste edifício comum, nem ninguém é seu dono. Somente pelo fato de cada um apoiar o outro, devido ao nosso apoio mútuo, todo este edifício se mantém de pé.

É assim que construímos o edifício espiritual. Não há nada nele; ele é mantido apenas por nossa garantia mútua e por nosso apelo à força superior. É por isso que este edifício é espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/01/22,, “Fé Acima da Razão”

Unificação = Amor

938.05Pergunta: Existe uma lei de garantia mútua. Muito foi escrito sobre isso na Cabalá. Como estamos todos interconectados, todos podem mudar o destino dos outros, mas nunca se pode mudar o próprio destino. Ou seja, se quero mudar meu destino, tenho que mudar meu ambiente.

Como isso acontece? Como posso interferir no destino de outra pessoa?

Resposta: Dando a ela um exemplo. O mais importante e mais eficaz é mostrar a uma pessoa um exemplo de comportamento correto de acordo com as leis da natureza: como se unir, como se aproximar dos outros, como interagir com eles, como mudar sua atitude para com o Criador, para com a Sua governança e assim por diante.

Nosso futuro depende diretamente disso, aliás, o futuro mais próximo e também o global.

Pergunta: Você está falando de qual lei da natureza que deve ser cumprida?

Resposta: Do amor absoluto e a conexão de todos com todos.

Pergunta: A natureza obriga todos os elementos a se conectarem. Houve até um período na cosmologia em que todos os elementos mais simples se uniram e substâncias e estados mais complexos foram obtidos. Da mesma forma, as pessoas em um determinado nível devem se unir por meio dos sentimentos. É isso que você chama de amor?

Resposta: Sim. Então uma nova essência emergirá, com total apoio mútuo, quando as pessoas criarem entre si tais estados que nunca existiram, que surgem precisamente de sua aspiração direta e aberta uma pela outra.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 26/10/21

Cabalá E A Economia Do Consumidor, Parte 8

628.2Rumo A Uma Economia De Garantia Mútua

Pergunta: Baal HaSulam nos artigos “A Solução” e “A Última Geração” escreve que a economia de consumo, que está passando por uma crise, será substituída por uma economia de garantia mútua. Eu gostaria de entender em que se baseia essa economia?

Resposta: No fato de ser um único sistema. Estamos conectados uns aos outros e totalmente dependentes um do outro.

Hoje em dia, essa conexão mútua se revela cada vez mais vívida e plena. Isso indica que devemos estar conectados por bons laços porque não podemos quebrar essa conexão. Se permanecermos dependentes um do outro por meio da conexão egoísta, alcançaremos a aniquilação, a destruição mútua.

Portanto, a sabedoria da Cabalá está sendo revelada agora no mundo a fim de nos ajudar a nos corrigir, a chegar a uma boa dependência uns dos outros, ao invés do que já vemos agora que o mundo inteiro está se tornando global, integral e que todos querem apenas destruir um ao outro.

Portanto, para não chegarmos a uma Terceira Guerra Mundial, precisamos pensar agora na forma como organizaremos uma nova sociedade.

De KabTV, “Fundamentos de Cabalá”, 03/01/19

Garantia: Anulação Do Egoísmo

942Pergunta: O conceito de garantia é algo por meio do qual podemos ganhar resistência ao egoísmo?

Resposta: Claro. A pessoa se anula em relação aos outros para criar um desejo comum.

Quando uma pessoa anula o componente animal (receber para si mesma) e deseja incluir apenas o componente humano (doar aos outros), surge um único desejo comum no qual o Criador é revelado.

Pergunta: Suponha que sete ou oito mil pessoas se reúnam, como geralmente é o caso em congressos, e tentem entrar no estado de Arvut (garantia mútua). Vai funcionar, não vai funcionar, a gente não sabe, mas a gente quer muito. Será que tantas pessoas o ajudarão a alcançar o resultado?

Resposta: Claro, quantidade e qualidade. A quantidade é insubstituível, é necessária. Mas ainda mais importante é a qualidade, a tensão da ligação entre nós. O egoísmo de todos tenta separá-los dos outros. Portanto, tudo depende da força com que nos conectamos.

O significado do trabalho espiritual é encontrar em nossa conexão comum aquela propriedade de doação e amor que é superior à nossa natureza.

De KabTV “O Poder do Livro do Zohar” # 20

“Nenhum Desejo De Filhos – A China Como Exemplo” (Linkedin)

Meu novo artigo no Linkedin: “Nenhum Desejo De Filhos – A China Como Exemplo

Recentemente, a China aumentou o limite de nascimentos de 2 para 3 no que agora define como a “política de três filhos”. De acordo com uma história de David Stanway e Tony Munroe publicada na Reuters, o motivo da mudança de política é que “os dados recentes mostraram um declínio dramático nos nascimentos”. Embora a China tenha cancelado sua política de filho único em 2016 e aumentado o limite para dois filhos, ela “não conseguiu resultar em um aumento sustentado de nascimentos”, afirmam os escritores. Agora, Pequim não apenas aumentou o limite mais uma vez, mas acrescentou vários incentivos para que os casais tenham mais filhos.

Não acho que a taxa de natalidade seja uma questão de política. Os chineses, como a maioria das pessoas em todo o mundo, querem cada vez menos filhos. A humanidade está se tornando cada vez mais egoísta e as pessoas não encontram prazer em criar filhos que sabem que os ignorarão assim que puderem se sustentar. Zhang Xinyu, 30, mãe de um filho em Zhengzhou, capital da província de Henan, expressou claramente sua atitude característica: “Pensando no quadro geral, de forma realista, não quero ter um segundo filho. E um terceiro é ainda mais impossível”.

À luz de nossa crescente autoabsorção, veremos um declínio na população mundial. Pessoalmente, não vejo nada de errado nisso. A tecnologia vai suprir qualquer falta de mãos trabalhadoras, e haverá menos bocas para alimentar e menos pessoas povoando o planeta já superpovoado. Cem anos atrás, a humanidade era cerca de 2 bilhões de pessoas; agora está perto de 8 bilhões. Não vejo mal em voltar a números mais sustentáveis.

No entanto, a questão mais importante não é quantas pessoas existem no mundo, mas o que elas fazem aqui. Se as pessoas têm tanto ódio umas das outras como hoje, quanto menos de nós, melhor para todos. Mas se houver amor e unidade entre as pessoas e nações, podemos sustentar quantas pessoas quisermos e não sentiremos aglomeração ou escassez. Portanto, o que importa é que comecemos a investir não na taxa de natalidade, mas na mudança das atitudes daqueles que já estão aqui da animosidade para a amizade.

Tudo o que está acontecendo agora – as tensões e pandemias, as crises e convulsões – deve nos levar a uma conclusão: devemos lidar com a causa principal do nosso problema – nossos relacionamentos. As leis da natureza ditam que operaremos de maneira integral e integrada, assim como a própria natureza. Nossos esforços incansáveis ​​para destruir uns aos outros econômica, social e até mesmo fisicamente nos colocam em conflito com a natureza. Somos opostos ao ambiente em que vivemos, então como podemos esperar nos sentir bem? Você esperaria que um peixe fora d’água se sentisse bem? Você esperaria que ele sobrevivesse? Isso é o que estamos fazendo conosco: estamos vivendo em um ambiente interconectado e interdependente, mas nos comportamos como se fôssemos seres independentes e autossustentáveis. Nesse estado, não podemos nos sentir bem aqui e, a longo prazo, não seremos capazes de sobreviver.

Chegamos a um ponto, não apenas na China mas em todo o mundo, que devemos construir nossas conexões como uma rede interdependente e interconectada, assim como o mundo ao nosso redor. Somos muito grandes e influentes para a natureza nos tolerar em nosso nível atual de perturbação de sua estrutura. Já que estamos dentro da natureza, e uma vez que a natureza nos criou e nos sustenta, se insistirmos em combatê-la, ela nos erradicará da mesma forma que erradica qualquer ser que seja incongruente com suas leis. Portanto, ao invés de nos preocuparmos com a quantidade de pessoas, devemos nos preocupar com sua qualidade, o nível de nossa conectividade e preocupação mútua.