Textos na Categoria 'Egoísmo'

Uma “Camisa” Altruísta Pelo Egoísmo

Pergunta: O que significa, “superar o egoísmo?” Como você faz isso: por meio de pensamentos?

Resposta: Superar significa trabalhar com o seu egoísmo de uma forma sensata. Quando você está sob a influência da sociedade e a sociedade parece estar ao seu lado, enquanto que o egoísmo está a sua esquerda, você se torna próximo da sociedade e fundi-se com ela enquanto você investisse nela, tanto quanto possível e tratando o egoísmo como algo que você deve usar para fazer uma pessoa, dar-lhe uma forma humana.

Esta é a diferença entre o nosso método e todos os outros métodos, que são baseados em destruição e supressão do egoísmo, a sua máxima ocultação de nivelamento. Mas não aqui! Aqui, ele é facilmente revelado. E já que é uma das duas forças da natureza, como eu revelo a segunda força, eu começo a ver de forma absolutamente objetiva como as duas forças podem ser usadas, e nem se aplica a mim!
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Penetrando O Amor Através Das Barricadas Do Ódio

Dr. Michael LaitmanSe eu sinto indiferença para com os amigos e nada me perturba, é um sinal de que eu não comecei a descobrir o ódio e, certamente, não amo. No entanto, se eu já me sinto repelido por eles, isso é influência da Luz superior que está brilhando em mim para me mostrar o meu mal, o meu ego.

Nem todos estão prontos para este tipo de trabalho: é possível que uma pessoa possa se conectar com outras e se sentir bem; é agradável, é interessante ir para o deserto com todos, com todos os abraços, e ela não senti nenhum ódio. O ódio só pode ser revelado pela Luz que as reforma.

Você se surpreende que esta é a maneira como Ela lhe reforma? Sim, este é o caminho para Ele.

É importante não se desesperar que você tenha descoberto o ódio que repele você. Não grite: “Onde está o meu avanço? Que tipo de recompensa é essa para os meus esforços?”.

Se você continuar, apesar de tudo, se você desejar se conectar com os amigos, porque não há outra escolha e os Cabalistas o aconselham a fazê-lo, se você se anular, então você vai entender que é possível chegar à doação e à revelação do Criador somente através da conexão. Mas você vê que sozinho você não pode se conectar e percebe que essa conexão só é possível com a ajuda da Luz Circundante.

O ódio em relação aos amigos também vem da Luz, mas isso acontece sem o nosso pedido. É a revelação do mal. Para corrigi-lo, a pessoa deve se relacionar com a força superior propositadamente e pedir para que Ela seja revelada de modo que tenha a oportunidade de se conectar com os outros.

Há muitas subidas e descidas, decepções, e um longo período de impotência neste caminho, quando você não consegue se anular ou se transformar de qualquer maneira. Nós somos propositadamente esgotados desta forma até que finalmente a Luz de Cima vem para nos ajudar, e começamos a apreciar os amigos. Aqui, você também deve verificar se você os aprecia sem nenhuma razão, ou se você os aprecia porque você aprecia o Criador.

Israel, a Torá e o Criador devem sempre ser unidos num só, e isso lhe dirige na direção certa. Israel (você) é cheio de ódio; a Torá (a Luz superior) reforma você, ajudando-lhe a construir o amor em cima do ódio. Depois, na linha média, quando você se conecta corretamente à direita e à esquerda, você revela o Criador e tudo se funde num só.

Este é o foco do nosso trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/11, Escritos do Rabash

Vaso Espiritual: Não É Um Bolso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser o resultado da convenção de Arava?

Resposta: A palavra “resultado” por si só indica que estamos indo para lá por algum lucro e que queremos obter alguma coisa. A verdade é que eu tenho que subir acima de mim mesmo, me perder e sentir “nós“.

Isso é tudo que precisamos: adquirir o primeiro vaso espiritual. Em essência, este vaso é um desejo, uma deficiência, e não uma qualidade egoísta. O desejo de estar com os outros em particular é revelado aqui, conectar-se aos outros. Se ele está constantemente em mim, isso significa que eu adquiri esse vaso.

Mas você espera se sentir bem como resultado de nossa conexão, isto é, você espera obter uma satisfação egoísta. Comece a pensar e a procurar essas diferenças. Há muitos detalhes aqui e é bom que você esteja confuso com eles. Então, você tenta descobrir a verdade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/01/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Doença Congênita: Ódio Dos Amigos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso me manter no grupo apesar de achar que o odeio?

Resposta: Isso não é terrível. Todas as pessoas experimentam esse ódio. Veja o que se diz sobre os alunos do Rabi Shimon: pessoas tão grandes e que ódio foi revelado entre elas. Nós precisamos olhar para isso como um médico tratando de uma doença e tratá-la como um fato consumado, não culpando ninguém.

Temos que aceitar o ódio como natural e essencial, e temos que viver com ele. Temos que saber nossa natureza e, ao mesmo tempo, tentar superá-la e construir as relações espirituais entre nós.

Onde quer que ocorra o nosso trabalho mútuo com a ajuda da Luz, acima do nosso ego, é aí que tratamos o ódio como um médico trata um paciente. Quando o médico examina o paciente, ele não leva a sua personalidade em conta, mas examina a doença e a cura. É assim que devemos agir.

O ego nos é dado de Cima para que com sua ajuda, acima dele, construamos esta conexão com o outro. Se você não sente o ódio dos amigos dentro de você, você simplesmente não o descobriu ainda.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/01/12, Escritos do Rabash

Aprisionado Pelo Egoísmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: A noção de “egoísmo” implica certo desejo ou a realização deste desejo? Por exemplo, eu gostaria de tomar algo de alguém – este é o meu desejo, eu posso trabalhar com ele. Mas é uma coisa totalmente diferente se eu realmente o tomar dele.

Resposta: Não estamos falando sobre a ação, mas a intenção real. Quando você deseja tomar algo de alguém, concretizar algo em detrimento de outro, e receber prazer disso, para seu próprio bem, em detrimento de outros, isso é egoísmo. Mas não é egoísmo se você simplesmente desfruta de algo.

Egoísmo é quando as nossas ações são dirigidas a agradar a nós mesmos e machucar os outro ao fazê-lo: as pessoas, a natureza, não importa quem ou o quê.

Praticamente qualquer ação que realizamos é egoísta. É sempre realizada em equilíbrio com a natureza, a sociedade e as pessoas ou contra elas, uma vez que nós não existimos sozinhos, como num vácuo, mas no ambiente ao redor.

Eu devo sempre pensar na minha atitude em relação aos outros, e isso ocorre principalmente durante o processo de formação, de criação. Minha atitude para com o mundo animal, vegetal e inanimado, a minha atitude para com toda a natureza, e todo o Universo, se torna completamente diferente: benevolente, compassiva.

Nós começamos a compreender e perceber as forças e as camadas que estavam ocultas de nós no passado, na natureza e no espaço circundante. Nós revelamos a matriz, o projeto da natureza, seu significado interior, o seu plano, onde nós existimos e nos desenvolvemos contra a nossa vontade. A pessoa chega ao nível de realização de sua própria participação, destino e propósito.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” # 7, 14/12/11

Começando a Viver

Pergunta: Por que houve uma necessidade do grande movimento de todos os mundos, quando eles cresceram juntamente com Adam Ha Rishon (primeiro homem), na noite do sexto dia da criação, se mais tarde, ele pecou e caiu ainda mais baixo do que o lugar onde ele nasceu?

Resposta: Depois do pecado de Adam Ha Rishon, todos os mundos desceram para o mesmo lugar que eles estão agora, que é o mundo de Nikudim. No entanto, como resultado de todas as subidas e descidas, o ambiente onde as almas estão foi criado. Deste ponto em diante, as almas são colocadas em um mundo, em um ambiente, e graças a esse ambiente podem existir.

Os níveis do inanimado, vegetativo, e animado dos mundos, os mundos de Beria, Yetzira, e Assiya (BYA), permitem que as almas existam de uma “forma bestial” e as proporciona as condições necessárias para viver. Mas depois que uma pessoa recebe a vida, ela pode chegar a existência da alma sobre o nível da fala, além dos níveis inanimado, vegetativo, e animado. A fim de fazer isso, as almas têm que se conectar, e então elas constroem uma rede entre elas.

Inicialmente, a primeira ascensão dos mundos acontece sem a participação de uma pessoa de acordo com o plano da criação. Há um plano chamado Beito (em seu tempo) que é realizado passo a passo como o movimento dos ponteiros de um relógio. Você pode acelerar o plano se desejar, e fazer o relógio marcar mais rápido, mas você tem que fazer esforços extras para isso. Há um plano preliminar, e tudo se move de acordo com o plano da criação e retorna à sua raiz.

O mundo da Atzilut por si só é Galgata ve Eynaim. Se eu inserir Galgalta ve Eynaim em Awzen, o resultado é o mundo de Beria,se eu inserir o mundo de Atzilut em Hotem,o resultado é o mundo de Yetzira,se eu inseri-lo em Peh, o resultado é o mundo de Assiya. Assim, a mundos de BYA são uma cópia do mundo da Atzilut em Awzen, Hotem, e Peh (AHP), que é a incorporação dos atributos de Bina e Malchut. É assim que os mundos de Beria,Yetizra, e Assiya que são o ambiente de Adam Ha Rishon,foram criados.

Agora o homem está no desejo de receber onde há diferentes atributos de doação, atributos diferentes da vida. Esses atributos da vida não têm livre arbítrio, e existem apenas nos níveis do inanimado, vegetativo, e animado. É exatamente como no nosso mundo, onde existem os níveis da natureza inanimada, vegetativa, e animada, que existem e são ativos em torno de uma pessoa, criando para ela um ambiente no qual ela possa viver.

Vivemos no mundo de Atzilut, pelos atributos do Criador que estão ao nosso redor nas formas naturais do inanimado, vegetativo, e animado. Graças a isso existimos! Mas se eu não quero existir no nível do inanimado, vegetativo, ou animado, mas sim no nível da língua, que é o mundo de Atzilut: eu tenho que subir a ele.

Então, dos mundos de BYA eu coleto as informações sobre o significado da vida, do atributo da doação (Galgalta ve Eynaim) que é incorporado nos atributos de receber (AHP). Eu quero juntar a força dos atributos de doação (Galgalta ve Eynaim) e exprimo o meu desejo nas minhas tentativas de ligar as partes quebradas e criá-las no mundo da Atzilut.

Eu não levanto as partes quebradas do desejo de receber para o mundo da Atzilut, mas apenas as partes quebradas do desejo de doar, os pontos no coração, que foram separados uns dos outros pelo desejo de receber (AHP), que entrou neles. Quero que a Luz venha para conectar os pontos no coração em cima do desejo de receber. Então eles vão começar a trabalhar mutuamente com AHP. sso significa que elevo AHP a Galgalta ve Eynaim.

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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabala de 16/10/11,”Estudo das Dez Sefirot”

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Decida Quem Lhe Governará

Dr. Michael LaitmanNós temos que passar por um longo processo de esclarecimento. Desde o início da criação até a sua conclusão, tudo o que fazemos é esclarecer como podemos estar satisfeitos em relação à força de doação, a fonte, o Criador.

Nós passamos por alguns dos nossos esclarecimentos inconscientemente, sem nossas sensações e compreensão, como uma preparação para os estados que se seguirão e que exigirão a nossa compreensão e sentimentos. O mesmo ocorre com a forma como uma criança pequena cresce ou qualquer outro desenvolvimento acontece. Você tem que passar por várias etapas e todos os tipos de cálculos, e permanecer neles por algum tempo até começar a sentir que há um novo nível de sensibilidade, compreensão e esclarecimento, e você ascende ao próximo nível.

Mais tarde, a novidade do novo passo é como que apagada e escapasse de nossa memória: a gente se acostuma com isso e, como nós sabemos, um hábito entorpece o sabor. Uma e outra vez, inconscientemente, nós tentamos romper e avançar tanto quanto podemos, até novas sensações surgirem e chegarmos a novas conclusões.

O maior discernimento é quem governará sobre nós: o Criador ou o Faraó, o bastão ou a serpente? Obviamente, à primeira vista cada um de nós está pronto para subir ao outro nível da natureza, o nível de doação. Mas como é que chegamos lá?

É aí que ocorre a luta entre o Faraó e Moisés (ou Aarão) dentro do ser humano. Ela ocorre dentro da pessoa. A disputa é: por quem eu luto? Quando me dizem que não importa quão difícil uma pessoa tenta isso não vai ajudar, por que eu deveria me preocupar em tentar?

Por outro lado, diz-se “Ninguém pode me ajudar a não ser eu mesmo” e “eu trabalhei e encontrei!”. O problema é que a pessoa é incapaz de perceber que as alterações devem ser de natureza interna e ocorrer dentro de si. Apenas devido às mudanças internas é que a pessoa se permite fazer uma nova rodada de cálculos.

Qualquer mudança depende totalmente da misericórdia de Cima: ela ocorrerá ou não. Mas nós ainda temos que continuar trabalhando, e nosso trabalho é encontrar misericórdia aos olhos do Criador, que nos deu esse apoio.

Na verdade, isso realmente prova a frase: “Eu trabalhei e encontrei!”, ou seja, o nosso pedido não é um pedido por si só, mas sim um teste da intensidade do nosso trabalho que é dividido meio a meio. Uma parte é preenchida por nós, o que faz com que a Luz, a outra metade, venha de Cima e faça a correção.

O bastão não deve ser lançado ao chão, porque ele vai se transformar na serpente, o que significa que não devemos desistir do nosso conhecimento, pelo contrário, temos que segurá-lo no alto. “A fé acima da razão” significa o trabalho que realizamos com o nosso intelecto com o melhor de nossa capacidade, deixando a Luz se manifestar e nos corrigir.

Da 1a parte da  Lição Diária de Cabalá 19/01/12, Shamati #59

Nós Precisamos De Um Novo Ponto De União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível usar esse mesmo ponto de união que obtivemos na convenção em dezembro durante as aulas do Zohar?

Resposta: Esse ponto de união que obtivemos já desapareceu, ocultou-se, e foi apagado de nosso sentimento. Nós não devemos sentir muito por isso. Não devemos tentar segurá-lo à força. Nós só precisamos trazer o calor e o entusiasmo daquela elevação espiritual; já que, depois de tudo, nós precisamos sentir uma base segura. Não podemos ficar no ar.

Chegou a hora de nos preocuparmos com um novo ponto de união. Conectar-se não significa abraçar e dar as mãos. A união é determinada pelo quanto eu sou capaz de me desprender de mim mesmo. Na conexão com os outros, não há necessidade de nada de mim; caso contrário, não haverá sequer um traço de conexão real nela. Eu não consigo me conectar com os outros. Na conexão somente o “anti-eu” precisa participar, quando eu me transformo ao invés de me livrar de tudo o que tenho na mente e sentimento, de tudo o que eu sei.

Assim, em primeiro lugar, eu preciso anular o meu “eu”, e então a Luz que reforma age em mim; e, com o que resta, eu me apego aos estados formados por meus amigos. Assim, juntos, nós descobrimos a união entre nós se encontrarmos nossos pontos dentro dos corações, dentro do ego, com a ajuda da Luz que reforma, que os inverte de posterior da santidade para a face da santidade; se nós nos conectamos uns com os outros, essa conexão já é digna de aderência com os justos, com as almas elevadas.

Nós descobrimos nossa conexão com elas e estamos prontos para confiar-nos a elas de modo que elas venham cuidar de nós. Desde já, nós entramos em contato com elas. Antes disso, não havia contato. Elas simplesmente falavam conosco de longe. Depois, nós vamos ver como os escritores do Zohar, o Rabash, e o Baal HaSulam cuidam de nós e nos elevam.

Da 2parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, O Zohar

A Crise Na Internet

Dr. Michael LaitmanNas notícias (da ABCnews): “O chamado apagão SOPA – protesto contra a Lei da Pirataria Online (SOPA em inglês) na Câmara dos Deputados e o Ato de Protesto IP no Senado Norte Americano – se espalhou em toda a web hoje, talvez o mais difundido esforço de lobby on-line já coordenado por entidades da Internet.

“Sites verificados pela ABC News na verdade não “se apagaram”, como originalmente ameaçados. Em vez disso, eles postaram apelos aos usuários para entrarem em contato com seus representantes no Congresso para argumentar contra a passagem dos dois projetos de lei.

“Os projetos de lei foram destinados a proteger cineastas, editores de música e outros fornecedores de conteúdo on-line que temem que na era digital as pessoas possam copiar o que eles criaram e espalhá-lo sem pagar por isso.

“As companhias informaram que os projetos de lei poderiam exigir que o seu provedor de Internet bloqueasse sites que estão envolvidos no compartilhamento de arquivos digitais. E ferramentas de busca como Google, Yahoo e Bing poderiam ser impedidas de se conectarem com eles – antitéticos, eles argumentam, em relação ao ideal de uma Internet aberta.

“A equipe do Congresso, por sua vez, enviou mensagens, defendendo as contas. ‘Websites “se apagando” hoje em protesto ao Ato PROTECT IP não serão afetados pela promulgação da legislação’, disse um deles. “Nenhum dos sites abaixo corresponde à definição de site dedicado a atividades ilícitas: Wikipedia, YouTube, Flickr, Twitter, Google, craigslist, eBay, The Huffington Post, Yahoo!’”.

Meu comentário: Há duas maneiras: censura ou educação. Censura não é correção. Se não começarmos a nos corrigir, a nos educar, a Internet criada por nós nos “comerá” vivos, porque ela representa nosso próprio reflexo horrível. Em vez de limitarmos a Internet, nós precisamos educar a humanidade. É nisso que a Internet deveria estar envolvida! Se um alienígena entrasse em nossa Internet e visse quem somos nós, não teríamos vergonha de nós mesmos?

Eu Quero A revelação do Criador?

A pessoa passa por fases de ocultação e revelação em seu caminho espiritual. No entanto, a ocultação não é uma coisa fácil. Quem está realmente escondido? Para onde Ele desapareceu e onde Ele está? Afinal, a ocultação é parte da revelação.

Se eu sentir que alguém está escondido, isso significa que eu o conheço, sei quem ele é e como ele deve ser revelado. Neste caso já temos alguma coisa para falar a respeito da ocultação: afinal, eu já tenho um entendimento, uma realização, um certo sentimento, mas eles são opostos a revelação.

Assim como pode ser atingido? Primeiro, eu tenho que entender que no momento estou separado em um estado de inconsciência. Então provavelmente eu tenho que sentir que algo está escondido de mim. Este já é um passo a frente. Então eu passo de uma ocultação dupla para uma ocultação única, seguida da revelação parcial e completa revelação.

Então, como faço para passar por todas essas fases? Tudo depende de como o Criador é revelado a mim. A questão é: Como posso apressar Sua revelação?

Ele quer ser revelado diante do ser criado, e também nós, no momento, parecemos querer revelá-Lo. Mas então descobrimos que nós realmente não queremos isso, porque para revelar o Criador é necessário revelar o atributo de doação que governa o mundo, e tornar-se aquele que totalmente doa. Isso significa que eu fico restrito, eu me perco e esqueço totalmente sobre mim mesmo. Meu “eu” deixa de existir. Eu não posso nem pensar sobre isso. Então, eu quero a revelação do Criador?

Aqui começamos a entender que não é assim tão simples, ela envolve coisas muito sérias, e elas estão todas escondidas dentro de uma pessoa. De acordo com a nossa natureza, nós odiamos a revelação do Criador. Afinal, está em contraste com os prazeres egoístas que nós queremos. Sua revelação gradual é retratada como algo terrível para mim: É como se eu governsse o mundo inteiro e, de repente, um monstro começa a cortar pedaços dele, uma peça atrás da outra, até que não haja mais nada e ele também me engole. Além do mais, eu tenho que concordar com isso, querer isso, e olhar para ele e implorar para ele diretamente.

Assim, vemos que a cadeia destes eventos não é revelada a nós  Temos que passar por um processo de preparação que não é simples. Primeiro eu gosto de revelações, que podem ser agradáveis ​​ou desagradáveis ​​para o meu egoísmo. Então eu tenho que adquirir uma sensação que está acima de egoísmo, e então eu vejo a imagem oposta, de que eu não estou mais sendo guiado por sentimentos de amargo e doce, mas pelos critérios de verdade e falso.

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Da terceira parte da Lição Diária de Cabala  19/1/12,”O Estudo das Dez Sefirot”

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