Textos com a Tag 'Zohar'

O Zohar É Para Aqueles Que Anseiam Pela Luz

Dr. Michael LaitmanO Zohar foi escrito para pessoas que desejam atingir o propósito da criação e anseiam pela Luz que os traz de volta à Fonte. Sem a Luz, é impossível corrigir os nossos desejos e revelar o Criador neles. É por isso que O Livro de Zohar, como toda a Torá, pode ser o “elixir da vida” ou o “veneno mortal”.

A pessoa tem que verificar a sua intenção antes de abordar O Zohar e a Torá, em geral. Se com a ajuda do estudo, ela pretende atingir a Luz que Corrige, a Torá se torna o elixir da vida para ela, como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal e entreguei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela Corrige”.

Se, no entanto, a pessoa não deseja doar, ou seja, retornar à Fonte, mas estudar O Zohar motivada por seu desejo de receber prazer e ser preenchida; se ela está perseguindo outros objetivos (o que se chama “idolatria”), então, seu estudo se transforma em um “veneno mortal” e distancia a pessoa do propósito da criação.

Portanto, nós devemos ser cautelosos e não esquecermos que durante os nossos estudos, em especial durante a leitura do Zohar, estamos preparando nossos desejos para o Criador. Nós queremos que Ele dê aos nossos desejos a força para doar, e como resultado, revele-Se nessas forças de doação.

Da primeira parte da Lição Diária de Cabala 27/05/10, O Zohar

O Zohar Está Sendo Revelado Para Nós

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar foi revelado somente no nosso tempo, uma vez que já atravessamos os níveis inanimado, vegetativo e animado do nosso desenvolvimento, e alcançamos o nível humano (humano ou “Adão“- da palavra “Edame“, que significa “semelhante” ao Criador). Portanto, hoje nós sentimos a crise, o desamparo, o desespero e a decepção em nossas vidas. É exatamente por isso que O Livro do Zohar está sendo revelado: para que pudéssemos realizar a nossa conexão, atingir o mesmo sistema de conexão entre nós, como existe em Malchut do Infinito, onde todos nós estamos conectados como um todo.

A primeira fase de correção é chamada de “não faça aos outros aquilo que você odeia”. Este é o nível de Hafetz Hesed (não querer nada para si mesmo), o “arrependimento pelo temor (medo)”. A segunda etapa de correção é ainda maior; é o nível do “amar o próximo como a ti mesmo”, o “arrependimento pelo amor”, receber em prol da doação. Nós ainda temos que realizar essas duas correções, e ambas são realizadas nas relações entre as pessoas.

Então, o Criador é revelado em nossas relações corrigidas à medida que nós amamos e doamos ao próximo, como está escrito: “Do amor ao próximo ao amor pelo Criador”. Nem uma única correção pode ser realizada de outra forma, exceto realizando-a em um grupo de Cabalistas (isto é, aqueles que desejam atingir o nível do ser humano).

Na relação entre si, eles constroem um sistema de Malchut do Infinito, conforme queiram sentir a Luz do Infinito (o Criador) nela. O Livro do Zohar precisa nos dar a força para isso, este desejo e as realizações interiores. Portanto, enquanto nós lemos O Zohar precisamos tentar estar na intenção de que todos nós somos um todo, que os nossos pontos no coração, os desejos pela espiritualidade, unem-se como um só. A partir desses desejos em comum, nós construímos nosso vaso espiritual, a Shechina, Malchut do Infinito, onde sentiremos o Criador.

Nós precisamos sentir que estamos juntos, como os autores do O Livro do Zohar, o grupo de Rabi Shimon; e dentro deste sistema de conexão mútua, nós devemos tentar imaginar o que este Livro está nos dizendo. Afinal, a única coisa que O Zohar fala é sobre a conexão entre nós. Embora isso seja descrito sob várias formas e imagens que parecem ser deste mundo, é somente as forças de nossa alma que são descritas no O Livro do Zohar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 21/05/10, O Zohar

No Fim Do Último Exílio

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capitulo “VaYikra (O Senhor Chamou)” , item 80: Quando ele a alcançou, ele viu que ela estava deitada na poeira. Quem viu a glória da rainha naquela hora, e os pedidos do seu rei? Finalmente, o rei segurou-a em seus braços, elevou-a, e trouxe-a ao seu palácio. E ele jurou para ela que nunca se separaria dela novamente e nunca estaria longe dela.

Sempre a quebra é maior e os exílios são mais reais. O último exílio não pode sequer ser comparado ao anterior. Isto ocorre porque a diferença entre eles está na revelação do mal na espessura do desejo egoísta (Aviut) no nível de Alef (Ego-1), Bet (Ego-2), Guimel (Ego-3), e Dalet (Ego-4).

O Ego-4 foi revelado durante o último exílio, enquanto todos os exílios anteriores foram meramente uma preparação para este. Afinal, ele é o Ego-4 que precisa de ser corrigido. Todos os outros exílios (assim como todos os outros níveis do ego) não existem por si mesmos, do mesmo modo que os níveis inanimado, vegetativo, e animado têm de existir pelo único propósito de engendrar a espécie humana, Ego-4.

Similarmente, o quarto nível do desenvolvimento do desejo (Malchut) não pode ser revelado sem os níveis 0, 1, 2, e 3. Mas é exatamente Malchut no nível 4 que é o objectivo; todas as correcções acontecem nela.

É por isto que o último exílio foi especial, ele corresponde ao nível “humano” dentro do desejo de receber prazer. É precisamente nele que todas as necessidades, aspirações, desejos e os objectivos do Criador relativo a todas as criaturas (incluindo os níveis 0,1,2 e 3), o que Ele deseja delas, se tornam revelados.

Similarmente, este quarto e último exílio por sua vez está dividido em subcategorias: inanimado, vegetativo, animal, e humano. Ele começou praticamente há 2000 anos atrás, mas é agora que nós entramos no quarto nível (humano) do quarto exílio. É agora que nós revelamos a falta de satusfação no nível humano. Nós testemunhamos a depressão, o colapso da unidade familiar, a crise na educação, e tudo isso se relaciona ao nível “humano”. Fome (nível animal) não é mais o problema principal. Agora o assunto principal são os problemas internos do nível humano que não existiam nos estados anteriores.

É por isso que o Rei enviou a rainha para um longo exílio em algum lugar distante. Por outro lado, Ele precisa lhe dar a oportunidade de sair deste descenso, para assegurar que esta saída seja direccionada para uma conexão com Ele, no nível humano. Assim, Ele deve gradualmente revelar este estado quebrado e revelar-se a Si Mesmo nele. A rainha está na poeira, ao passo que o Rei deve revelar-Se a ela neste preciso estado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 16/05/10, O Zohar

É Possível Estudar Espanhol Do Mesmo Modo Que O Zohar?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta que recebi: Na Cabala, o avanço depende da intenção e do desejo de aprender o material. É possível estudar um novo idioma através da construção da intenção correta? Suponha que eu queira aprender espanhol. Eu não o entendo, mas eu quero que um livro me influencie. Eu me esforço e mantenho meu desejo de obter conhecimento dele. Será que eu aprenderei espanhol dessa maneira? Ou será que este método se aplica apenas aos livros Cabalísticos, como O Zohar?

Minha resposta: O Livro do Zohar não precisa da sua compreensão, ou seja, você não precisa compreendê-lo para se tornar um Cabalista. Na verdade, você não entenderá nada até se tornar um Cabalista; não importa o que O Livro do Zohar descreva, isso será ocultado de você.

Você lê O Zohar somente para atrair a Luz Superior. Quando a Luz Superior começar a influenciar você, e elevar-lhe a um novo nível, você obterá uma visão daquilo que você lê. Só então você entenderá. Até que a Luz Superior o eleve, O Zohar continuará sendo um mistério para você.

Pergunta (continuação): Então eu não vou aprender espanhol sem entendê-lo? Em outras palavras, eu não posso colocar um livro de espanhol na minha frente e esperar até que ele me influencie. Isso não acontecerá.

Minha resposta: Não, um livro de espanhol não vai influenciá-lo, mas O Zohar sim. Quando se trata de O Zohar, não depende do conhecimento, mas apenas do impacto da Luz Superior sobre você.

Como Define Você O Bem E O Mal?


O Zohar, Capítulo “VaYikra (O Senhor Chamou)”, item 87: Visto que a Torá saiu de Bina, as primeiras tábuas foram escritas a partir de Bina, quando se escreve: “Harut [gravado] sobre as tábuas”, não se lê, Harut [gravado], com um Kamatz, mas sim Herut [liberdade], com um Tzere. É realmente a liberdade, pois ela é o lugar de onde depende toda liberdade, pois não existe liberdade de todas as Klipot senão através das luzes de Bina. Além disso, não há nada na Torá que seja dividido, ou que não vá para um lugar, Malchut, ou não se reuna em um manancial, que é Yesod.

Nós somos a matéria da criação, o desejo de desfrutar, o desejo de nos realizarmos. Este desejo só é capaz de receber. Se a intenção por trás desse desejo for de “receber para seu próprio benefício”, então nós chamamos essa intenção (mas não o desejo) de “má”.

O desejo é uma matéria que não muda. Ele não pode ser considerado bom ou mau. Apenas a intenção determina se o desejo é bom ou mau. E é aí que reside a nossa liberdade de escolha.

Nós não temos liberdade de escolha em relação aos nossos desejos, nos níveis inanimado, vegetativo, e animado. Nós não podemos mudar nada em relação a esses desejos. Este fato é confirmado por todas as pesquisas científicas. A única mudança que podemos eventualmente fazer é no nível humano; nós podemos mudar a intenção por trás do desejo.

O desejo em si foi criado pelo Criador e foi dado a nós numa forma imutável. A intenção por trás do desejo que nos foi dado inicialmente é egoísta: “para o nosso próprio benefício”. Nós devemos perceber que esta intenção é má, porque é dirigida contra a união, contra a doação ao próximo, e contra a doação ao Criador.

No entanto, a nossa intenção pode ser oposta: “para o bem dos outros”, em prol da doação. Então, ela é chamada de “inclinação ao bem”. Assim, a inclinação ao bem e a inclinação ao mal, ou bem e mal, são definidos de acordo com a intenção. No entanto, a “inclinação” em si, o desejo, é imutável. Tudo é definido pela intenção no nível humano. A intenção de tornar-se semelhante ao Criador é chamada de boa, e a intenção oposta é chamada de má. A expressão da intenção ocorre através da união ou através da separação dos outros.

Portanto, de todas as minhas intenções, eu tenho que escolher apenas aquelas que me dão liberdade de escolha: a liberdade de me unir com outras pessoas através de uma intenção comum pela doação mútua. E assim nós nos tornarmos equivalentes ao Criador.

Esta é a nossa única chance de escolher o bem ou o mal, seja em relação ao nosso egoísmo ou em relação ao que o Criador coloca diante de nós. Portanto, se quisermos nos corrigir, isso só pode ser feito através de Bina, a qualidade superior de doação. Quando Bina alcança o desejo de desfrutar, ela transforma sua qualidade má nua qualidade boa, ou seja, ela muda a intenção de recepção em intenção de doação.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 17/05/10, O Zohar

Uma Aventura Excitante Sem Deixar a Sua Sala

O Zohar aparentemente nos conta uma história simples. Ele descreve as mesmas coisas repetidas, mas de diferentes níveis e graus, e em diferentes termos e situações. Nós não podemos ajudar, mas perguntamos: “Por que voltar para a mesma coisa o tempo todo? Quanto podemos ler sobre a mesma coisa?”

No entanto, devemos compreender que se uma pessoa passa por esses estados durante a leitura do Zohar, então não é a mesma coisa em tudo. Ela experimenta uma nova aventura a cada vez. Pode ser descrita com as mesmas palavras, mas isso é porque não há nada na realidade, exceto dez Sefirot e três linhas, ou seja, as quatro letras do HaVaYah, multiplicado por três linhas, que doze partes iguais. [Leia mais →]

Viajar Com o Rabbi Shimon

Uma pergunta que recebi: Por que os autores do Zohar repetem e explicam as mesmas coisas várias vezes? Não é suficiente explicar os conceitos básicos e prosseguir? Por que eles escrevem tanto sobre coisas que já são claras para nós, por exemplo, que cada elemento consiste em quatro partes, multiplicado por três linhas, que somam doze partes?

Minha resposta: Reiterando, os autores do Zohar dão uma oportunidade para aqueles que já possuem as telas e  recpientes espirituais (Kelim) para executar as ações descritas no livro, quando lê-lo. A pessoa, então, revela essas ações e as executa junto com o Rabi Shimon durante o tempo quando esse escreveu o Zohar. O tempo não existe na espiritualidade, para que o leitor se conecte com o autor, a mão agarra como uma criança segurando um adulto, e prossegue com ele.

Rabi Shimon leva uma pessoa, mostra e explica-lhe as ações e propriedades uma por uma replicando as mesmas ações em vários lugares repetidamente. Por quê? É porque cada vez temos que corrigir uma determinada propriedade dentro do nosso desejo de receber prazer. [Leia mais →]

Quando Chegou A Hora De Partir Do Mundo

Laitman_059_02O Livro do Zohar, Capítulo “VaYechi (E Jacó viveu)”, item 157: Quanto tempo mais me foi dado para viver neste mundo? Eu não tenho permissão de informar-lhe isto, e um homem não é informado disso. Mas o Rabi Shimon estava em grande alegria no dia da sua morte, e houve grande alegria em todos os mundos devido aos muitos segredos que ele revelou depois.

A morte de uma pessoa justa se assemelha à purificação (Hizdakchut) do Partzuf. Quando a pessoa deixa o seu grau e passa de um mundo para o outro, especialmente quando ela deixa o menor de todos os graus (este mundo), é uma alegria grande.

No entanto, nós pensamos de outra forma, e acreditamos que vivemos num mundo maravilhoso. Nós simplesmente não vemos nada melhor além deste mundo. Nós temos que revelar o mundo espiritual, como se diz: “Veja seu mundo nesta vida”. Assim, nós perceberemos onde realmente estamos agora.

Se a pessoa conclui sua missão, ela não tem que retornar a este mundo, como aconteceu com o Rabino Shimon, que alcançou a correção final. A partir de agora ele permanece somente na dimensão superior e não reencarna na forma material mais inferior. Quem não alcançou o estado final corrigido numa determinada reencarnação deve renascer e viver neste mundo novamente.

Sem precisar dizer que o Rabino Shimon é bem-aventurado, não porque finalmente se livrou do trabalho e pode agora desfrutar de repouso, mas porque revelou  a Torá (a Luz que Corrige) ao mundo inteiro. Isto, obviamente, inunda-o com alegria.

Palestra sobre Lag BaOmer 01/05/2010

Da Escravidão à Liberdade

O Zohar, capítulo “BaHar (No Monte Sinai)”, item 63: “Você pode usá-los como escravos para sempre”. Isso é uma Mitzva (mandamento) para escravizar um escravo Cananita. Eles são do lado de Ham, que executou incesto, como está escrito: “Amaldiçoado seja Canaã; a serva das servas ele deve estar dirigido a seus irmãos…”.

Ser um escravo é também uma correção. Um desejo que pode ser obrigado a obedecer ao poder dos desejos corrigidos é chamado “um escravo que está perto do seu senhor”. Escravidão é a forma da sua correção, um meio adequado de sua existência.

Por enquanto, sou incapaz de ser livre dentro de certo desejo, nem posso trabalhar com ele para a doação por mim mesmo. Eu só posso relacioná-lo aos meus outros desejos. Tal desejo também pode ser chamado “uma criança”, “uma mulher”, ou “um adolescente”, não é um “homem” ainda, não é um “herói” que é capaz de “superar” (um homem, “Gever” é derivado de “Itgabrut” – superar, conquistar).

Uma forma de desejo que está apta a trabalhar somente sob a autoridade de outro desejo é chamada “um escravo”.

Material Relacionado:

Brincadeira prática
A condição Final

O Lado Prático da Cabalá: A Convenção Mundial do Zohar


Uma pergunta que recebi: Os estudantes experimentam o lado prático da Cabalá nas convenções. Qual é o lado prático da Cabalá?

Minha Resposta: Nós nascemos, e fomos criados num estado em que o ego nos separa. De acordo com o plano da criação, nós devemos nos conectar em amor fraterno. Isto é algo que é impossível de realizar usando nossa própria força, porque nós somos simples egoístas.

Egoisticamente nós podemos sentir apenas este mundo. É isso que qualquer individuo percepciona nos seus pequenos egos. Assim que a pessoa sai do ego e realmente começa a sentir os outros, ela começa a sentir, nesta nova atitude para com eles, uma realidade chamada mundo espiritual, ou o próximo mundo, ou a realidade superior.

Isto é precisamente a coisa mais prática que nós podemos fazer juntos neste tipo de convenção. É através dessa conexão entre nós. Nós podemos senti-la de forma tangível. Compreender isso realmente é o que pretendemos fazer.

Eu realmente espero que isso venha a acontecer, e se não for nesta convenção, então talvez na próxima. Mas nós estamos indo nessa direção, e o que nós vamos fazer são coisas muito tangíveis e práticas sobre as quais a sabedoria da Cabalá escreve, sobre as quais O Zohar escreve, aqui e agora, na face da terra, entre seres humanos.

De uma Entrevista com o Director do Centro de Treinamento 5/4/10