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A Fonte De Todas As Questões

Dr. Michael Laitman“Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “Quem Criou Estes”, Item 8: E há outro abaixo, chamado de MA . Qual é a conexão entre um e outro? O primeiro, chamado MI, está oculto. Há uma pergunta nisso. Visto que o homem questionou e investigou, para observar e saber, grau após grau, até o último de todos os graus (Malchut), quando ele chega lá, ele pergunta MA [que significa “o que” em hebraico], isto é, “O que você soube?”, “O que você observou?”, “O que você investigou?”. Afinal, tudo está tão oculto como antes.

Este é um exemplo de como o Superior suscita questões no inferior ao vestir-se nele. Quando não surgem perguntas, você não é vestido pelo Superior, e, portanto, não tem dúvidas. É GAR de Bina, onde tudo é Hafetz Hesed (aquele que não quer nada para si). Hafetz Hesed não tem nenhuma dúvida; ele é fiel e pronto.

Abaixo desse nível, em ZAT de Bina, surgem as perguntas: Por quê? Para quê? O que vale a pena, e o que não vale? Estas são todas as questões que poderiam suscitar no inferior, a fim de serem respondidas. É por isso que é chamado de “o fim do céu”: A pessoa pode subir lá, revelá-lo. Este é YESHSUT, a nossa casa superior.

Da Lição Diária de Cabalá 10/12/10, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “Quem Criou Estes”

Você Verá Isso E Nenhum Outro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você explicou que o texto que lemos no Talmud Eser Sefirot e no Livro do Zohar descreve as forças de conexão entre nós. Você pode me dar um exemplo desta conexão?

Resposta: Se você estivesse na espiritualidade, você realmente revelaria tudo o que lemos nos livros. Você revelaria as forças de conexão entre nós, incluindo o seu poder, caráter, como elas funcionam e como elas se unem em rede, conectando-nos.

Você participaria dessa rede de forças e do seu trabalho: a iluminação da Shechiná. Você veria o quanto é capaz de tomar parte ativa na mesma, o quanto você pode adicionar-se a ela. Ao ler o texto, você perceberia como se comporta toda esta rede.

No entanto, se você não vive dentro da realização espiritual, é impossível transmitir isso a você. O Baal HaSulam escreve em seu poema, “O que quer que seus olhos vejam, você verá e nenhum outro”.

Enquanto você não sentir a espiritualidade, você deve ler os textos na esperança de que ela seja revelada a você. Nós lemos os textos Cabalísticos na qualidade de Segula (uma qualidade milagrosa), e não sob a forma de fatos.

Por exemplo, suponha que eu sou cego e estou ouvindo um professor de física falar sobre as leis da óptica. Ele me diz como um raio de luz se divide em várias cores. No entanto, eu só estou ouvindo isso. Eu não entendo o que ele está falando, mas apenas ouço que esses fenômenos existem.

Eu posso continuar estudando dessa forma toda a minha vida, sem entender o que ele está falando. No entanto, se eu fizer esforços especiais e começar a sentir os fenômenos que eu ouvi falar, então eles se tornarão a minha vida. Isso é chamado de “Prove e veja o quão bom é o Criador”. Você tem que prová-lo – para receber essas Luzes e sentir seu gosto.

A verdadeira ciência Cabalística só começa depois que você tem essa sensação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/10, Talmud Eser Sefirot

A Abordagem Mais Materialista

Dr. Michael LaitmanO Zohar não fala sobre a morte física. Ele fala sobre o desejo de receber prazer, que se torna corrigido e alcança a equivalência com o Criador. Uma pessoa normal ainda não alcançou isso.

Quando a pessoa trabalha no mundo espiritual, ela tem as linhas esquerda e direita (os dois “anjos”), entre as quais constrói a linha média. O meu ego (o Faraó) fica do lado esquerdo, e o Criador (a Luz) do lado direito.

Eu crio o meu vaso espiritual (Kli) com uma tela a medida que consigo transferir esse desejo de receber prazer para a linha média e atrair a Luz da linha direita (intenção)em direção a ela.

 

A tela é a intenção de doar, enquanto o vaso é o desejo dentro dela. Desta forma, eu construo a mim mesmo com estas duas forças, e sou a terceira força. Então, eu começo a existir em uma realidade espiritual. Assim que eu construir essa “terceira” força (o desejo com a intenção), isso significa que eu adquiri uma alma.

No entanto, se eu não a construí a partir destas duas forças, então eu não tenho nada além de um ponto, onde não sinto nada. Este é apenas um desejo minúsculo que não depende de mim, “um desejo do nada” (Mi Ain).

Está escrito no Zohar que você precisa matar o seu desejo egoísta. Você atrai a Luz até ele, o mata e o leva para a intenção de doar. Esse será você, um ser vivente.

Tudo isso pode ser feito com a ajuda do ambiente apropriado, que se chama “a Sociedade Sagrada” (Hevra Kedusha), porque ele lhe ajuda a enterrar o seu egoísmo. Desta forma, você receberá uma alma eterna, uma parte que é semelhante ao Criador.

Você faz isso sozinho; se não o fizer, você não tem uma alma. Você existe abaixo da linha da vida, neste mundo, onde você não tem nada, exceto um corpo animal, uma matéria (Homer, “substância” em hebraico, é condizente com Hamor, “burro” em hebraico). Esta é a abordagem mais “materialista”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/10, “Corpo e Alma”

Os Quatro Exílios

Dr. Michael LaitmanOs quatro exílios descritos no Zohar são nossos “filósofos interiores”, que nos obrigam a trabalhar “dentro da razão”, no desejo de receber prazer, e seguir todos os seus comandos. Sair deles significa elevar-se acima da mente, acima do desejo, com a ajuda da Luz que Corrige.

Assim, se eu sinto que estou imerso em minha mente e sensações, e trabalho apenas dentro deles, será que eu estou ou não no exílio? Será que eu concordo com o meu estado? Talvez eu ainda ame a minha mente e sentimentos, tenha fé neles, estude, entenda e acumule mais conhecimento e sensações a cada dia?

Por um lado, isso é bom. No entanto, se a pessoa não percebe que tudo isso é um meio para alcançar a espiritualidade, isso é ruim, já que ela não faz nada por isso. Ela só obtém a falsa confiança de que um dia esta abordagem a levará à espiritualidade. Mas isso nunca acontecerá, pois a pessoa não estuda através da sua mente. Não importa o quanto você sabe, você não se aproximará nem um centímetro da espiritualidade.

Então o que devemos fazer? Devemos fazer uma análise. Isso se chama “e eles clamaram a partir deste trabalho”. A pessoa percebe que ao usar toda sua força durante os “sete anos de fartura”, ao alcançar dentro de sua mente e sentimentos, e compreender o que estava escrito em todos os artigos, ela não conseguiu nada. O texto impresso no papel ficou gravado em suas células cerebrais, mas isso é tudo que ela tem agora …

Então, ela faz outra análise: “Eu só preciso da Luz que Corrige! Tudo o que eu tenho dentro de mim e eu mesmo, tudo isso não tem nada a ver com espiritualidade”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/10, O Zohar, Introdução, “Dentre Todos os Dábios das Nações do Mundo, Não Há Ninguém como Você”

No Caminho Espinhoso

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “A Rosa (Shoshana)”: Rabi Hizkiya começou [seu discurso]:”Está escrito: ‘Como uma rosa entre os espinhos’”. …

A rosa é Malchut e inclui todas as almas que desejam rejeitar o seu egoísmo e se unir. Isso só é possível com a ajuda da Luz que Corrigir. Toda pessoa que aspira atingir o Mundo Superior, para revelar o Criador, aspira essencialmente à unificação geral dentro de Malchut. Ela é o lugar onde o Criador se revela.

O Livro do Zohar fala sobre como este lugar é construído a partir dos desejos que são dirigidos à revelação, das aspirações espirituais de pessoas que estão prontas para se unir ao caminho em direção à meta. Nós entendemos que somos incapazes de fazer isso. No entanto, a Luz age dentro Malchut, dentro da “rosa”, apesar dos espinhos que se interpõem no caminho da união. Quem quiser revelar o Criador está disposto a conviver com esses “espinhos” e fazer o seu caminho através deles em direção à “rosa”.

É isso que os nossos esforços devem visar, a despeito do egoísmo que sempre nos afasta da meta. No entanto, nós devemos superar os espinhos em volta da rosa e unir todos os nossos desejos em um só.

Assim, nós atrairemos a Luz que Corrige e revelaremos o Superior.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/11/10, O Zohar

Um Vírus Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Shofar (Corno) do Messias”: …os filhos de Israel são redimidos somente depois que a sabedoria do oculto é revelada de forma plena, como está escrito no Zohar, “Com essa composição, os filhos de Israel são redimidos do exílio”.

Enquanto a sabedoria da Cabala não se disseminar por todo o mundo, Israel (“Isra” – “direto”; “El” – Criador), ou seja, aqueles que aspiram ao Criador, não serão capazes de revelar a Luz que Corrige, a qual deve passar através deles a toda a humanidade. O mundo tem que estar pronto para receber a sabedoria; caso contrário, Israel continuará escravo de sua natureza egoísta.

O Zohar foi revelado para acelerar o desenvolvimento do mundo inteiro. Mas o que há de tão especial neste livro? Por que ele afeta tanto o mundo?

A verdade é que nós não vivemos neste mundo corporal; ele só nos parece assim em nossas “telas” internas.  O mundo é único e a realidade é única.

Assim, quando O Livro do Zohar (a fonte espiritual) é revelado no nível corporal, ele nos influencia e afeta.  Ao existir entre todas as almas, essa fonte acelera nosso progresso e se espalha como um vírus. Este vírus penetra cada desejo, cada reação, e começa a transformá-los.

Da  Lição Diária de Cabala 19/11/10, “O Shofar do Messias”

Um Instante Entre O Agora E A Eternidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando nós alcançamos a capacidade máxima de nossa intenção de sermos um?

Resposta: Neste momento, eu estou sentado na aula e tento pensar sobre a nossa união, para que assim a Luz oculta no Livro do Zohar venha e nos una, permitindo-me sentir que estamos todos unidos. Tão logo eu me sinta conectado com todos os outros e sinta a rede que nos mantém juntos, eu imediatamente revelo o mundo espiritual.

Uma vez que eu sinta a união entre nós, eu experimento a espiritualidade nela. Isso é chamado de “êxodo do Egito”. Nós não precisamos de mais nada! E isso está tão perto.

Entretanto, eu sou incapaz de permanecer mais do que um instante nessa intenção e aspiração.  Por quê? Porque os outros não estão pensando nisso. Eu preciso do suporte do meu ambiente. Porém, o ambiente pensa no que ele quiser: uma pessoa pensa na sua avó que verá em breve, outra nos problemas no trabalho, uma terceira quer dormir, etc.. Cada uma está com seus problemas e nenhuma pensa na conexão.

Desta forma, agora eu só posso decidir pensar na nossa união, preocupar-me com ela, e exigir o “remédio milagroso” (Segula), para que eu possa ver que todos nós estamos unidos e vivemos na qualidade de doação. Eu desejo que a qualidade comum de doação me governe. Porém, além de tomar essa decisão, não há nada que eu possa fazer, uma vez que não recebo apoio do ambiente. O que mais eu posso fazer?

O que falta aqui é o esforço comum e a responsabilidade dos amigos perante cada um, com cada um tentando dar o seu melhor para permanecer nessa intenção. Essa obrigação mútua é considerada como “a garantia”. E se nós pensarmos somente em como encontrar a união entre nós, a Luz descerá e fará isso.

Nós somos incapazes de nos unir por nós mesmos. Mas nós podemos pensar para fazer isso acontecer. Porém, se formos incapazes de pensar nisso, então não iremos influenciar uns aos outros com a grandeza e a importância da meta.

É nesse ponto que precisamos trabalhar e nada mais. Nós não temos nada, exceto isso. Tudo está aqui, bem diante de nós, tão perto… Então, nós descobriremos a eternidade, a perfeição, e todo o mundo espiritual, mas somente sob a condição de que decidamos cuidar uns dos outros e não nos esqueçamos dessa intenção.

Nós só precisamos nos unir! Deixe que a Luz nos conecte, e o Criador será revelado em nossa união! Nós doaremos a Ele, e Ele a nós.

Tudo acontece na nossa conexão. Lá nós experimentaremos o mundo espiritual, o Criador, e o Infinito.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabala 19/11/10, O Zohar

A Datação Dos Estados

Dr. Michael LaitmanO Zohar, “Introdução do Zohar”, Capítulo “BeLaila De Kala (Noite da Noiva), “Item 135: No décimo quinto dia de Nissan, David convocou todo Israel para ir à guerra. Eles estavam com Yoav no sétimo dia de Sivan, e foram e destruiram a terra dos filhos de Amom. Eles aguardaram ali através dos meses de Sivan, Tamuz, Av e Elul, e o que aconteceu com Bat Sheba foi no vigésimo quarto dia de Elul. E, no Yom Kipur (Dia do Perdão), o Criador perdoou sua iniqüidade.

É claro que não estamos lidando com as datas aqui, mas com níveis espirituais. O ciclo anual é dividido em 12 meses, de acordo com os quatro estágios de HaVaYaH multiplicado por três linhas. As quatro estações, a ordem dos meses, e os feriados são determinados pela inclusão mútua das Luzes de Hochma (Sabedoria) e Hassadim (Misericórdia).

O calendário judaico é baseado nos ciclos solar e lunar. O calendário solar é a parte que pertence a Zeir Anpin, e os meses lunares são a parte que pertence à Malchut.

Estas são as descrições das correções espirituais, dependendo do tipo de forças e influências que estão em jogo. Ou Malchut influencia Zeir Anpin ou Zeir Anpin influencia Malchut. Como resultado da correta conexão que eles estabelecem entre si, eles sobem e se prendem à Bina, sua mãe sublime, que os corrige.

Assim, todas as datas no ciclo lunar têm seus próprios significados espirituais. Todo mês começa com uma lua nova e termina antes da próxima lua nova. Trata-se de trinta Sefirot de HaBaD–HaGaT–NHY, cada uma incluindo as três linhas. Os estados deste sistema podem ser subdivididos e sistematizados por suas Sefirot particulares descendo até “horas”, “minutos”, e “segundos”.

Isso esclareceria quais correções específicas Bat Sheba teria sofrido com Davi e Urias, e porque estas teriam caído nessas “datas”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/10, “Hakdama, BeLaila De Kala ( Noite da Noiva)”

De Volta Ao Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanNós recebemos a sabedoria da Cabala para corrigir o nosso estado. Tendo descido do Mundo do Infinito (Ein Sof) até o mundo corpóreo, nós podemos subir de volta ao Mundo do Infinito, utilizando o método da Cabala. Quando podemos fazer isso? Assim que a usarmos como ela foi concebida.

No Infinito, todos estão ligados entre si, como um homem com um coração. Nós estamos unidos pelos corações, independentemente dos corpos. O “coração” deve ser visto como os desejos, as intenções, e até mesmo os pensamentos. Afinal, o pensamento serve para amplificar e classificar o desejo; ele serve de ferramenta para se trabalhar sobre o desejo.

Por isso, não é dito: “Como um homem com um coração e uma mente”, mas sim, apenas “um coração”, pois é o suficiente. Nós temos que ligar nossos desejos para se tornarem um. Que tipo de desejos? Os desejos que visam o propósito da criação. São esses que nós devemos juntar. Eles se expandem do Infinito para que possamos unir e corrigí-los.

Todo o nosso problema foi causado pela quebra dos Kelim (vasos) e da separação, o distanciamento desses desejos ou centelhas entre si. Dessa forma, a correção é a sua aproximação e a conquista da adesão total. Isso se realiza por meio de nossos esforços, quando desejamos nos unir ao ler as principais fontes autênticas, os trabalhos escritos pelos Cabalistas que estavam na realização da união e da correção.

Com esta intenção, nós devemos nos voltar ao Livro do Zohar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/11/10, “Hakdama, BeLaila De Kala ( Noite da Noiva)”

Rumo À Espiritualidade Através Deste Mundo

Dr. Michael LaitmanZohar, Capítulo “BeShalach (O Faraó Enviou)”, item 470: … como está escrito: “Porque eu certamente apagarei a memória de Amaleque”. “Apagar” é acima, “Eu apagarei”, abaixo. “Memória” significa a memória acima e abaixo.

“Acima” e “abaixo” não diz respeito ao nosso mundo, pois ele não está sujeito à correção; não há nada a ser corrigido nele. Este mundo em que vivemos enquanto permanecemos em nossos corpos (assim como outras pessoas), antes que o ponto no coração desperte em nós e que encontremos um grupo através do qual nos relacionamos com a espiritualidade, não tem nada a ver com a correção e/ou com a espiritualidade .

Nós estamos falando sobre o desejo que se origina no ponto no coração e, posteriormente, é incorporado no grupo (ou seja, no conjunto de outros pontos no coração, que temos que reconectar juntos). O Zohar fala apenas sobre esse processo. O restante da realidade que observamos à nossa volta não tem relação com a correção ou a espiritualidade.

Nós vemos um enorme mundo material à nossa volta, mas que não existe na espiritualidade. Ele nos é dado apenas para servir como base, a partir da qual começamos a nossa vida espiritual. Em relação ao mundo espiritual, o nosso mundo não existe. Ele é uma realidade imaginária, a partir do qual podemos entrar na espiritualidade de forma independente, por nós mesmos.

O Criador nos dá um ponto no coração que nos permite avançar. Se colocássemos o nosso estado interior em um filtro que realmente separasse o mundo espiritual (autêntico) do “irreal”, apenas os pontos no coração passariam por esse filtro. O restante deste reino seria detido pelo filtro e desapareceria, uma vez que simplesmente não existe.

Em outras palavras, a nossa realidade imaginária tem apenas um propósito: permitir que os pontos em nossos corações entrem na espiritualidade. Nós temos que continuar vivendo nesta realidade até conseguirmos conectar todos os pontos no coração em um reino espiritual e, assim, alcançar a correção completa (Gmar Tikun). Posteriormente, esta imagem imaginária desaparecerá.

Até então, o nosso mundo não desaparecerá. Em cada ato de correção (do primeiro ao último) nós devemos ficar dentro da imagem “irreal” do nosso mundo material, porque é onde começamos uma nova rodada de correção, a cada vez.

Está escrito sobre o Rabi Shimon (o autor do Livro do Zohar), que antes da sua última correção ele se identificou como “Shimon do mercado”, isto é, que caiu neste mundo e só percebia essa dimensão da vida. A partir deste mundo ele conseguiu atingir o nível máximo de correção.

Esta é a razão pela qual a realidade imaginária que chamamos de “nosso mundo” é tão importante: ela nos dá um sentimento de separação da espiritualidade. Como nós sentimos uma separação, nós conseguimos corrigir cada parte de nossos desejos não corrigidos. Nós fazemos isso enquanto permanecemos neste mundo que está totalmente ausente do mundo espiritual, “a partir da ausência”.

É por isso que este mundo é tão importante. Todo mundo deve levar uma vida normal: ter um bom emprego e família, estudar e cumprir com tudo o que este mundo exige de nós. Sem esse mundo nós não nos tornaremos semelhantes ao mundo espiritual; não nos corrigiremos ou entraremos na espiritualidade.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabala 15/11/10, O Zohar