Textos com a Tag 'Zohar'

Todos Os Mundos Estão Entre Nós

No Zohar introdução, ao artigo “Yitro (Jetro)”: O Zohar explica a ordem da emanação do Partzufim de Atzilut: Atik, AA, AVI e ZA,como a fonte de tudo, o Masach de Malchut  Midat ha Din, e usa Partzuf Atik, e opera em AA para esconder o Hochma lá … Depois, ele explica VAK de ZA relativo a seis cortinas e as cortinas bordadas, GAR de ZA.

Os autores do Livro do Zohar revelaram a ordem das relações entre eles e dentro da conexão entre si, eles revelaram Partzufim, mundos, qualidades e discernimentos internos. Tudo isso está presente entre uma pessoa e outras.

Quando uma pessoa vê os outros conectados entre si, é chamada de “Mundo Infinito.” Se ele os vê como parcialmente conectados, é chamado Partzufim que estão acima dela. Isto é como eles falam uns com os outros, revelando toda a qualidade e o chamando de “Rabino Yossi, Rabino Hiya, Rabino Elazar, Rabino Shimon,”

Todos estes são estados que passam por nossas almas no processo da sua correção. Eu sei da minha experiência pessoal como é difícil para uma pessoa representar uma imagem muito simples em sua imaginação: que não há nada além das almas separadas. Sua divisão total é percebida por eles como o nosso mundo. Sua unificação parcial, a inclusão dos desejos em si do princípio “Ama o teu próximo como a ti mesmo” cria a sensação do Mundo Superior na alma.

Toda Sua unidade é percebida pelas almas como o Mundo Infinito sem barreiras, ilimitado e, por conseguinte, a total realização da unidade com a Luz.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 2/1/10, O Zohar

Material Relacionado:
O Mundo Das Nossas Intenções
Mudar As Formas Da Realidade

O Zohar: Um Conto De Ódio E Amor

Pergunta: Eu me sento na aula lendo O Zohar e me esforço junto com os outros. Isso pode ser considerado como “sacrifício do desejo”?

Resposta: Não, não pode. Como eu sei o que você está lendo? Talvez você simplesmente aprecie o que O Zohar explica nessa linguagem fácil, atrativa e excitante.

Por que ele nos excita, e o que ele quer nos explicar? O Zohar explica que se eu desejo estar conectado com você, eu vou passar pelos estados que ele descreve. É simples assim! O que os autores do Zohar dizem: “Nós nos reunimos enquanto sentíamos ódio uns pelos outros; nós estamos separados por um abismo total. E então nós começamos a tentar nos unir”. [Leia mais →]

O Poder Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanApenas por ler O Zohar traz muitos resultados, evoca vários fenómenos e mudanças numa pessoa. A pessoa não percebe o que lê, mas ela tenta perceber, levada pela sua natureza, muito embora que do ponto de vista da Cabalá isso não seja necessário. Ela deve lê-lo com a intenção correcta ou com uma que não seja tão correcta.

Em qualquer caso o livro age sobre ela, influenciando-a e ela avança. Ela não consegue evitar sentir as mudanças dentro. Ela deve apenas continuar a voltar a este livro tão frequentemente quanto possível, lê-lo em toda oportunidade que tenha, e ficar conectada a ele de alguma forma.

Então, ela verá que este livro é construído de tal forma que cria para ela uma imagem da realidade, paralela à sua realidade actual, e a pessoa começa a mudar ligeiramente entre elas. Em vez da história superficial ela imagina algo para lá desta realidade. É dessa forma que O Zohar trabalha dentro de uma pessoa, criando novas qualidades de percepção dentro dela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/2010, O Zohar

Quando Chega O Messias

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Artigo “A Visão do Rabi Hiya”, Item 57: Naquele tempo, o Messias chega ao seminário do Rabi Shimon coroado com altas coroas dos chefes dos seminários.

… Agora, porém, depois que todos os membros dos seminários foram recompensados com o grau dos chefes dos seminários, o Messias foi coroado com a Torá dos chefes dos seminários. Disso resulta que ele é coroado com as mais altas coroas dos chefes dos seminários.

Esta passagem fala sobre os graus espirituais dentro de uma pessoa que descobre sua estrutura interna. Toda a sua construção interna é o seu desejo coletivo (desejo de receber prazer), dividido e organizado por graus espirituais (níveis), capacidades de doar.

Ela tem a estrutura do mundo de Atzilut. Dentro deste projeto exterior, existem mais estruturas internas de acordo com os níveis, de dentro para fora, de Shoresh (raiz), Neshamah (alma), Guf (corpo), Levush (vestimenta), e Heichal (câmara, palácio). Como no mundo corporal, há ainda os níveis inanimado, vegetal, animal, e falante (humano).

Não há diferença entre o projeto material e o espiritual. Nossa forma material é uma mera projeção de nossas propriedades internas, que estão pintando certa imagem dentro de nós, assim como vemos este mundo diante de nossos olhos agora mesmo, quando, de fato, é o nosso reflexo interno.

Ao conhecer minha estrutura espiritual interna, eu testemunho como, por meio de transformações realizadas em mim pela Luz, todas as minhas qualidades se tornam elevadas de “membros dos seminários” para “chefes dos seminários”, do Messias que veio de certo nível para o Messias em um nível espiritual mais elevado. De repente, eu vejo o Rabi Shimon, o nível que não havia sido revelado dentro de mim anteriormente.

Todos estes são os níveis na alma de uma pessoa, todos os antepassados e seus filhos: Hesed, Geburah, Tifferet, Netzah, Hod, Yesod e Malchut. Isto explica como uma pessoa aprende o projeto de sua alma em detalhes mais completos, onde ela descobre uma grande medida de doação sob várias formas. Isso é o que chamamos de conhecer o Criador.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 26/12/10, “Introduction ao Livro do Zohar”, Artigo “A Visão do Rabi Hiya”

Quando A Luz Bate Para Entrar

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Artigo “A Visão do Rabi Hiya”. Item 56: “Nesse momento, Ele golpeia 390 firmamentos, e todos se assustam e têm medo dele”. Essa é a alusão à Masach chamada de “firmamento”. … Não há 400, mas 390, pois faltam dez: Malchut de Malchut. É por isso que ele chama de “firmamento”, “390 firmamentos”.

O vaso da nossa alma é caracterizado pelo tamanho do desejo. Esse tamanho é chamado de “Aviut“. Se nós realizamos a Primeira Restrição sobre ele (Tzimtzum Alef), a Luz Direta (Ohr Yashar) vem a nós e nós a rejeitamos, levantando a Luz Refletida (Ohr Hozer).

A Luz Direta é igual ao desejo, porque o nosso desejo revela o grau da Luz ou do prazer que ela corresponde. Portanto, na realidade, a Luz não tem que “vir”. Agora, quando eu ainda não fiz uma restrição, eu não sinto que estou na Luz, no Criador. Mas, ao realizar a condição da Primeira Restrição, de imediato, sinto que estou na Luz.

Esta é a Luz Direta, que “vem” a mim. Ela me empurra, batendo para entrar, e a primeira coisa que faço é rejeitá-la, levantando a Luz Refletida. A Luz Refletida indica a rigidez da tela (Kashiut), enquanto que a Luz Direta indica sua Aviut. Nós estamos falando sobre a tela, pois ela é o elo entre a alma e o Criador, estando no meio deles.

O desejo em si, Malchut  dividido em quatro partes, cada uma contendo dez Sefirot, cada uma das quais também é composta por dez. Ao todo são 400. Não podemos corrigir a parte mais inferior, Malchut de Malchut, “o coração de pedra”. Suas dez Sefirot são excluídas da contagem geral e, portanto, há 390 Sefirot ou telas remanescentes que o Zohar chama de “firmamentos”.

A partir daqui, vemos que, para nos mantermos no fio da meada, temos que traduzir a linguagem do Zohar, que ainda é incompreensível para nós, para a linguagem dos termos Cabalísticos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/10, O Zohar

Um Desejo Que Não Desiste

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, Artigo “A Visão do Rabbi Hiya”, Item 54: …São eles que perambulam diante da Divindade, que se senta sozinha, e que sempre espera que o Criador eleve a Divindade do pó. E aquele que não espera isso a cada dia nesse mundo, não tem nenhuma parte aqui.

Pergunta: Como é possível esperar a restauração da Shechina (Divindade) do pó a cada dia?

Resposta: “Cada dia” significa cada momento. Essa é a condição rígida, porque o mundo espiritual é perfeito. Em outras palavras, é quando um desejo perfeito reina dentro de você e você não pode deixá-lo sozinho.

Agora, quando o egoísmo reina dentro de você o dia inteiro, você não desafia seu poder. É assim que o desejo de doar reinará em você dia e noite, fazendo você aspirar à redenção de forma incansável.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 23/12/10, The Zohar

A Base De Todas As Correções

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”, Item 37: A letra Bet entrou. Ela disse a Ele: “Ó Senhor do mundo, é bom para Você criar o mundo comigo, pois em mim Você está abençoado acima e abaixo, uma vez que Bet é Beracha (bênção)”. O Criador disse a ela: “Eu vou de fato criar o mundo com você, e você será o começo com o qual será criado o mundo”.

Pergunta: Por que o mundo foi criado especificamente com a letra Bet?

Resposta: Porque a letra Bet simboliza a bênção (Bracha), a Luz de Hassadim (Misericórdia). Ela não tem falhas. Além disso, não há outra lei, outra qualidade, com a qual a criação possa ser iniciada.

De que outra maneira pode-se descrever a diferença entre os desejos que servem ao Criador daqueles que não servem? Como as correções são realizadas se não pela Luz de Hassadim, uma vez que ela separa imediatamente aqueles que aspiram doar daqueles que aspiram receber?

Então, está claro para você como proceder da próxima vez. Nenhuma outra análise é mais clara e simples, uma análise que estabelece a base de novas construções. Sem Hassadim, sem aspiração pelo Criador, não seremos capazes de construir nada a partir da Luz de Hochma (Sabedoria).

Além disso, essa qualidade não tem limtes. A Luz de Hassadim, sem diferenciação, penetra em todos os mundos, do mundo do Infinito ao final do mundo de Assiya. Não há restrição nela. Não há restrição na doação.

Pergunta: Então, por que não sentimos a bênção no mundo?

Resposta: Não estamos falando do nosso mundo, mas somente da realidade espiritual. Ao desejar alcançá-la, eu preciso me abastecer na qualidade da misericórdia (Hesed). É graças a essa própria benção que eu construo meu mundo.

O mundo material é só um quadro imaginário em nossa percepção, provocado pela inconsciência espiritual. No estado inconsciente, o cérebro cria uma percepção ilusória da vida. Essa é a nossa existência.

Para despertar, devemos nos armar com a força de Hassadim, a qualidade da letra Bet, a bênção. Essa força só pode vir do Alto. Nós não temos controle sobre ela; ela não está incorporada em nós. Porém, se nós esforçamos bastante para obtê-la, recebemos o que desejamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/10, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”

Apaixonando-se Pelo Vencedor

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”, Item 34: Explicação: Zayin [ז] é Yod [י] sobre Vav [ו]… como está escrito: “Uma mulher virtuosa é a coroa do seu marido”. Isso é porque ela está misturada com o mundo masculino, que é Vav, e, então, se torna a coroa sobre sua cabeça.

Cada letra é a coleção de numerosas qualidades e estados pelos quais a pessoa passa até que se manifeste a letra em si mesma e comece a trabalhar com ela. Zayin (ז), a sétima letra do alfabeto, é “uma coroa na cabeça do homem justo”, “uma mulher virtuosa”, Yod (י) sobre Vav (ו).

Imagine-se no lugar da filha do rei que está observando dois heróis lutando pelo direito de se tornar seu marido. O que ela sente ao olhar para eles? Agora, em essência, seu destino está sendo decidido. Será que alguém demonstra algum interesse em saber qual deles ela ama e se ela ama alguém afinal? Não. O vencedor se tornará seu marido pelo resto de sua vida; é isso aí.

Como uma pessoa com qualidades não corrigidas se sente em tal situação? Qual é a sua atitude em relação ao que está se passando? Enquanto isso, ela precisa se corrigir em tal medida que, no final, se apaixonará totalmente pelo vencedor. Portanto, como isso pode ser alcançado? Como a pessoa “se apaixona” pelo escolhido somente porque ele venceu?

Para isso, a pessoa precisa ascender acima da razão, acima dos sentimentos egoístas, dos relacionamentos pessoais e, de todo coração, apaixonar-se por aquele que está mais perto do Criador. Isso é o que Malchut tem que alcançar. Em outras palavras, é assim que a pessoa precisa se corrigir para concordar com o resultado da luta.

Possivelmente, esse exemplo vai nos ajudar a imaginar, sentir como nos corrigimos na qualidade da letra Zayin. A pessoa tem que ascender acima dos seus sentimentos pessoais de tal forma que seu amor pelo vencedor se torne absoluto.

Por um lado, a filha do rei não escolheu seu marido; mas, por outro, ele se tornará seu amado marido para o resto de sua vida.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 19/12/10, “Introdução ao Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabi Amnon Saba”

Bina É Um País Livre

Dr. Michael Laitman“Introdução ao Livro do Zohar,” Artigo “Hochma [sabedoria], na qual o Mundo Se Sustenta” Item 40: Aquele que não é mencionado, aquele oculto que não é conhecido, AA. Uma vez que a palavra Barah [criado] está na própria Bereshit [a primeira palavra na Torá], quem é que a criou? Sobre isso ele diz que é esse oculto que não é conhecido, Hochma Stimaa de AA, uma vez que ele tomou Bina fora de sua Rosh e a fez sua VAK, criando estes seis grandes limites superiores, implícitos em Bereshit.

Bina está relacionada com a cabeça (Rosh) do Partzuf. Além disso, representa Hafetz Hesed, que significa literalmente aquele que deseja misericórdia, isto é, que nunca sente qualquer tipo de falta. A misericórdia está sempre em abundância, e se você a quiser, por favor receba-a. Não há limite para ela; ninguém coloca quaisquer condições ou restrições a si.

É por isso que Bina é considerada “um país livre”, um “desejo livre”. Ela pode estar presente em qualquer sítio sem excepção e pode mesmo suprir Malchut, o desejo egoísta, com suas próprias propriedades. Nesse caso, o desejo de receber egoísta começa a doar e também se desloca para o nível de Hafetz Hesed. Portanto, Bina pode servir como o meio da correcção de Malchut, a transformação das almas.

As almas não conseguem subir por si próprias à Rosh do Partzuf. Não desejando nada para si própria, Bina permanece lá em perfeição. Contudo, sem qualquer dano a si mesma, ela pode habitar fora da Rosh, no local de residência dos Partzufim inferiores, e fornecer-lhes a sua perfeição.

Onde eles são miseráveis, onde sofrem e são incapazes de se preencher devido à falta de correcções, onde a Luz não consegue aparecer até que as condições da Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph) sejam encontradas, lá, Bina fornece-lhes a Luz de Hassadim (misericórdia), demonstrando-lhes o quão bom é estar na propriedade de Hesed.

E, de facto, Bina não tem nem restrições, nem problemas; ela não abre mão da perfeição mesmo no nível mais inferior. É por isso que “o pai” (Hochma), que não pode aparecer em nenhum lugar, revela “a mãe” (Bina), para que ela possa estar onde as suas crianças estão a sofrer, e, originalmente, fornecer-lhes a correcção por meio da misericórdia (Hassadim).

Então, elas adquirem a perfeição de doar; não estão mais subornadas ou escravizadas por seus desejos de prazer. Assim, elas começam a contemplar não só a “doação em prol da doação”, mas também a “recepção em prol da doação”. Afinal de contas, elas possuem o desejo de receber a Luz de Hochma, e agora, tendo-se protegido com a propriedade de Bina, podem despertar seu desejo.

Mas elas devem despertá-lo apenas na medida da sua capacidade de subordiná-lo à regra de Bina. Assim sendo, Malchut é gradualmente incluída em Bina. Por outras palavras, o desejo de receber das almas é incluído no desejo de doar de Bina, que as almas adquiriram. Nesse caso, elas recebem a iluminação de Hochma de baixo para cima, ao “filtrá-la” na doação.

Assim, as almas continuam a corrigir-se até à correcção final (Gmar Tikkun). É dito: “Bereshit,” Barah Shit, ou seja [Ele] criou os seis grandes limtes, VAK da iluminação de Hochma. Estas são, de facto, grandes correcções no caminho até o objectivo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 20/12/10, “Introdução do Livro do Zohar”, Artigo “As Letras do Rabbi Amnon Saba”

O Pranto Do Rabbi Shimon

Dr. Michael LaitmanPergunta: Está escrito que o Rabbi Shimon chorou enquanto escrevia O Livro do Zohar,  porque ele temia revelar o segredo. “Ai de mim se eu contar e ai de mim se não contar. Se eu conto, os pecadores aprenderão a trabalhar para seu mestre. Se eu não contar, os amigos perderão esse grande recurso”. Qual é o grande segredo oculto no Livro do Zohar pelo qual o Rabbi Shimon chorou?

Resposta: O segredo do Livro do Zohar é que ao nos relacionarmos com ele da forma correta, é possível atrair a Luz Superior a parrit dele, que nos faz retornar à Fonte. Essa Luz pode se tornar o elixir da vida para nós, bem como a poção de morte, dependendo de nossa atitude para com O Zohar e a Torá em geral.

Porém, vemos que não havia proibição em estudar o Pentateuco ou o Talmude, mesmo que eles tivessem sido escritos por Cabalistas. Somente O Zohar foi ocultado e proibido por muitos anos, e isso porque existe uma Luz muito poderosa oculta dentro desse livro que somos capazes de atrair. Claro, a Torá também contém Luz, mas ela é quase inacessível por causa da sua altura excessiva.

A Luz do Zohar está mais próxima de nós, mas se a pessoa ainda está dentro de seu ego, ela desejará usar essa Luz egoisticamente. Então, essa Luz se tornará numa poção de morte para ela.

Se eu quero alcançar a doação, essa Luz será o elixir da vida para mim e me ajudará a alcançá-la. Se, porém, a pessoa estuda a Torá sem a intenção de alcançar a doação, ela se torna mais egoísta e começa a se considerar especial, maior que os outros, e justa. A Torá se torna um veneno para ela e aumenta seu ego. Ao invés de se diminuir e sentir que é menor do que os outros, a pessoa começa a sentir o oposto: o orgulho.

Pois a maior parte de tudo isso aconteceu recentemente, no último século, quando o egoísmo alcançou um novo nível. É por isso que os Cabalistas temeram que as pessoas também começassem a estudar a ciência da Cabalá egoisticamente, tendo orgulho disso, e transformassem isso num negócio que vende “meios mágicos”, como fitas vermelhas, água santa, e bênçãos. 

Isso iria confundir as pessoas e as afastaria para longe da correção, fazendo com que perdessem muitos ciclos de vida até que finalmente revelassem que essa abordagem é uma fraude e uma mentira. Mas, quanto tempo e sofrimento levaria para se chegar até lá!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/10, “Uma Serva que é Herdeira de sua Senhora”