Textos com a Tag 'Zohar'

Aprenda A Enganar O Seu Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nas últimas semanas da leitura do Livro do Zohar, eu me concentrei muito no trabalho interno e espiritual. De repente, eu não consigo mantê-lo nem por dez segundos. O que posso fazer quando algo assim ocorre?

Resposta: Tente ficar com ele durante quinze segundos. Eu não tenho qualquer outro conselho. Há momentos, especialmente quando alguém está apenas começando a estudar a sabedoria da Cabalá, em que a pessoa ainda é incapaz de trabalhar em si mesma. Ela não acumulou experiência suficiente e não sabe como enganar o seu ego.

Tente desenhar algo ao lado de uma passagem de O Zohar, realce e sublinhe, ou seja, trabalhe com o texto, embora mecanicamente às vezes, se você não conseguir fazer mais nada. Às vezes, a pessoa pode estar completamente desconectada da espiritualidade. Durante esses estados, ela pode se conectar a ela apenas ao trabalhar com o texto,  processando-o de forma puramente mecânica, movendo as vírgulas ao redor, quebrando-o em sub-títulos, mexendo no texto, ou organizando-o.

Não importa o que a pessoa vai fazer com ele, mesmo que seja apenas ler as letras; a chave é continuar lendo. Ela deve saber que ela está confundindo-se assim, a fim de manter a leitura, e isso é trabalho.

Da 2ª parte da Lição Diária de cabalá 15/05/11, O Zohar

Abra A Porta Para A Luz Entrar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como alguém pode afectar os seus amigos, na prática, de modo que mantenha a intenção correta durante a aula, especialmente quando estamos lendo O Livro do Zohar ?

Resposta: Em primeiro lugar, temos que apoiar uns aos outros em nossa busca interna, nossa sensação interna, uma vez que isso é o que chamamos “garantia mútua”. Sem o nosso apoio mútuo, não vamos chegar a um estado onde vamos sentir o desejo coletivo como o nosso.

Não é porque os amigos precisam de mim, mas porque eu preciso deles. Essas ações são muito mais profundas do que simples apoio externo. Assim, eu desperto para uma consciência de que todos esses desejos significam o vaso da minha alma.

Às vezes, eu penso na unidade dentro dos desejos, mas se eu a entendo ou não, eu desperto a Luz desse modo; eu executo as ações voltadas para a unificação dos nossos vasos espirituais (desejos). A Luz é a unidade, e se eu não recorrer a ela através de um desejo ou vaso único, eu não atraio a Luz.

Portanto, devo pensar no desejo integral, onde vivemos em doação e garantia mútua.Essencialmente, a garantia é a abertura muito pequena por onde deixamos a Luz entrar. Na verdade, a garantia significa que você já está ligado com os outros na unidade, semelhante à unidade da Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, O Zohar

Uma Fundação Forte É A Base De Todo O Edifício

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Shlavei HaSulam (Degraus da Escada), Artigo “Qual é a Fundação Sobre a Qual a Kedusha [santidade] Baseia-se”: Quando construimos um edifício na materialidade, vemos que quem quer construir um edifício deve primeiro cavar as fundações, e sobre a fundação ele constrói o edifício. Na escavação da fundação, vemos que devemos discernir entre a obrigação de construir um edifício de um andar, ou seja, apenas o piso térreo, ou um edifício de vários andares. Assim, a escavação da fundação para o pavimento deve ser de acordo com a altura do edifício. A fundação não é cavada de uma só vez. Pelo contrário, a cada dia a fundação é construída de modo que seja mais profunda, e a pessoa possa construir um edifício maior.

A mesma ordem se aplica na espiritualidade. … E o que se está cavando na espiritualidade? É uma deficiência, quando a deficiência é cavada no coração, pois o coração é chamado de “desejo”, um coração é chamado de Malchut, e um coração é chamado de ‘terra’ ou ‘solo’. … Em outras palavras, antes que vamos e construimos um edifício, devemos primeiro escavar na terra, ou seja, tirar tudo o que há no local de escavação.

Para a criatura aprender as condições que lhe permitam tornar-se semelhante ao Criador e realizar o propósito da criação, ela deve incluir em si todas as propriedades do Criador, uma por uma. É por isso que todas as propriedades do Criador e todas as propriedades da criatura estão incluídos uma na outra e interligadas de tal forma que a criatura fica com um “registro” (impressão) do que significa ser semelhante ao Criador . Isto é conseguido através da quebra, que se estende desde acima até a profundidade do desejo, do nível zero ao nível quatro.

É assim que ocorre uma completa inclusão mútua das propriedades do Criador e as da criatura na forma oposta à meta. Esta forma contém todos os detalhes que são completamente opostos ao estado final (totalmente corrigido). Aqui, surge a verdadeira criatura (“homem”), e ela é convidade a tornar-se semelhante ao Criador no futuro. A partir deste estado, ela começa a subir por si própria e atingir o Criador, a propriedade real de doação. Desta forma, a pessoa avança desde o início da criação até a sua conclusão, o fim da correção.

Tudo é construído sobre o desejo de desfrutar, sobre a matéria da criação. Quanto mais a usamos, mais nós podemos construir, ou seja, que primeiro temos que aprofundar o desejo de desfrutar e sentir o quanto ele é oposto ao Criador. Isto significa que mergulhamos nele em uma grande profundidade e não temos medo de revelar sua oposição. Esta é uma sensação desagradável e, geralmente, traz sofrimento. Afinal, nós revelamos a propriedade oposta à bondade.

Em seguida, alcançamos à necessidade da correção e começamos a pedir que a Luz, a propriedade do Criador, corrija a propriedade da criatura. Isso é chamado de “construir um edifício”. Entretanto, as pessoas não são capazes de construir por si mesmas: a Luz constrói. Temos que oferecer o vaso, o desejo, e manifestar o nosso pedido com precisão. Se entendermos e perguntarmos exatamente por aquilo que é necessário para subir mais um degrau, mais um “piso”, a Luz vem e o cria. Assim, avançamos ainda mais.

A fundação, usada para construir a estrutura espiritual, é o desejo de desfrutar, a sensação de sua oposição ao Criador. Quanto mais fundo cavamos, mais alto podemos subir.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, Escritos do Rabash

Amar “Como A Si Mesmo” É Amar Mais Do Que A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que a leitura do Livro do Zohar me ajuda a sentir o nosso desejo coletivo?

Resposta: O Zohar nos diz sobre o sistema corrigido da conexão entre nós. Se eu sentir a minha conexão com os outros como não corrigida e desejar corrigí-la, eu estudo O Livro do Zohar e assim desejo ser elevado ao seu nível, ao nível da conexão corrigida.

Eu não sei o que é o estado corrigido e como eu posso ascender até ele. Eu só sei que devo chegar ao estado que O Zohar descreve. Eu não entendo o que está escrito ali, eu nem tenho que saber a língua, não importa.

O que importa é que eu me esforço para ser corrigido. Ser corrigido significa unir-se com o grupo, a sociedade, os outros, e chegar a amar os outros como amo a mim mesmo. Afinal, o amor significa a união entre nós, quando os desejos dos outros e os meus próprios são uma e a mesma coisa. Então, nós estamos unidos.

Está escrito que se você tiver um traveseiro, você tem que alcançar o estado em que você dá este travesseiro para o outro. Por quê? Porque o desejo dele se tornou mais importante para você do que o seu próprio desejo. Por que isso é considerado como amar os outros como você ama a si mesmo? Uma vez que, anteriormente, voce amou a si mesmo mais do que ele e agora você deve amá-lo extamente como você costumava amar a si mesmo, isso é mais do que a si mesmo. E isso é o que denominamos a qualidade de doação que habita no homem.

Isso parece irreal, terrível e indesejado. Eu não tenho nenhuma idéia para que estamos estudando isso. E é assim que todo mundo pensa. Mas não há escolha. Gradualmente, a importância da qualidade mergulha cada vez mais profundo em nós. Começamos a ver o maior e único valor na mesma e, de forma gradual, concordamos em viver nele. É assim que a Luz nos afeta, especialmente quando lemos O Zohar. Ele desce e corrige a nossa atitude em relação à doação.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/11, O Zohar

A Chave Do Mundo Oculto

Dr. Michael LaitmanO Texto do Zohar é difícil de ler em determinadas partes, uma vez que ele parece sem sabor, não excita, não impressiona, nem nos estimula a uma resposta. Eu vejo que ele acalma a todos e os faz dormir. O que pode ser feito, se nós estamos separados do estado espiritual e não temos conexão com ele? De que outra forma o método de conexão pode ser construído?

O estado que eu tenho que abordar está além dos meus sentimentos e desejos. Todavia, como eu posso me impulsionar para me aproximar dele? Uma criança pequena olha um motorista com entusiasmo: um motorista parece grande para ela. Um piloto é ainda maior. Um bombeiro é simplesmente um herói. A criança vê exemplos e quer segui-los. Ela tem a sensação, o exemplo, a visão, e a conexão. Ela pode visualizar o estado desejável no ego no qual ela existe. A própria natureza a força a desejar isso. Então, ela se move de forma egoísta, dirigida por seu desejo, impulso e aspiração.

Nós estamos diante do mundo oculto. Ele está oculto porque agora eu não tenho qualquer desejo por ele, até o ponto em que eu não o vejo e o rejeito. Ele nem mesmo é oposto a mim, pois então eu o veria como detestável, repulsivo, repugnante. Mas, eu nem mesmo tenho isso.

Assim, como eu posso me aproximar dele? Ele não pode ser visto porque eu não tenho qualquer desejo por ele ou qualquer órgão para percebê-lo. Foi-me dada a possibilidade de ler sobre ele, mas eu ouço palavras e não sei o que significam. Eu não tenho em mim, em meu mundo, em tudo que me é familiar, qualquer fenômeno comparável.

Contaram-me sobre esse mundo oculto por meio de palavras do nosso mundo físico: “o sol”, “a lua”, “um idoso”, “montanhas”, “mar”, “colina”, isso me desconcerta ainda mais, porque eu começo a imaginar o que está acontecendo em nosso mundo e não no mundo espiritual. Como resultado, essas palavras me afastam ainda mais. O que pode ser feito?

Desta forma, os Cabalistas usam a linguagem da Cabalá. Lendo o texto escrito na linguagem da Cabalá, você está passível de alguns erros, porque você vê que os Cabalistas falam sobre algo desconhecido para você: termos técnicos que descrevem desejos, esclarecimentos, telas, Luzes, graus, e diferentes números. Tudo isso é a tecnologia falando sobre algo oculto de mim. Esse texto é muito mais fácil de ler: ele é menos confuso.

Por que O Livro do Zohar foi oculto durante séculos? Ele esperou por nosso tempo para que assim as pessoas não ficassem confusas e começassem a materializá-lo. Até que o Baal HaSulam escrevesse seu “Comentário Sulam” sobre O Livro do Zohar, era muito difícil lê-lo. Se as massas começassem a lê-lo, elas teriam imaginado quem sabe o quê.

Mesmo agora, existem “professores” que conectam partes do corpo humano com atividades espirituais; a mão direita com a doação, a esquerda com a recepção. Eles amarram uma fita vermelha na mão esquerda, e isso significa correção para eles. Eles não alcançaram a realização espiritual e pensam que ela tem relação o que acontece em nosso mundo. Eles não transferem isso para as sensações internas, onde nós descobrimos as forças espirituais.

Nós precisamos continuar a ler O Livro do Zohar com perseverança e esperar que as Luzes ocultas nas palavras nos afetem. E isso funciona! Não temos um livro mais poderoso no seu impacto do que O Zohar.

É impossível nos conectar com o mundo oculto de outra maneira. Você precisa de um adaptador, um intermediário. O que é um intermediário? Disseram a você algo desconhecido, e você persiste com seus amigos a aspirar por isso. Muito embora você ainda não tenha nenhum lugar pelo qual aspirar, mas se todos dizem que é importante e oculto, você começa a ser impressionado pelo que ainda está vazio para você e a dar importância. Por quê? Porque isso é importante para seu ambiente.

Ainda que não seja importante para o ambiente tampouco, e eles simplesmente trabalham em você, isso é suficiente. Então, você pode desenvolver o desejo pelo mundo espiritual que é oposto a nós, e você não pode desejá-lo. Assim nós alcançamos a espiritualidade em virtude do desejo sem um desejo.

De outra forma, você nunca irá revelar o mundo espiritual, ou você irá revelá-lo sob a pressão de grande sofrimento, quando dominado por golpes, você irá correr para a espiritualidade pela desesperança, e não por causa de desenvolver o desejo pela espiritualidade junto com seus amigos. Isso é chamado desenvolvimento pelo caminho do sofrimento, e não pelo caminho da Luz. Decida o que você quer!

Se lhe deram a oportunidade de andar adiante com a Luz, despertá-la em seu desejo absorvido do ambiente, mas você não usa essa oportunidade, o sofrimento irá abater-se sobre você porque você não avançou de acordo com o plano da criação.

Consequentemente, a única livre escolha que temos é avançar mesmo pelos meios do bem ou do mal. Mas, o fato de que temos que avançar está além de qualquer dúvida. Você tem somente a possibilidade de escolher entre os dois caminhos, como a criança que pode optar por ser boa ou permanecer má. O final do caminho é decidido e conhecido, e o tempo foi marcado. Tudo foi dado inicialmente exceto a sua postura.

Assim agora, nós estamos no ponto de uma decisão extremamente crítica: Nós vemos um remédio na leitura do Livro do Zohar? É verdade que eu quero dormir, que nada me perturbe, que o texto não me atrai, que é completamente sem sabor. O Zohar me deixa sonolento…

Mas, esse é o verdadeiro estado. Está sendo mostrado a você que você não tem conexão com a espiritualidade. Pegue o desejo do ambiente agora! Cada um é responsável por prover os outros com a garantia mútua, para que eles despertem. Então, como resultado do total despertar, quando desejarmos despertar todos, a Luz Circundante virá e fará uma pequena mudança em nós. E nós iremos começar imediatamente a sentir o que está escrito no Zohar.             

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/05/11, O Zohar

Especialista Em Desejo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é muito mais fácil ler as partes do Zohar onde o Baal HaSulam o explica usando termos Cabalísticos?

Resposta: É porque fica claro para nós que estas são as definições técnicas e não as imagens terrenas. No entanto, tudo depende do nível de qualificação da pessoa.

Se eu convidar um especialista para consertar o meu computador, eu mostro-lhe as imagens na tela e digo-lhe que não gosto das tonalidades de cor ou a qualidade de exibição, mas ele não olha para a imagem real. Um especialista em informática olha para os sinais elétricos, as forças que criam a imagem dentro, a quantidade de cores instalada no sistema. Ele não se preocupa com a própria imagem, pois para ele é nada mais que um reflexo externo, um símbolo para o que está acontecendo lá dentro, o que indica o funcionamento adequado ou inadequado do computador.

Por outro lado, quando eu lhe mostro esta imagem e pergunto como corrigi-la, ele me explica em termos técnicos: “Aqui você precisa substituir HGT, NHY, conciliar as forças das linhas direita e esquerda…”, e eu não entendo o que ele está falando.

Estamos confusos não porque O Zohar fala desta ou daquela maneira, se é o idioma das lendas ou a língua da Cabalá, mas devido a nossa incapacidade de discernir corretamente a imagem real e perceber o que se está falando. Cada palavra do Zohar indica um desejo que deve ser corrigido. Não há nada mais exceto isso.

O Criador criou o desejo. Este desejo deve ser levado à correção e realização. Até que ele atinja atingir a sua correção, seguido pela realização, estamos falando apenas deste desejo. Tão logo ele se torne corrigido e satisfeito, nós paramos de falar dele e começamos a discutir o próximo nível, um desejo mais profundo que se segue logo após.

É assim que nós corrigimos desejo após desejo, camada por camada. Esta abordagem em fases de todo o poder do desejo dentro de nós, que tentamos corrigir passo a passo, um após o outro, é chamada de Mishpatim- julgamentos ou reencarnações das almas. “Reencarnações das almas” significa que eu estou sempre passando por essas transformações interiores.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/1, O Livro do Zohar

O Anel Mágico

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Mishpatim (Decretos)”, Item 343: Ele [Rei Salomão], marcou seu trono com um selo gravado com o Nome sagrado, pegou um anel no qual o Nome sagrado foi gravado, continuou subindo, montando essa águia, e foi embora.

Pergunta: O que é este anel?

Resposta: É uma força especial que protege Malchut, a qual se restringe a fim de utilizar a luz de Hochma apenas de cima para baixo, acima do desejo de desfrutar, ou seja, na intenção de doar, ao invés de receber para si, em seu desejo egoísta. Isso é chamado de “anel”.

Esta é a origem do ritual do casamento, onde as pessoas colocam anéis uma na outra, simbolizando sua doação mútua e sua conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/05/11, O Zohar

Faça o Seu Desejo Como o dele

Ao ler o Livro do Zohar, temos que ver a Luz que nos corrige e nos devolve à fonte. Mas o que tem que ser devolvido à fonte? Eu tenho que colocar algo “sob” a Luz. A Luz brilha, mas temos o desejo de querermos corrigir? É com isso que temos de estar preocupados.

O desejo tem que ser adequado para ser corrigido pela Luz. Se o desejo não corresponder a ele, então a Luz ainda o influenciará, mas, neste caso, nós nos sentimos mal, na medida do nosso desejo e da nossa diferença com a Luz. isto continua a ser assim até que nós tornamos o nosso desejo adequado para a correção.

É por isso que existe uma regra: “Faça o seu desejo como o Dele” e “Ele vai fazer o seu desejo como o Dele”, como o desejo de doar e amar.

Da 2 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 8/5/11, O Zohar.

O Sistema Que Conecta Você Com O Infinito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que nós precisamos para que o sistema chamado de “Zohar” nos leve à união?

Resposta: Nós precisamos ter mais intenção, desejo.O Zohar é o sistema integral de toda a realidade. Mas, por que ele é chamado de “Zohar”? Por que temos que abrir um livro específico, ler um texto específico, que foi escrito por uma pessoa específica, e escutar palavras específicas?

Esse sistema geral da realidade destina-se a conectar-se conosco através dos grandes Cabalistas, que são os mediadores na criação da ligação entre esse sistema e nós, e que expressam essa conexão em palavras e frases.

Eu leio esse Livro e não entendo nada. Eu posso até lê-lo de trás para frente. O principal é que eu deseje me conectar com eles, esses Cabalistas que passaram seus escritos para mim, porque eles querem me conectar a eles, a essas alma, à sua união, a eles e a essa união também.

Como saberei que estou me conectando com eles? Se eu me uno com meu grupo, meu alvo está definitivamente correto: unir-me com essas grandes almas, entrar no mesmo sistema global e integral, tornar-me parte indispensável dele, e aspirar a ele ao menos em um pequeno grau. É exatamente disso que eu preciso.

A pessoa está pensando nisso, a outra nem tanto, e a outra algumas vezes. Mas, no geral, se eu aspiro a ser como um todo, todas as aspirações individuais se unirão como uma só.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/11, O Livro do Zohar

O Grupo Do Rabi Shimon Composto De Vários Milhões De Membros

Dr. Michael LaitmanA Luz superior está em um lugar chamado “Shechiná“, que é a unificação entre as almas. Com os nossos esforços, temos que alcançar a união entre nós. Então, revelaremos a Luz que constrói, cria, corrige e preenche toda a criação.

Esta Luz está sempre presente na Shechiná, na assembléia das almas que aspiram ao Criador (Knesset Israel), na unificação entre nós.

O Zohar é a mesma fonte de Luz, mas sob a condição de que nós nos imaginemos (e não importa quantos milhões de nós existam) como sendo o grupo do Rabi Shimon, que tinha dez pessoas que se sentaram, conectadas entre si, e receberam esta Luz chamada de “Zohar” – “a iluminação superior”. Esta é a Luz que nos influencia, nos corrige e nos eleva.

Da 2ª parte da Lição Diária de cabalá 04/05/11, O Zohar