Textos com a Tag 'Zohar'

A Escada Das Propriedades

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Ítem 503: “Você deve fazer uma mesa”. Uma mesa fica dentro do tabernáculo com a alta bênção sobre ela, e comida para o mundo inteiro vindo dela. Esta mesa não pode estar vazia nem um minuto sequer; em vez disso, a comida deve estar sobre ela porque não há bênção num local vazio. Por esta razão, deve haver sempre pão sobre ela de forma que a alta bênção esteja sempre nela. Dessa mesa partem a bênção e a comida para todas as mesas do mundo, que são abençoadas graças a ela.

A chave durante a leitura de O Livro do Zohar é organizar o sistema de valores dentro de si mesmo de forma que a cada palavra a pessoa se mova ao longo da escada de propriedades e das definições interiores, percebendo que tudo existe dentro do seu desejo. Este desejo tem sombras múltiplas, e dentro delas a pessoa tem de tentar perceber o material de estudo. Então, como resultado destes esforços, a Luz Circundante virá até ela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/7/11, O Zohar

A Sabedoria Não Será Esquecida No Mundo

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma(Doação)”, Item 422: Mas eu estou perplexo com os sábios da geração – como eles podem deixar mesmo por um instante de estar diante do Rabi Shimon estudando a Torá, enquanto o Rabi Shimon está no mundo. Mas nesta geração a sabedoria não será esquecida pelo mundo. Ai do mundo quando ele se for, os sábios ficarão escassos, e a sabedoria será esquecida no mundo.

Esta não é uma referência à história. A geração do Rabi Shimon é um nível espiritual elevado ao qual a pessoa pode se conectar e, consequentemente, receber deste grande nível chamado “Rabi Shimon”. “Rabi Shimon” não é o nome de um indivíduo, mas o nome da fonte de Luz de um determinado nível (Arich Anpin do mundo de Atzilut).

Portanto, a pessoa deve tomar cuidado para não perder a aspiração interna e constante de estar conectada ao Zohar – a própria Luz que existe no nível chamado “Rabi Shimon”. Então, conforme a aproximação ou o distanciamento da pessoa desse nível, ela pode avaliar seu avanço ou distanciamento do trabalho espiritual.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

Para Não Lamentar O Tempo Perdido …

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso manter a intenção constante de que O Zohar fala, sobre a conexão entre nós?

Resposta: A principal coisa é a intenção. Se você consegue ouvir o texto do Zohar e mantém a intenção correta, então ouça. Se você não consegue ouvir, já que ouvir desvia você da intenção, então fique na intenção.

A mesma condição, de manter a constante intenção de ser corrigido pela Luz, aplica-se ao estudo de todos os outros materiais Cabalísticos e, em geral, em cada momento da vida. Se a pessoa não consegue permanecer na intenção, é uma pena desperdiçar esforço e perder tempo.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

Quem Coloriu A Luz Branca?

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 431: O preto é muito escuro. Esta cor não é percebida na escuridão. Onde foram tingidas essa cor preta e a escuridão? Quando este vermelho se fundiu no azul e as cores vermelho e azul se misturaram, a fusão da impureza de Midat ​​ha Din se fundiu nas profundezas, Malchut de Malchut, e a lama e o lodo foram feitos daí, como está escrito: “Cujas águas lançam lama e lodo”.

O Zohar explica a qual qualidade, a qual Sefira cada cor corresponde. Naturalmente, tudo se origina de Malchut e é percebido nela: nós observamos todas as qualidades de dentro de Malchut. Há 9 Sefirot antes de Malchut, que são as qualidades do Criador, as qualidades de doação. Mas quando Malchut as recebe e começa a trabalhar com elas, elas assumem vários tons nela, conforme a capacidade dela de doar, de Keter a Yessod.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, O Zohar

O Fogo Do Inferno

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 443: O juízo dos castigos do Inferno é julgar ali aos malvados. Por que eles são julgados com o castigo do Inferno? O Inferno é um fogo que arde dia e noite, como os malvados, que se aquecem no fogo da inclinação ao mal para violar as palavras da Torá. A cada vez que eles se aqueceem na inclinação ao mal, o fogo do Inferno arde neles.

O Inferno significa os estágios da revelação do egoísmo como o mal, quando a pessoa se sente como um receptor, e o fogo da vergonha a queima. Este fogo nos exorta a nos corrigir.

Além disso, neste estado do Inferno, a pessoa tem tudo, exceto a qualidade de doação, e é por isso que ela sofre. Eu tenho toda a abundância, a satisfação do meu egoísmo, mas não os desejo. Eu quero estar em doação, porque isto me aproximado Criador. Eu não quero ser um receptor! Isto é o que o Inferno significa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/11, O Zohar

Deixe Os Ossos Para Os Cães

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 487: Há uma alegoria sobre um rei que fez uma refeição para sua família. Enquanto eles faziam a sua vontade, eles comiam junto com o rei e davam a parte dos ossos para os cães mastigar. Quando sua família não fazia sua vontade, o rei dava toda a refeição para os cães e os ossos para sua família.

Pergunta: O que é esse alimento que todo mundo come à mesa do rei?

Resposta: “Alimento” significa que você recebe o prazer de doar. E você tem que receber esses prazeres também em prol da doação.

Isso fala da atitude, da sensação, das ações nos desejos. Os “cães” dentro de mim estão sentados debaixo da “mesa” dentro de mim, onde eu sinto os “gostos (sabores) do rei”.

Quais são os “gostos do rei”? O que é a “mesa do rei”? São todos os prazeres que se revelaram a partir da doação, que o rei deseja doar. Ele gosta de doar. Ele deseja que você também goste de doar aos outros.

Então, se você doa e desfruta, toda a questão é: O que está lhe dando prazer? Você está desfrutando do fato de que é parecido com o rei? Você está gostando disso porque Ele recebe o prazer da sua equivalência com Ele? Ou você está desfrutando porque você recebeu algum prazer? Se sim, então você imediatamente se transforma de uma pessoa que se senta à mesa em frente ao rei, em um cão que mastiga os ossos debaixo da mesa.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/07/11, O Zohar

É Impossível Amar Duas Pessoas

Pergunta: É possível misturar as solicitações para o Criador, ou seja, pedir uma coisa e outra?

Resposta: “Uma coisa e outra” significa que não há desejo. O desejo tem que ser perfeito.

A Luz superior pode preencher milhares de desejos. Mas como pode colocar recheios diversos, em um desejo? Nesse caso, não é chamado um desejo.

Você é um desejo. Será que este desejo quer algo? Sim. E recebe tudo o que quer. Ele não pode querer dois recheios porque é um desejo, um vaso. Se você quiser várias coisas, isso significa que seu desejo não assumiu a forma correta ainda.

É impossível amar duas pessoas. Afinal, você quer se unir com a pessoa que você ama. Não importa o que este desejo é exatamente – por comida, sexo, família, riqueza, honra, conhecimento ou espiritualidade. Independentemente disso, ele tem que ser todo, “eu quero!”

Da lição de 8/7/11, “Introdução ao Livro do Zohar”

Material relacionado:
Trabalhando sobre o desejo Juntos
O Meu Objetivo É Desejar

Vamos Viver!

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 432: … Todas as pessoas no mundo sabem que vão morrer e voltar ao pó, e, portanto, muitas se arrependem e retornam ao seu Mestre por causa deste temor. Elas temem pecar diante Dele.

Pergunta: Qual é o significado de “morrer”?

Resposta: “Morrer” ou “viver” tem relação com o desejo. De acordo com O Zohar, “vivo” significa doar e “morto” significa receber.

Na espiritualidade, não há vida ou morte. Nós falamos de vida e morte em nosso mundo porque percebemos apenas uma forma de existência e vemos que esta forma parece desaparecer de nós. Nós pensamos que a vida é o corpo quando ele está respirando, e a morte quando ele pára de respirar.

Mas, para uma pessoa que começa a sentir a espiritualidade, esta distinção torna-se muito estranha. Como é possível que esta seja a indicação com qual nós fazemos a diferença entre o que existe e o que não existe, entre o que está vivo e o que está morto? Isso porque esta pessoa passa a perceber uma forma diferente de existência, e as noções materiais de vida ou morte desaparecem para ela.

Se a pessoa muda para uma percepção mais importante, quando a doação é considerada a vida, e a recepção a morte, ela se eleva acima do nível de um animal para o nível de um ser humano, e a vida para ela significa a existência no nível humano, e a morte a existência no nível animal. Ele não conecta a vida e a morte à existência do corpo animal.

Então, este corpo animal desaparece de sua sensação, perdendo seu significado em definir seu estado, de vida e morte. Mesmo que o corpo morra, a pessoa já está em um nível diferente de desejo, na sensação de vida e morte em relação à espiritualidade, e ela está unida a isso.

Portanto, este mundo já não a faz experimentar quebras no processo de desenvolvimento da alma.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/11, O Zohar

Estude Com Felicidade

Dr. Michael LaitmanAo ler O Zohar, nós precisamos manter a intenção e imaginar algo sensorial em vez de palavras. Nossa imagem sensorial deve incluir dois componentes:

1. A felicidade de abraçar a Torá, algo muito elevado que ainda não estamos em condição de apreciar;
2. O desejo, a necessidade de realmente se conectar e fundir com ela.

É por isso que eu preciso experimentar a felicidade de respeitar a Torá e perceber a importância do objetivo ao qual estamos conectados. Eu também tenho que sentir o desejo de me tornar digno de todas essas qualidades de doação, de modo que elas se vistam em mim, no meu vaso espiritual, e eu realmente me torne o doador, irradiando a Luz.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11,  Shamati # 5

O Amplificador Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Zohar descreve um estado no nível dos 125 graus, o mundo do Infinito, o mundo da adesão, o mundo da nossa correção absoluta, quando nós adquirimos equivalência em qualidades com o Criador. Por essa razão, indepententemente de quão distante e opostos nós estejamos desse estado perfeito, carecendo de qualquer ponto de contato com ele, mesmo no mais ínfimo grau, a força da nossa pressão acaba sendo maior, especificamente no estado oposto, conforme os nossos esforços em alcançar a perfeição. Aqui, a distância realmente trabalha a nosso favor.

Eu não criei esse estado oposto; Aquele que eu desejo alcançar criou. Por esta razão, um grama de esforço que eu faço para estar com o Criador, a despeito dessa maior distância possível, é multiplicado por 125 graus. Em outras palavras, esses graus trazem benefícios em meus esforços.

Da mesma forma que tudo é feito para um bebê quando ele chora. Mas, quando a criança de dois ou três não chora, os adultos não dão mais atenção a ela.

A distância máxima trabalha especificamente de forma que ela multiplica a força dos esforços da pessoa na outra extremidade da escada de graus. Por isso nós precisamos apreciar nosso estado e desejar alcançar o estado final tanto quanto possível. Então, nossos esforços serão realmente grandes.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/11, O Zohar