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O Que É Considerado Um Verdadeiro Trabalho Espiritual?

laitman_626Pergunta: Eu tenho um chefe onde não tenho força suficiente para justificar as ações do Criador de acordo com o princípio, “Não há outro além Dele” (Deuteronômio 04:35). Eu fico com raiva desse “boneco” que está sendo gerenciado pelo Criador. O que devo fazer?

Resposta: Isso significa que você não identifica seu chefe com o Criador? Mas você imagina que o Criador está no chefe e Ele está incomodando você de lá. Por que Ele está fazendo isso? A fim de criar em você certas características que estão próximas às propriedades espirituais.

Pergunta: E se estou feliz em ir trabalhar, isso não é considerado um trabalho?

Resposta: Nem isso nem aquilo é considerado um trabalho espiritual. Trabalho espiritual significa superar um desejo egoísta com a ajuda da Luz superior.

Da Lição de Cabalá em Russo 18/12/16

Duas Etapas Do Trabalho Espiritual

laitman_939_02Pergunta: O que é o trabalho do Criador? O Criador trabalha em vez de mim?

Resposta: Sim, a Luz do Criador está agindo em nós; ela muda nossa natureza. Nós só pedimos que Ele faça isso.

Nosso trabalho consiste em duas partes. A primeira é física quando tentamos nos conectar em dez e nos organizamos na estrutura correta de conexões entre nós, a fim de criar um campo que esteja pronto para o Criador trabalhar.

A segunda parte é a nossa súplica a Ele: “Venha e crie a conexão correta entre nós. Nós fizemos tudo o que podíamos entre nós”. Nosso trabalho é nessas duas etapas.

Da Lição em Russo 28/12/16

O Ciclo De Cálculos E Benefícios

laitman_610_1Pergunta: O trabalho espiritual é a supressão de um desejo egoísta por outro?

Resposta: Que tipo de trabalho espiritual é esse? Você muda um desejo por outro como se estivesse no mercado, isso é tudo.

Por exemplo, eu queria deitar no sofá e assistir futebol. E a esposa diz: “Vá para o mercado e compre batatas”. Eu penso no que é melhor para mim: assistir ao jogo de futebol ou ir comprar batatas.

Se eu não for ao mercado, os filhos ficarão famintos, a esposa fará uma cena, e isso vai me custar mais. Eu faço um cálculo: é melhor eu pular um jogo de futebol e ir comprar batatas.

Não pode haver cálculos altruístas em nosso mundo. Os impulsos mais elevados do homem são inteiramente egoístas.

Pergunta: O que significa engajar-se no trabalho espiritual sem um cálculo egoísta? Você pode dar um exemplo?

Resposta: Em nosso mundo não há tal exemplo.

Digamos que eu transferi parte do meu salário para combater a fome na África. Ninguém sabe disso. E os povos de África não sabem que recebem isso de mim, eu nunca os conhecerei, e apenas transferi o dinheiro. Então por que eu fiz isso? Onde eu consegui energia e desejo para fazer isso?

A questão é que, se nós somos apenas o desejo egoísta de desfrutar, então obtemos algum tipo de prazer de nossas ações; caso contrário, eu não teria forças para fazer um único movimento. O átomo não poderia girar, as moléculas e os elétrons não poderiam circular em nosso corpo se não víssemos os benefícios diante de nós.

E quanto mais intangível for este benefício, por exemplo, um benefício psicológico ou romântico, mais energia ele pode nos dar. Por exemplo, para ganhar a minha comida e ter um bom jantar, eu posso passar um dia, mas para ganhar o amor ou me vingar de alguém, estou pronto para passar a minha vida inteira. Ou seja, já existe um cálculo relativo aos desejos. “Amor e fome governam o mundo”.

Pergunta: O que motiva uma pessoa na espiritualidade?

Resposta: Também o amor e a fome, apenas o cálculo é diferente: eu mudo a importância do amor por mim mesmo mim para os outros – para toda a humanidade. Isso me dá a oportunidade de experimentar o Criador, de ser como Ele.

Da Lição em Russo 18/12/17

Agir Em Benefício Dos Outros

Dr. Michael LaitmanO mais importante no trabalho espiritual é colocar filtros ou restrições em todos os nossos pensamentos, ações, desejos e palavras, que agiriam estritamente em uma direção: assegurar que os pensamentos na cabeça, os desejos no coração, as palavras na boca e as ações pelas mãos trabalhassem apenas para o benefício de outros.

No entanto, isso não significa correr de hospital em hospital, ajudar os necessitados ou ajudar as senhoras a atravessar a rua, e assim por diante. Nada disso! Nós vemos que isso não nos dá nenhum resultado.

Só resta uma coisa: passar a Luz superior através de nós mesmos ao mundo inteiro, tornando-nos uma nação, como está escrito na Torá: “E vós sereis para mim uma nação de Sacerdotes”. Se tomarmos isso e formos intermediários entre o mundo inteiro e o Criador, a fim de doar a Ele e ao mundo, mas nunca nos beneficiarmos, na medida em que o “Sacerdote não tem parcelas neste mundo”, então traremos o mundo inteiro à harmonia, equilíbrio e cumpriremos nossa missão.

Essa é a essência do capítulo Shoftim (juízes), que todo o tempo têm que medir e pesar corretamente, passar vereditos justos e se controlar.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 21/09/16

Não Existem Privilégios No Trabalho Espiritual

laitman_528_04Torá, Deuteronômio 12: 8-12: 9: Não fareis conforme a tudo o que hoje fazemos aqui, cada qual tudo o que bem parece aos seus olhos. Porque até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o Senhor vosso Deus.

Uma pessoa, no curso de seu desenvolvimento – vagando pelo deserto durante quarenta anos, entrando no trabalho correto com o seu desejo que é chamado de “entrada na terra de Israel” e reorganizando esta terra (“Aretz” da palavra “Ratzon”, desejo) para doação e amor, servindo ao Criador -, finalmente começa a entender seus erros e equívocos anteriores.

Ela percebe como foi conduzida desde cima. O Criador propositadamente lhe causou erros e mal-entendidos, para que ela visse todos os problemas e as ações através deles. É impossível revelar algo se você não cometer erros antes. Afinal de contas, a fim de chegar à correta compreensão de algum fenômeno, é necessário conhecê-lo de ambos os lados: o certo e o errado.

Pergunta: Então, isso significa que o que parece para mim como correto agora é errado?

Resposta: Nós só damos a uma pessoa o método de correção, mas não nos envolvemos com o que ela passa e como faz isso.

Ninguém tem o direito de interferir nos problemas, correções, sentimentos e movimentos internos de uma pessoa, ninguém, nem mesmo o professor, e muito menos um estudante para com outro estudante! Você assiste de fora, observa tudo, entende que só desta forma ela pode se desenvolver, e de nenhuma outra maneira, e você espera dez anos, vinte anos, ou trinta anos.

Naturalmente, as mudanças acontecem em uma pessoa a cada momento, mas você não pode entrar nisso e propor, “Deixe-me fazer isso, ou deixe-me terminar isso para você”.

Existem muitos tipos de apoio e ajuda do professor que o aluno desconhece porque são realizados de forma implícita. Pelo contrário, para o aluno, parece que ele foi abandonado, que o professor não está prestando atenção nele, e assim por diante.

Foi ainda pior para mim. Eu sofria, ficava preocupado, estressado, e não podia fazer nada, e o Rabash ficava rindo na minha cara.

Comentário: No entanto, você estava muito perto.

Resposta: Isso não significa nada. O trabalho espiritual permanece um trabalho espiritual. Não há privilégios ou ações do professor, a fim de ajudar o aluno. Caso contrário, o estudante não vai fazer o trabalho. Ele deve ser independente em todos os seus desejos e qualidades, e usá-los corretamente, cem por cento, para doação.

Mas tudo depende da dedicação do estudante ao professor, ao grupo e à meta. Através deles, ele alcança a devoção ao Criador.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Eu Devo Me Examinar?

laitman_238_01Pergunta: Será que eu devo examinar cada desejo, pensamento e resposta que tenho? Ou o meu trabalho reside apenas em contemplar como a força superior funciona dentro de mim?

Resposta: A pessoa não precisa examinar nada dentro de si mesma! Você não sabe como fazer isso e não precisa saber! Você não tem esse sistema; você não tem um especialista interno que tem esse sistema. Nós não precisamos fazer isso.

Nós apenas precisamos ler os livros Cabalísticos e passar o material através de nós mesmos como através de um moedor de carne. Pense, sinta e deixe que a informação se mova através de você repetidamente. E o mais importante, você deve participar de atividades em grupo. Você verá como isso ajuda. É o suficiente para uma pessoa pegar uma hora por dia para aprender e mais uma hora por semana para estar junto com o grupo.

Assim é como era durante o tempo do meu professor. Eu estudava muitas horas todos os dias, três horas pela manhã com o grupo, depois algumas horas com Rabash pessoalmente. Mas, uma vez por semana, nós tínhamos uma reunião de amigos em que líamos o artigo que ele escreveu para essa semana. Quando nos reuníamos, tentávamos nos unir e perceber o que foi dito nos artigos sobre a unidade dos amigos. Um total de uma hora era dedicado a isso, um máximo de uma hora e meia por semana. Além disso, estudávamos a sabedoria da Cabalá algumas horas todos os dias.

Mas a pessoa não precisa de um trabalho intensivo como esse hoje. Basta estudar uma hora por dia e participar de uma reunião de amigos mais uma hora por semana. Especialmente, desde que seja possível, fazer tudo isso virtualmente hoje e que basta estabelecer relações fortes e esclarecer todas as relações e os princípios de cooperação mútua do trabalho de grupo. Nós também organizávamos convenções que eu recomendo muito que todos os estudantes participem delas.

Se a pessoa usar as possibilidades de aprendizagem e participar de nossas atividades compartilhadas, isso irá avançá-la. Ela vai sentir como muda, a forma como o mundo ao seu redor muda. Ela vai começar a entendê-lo mais e, de repente, ver que na verdade ele é diferente, complexo e gerido. Além disso, ela será capaz de participar na administração conforme se adapta à força positiva que gerencia o mundo.

Da Lição de Cabalá em Russo 17/04/16

Deveres Fazem Parte Do Nosso Trabalho Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos aumentar a importância dos deveres para que os amigos do grupo entendam que isso faz parte do trabalho espiritual?

Resposta: A pessoa entende a importância do grupo e as estruturas rígidas em que ela se encontra de acordo com o seu nível espiritual.

Estas estruturas determinam se ela vai seguir o caminho do sofrimento, juntamente com todo o mundo, ou o caminho curto e confortável. Se eu entendo que isso me dá uma oportunidade única que pode desaparecer a qualquer momento, então eu preciso extrair o melhor de cada momento em que tenho essa oportunidade.

É como uma pessoa que está debaixo da água e finalmente consegue subir à superfície e respirar. Eu também tenho que aproveitar todas as oportunidades, me apressar, e participar na construção de uma estrutura para mim. Assim, eu crio as condições de vida dentro do aquário ou da estufa onde eu possa crescer.

Assim, o dever é puramente trabalhar na minha conexão com o grupo. Nós já sabemos que o nosso avanço depende apenas da nossa conexão com o grupo. Isso significa que não temos nada com que se preocupar, exceto com a nossa conexão com o grupo que está intimamente disponível.

Então nós descobrimos a garantia mútua, o Criador, a oração, MAN, no centro do grupo. Mas primeiro nós temos que estabelecer a estrutura do grupo. A estrutura do grupo é, antes de tudo participar das tarefas e das diferentes atividades que dão suporte ao grupo.

Portanto, quem faz pouco caso dos deveres simplesmente perde. O grupo vai existir sem ele, mas ele não será capaz de existir sem o grupo. Se ele quer descobrir a espiritualidade, então ele não tem escolha a não ser se apressar, se incorporar no grupo, e participar de tudo o que for possível a fim de avança-lo em direção à unidade.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

Dar À Luz A Si Mesmo

Dr. Michael LaitmanO objetivo do trabalho espiritual é adquirir os atributos do mundo superior. Nós o chamamos de superior, mas é, na verdade, o único mundo que existe. Nós, no entanto, somos externos a ele, como se estivéssemos desmaiados, inconscientes, como em um sonho.

Como nós podemos despertar deste sonho onde o ego nos fecha como um casulo?

Nós estamos imersos em nós mesmos uma vez que pensamos constantemente em nós mesmos e queremos tudo só para nós. Como resultado, o espaço à nossa volta está distorcido, já que todas as forças são atraídas para dentro e estão presas lá. Portanto, é como se estivéssemos numa espécie de casulo de forças e não pudéssemos ver qualquer coisa externa a ele.

Há um enorme mundo à minha volta e eu sou apenas um pequeno ponto, um embrião, que não pode sair do casulo e sentir o que está realmente acontecendo.

Tudo isso é organizado dessa forma a fim de nos ajudar a nascer de forma independente. O nascimento deve ser por nossa conta, pois caso contrário não sentiremos o enorme mundo em que vivemos, mas que por enquanto não sentimos.

Para sentir este mundo, nós temos que nos reunir e estabelecer em nós os sentidos para perceber este mundo. Assim, vamos descobrir exatamente o que nos falta e como sentir o que não percebemos.

Quando eu faço algo por mim, eu sei exatamente o que acontece em cada parte desta “máquina”. Se eu começo a demonstrar para alguém uma máquina que está pronta, e eu mostro e explico como ela funciona, levará muitos anos antes que a pessoa entenda a sua estrutura e todas as sutilezas ainda permanecerão um enigma para ela. Ela terá dificuldades de entender porque eu criei as peças da máquina com materiais especiais que eu reuni desta maneira e não de qualquer outra forma, como eu pensei nisso e pulei da cama no meio da noite quando uma ideia veio à minha mente e a desenhei. Eu me lembro desses momentos na minha vida.

A pessoa que estuda isso olhando de fora não vai entender nada mesmo. Você tem que dar à luz a si mesmo, e então isso será seu. Portanto, nós temos uma missão: dar à luz a nos mesmos no único, grande, eterno, perfeito mundo, no mundo do Criador, que é a única força que quer que desejemos conhecê-Lo, e alcançar e revelá-Lo por nós mesmos.

Ele criou um estado especial para nós chamado “nosso mundo” ou “este mundo”, no qual vivemos como num casulo apertado por uma grande força energética egoísta, de modo que comecemos realmente a sentir e alcançar o Criador fora do Seu mundo luminoso. É em nosso mundo que nós podemos dar à luz a nós mesmos ao desenvolver e criar gradualmente em nós mais e mais novos atributos que podem nos ajudar a descobrir o mundo do Criador e gradualmente nos assemelhar a Ele.

Mas como podemos passar por esta enorme proteção egoísta, pela fronteira que temos que mudar?

Por mais estranho que possa parecer, é por isso que há um atributo muito especial quando as pessoas se reúnem. Ao nos reunirmos, nós criamos uma forma energética especial. Se cada um de nós sai gradualmente de si mesmo e se conecta com os outros, são criadas as condições preliminares para os atributos que existem no mundo real.

Apesar de estarmos dentro de um casulo, nós já conseguimos nos mover de alguma forma nele e fazer alguma coisa entre nós, conectando-nos a alguma forma comum que é gradualmente formada quando todos tentam se anular e imitar os outros, ao menos em certa medida, e se conectar com eles.

Uma pessoa experimenta dores de consciência, uma vez que vê que todos os outros conseguem sair de si, podem sacrificar algo e ceder aos outros, e que eles não são tão avarentos, tão arrogantes e nem tão cruéis, e que podem ser atenciosos com os outros; a conexão entre eles é de alguma forma natural, mas não para ela. Ela não consegue nada.

Quando a pessoa passa por tais estados, ela é purificada internamente de acordo com nossos esforços coletivos de nos aproximar e criar certa forma que lembra o que é externo a ela, dentro do casulo, pelo nosso desejo mútuo de conexão.

Não adie isso, não tenha medo, não pense que é um retorno ao velho socialismo, uma vez que não há nada do que se envergonhar aqui. Tente fazer tudo o que puder para anular seus impulsos individuais egoístas e alcançar algo que seja coletivo.

É esse “algo” coletivo que irá nascer no final e que será chamado de alma.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 4

As Paredes Abriram Brechas

Rabash, Carta 43, sobre o feriado do Hanukkah: Diz na canção “A Força da minha Salvação:” “Os Gregos uniram-se contra mim, então em dias Hasmonean. Eles abriram brechas nas paredes das minhas torres e eles contaminaram todos os óleos.” Para prevenir que pensamentos estranhos e desejos indesejados entrem no coração, é necessário construir um muro que vá proteger contra todo o externo.

Este muro é chamado de fé, e só com a sua ajuda, um homem tem a oportunidade de escapar. O Klipa grego manifestou-se no fato de que o povo de Israel foi guiado pela mente externa – a filosofia proverbial. E isso é contra a fé… “Eles romperam as paredes de minhas torres e contaminaram todos os óleos” Por outras palavras, iluminação e vitalidade, fornecidas pela fé, tornaram-se fechadas para os filhos de Israel.

É uma carta muito importante. Ela nos coloca na atitude correta à vida na nossa principal guerra – a guerra contra a filosofia que quer assumir o lugar da sabedoria da Cabala. “Você não tem de atingir qualquer coisa”, ele diz: “É o suficiente refletir, imaginar alguma coisa. Na verdade, você tem a mente e imaginação, e isso é suficiente. Não há realização, por isso, estude, imagina, discuta, e isso é o suficiente. ”

Esta abordagem dos gregos nos leva a uma forma abstrata, além disso, nem mesmo o que a ciência da Cabala fala, não vestiu uma só vez a questão e como tal não captou nada, e, portanto, não foi discutido. Não, sua forma abstrata não estava vestida de assunto, porque eles nunca estiveram em realização espiritual. Em vez disso, semelhante a muitas outras religiões e crenças, os gregos distorciam textos que falavam apenas sobre uma coisa: a revelação do Criador para a criatura.

Enquanto isso, esta é toda a ciência; nossos antepassados falaram apenas sobre isso, só esse conhecimento que Moisés recebeu no Monte Sinai e escreveu a Torá em sua base. Trata-se da revelação do Criador para “Israel”: para aqueles que são dirigidas diretamente a Ele (Yashar El) e vem para a semelhança de propriedades, a adesão com Ele. Ou seja, quando o ser humano atinge o Criador em seus vasos, desejos, corrigido pela Luz que Reforma (Torah).

Se lermos as fontes primárias, acreditando que eles não contêm nenhuma realização, que precisamos apenas de estudá-los e seguir as ordens do Criador, de acordo com o que entendemos da escrita, por isso, completamente distorcemos a Torá e em vez de ir para a adesão com o Criador, nos apegamos ao nosso pensamento. Este é um verdadeiro desastre.E assim, de geração em geração, até mesmo ao fim da correção, a guerra é travada entre aqueles que alcançam e os que imaginam, “filósofos malditos”, como Baal HaSulam chama. Também teremos que nos envolver nesta batalha e ter um papel ativo nela, e não deixá-la entregue ao acaso. É nesta guerra que revelamos a insignificância da abordagem filosófica que permite discutir e filosofar sobre o que uma pessoa não sabe nada, aquilo que não atingiu através de, pelo menos, um pouco de realização espiritual.

Esta guerra é contra todos os conceitos que contradizem a sabedoria da Cabalá. Na verdade, uma pessoa não tem nada para fazer neste mundo, exceto revelar o Criador. Ela não deveria fazer mais nada. É por isso que, se estamos a falar da filosofia de vida, uma abordagem para a existência humana, e não sobre departamentos de filosofia onde têm conversas vazias com base em suas próprias fantasias ociosas, então esta abordagem deve ser direcionada apenas à meta da criação, e não a qualquer outro objetivo.

Seguimos daqui para Hanukkah, o feriado que simboliza esta guerra e o nosso sucesso na mesma. Hanukkah é um feriado muito espiritual: tudo gira em torno do “óleo”, em torno da Luz. E nós precisamos interpretar corretamente a sua essência: mesmo se nós somos poucos à escala mundial, mas se nós sabemos o segredo do “jarro com óleo” e o acendemos, ele ilumina o mundo inteiro.

Nós apenas precisamos de construir todas as condições corretamente para que os distúrbios se tornem o “pavio” para uma pessoa e de modo a que a chama da vela esteja intacta. Assim, uma pessoa chega ao primeiro grau espiritual que é chamado de “Hanukkah”, das palavras da Torá “Estar aqui” (Hanu-ko).

Além disso, é necessário promover esse milagre, e por isso, costuma-se colocar as velas de Hanukkah acesas à janela, de modo que todo o mundo as veja. Isto simboliza a nossa disseminação, porque nós trazemos ao mundo a mensagem de como chegar à Luz.

Mas quando é uma pessoa despertada para isso? Quando ela descobre que a “espessura” do seu desejo. E se ela trabalha corretamente, descobre que “os gregos irromperam as muralhas das suas torres”. Se ela não tiver esses distúrbios, então não tem nada a superar.

Chegar à Luz só é possível através da revelação do mal quando rompe as muralhas, através da guerra e da vitória na mesma. E mesmo depois disso, é necessário encontrar um jarro com óleo e acendê-lo, de modo que haja um milagre.

Então, no final, tudo acontece por meio da Força Superior: um milagre…

Extraído da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/13, Escritos de Rabash

Como Podemos Nos Tornar Independentes Do Resultado Do Nosso Trabalho?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que pode nos ajudar para que nos tornemos independentes do resultado do nosso trabalho?

Resposta: Nós devemos mudar o resultado corporal para um resultado espiritual. Um resultado espiritual é agradar o Criador. Imagine que você quer agradar alguém, para fazê-lo feliz, e esse alguém é o Criador.

A fim de retratar o Criador com mais precisão e errar menos, você deve imaginar que quer tornar toda a realidade feliz: toda natureza inanimada, vegetal, animal e as pessoas, você quer fazê-las se sentir bem e você realmente se dissolve e desaparece nelas, dedicando-se a elas em todos os sentidos possíveis, desde agora até a eternidade, além do tempo, espaço e movimento, em tudo o que você faz.

Para ser mais concreto, imagine que você está num grupo e que você quer e tenta agir desta forma em relação aos amigos. Você quer se dedicar totalmente a eles, para eles, desaparecer e ser incorporados neles, mas isso tem que ser realizado na prática, o que significa que você deve estar pronto para fazer qualquer coisa para desaparecer neles. Isso significa que tudo desaparece: as causas, as ações, os resultados; tudo é dirigido aos amigos.

Pense nisso, imagine esta situação e verifique as suas conclusões e esclarecimentos na prática através de suas ações. Nós temos que esclarecer se o que dizemos não são apenas palavras vazias e se elas penetram no seu coração. Isso é examinado apenas por suas ações. Se tal intenção permite que você aja, isso significa que a sua intenção é certa. Mas se você tem que mudar a sua intenção, a fim de agir e começar a fazer alguma coisa, então a sua intenção ainda não é séria o suficiente, como diz “sem cobertura”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 07/11/13