Textos com a Tag 'Torá'

“Dentro Dos Teus Portões”

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio, 12:15: Porém, conforme a todo o desejo da tua alma, matarás e comerás carne, dentro dos teus portões, segundo a bênção do Senhor teu Deus, que te dá em todos os seus portões; o imundo e o limpo dela comerá, como do corço e do veado;

Depois que a pessoa corrige suas qualidades, ela pode começar a usar adequadamente o desejo de receber a fim de doar ao Criador.

Portões: essa propriedade em uma pessoa, revela-lhe a grandeza do Criador. Em hebraico, a palavra “portão” (Shaar) tem outro significado: medida ou preço, e significa a avaliação do Criador por uma pessoa, porque as diferentes propriedades do egoísmo têm valores diferentes.

Portanto, todos os portões são diferentes, e cada tribo deve passar por seu portão. Elas não têm o direito de ser misturadas. Mesmo as bandeiras das doze tribos eram diferentes.

Os portões agem na entrada para a santidade e na saída dela, porque senão as pessoas não seriam capazes de retomar seu trabalho.

Portanto, está escrito que “A Torá virá de Sião” (Yetziot, saídas) o que significa que exatamente da saída é que a nova Luz é construída, e novos desejos aparecem. A Luz entra no Kli (vaso), desperta o novo desejo, e sai.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Nova Vida # 778 – O Que Significa Realmente Estudar A Torá?

Nova Vida # 778 – O Que Significa Realmente Estudar A Torá?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Tal Mandelbaum ben Moshe

Resumo

O que significa realmente estudar a Torá? Como podemos nos conectar à força oculta deste livro, e a que meta superior ele nos leva?

A força geral de toda a realidade é chamada de Torá, a Luz, a força superior, a força de amor e doação.

A Luz criou o desejo e, portanto, é dito que o mundo foi criado pela Torá e que a pessoa tem que alcançar a capacidade de usar a força da Torá para alcançar a meta da criação. Existe uma Torá que opera o mundo e tudo o que acontece nele, e há uma Torá que temos que operar, mas se não a operarmos corretamente, há forças que operam a fim de corrigir o nosso desvio.

Como nação de Israel, o nosso papel é o de atribuir a força superior a nós mesmos e ativá-la adequadamente em nós.

Há 3.500 anos, a humanidade alcançou certa maturidade e fez o primeiro contato com a Torá.

As pessoas que nos dizem como operar corretamente a Torá em seus livros são chamadas de Cabalistas. Os Cabalistas aprendem a operar-se, a fim de influenciar a força superior chamada Torá.

Todo mundo interpreta a Torá, que significa Luz, e ensina como quiser, mas, no final, todos nós temos que chegar ao estado em que a nação de Israel, a Torá e o Criador se tornam um.

A essência da Torá é: “Eu criei a inclinação ao mal; Eu criei a Torá como tempero para ela, uma vez que a Luz nela reforma”. A Torá pode transformar nossa natureza egoísta na natureza do amor ao próximo, mas se estudamos a Torá e não alcançamos o amor ao próximo, é sinal de que não estamos estudando a Torá, mas que estudamos por sabedoria.

Os Cabalistas escreveram livros da Torá adequados para cada geração. Nos dias do ARI, por exemplo, os Cabalistas usaram um estilo científico.

O desejo de uma pessoa é dividido em 613 partes egoístas e todos eles devem ser corrigidos em amor pela Torá. Se uma pessoa estuda a Torá apenas para preencher o cérebro com informações, assim como você preenche um computador, ela não se torna santa.

Durante o Iluminismo, algumas pessoas começaram a deixar o estudo superficial da Torá. Hoje, temos que deixar o exílio da Torá e voltar para a Torá da verdade ao estudar a sabedoria da Cabalá.

A Torá nos fala sobre ações que são opostas ao amor, a fim de nos dizer o que não devemos fazer. Quando uma pessoa quer desenvolver a atitude de amor ao próximo, 613 desejos egoístas são revelados nela, e ela precisa da Torá, que transforma cada desejo de ódio em amor. Portanto, ela diz que a Torá é um tempero.

De KabTV “Nova Vida # 778 – O Que Significa Realmente Estudar A Torá ” 18/10/16

“Vos Alegrareis Com Tudo Que Tiverdes Feito”

laitman_938_02Torá, Deuteronômio, 12:7: “E vos alegrareis com tudo que tiverdes feito…”.

Mãos representam os desejos egoístas de uma pessoa que querem possuir o mundo inteiro.

No entanto, quando agimos de forma altruísta com nossas mãos egoístas, ou seja, criamos intenções altruístas com nossas ações, então, em santidade, seremos capazes de absorver, perceber e revelar o Criador, a fim se aproximar Dele, de entrar em contato e adesão com Ele, e entrar na qualidade de doação.

Está escrito: “Vos alegrareis com tudo que tiverdes feito”, pois “alegrareis” é a revelação do Criador.

Nós O descobrimos em nossos desejos corrigidos, devidamente reunidos. Assim, o Criador vem do que somos capazes de reunir entre nós de nossas partes quebradas, cada um de si mesmo.

Em outras palavras, certa configuração correta da conexão entre nós dá-nos uma imagem correspondente de doação e amor, chamada Criador, e outra configuração nos dá uma imagem diferente Dele. Por isso, no Livro do Zohar e outras fontes, está escrito que o Criador é revelado entre nós em imagens diferentes. No entanto, essas imagens não são aqueles materiais.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

“E Ali Comereis Perante O Senhor Vosso Deus”

laitman_933Torá, Deuteronômio, 12:7: E ali comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis com tudo que tiverdes feito, vós e as vossas casas, no que abençoar o Senhor vosso Deus.

“Vós e as vossas casas” representa as forças principal, secundária e terciária da nossa alma. Por exemplo, “esposa” é o desejo humano primordial, e “filhos” representam o que uma pessoa gera por suas ações. Todos os outros parentes são tudo que ela inclui em si mesma como desejos primários, secundários e terciários, e assim por diante.

A frase, “comereis perante o Senhor, vosso Deus”, não se refere às refeições materiais, mas à absorção (percepção) da Luz Superior, o Criador, e a sensação Dele. Em outras palavras, nós estamos falando sobre a tela anti-egoísta.

Tudo na Cabalá é explicado de maneira muito simples e, portanto, eu, pessoalmente, e os meus alunos, não temos qualquer associação com ações terrenas.

Assim, a frase: “E ali comereis perante o Senhor vosso Deus, e vos alegrareis em tudo em que puserdes a vossa mão”, significa que temos que chegar a um estado tal em nosso desejo que seremos capazes de preenche-lo, e isso é chamado de “comer e beber”, já que a Luz de Hochma simboliza comida e a Luz de Hassadim simboliza bebida.

Em outras palavras, o preenchimento que é chamado de sagrado entrará em nossos desejos, porque é só por causa do Criador, e essa é a Sua revelação.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Descanso Na Espiritualidade

Laitman_144Torá, Deuteronômio, 12:9: Porque até agora não entrastes no descanso e na herança que vos dá o Senhor vosso Deus.

O descanso é um estado corrigido onde a pessoa gira como um hamster em uma roda, porque há infinitas oportunidades de perceber as propriedades de doação, amor e correção que lhe são reveladas.

Pergunta: Ela não tem quaisquer dúvidas, não é?

Resposta: As dúvidas permanecem com ela, e não são pequenas! Caso contrário, a pessoa iria se transformar em um animal.

A ocultação sempre permanece desde a Primeira Restrição (Tzimtzum Aleph), não é anulada.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/06/16

Objetos De Adoração

Dr. Michael LaitmanTorá, Deuteronômio 12:2: Destruam completamente todos os lugares nos quais as nações que vocês estão desalojando adoram os seus deuses, tanto nos altos montes como nas colinas e à sombra de toda árvore frondosa.

Montes, colinas e árvores são o que as pessoas adoravam; ou elas adoravam algo nesses lugares: nas planícies ou vales, nos montes ou nas colinas, etc.

Uma pessoa pode orar a qualquer coisa. No repertório (referência homeopática), onde todos os tipos de motivos humanos e métodos de tratamento são descritos, impulsos muito interessantes de uma pessoa são mencionados, como por exemplo, uma oração à cauda do cavalo e outras coisas semelhantes.

Uma pessoa está sujeita a todos os tipos de flutuações internas; existem várias dúvidas, forças e estados crepusculares nela.

As pessoas adoravam muito as árvores. No entanto, se estivermos falando do trabalho interno de uma pessoa, a árvore do conhecimento do bem e do mal é a personificação do fato de que de alguma coisa cresce alguma coisa. Ou seja, o conhecimento é o fruto da árvore.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/06/16

Ynet: “Simchat Torá Para Iluminar O Ano Novo”


Da minha coluna no Ynet: “Simchat Torah Para Iluminar O Ano Novo”

Alguns de nós são avessos a ela, outros são curiosos, e às vezes ela desperta controvérsia. Uma coisa é certa, é impossível ficar completamente indiferente a ela. O provocativo artigo do Rav Laitman sobre a alegria e a força interna da Torá.

“Regozijo em Simchat Torah” é o hino não oficial das celebrações de Simchat Torá, um antigo costume de celebrar o dia em que completamos a leitura da porção semanal da Torá (Parashat HaShavua) e começamos a lê-la novamente. Mas há algo no livro mais popular da história humana que nos deixa tão felizes e alegres? Riqueza? Saúde? Bem-estar da família? Se não for para nos trazer alegria, para que serve a Torá?

A Torá não é apenas um pergaminho decorado enrolado na Arca Sagrada, ou um sinônimo para os cinco Chumashim. De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma força espiritual interna, uma força superior, escondida na Torá, ou como os Cabalistas chamam: a Luz, que é a fonte de todo o bem no mundo.

O ARI abre seu livro, A Árvore da Vida, com as palavras: “Eis que antes das emanações serem emanadas e as criaturas criadas, a Luz simples superior preenchia toda a existência”. A Luz é a força que precedeu a criação, que criou a matéria do universo no Big Bang 14 bilhões de anos atrás e se espalhou em todas as direções.

Os Cabalistas descrevem a Luz como uma espécie de força, uma lei da natureza, ou um atributo que pode doar abundância infinita. A Luz é a força posta à nossa natureza egoísta, a qual aspira apenas a receber mais e mais prazer. Como resultado do atributo da Luz de doar, dar e gerar vida, as galáxias, as estrelas, e toda a natureza inanimada, as plantas e os animais, e, finalmente, nós, seres humanos, fomos criados para recebermos bondade eterna e absoluta. Mesmo que não estejamos conscientes disso, toda a nossa vida gira em torno da Luz. Nós a exploramos com as ferramentas que temos, mas mesmo quando atingimos o ápice da pesquisa global pela física moderna e parece que estamos prestes a revelar a essência da Luz, de decodificar o segredo da vida, e de ascender à nova dimensão, o oposto é revelado: a Luz tem atributos que a nossa limitada psicologia não pode perceber.

Doação versus Recepção

Ao contrário dos cientistas, os Cabalistas exploram as leis da criação e a realidade espiritual. Tendo atingido a bondade eterna e absoluta, eles nos descrevem a realidade que sentiram: a cada momento a Luz nos fornece abundância infinita, mas como os nossos atributos são opostos ao atributo da Luz, não podemos receber o prazer dela. Eles nos dizem que uma pessoa naturalmente opera apenas para desfrutar, e que vai se sentir bem, mesmo se a conquista desse prazer envolve ferir os outros, abusar deles, ou prejudicá-los. “Todas as aflições que uma pessoa sente são apenas devido ao seu inato atributo de receber” (Baal HaSulam). É assim que nascemos; essa é a nossa natureza, e não há nada de errado nisso. O problema começa quando a força de doação e a força de recepção se chocam e nos sentimos mal …

Hoje nós estamos em um ponto de transição para uma nova era no desenvolvimento humano, como os Cabalistas nos dizem. Para ser exato, já estamos vivendo em uma realidade que une toda a humanidade em um único sistema global. É um sistema fechado em que somos afetados uns pelos outros e estamos conectados não só por infinitas estações de retransmissão e canais de comunicação, mas também em nossos corações. As leis de doação fazem o sistema girar de acordo com o atributo de doação da Luz Superior. Nós vivemos em um mundo que é gerido por certa regularidade, que não compreendemos. Se quisermos conhecer essas leis, agir de acordo com elas, e sermos capazes de desfrutar de uma vida melhor, teremos que descobrir novos sentidos por nós mesmos e desenvolver atributos que sejam semelhantes à Luz. Enquanto continuarmos mantendo nossos atributos egoístas, haverá um confronto contínuo entre forças opostas, ou em outras palavras, estamos em uma crise.

A crise simboliza o fim da atual fase do nosso desenvolvimento, o último ponto após o qual seremos capazes de nos desenvolvermos ainda mais. Isso não significa que a partir de agora não vamos continuar a melhorar a nossa vida, mas é uma fase delicada no processo da evolução humana que significa o ponto profundo e qualitativo da crise. Basta olhar para toda a abundância que temos desenvolvido nas últimas décadas, a fim de perguntar para onde tudo isso está nos levando? Será que somos mais felizes ou alegres? Será que a grande quantidade de bens que acumulamos preenchem nossas vidas com satisfação e interesse? Mesmo quando se trata de responder a essas perguntas, as humanidades, ciências sociais e a economia chegaram a um beco sem saída.

Com a Ajuda da Luz

A palavra “crise” tem uma conotação negativa de dificuldades e quebra, mas de acordo com os sábios, também pode ter um significado positivo em hebraico: o assento onde a mulher dá à luz, o lugar onde uma nova vida é criada. Em grego antigo, a palavra “crise” significa uma decisão ou uma virada, ou seja, renascimento. Em chinês, a palavra “crise” significa perigo combinado com oportunidade. Da mesma forma, a crise que passamos hoje, em todos os aspectos da vida: ciência, política, educação, sociedade, e até mesmo a vida dos indivíduos e a vida comunitária, está em uma espécie de trabalho de parto, uma fase intermediária que se destina a acelerar o nosso desenvolvimento e nos ajudar a renascer para uma nova vida.

Por gerações, os Cabalistas nos abriram o caminho para a próxima fase usando um método confiável e sério, o método da conexão, a sabedoria da Cabalá. Em todos os seus escritos, eles dizem, de forma aberta ou oculta, que a pré-condição para o nosso progresso é estreitar a unidade entre nós. Se nós mudarmos apenas a nossa natureza egoísta de amor próprio para amor ao próximo, e amarmos ao invés de odiarmos, se nos aproximarmos e nos conectarmos em vez de nos afastarmos, seremos capazes de experimentar prazer infinito, assim como a Luz. Nós só podemos mudar a nossa natureza pela força da Luz que está oculta nos escritos dos Cabalistas.

Ao tentar se sentir como um, como uma força, um ponto minúsculo de contato com a Luz superior, com a força da Torá, desperta. Assim, nos tornamos gradualmente preenchidos com o sentimento de vida. Assim como as chamas de uma fogueira aquecem todos que se sentam em torno dela, a conexão entre nós ilumina e aquece os corações. Mas para acender a chama, temos que desistir cada vez mais de partes egoístas e adicioná-las ao fogo. Somente quando gradualmente erradicarmos todas as partes ocultas em nós que pedem para si mesmas, vamos alcançar o amor geral entre nós, a Luz da Torá, ou como se diz: “ama teu amigo como a ti mesmo é a grande regra da Torá”.

Então o que podemos fazer agora? Nesse ponto, basta tentarmos unir nossos pequenos desejos em um único desejo comum. A influência da Luz em nós vai crescer de acordo com a intensidade da conexão entre nós, e em vez de nos forçar a conectar devido a problemas e crises, a Luz simplesmente vai iluminar e nos atrair a ela como um
objeto brilhante. Está em nossas mãos. Quanto melhores e mais atenciosas forem as relações entre nós, mais a Luz irá nos afetar e vamos nos tornar seres humanos, Adão, (Homem) da palavra hebraica “Domeh”, “assemelhar-se ao de cima” (Isaías 14:4). Portanto, vamos começar a viver uma vida eterna e sentir dimensões que estão acima das limitações de tempo, espaço e movimento, assim como os atributos da Luz.

Para O Seu Próprio Bem

Perto do final da temporada de férias, é importante que nós resumamos o nosso autoexame nessa época. Devemos esclarecer um ponto importante: o nosso desejo opera para o nosso próprio bem ou para o bem dos outros? Não nos preocupamos com aqueles que nos rodeiam, assim como nos preocupamos com nossos próprios filhos, ou estamos talvez motivados em se preocupar com o nosso próprio benefício? Isso é exatamente o que nos separa do sentimento de felicidade, da Luz que ansiamos.

Mesmo se após o autoexame nós descobrimos que nos preocupamos apenas conosco, por um milésimo ou mesmo um centésimo por cento, há espaço para alegria. Por quê? Porque descobrimos uma oportunidade de atrair a Luz Superior para agir sobre nós, para corrigir as relações corruptas entre nós de amor próprio em amor ao próximo. Cada pequena mudança que nos aproxima, também nos aproxima da sensação da Luz Superior. Quanto mais agirmos em garantia mútua, como a nação de Israel deve agir, mais vamos cumprir o nosso papel no mundo e ser uma Luz para as nações do mundo, e a Luz Superior vai se espalhar através de nós para toda a humanidade. “Os filhos de Israel tornaram-se responsáveis uns pelos outros, a fim de corrigir o mundo inteiro pela força da Torá, já que tudo depende dos filhos de Israel. Todos os seres criados irão segui-los na medida em que eles próprios se corrigem” (Sefat HaEmet).

A conexão entre nós é uma fonte de vida, e as boas relações entre nós geram a alegria da Torá. Na verdade, hoje, ao contrário da época em que vivíamos no exílio, nós podemos alcançar grande alegria. Não é só como resultado do cerco da sinagoga, ao cantar e dançar com os rolos da Torá em Simchat Torá, mas a verdadeira alegria que deriva da conexão com a fonte da Luz, com a Torá.

De acordo com o Livro do Zohar, a Torá é Luz e uma pessoa que se envolve na Torá recebe a Luz superior. A Luz da Torá é a força que nos reforma da divisão para a conexão; é a força que nos constrói como uma nação, que nos preenche de amor e calor, que nos eleva para completar a vida eterna, e que garante alegria.

“Uma vez que a parte que cada membro de Israel tem na Torá é a sua própria Torá, e todos e cada um com a sua parte e seu livro estão incluídos em um, a Torá é plena e os Dinim (julgamentos) no mundo são mitigados, e quando todos se tornam um, é uma grande alegria, a alegria da Torá, Simchat Torah (“Likutei Halachot“).

Do Artigo no Ynet 20/10/16

“Junto Ao Caminho Do Pôr Do Sol”

laitman_747_01Torá, Deuteronômio, 11:29-11:30: E será que, quando o Senhor teu Deus te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal. Porventura não estão eles além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus, que habitam na campina defronte de Gilgal, junto aos carvalhais de Moré?

“Har” (monte, montanha) vem da palavra “Hirhurim“ (dúvidas). Uma pessoa está sempre em dúvida. No entanto, algumas dúvidas a levam ao caminho correto, e com sua ajuda, ela ascende, e outras dúvidas a levam a uma descida, quando ela concorda com a sua natureza.

Portanto, as bênçãos são dadas em um monte e as maldições em outro, em outras palavras, uma recompensa aqui e um castigo lá. Na espiritualidade esse é um único monte, um lugar onde você tropeça e cai, e também ascende.

Não há mais nada, mas através de um trabalho correto com as maldições, você chega à bênção. Afinal, o desejo é o mesmo e você o corrige gradualmente, tropeça, corrige, tropeça e assim avança.

Pergunta: Está escrito: “Não estão eles além do Jordão, junto ao caminho do pôr do sol, na terra dos cananeus”. Por que eles estão “junto ao caminho do pôr do sol”?

Resposta: Um novo grau de desenvolvimento humano começa com o pôr do sol. Portanto, precisamos considerar esse nível como um bom sinal: você atravessou o estado anterior e agora está se movendo para o novo estado.

Ele começa perto do pôr do sol, com o crepúsculo, quando tudo é desconhecido: você não pode ver nem distinguir entre a verdade e a mentira, entre o caminho certo e o errado. Nesse caso, você deve avançar e escolher com a fé acima da razão.

Fé acima da razão é um princípio espiritual muito sério. Só se realmente nos movermos pela fé acima da razão é que seremos capazes de compreender a diferença entre o estado de bênção e o estado de maldição, porque isso não é decidido no nível de nossa compreensão terrena, mas exatamente pela elevação acima do nosso egoísmo. Essa decisão é tomada apesar de tudo o que é terreno, contrário à nossa lógica e nossa atitude em relação ao que está acontecendo.

Portanto, tudo acontece ao anoitecer, na escuridão, junto ao caminho do pôr do sol.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/06/16

Templo A Partir Da Agregação Dos Corações

laitman_943Torá, Deuteronômio, 12:3: Derrubem os seus altares, esmigalhem as suas colunas sagradas e queimem os seus postes sagrados; despedacem os ídolos dos seus deuses e eliminem os nomes deles daqueles lugares.

A humanidade tem se desenvolvido através da construção de vários templos religiosos, que até hoje são erguidos em todo o mundo, e estes competem para ver qual estrutura é maior, mais bela, mais confiável, e isso cria um sentimento especial nas pessoas.

Tudo isso é para a pessoa perceber gradualmente o caminho errado e, somente depois ver o caminho certo.

Pergunta: O que significa “esmigalhem as suas colunas”? Isso tem relação com o trabalho interno de uma pessoa?

Resposta: Só depois de construir várias intenções, movimentos e alvos dentro de si e estar convencido de sua falha, você pode esmigalhá-los e construir uma estrutura em seu lugar chamada o “templo do Criador”.

Essa estrutura é interna, dentro dos corações das pessoas. Cada um compara seus desejos, seu coração, tijolo por tijolo, e da agregação desses tijolos cria uma única estrutura. Todos os nossos desejos se unem, entram em contato um com o outro, e o Criador é revelado neles.

“Queimem seus postes sagrados” significa não deixar nada dentro de si mesmo, porque as árvores sagradas representam todo o material ao qual corremos ao longo de milhares de anos de história humana, e as cinzas são a última etapa inanimada, e todos devem chegar a esse estado.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/06/16

Vocêsm Estão A Ponto De Atravessar O Jordão E De Tomar Posse Da Terra

laitman_746_03Torá, Deuteronômio, 11:31 – 11:32:Vocês estão a ponto de atravessar o Jordão e de tomar posse da terra que o Senhor, o seu Deus, lhes está dando. Quando vocês a tiverem conquistado e estiverem vivendo ali,tenham o cuidado de obedecer a todos os decretos e ordenanças que hoje estou dando a vocês.

“Vocês estão a ponto de atravessar o Jordão e de tomar posse da terra” significa possuir o desejo que podem corrigir. Não podemos corrigir todos os desejos ao mesmo tempo. De todo o vasto número de desejos de toda a nossa natureza, só podemos corrigir parcialmente o desejo chamado Israel que podemos dirigir ao Criador.

Portanto, é dito que somos uma pequena nação. Isso significa que podemos direcionar à correção espiritual apenas uma pequena parte da natureza humana. Todo o resto será corrigido no final do caminho geral da correção, no estado da correção final (Gmar Tikkun).

Primeiro, você deve corrigir uma pequena parte do que é chamado Israel, e depois o resto das nações do mundo.

Portanto, a Torá nos encoraja a entrar na terra de Israel com aqueles desejos que podem ser corrigidos, e começar a lutar com as sete nações que habitam esta terra, ou seja, lutar consigo mesmo, destruindo todas as intenções egoístas dentro de mim.

Os desejos que ganharmos (corrigirmos), seremos capazes de reunir e criar um desejo imenso e unido, que revelará o Criador.

A Torá fala de como, depois de 2.000 anos de exílio, guiados pelo dia atual, devemos nos trazer de novo ao estado espiritual em que nossos antepassados ​​estavam, e conquistar o resto da humanidade. Devemos começar a corrigir não apenas a nós mesmos, como uma pequena parte de todo o egoísmo, mas ao egoísmo universal, enorme e universal.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 22/06/16