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Alguém Chamou A Ambulância Espiritual?

Não me faltam problemas na vida. Às vezes parece que eu estou tão doente e cansado de tudo, não tenho desejo para nada. Portanto, eu tenho que deixar de lado, por  um momento, tudo o que é animalesco e terreno, e discernir a coisa mais importante: quais são as minhas atuais relações com aqueles que me rodeiam? Eu os odeio, eu não me importo com eles nem um pouco, eles também poderiam desaparecer de uma vez por todas… Esse negativismo, que eu aspiro em relação ao ambiente, é a minha inclinação ao mal.

Ele está sendo expresso como resultado da quebra de nossas almas: nós estávamos unidos, mas agora estamos descobrindo o inverso: a desconexão total. Esta descoberta é extremamente importante; é o que eu preciso. Não devo descartar esses momentos negativos, mas juntá-los. Eles me mostrar o quanto eu odeio os outros, e é maravilhoso que isso esteja sendo revelado! Sim, eu os odeio e os desprezo, eles fazem mal ao meu estômago, nós estamos perplexamente distantes uns dos outros – e isso é maravilhoso. Agora eu tenho a oportunidade de começar a correção.

Assim, eu começo a me mover em direção a eles. Eu me esforço, participando do estudo e da disseminação, a fim de sentir, pelo menos, algum tipo de conexão, curvando-me em qualquer lugar que posso. Se hoje eu sinto que sou incapaz até mesmo de olhar para os meus amigos, então eu tenho que realizar algum tipo de trabalho mecânico que beneficie a meta, até que eu volte gradualmente ao fluxo geral.

Qualquer pessoa pode cair num estado do qual não possa levantar-se sozinha. É por isso que ela é simplesmente obrigada a receber o apoio de seu grupo e da nossa comunidade mundial, como alguém que perdeu a consciência e precisa de ajuda externa.

Por sua parte, os grupos devem identificar esses casos e imediatamente oferecer situação de emergência, ajuda profissional às “vítimas “, como médicos que salvam a vida espiritual do paciente. Ao fazer isso, nós não “exterminarmos” o mal da pessoa, mas oferecemos suporte, a fim de despertá-la e trazê-la para a linha média, que vai construí-la. Então, todo o mal se transformará em bondade.

De 5ª Lição, Convenção Mundial do Zohar 08/05/10

Cada Pessoa Tem o Seu Próprio Egito


Uma pergunta que recebi: Eu sinto-me mal neste momento, ao passo que está escrito que o Criador é “O Bom que faz o bem” e “Não há ninguém além D’Ele”. Como eu transformo este sentimento negativo em positivo, de forma a verdadeiramente sentir que o Criador é o bom que faz o bem?

A Minha Resposta: Se você transformar o seu desejo num bom desejo, você irá sentir que Aquele que causou tudo isto para si é também bom e faz o bem, de acordo com a lei da equivalência de qualidades. Está escrito: “Até mesmo quando a espada afiada for erguida sobre ti, tu não desesperarás na Sua bondade”. Afinal, tudo isto vem do Criador e cada pessoa recebe um “coração endurecido” (como o Faraó, cujo coração foi endurecido pelo Criador) de forma a escapar do seu estado de Egipto.

Dois Anjos No Mesmo Caminho

O Zohar, Capítulo “Ve’Eleh Toldot Itzhak (Estas São As Gerações de Isaac)“, item 172: Como Jacob confiou no Criador e todos os seus modos eram para o Seu nome, seus inimigos fizeram as pazes com ele. E Samuel, que é o poder e a fortaleza de Esaú, fez as pazes com Jacob. E como ele fez as pazes com Jacob, ele agradeceu as bênçãos, e Esaú também fez as pazes com ele.

Porém, enquanto Esaú não fez as pazes com esse encarregado que foi nomeado por ele, que é Samuel, Esaú não fez as pazes com ele. Isso porque em todos os lugares, o poder de baixo depende do poder de cima. E enquanto o infrator acima não está enfraquecido, que são os ministros nomeados sobre eles acima, é impossível enfraquecer o infrator abaixo neste mundo.

É proibido para uma pessoa pensar que existem forças que trabalham contra ela, forças que resistam à obra do Criador e não querem que ela atinja a meta da criação. Não há tal coisa. Todas as forças, tanto da linha direita quanto da linha de esquerda, trabalham juntas para o mesmo objetivo. Nós acreditamos que o mal vem para nos destruir e nos enganar, mas isso não é verdade. O mal existe para nos mostrar os nossos erros, para que possamos ver quando fazemos coisas que são opostas à meta. Essa é a missão dos dois anjos, mau e bom: acompanhar a pessoa no caminho para o objetivo da criação.

Por que o Criador nos Trata tão Mal?

Duas perguntas que recebi sobre a atitude dos Cabalistas em relação ao mundo:

Pergunta: O nosso grupo de estudo de Cabalá em Seattle foi convidado a dar uma apresentação sobre a Cabalá para um clube que se reúne para aprender sobre diferentes tradições espirituais. A conversa foi muito boa e depois que acabou um dos participantes perguntou: “O que os Cabalistas dizem que devemos fazer com os desejos quando eles emergem dentro de nós?”. Como você responderia essa pergunta?

Minha Resposta: Nós os satisfaremos com o entendimento do Criador.

Pergunta: Se os Cabalistas sabem e sempre souberam de tudo, na minha opinião, eles são responsáveis por explicar a toda a humanidade e até mesmo aos indivíduos, por que o Criador, aparentemente, trata-nos tão mal.

Minha Resposta: É você, e não os Cabalistas, que percebe a atitude do Criador desta forma. Você entenderá o resto sozinho, logo que suas impressões do mundo começarem a mudar.

Por que Nos Sentimos Tão Mal?

каббалист Михаэль Лайтман

Muitas vezes nós nos pegamos perguntando: “Por que me sinto tão mal? Eu não machuquei ninguém; então, o que estou fazendo de errado?”. Como uma criança pequena, estamos perguntando o que fizemos de errado e por que estamos nos sentindo tão mal. Além disso, parece que estamos cada vez pior, sem qualquer razão aparente. Nós nos consideramos cidadãos respeitáveis, inocentes de qualquer crime. Portanto, o que está acontecendo? Por que o mal chega até nós?

Tudo vem do Alto. Não há nada no mundo que não esteja previsto pelo Alto, de acordo com a avaliação do sistema comum. O Zohar explica que novas corrupções são reveladas em nós a cada instante. Se prestarmos atenção a elas, através de nossa inclusão no sistema comum, que é o grupo e os estudos (pelo menos uma a duas horas por dia), receberemos então a força e a sensibilidade para corrigí-las.

Seria impossível para nós distinguir estes estados sem primeiro começarmos a reconhecê-los. Além disso, se nós não reconhecemos essas mesmas corrupções (Reshimot – genes informativos), bem como as oportunidades para nos corrigirmos e avançarmos espiritualmente, então elas se transformam em mal dentro de nós. Esta é a razão para todas as doenças, problemas e crises em nossa vida.

De uma geração para outra, o mal não corrigido gradualmente se acumula, e na nossa geração ele alcançou medidas conseidráveis. Tudo isso ocorre porque nós não construimos um desejo, que é o vaso (Kli) para as Luzes (Ruchot) revestirem o nosso interior. Caso contrário, nós seríamos capazes de revelar o sentido de nossa vida e mudar o nosso destino.

Sem um Kli, as Luzes que deveriam ter revestido o interior permanecem sob a forma de “espírito” (Ruach) sem um corpo, o que significa que elas agem em nosso prejuízo. Assim, estamos atrasados na percepção destas Luzes dentro dos desejos corrigidos.

Use a Sua Descoberta Do Mal Para a Correcção

каббалист Михаэль ЛайтманO Zohar, Capítulo “Tazria (Quando a Mulher Dá à Luz),” Item 86: “Quem guarda sua boca e sua língua, guarda sua alma de problemas.” Sua alma, que costuma falar, está agora silenciosa, devido às palavras más que falou. Então, vem a serpente, pois tudo retornou ao principio, como antes de lhe ter sido atribuída uma alma. E quando o discurso do mal se levanta por certas maneiras de estar perante a dura serpente, vários espíritos despertam no mundo, e um espírito impuro desce desse lado, e descobre que esse homem o evocou com o discurso do mal. Ele descobre que a fala sagrada (espírito) Ruach está removida dele, em tal altura a impura Ruach está sobre ele e viola-o, e ele é um leproso.

De onde vêem as forças do mal e que poder têm elas? Elas existem apenas se a pessoa as revela dentro de si mesma e decide que elas são más. Elas são suas próprias propriedades por corrigir ou desejos maus. Contudo, se ela as quer corrigir, elas tornam-se reveladas pelo propósito da correcção e não são consideradas transgressões. Pelo contrário, está escrito, “Aquele que vem para ser corrigido é ajudado”. Essa pessoa recebe ajuda e não sente o fardo.

Contudo, o mal também se pode tornar revelado sem a participação da pessoa, quando ela está menos preparada para ele. Estas são as forças do mal que ela não corrigiu no passado e que também não está planejada para corrigir agora. É então que a serpente e outras imagens assustadoras aparecem, que são a nossa inclinação ao mal que vêem para nos destruir.

Estas são todas as nossas propriedades por corrigir, que não aparecem de acordo com o nosso desejo de as revelar e corrigir, mas de uma maneira natural. Elas tornam-se reveladas como forças más e prejudiciais que agem contra nós.

O Zohar descreve-o como uma força externa e estranha que é oposta à santidade. Todavia, ela existe dentro dos desejos por corrigir da própria pessoa. Desta forma, a pessoa não deve pensar que certo acontecimento inesperado foi enviado a nós pelo Criador, mas que todos estes acontecimentos estão a manifestar-se dentro de nós. Devemos estar sempre prontos para usar qualquer descoberta para a nossa correcção. Então, ela será para o nosso bem.

A Inclinação ao Mal é o Nosso Leal Assistente


Se uma pessoa está na linha esquerda, desejando receber apenas a Luz de Hochma, então não há sensação de escuridão dado que lhe falta a Luz de  Hassadim. Por contraste, se uma pessoa está na linha direita, completamente na Luz de Hassadim, então ela não tem qualquer desejo de recepção, e não aspira à Luz de Hochma (o estado de pequenez).

Como podemos conectar estes dois estados opostos de Hassidim e Hochma? Uma vez que uma pessoa é dividida nestas duas metades sem a habilidade de as unir, a intervenção de uma terceira força é necessária. Esta terceira força causa que os dois estados opostos colidam para que uma nova acção possa começar.

A verdade da questão é que cada acção é um novo nascimento na espiritualidade. Ela é um novo estado que não existia previamente, e não sabemos como a executar. Na verdade, é impossível executá-la, uma vez que cada acção revela a nossa falta de conexão com o Criador e a nossa oposição a Ele.

Como pisamos em cima deste abismo e saltamos da corporalidade para a espiritualidade em todo e qualquer grau? Isto ocorre depois de muita preparação, quando uma força vem até nós e desperta a serpente em nós, que é a inclinação ao mal, ajudando-nos a executar este salto.

(Nota: Este principio vem de Kitrug HaYareyach, que ocorreu no quarto dia da criação.)

É Impossível Não Ter Mal

каббалист Михаэль ЛайтманO Zohar, Capitulo “Ki Tissa (Quando Tomas)” Item 50: Não há pai tão misericordioso para Suas crianças como o Criador, como está escrito, “Que nem uma coisa tenha falhado de todas as coisas boas” . …Mas este disse, “De todas as coisas boas”, e deixou as más para trás, isto é, que Ele deixou as coisas más que Ele disse sobre Israel à parte, e elas não se concretizaram; é aí que Suas misericórdias são vistas. Isto porque Ele não deseja fazer uma coisa má.

O mundo existe baseado em duas forças; desta forma, é impossível não ter mal. A bondade é revelada a partir do mal e é construída dentro dele. Então, o problema não é que o mal exista no mundo, mas a maneira como o revelamos.

Ou o mal é revelado em toda a sua repugnância e imundice, através das piores e mais cruas imperfeições, ou nos armamos com a força da linha direita, sob a qual revelamos-o com alegria. Corrigimos-o, e imediatamente o transformamos em bondade.

De qualquer maneira, o mal deve ser revelado. Tudo depende da nossa aspiração.

Como Entrar na Ciência Cabalística


Você não sabe qual fase está atravessando enquanto estuda O Zohar, e não há necessidade de se preocupar com isso. Seu único objetivo é usar O Zohar como uma “ferramenta milagrosa”.

Se você se sente bem ou mal, se este livro lhe atrai ou lhe afasta, tente continuar. A paciência e a continuidade neste caminho é o que lhe trará sucesso.

A coisa mais importante é desejar atrair a Luz da Correção, que irá afetá-lo de modo que você começará a sentir e perceber a conexão entre o estudo e esta Luz. Isso não será mais um milagre, mas se tornará um sistema revelado. Aos poucos, você entenderá como ele funciona e como está estruturado; como a Luz pode afetá-lo e mudar seus desejos, pensamentos e intenções.

Além disso, você verá de que modo você afeta o Sistema Superior que brilha sobre você, bem como de que forma os seus desejos e intenções podem evocar mais ou menos Luz. Você começará a ter consciência desse sistema. Assim como em qualquer área de estudo, inicialmente a pessoa estuda apenas as conexões externas, sem saber por que as coisas são como são. Mas, depois, ela penetra mais profundamente no sistema, começa a senti-lo, e constrói um modelo dele dentro de si. Assim, ela começa a viver nesse novo mundo.

Portanto, nós só podemos entender a espiritualidade através da construção de uma equivalência com ela dentro de nós. Se eu quero entender como qualquer máquina ou sistema funciona, então não basta apenas estudá-lo de fora. Eu preciso construir o seu modelo dentro de mim, para sentir e compreendê-lo com a minha mente. Então, eu entenderei como ele funciona.

No entanto, quando eu construo o modelo espiritual, eu tenho que adquirir primeiro as forças e qualidades, e depois usá-las para construir um modelo do sistema espiritual. Em outras palavras, eu preciso adquirir propriedades espirituais e, em seguida, o sistema crescerá gradualmente e se revelará em mim.

Então eu não precisarei mais fazer esforços no sentido de forçar-me a estudar. Eu vou entender todo o sistema dos Partzufim, Sefirot e mundos, e como afetá-los propositadamente.

Desta forma, eu entrarei na ciência Cabalística e entenderei o que O Zohar está falando. Ele irá guiar-me e dizer-me: “Vá lá, volte aqui, e veja como isso funciona”. É assim que eu aprenderei.

Eu sentirei este sistema e trabalharei com ele e todos os Partzufim, mundos e Sefirot. Eu começarei a revelar a sua força interna, chamada Criador.

Vendo o Mal Como Bem


O Zohar, Capitulo “Ki Tissa,” Item 16: “Todos os que estão em cólera contra você serão envergonhados e desonrados”. O Criador está destinado a fazer para Israel todo esse bem, que Ele disse através dos profetas da verdade, e pelo qual Israel sofreu grandemente no exílio. Não tivesse sido por todo esse bem que eles esperam e vêem, que está escrito na Torá, eles não seriam capazes de tolerar e suportar o exílio.

Isto significa que a pessoa ganha um desejo maior pela correcção, chamado “Isra-el” (directamente ao Criador), ao antecipar a bondade e a abundância que virão mais tarde. Além do mais, o seu desejo cresce ainda mais forte quando ela ganha uma conexao inicial com essa bondade.

No nosso mundo, a pessoa tem vontade de saber que irá receber uma recompensa futura por seu sofrimento. Mas, na espiritualidade, esse não é o caso. Lá, a pessoa não recebe alivio psicológico ao pensar que o mal se transformará em bondade. Aquele que estuda a Cabalá relaciona-se a isto diferentemente. Quando a pessoa está no caminho da verdade, ela sabe que o mal está lá para ajudá-la a alcançar a bondade. Ela vê que o mal está, na verdade, dentro dela. e ela tem de corrigí-lo, em vez de simplesmente enfrentá-lo. Então, em vez do sentimento do mal, ela sente bondade.

Uma pessoa não espera um golpe de sorte para seguir um ruim, mas sabe que o “golpe de má sorte” que experimenta é a revelação do mal dentro dela, que ela tem de revelar e, então, corrigir. Desta maneira, ela alcança a bondade interiormemente. Não é que o sofrimento ocorra num lugar e a recompensa apareça noutro, ou que ela faça um esforço ali e receba o pagamento acolá. Em vez disso, ao levar a cabo a correcção, ela transforma a “inclinação ao mal” na “inclinação ao bem” – e essa é a recompensa.

É por isso que a pessoa se rejubila quando os “ímpios são revelados” – porque isto lhe dá algo sobre o que trabalhar e corrigir. É graças a este trabalho que ela alcança a espiritualidade, o Criador, a propriedade de doação. Todavia, tudo acontece no mesmo lugar: no desejo de desfrutar.