Textos com a Tag 'Luz'

Através dos Contornos da Escuridão Toma Forma a Redenção

Laitman_160Quando nós começamos a estudar Cabalá, frequentemente nos sentimos tão inspirados e elevados que ardemos de desejo e estamos prontos para andar à volta dos mundos. Todavia por vezes caímos em completo entorpecimento e não conseguimos compreender nada; o mundo torna-se imerso em escuridão para nós. Por outras palavras, nós sentimos vida interior quando temos um contacto com a Luz, e assim que nos desconectamos da Luz e ela pára de brilhar sobre nós, nós sentimo-nos mortos.

Então a nova fase chega. Através de nossas acções (estudando, disseminando Cabalá, e criando conexão com amigos), forma-se um sistema que brilha para nós até quando estamos a atravessar estados que não são muito bons, quando nós não atraímos a Luz sobre nós mesmos. Este sistema é similar a uma pessoa que está rodeada pelos outros que a podem ajudar sempre que ela precisa.

Tal estado não é mais um “mandamento” que brilha no momento em que é executado; ele é chamado a “Torá” que sempre brilha para nós (esqueça sobre o entendimento convencional de “mandamento” e “Torá”!). Mesmo se nós não nos sentimos assim tão bem e estamos confusos, nós temos apoio externo. Ele ajuda-nos a olhar para nós mesmos de lado e aperceber-nos que não é assim tão mau; ele aconteceu e passou. A Torá (a Luz Circundante do grupo ou do ambiente) protege-nos até quando nós não a estudamos, quando nós não estamos próximos à Luz.

Quando nos aproximamos da Machsom, nós sentimos uma ocultação maior: a total escuridão Egipcia. Contudo, nós também temos o apoio do ambiente, que salvaguarda nosso desvio do caminho espiritual para um estado puramente animal. Nós compreendemos que tipo de escuridão é esta; nós sentimos-a e sabemos quando ela está a chegar a nós e porquê. Nós estamos conscientes do que precisamos de fazer, e como aderir ao Criador.

Desta escuridão nós recebemos a ordem do Criador para fazermos sinais da nossa união, “Mezuzahs nas portas”, para prepararmos os recipientes (vasos) para sairmos do Egipto, e fugirmos exactamente à meia noite. Esta conexao com a Força Superior é chamada de “Torá”, a Luz que vem até nós, mesmo se atualmentemente formos incapazes de um “mandamento”, de uma coonexão pessoal com o Criador, que é chamado de “dia”. É assim que nós avançamos.

A ocultação não mais nos desconecta completamente, quando não compreendemos ou sentimos nada, como por vezes acontece com os principiantes. Agora a ocultação desenvolve formas especiais; nós começamos a distinguir várias sombras e qualidades nelas, e compreendemos como trabalhar com elas.

Quanto mais avançamos, mais nós revelamos as formas de escuridão destas cavidades vazias. Elas clarificam para nós a forma da salvação – no outro lado da Machsom.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/10, Shamati #39

Sentindo O “Sopro” Da Luz

Laitman_043Nós podemos exigir da Luz todas as correcções e satisfações necessárias. Tudo o que podemos possivelmente imaginar já existe na Luz, uma vez que ela é a fonte que nos criou.

Quando nós atraímos a Luz via nossas acções (estudo, trabalho em grupo, disseminação da Cabalá), a Luz começa a trabalhar sobre nós, e passado algum tempo nós começamos a sentir como se enfrentássemos algo desconhecido. Isso significa que a Luz se está a aproximar de nós; embora não a vejamos ainda, nós sentimos seu “sopro” (Ruach) sobre nós. Então, nós começamos a tomar certas acções, com medo de perdermos a sensação desta Luz.

Com medo de que a Luz desapareça, nós começamos a construir um relacionamento com ela. É um relacionamento de doação, pois a Luz deixa-nos saber que se nós não queremos perdê-la, nós devemos doar. Nós começamos a verificar-nos constantemente a nós mesmos, esforçando-nos em manter a intenção e qualidades que nos deixam sair de nosso ego. Desta forma, nós sentimos a presença da Luz, seja à volta ou dentro de nós.

É assim que a pessoa começa a construir uma “sombra” sobre seu desejo inato e natural de receber prazer. A Luz conduz um exercício sobre nós ao nos dizer aparentemente: “Queres tu sentir-me? Então isto é o que tu tens de fazer. Caso contrário eu irei desaparecer de ti…” Gradualmente este jogo ensina a pessoa a permanecer “na sombra” até que ela se tornar sua segunda natureza.

Depois de adquirir uma segunda natureza, a pessoa já quer ficar “na sombra”; ela sente que ela é um estado especial, uma ascensão sobre seus cálculos individuais. Assim, a pessoa vai de “Lo Lishma” à “Lishma”. Ele vê que este estado transpira eternidade e perfeição, isto é, que ele é bom para ela. Ela começa a valorizar o estado em si mesmo, a própria qualidade de amor e doação aos outros.

Tudo isto é feito a nós pela Luz via este jogo, quando ela se aproxima e se afasta, lançando uma sombra do lado da Luz, e então do lado da pessoa. Primeiro a pessoa oculta seu desejo egoísta, e depois a Luz oculta-se a si mesma, alternando-se. É assim que a pessoa constrói gradualmente sua tela anti-egoísta (Masach).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/10, Shamati #39

A Gematria Dentro de Mim

Laitman_405Uma pergunta que recebi: Eu estudei a Torá, falo cinco línguas, escuto suas lições, e tornei-me mais ou menos familiarizado com a terminologia Cabalística. Habitualmente, quando a pessoa estuda uma língua e aprende as palavras, ler algo nessa língua é suficiente para a compreender. Todavia quando a lição é sobre  O Estudo das Dez Sefirot, eu leio o texto e não compreendo uma única coisa, embora eu conheça todos os termos. Podia bem ser Chinês para mim. O que se está a passar?

Minha Resposta: Você precisa de continuar a aprender esta linguagem. A palavra “linguagem” origina-se da noção de uma “balança” com um indicador de medida localizado directamente no meio. À medida que você continua a alcançar conceitos espirituais, sua linguagem irá continuar a tomar forma, entre o bem e o mal.

Quando nós construímos a linha do meio dentro de nós, nós começamos a compreender e sentir as diferentes gradações de qualidades. Até que alcancemos uma sensação da espiritualidade, nós nunca retemos nada do estudo, não importa quão longamente nos mantemos nele. É tão inútil como repetidamente explicar o sabor de um prato a uma pessoa que nunca o provou.

Toda e cada uma das nossas percepções é um sabor. A partir da Luz que entrou no desejo (Toch Kli) com a intenção de doação, os Cabalistas “provaram” (Taamim) cada conceito existente em O Estudo das Dez Sefirot, de acordo com a lei da equivalência de forma.

A Primeira Restrição está a trabalhar, prevenindo-nos de receber a Luz, uma vez que não temos qualquer similaridade com ela. Sem a tela (a intenção de doar) nós não podemos sentir a Luz. Desta forma, enquanto nos falta a tela, é impossível compreendermos o texto, pois tudo é alcançado via sensação. Daí estar escrito: “Prova e vê que o Criador é bom” (Salmo 34:8). Nós temos de O “provar”, e esta realização ocorre no interior.

É por isto que esse é um problema genuíno. Não importa quanto tempo nós estudamos aqui, esta linguagem escapa-nos, invariavelmente. Por outro lado, ela prepara-nos para começar a senti-la. Subsequentemente, estas sensações começam a aparecer dentro de nós e nós começamos a compreender o texto. Eventualmente nós não precisamos mais de estudar, e subitamente conhecemos os nomes de tudo mesmo sem ler sobre isso nos livros. Nós saberemos o nome de um fenómeno espiritual simplesmente ao senti-lo. Como, quem nos ensinará isto? Ninguém.

À medida que a Luz veste nossos desejos, ela transfere sua impressão a eles em quatro fases: Taamim (sabores), Nekudot (vogais, pontos acompanhando as letras), Tagin (coroas acima das letras), e Otiot (letras), construindo uma Gematria dentro de nós (o valor numérico das palavras).

Então, esta Gematria torna-se uma palavra. Nós “lemos” e subitamente nos apercebemos que um desejo é chamado “árvore,” outro desejo é chamado “sol,” e assim por diante. Além do mais, nós chegamos a conhecer isto como facto, independentemente de onde vivemos no mundo ou se falamos ou não a língua. Logo, nós começamos a compreende-la.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 16/04/10, Prefácio à Sabedoria da Cabalá

O Zohar Espalha Luz Sobre a Conexão Entre as Almas

Laitman_729_02O Zohar conta-nos sobre a conexão entre as almas. Da perspectiva do Criador, todas as almas formam um único sistema no Mundo do Infinito, onde a Luz infinita preenche cada um. Isto pode ser comparado a um organismo perfeito e saudável, em que todas as suas partes existem em harmonia e interacção adequada. Por outro lado, O Zohar descreve este sistema em relação às suas partes chamadas almas ou pessoas.

Existem alguns que sentem as almas e a conexão entre elas. Existem também outros que não a sentem e  percebem este sistema em sua forma externa. Eles a percebem como consistindo de nossos corpos materiais e animalescos deste mundo, que estão de alguma forma conectados uns com os outros.

Toda a Torá descreve apenas os tipos de conexão entre nós. A pergunta é apenas como a pessoa a percebe. Ou nós sentimos a conexão em sua forma externa, à medida que este mundo em constante transformação avança para certo objectivo; ou permeamos interiormente e , usando este mundo como a base, começamos a sentir a conexão entre nós nas almas. Então, nós sentimos estas duas formas simultaneamente.

Os conceitos de “mundo”, “ano”, “alma” e “aquisição da realidade” são formas de conexão entre nós tanto no nível material como espiritual. Todos os conceitos que existem no nosso mundo também podem ser descobertos na espiritualidade. Contudo, na última eles apontam para a forma, ou o tipo de conexão entre nós. É extamente isto que precisamos de alcançar.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/10, O Zohar

Dar É Vida, Receber É Morte

O Criador gerou a criatura do desejo de receber prazer. Mas Ele teve que incutir faíscas de doação para que a criatura pudesse existir e se desenvolver. Além de receber, a criatura também deve conceder, uma vez que a força da vida consiste em que estas duas partes: consumir e de doar.

A vida eleva-se a esclarecer o que é mau e bom para você, para rejeitar o mal e atrair o bom. Qualquer criatura viva – do vegetativo, animado e espiritual ou nível da fala – age dessa forma, de acordo com seu estado e nível.

Animar a criação, o desejo de doação tem que ser adicionado em todos os seus elementos com exceção do seu estado inicial material, o desejo de receber prazer. Caso contrário, estaria morta, em pó, sem vida. Para fazer uma criatura do pó, ser uma centelha de Luz, a propriedade de doação, deverá ser introduzida no desejo de receber. [Leia mais →]

A Mascara Teatral do Mundo Superior


Uma pergunta que recebi: A perfeição emana sempre do Superior; o papel do inferior é de perceber descodificar a sua atitude para a perfeição. O Zohar diz: “Tudo o que ocorre Acima é perfeito. Tudo, seja isso um milagre ou um julgamento, é um todo e ocorre num lugar. Não é dividido em dois, em que uma metade é um milagre, e a outra, um julgamento”. Porque é assim?

Minha Resposta: Quando nós brincamos com uma criança, nós usamos várias imagens para que ela consiga discernir dentro dela mesma vários estados e relacionamentos, reagir correspondentemente, e então crescer.

Nós atravessamos mudanças a toda a hora. O nosso avanço é construído sobre a nossa percepção das propriedades Superiores que nem sempre são agradáveis. Particularmente ao desencadear dentro de nós sentimentos desagradáveis, o Superior compele-nos a crescer. Como o Baal HaSulam escreve na sua história sobre um servo, o Criador assume a forma de um rebelde, ladrão ou assassino.

Qual é o propósito do sistema dos mundos? Ele serve como nosso permanente educador. Ele é um sistema de filtros que esconde de nós a infinita, benevolente, e perfeita Luz. Ao passar pelos mundos (filtros), a Luz educa-nos.

Nós enfrentamos (contrariamos) constantemente este sistema; todavia, cada vez ele tem um impacto sobre nós da melhor maneira possível. Ele dá-nos exactamente o que nós precisamos em cada momento dado. Nosso trabalho é de descobrir dentro de nós mesmos a reacção correcta para ele. Se a nossa reacção é certa, o sistema encoraja-nos : “Bom para ti! Agora, tu receberás o próximo impacto!”. Se a nossa reacção é adequada, o sistema encoraja-nos novamente: “Maravilhoso! Agora tu receberás a próxima!”. É assim que nós avançamos.

Para nós parece que o Criador muda constantemente a Sua atitude como se ele quisesse que O víssemos de ângulos diferentes: por vezes Ele volta-se para nós com o seu lado benevolente e por vezes nós vemos o Seu lado “mau”. É similar às mascaras teatrais que consistem de uma face a rir e uma face a chorar.

É assim que o Superior se relaciona constantemente com o inferior de forma a elevá-lo; é assim que o sistema dos mundos nos trata.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 7/3/10, O Zohar

 

 

 

 

Quanto Mais Difícil For O Estudo Melhor


O nossos pensamentos e desejos estão interligados. Portanto, agora mesmo, ao estudarmos O Livro do Zohar, se alguém estiver sendo preguiçoso, isso enfraquecerá os outros. Essa pessoa será punida por seu ato, porque será ainda mais difícil para ela continuar estudando.

Todos nós estamos no mesmo barco. Ou eu estou fazendo um buraco nele, ou estou tentando dar o melhor de mim para movimentar o nosso barco com minha intenção.

Quanto menos energia eu tenho, mais difícil é para mim. No entanto, se eu venço todos estes obstáculos, eu contribuo com grandes esforços para o esforço comum de atrair a Luz. Assim, eu influencio todos os outros e isso retorna a mim através deles. Em conseqüência, eu acabo vencedor.

Portanto, quanto mais difícil for o estudo, melhor. Eu tenho que sentir a responsabilidade que tenho, porque todos nós assinamos um contrato de grupo, uma garantia mútua, e isso deve me obrigar a agir.

É impossível ler O Livro de Zohar sozinho; eu preciso de um ambiente. Esse ambiente são as pessoas que estão estudando em todo o mundo e esperando os resultados do estudo. O Criador despertou milhões de pessoas em diferentes partes do mundo, que agora estão lendo O Livro de Zohar junto conosco.

Cada pessoa que se senta na frente de sua TV ou tela do computador tem que entender que se ela está sendo preguiçosa neste momento, ela influencia todas as outras! Essa transgressão retornará à ela e a afastará da meta na mesma medida em que ela causou danos a todos nós.

Portanto, o estudo não é apenas o meu trabalho pessoal. Neste momento, todos nós tentamos atrair a Luz Circundante e, com sua ajuda, movimentamos o nosso barco para mais perto da meta. Está escrito que a pessoa deve atingir um grau tal de amor pelo amigo que ela lhe daria seu último travesseiro se ele quisesse.

Agora pense: o seu amigo quer avançar em direção à meta espiritual, e vocês dois estão se movendo juntos na mesma direção. No entanto, de repente, você o abandona! Que tipo de punição um traidor deste calibre merece?

Da 1a Parte da Lição Diária de Cabalá 8/4/10, O Zohar

Esquecimento Caro

Laitman_9141Nós temos nos acostumado com o fato de que quando desejamos alcançar algo nas nossas vidas ordinárias, fazemos esforços e recebemos um resultado. Para colher uma colheita, por exemplo, precisa-se lavrar a terra, plantar as sementes, cuidar da colheita e etc.. O fruto do trabalho é a direta conseqüência do esforço pessoal investido.

A espiritualidade é também impossível de ser alcançada sem esforço, mas por uma razão diferente: o esforço constrói um desejo espiritual (vaso) dentro de mim, onde a satisfação espiritual pode ser sentida. A satisfação existe em abundância, mas somos incapazes de senti-la e a perceber. Os esforços do homem causam uma influência na Luz Superior, que forma a pessoa, ajustando ele ou ela à sua satisfação. A Luz Superior executa todo o trabalho. Assim, eu coloco esforço no “desejo por Ele”, e a Luz trabalha; o Criador e eu somos parceiros.

Constantemente esquecemos nosso Parceiro, pensando que precisamos mudar e corrigir a nós mesmos enquanto realizamos mudanças na sociedade somente com nossas mãos, como se tudo estivesse centralizado em mim e fosse realizado por mim. Esquecemos que somente precisamos gritar e pedir como uma criancinha, e então, acontecerá. A Luz me influenciará e fará tudo. O Criador irá fazer “o que é necessário”, enquanto nós precisamos adivinhar “o que é necessário” e pedir isso a Ele, de acordo com o princípio “Torne o seu desejo como o d’Ele”.

Avançamos muito lentamente porque constantemente esquecemos sobre a correção através da Luz, presumindo que podemos vencer usando nossa própria força. Nós tentamos nos transformar e ao mundo, conectar causa e conseqüência, fazer o trabalho da Luz e ver o resultado do nosso trabalho.

No princípio, nos esquecemos sobre o componente principal, a Luz, que nos dá a forma desejada. Subsequentemente acreditamos que o que está fora de nós precisa de mudança e esquecemos que mudanças externas somente são o resultado de nossas mudanças internas.

O mundo exterior não muda. Em lugar disso, nossa visão do mundo muda junto com nossas qualidades internas, nosso desejo de receber prazer. Como conseqüência, um novo quadro da realidade emerge. Assim, se ficarmos aquém de nos sintonizar corretamente com a espiritualidade, podemos gastar anos sem sentir um avanço.

A Singularidade De Pesach É A Luz Da Fé

As raízes espirituais também têm influência sobre seus ramos materiais. Tudo é determinado pela ordem de disseminação das forças da Luz, que afectam a nossa matéria: o desejo de receber prazer. Há uma periodicidade e causalidade especial na afeição destas Luzes.

Elas têm um mecanismo, que coloca em marcha e controla tudo desde o topo do Mundo de Atzilut. De lá, Arich Anpin, Aba ve Ima, YESHSUT, e ZON, que existem em relações especiais mútuas, nós recebemos mudanças, que são chamadas: ano, mês, semana, dias, minutos, noites, assim como muitos estados diferentes e mais internos. Nós estamos a falar sobre qualidades e a combinação de qualidades, que têm uma grande influência sobre este mundo.

Se a pessoa deseja conectar-se a si mesma à raiz espiritual e se colocar sob uma maior influência da Luz Superior, de forma a se aproximar dela, então ela deve usar estes períodos de especial influência do alto sobre nós. Se a pessoa deseja ascender espiritualmente, então, durante tais períodos no nosso mundo, chamados feriados, ela precisa de se unir com as intenções que pertencem a tais influências.

No livro do ARI, Os Portões das Intenções, ele explica como uma pessoa deve agir durante tais períodos especiais de influência sobre o nosso mundo, como Rosh HaShana, Sukkot, Pesach (Páscoa), Shavuot, e etc. Se estamos a falar sobre Pesach, a sua característica mais significativa é a Luz de Hassadim. Quando a pessoa recebe a Luz de Hassadim pela primeira vez na vida, ela recebe a qualidade de doação e eleva-se acima do seu ego.

Desta forma, compensa pensarmos mais sobre a Luz Superior, que, nesta altura, tem um poder maior de nos elevar acima do nosso egoísmo e nos manter acima dele, na qualidade de doação. Subsequentemente, nós já seremos capazes de avançar mais e sentir o mundo espiritual com todos os seus detalhes.

Então nós devemos passar todos os dias de Pesach pensando sobre a unificação entre nós e a Luz Superior, que eleva cada um de nós acima do seu egoísmo pessoal. Esta precisa de ser a nossa principal intenção ao longo de todo o feriado.

Aprendendo Sobre O Mundo Superior Desde O Mundo Inferior

Em seu livro, Portões das Intenções, o ARI explica o significado de todas as ações espirituais da Páscoa e seus reflexos nos costumes materiais. Os mandamentos (Mitzvot) referem-se à correção dos 613 desejos egoístas (da alma) em altruístas, com a ajuda da Luz Superior (a Torá). Muitos estão familiarizados com seus reflexos ou cópias materiais nos costumes ou tradições (Minhagim) do feriado.

Muitos seguem essas tradições porque estão dispostos a realizar ações corporais (costumes), sob a condição de que elas vão ajudá-los a alcançar os resultados, a executar ações corporais (mandamentos). Esta é a única razão pelas quais essas tradições são seguidas.

Quanto mais nós nos perguntamos sobre o objetivo e o significado de cada ação material (tradição), mais ela nos ajudará a conectar-nos mais fortemente às suas raízes espirituais. Desta forma, vamos aprender sobre o Mundo Superior desde o Mundo Inferior. É apenas a sua conexão à raiz que dá a um costume a importância e o direito de existência.