Textos com a Tag 'Liberdade'

A Escolha É Sua

Dr. Michael LaitmanNós temos que nos acostumar com a percepção correta da realidade. Ou nós a percebemos como hoje, como se houvesse algum mundo externo lá fora, ou percebemos que toda a realidade está dentro de nós.

Esta é uma diferença enorme, porque no primeiro caso, eu percebo toda a realidade a partir da perspectiva de usá-la para meus próprios interesses, e somente desta forma egoísta eu a sinto e compreendo. E se eu perceber a realidade através desse filtro egoísta, eu sinto o que chamamos de “este mundo” no meu desejo. No entanto, se eu perceber o mundo no sentido oposto, que é chamado de doação, não de acordo com a fórmula do “tudo é para mim”, mas sim que “tudo é para eles”, eu sinto uma realidade diferente chamada “realidade superior”,”o mundo espiritual”.

A pessoa deve verificar com muito cuidado em que posição está o seu interruptor interno, aquele que direciona seus pensamentos: é para mim ou para todos nós. Nisso reside o seu livre arbítrio a cada vez.

O interruptor está na posição central, exatamente como um interruptor liga/desliga, e eu posso transformá-lo na minha direção, e então sentir este mundo, ou posso transformá-lo “em direção aos outros” e sentir a espiritualidade. Eu sou como um guarda-chaves que gira o interruptor e sente também a parte superior deste mundo em seus desejos.

O interruptor está em suas mãos, e como girá-lo é sua única opção. Se você se desconectar de seu ego e direcionar seus pensamentos em direção aos outros em vez de você mesmo, você avançará em direção à doação e verá o mundo superior no mesmo lugar, nos mesmos desejos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/11, Escritos do Rabash

Do Cativeiro Para A Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o retorno iminente do soldado israelense preso, Gilat Shalit, significa um novo nível de união em nossa nação?

Resposta: Certamente, nós temos que estar alegres que isso finalmente tenha ocorrido. Nossa nação não pode tolerar tal situação, quando um membro de seu povo é atormentado em cativeiro. Nós podemos ver que não é fácil. Por outro lado, este não é o fim dos nossos problemas.

Vamos nos alegrar com o final feliz para Gilad. Não é uma questão de quantos terroristas serão libertados em troca. Ele está voltando e isso é bom.

Eu não acho que isto fará uma grande diferença para a união da nação. A saga terminou e nós vamos esquecê-la em um mês. Nós só temos que entender que devemos nos preocupar com todos e cada um, pelo menos na mesma medida. Afinal, nós estamos aprisionados por nosso desejo egoísta, e é hora de sairmos deste cativeiro.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/11, “Um Mandamento”

Um Sistema Com Um Grau De Liberdade

Dr. Michael LaitmanA Luz criou o ponto do desejo, a única criatura, “a partir da ausência”. Em torno desse ponto, foi necessário construir um sistema no qual este ponto pudesse chegar ao nível da Luz que o gerou: chegar até este nível em plena compreensão e sensação consciente.

Tudo isso teve que ser fornecido ao ponto, exceto uma coisa: a liberdade de escolha no seu desenvolvimento. No entanto, todos os outros meios, qualidades e condições tiveram que ser concedido.

Segue-se que deve haver uma ponte entre a Luz e o ponto de escuridão (ponto negro). A ponte deve se tornar um sistema através do qual a Luz faz um caminho para se rebaixar até o nível do ponto negro que surgiu do nada.

O ponto negro em si é oposto à Luz. Ele precisa absorver todas as formas que existem na ponte entre ele e a Luz. Quando ele incluir todas as formas existentes em si na forma das preparações internas chamadas “genes informativos” (Reshimot), ele se encontrará na extremidade oposta do sistema dos mundos. Então, sob a influência de seus próprios despertares que surgem desde dentro, ele será capaz de começar a subir os graus desses mundos e conhecerá a Luz, por si só.

Todos os meios chegam a ele de Cima: os genes informativos, a luz, forças, desejos e estados. Todos eles, exceto um: a criatura sempre mantém a liberdade de escolha e decide por si só se deve usá-los em prol da subida ou não. Esta é a chave!

Assim como ocorre com o exemplo do Anfitrião e do convidado: o convidado não tem culpa que ele está com fome e tem um bom apetite. Ele não tem culpa que ele é pobre! Nem é sua culpa que há um Anfitrião generoso e poderoso que sabe exatamente o apetite, desejos e gosto do seu hóspede, e que lhe prepararou uma satisfação adequada, em termos de qualidade e quantidade.

Nada fere a dignidade do hóspede aqui, se ele souber como se comportar com respeito próprio e não se apressar em comer. Se ele souber como se conduzir bem, seus defeitos se transformam em méritos, suas fraquezas em coragem, e suas preocupações e queixas numa bênção de santidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/10/11, “Pticha “

A Conexão Entre O Livre Arbítrio E A Moralidade

Dr. Michael LaitmanUm experimento de fisiologia e os seus resultados:

Objetivo: “Terá uma crença no livre arbítrio uma relação com a moralidade? Será que a crença na liberdade fará uma pessoa mais ou menos ética?”

Experimento: “Trinta pessoas foram escolhidas e divididas em dois grupos de 15 pessoas. A um grupo foi dado passagens e afirmações que pareciam atestar que o livre arbítrio não existe. Foi-lhes pedido que lessem os pontos de vista de filósofos e cientistas deterministas que afirmavam que a liberdade era apenas uma ilusão. Uma das passagens lida foi do livro de Francis Crick (Crick juntamente com Watson descobriu a estrutura do DNA), A Hipótese Inacreditável: ‘Você, os seus gostos e desgostos, as suas memórias e as suas ambições, o seu senso de identidade pessoal e liberdade, são de facto não mais que o comportamento de uma vasta reunião de células nervosas e as suas moléculas associadas. Você não é mais que um pacote de neurónios’.

“Assim, a um grupo foi dado para ler passagens “anti-livre arbítrio”. Ao outro grupo foi dado para ler passagens neutras que não diziam nada sobre o livre arbítrio ou a falta dele”.

Teste: “Então, os dois grupos receberam um conjunto de questões matemáticas para ser resolvido num computador. O programa do computador que fazia as perguntas tinha um erro que os estudantes podiam usar para trapacear no teste. Depois do teste os examinadores verificavam os resultados de qual grupo tinha trapaceado mais. Os sujeitos do experimento pensavam que este era sobre capacidades matemáticas, mas na verdade a experiência era sobre quem trapaceava mais”.

Resultado: “Os examinadores descobriram que o grupo recebeu as passagens “anti-livre arbítrio” para ler trapaceou muito mais quando comparado com o grupo que não leu passagens relacionadas com o livre arbítrio”.

Conclusão: “Assim, o estudo sugeriu que uma crença no livre arbítrio torna a pessoa mais ética. A pessoa que acredita no livre arbítrio tende a responsabilizar-se por suas ações. Quem não acredita no livre arbítrio tende a associar a responsabilidade moral ao determinismo: tinha de acontecer dessa forma!

“Assim, os cientistas pensam que podemos não ter livre arbítrio, mas uma crença no livre arbítrio mantérá a sociedade mais ética. Os nossos neurónios cerebrais determinísticos se excitam baseados no seu estado anterior, mas um dos componentes do estado é o nosso sistema de crenças. E tendo acreditado no livre arbítrio no sistema faz com que os neurónios se excitem mais “moralmente” que quando o cérebro não tem esta crença”.

Meu Comentário: A Cabalá pega todos os pontos de vista opostos e combina-os, dizendo que o ser humano não tem liberdade alguma; ele é completamente influenciado pelo ambiente. Contudo, ele pode escolher o ambiente sozinho e assim mudar a si mesmo sob a sua influência. Desta forma, ele pode mudar o seu próprio destino. (Veja o artigo do Baal HaSulam “A Liberdade”)

Na Zona De Escolha

Dr. Michael LaitmanNo passado, o egoísmo estimulou-nos por trás e pelos lados, sempre deixando livre o caminho à frente. No entanto, hoje as barreiras não estão surgindo pelos lados, mas na frente de nós. É como se uma parede se erguesse diante de nós, deixando-nos sem lugar para correr, não podemos fazer nada.

Este estado está se tornando cada vez mais evidente: eu realmente não quero nada, eu não sinto que possa continuar a crescer no meu egoísmo. Ele é incapaz de me dar respostas para as perguntas que surgem em mim hoje. Eu superei as fases anteriores e entrei no nível seguinte das perguntas, o nível da vida adulta e das novas necessidades.

Comida, sexo, família – tudo isso está se decompondo, tomando formas estranhas e “mutantes”. Riqueza, fama e conhecimento também não parecem me prometer muito.

A ciência está em crise e não responde às minhas perguntas, mesmo que há 50 – 60 anos parecia que ela nos daria respostas para tudo.

O poder tornou-se insignificante aos nossos olhos: nós vemos que seu único objetivo é o dinheiro. E o dinheiro… Será que realmente vale a pena desperdiçar sua vida inteira nisso? Minhas perguntas já superaram qualquer quantidade de zeros que a conta bancária possa mostrar.

Quando uma pessoa perde o “combustível” necessário, surge o vazio dentro dela e ela se vê perguntando: “Para que vale a pena viver? Para mim? Mas me falta a satisfação. Para os meus filhos? Mas, quando eles ficarem mais velhos, eles sairão do ninho. Além disso, por que criá-los? Que futuro brilhante eles têm pela frente? A desintegração das famílias e uma sociedade em decomposição?”. A pessoa não se sente ligada a nada e não tem esperança de nada. Esse é o tipo de impasse para onde nossas perguntas nos levaram.

Mas há também uma razão completamente diferente para o estado de falta de perspectiva: nós estamos esgotando os recursos naturais. Hoje, já está claro que o progresso humano não será infinito, tanto do ponto de vista de nossas exigências quanto do ponto de vista da nossa existência como um todo. Se continuarmos desperdiçando os recursos naturais no ritmo atual, muito em breve não teremos quaisquer matérias-primas, até mesmo para os produtos essencialmente necessários.

Noventa por cento do que produzimos hoje é composto de petróleo, seja energia, materiais plásticos, e assim por diante. Quando as reservas de petróleo acabarem, nós ficaremos sem nada. Ainda assim, nós continuamos esbanjando.

Assim, por um lado a natureza coloca uma barreira diante de nós sob a forma de ecologia, clima e recursos, e por outro lado o egoísmo não nos empurra mais para a frente. Ele faz perguntas que não podemos encontrar respostas aqui, no nosso mundo, nessa pequena sala para crianças, onde até agora nos divertimos muito brincando.

Hoje, a situação já se assemelha a um suicídio: nós estamos usando irracionalmente até os últimos recursos restantes.

Nós temos que entender que por causa disso, nos encontramos na zona de escolha. Este é o lugar onde emerge o livre arbítrio, a liberdade para começarmos a entender o programa do nosso desenvolvimento: “Para que nós servimos? Por que estamos aqui? Para quê?”. E junto conosco, o resto do mundo. Agora é exatamente a hora de resolvermos este desafio. Caso contrário, a humanidade vai se deparar com um impasse realmente desesperador.

Na realidade, a essência do problema não é a crise financeira, a crise de tecnologia, ou a crise familiar. Nós estamos numa crise com nós mesmos. Nós devemos entender quem somos e para que estamos aqui, tanto do ponto de vista da natureza, que nos obriga a isso, quanto do nosso próprio ponto de vista. Só então seremos capazes de arrumar as coisas dentro de nós e no mundo.

De uma conversa sobre um novo livro 18/07/1

Cabalistas Sobre A Liberdade De Escolha, Parte 16

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Liberdade do Coletivo e a Liberdade do Indivíduo São Iguais

O geral e o particular são iguais e, do mesmo modo, o nosso mundo se assemelha ao superior: mesmo dentro do menor átomo (molécula) de água, encontramos um sistema completo de sol e planetas orbitando-o, exatamente como no grande mundo.

Da mesma forma, dentro do homem, a parte interna do mundo, você encontrará todas as imagens dos mundos superiores: Atzilut, Beria, Yetzira, Assia, como os Cabalistas disseram que a Rosh é Atzilut, o Chazeh é Beria, de lá até o Tabur é Yetzira, e abaixo é Assia.
– Baal HaSulam, “O Significado da Concepção e do Nascimento”

A Condição Da Liberdade Absoluta

Dr. Michael LaitmanO Criador criou tudo para dar prazer ao homem. Mas nós precisamos de um vaso (desejo) para receber o bem que Ele quer dar. Ele queria dar o prazer que Ele desfruta por Si mesmo: a doação. Não há outro prazer no mundo!

No entanto, para nós sentirmos esse prazer, nós precisamos ter a qualidade oposta, a falta de satisfação, porque o oposto do desejo de doar é o desejo de receber prazer. É por isso que o Criador cria o desejo de desfrutar, uma criatura artificial que não existia antes, como uma impressão inversa de Si mesmo.

Agora, a criatura sente essa oposição em si mesma. Por um lado, ela considera que é possível apreciar a satisfação do seu desejo. Mas depois ela faz uma análise e começa a desejar doar. Ou seja, ela já não procura a satisfação.

A doação não é a realização, mas a qualidade, o desejo de dar. Na doação, a pessoa não fica satisfeita com o que recebe em troca, mas a própria ação de doação torna-se a satisfação para ela. Enquanto que na recepção, a ação é separada da satisfação. E quando a satisfação entra em mim, eu me sinto satisfeito. Isto é, o meu desejo e a realização são duas coisas opostas, e eu preciso trabalhar duro para receber satisfação, uma vez que ela é oposta a mim.

No entanto, na doação eu preciso apenas sentir o desejo do outro e satisfazê-lo. Essa própria ação, em relação ao outro a quem eu satisfaço, torna-se a minha realização. Eu não espero receber qualquer recompensa em troca. O meu prazer está na ação de dar.

Devido a esta diferença, a pessoa que trabalha com a recepção sempre tem que verificar e avaliar: quanto eu dei, e quanto eles me pagarão? Porque o pagamento não depende de mim, mas do outro, do quanto ele gostaria de me pagar. Mas se eu trabalho na doação e quero apenas isso, eu não dependo de ninguém e posso decidir onde está o meu limite!

Portanto, a pessoa que anda no caminho da doação estabelece para si mesmo até que ponto ela quer estar nele. E o Criador concorda com ela! Existe apenas uma lei geral de doação e amor, que engloba e preenche toda a criação. Não houve restrição ou proibição de doar! É por isso que cada criatura pode decidir por si mesma em que nível ela quer estar em relação a esta qualidade, o pensamento, a intenção de doar.

Aqui pode haver o cálculo do quanto eu fiz e quanto serei pago. Não há razão para temer que se eu fizer menos, eu receberei menos. Eu estou nesta lei geral de doação mútua, envolvendo todo o universo e preenchendo-o, como “não há outro além Dele”. Eu me estabeleço no grau que quero estar. De acordo com este grau, eu experimento a revelação ou a ocultação de minha capacidade de doar, e, de forma eu desfruto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/11, Shamati # 61

Cabalistas Sobre A Liberdade De Escolha, Parte 15

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Liberdade do Coletivo e a Liberdade do Indivíduo São Iguais

Parece ser completamente injusto que quando uma pessoa comete um crime, você seja responsável por ele, mesmo que você não esteja familiarizado com a pessoa e até mesmo distante dela!

Mas tal é a lei: O mundo é julgado por sua maioria e o indivíduo é julgado por sua maioria. Aquele que faz o bem sentencia o mundo inteiro a uma balança de mérito. E se ele comete um pecado, ele sentencia si mesmo e ao mundo inteiro a uma escala de pecado. É por isso que é dito, “um só pecador destrói bastante bem”.

Assim, a lei da natureza afirma que todas as pessoas no mundo são responsáveis ​​umas pelas outras, e cada pessoa traz mérito ou pecado ao mundo inteiro com os seus feitos.
– Baal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá) “, Item 17

Cabalistas Sobre A Liberdade De Escolha, Parte 12

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Liberdade do Coletivo e a Liberdade do Indivíduo São Iguais

O benefício de cada pessoa dentro do seu coletivo é avaliado não de acordo com sua própria bondade, mas segundo o seu serviço ao público. E vice-versa, nós avaliamos o atributo do mal de todo e qualquer indivíduo apenas de acordo com o dano que ele inflige sobre o público em geral, e não pelo seu próprio valor individual.

Isto porque o que é encontrado no coletivo é apenas o que é encontrado no indivíduo. E o benefício do coletivo é o benefício de todo e qualquer indivíduo ….

Assim, acontece que … o indivíduo não é prejudicado por causa de sua escravidão ao coletivo, já que a liberdade do coletivo e a liberdade do indivíduo também são uma e a mesma coisa. E como eles compartilham o bem, eles também compartilham a liberdade.
– Baal HaSulam, “Paz no Mundo”

Cabalistas Sobre A Liberdade De Escolha, Parte 11

Dr. Michael LaitmanCaros amigos, por favor, façam perguntas sobre estas passagens dos grandes Cabalistas. Os comentários entre parênteses são meus.

A Liberdade do Colectivo e a Liberdade do Indivíduo São Iguais

O colectivo e o individual são um e o mesmo. E não há nada negativo na escravidão individual para com o colectivo porque a liberdade do colectivo e a liberdade do indivíduo são uma e a mesma. E tal como partilham o bem, também partilham a liberdade.

Assim, bons atributos e maus atributos, bons feitos e maus feitos são avaliados apenas de acordo com o benefício do público.

O supracitado aplica-se àqueles que não recebem mais do que merecem. Mas se uma parte do colectivo não se comporta em conformidade, acontece que não só prejudica o colectivo, mas também é prejudicada.

O inconveniente, o local que precisa de correcção, é que todo e cada um dos indivíduos tem de perceber que o seu próprio benefício e o benefício do colectivo são uma e a mesma coisa. Assim, o mundo chegará à sua correcção completa.

– Baal HaSulam, “Paz no Mundo”