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Israel: Dos Primeiros Colonos Aos Dias Atuais

laitman_742_02Pergunta: Por que os primeiros colonos em Israel perderam a sua principal essência interna das relações mútuas entre si e simplesmente aceitaram o socialismo com todas as suas implicações e erros?

Resposta: O fato é que em Israel havia exclusão mútua entre os Cabalistas e o judaísmo tradicional, entre o Rav Kook e as pessoas religiosas. Rav Kook pedia a unidade, a Luz que é refletida em seus escritos, enquanto os outros líderes judeus continuaram a educar os seus seguidores de acordo com os princípios estabelecidos no exílio.

Eles não saudaram o renascimento espiritual da nação de acordo com o princípio do “ama o teu próximo como a ti mesmo”. Até agora, essa condição não foi cumprida, porque eles estão aguardando a chegada do Messias, isto é, certa força, certas circunstâncias especiais que revelarão o amor ao próximo em nós. Eles não percebem que isso só é possível devido ao nosso próprio trabalho interno, como a sabedoria da Cabalá nos fala. Do ponto de vista Cabalístico é totalmente errado amarrar o cumprimento da lei do “ama o teu próximo como a ti mesmo” a alguma iluminação superior ou a uma determinada pessoa ou líder.

Após a primeira onda de colonos em Israel, houve uma delimitação entre Cabalá e Judaísmo. Afinal de contas, as massas que vieram a Israel rejeitaram totalmente a religião, ou se agarraram a seus quadros corporais comuns. O número de Cabalistas entre elas era muito pequeno e ninguém os ouvia. Além disso, eles tinham medo de falar em público, com medo de criar uma situação que os forçasse a deixar o país.

Logo ficou claro quem pertencia a qual acampamento entre os colonos, o que causou a divisão entre a sociedade de acordo com os princípios políticos, econômicos, espirituais e físicos. Isso levou a grandes problemas. Nenhum dos famosos Cabalistas que viveram aqui foi capaz de falar abertamente sobre a correção espiritual. O Rav Kook, por exemplo, usava uma linguagem que não podia ser compreendida; portanto, todos o consideravam como um ideólogo comum, não um Cabalista.

O grande Cabalista Baal HaSulam tentou publicar um jornal para alcançar o povo, mas não foi capaz de conseguir algo; o jornal foi fechado sob a acusação de ideias pró-comunistas. Afinal, se você persegue o princípio do “ama a teu próximo como a ti mesmo”, isso é percebido como um princípio comunista.

Assim, um quarto de século após o primeiro congresso sionista na Basileia, a situação em Israel é que nós temos que reviver tudo de novo hoje. Há muitas pessoas e movimentos que se opõem à abordagem Cabalística de criar uma nação, já que cada um está tentando pegar um “pedaço” para si mesmo para se tornar um pequeno rei em sua própria comunidade.

Nós vemos quão dividido e dilacerado é o judaísmo moderno; existe um enorme confronto entre as facções religiosas e não-religiosas da sociedade. A nação inteira está dividida em vários setores.

Eu acho que hoje nós podemos falar abertamente sobre a sabedoria da Cabalá e com um apelo ao amor ao próximo, como consequência da profunda frustração que as pessoas estão agora começando a sentir e perceber como resultado da experiência acumulada ao longo de 150 anos de desenvolvimento.

Portanto, nós temos a oportunidade de ficar sobre os ombros dos primeiros colonos e fundadores do país para pedir ações práticas com base em nossa constituição interna do “ama teu próximo como a ti mesmo”.

De KabTV “Sobre a Nossa Vida” 07/05/15

Os Cálculos Da Nação De Israel

laitman_749_01Em primeiro lugar, quando a família de Jacó foi viver pela primeira vez no Egito, era uma família de 70 pessoas. Tudo o que a Torá nos diz sobre isso ocorre apenas nos níveis espirituais, e todos os cálculos são realizados na intensidade da doação que é sentida entre pessoas que anseiam por conexão. Estes são seus únicos anseios, desejos e ações.

Abraão levou milhares de seus seguidores para a Babilônia em seu tempo, mas 70 ou dezenas de milhares são níveis diferentes de medição. Dezenas de milhares se refere ao número de pessoas, enquanto 70 refere-se à sua intensidade espiritual. Israel é um grande sistema (Partzuf), enquanto Jacó é uma pequena estrutura que contém sete Sefirot de Malchut à Hesed. Sete Sefirot que são multiplicadas por dez níveis em cada Sefira resulta em 70 partes.

Em segundo lugar, de acordo com a Torá, 600.000 homens deixaram o Egito. Estes números indicam que a nação Israelita se multiplicou naturalmente, e a pequena família de Jacó tornou-se uma nação de milhões de almas. Não há nada de anormal nisso já que o Egito é o egoísmo. Quando eu estou em enorme egoísmo, todos os desejos em mim crescem naturalmente, incham e se expandem como resultado do ambiente em que estou.

Quando a nação de Israel entrou pela primeira vez no Egito, era pequena, mas cheia de Luz. O atributo de amor e doação estava entre eles, e a pessoa estava entre eles, a despeito da sua vontade. Durante os primeiros sete anos de saciedade, isso era normal, mas durante os sete anos de fome que se seguem, os egípcios entram em mim e começam a me incomodar internamente, me forçando a ansiar por seus ideais. Eu olho para eles e vejo quão atraente são, como eles começam a viver dentro de mim, como eu os absorvo e não posso me livrar deles.

No entanto, a luta entre os egípcios e os israelitas em mim invoca o sentimento de escravidão no Egito. Até agora, eu ainda não defini meu estado no Egito como escravidão porque não estava sob o domínio espiritual dos egípcios e tudo era normal. Agora, no entanto, eu começo a descobrir até que ponto eles me afetam, e, portanto, tenho que fazer algo sobre isso. Eu alcanço um estado em que é melhor morrer no Mar Vermelho ou no deserto do que viver no Egito. A morte espiritual é melhor do que viver em completa rejeição do Criador.

Pergunta: Mas por que eu entro no Egito com uma força de 70 pessoas e saio de lá com uma força de 600.000 homens, com 3 milhões de mulheres, idosos e crianças atrás deles?

Resposta: Isso é o que eu poderia absorver egoisticamente dos egípcios. Embora eu tenha resistido a eles, eles ainda entraram em mim, e eu absorvi diferentes desejos, anseios, atributos e objetivos deles. Então eu os corrigi dentro de mim, o que significa que cresci num sentido espiritual e vi que não posso mais permanecer entre os egípcios, caso contrário seria enterrado sob eles. Esses desejos querem que eu permaneça neles, então eu posso, assim, influenciar o mundo.

É o trabalho no Egito que os judeus deram ao mundo nos últimos dois mil anos. Basicamente, nós não deveríamos ter nos engajado nele, e esta é a razão dessas ações serem chamadas de exílio. Esta não é a razão porque nos foram dados tais talentos, e ninguém está se beneficiando deles. Portanto, a humanidade não leva em conta a nossa contribuição corporal para o desenvolvimento do mundo. Eles estão esperando algo mais de nós. Nós devemos sair do Egito, que é a personificação de todo o mundo, e isolar-nos espiritualmente, atingir uma unidade interna entre nós e então corrigir o Egito e o mundo inteiro.

De Kab TV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

“Yarmolnik, Volte Para Israel!”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (de mnenia.zahav.ru): “Depois de ouvir esse conselho num programa de televisão no primeiro canal russo, o escritor Yuri Mowaor-Muradov respondeu: “Quando ouvi esse chamado, há 25 anos, eu fiz isso e emigrei para o meu Israel… ‘.

“Eu me relaciono com compreensão com os judeus que permaneceram lá por todos os tipos de considerações, por causa de uma ligação emocional com o Estado, por causa de uma afinidade cultural com ele, por razões econômicas e ideológicas… Eu tenho uma queixa completamente diferente contra eles.

“Durante décadas nós temos ouvido essa frase santificada, ‘Voltem para Israel!’, das bocas dos moradores ‘nativos’ da grande Rússia, bêbados incorrigíveis e pessoas educadas externamente normativos, pobres e ricos, dândis da capital e moradores de lugares remotos. E eu quero dizer aos judeus que vivem na Rússia, que, depois de tudo, eles devem ter uma resposta a esse apelo. Essa deve ser uma resposta normativa e não apenas um soco no rosto do antissemitas, que também é uma resposta legítima a essa situação.

“Eu estou falando sobre uma resposta apropriada no nível verbal. Isso ocorre porque sair do estúdio e bater à porta com força não é uma resposta. Isso é mais aceitável como uma resposta impotente para alguém que não tem resposta para o conselho ‘quente’ que centenas de milhares, se não milhões, de russos estão prontos para endossar.

“Yarmolnik é uma figura pública; sua declaração pode causar ressonância generalizada. Ele não pode se justificar dizendo que estava aparentemente envergonhado, que o ato desprezível de seu oponente era uma espécie de surpresa para ele. Ele tem sido um locutor de televisão por muitos anos; ele não se sente inibido pelo estúdio por causa dos refletores, câmeras e microfones. Ele não pode confiar que o ataque do adversário o pegou desprevenido.

“Mesmo eu, da minha maravilhosa distância, vejo que a questão judaica aparece como um fundo em cada argumento na Rússia, político ou econômico, na questão da ordem social, quando se fala de democracia, ética, ecologia, e, como vemos agora, mesmo numa discussão sobre um assunto que aparenta ser completamente cosmopolita como a proteção de nossos irmãozinhos.

“Por que os judeus chegaram a tal oposição pública inesperada como essa? Eu não sei qual poderia ter sido a sua resposta ou a de outros judeus na Rússia. Mas eu sei que, se eles ainda permanecem num país onde uma grande massa de pessoas está se perguntando por que não seguir em frente e partir para ‘seu Israel’, então eles já devem ter vindo com uma resposta por um longo tempo. Cada um deve ter sua resposta, de acordo com suas opiniões, sentimentos e princípios.

“Para Yarmolnik a oportunidade única de finalmente responder a todos da Rússia no principal canal de televisão tornou-se possível. Esse mesmo antissemita “transplantado” deu-lhe a oportunidade de responder. Yarmolnik precisava fazer isso para todos os judeus que ali vivem e para os judeus de todo o mundo que estão fartos de ouvir esses gritos rudes, e também, finalmente, para o bem dos próprios russos.

“Ele deveria ter respondido: ‘Nós vivemos na Rússia de acordo com tal e tal direito, há um direito ético, e todos os seus requisitos legais para nós vivermos aqui. Cabe a vocês permitir isso aqui e não em alguma outra nação’. Ele poderia ter lembrado que seus antepassados ​​derramaram sangue ao defender esse país, falando sobre os homens e mulheres que curaram os doentes, ensinaram as crianças, criaram a indústria, avançaram a ciência avançada, serviram as pessoas com sua criatividade durante anos. E, finalmente, recordar que as gerações dos nossos antepassados ​​estão enterradas no solo daquela nação. Eu não sei, eu estou escrevendo agora tudo isso de improviso, mas é possível preparar o nosso discurso cuidadosamente pensado e considerado para a próxima vez.

“Depende de vocês fazer esse discurso, pelo menos uma vez, não fechem a porta, não se façam de miseráveis e insultados; isso é perdoável em outros, mas para vocês, escritores, jornalistas, atores e cientistas, é imperdoável. Deem uma resposta esmagadora, sem entrar num conflito verbal com um idiota. Usem um microfone e câmera que transmitam a todo o país, e, finalmente, deem um discurso preparado e convincente que será posteriormente citado por décadas em reação a situações como essas.

“Mas agora, a declaração, ‘Yarmolnik, volte para Israel’ foi dita, e na verdade o que ele fez, se levantou e partiu, e isso é abrangente e se estende por todo o mundo de língua russa”.

Meu Comentário: Apesar de tudo, eu vejo o conselho de voltar a Israel como completamente correto, legítimo e natural de um russo sobre um judeu. Nós podemos procurar desculpas num mundo moderno, onde todos estão misturados e perdidos… mas não é assim. Em qualquer lugar que há uma transferência maciça de um lugar para outro, conflitos são criados, às vezes décadas ou mesmo centenas de anos mais tarde!

Há uma ligação especial entre todos os povos dentro de si mesmos e uma rejeição especial entre os povos. Por mais que pareça que no nosso tempo tudo está pronto para a mistura completa, as diferenças entre os povos ainda se manifestam e exigem correção.

A Cabalá diz que existem 70 países no mundo e o povo de Israel. Tanto quanto eles estão sendo misturados juntos artificialmente, essa mistura é externa, e haverá uma necessidade de corrigi-la com uma unidade interior. Ela vai surgir em nosso mundo como um mundo único, integral e global, que é o que nós estamos vendo no nosso dia. Portanto, nós, os judeus, temos recebido a oportunidade de revelar o método de unificação, a sabedoria da Cabalá, através do nosso retorno a Israel, depois levando isso às nações do mundo. Portanto eu vejo que o conselho de voltar a Israel tem o seu lugar e tempo.

Erev Rav Ou A Multidão Misturada

Laitman_079_02Midrash Raba, Números: “Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel…” o cálculo refere-se apenas aos que nasceram judeus e não a multidão misturada (erev rav).

Pergunta: É dito no Midrash Raba que o cálculo se refere apenas às doze tribos, mas não àqueles que as seguiram (a provisão).

Resposta: A multidão misturada (ou mista) refere-se aos egoístas que não podem ser corrigidos porque não obedecem às leis espirituais. Eles não se subjugam diante delas e não participam da unidade geral e da conexão. Eles são alimentados por diferentes fontes espirituais, tentando agarrar e usar tanto quanto puderem para seu próprio benefício. Eles sempre pastam ao lado do atributo de amor e doação – perto daqueles que realmente anseiam e visam ao Criador – a fim de pegar a sua parte. Essa é a sua única fonte de vida, e eles estão sempre ao redor do acampamento daqueles que anseiam pelo Criador, porque não podem se separar deles na medida em os alimentam e é a sua fonte de vida.

A propósito, isso não se refere às nações do mundo. Se elas se sentem mal, entendem que por alguma razão Israel é responsável por isso, porque não está cumprindo sua missão.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

As Doze Tribos De Israel

laitman_749_02A Torá, “Números” 1:1 – 1:3: “O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo: ‘Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais, conforme o número dos nomes de todo o homem, cabeça por cabeça. Da idade de vinte anos para cima, todos os que em Israel podem sair à guerra, a estes contareis segundo os seus exércitos, tu e Aarão’”.

“O Senhor falou a Moisés no deserto do Sinai”, significa que estamos começando a olhar para tudo o que acontece através do estado de Moisés em nós.

Pergunta: Qual é o significado de: “Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, segundo as suas famílias, segundo a casa de seus pais”?

Resposta: Refere-se à realização completa da estrutura da alma no nível atual. Em geral, nós estamos reconstruindo a alma geral que foi revelada ao homem que e depois foi quebrada. Sua reconstrução tem que ser realizada de acordo com certas fases. Cada unidade deve ter um papel concreto e conexões precisas com os outros.

Como nós fazemos isso? A alma geral é feita de cinco partes: Keter, e outras quatro partes que marcamos com as letras “Yod-Hey-Vav-Hey“. A parte zero (Keter) não pode ser dividida. É como um ponto de onde tudo decorre. Cada uma das seguintes partes é dividida em três linhas: direita, esquerda e média. As três linhas são multiplicadas por quatro, criando assim as doze tribos.

É assim com é feito o cálculo de cada tribo: Todos nós alcançamos o estado de peregrinação no deserto? Isso significa que temos feito tudo em nosso poder, que reunimos tudo acima do atributo de doação absoluta, e, portanto, não temos nada. Cada um de nós é ninguém e nada; nós estamos no deserto. Na verdade, é no topo dessa assembleia que podemos examinar o edifício da alma geral, o que significa a intensidade de cada parte das doze. Isso é chamado de “tomai a soma de toda a congregação” (o cálculo) e isso decorre dos doze filhos de Jacó.

Nós examinamos a estrutura geral de toda a alma e, especialmente, a assembleia geral de pessoas (que, na verdade, não são pessoas, mas seu anseio pelo Criador), e em que medida cada uma delas anula seu eu, em que medida cada uma está conectada às outras e como todas juntas criam um sistema único e unificado.

Mas qual é a intensidade desse sistema? Até que ponto as partes de Hochma, Bina, Hesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, Yesod, e Malchut estão conectadas corretamente e agem em harmonia mútua? É assim que examinamos o estado da alma geral.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 17/12/14

Dia Da Independência: Um Paradoxo Que Leva À Completa Independência

laitman_942O povo de Israel precisa saber como se tornar independente, amigável e próximo, como está escrito: “Como um homem em um só coração”. Este é o nosso dever para com nós mesmos, com toda a humanidade e o Criador. Nós possuímos esse método da Cabalá, e temos que perceber isso. Caso contrário, não somos uma nação.

Nós voltamos à terra de Israel, a fim de materializar a oportunidade de chegar a esse estado. No entanto, se nós o recusarmos, devemos voltar aos países de exílio, e não sabemos o que a força superior fará para nós, uma vez que ela quer a nossa unidade, e nós a contradizemos.

Comentário: De acordo com o que você está dizendo, eu chamaria o Dia da Independência de Israel de dia da nossa dependência mútua.

Resposta: Sim, o paradoxo é que, quando estamos no estado de completa dependência um do outro, de nós mesmos e dos outros – quando a influência do ambiente determina o nosso comportamento – nós adquirimos o sentimento de independência em relação a nós mesmos.

Como nós vamos chegar a um estado em que podemos ter certeza de que não estamos prejudicando a nós mesmos e os outros? É só subindo acima de nós mesmos, quando o “Eu” de todo mundo estiver sob o poder do ambiente. Nos não temos mais nada. Nós determinamos a nossa independência submetendo-nos completamente ao ambiente.

Extrato da “Conversa Sobre a Independência” 02/04/15

Não Briguem Em Vão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há facções entre o povo de Israel que estão envolvidas na separação das pessoas e demonização da nação, incluindo até mesmo os valores que compõem o consenso. Como nós lidamos com isso; como é possível alcançar a unidade em face disto?

Resposta: Nós não precisamos estar envolvidos com as pessoas e suas ações, mesmo que elas representem o governo. É dito em Provérbios 21:1: O coração do rei está na mão do Senhor… Mesmo que eles sejam aqueles que em nosso mundo são considerados conhecedores ou influentes, eles são, basicamente, apenas a execução das ações que lhes são impostas pela força superior. Cada um deles é apenas um fantoche.

Nós devemos nos voltar à força superior que os administra e não levar as pessoas em conta. Nós prestamos atenção neles só porque através disso estamos analisando se estamos ou não construindo corretamente a nossa relação com o Criador.

De acordo com isso, vamos examinar se estamos construindo correta ou incorretamente a nossa relação com o Criador. Além disso, o princípio de Êxodo 10: 1: Venha ao Faraó, porque endureci o seu coração… funciona aqui.

Portanto, aqui nós simplesmente precisamos trabalhar mais na unidade, conexão e disseminação.

Nós não temos nada no que trabalhar além da conexão dentro do grupo, a fim de influenciar o Criador. Não devemos nos relacionar com nada externo a menos que venha contra nós numa guerra. A guerra exige uma resposta e devemos influenciar tudo o resto através do Criador.

Nada influencia a pessoa diretamente. As disputas são inúteis. Discussões ajudam a esclarecer alguns pontos, de modo que eles sejam mais compreensíveis para todos. Isso é outro assunto, e para esse propósito eu estou pronto para falar com a pessoa, não para convencê-la, mas para levar a mensagem às outras pessoas.

Somente a Luz Superior pode corrigir. E por isso não temos necessidade de argumentos; eles não funcionam. Só podemos convencer alguém através do poder superior. O Criador gerencia tudo. A força superior, a Luz, influencia todos, e em cada momento organiza o estado atual do mundo entre as pessoas em todos os tipos de formas e relações.

Assim, conclui-se que é preciso voltar-se para a Luz Superior e não para o mundo. Nós também vemos que ninguém está disposto a influenciar ou convencer ninguém. Mesmo os líderes mundiais realmente descobrem sua insignificância no entendimento do que está acontecendo e de suas próprias habilidades. Eles estão discutindo como crianças na rua.

Ao contrário deles, nós podemos influenciar a força superior, e através disso, a correção do mundo. Esta é a nossa missão.

“Não há outro ao lado Dele”, e voltando-se para Ele, não há outro além de você. Se você quer organizar o mundo de forma bela e correta, e prepará-lo para a revelação do Criador, então você está correndo junto com a Luz na direção certa.

Pergunta: O que significa “influenciar o Elyon (superior)”?

Resposta: Significa criar todas as condições para que Ele seja revelado. Através disso eu Lhe dou satisfação. E essas condições estão trazendo os poderes de doação, Ohr Hassadim (Luz da Misericórdia) para este mundo. Afinal, o Criador é Ohr Hochma (Luz da Sabedoria), que após o Tzimtzum Aleph (primeira restrição) só pode ser revelada se a Ohr Hassadim precede-a. Isso é o que eu devo trazer para o mundo.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Nós Dependemos Uns Dos Outros

Pergunta: Existe uma razão para todos os nossos problemas?

Resposta: Se houver um conflito com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos vizinhos, no trabalho, e até mesmo dentro de nós mesmos, isso significa que o nosso ego, chamado Faraó, nos domina.

Pergunta: Mas a escravidão no Egito, de que a Torá nos fala, só foi em tempos antigos e terminou há muito tempo.

Resposta: O Faraó nos domina o tempo todo, até mesmo agora. Os eventos descritos na Torá não estão relacionados a um determinado período de tempo e não são uma estória histórica. Nós ainda estamos escravizados ao mesmo ego, à nossa natureza egoísta, que não nos permite viver uma vida normal.

Nós vivemos em um mundo especial hoje, em um momento especial. Estamos todos conectados em uma rede, num mundo integral, uma economia integral, e dependentes uns dos outros. Se a comunidade internacional impõe certas sanções contra qualquer país, ela corta as suas ligações com aquele país, como o Irã, por exemplo, este estado cai, já que todo mundo depende de todo mundo. [Leia mais →]

A Rede Que Vive E Respira

laitman_550Pergunta: Eu concordo que a salvação da nação de Israel está em nossa unidade, e eu estou tentando estabelecer boas relações com as pessoas em casa e no trabalho, mas vejo que mesmo os conflitos mais banais anulam imediatamente todos os meus esforços e levam à raiva e disputas.

Então, como eu posso alcançar esta unidade se não sou justo e facilmente explodo no momento em que alguém me corta na estrada?

Resposta: A sabedoria da Cabalá não é sobre as relações simples entre nós, mas sobre algo totalmente diferente. Ela ensina que se quisermos ver o mundo corretamente, devemos agir como se estivéssemos unidos, especialmente nesses casos, quando a raiva e insatisfação irrompem em nós.

Se há um conflito na estrada, no trabalho ou na família, e sabemos como trabalhar acima de todas essas interrupções, intensificando a conexão entre nós, a nossa unidade é estreitada por essa conexão e começamos a sentir como esse mundo é construído. Nós vemos como todos os elementos da natureza estão conectados, e começamos a ver e sentir que esta rede vive e respira.

Nós descobrimos que estamos todos nela, ligados por conexões sem fim, e que a distância entre nós não é vazia, mas sim como o ar cheio de ondas de rádio em todas as frequências ultra e infra. Nós descobrimos que estamos todos conectados e que esta conexão está em movimento contínuo, numa dinâmica especial.

Nós sentimos o fluxo da vida nessa conexão, e começamos a afetar a conexão entre nós e, consequentemente, o nosso destino. É porque o bom destino depende de nossas relações mútuas, e essa mudança está em nossas mãos. Então, não teremos que brigar com nossos vizinhos e seremos capazes de resolver todos os problemas pelas boas conexões entre a nação israelense.

Nós não teremos que depender das políticas de governos estrangeiros como Estados Unidos, Rússia e França. Nós podemos corrigir todo o mundo através do reforço e da intensificação da conexão entre a nação judaica. É disso que trata a sabedoria da Cabalá. Os judeus receberam essa oportunidade, e por isso é doloroso ver como estamos destruindo nossa própria vida e a vida de todo o mundo.

O mundo entende que a nação de Israel pode melhorar a vida de todos e que não o faz, e assim culpa os judeus por todos os seus problemas. Na verdade, a nação judaica é que pode afetar a rede de conexões entre todas as nações e tornar maravilhosa a vida de todos neste mundo.

Do Programa da Radio Israelense 103FM, 08/02/15

A Eleição Acabou, Mas A Chance Continua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quem precisa estar no poder em Israel, a direita ou a esquerda?

Resposta: Nem um nem outro. Gerenciando o processo devem estar pessoas que entendam o que é a unidade. Como se diz em Jeremias 51: 5: Israel não enviuvou. Há pessoas assim no mundo e eu espero que possamos encontra-las e que elas também se organizem e atuem.

Nós esperamos que sejamos bem sucedidos em trazer o povo de Israel a tal estado em que ninguém vai se sentir magoado ou deixado de fora, onde todo mundo vai ter um padrão de vida normal, habitação e tudo o que querem. Afinal de contas, se nos unirmos, podemos organizar a vida da melhor maneira, sem quaisquer obstáculos, e tornar-se um exemplo para os outros.

O mundo de hoje está dividido e separado, e neste estado, graças ao exemplo correto, podemos nos tornar verdadeiramente uma “luz para as nações”. Isto é o que devemos escolher porque também é a verdadeira escolha das pessoas agora. Em qualquer direção que nós vamos, devemos escolher o caminho do acordo e entendimento mútuo, o caminho de ouro que conecta os campos da direita e da esquerda.

O que eu espero hoje para o povo de Israel é que eles façam a verdadeira escolha após a eleição política. Boa sorte!

Da Conversa sobre “Eleições”, 18/03/15