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Pêndulo De Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam , “Introdução ao O Livro do Zohar“, Item 24: A essência do corpo é apenas o desejo de receber para si mesmo, e todas as suas manifestações e posses são realizações desse desejo de receber corrompido, que inicialmente haviam sido criadas apenas para ser erradicadas do mundo, a fim de alcançar o terceiro estado completo no final da correção. Por esta razão, ele é mortal, transitório e desprezível, juntamente com todas as suas posses, como uma sombra fugaz que não deixa nada em seu rastro.

Nada acontece com o desejo. Ele apenas se revela cada vez mais ao atravessar os 125 degraus, enquanto intenções egoístas surgem junto com os desejos. No entanto, essas são duas coisas diferentes: o desejo de receber e a intenção em prol da recepção.

Nunca devemos anular o desejo. Nós não estamos planejando nos transformar em eremitas, mas sim, nos esforçamos em mudar a nossa intenção de egoísta para altruísta. A intenção em prol da recepção é que deve ser “erradicada do mundo”.

Nós percebemos a imagem do mundo através de nossas intenções, através de nós mesmos e do nosso entorno. A imagem irá desaparecer se redirecionarmos nossas intenções do desejo  de receber para o desejo de doar. Tudo o que vemos hoje, todo o mundo com todas as suas particularidades e fenômenos, com a vida e a morte, tudo se revela dentro do nosso desejo de receber que tem uma intenção egoísta. Se nós mudamos as intenções, começamos a ver um mundo “invertido”, que é chamado de mundo superior, o primeiro nível espiritual. Em seguida, começamos a observar algo completamente diferente.

Ao sentir a matéria, nós temos uma chance de invertê-la com a ajuda da força superior, do grupo, e usando outros meios. Nós somos os únicos que começam a “revolução”, porque a primeira vez que algo é revelado, nós o vemos como corrupto, como se ele se refletisse num “espelho distorcido” da nossa intenção egoísta.

Até agora, as nossas intenções egoístas “selam” pequenos desejos deste mundo; isso é o que faz com que este reino pareça do jeito que é para nós. Então, digamos que na trigésima etapa surja um desejo que é um bilhão de vezes maior, embora ainda se origine do desejo de receber. Seria terrível, como se estivéssemos entre “dinossauros”, numa selva monstruosa de desejos egoístas imensamente poderosos.

As pessoas pareceriam “demônios” infernais para nós; elas pareceriam como criminosos, ladrões, mentirosos, vilões, um maldade que atualmente não podemos sequer imaginar. Em essência, nós veríamos as forças do mal que pertencem a esta etapa particular. Nós consideraríamos as lições como uma estupidez ultrajante, um total absurdo. Inclusive o grupo surgiria numa forma tão terrível que não toleraríamos a companhia dos nossos amigos, nem seríamos capazes de respirar o mesmo ar que eles.

No entanto, se encontrássemos a força para superar esta situação e mudar, então poderíamos descobrir que tudo é simplesmente maravilhoso. Na verdade, nada vai mudar, mas de alguma forma, de repente, vamos ver o mundo que nos rodeia permeado de Luz, onde todo mundo recebe a benevolência do Criador, ninguém sofre, ninguém morre de fome, ou mata outros. Nossos amigos parecem como se fossem as maiores pessoas na face da Terra, e não há ninguém maior do que eles. Baal HaSulam escreve sobre este estado em seu artigo “Ocultação  e revelação da Face do Criador”.

Todos nós passamos por esses estados, o pêndulo oscila mais forte a cada vez, e tudo depende da mudança da nossa intenção, transformando-a no oposto, de egoísmo para altruísmo. Os desejos permanecem intactos, apenas as intenções mudam.

De um jeito ou de outro, o Criador nunca nos leva à doação; caso contrário, ele teria roubado a chance de nós O conhecermos. Ele nos leva apenas através de desastres em nosso desejo de receber para que reconheçamos a necessidade de doar.

No início, nós tentamos escapar de problemas que nos forçam a culpar e amaldiçoá-Lo. Então, com a ajuda do grupo, das lições e da disseminação, baixando a cabeça diante dos nossos amigos e do professor, nós nos voltamos ao Criador, e imploramos que Ele nos ajude.

Pergunta: O caminho de sofrimento não é muito longo?

Resposta: O truque é como aceitar o sofrimento. Sem os sofrimentos, é impossível despertar. Qualquer estado começa com dores: “E houve a tarde e a manhã, o primeiro dia”.

O nosso caminho não é longo por causa das dificuldades que passamos, mas porque não reagimos a elas de forma correta.

Isso explica por que precisamos de preparação e de uma atitude correta. Não há dúvida que os nossos estados vão mudar em breve, e que vamos sentir um vazio. Além disso, nós podemos começar a odiar os nossos amigos como os discípulos de Rabi Shimon fizeram. Ainda assim nós continuamos avançando, porque tudo o que acontece conosco tem um propósito, para nos levar à frente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Pureza De Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem medidas externas ou revelações que mostrem a pureza da minha intenção?

Resposta: Suas verdadeiras intenções não são conhecidas, até mesmo para você, e os outros certamente não as conhecem. Assim, a sabedoria da Cabalá é chamada de sabedoria oculta, a parte interna do mundo, uma vez que fala sobre o que não é revelado em nosso mundo.

Como podemos determinar nossas intenções? Basta tentar fazer tudo no grupo com boas intenções, e, gradualmente, você vai começar a sentir como se mentisse para os outros e para si mesmo, e vai desfrutar isso como a revelação da verdade.

Ademais, isso não só sugere que você já tinha más intenções em ação e que agora a sua verdadeira essência é revelada, mas que também no futuro elas permanecerão assim. Portanto, o que fazer? Pedir boas intenções.

Assim, comece a realizar boas ações físicas para o bem do grupo, tente trabalhar dentro deles com a intenção correta. Como resultado, você chega à conclusão que tudo isso é feito apenas para o seu bem.

Este é o resultado correto, você revela a verdade. E mesmo que você se sinta desconfortável, deve ser grato ao Criador e pedir que a partir de agora Ele lhe dê a oportunidade de fazer a coisa certa. Então, você tem a intenção correta.

A próxima vez que você fizer algo pelo grupo, vai ser mostrado a você novamente que você não tinha a intenção correta, e de forma idêntica, você avança. Neste avanço por ciclos, você constantemente descobre dentro de si mesmo a incorreção de suas intenções, mas as descobre cada vez num novo nível.

Obviamente, é uma situação desagradável. No entanto, por meio do apoio geral, pela inspiração geral, ao entender que é especificamente desta forma que podemos avançar, você vai ver que esta é uma maravilhosa batalha interna. No final, de dentro de todas essas sensações conflitantes, o homem começa a compreender a si mesmo, o mundo e o Criador.

Da Convenção Virtual em Moscou 13/12/13, Lição 2

Unidade E Oposição De Desejos E Intenções

Dr. Michael LaitmanEm seu artigo “A Paz”, Baal HaSulam escreve: Isto é feito através da lei do desenvolvimento impressa na Criação contra a vontade da humanidade, onde as próprias obras dos ímpios necessariamente instigam as boas ações, como mostramos acima.

Nós estamos todos sob a influência dessa lei que nos impulsiona para frente através do sofrimento.

No entanto, o Criador deu ao homem a mente e o poder, e deixa-o controlar e guiar a lei. É possível acelerar e impulsionar o processo de desenvolvimento livremente, independente do tempo.

Como podemos perceber esta oportunidade que nos foi dada?

Nossos desejos são irrelevantes, pois eles sempre permanecem absolutamente os mesmos, e não podemos diminuir, aumentar ou desenvolvê-los de forma alguma. Nós temos que esquecê-los, como se eles não existissem, porque nós não os controlamos. A Cabalá diz que só podemos controlar as intenções. Não se trata de limitar nossos desejos, nem do que devemos fazer com eles. Está escrito assim, mas o que está implícito nestas palavras é a intenção.

No entanto, se formos capazes de alterar de alguma forma a nossa intenção, como vamos fazer isso? Para isso, este mundo é dado a nós. Nós estamos num estado muito interessante: ao contrário de espiritualidade, nós podemos agir de forma altruísta, dar, conectar e amar com a intenção “em prol de nós mesmos”. Em outras palavras, este mundo permite que nos enganemos.

Este estado interessante está debaixo de todos os mundos espirituais.

Cinco mundos descem do mundo do Infinito até o nosso mundo: Adam Kadmon (AK), Atzilut (A), Beria (B), Yetzirah (E), Assiya (A), e o último, o nosso mundo.

Geralmente nós pensamos que ele é um mundo muito primitivo, sem valor. Na verdade, não é assim. Aqui, nós podemos agir com intenção. Intenção e ação existem em todos os outros mundos espirituais, mas lá elas estão unidas e são iguais; lá, elas atuam apenas na medida da sua intenção de doar.

Neste mundo, é o oposto: uma pessoa pode agir tanto em prol da recepção e doar simultaneamente. Ao mesmo tempo, as nossas intenções são dirigidas exclusivamente a receber “em prol de nós mesmos”. Em outras palavras, neste mundo, nós podemos realizar ações que são opostas às intenções e ter intenções que contradizem as ações. É um fenômeno muito interessante.

Quando nós vemos uma criança pequena, vemos claramente suas ações simples e intenções muito naturais: ela pega tudo só para si. Os animais agem da mesma maneira. É óbvio. É por isso que nós os amamos, já que eles não mentem para ninguém, suas ações e intenções não se contradizem. Eles carecem totalmente de malícia.

Um homem adulto age externamente com intenções internas. Ele pode ser muito educado, respeitoso e gentil e, ao mesmo tempo, perseguir um objetivo que pode machucar alguém só por causa do seu próprio benefício.

No entanto, esta oportunidade nos é dada só neste mundo em que são possíveis ações e intenções contraditórias, para começarmos nossa subida ao mundo superior de forma independente, objetiva e completa. Nós somos aqueles que escolhem a forma de subir à espiritualidade, porque nos é dada a oportunidade de agir em prol da doação, embora as nossas intenções permaneçam más: em prol de nós mesmos.

Como podemos nos puxar para o mundo superior? É muito fácil. Temos que nos colocar numa comunidade de pessoas que têm a mesma oportunidade de agir e ter intenções de outras pessoas normais, egoístas e astutas neste mundo, ou seja, aquelas que entendem sua natureza pelo menos um pouco. Elas têm um desejo de mudar suas intenções, embora a única coisa que possamos realmente mudar são as ações, e não as intenções.

Se juntarmos este grupo de pessoas e agirmos supostamente em prol de trazer prazer e benevolência uns aos outros, nós desejaríamos nos conectar num todo unificado e fazer da doação mútua o nosso objetivo; neste caso, nós agimos corretamente, em prol da doação, mas nossas intenções estão erradas. Nós não podemos fazer nada sobre elas.

No entanto, se estudarmos a Cabalá juntos, em grupo, aprendemos como a unidade das intenções e ações são implantadas nos mundos superiores. Em seguida, uma iluminação especial desce do mundo superior até nós e muda a nossa intenção.

Nossas ações são normais. Nós estamos orientados um ao outro, a fim de nos conectarmos, ao passo que as nossas intenções permanecem “para o nosso próprio bem” (Lo Lishma).

Sob a influência da Luz Circundante chamada Ohr Makif (O’M), que é uma energia especial, uma força extraordinária, nós começamos a mudar; conforme a nossa transformação, nosso ambiente também se modifica de “em prol de nós mesmos” para “em prol dos outros” ou “em prol dos nossos amigos” e, mais tarde, em prol de algo maior e mais alto. É assim que nos aproximamos do estado de Lishma e começamos a sentir-nos na intenção de doar.

Estar na intenção de doar é existir no mundo superior, porque nesta intenção, nós começamos a perceber propriedades totalmente diferentes, superiores da matéria. Nós começamos a sair de nós mesmos, do nosso estado limitado pelas sensações deste mundo, e como resultado, nós rapidamente avançamos ao mesmo objetivo ao qual a natureza nos leva.

Ao aspirar voluntariamente à frente, nós evitamos o sofrimento. Os nossos sofrimentos são agora chamados de “aflições do amor”, já que agora nós pensamos em como avançar de forma mais eficaz, como acionar melhor a Luz Circundante até nós, e como mudar mais rapidamente nossas intenções.

Nós realizamos ações minimamente necessárias em relação ao grupo e a humanidade, uma vez que a humanidade tem que subir para o mesmo objetivo: mudar da intenção “em prol de si mesma” para “em prol dos outros”. Ações físicas não importam muito. Nós precisamos delas só para mostrar o lugar onde podemos implantar o poder da Luz Circundante, a força da Luz de correção.

Portanto, o estudo da Cabalá, que nos fala sobre o que é percebido com a ajuda das intenções corretas – a chamado Luz de doação (Ohr Hassadim) e a Luz de Retorno (Ohr Hozer) – nos ajuda a mudar nossas intenções e começar a sentir e atingir a governança superior, a força superior.

Ela explica por que precisamos tanto de nossos amigos, porque só entre eles, só entre nós, nós podemos fazer o trabalho interno que corrige nossas intenções.

É por isso que o nosso principal objetivo é chegar ao desejo de alcançar um novo estado que é predestinado, por natureza, e persegui-lo. A natureza quer nos levar para fora do estado chamado “mundo” em que estamos hoje e nos elevar para o mundo do Infinito. Este é o nosso objetivo final.

Se nós entendermos claramente essas coisas, sabemos que é mais urgente e essencial para nós criar grupos que interajam entre si em todas as suas partes, de modo que todas as nossas ações sejam direcionadas para algum tipo de doação. Ao agir desta forma, podemos evocar a correta Luz Circundante até nós durante nossas aulas e corrigir as nossas intenções.

A Cabalá nos diz que tudo o Criador criou foi apenas um desejo, Malchut do mundo do Infinito. Então, nesse desejo surge a intenção que passa pela quebra (shevira) no mundo da Nekudim.


Além disso, nos mundos de Atzilut (A), Beria (B), Yetzirah (Y), e Assiya (A), aos poucos ela começa a ressuscitar, enquanto neste mundo, desejos e intenções permanecem divididos em 613 partes.

Nosso trabalho consiste na correção da intenção “em prol de nós mesmos” para a intenção “em prol da doação”, “em prol dos outros” em cada um dos nossos desejos. Então, o desejo será considerado corrigido.

Em outras palavras, quando estudamos a ciência da Cabalá, a Luz Circundante desce até as nossas intenções; por sua vez, elas se prendem aos desejos, e os desejos corrigidos entram no mundo superior. É aqui que nós começamos a sentir o mundo espiritual. Assim, corrigindo-nos gradualmente, nós subimos para o nível dos 613 desejos até alcançarmos a correção final.

Da Convenção Virtual em Moscou 13/12/13, Lição 1

Controle Sobre A Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se na minha vida diária um pequeno desejo de dirigir a minha intenção de doar ao Criador aparece e depois desaparece rapidamente, o que eu posso fazer para me concentrar nele? Como posso ajudar a mim mesmo? Eu deveria desenhar algo na minha mão, ou fazer outra coisa?

Resposta: Você me faz lembrar aqueles anos quando eu estava aprendendo com o Rabash. Eu também desenhava um símbolo na minha mão para não esquecer a intenção. Quando eu estava sentado atrás do volante no carro, o símbolo na minha mão estava constantemente piscando diante dos meus olhos, como se para me lembrar que eu tenho que pensar na intenção a fim de doar. Isso é tão natural para nós de tal forma que não pode aparecer na cabeça de uma pessoa sem algum tipo de lembrete externo.

Portanto, faça todo o possível: desenhe algo em sua mão, coloque um despertador, e ative algum sinal no celular para que a cada cinco minutos ele irá lembrá-lo sobre a intenção. Não importa que ações você faz, elas podem ser muito diferentes. A principal coisa é não interrompê-las, mas sim, simplesmente voltar a controlar a intenção.

No momento em que você preferir isso, você vai sentir uma diferença entre o nosso mundo e o mundo espiritual, porque somente a intenção nos diferencia do mundo espiritual. No momento em que alguma inclinação aparecer dentro de você, você vai sentir imediatamente que está entrando numa matriz completamente diferente de sensações; você vai começar a sentir o mundo de forma diferente. De repente, começa a ser como em um filme e, em seguida, uma imagem totalmente diferente aparecerá.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 13/12/13, Lição 1

Uma Ação Sem Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todas as nossas ações, tudo o que fazemos, deve visar à revelação do Criador. Esta é a única maneira que podemos determinar a eficácia da nossa ação. E se, após a análise, parecer que ela não se destina à revelação do Criador, é melhor “ficar sem fazer nada,” como está escrito?

Resposta: Não, não importa em que estado você esteja, você ainda deve agir. Há casos em que a pessoa parece estar “morta”, mas ela ainda deve vir ao grupo, estar presente nele mesmo se ela dorme durante a aula. Ela ainda deve executar determinadas ações básicas.

Uma ação mecânica não é realmente mecânica. Se eu puder realizar mesmo o menor movimento, significa que meu desejo participa nele, pois caso contrário eu não seria capaz de me mover.

Nem uma única molécula ou átomo poderia mudar se não existisse qualquer desejo ativo nela. Os elétrons que giram ao redor do núcleo são desejos, uma vez que toda a matéria é um desejo de receber. Em todos os átomos, moléculas e elétrons, há um grande desejo de alcançar um estado de saturação.

O estado de saturação que é alcançado em partículas elementares — como resultado do big bang, por exemplo — desce do nível espiritual e age em todo o universo em todas as fases de sua evolução. É por isso que elas estão se movendo incessantemente em busca de prazer pela realização, pois é só assim que podem expressar sua necessidade de realização. Elas pensam que  estão perseguindo a satisfação.

Nós somos feitos destas partículas elementares, de modo que perseguimos prazer toda a nossa vida. Este anseio é revelado num nível diferente, mas na mesma direção. Portanto, nós devemos executar ações mecânicas, mesmo que elas ainda não possam ser executadas no nível emocional.

Às vezes, nós pensamos, “Por que devo me sentar com essas pessoas? O que eu tenho para lhes dizer? Não quero isso de forma alguma. Como posso mentir para mim e para os outros?”.

Minta para si mesmo e para os outros. Faça de conta. Aja como se fosse amigo deles! No entanto, lembre-se que é um ato, uma mentira, uma vez que você está fazendo isso conscientemente. Isto faz parte do seu desenvolvimento.

“Como posso fazer isso? Afinal, eu sou uma pessoa honesta! Por que devo me sentar com eles, comer com eles e abraçá-los? Eu não me importo com eles de forma alguma. Se nós nos amássemos, seria diferente, mas eu não sinto que eles são meus amigos dessa forma”.

É isso mesmo! Você não os sente, e você vai inclusive odiá-los, como os alunos do Rabino Shimon. O que você vai fazer então? Será que todo mundo deveria sair por causa do modo como eles se sentem? Pelo contrário, você deve estar ciente e se elevar acima disso, já que entende que é assim que o nosso ego fala dentro de nós.

Aja, embora você não queira, porque seus desejos estão dentro de você, e as ações estão do lado de fora. Após as ações, haverá novos desejos, já que a Luz Superior influencia ações mesmo sem um desejo. Como está escrito, “Mitzvot não requerem intenção”. Mesmo se você executá-las mecanicamente, elas evocam a Luz Superior.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Viver Em Intenção Em Vez De Desejo

A alma é o desejo que foi criado pela Luz, o Criador, que eventualmente deve alcançar similaridade com o Criador.

A Luz (representada pelo sinal de mais na imagem 1) cria um desejo igual (o sinal de menos). Contudo, assim que ela entra no desejo, eles anulam-se um ao outro. O desejo não percepciona a Luz como prazer porque eles são opostos.

Porém, à medida que o desejo adquire a qualidade da Luz, ele gradualmente começa a se transformar no seu oposto. Ele pretende fazer uma restrição (Tzimtzum) e trabalhar somente com a Luz Reflectida, por outras palavras, receber e desfrutar somente quando ele sente que doa a aquele que lhe dá prazer. Deste modo, ele alcança igualdade com o Criador.

Por outras palavras, a Luz vem até mim com o desejo de me dar prazer, mas eu aceito-a somente sob a condição de que me sinto equivalente ao Criador, como no exemplo com o Anfitrião e o convidado.

O Anfitrião deseja agradar ao convidado, dar-lhe tudo o que ha (seta marcada “a,”representando o prazer que viaja e entra no desejo). Contudo, o convidado só concorda aceitá-la sob a condição de que são iguais (seta marcada “b,” intenção ou Kavaná).

Se a intenção da minha acção é de regressar ao que recebo do Anfitrião, então enquanto convidado, posso aceitar o prazer. Por outras palavras. Em outras palavras, eu só faço acções que me tragam perto ao Anfitrião, o Criador, que me façam equivalentes a Ele.

No nosso mundo, vivemos na acção de receber para o nosso próprio bem. Desejamos receber tanto quanto o possível. Nada mais nos interessa.

É por isso que alcançamos um estado em que esgotamos as nossas possibilidades, por outras palavras, a correlação entre o mais (o que recebemos do Anfitrião) e o menos (que existe em nós) desaparece e deixamos de percepcionar prazer. Desta maneira, natureza, o Criador, empurra-nos para começar a trabalhar num segundo nível num estado de similaridade ao Criador.

Trabalhar num segundo nível torna-nos humanos, Adam (que vem da palavra Domeh, ou seja similares ao Criador).

Adam é uma estrutura puramente espiritual que só existe na intenção. Tornamo-nos humanos devido à intenção de doar, tornamo-nos similares ao Criador. Caso contrário, somos animais que trabalham somente com o nosso egoísmo como todas as outras partes da criação.

Tornar-nos iguais ao Criador significa alcançar o Seu nível de perfeição, o estado de eternidade, imortalidade, tudo o que está acima do nosso mundo. Há somente três tipos de matéria no nosso mundo: a inanimada, vegetativa e animada. Aqui, o homem também é um animal. Ele trabalha para a sua existência, vive para um certa quantidade de tempo e morre.

Em prol de ser possível para nós subirmos ao nível humano, o sistema de interação da Luz e desejo atravessa um grande número de estados que são referidos como a “criação do sistema dos mundos.”

Luz desce do mundo do infinito ao nosso mundo e atravessa uma variedade de estados. Estudamos-os na sabedoria da Cabala. Luz e desejo (representados pelo mais e menos na imagem 2) interajem como um dipolo.

À medida que a Luz influencia o desejo, ela gradualmente ensina, constrói e muda-o. Inicialmente, Luz e desejo estão divididos em cinco partes entre eles chamadas cinco Partzufim.

O mundo de Adam Kadmon divide-se em Keter, Chochmá, Biná, Zeir Anpin e Malchut. As Luzes de Yechidá, Chayiá, Neshamá, Ruách e Néfesh correspondem a eles. Esta é a física exacta da divisão entre desejo e prazer.

Então uma coisa muito interessante acontece. O desejo deseja tornar-se igual à Luz, recebê-la completamente com a intenção de doar e ele fracassa. Isto toma lugar no mundo de Nekudim, que deixa de existir depois da quebra.

Qual é o significado da quebra? A principal condição da recepção é o desejo da criatura de se tornar similar ao Criador, para não sentir mais vergonha e receber prazer pelo Seu bem (ver imagem 1).

Quando no mundo de Nekudim, a criatura deseja realmente receber pelo bem do Criador. Por outras palavras, o desejo inteiro, enorme que foi criado deseja receber somente pelo bem da doação ao máximo 100%.

Assumamos que, quando faço uma restrição e não recebo nada, me coloco a mim mesmo num estado em que o Anfitrião depende de mim e eu não dependo d’Ele. Desejas tratar-me com algo que eu gosto realmente, desejo apaixonadamente e não consigo absolutamente viver sem, mas, se sou capaz de fazer uma restrição, então eu torno-me independente. Aparentemente, fizeste tudo para me preencher, mas, uma vez que sinto que dependo de ti, eu rejeito o preenchimento. Eu não desejo sentir vergonha. Ela queima-me, anula-me e torna-me dependente de ti.

É por isto que recuso os regalos até que o Anfitrião e eu sentimos que trocámos de papeis. O anfitrião tenta convencer-me a experimentar os Seus regalos. Ele diz, “Fiz isto para ti, sei que gostas disto, esforcei-me imenso,” e eu faço-lhe um favor ao concordar recebé-lo d’Ele. Por outras palavras, trocamos papeis. Em vez de me tornar um receptor, torno-me um dador ao Lhe fazer um favor.

Desta maneira, minha recusa, a restrição do meu desejo, permite-me alcançar o estado onde, em vez de depender do Anfitrião, Ele se torna dependente de mim e não importa mais que Ele tenha tudo e eu não tenha nada. Ele deseja preencher-me, mas eu estou em controlo do Seu desejo porque eu governo-o com a minha força de vontade, e assim, eu governo o Anfitrião uma vez que, inicialmente, Ele desejava preencher-me e eu não O permiti fazer isto.

Neste caso, o homem não é mais um animal, inversamente ao seu passado estado em que ele recebia do mais para o menos e sua vida inteira girava à volta de receber prazer pelo seu próprio bem. Agora, ele entra num estado diferente, um estado de intenção onde ele se torna o mais que doa ao Anfitrião e o Anfitrião é o menos porque Ele deseja que o convidado se torne preenchido.

Depois da Luz e o desejo se dividirem em cinco componentes (cinco pratos, por exemplo), uma acção simples toma lugar. O desejo recebe toda a Luz com a intenção de doar e agora há enormes desejos interiores neste desejo que ele não considerou anteriormente. Ele começa a sentir que deseja desfrutar do prazer tanto que não se preocupa mais se ele doa ao Criador.

Digamos que empurrei para longe uma sensação muito desejada e agradável uma quantidade de vezes. Contudo, assim que a recebi, o prazer que experimentei foi tão grande que não sou mais capaz de o recusar. Esqueço-me imediatamente que sou capaz de o recusar. O prazer começa a governar sobre mim. Isto é o que acontece e isto é algo que não pode ser tomado em consideração antes que o prazer seja na realidade recebido. Este prazer adicional aparece em mim quando me sinto igual ao Criador.

A questão é que, quando começo a receber prazer, sinto um sabor adicional no sabor que já senti deste regalo saboroso. Criei uma intenção de agradar ao Anfitrião, este prazer adicional agora desperta em mim e não há nada que eu possa fazer acerca disso. Um desejo adicional aparece, que o Criador não criou anteriormente sob a influência da Luz.

O desejo inicial simplesmente foi criado sob a influência dos regalos que Ele me ofereceu, e agora, um desejo adicional desperta em mim, um prazer adicional de ser como Ele, mas não tomei antecipadamente isto em consideração.

Agora, descubro que sou incapaz de aceitar os regalos do Anfitrião pelo Seu bem. Minha intenção inteira, todos os meus planos de me tornar independente, de me tornar como o Anfitrião, agora desapareceram e não os consigo realizar. Este estado é chamado o mundo de Nekudim.

Porque é que o mundo de Nekudim não existe? É porque o nosso Kli, vaso e tela criada, a intenção de doar ao Anfitrião, quebraram e se misturaram juntamente com a Luz (ver imagem 2).

Anteriormente, não tivemos uma intenção, mas agora foi activada entre o desejo e a Luz.

Começando deste momento, os três componentes, desejo, intenção, e Luz (prazer), existem na natureza totalmente dependentes um do outro. Eles foram misturados e transportam informação sobre a sua interdependência.

O próximo mundo aparece após a quebra: o mundo de Atzilut, o mundo da correcção. Todos os desejos que conseguem corresponder à intenção e assim à Luz, são corrigidos nele.

Os remanescentes desejos por corrigir dividem-se em três partes: os mundos de Beriá, Yetzirá e Assiyá. Estes desejos só podem ser corrigidos por uma estrutura especial referida como “homem” no nosso mundo.

Esta é uma estrutura muito complicada que contém uma multidão de dependências possíveis. Ela é criada com um único propósito: permitir-nos corrigir a nós mesmos e nos tornarmos como o Criador.

Contudo, a parte mais interessante é que este sistema consiste de uma multidão de pequenos desejos onde cada um contém duas partes.

Além disso, a primeira parte do meu desejo está em contato com uma parte de um desejo adjacente e minha outra parte está em contato com uma parte de um outro desejo adjacente, e desta forma, tornamo-nos mutuamente incluídos um no outro.

Mesmo que cada um de nós represente um desejo independente, ambas as suas partes dependem de alguém perto dele.

Desta forma, eu dependo de quem está perto de mim e é o mesmo com todos os outros. É como se fossemos constituídos um pelo outro. Isso é uma coisa muito importante!

Isto também pode ser visualizado na forma de etapas, onde cada passo é composta por duas metades de degraus adjacentes.

Há um passo maior que está sempre em mim e eu recebo a Luz a partir daí e é por isso que a minha parte superior depende dele.

Minha parte inferior está dentro do próximo passo e é por isso que eu também dependo dele.

Assim, verifica-se que, mesmo eu estando no meio, eu não dependo de mim. Eu dependo do superior que está dentro de mim, e eu dependo do inferior que me tem dentro dele.

Por mim próprio, eu não sou nada. Dessa forma, cada um de nós depende de todos aqueles que, hierarquicamente, estão acima e abaixo de si. No entanto, existe uma peça especial para esta estrutura: a parte central. Ela é muito especial, e é chamada de “a terceira da parte do meio da Tiferet, ” Sefira Tiferet . É o nosso livre arbítrio.

O que se passa é que, por estarmos em um sistema fechado e absolutamente completo, que contém os níveis inanimado, vegetal, animado e humano, não temos liberdade quando se trata da nossa escolha. Tudo neste sistema já está estabelecido – ditado, determinado e nada depende de nós. Todos os nossos pensamentos e desejos, tudo o que nos acontece, é determinado de antemão: onde vamos nascer e o que vamos ser, com quem vamos nos relacionar e quando vamos viver e morrer. Tudo é pré-determinado, exceto para uma coisa: a possibilidade de usar a parte do meio da Tiferet para controlar a conexão entre os degraus superiores e os inferiores em relação a mim. Esta parte da Sefira Tiferet não depende nem dos passos superiores nem dos inferiores.

Em outras palavras, se eu fosse separado em dez Sefirot , dez partes, viria que eu tenho uma parte central, neutra e que eu posso controlar essa parte neutra.

Basicamente, se queremos estar no controle de nós mesmos, então todo o nosso futuro depende da nossa capacidade para controlar essa parte neutra.

A ação de controlar é o meu desejo de ter um tipo de conexão com o superior e o inferior Partzufim que me permita construir um único todo com eles. Desejo me neutralizar em relação a eles, a fazer tudo para o bem deles. Dessa forma, eu conecto-os através de mim.

Se agirmos assim, vamos ficar completamente como a Luz. Ela vai encher-nos e circular através de nós sem qualquer interferência da nossa parte. É sobre isto que se trata todo o nosso trabalho.

Isto é muito fácil de realizar. O desenvolvimento gradual da humanidade leva-nos à pergunta sobre o significado de governança, o sentido da vida, o significado do nosso estado. O mundo começa a entender que está a chegar a um beco sem saída, e, em seguida, a Cabala se revela: a ciência em transformar o seu desenvolvimento na direção correta, desejável que explica como podemos participar neste, evitando o sofrimento, e como podemos alcançar a estado mais elevado, acima da morte, acima de nossa inferioridade, acima de nossas sensações atuais.

A Cabala revela-se quando começamos a nos perguntar acerca disto. Ela explica que há apenas uma maneira de sair deste beco sem saída, neutralizando-nos a nós mesmos e existindo por causa da conexão com os outros elementos. Só então começamos a possuir o controlo como o convidado e o Anfitrião. Em geral, o convidado depende totalmente do Anfitrião, mas quando ele diz ao Anfitrião que ele não deseja receber d´Ele – por outras palavras, ele não quer usar o seu desejo na sua forma natural, ele se torna o governante e não o governado.

Então, o que podemos controlar? A única coisa que temos é o nosso amor e ódio, atração e rejeição, o mais e o menos.

Todos os elementos na natureza existem no estado de interação e harmonia adequada, porque não têm liberdade de escolha. No entanto, desde que o homem é o último estádio de desenvolvimento egoísta de toda a matéria, ele tem essa liberdade de escolha presente especificamente na parte do meio, a terceira parte da Tiferet. É por isso que o homem sente vergonha diante do Anfitrião ou dos outros. Este sentimento de vergonha, o sentimento de rejeição ou de atração, dá-lhe a oportunidade de elevar-se acima dos seus desejos. Dessa forma, ele se torna o governante e não o governado. Esta é a essência de toda a sabedoria da Cabala

Então, quando começamos a conectarmo-nos, num primeiro momento, a rejeição absoluta aparece entre nós, infinitamente entre nós.

De acordo com a nossa natureza, não há nenhuma maneira para que possamos incluir-nos um no outro. Somos todos egoístas absolutos.

Se eu executar a primeira restrição, TA (Tzimtzum Aleph); por outras palavras, se eu não quero usar os meus desejos egoisticamente, então desta forma, eu me tornar neutro em relação ao outro.

É depois que eu começo a agir como um convidado em relação ao Anfitrião, por causa de um outro, incorporando os seus desejos em mim. Ao mesmo tempo, é como se eu estivesse acima Dele. Eu sou como o Criador para ele, porque eu gostaria de doar a Ele, preenchê-Lo.

Desta forma, eu me torno semelhante ao Criador até um certo ponto. Quando eu ajo desta forma, a Luz Superior vem para cima de mim, e aparece uma ligação especial entre mim e o Criador, a Luz. Ela começa a circular em nós.

Isto acontece depois de realizarmos a primeira restrição, e isso é o suficiente para superar o nosso nível corporal egoísta.

A característica da próxima fase é que eu incluo os desejos do outro em mim. Um duplo desejo é formado em mim, e é como se eu ficasse “grávida”- eu e o embrião, o objeto por quem eu ajo – ambos existem em mim. Eu começo a entender e a senti-lo. Ele se torna parte de mim. Desta forma, agora tenho dois desejos, o meu e o dele.

Eu começo a receber Luz adicional do Criador, porque eu me tornei duas vezes maior.

Na verdade, eu me tornei mais do que duas vezes maior, porque eu quero doar, e eu desenvolvo um enorme desejo adicional, força.

Agora, uma intenção de doar ao meu parceiro, ao meu amigo, está sendo formada em mim.

Eu já tenho uma tela, e eu começo a trabalhar assim como se eu estivesse trabalhando para doar. Desta forma, a enorme Luz Superior não vem apenas para mim. Ela começa a circular entre mim e tudo isto.

Esta Luz nunca se desvanece, pois está em constante circulação entre nós. Essa sensação de Luz dentro de nós é chamada a sensação da existência eterna.

Geralmente, quando não há nenhuma intenção de doar, quando a Luz entra no desejo, extingue-o. Assim como com qualquer outro dos nossos desejos: eu como, bebo e quando o meu prazer atinge um certo grau de satisfação, este desaparece. Isto aplica-se a todos os prazeres corporais (alimento, o sexo, a família, as interações agradáveis) porque o prazer entra diretamente no desejo e anulam-se um ao outro na medida em que eles são opostos um ao outro. Prazer enche o desejo. O desejo diminui e desaparece completamente.

Como posso tornar o prazer constante? A sensação de prazer é chamado a percepção de vida. Isto é a Luz.

Sem a Luz refletida, chegamos ao estado do vazio. Prazer entra no desejo. Eles anulam-se um ao outro, e no final você recebe um zero.

No entanto, quando atuamos de acordo com o princípio da doação, eu fico no meio, entre o Partzuf superior (aquele acima de mim) e o inferior (aquele abaixo de mim), e, por sua vez, ele está entre mim ( eu estou acima dele) e o abaixo dele, e assim por diante. Estamos todos interligados através de uma cadeia. Dessa forma, cada um de nós dá ao inferior, ao que está abaixo dele, e assim por diante, e ninguém perde nada, mas todos ganham.

É porque uma parte do superior e uma parte do inferior existem em mim que começo a sentir como se eu fosse infinito, já que tudo o que existe em cima de mim (a parte superior – 1) e tudo o que existe abaixo de mim (a parte inferior – 2) estão ambos incluídos em mim.

No final, todo o universo se torna conectado a mim através de todos estes elementos, e eu sinto que estou consumindo totalmente o universo inteiro, o mundo do Infinito. Isto é o que obtemos quando estamos conectados corretamente uns aos outros. Esta é a revelação da nossa alma.

Quando estamos em um estado de doação mútua, em seguida, à medida que gradualmente nos aproximamos um do outro, começamos a atingir o que chamamos de mundos superiores.

Eu começo a aproximar-se do meu amigo do mundo da Assiya, Beria, Atzilut e Adam Kadmon, e assim que eu estou completamente perto dele, eu entro no estado chamado o mundo do infinito.

Todos os mundos são definidos pela superação do nosso desejo egoísta, da distância entre nós, pela transformação do ódio em amor, do sinal de menos em mais.

Assim, quando eu supero os meus atuais egoístas e enormes menos, é onde eu percebo o mundo do Infinito, da eternidade, perfeição. Este é o nosso trabalho real.

Quando nos reunimos e interagimos adequadamente uns com os outros, desejamos criar um grupo.

Um grupo é algo que não existe em nenhum de nós. É o estado que queremos alcançar.

Quando nos separamos de nós mesmos, fazendo uma restrição para o bem do grupo e não para o nosso próprio bem, chegamos a uma soma de desejos, a soma das intenções, uma soma de aspirações, e fazemos isso por causa do estado chamado de “grupo” e não por um indivíduo. Assim, o sistema da nossa conexão na intenção e não no desejo é o grupo.

. Todos os desejos que restringimos jogam-se fora e apenas as nossas intenções permanecem no grupo.

Desta forma, podemos subir para a próxima etapa onde não existimos mais nos desejos criados pela Luz, mas apenas nas intenções.

Este estado de “viver nas intenções em vez de desejos ” é o estado de existência no mundo superior.

Na verdade, no nosso mundo, nós também julgamos uma pessoa de acordo com a maneira como ele trata os outros. Isto é na sua intenção. No entanto, quando queremos elevarmo-nos acima da nossa atual vida corpórea, primeiro nós temos que fazer uma restrição sobre nós, o que significa parar de usar o nosso desejo do modo como foi criado inicialmente, mas apenas forçando-o em direção ao centro do grupo.

É por isso que toda a sabedoria se resume a ensinar a maneira certa de nos unirmos, separados do nosso egoísmo e só direcionando as nossas intenções para a frente..

O objetivo do nosso trabalho é conectar as nossas intenções. A parte superior do mundo, a próxima etapa do desenvolvimento da humanidade , consiste em elas. Desejos e prazeres não são a matéria do mundo superior. Intenções sim.

Da Convenção de Estocolmo 30/08/13, Lição 2

E Mais Uma Vez Sobre A Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante uma das lições matinais você disse que a pessoa que frequenta as lições, participa nas tarefas de grupo e trabalha na disseminação não necessariamente existeno sistema. Por outro lado, você disse que enquanto nós crescemos, temos que assistir às lições, trabalhar na disseminação, participar nas tarefas de grupo e assumir a responsabilidade por eles. Como podemos alinhar estas declarações?

Resposta: O sistema da natureza é corrigido por si mesmo. Nós estamos falando apenas da minha participação consciente e do meu desejo de seguir suas leis. Esta é a essência de todo o nosso trabalho: conhecer as leis da natureza e segui-las. Portanto, se uma pessoa está fisicamente entre nós, isso ainda não significa que ela participa do sistema. Talvez ela execute todas as ações, mas um “mandamento sem intenção é como um corpo sem alma”. A principal coisa é o desejo de realizá-lo, ou seja, a intenção. No entanto, não basta apenas ter uma intenção para uma pessoa que tem a oportunidade de realizar fisicamente uma ação? Se ela não executar uma ação que é capaz de executar, não. Isso só indica que ela não tem a intenção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/10, Escritos do Baal HaSulam

Intenção: Uma Pintura A Óleo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a intenção correta? Como ela se manifesta: nos sentimentos ou na mente?

Resposta: A intenção correta é a imagem do estado desejado, a pintura, o que tem eu, o mundo e o Criador todos juntos. A pintura retrata as minhas aspirações. Eu quero alcançar esta imagem na realidade; é o estado futuro que eu estabeleci para mim mesmo como a meta.

A intenção não é um mantra, nem uma fantasia vazia, mas a imagem do mundo futuro que eu quero realizar na vida. Ela muda o tempo todo, mas o mais importante, ela incorpora todos. Eu não apago ou não encubro nada; eu não sou o mestre desse panorama majestoso. Eu só quero que todas as suas partes estejam alinhada exatamente dessa forma.

Olhando para a realidade futura, eu quero que todos vivam na adesão com o Criador. É o idílio, a harmonia, a tela perfeita da unidade universal. Todo mundo O alcança, todos estão unidos com Ele, e por isso estão unidos uns com os outros. Todo mundo é como um homem com um só coração e está junto com o Criador: Israel, a Torá e o Criador são um só. Esta é a minha intenção, de modo que eu quero ver, entender e sentir a realidade; eu quero viver neste mundo. Este é o meu sonho.

Quando eu falo com alguém no âmbito da disseminação, eu tenho mais ou menos um programa claro de como trazê-lo para esta imagem da minha intenção. Ele será integrado a ela; ele vai ser mais ou menos ativo nela, dependendo se o ponto no coração foi despertado nele. Enfim, eu quero que ele também seja envolvido no processo, que é o propósito da minha disseminação. Afinal de contas, eu sei que só neste caso é que ela vai ser boa. É por isso que eu quero envolvê-lo nesta imagem.

Claro que ao longo do caminho eu lhe trago evidências que provam que este é o único caminho verdadeiro; eu explico como agir e mostro que esta técnica não é cheia de perigos e só traz coisas boas para ele, seus filhos, seus amigos…

Isso ocorre ao longo do caminho, mas no final, eu quero que ele se torne um comigo, a fim de atingir a meta.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/09/13, Escritos do Baal HaSulam

Um Pouco De Bondade Com A Intenção Correta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos dar satisfação ao Criador?

Resposta: Dar satisfação ao Criador significa descobri-Lo. Isto traz satisfação para ele e para toda a humanidade. A satisfação do Criador e dos seres criados é a Luz que preenche os vasos: o prazer proveniente de preencher o desejo e da atitude, ou seja, no primeiro nível e no segundo nível, no nível corporal e no nível espiritual. Este é o objetivo do Criador: preencher totalmente os vasos, isso dá satisfação a Ele e aos seres criados, e assim ambos se unem.

É melhor fazer menos, mas com a intenção correta. Não se trata de quantidade. Se você precisa gastar mais tempo para se preparar, isso vale a pena. As pessoas estão conectadas; se você fala com certas pessoas você entra em contato com elas, as influencia, e se isso for feito corretamente com a Luz interna que transmite a sensação, mais tarde isso vai se espalhar delas para todas as outras pessoas com quem elas estão em contato. Isso vai se espalhar e influenciar a todos. Eles vão fazê-lo inconscientemente.

Mas se estas são apenas ações corporais, as pessoas podem se inspirar, chorar e gritar como uma multidão de fãs fanáticos numa apresentação de uma estrela pop. Elas também podem ficar impressionadas com as palavras agradáveis ​​de algum orador talentoso, como Trotsky, por exemplo. Mas isso não vai levar a nenhum resultado positivo, mas sim à destruição. Assim, a preparação é a coisa mais importante antes de cada ação, a intenção dá satisfação ao Criador.

Esta é a única coisa que penso todos os dias: como adicionar a minha intenção ao meu trabalho, uma vez que este é o segredo para o sucesso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/08/13

O Ser Humano É Intenção

Dr. Michael LaitmanTodos os seres criados estão sob o controle do Criador, a força superior. O Criador criou apenas uma coisa — o desejo de receber, que é dividido em quatro níveis: inanimado, vegetal, animal e humano. Estes estágios descendem da conexão com o Criador, desde o “mundo do Infinito” até o estado “deste mundo”, em que eles estão completamente desconectados do Criador. Eles descem porque somente através da participação na criação da conexão com o Criador os seres criados sentirão, entenderão, alcançarão e farão com que a vida deles tenha o mesmo estado que o Dele.

Para fazer isso, todo o desejo de receber deve assumir a forma do desejo de doar, inerente ao Criador. No caminho, os seres criados atingem a alta gerência e obtêm a capacidade de agir como o Criador. Isso significa ser como Ele.

Para trazer todos os seres criados ao estado de pertencer a todos os quatro níveis, o desejo mais desenvolvido da quarta fase (o ser humano, Adão) deve primeiro estabelecer conexão com o Criador. Apenas o quarto nível é capaz de manter essa conexão de forma consciente e deliberada ao começar a sentir a sua própria realidade contrária ao Criador, vendo-se em oposição a Ele, concordando ou discordando Dele, agindo em seu próprio beneficio ou em benefício do Criador, etc.

Assim, em essência, o quarto estágio é o centro da Criação. Por outro lado, os três estágios anteriores estão conectados a ele sem ter o livre arbítrio. É o quarto estágio que determina como esses componentes irão participar no processo. É a intenção, a direção, enquanto os outros só agem nesta direção sem qualquer liberdade de escolha.

Assim, nós estamos falando de pessoas neste mundo que, acima de tudo, devem sentir que estão em ocultação e, assim, podem trabalhar a fim de estabelecer contato com o Criador desde o estágio de separação completa Dele, desde o ponto mais distante do infinito.

Esquematicamente, parece assim: o Criador está no mundo do Infinito e nós estamos neste mundo, e a distância entre nós é dividida em 125 graus. Nós temos que estabelecer conexão com Ele a partir daqui, deste mundo.

Isso começa quando o Criador nos desperta — brilha mais e mais. Devido à Sua Luz, os desejos do quarto nível começam a se elevar no nosso mundo; por sua vez, eles também são subdivididos em vários tipos de acordo com os mesmos quatro estágios. Os desejos “mais puros” despertam primeiro; eles são seguidos por desejos mais “grosseiros”. Assim, o processo de correção continua do fácil ao difícil. Em outras palavras, essas partes “fáceis” que corrigimos no início nos ajudam a corrigir as mais “grosseiras”, as partes “mais pesadas” depois.

A correção é realizada devido ao fato de que o Criador desperta Sua iluminação, Sua atitude para conosco, e ela começa a ser revelada, não tão boa para o “material” do desejo, como nos níveis inanimado, vegetal e animal, mas deliberadamente boa. Em outras palavras, devido à iluminação do Criador, nós temos que chegar mais perto Dele.

Para fazer isso, nós precisamos mudar a nossa intenção. Ou seja, em vez do nível inanimado, vegetal e animal, temos que formar o estágio humano em nós mesmos. E o estágio humano é a intenção acima da matéria.

Nós sabemos isso dos quatro estágios da distribuição da Luz direta: no final, a quarta fase decide fazer a restrição (Tzimtzum) e responder ao mestre com a mesma atitude que Ele demonstra em relação a ela. Esta é a intenção.

A quarta fase não tem nada que devolver à parte posterior do Criador — ela só pode continuar a receber Dele o bem com a intenção de transformar tudo que é recebido em doação a Ele. Então, todos os pensamentos da pessoa e todo o seu coração estão no Criador. Não importa o que ela recebe; a pessoa é como um hóspede que olha para o Anfitrião e só quer agradá-Lo.

Isso é o que significa a mudança de intenção, uma mudança de atitude; eu mudo de “para o meu próprio bem” em “para o bem do Anfitrião”, que se torna o fator determinante. O Anfitrião é o primeiro para mim, Seu estado é a minha primeira e principal preocupação. De acordo com isto, eu faço comigo tudo o que é necessário.

Assim, já não importa que estágios a pessoa passa, apenas se eles são para o benefício do Anfitrião, e neste caso ela os aceita, está feliz, e sua intenção está completamente alinhada com eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/08/13, Shamati #8