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Combustível Egoísta Por Um Propósito Altruísta

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Porque a Torá não foi dada a eles antes que todos de Israel respondessem se tomariam para si a Mitzva (mandamento) de amar aos outros na medida completa, expressa nas palavras: “Amai ao amigo como a ti mesmo” (como explicado nos Itens 2 e 3). Isso significa que todos em Israel tomariam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que na medida impressa nele para cuidar de suas próprias necessidades.

Esta condição parece clara. No entanto, toda a realidade está oculta aqui, tudo o que a vida pode nos dar. E uma vez que existe apenas uma condição diante de nós que deve ser mantida, “E amarás ao amigo como a ti mesmo”, tudo o que acontece na minha vida pessoal, com relação a mim mesmo, a minha família, ao ambiente próximo e distante, a humanidade, ao mundo, tudo o que aconteceu comigo até este momento, deve ser direcionado apenas a uma única meta. E a cada momento eu preciso verificar: será que eu tenho vivido para alcançar o amor ao próximo?

Se eu começo a me avaliar, é compreensível que a cada momento surjam muitos questionamentos: “Por quê? Para quê? Como uma coisa está ligada a outra? O que eu ganho com isso?”, etc. Rejeição e resistência vão crescer, mas se eu realmente quero esclarecer o que deve ser esclarecido e corrigido, então tudo vai ser considerado de acordo com um único critério, de acordo com a frase: “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Está escrito que esta é uma grande regra na Torá. Em outras palavras, este é o princípio que inclui toda a realidade, todas as minhas encarnações, e, em geral, tudo o que existiu. Portanto, a pessoa que está pronta para aceitar este princípio como base, como uma vara de medição para sua vida, está pronta para aceitar a Torá, o método de correção. Você vê, toda a Torá é projetada apenas para perceber este princípio.

Por outro lado, a pessoa que não se orienta nessa direção, não precisa da Torá. Ela pode lê-la, estar interessada nela como um historiador, ou usá-la de alguma outra forma. Ao longo da história, todo mundo já vagou por ela como lhe convinha. Dito isto, a verdadeira Torá é revelada a mim, me move, e abre o caminho diante de mim com a condição de que eu aspire ao “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Desta forma, eu começo à distância, da maior resistência, de uma absoluta falta de entendimento, do lugar mais distante, até que, gradualmente, começo a entender que isso é importante, que isso está ligado a toda a realidade, ao mundo, a todas as outras pessoas e ao meu ego. Eu começo a me interessar por este princípio, pelo menos de uma forma egoísta, com a esperança de ganhar algo com isso. Então, eu já tenho algo no que me agarrar; esta expressão se torna importante aos meus olhos, porque eu vejo isso como um meio para receber prazer, o conhecimento de si mesmo, uma oportunidade de começar algo novo. E mesmo se essa conexão não estiver organizada como eu gostaria, e passa pelo lado inverso, isto ainda é uma conexão, e é muito importante.

Um estado como este é chamado de “Lo Lishma“, e é um nível elevado onde já estou mantendo o princípio do “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”, e através dele, o amor pelo Criador, que pode ser encontrado no outro, na comunidade, como está escrito: “Eu vivo no meio do meu povo”. Portanto, tudo é para mim, exceto a intenção.

Em primeiro lugar, do meu “saudável” e materialista desejo egoísta, eu entendo este princípio fortemente; então, é possível falar sobre a intenção. Primeiro de tudo, é necessário construir uma relação saudável, como está escrito: “Educar os jovens de acordo com a sua maneira”. E quanto mais cruel o seu desejo de realizar-se, melhor, porque então você pode abrir o caminho diante dele e explicar a ele do que depende o progresso.

Em geral, todos os passos que levam tanto à pureza quanto à impureza estão sujeitos à mesma dependência e encontram-se no mesmo caminho. Apenas a relação é diferente. Sobre isso está escrito: “O Criador fez isso oposto aquilo” (Eclesiastes, 7). Nós usamos os mesmos Kelim tanto para ações egoístas quanto altruístas, e apenas em intenção essas ações são opostas.

Diante de mim está o sistema das minhas relações com o grupo. Eu me entrego a ele e através dele ao Criador, que está dentro dele. Eu quero me aderir a Ele e, assim, me encher com toda a Luz do Infinito. Esta é a abordagem desejada, útil e imperativa.

Se eu começo a me confundir com considerações supérfluas, eu só reduzo o meu desejo mesmo antes que ele cresça, para que eu possa ter algo a corrigir. A pessoa corrige apenas o que é descoberto por ela, e ela não deve ter vergonha ou ficar tímida por causa de suas aspirações espirituais egoístas. Isto é normal. A principal coisa é ter certeza, que, especificamente no sistema chamado de “grupo”, eu vou revelar o Criador.

Em geral, este sistema inclui toda a realidade, e mesmo que ele agora me pareça estar dividido, mais tarde eu vou ver que tudo está incluído dentro dele. Então, é importante ver o estado real, mesmo que nesta fase seja para o meu próprio benefício.

Este é o começo da auto-anulação; isso me coloca diante de questionamentos eternos: “Como eu posso ser incorporado no sistema? Como é que eu desfruto-o?”. Então, a Luz que Reforma age sobre mim. O sistema é construído de tal forma que o lado posterior da parte superior encontra-se no lado da frente da parte inferior, e, por conseguinte, mesmo se eu penso em subir egoisticamente, a parte superior aperfeiçoa meu defeito e me dá um remédio para o meu ego. Afinal, esse ego é direcionado para “E amarás ao teu amigo como a ti mesmo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/04/13, “A Garantia Mútua”

Na Sombra Da Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut (Garantia Mútua)”: Mas o fim da correção do mundo será apenas ao levar todas as pessoas no mundo sob a Sua obra.

Todo o nosso trabalho é esclarecer a natureza do Criador e entender qual é o atributo de doação. Nós podemos fazê-lo apenas a partir do estado oposto, do estado de recepção. Assim, de acordo com a Luz de doação nós sentimos como somos opostos a ela.

Aqui a pessoa sente raiva e tem sentimentos ruins. Será que ela consegue lidar com eles e superá-los? Ou melhor, será que ela fecha os olhos e permanece em sua natureza comum, já que não tem que tomar parte na eterna luta entre essas duas forças que “apaga” o seu desejo, camada após camada, até que nada dele seja deixado? Este é realmente o problema: como nós podemos lidar com esses esclarecimentos? Como podemos verificar, estudar e sentir a natureza do Criador fora da natureza da criatura?

A pessoa só recebe uma iluminação de Cima se ela prepara os seus suportes e o ambiente certo. Isso inclui o estudo, a disseminação, a vida normal, o trabalho,  a Maaser (dízimo), e todas as condições que os Cabalistas exigem. O principal, é claro, é o ambiente, o grupo, os amigos, entre os quais a pessoa esclarece sua conexão com o Criador. É assim que os laços entre a natureza do Criador e a natureza de uma pessoa são tecidos.

Em geral, nós sentimos ódio, repulsa, e entendemos que este é o caminho normal, pois a verdade é revelada: a criatura descobre como é oposta à natureza do Criador. Às vezes, a natureza do Criador é revelada de uma forma que, em resposta, a pessoa simplesmente sente o quão ruim ela é em relação a alguém ou alguma coisa, ou a si mesma.

Mas se a Luz se revela em todas as quatro fases, a pessoa começa a entender quem ela é, quem é o Criador, e quem é o amigo com quem ela se encontra em diferentes estados opostos. Assim, a pessoa já vê uma imagem completa.

É assim que a Luz “joga” conosco: às vezes ela abre um pouco mais, e às vezes um pouco menos, não é mera coincidência, mas sim de acordo com um programa preciso, de acordo com a devoção de uma pessoa. Na medida em que a pessoa está pronta para estar sob essa “sombra”, sob o “guarda-chuva” do professor, do grupo, do estudo, etc., ela pode avançar ao longo do caminho espiritual. Assim, de uma forma ou de outra, nós sempre avançamos qualitativamente, mais fundo na psicologia da alma.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/05/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

Bem-Vindo Ao Cruzeiro Eterno

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam diz no artigo “O Arvut (A Garantia Mútua)”que se a sociedade se preocupar com cada um de seus membros, ela pode neutralizar o desejo egoísta de uma pessoa.

Suponha que eu vá num prazeroso cruzeiro com “tudo incluído”, despreocupado, já que o serviço realmente inclui tudo o que eu possa pensar. Eu descanso na minha cabine me preparando para passar duas semanas de puro prazer. No entanto, quando partimos, dizem-me que vai ser um cruzeiro eterno. Portanto, eu vivo, e tudo é preparado para mim: café da manhã, almoço e jantar são servidos no horário certo, a minha cabine está sempre arrumada, há uma biblioteca, uma sala de cinema, internet, piscina, e assim por diante. Tudo está a meu dispor.

Além disso, todo mundo me trata muito bem e é muito atencioso, e não há nada com que se preocupar. As pessoas ao meu redor estão prontas para me ajudar a qualquer momento e de qualquer maneira. Estes são os princípios sociais neste barco, e se aplicam a todos, sem exceção.

Portanto, como a minha natureza vai reagir a isso? É possível que o ego entre em erupção sob tais condições? As pessoas ao meu redor me ensinam a me anular por sua atitude em relação a mim, e eu não procuro formas para preencher e satisfazer-me mais.

Por exemplo, eu não perambulo em bares e restaurantes em busca de iguarias que ainda não provei, mas me sinto satisfeito com uma simples alimentação saudável. Luxos não me excitam como antes. Lá, um buffet de sobremesas está aberto diariamente, e rapidamente freia minhas demandas. Depois de alguns dias, eu já restrinjo meu “consumo diário”, e depois de uma semana, estou satisfeito com uma xícara de café e um biscoito. A atmosfera está cheia de Luzes Circundantes que estão constantemente prontas para conter e acalmar o meu ego.

A questão principal aqui é o exemplo que eu tomo dos outros e a atitude que eles me ensinam. Eu estou na companhia de pessoas que estão satisfeitas com pouco. Isto é o que é aceito entre elas, e pronto. Elas realmente não precisam de mais do que isso. Elas preferem desfrutar as boas relações, que eu agora tomo em porções, em vez de alimentos. Se eu me sinto triste e retiro uma porção do “nosso amor”, estou imediatamente cheio de amor.

Isso porque eu estou numa rede de relações sociais, humanas, cuja mensagem clara é que nunca me faltará nada. Na verdade, o sentimento em si é o suficiente, e nada mais. Inicialmente, pela nossa natureza, nós dependemos do ambiente, e não há compromissos aqui. Assim, se o grupo irradia a atitude certa em relação a mim, imbuído de tranquilidade, paz e boa vontade, então, menos de um dia depois, eu também sinto que tudo é exatamente como deveria ser. No entanto, se eu me encontrasse em alguma gangue, eu também iria absorver seus princípios.

Existe uma inclinação natural dentro de uma pessoa de se adaptar ao ambiente. Eu simplesmente não tenho meios e não há como combater essa inclinação. Assim, dentro de um par de horas, eu fico incorporado na atmosfera geral da garantia mútua e paro de me preocupar comigo. As pessoas ao meu redor são a minha rede de conexões e estão mais próximas de mim. Eu não posso resistir a sua opinião, já que também faço parte da rede geral.

Portanto, quando é a minha vez de revelar o Criador, a raiz da minha alma, eu sou levado a um novo tipo de conexão, a um grupo. A mesma lei opera aqui: o grupo me diz que não há nada com que se preocupar e que eu vou parar de me preocupar com isso. Mas, além disso, ele tem que transmitir a mensagem de que eu tenho que me conectar com os amigos e aderir ao Criador. É porque a autoanulação não basta, eu também preciso da direção certa, e eu também receberei esta mensagem.

Meu livre arbítrio não é tirado de mim no grupo, já que eu simplesmente vou me anular. Na espiritualidade, as opiniões de outras pessoas não são transmitidas automaticamente. Este é outro barco que eu tenho que escolher sozinho. O Criador me leva até a escada, mas cada passo exige grande esforço e fortalecimento ao longo do caminho. No entanto, será que eu fico mais forte? Eu realizo o meu livre arbítrio? Sem o livre-arbítrio, eu nunca vou desenvolver o ser humano dentro de mim.

O “ser humano” (Adam) é só aquele que pressiona a si mesmo para entrar no grupo e ser incorporado aos amigos. Então, eu recebo tudo o resto deles automaticamente, já que não tenho mais qualquer controle sobre isso.

Em suma, nós podemos escolher apenas uma coisa: o ambiente. A primeira e principal condição é a garantia mútua. Se nós estamos conectados em garantia mútua e proporcionamos a todos tudo o que eles precisam para a autoanulação, então não precisamos de mais nada para começar.

A segunda condição é ter certeza de que todos tenham estímulos e incentivos para que certamente se prendam aos amigos. Isso garante a boa sorte de uma pessoa.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/04/13, “A Garantia Mútua”

Missão Impossível?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Isso significa que todos em Israel tomam para si a responsabilidade de cuidar e trabalhar por cada um dos membros da nação, e de satisfazer todas as suas necessidades, nada menos do que a quantidade impressa neles para cuidar de suas próprias necessidades.

Uma abordagem como essa soa como algo fora da realidade. Portanto, apesar de tudo, como é possível perceber isso? Se esta condição já está prevista na criação, significa que, quer queiramos ou não, vamos ter que cumpri-la.

Em geral, há muitas coisas que fazemos contra a nossa vontade, mesmo que às vezes ingenuamente supomos que queremos. Mas qualquer pessoa inteligente é capaz de discernir o que resulta da natureza que desperta em nós todos os tipos de impulsos, pensamentos e desejos, sem pedir nossa opinião. Nós não decidimos sobre eles antes, mas só os descobrimos dentro de nós mesmos post factum.

Hoje nós já vemos isso no final, o sistema irá nos obrigar a nos assemelhar a ele. Nós devemos tremer de medo como se estivéssemos diante da erupção de um vulcão, algo que não pode ser evitado, e fugir dela? Ou podemos fazer algo, apesar de tudo?

Seja qual for o caso, os Cabalistas dizem que nós precisamos da garantia mútua. E se olharmos para o mundo inteiro, nós veremos que provavelmente não teremos outra escolha. Se começarmos a nos opor a isso, nós só despertaremos todo o nosso ego  e, no final, acabaremos com toda a terra. Afinal, ninguém pensa que é capaz de se unir verdadeiramente. Aos nossos olhos isso parece impossível; é simplesmente mais fácil morrer. Mas não conseguiremos sequer “sair” disso facilmente…

Portanto, se esta condição está diante de nós, é sinal de que devemos aprender a perceber isso através da aceleração. Já está claro que esse caminho vai nos salvar de sofrimentos que são piores do que a morte, uma vez que são derivados de algo que eu mais odeio, algo com o qual não estamos preparados para concordar.

Assim, é necessário considerar todos esses princípios aparentemente irreais: amar ao próximo como a si mesmo, responsabilidade mútua, amor fraternal, e ser como um homem com um coração. Afinal de contas, a solução está escondida aqui: não é apenas uma maneira de evitar problemas para sair do caminho do sofrimento, mas sim, uma possibilidade surpreendente reside aqui – nós sequer pensamos que, por enquanto, por meio do amor ao próximo, o mundo eterno vai ser revelado a nós…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/13, Escritos do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”

“Deve-Se Sempre Vender Os Vigas De Sua Casa”

“Deve-se sempre vender as vigas da sua casa e colocar sapatos em seus pés” (Shabat, 129).

Pergunta: O que significa “vender as vigas de sua casa”, no sentido espiritual?

Resposta: “As vigas de sua casa” são todos os pensamentos, os desejos, e minha atitude para com a vida toda, que me obrigam a preocupar em vez de unir-me com os amigos. A fim de construir uma imagem geral, um sistema, eu tenho que vender esta “casa” que é tão querido para mim.

Mas isso não é suficiente. Eu tenho que comprar sapatos para colocar no meu pé, o que significa que eu preciso de uma força defensiva que me segura em seu campo. Não é apenas o suficiente para anular a minha opinião e baixar a minha cabeça ante o grupo, que chamou de “vender as vigas de sua casa.” Eu também preciso receber poderes que me permitem permanecer aderido aos amigos acima de todos os pensamentos que são evocados em mim.

Isso significa que não é suficiente anular me a mim mesmo, mas que eu preciso de uma força adicional que me liga ao grupo. Isso é chamado de “aliança” ou “sapatos nos pés (raglan),” de modo a não “espiar” (meragel, que tem a mesma raiz de pé em hebraico) para o benefício de meu ego.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 07/04/13, Escritos do Rabash

Esgotando A Força

Rabash, Shlavei HaSulam, Artigo 19: “Vinde ao Faraó – 1”: E sobre isto ele diz: “Vinde ao Faraó”, o que significa que iremos juntos, que Eu também vou com você, para que Eu vá mudar a natureza e eu quero que você pergunte só por Mim, para que Eu possa ajudá-lo a mudar sua natureza e transformá-lo a partir do desejo de receber para o desejo de doar.

Este é um momento muito importante, quando não podemos fazer nada por nós mesmos. Primeiro pedimos por algo global e confiamos em nós mesmos em todos os outros aspetos, esperando gerir por nós mesmos e deixando ao Criador “Sua parte.” Mas quanto mais nós avançamos na subida da escada ou para o êxodo do Egito, antes da subida para o primeiro nível, vemos mais claramente que somos fracos e que não podemos fazer nada certo, nem mesmo uma ação, um pensamento ou uma intenção. Eu realmente cresço mais fraco ao longo do caminho e por isso se diz: “E os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram”.

Mas em seguida é dito, “e seu clamor subiu até Deus.” É então que temos uma oportunidade de rezar, de pedir, exigir. Isto é ao que somos levados.

De acordo com o meu progresso, eu cresço mais fraco e a minha oração, o meu pedido de ajuda cresce até atingir um estado em que eu não posso fazer nada, a escuridão e a falta de poder tomam conta de mim e ao mesmo tempo eu chego a um pedido global. Até então, as coisas não se movem.

Então é claro que eu não posso viver sem o apoio do grupo, sem a garantia mútua dos amigos. Eu sinto que eu estou caindo mais: eu perco meus poderes, o objetivo cresce palidamente e não me atrai para prosseguir, a minha motivação desaparece e a inclinação para o mal cresce diante dos meus olhos, enquanto o ponto no coração decresce e nada resta. O Faraó bom torna-se gradualmente mau e vicioso, de tal forma que parece que de nenhuma maneira eu posso estar livre do seu domínio. Então, onde posso encontrar o desejo, a atração, para continuar se não for no grupo?

De um modo geral, eu chego a um estado de desespero e de separação máxima (Δ) entre o estado atual e o desejado. Apesar de eu recusar afastar-me, tenho de sair para a Luz …

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala de 31/03/13, Escritos do Rabash

Ajudar–Me A Construir O Puzzle Da Criação

Temos sempre que estar ligados e tentar ver a Torá na conexão entre nós e como cumpri-la. O que representa uma certa conexão, onde entre nós está Hamã, onde está a Mordecai, que é Ester, quem é Assuero, o que aconteceu com os dez filhos de Hamã e sua esposa?

Se ignorarmos os caracteres físicos, nossos e dos amigos e falarmos sobre forças, sobre atributos, acerca de discernimentos e não sobre os corpos que são percebidos pelos cinco sentidos, se nós nos elevarmos ao nível da rede das forças da criação, em seguida, isso significa que estamos cumprindo a Torá nas relações entre nós. Então nós já começamos a vê-las e aprendemos isso. Isso é chamado de implementação, chegando mais perto da correção, e construímos a imagem de Adão , o homem. Então, você verá o quão necessário, cada um dos amigos é e que mesmo que todas as forças negativas têm existir para que você não concorde com tal comportamento, vai manter-se longe deles, e decidir não usá-los internamente.

Não aplicamos suficientes esforços constantes para nos aproximarmos e conectarmos no nível das forças, intenções, e não ao nível dos corpos físicos. Temos de penetrar um pouco mais e começar a desenhar afastado da imagem corporal habitual, a fim de ver a rede que estamos construindo entre nós, ou mais precisamente, para descobrir isso.

Todos têm que tentar imaginar que estão no sistema de forças e não entre corpos físicos deste mundo e todo o seu lixo. Temos, finalmente que ver e imaginar este mundo corretamente. É impossível, mencionar isto o tempo todo. Uma pessoa tem de mudar seus pensamentos. A fim de fazer isso, temos que apoiar um ao outro e precisamos de garantia mútua, quando todos pensam da mesma forma.

Então você começa a perceber e identificar que todos os amigos estão em tais relações internas, de tal intenção, em tais ações, que você percebe que eles não estão realizando as ações externas, mas que todos estão a tentar construir e a ligar esse puzzle. Todo mundo sente que seus esforços determinam se este puzzle estará corretamente ligado, se todo mundo se liga e como na foto que está gradualmente sendo concluída, revelando a força geral de doação chamada o Criador, com todos os seus detalhes e características especiais.

Isso já é um sinal de que a Torá está sendo revelada para nós, que a Luz superior está começando a esclarecer e explicar as suas regras, a sua natureza. Assim, começamos a viver nesse nível.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala de 25/02/13 , Escritos de Baal HaSulam

Diante De Um Portão Aberto

Uma pessoa chega ao portão principal, que leva ao mundo espiritual e se retira no último momento. É porque esta porta só abre se você aceitar as condições do superior. Enquanto você apenas se aproxima, você pode suportá-las até certo ponto, mas você não consegue cortar-se totalmente do passado e concordar em dar um passo para o futuro. É porque este portão é a fronteira entre o passado e o futuro, e portanto você recua.

Pergunta : O que é que nos falta nesse momento?

Resposta : Existe uma falta de apoio mútuo, a força do apoio do meio ambiente. Nós só podemos evocar o Criador e forçá-lo a agir por apoio mútuo. Você não pode ir até o portão sem a ajuda do ambiente, sem ser empurrado por trás e sem os outros pedindo por você.

Atravessar o portão para o mundo espiritual implica ter meios para se conectar com outros vasos, a fim de descobrirmos juntos a realidade que existe para além do portão. Nós abrimos a porta entre nós, por isso é impossível conseguir sem o apoio dos outros!

Este apoio depende de quanto eu consigo evocar os amigos. Eles existem e me apoiam apenas na medida em que eu os evoque, uma vez que são as partes da minha própria alma. Apenas parece que eles têm livre arbítrio e que alguém age contra mim. Tudo isso me é dado para que eu possa corrigir-me e atingir o seu apoio para isso. A fim de o fazer, eu tenho que dominar o meu ego; estas são as regras do jogo.

É um teatro onde, em conjunto comigo, há também diferentes atores no palco: alguns parecem meus amigos e outros inimigos, alguns me amam e outros odeiam-me. Com a sua ajuda e por meios diferentes, eu tenho que levar o meu ego à correção.

Mas na verdade eles não existem, eles só surgem para que eu possa realizar minhas ações com relação a eles. Numa ocasião eu trato-os como meus amigos e noutra como meus inimigos. Isso significa que eu devo perceciono-os “dentro da razão.” Noutra vez eu trabalho “acima da razão” e aceito isto como sendo o jogo do Criador. Toda a Torá deriva da combinação destas duas perspetivas.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabala de 14/02/13 , Escritos de Baal HaSulam

O Criador Como Denominador Comum

Pergunta: É preciso conectarmo-nos numa forma interior, em nossos desejos. Mas como posso abordar o desejo do amigo?

Resposta: Para você, sua inclinação para o Criador é o suficiente. Só com esta inclinação, sem tentar cavar mais fundo, você se conecta. Ambos vocês não conseguem entender este desejo que o Criador “plantou” em cada um de vocês. Mas precisamente este desejo no amigo, e só ele, é importante para você. Esta é uma tendência subtil do refinamento da alma. Você ama a centelha espiritual do amigo, sua inclinação para o Criador. Seu caráter e seus costumes não são importantes para você; é apenas o Criador que conecta você, porque é “Nele o nosso coração se alegrará.”. É Nele. Vocês querem encontrar-se no Criador.

Os outros desejos estão conectados de uma maneira diferente, eles permanecem em você e simplesmente estão à procura de preenchimento juntos. Mas na prática isso não é a unidade com o outro, mas sim aproveitar-se do outro.

E nós, por outro lado, não conectamos só entre nós. Luz chega para nós que doa em cima de nossos desejos, nos liga, e habita em nós, em nossa conexão. E então todos nós juntos estamos contentes que demos ao Criador a possibilidade e a capacidade de ser revelado.

Portanto, para você, é o suficiente para você ter a inclinação para a verdade, para o Criador,para o objectivo. Você mesmo ainda não sabe aonde você está indo, mas o desejo já existe, e você precisa sempre aumentá-lo e cuidar nele. Como? Ao se conectar com os amigos. Como resultado disso, desejo suficiente aparecerá em que a Luz vai corrigi-lo, vai ligar para um grande desejo único que nele você irá revelar o Criador e se alegrará nele.

De dia para dia será mais claro para você como usar todos os tipos de meios, a fim de preparar-se para o novo estado. Você não vai conseguir compreender isso com antecedência, e você não precisa exigir compreensão, mas a força de doação em “acima da razão.” Precisamente por este anseio pela razão “acima doação “, o conhecimento será revelado e você vai saber.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/12/12, Escritos do Rabash

Com O Que Podemos Contar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Muitas pessoas acham mais fácil acreditar em Deus, do que no método de garantia mútua…

Resposta: Já vimos ao longo da história que uma fé cega em Deus não leva a nada. Ela pode facilitar a vida de uma pessoa, mas não é o que é exigido de nós.

Somos obrigados a intervir com precisão, com rigor e sabiamente na natureza. Temos que criar uma boa força adicional na natureza, a fim de equilibrar a força do mal que foi criada dessa forma de propósito para que a própria pessoa possa equilibrar sua natureza má e egoísta e criar um estado melhor, equilibrado e assim se desenvolver e se elevar.

Temos que agir inconscientemente, para construir uma segunda natureza, juntamente com a natureza egoísta e conectar as duas de uma forma equilibrada — é o equilíbrio entre elas sem apagar o nosso ego, mas usando-o como ele é e adicionando a ele uma atitude positiva para com os outros, assim equilibrando-o.

É todo um sistema que começa a elevar-nos acima do nosso mundo. Eu espero que se consiga, porque simplesmente não vejo outra maneira. No final, isso vai nos levar ao nível da existência eterna, que é completo e lógico.

Porém, quanto sofrimento nosso povo terá que percorrer antes que comece a ouvir isso, para abrir nossa página na Internet, por exemplo, e penetrar neste método um pouco. Como isso é contra o nosso ego, as pessoas são imediatamente repelidas por isso e não acreditam nisso. Parece bobo e ilógico a elas — onde estão os mísseis, onde estão as forças militares? As pessoas sempre contaram com o poder, mas só agora nós começamos a entender que esta não é a solução. Pela primeira vez em nossa existência nós começamos a ver que a solução não está em operações militares.

No final, as pessoas compreenderão a verdade, mas é uma pena que tenhamos que passar por tanto sofrimento para captar um pouco a atenção das pessoas, para evocar o medo nas pessoas por seu futuro e forçá-las a ouvir.

De uma Palestra sobre a situação em Israel 22/11/12