Textos com a Tag 'Egito'

Numa Onda De Calma

laitman_556Pergunta: Na época do êxodo do Egito, o Criador endureceu o coração do Faraó e mandou Moisés até ele. É possível comparar isso a hoje com as implacáveis ações militares dos últimos meses? Como se pode explicar este processo ao público?

Resposta: Uma introdução é necessária aqui primeiro para explicar o princípio de “Não há outro além Dele”. Tudo é enviado e causado desde cima; tudo vem da força superior. É de “Não há outro além Dele” e o “bom que faz o bem.”

Então, por que é tão ruim para nós?

O problema é que nós, o povo de Israel, somos responsáveis pelo mundo. E todo mal acontece porque todo o bem e o prazer que vem de cima não são recebidos corretamente em nossos Kelim. Não preparamos os Kelim, os desejos de toda a humanidade, de modo que eles estarão em equivalência de forma com o que nos é enviado e nos alcança desde cima.

A Luz vem de cima, em quantidades precisas, como se algum tipo de “relógio” estivesse tiquetaqueando e secretando a Luz de acordo com um algoritmo exato, um pouco mais e um pouco mais, a cada momento mais e mais por três mil anos até a conclusão da correção. E nós, seres humanos, reunidos de todas as extremidades da terra, somos responsáveis por isso, a fim de aceitá-lo especificamente como bondade e prazer, como grande abundância que é destinada a nos preencher em todos os níveis, em cada momento, com um manjar celestial.

E, no minuto seguinte, a “dureza do coração” vem de novo e nós devemos novamente ir ao Faraó. Desta forma, vez após vez, devemos corrigir a dureza de coração e receber a abundância nele.

Em última análise, os problemas e pragas vêm e não passam sobre a característica de “Israel” em nós, mas sobre as características egoístas do “Egito” e “Faraó”. O que é chamado de “Sitra Achra” (outro lado) as engole novamente. E é assim que deve ser, e mais tarde isso vai “vomitar” a abundância que engole, que é chamado, “Ele engoliu riquezas, e as vomitará novamente” (Jó 20:15).

Portanto, nós somos responsáveis pelo mundo. Ninguém tem liberdade de escolha, exceto nós. Nós somos os que saíram da Babilônia, que fugiram de lá e foram moldados como um povo que se tornou conectado entre si e conectado ao Criador. Nós nos transformamos num elo entre o Criador e o mundo inteiro. Isto significa que é preciso tornar-se a “luz” para o mundo inteiro e dar-lhe o método de correção, para que a cada momento o que vem de cima seja revelado verdadeiramente como um paraíso na terra.

Mas não estamos fazendo isso. Assim, nós olhamos para tudo que está acontecendo e devemos entender que, na verdade, tudo é bondade; o Criador ainda está nos assustando à distância e brincando conosco. Milhares de mísseis caem sobre a terra de Israel, com mínimas consequências.

O problema é que isto não desperta as pessoas; em vez disso, as relaxa. Olha quantos golpes podemos levar. Portanto, vamos sentir o golpe como se ele não acontecesse, e por outro lado, entender que o Criador está nos protegendo para que nos aproximemos Dele de uma boa forma, para que tenhamos força para isso.

Mas as pessoas são indiferentes. Então, o que há mais? O que o Criador deve fazer?

E então nós, as pessoas que compreendem isto e têm liberdade de escolha, devemos sair ao povo e levar esta mensagem a ele com a nossa força. A mensagem é que temos que mudar, que através da conexão entre nós traremos a conexão para todo o mundo.

Isso é especificamente o que estamos dispostos a doar. É porque nós queremos que todos possam estar bem conectados entre si, o que está longe e o que está perto, incluindo os nossos inimigos. Portanto, a nossa conexão é necessária para isso, e vamos ver que ela vai passar a todos.

A unidade e a conexão começam a partir do centro grupo e se estenderão aos círculos mais externos. E depois vamos ver como tudo relaxa, como se uma onda de calma passasse sobre o mundo. E todos vão olhar para o povo de Israel e finalmente entender que ele está preparado para trazer prazer e bondade.

“Anteriormente o mal vinha deles e nós os odiávamos. Mas agora eles vivem com amor. Então vamos lá, ajudá-los com isto! Venham, vamos carregá-los nos nossos ombros e levá-los à meta. Se eles têm essa intenção, nós estamos com eles”.

Isto é o que deve acontecer, e nós somos a chave para isso.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/08/14, Escritos do Baal HaSulam

A Formação Do Povo Do Livro

O Primeiro Encontro com o Criador

Pergunta: Ao falar sobre a identidade do povo de Israel, sobre a sua especificidade única, é impossível ignorar o Tanach. Seu legado está no coração do povo e determina em grande parte a nossa essência. A importância deste património é clara para quase todo mundo, mas as razões, os mecanismos deste fenômeno, não são claros, o que gera muitas opiniões e conceitos.

O Tanach escreve sobre a exclusividade do povo judeu. O livro “Êxodo”, 19:3-19:6, fala sobre os eventos no Monte Sinai, e cita as palavras do Criador dirigidas a Moisés: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim.

Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo”. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.

A ideia de que o Criador escolheu o povo de Israel foi originalmente baseada neste versículo.

Isso é verdade? Nós podemos considerar o Tanach como prova real? Ou é apenas uma narrativa histórica? Talvez ele seja um código legal, que nos escolheu dentre os outros povos? [Leia mais →]

Atravessar As Dez Pragas Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O caminho das dez pragas do Egito é realmente o caminho do sofrimento. É possível contorná-las e evitá-las, ou é impossível evitá-las, mesmo que eu me concentre no amor e doação para com o meu Grupo de Dez, as pessoas que estão perto de mim, e o professor?

Resposta: Depende da pessoa que segue o caminho espiritual. Se ela se identifica com as forças do Egito e com o Faraó, ela certamente sofre. No entanto, se ela se identifica com o trabalho acima da razão e sobe acima dela, seu ego sofre, mas ela não se identifica com seu ego e assim ela não sofre.

O tempo do desenvolvimento espiritual é chamado de pragas do Egito, ou seja, as pragas que o ego sente que ajudam a pessoa a se elevar sobre ele. No entanto, se ela está em seu ego, elas a forçam a se elevar .

Tudo depende em relação a quem você compara a sua posição.

Pergunta: Será que as pragas do Egito refletem certo estado que passamos?

Resposta: Nós devemos processar e praticar juntos ao máximo tudo o que está escrito na Torá! Você vai ver que não podemos perder sequer um passo. Pode haver níveis que eu passei, mas não compreendi, e dez anos mais tarde, como acontece muitas vezes na vida, eu começo a perceber que eu passei e que ações e circunstâncias eram.

Pergunta: Isso significa que não temos chance de pular qualquer uma das pragas?

Resposta: Para quê? Como você pode se separar de seu ego, se você não passar por todas as dez pragas? Você não terá um vaso completo, um vaso de dez Sefirot.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Lição 3

O Segredo Das Dez Tribos, Parte 3

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o “Egito”? É um país ou um determinado conceito ou estado?

Resposta: Nem a geografia ou a história importam aqui.

O grupo que saiu da Babilônia uniu-se na linha direita (“Abraão”), na linha esquerda (“Isaac”) e na linha média (“Jacó”), e chegou a unidade total com o nome de “José”. Ele também é chamado de “José, o Justo”, “o Justo, a fundação do mundo”. A “fundação” (Yesod) é o que conecta todos, parte da estrutura espiritual em geral, a sua unidade interna.

Agora, na medida em que eles estão unidos, nós podemos falar sobre como elevá-los ao próximo nível. Mas, para isso, eles precisavam receber um enorme ego que governasse entre eles para que eles subissem sobre ele.

Isso significa que, no início, este enorme egoísmo tem que puxá-los para dentro. Ele os puxa e eles começam a sentir o desenvolvimento egoísta dentro de si e se tornam conscientes de que é possível avançar ao objetivo com a sua ajuda. Isso é chamado de: “sete anos de saciedade no Egito”, isto é, o egoísmo da “saciedade” está se desenvolvendo neles e não interfere com eles.

Em seguida, surgem “os sete anos improdutivos”, quando seu egoísmo começa a se manifestar como mal. Então, o mau Faraó se levanta no Egito e age contra eles, isto é, tenta dividi-los. Eles lutam contra essa divisão até o ponto em que Moisés mata o egípcio, que está localizado entre os judeus, que lhes ordenou.

Ou seja, existe tal tensão, tais mudanças na sociedade, que eles têm que fazer algo sobre isso, de tal forma que têm que simplesmente fugir deste estado, sair dele, porque não serão capazes de existir nele.

Eles não concordam em viver neste egoísmo, mas se permanecerem nele, o mau Faraó vai imediatamente aparecer como bom. Ele lhes sugere: “Por que vocês estão criando problemas? Por que vocês estão fazendo barulho? Fiquem, vivam tranquilamente, cuidem de sua vida, e vocês vão ficar bem”. Em outras palavras, não toquem a ideologia e tudo vai ficar bem. Isso é comum a todos os governantes do mundo: “Deixem a ideologia para mim, e eu vou lhes fornecer tudo o que vocês precisam”.

Os judeus, claro, não concordaram com isso. Moisés começa a “aquecê-los”. “Nós precisamos sair daqui; caso contrário, permaneceremos como ‘animais’ neste Egito. A fim de se elevar ao nível de ‘Ser Humano’, para revelar o Criador, nós precisamos fugir do poder deste egoísmo que existe entre nós, o poder do Faraó … ‘Fugir do Egito’ significa subir sobre o próprio egoísmo internamente. Para fazer isso, nós temos que nos conectar ainda mais. Mas não podemos nos unir mais, a menos que rompamos com isso…”.

Consequentemente, a ação desejada é subir sobre o egoísmo com a ajuda de uma força especial, unir-se com o outro, e então, gradualmente, corrigir esse egoísmo, que está abaixo. Isto é o que eles fazem; eles sobem sobre o seu egoísmo e se unem. Isso é chamado de “no pé do Monte Sinai”. Então, unidos e recebendo a força da unidade que é chamada de “Torá”, eles gradualmente corrigem esse egoísmo por quarenta anos.

Em outras palavras, eles começam a corrigir o Faraó que existe entre eles. No início, eles o neutralizam para que ele não estrague qualquer relação entre eles, não os perturbe. Assim, eles se tornam unidos numa única força.

O próximo passo à frente é chamado de “entrar na terra de Israel”, quando eles começam a aplicar este egoísmo do Faraó para se conectar ainda mais com o outro. Ou seja, eles começam a “estimulá-lo”, a despertá-la em si, a revela-lo.

Primeiro, eles o deixaram em paz, trabalharam nele, elevaram-se sobre ele, todo o tempo contraindo e “cobrindo-o”. Isso é chamado de “os quarenta anos de peregrinação no deserto”. E depois há a entrada para a terra de Israel quando eles revelam esse egoísmo, o próprio Faraó, e começam a “convertê-lo” em altruísmo.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 27/08/14

O Êxodo Do Egito, Antes E Agora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a última redenção será diferente do êxodo do Egito?

Resposta: Esses são os mesmos princípios. Não pode ser nada novo, porque as leis da Luz e do desejo não mudam. Mas a última redenção será certamente diferente do êxodo do Egito.

Nós devemos comparar as condições que estamos vivendo agora e as do passado. O vaso da nação de Israel que desceu ao Egito não foi quebrado. Ele era pequeno, mas completo. É assim que ele começou a se juntar ao Egito e a entrar no desejo de desfrutar para si mesmo sem a quebra, mas mantendo a sua intenção de doar. Por isso se diz que os filhos de Israel não mudaram seu nome, sua língua ou seus costumes.

Esta é a razão pela qual a sua saída do Egito não era uma saída da quebra. A Luz operou e revelou quem é quem, separando Moisés da presença do Faraó, a linha direita da linha esquerda, o bastão da serpente.

A nação de Israel permaneceu Israel mesmo no exílio, o que significa que a conexão entre eles foi mantida. Eles queriam estreitá-la ainda mais e depois descobriram que isso não deu certo, mas a conexão em si permaneceu.

No entanto, após a destruição do primeiro e do segundo Templos, a nação de Israel foi destruída e misturada com as nações do mundo, ou seja, com os verdadeiros egípcios, de tal forma que agora está sob o domínio do Egito, que controla cada passo que eles fazem, cada pensamento, cada desejo, todo o seu modo de vida. Eles se dissolveram totalmente entre as nações do mundo no Egito e se tornaram totalmente assimilados. As dez tribos estão perdidas e ninguém sabe quem elas são e onde estão. Mesmo elas não sabem nada sobre si. Este é o nosso estado hoje.

Assim, o atual êxodo do Egito será totalmente diferente do anterior. Depois, houve o núcleo. A nação de Israel estava sob o domínio do Faraó, mas eles sabiam que estavam escravizados. A nação estava no exílio, mas eles entendiam que era o exílio.

Se contarmos aos judeus hoje que eles estão no exílio, eles não vão acreditar. Hoje a redenção é considerada a obtenção de um novo Mercedes ou um salário mais alto. No passado, eles estavam num nível em que entendiam que não tinham o poder de doação. Eles não têm esse entendimento hoje.

Portanto, o atual êxodo do exílio exige primeiro o reconhecimento do exílio e o estabelecimento da nação nele. Quando nós estamos no Egito, começamos a sentir que estamos no exílio, sob o domínio do ego que não nos deixa conectar, o que é chamado de Faraó. Assim nós começamos a estabelecer a nação de Israel entre nós a partir do nosso grupo.

Depois disso, nós teremos que começar a trabalhar com o público, explicando-lhes que estamos no exílio, que a conexão é uma coisa boa, e que vai nos ajudar a nos tornarmos uma nação. Quanto mais nos vermos como uma nação, mais fortemente sentiremos como o nosso ego nos domina e não nos deixa estar juntos. Este trabalho precede o êxodo do Egito.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Baal HaSulam

Dois Cenários Do Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu ouvi sobre o êxodo do Egito alguns anos atrás, imaginei que sairíamos logo do Egito. Mas agora sinto que estou muito longe de nascer, e parece que ainda não alcancei o estado de embrião. Em que devo me concentrar?

Resposta: Como você imaginou este êxodo? Como adoráveis desenhos de seus sucessos. Você pensou que iria sair do Egito e tornar-se forte, gerenciar tudo e descobrir todos os segredos, todas as informações e sentimentos, e seria capaz de entender, sentir e se tornar todo-poderoso, eterno e inteiro. É como você imaginava o seu êxodo do ego.

Mas agora você é forçado a concordar que o êxodo do Egito simboliza o oposto. Antes você o avaliava egoisticamente, mas, na verdade, o êxodo do Egito simboliza que eu não tenho nada e que não quero nada! Eu só quero me conectar com todo mundo, a fim de doar tudo a todos.

Eu quero sair de mim, me derramar em todos para me conectar com eles e cuidar deles como uma mãe que cuida de seus bebês, sem qualquer benefício próprio, sem qualquer lucro. A principal coisa é que serei capaz de ter o desejo de tomar conta deles, o que significa assemelhar-me com o Criador.

Isto é o que eu quero e isto é o que eu chamo de êxodo do Egito. Isto é o que eu vejo como minha redenção: receber um desejo e a capacidade de me parecer com o Criador através disso. Eu quero assemelhar-me ao Criador não pelo meu próprio bem, porque vejo o meu lucro só nisso, mas para poder doar de forma absoluta e não sentir nada para mim mesmo.

Não sentir para mim mesmo também pode ser recompensador. Se eu agora sofro por não sentir a mim mesmo, então eu também me livro da dor. Isso significa que qualquer condição de sair de mim mesmo para a doação pode ser interpretada como benéfico para o ego.

Mas se nós também operamos no que diz respeito ao grupo, então tudo se torna mais simples e real. Eu só preciso desejar me conectar com todos a fim de servi-los, cuidar deles e dar-lhes tudo o que eles precisam, fornecendo-lhes todas as suas necessidades corporais e espirituais.

Na corporeidade, nós temos que ajudar dentro dos limites da necessidade, enquanto na espiritualidade é até o fim da correção. Isto é redenção para mim, já que é assim que o Criador trata os seres criados. Hoje você está mais perto do que antes, e toda a diferença é feita pela Luz.

A história do êxodo do Egito descreve os estágios avançados antes do verdadeiro êxodo como muito rápidos. Primeiro, a história se desenvolve muito lentamente: sete anos de saciedade parecem muito longos com todos os detalhes.

Mas as últimas fases são restritas e concentradas; na verdade, você está nelas agora. É possível comprimi-las para agir imediatamente uma após a outra e então rapidamente sair. Sair do Egito, perfurando a Machsom (barreira), como nós uma vez gritamos, significa continuar ansiando pela conexão, pelo serviço mútuo dentro do grupo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Nuvens Sobre A Fronteira Do Egito

Dr. Michael LaitmanArtigo do Rabash: “Vinde ao Faraó – 2”: O fato é que tudo o que eles construíram cairia. Isto significa que cada vez que eles construíam para si uma estrutura na obra, os egípcios chegavam, ou seja, os pensamentos estranhos dos egípcios, e arruinavam todo o seu trabalho. Em outras palavras, todo o trabalho que eles fizeram com todos os seus esforços para superar e servir na obra de santidade foi engolido no chão.

Assim, a cada dia eles tinham que começar de novo, e parecia-lhes como se eles nunca tivessem se envolvido no trabalho de santidade. Além disso, cada vez que contemplavam avançar, eles viam que não só não progrediam, como até regrediam, já que novas perguntas do tipo “quem” e “o que” sempre vinham à tona em suas mentes.

Estas são as perguntas bem conhecidas do Faraó: (Êxodo 5:2) Quem é o Senhor, a quem eu deveria dar ouvidos à Sua voz? e (Êxodo 12:26) O que vocês querem dizer com este culto? E as perguntas se tornaram cada vez mais pesadas, e se a pessoa avança dia a dia, ela se vê cada vez menos bem sucedida. Mas é preciso aceitar esta confiável evidência de avanço pois isso acontece com todos, quando nos aproximamos do êxodo do Egito.

Precisamente porque a pessoa investe muito esforço, elas lhe mostram o quanto ela não será bem sucedida. Portanto, não há possibilidade de avançar se a pessoa não for fortalecida pelo estudo, o Rav e o grupo. E isso se aplica a homens e mulheres. Não existe qualquer diferença entre eles; o processo é o mesmo.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 16/04/14, Escritos do Rabash

A Luz Da Fé Nos Vasos Do Egito

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como uma pessoa pode se arrepender do fato de que não tem o poder da fé, quando é dominada por pensamentos e desejos maus?

Resposta: É por isso que nós precisamos da Luz que vem do ambiente chamada de garantia mútua. A garantia mútua é o poder da fé que é revelado no grupo.

Embora o grupo ainda não tenha alcançado o poder da fé, está inclinado a isso. Isso é o suficiente para impressionar cada amigo e iluminar a força de doação nele que é recebida da Luz Circundante, atraída por nossos esforços coletivos.

Isso é chamado de garantia mútua. Tudo se resume à cooperação entre duas forças; não há nada que não seja essas duas forças.

Nós não estamos lutando contra a verdadeira ocultação; nós só atraímos a Luz da fé sobre ela. Não há nada mais que possamos fazer a fim de combatê-la. A ocultação vai continuar a crescer como no Egito, onde a escuridão continuou crescendo até que se tornou escuridão total.

Não há maior escuridão do que o momento certo antes da redenção, a saída dos 49 portões de impureza. Portanto, nós temos que nos relacionar corretamente com o poder da ocultação e respeitar o Faraó, pois entendemos que todo o endurecimento do coração e a confusão que sentimos foram dadas a nós para avançar.

Nós não queremos contradizer o Faraó, a ocultação e a confusão, mas apenas ascender acima deles. Isso significa que nós trabalhamos com os vasos do Egito trazendo a Luz da Fé até eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/04/14, Escritos dos Rabash

A Melhor Hora De Escapar

Dr. Michael Laitman

Rabash, “A Necessidade de uma Ação Abaixo”:  Assim, no exílio no Egito, quando o Faraó doou seus prazeres a eles, eles foram escravizados ao Faraó e não podiam deixar o exílio. Porém, quando eles realizaram uma ação, o que significa que despertaram para sair do exílio, pois esta ação é considerada uma questão de livre arbítrio, o Criador quebrou seus poderes do Alto, ou seja, Ele tomou os prazeres pelos quais ele escravizou o povo de Israel. E quando ele não tinha nada para dar, isso significa que o Criador quebrou o seu poder e queimou-o no rio de DiNur (Luz), o que significa que Ele tirou todos os seus poderes de influenciar.

Isso é realmente o que aconteceu conosco depois da Convenção do Zohar. Durante a Convenção, nós recebemos um pagamento e tudo estava bem. Muitas pessoas se reuniram e houve um grande despertar e nós apreciamos e sentimos prazer em todos os nossos vasos. Então, o Faraó deixou de nos pagar e o nosso ego sentiu que estava vazio.

Esse é o melhor momento de escapar, mas em vez disso nós caímos e ficamos imóveis. Repetidas vezes o desejo de receber nos dá um pouco de prazer e depois leva tudo embora e nós murcharmos. Mas aos poucos nós começamos a entender que não podemos depender mais dele.

É tudo resultado da influência da Luz Superior e não resultado de nossa experiência ou tempo acumulados. O ponto aqui é que não é uma questão de tempo, mas de uma iluminação de Cima que age em nós e nos leva a um novo estado. A Luz brilha e muda o vaso.

Se nós entendemos o que estamos fazendo, na medida em que continuamos sem um pagamento de prazer e concordamos em deixar o estado e superá-lo, nós estamos prontos para abençoar o estado em que não obtemos nenhum benefício, e não dependemos do Faraó, do nosso ego. Assim, nós podemos deixá-lo, escapar um pouco, e nos afastar dele.

Na verdade, é quando você não obtém qualquer prazer que você deve começar a orar, a pedir ou doar, se puder. O grupo deve impressioná-lo nesses estados. Este é o melhor momento para fazer um esforço.

Nós não devemos escapar num momento de descida, como costumamos fazer. A descida é uma oportunidade que nos é dada pelo Faraó a fim de escapar dele. Durante esse tempo, ele não nos mantém sob o seu poder, e não nos suborna com prazeres. Nós temos que estar preparados para tais estados, não ficar em casa e assistir nossas vidas passar, mas sim nos esforçar.

Onde podemos encontrar poderes para fazer isso? Na verdade, é durante a Convenção, quando nos sentimos bem, que temos que nos preparar para o momento em que iremos certamente nos sentir mal e, quando não houver pagamento. Isso é chamado de um pacto, uma garantia mútua.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Escritos do Rabash


O Último Dólar

Dr. Michael LaitmanPergunta: O êxodo do Egito parece um grande milagre. Como nos qualificamos para sair do Egito?

Resposta: Existem várias condições para o que chamamos de milagre. Primeiro eu não posso prevê-lo, só posso me preparar para isso, mas não sei quando estou totalmente preparado. Isso pode acontecer a qualquer momento.

Em segundo lugar, eu opero um mecanismo que está acima da natureza, visto que transcendo a minha atual natureza (esse nível corpóreo), até o nível espiritual, que é chamado de nascimento para o mundo superior.

De repente, eu atraio a Luz em meu desejo egoísta que me influencia e me dá o atributo de doação. Estes eventos não parecem derivar de uma relação de causa e efeito: o próximo estado não deriva diretamente do estado anterior.

Um momento eu estou no nível animal e, de repente, eu subo para o nível humano, e a Luz de Ruach, em relação a qual eu não tinha nenhuma conexão antes, entra em mim. É assim que o nível vegetal também decorre do nível inanimado, o nível animal do nível vegetal, e agora o nível humano do nível animal.

Cada vez alguma essência superior de Cima é adicionada e penetra a matéria, apesar da falta de qualquer preparação para ela na própria matéria. Não importa o quanto eu tente transformar o meu desejo egoísta de desfrutar, eu não vou conseguir transformá-lo num desejo de doar.

Eu posso aumentar enormemente o meu estado de Lo Lishma (não por Sua causa), mas internamente sempre haverá certo grau de intenção para mim. Eu posso chegar à fé acima da razão que vai cobrir os 999 dólares desaparecidos no envelope que o meu amigo me dá como reembolso de uma dívida de mil dólares, e em vez de um dólar, que na verdade está dentro, eu vou ver os mil dólares.

Ainda assim, este último dólar permanece e me liga ao meu desejo de desfrutar. Eu não posso quebrar essa conexão. De repente, a Luz é derramada de Cima, quebra essa conexão e me fornece a sua natureza. É um milagre que está acima da natureza comum.

A Luz que brilha durante o êxodo do Egito é a Luz do nascimento espiritual, GAR de Hochma, embora seja percebida como a maior escuridão. Essa ação é realizada de Cima. No processo de nascimento corporal não é tão óbvio: há um bebê dentro de uma mãe e ele sai, mas nós devemos entender que o nascimento é a transição de uma natureza para outra.

Da 3ª parte da Lição diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar