Textos com a Tag 'Egito'

A Revelação Do Egito

Laitman_155Quando Abraão reuniu o seu grupo, ele disse aos babilônios, “Quem for pelo Senhor, [deixe-o vir] a mim!” Essa foi, de fato, a sua mensagem. Ele não buscou aqueles que simplesmente não estavam felizes com esse mundo, mas as pessoas que compreendiam e sentiam que a coisa mais importante era a ascensão espiritual: a subida acima do egoísmo e a busca ela força superior. O chamado de Abraão foi para aqueles que queriam revelar o Criador.

Cerca de cinco mil pessoas responderam a esse chamado. Elas foram atraídas pela sua ideia, seu objetivo, e os meios para alcançar a meta era a unidade.

Abraão atraiu homens para o seu lado, e Sarah, mulheres, e juntos eles trabalharam no “proselitismo”. Em outras palavras, seus alunos receberam orientação sobre a forma como deveriam trabalhar em prol de dar, e trabalhar em conjunto, sobre a conexão entre eles, porque sem conexão, eles não receberiam a Luz Superior. Esse grupo se tornou a casa de Abraão, uma família com a qual ele deixou a Babilônia e chegou à terra de Canaã.

Muitas coisas aconteceram ao longo desse caminho espiritual. O grupo foi formado, e sua estrutura tornou-se mais clara. Parte dos desejos não foram mais usadas ​​e morreram, e outros nasceram e se desenvolveram. Assim, eles avançaram até o tempo de Jacá, a linha do meio, quando os problemas de uma nova qualidade foram revelados.

Os filhos de Israel tiveram que descobrir uma deficiência pelo Egito, que se revela na linha do meio de Jacó. Um de seus filhos, José, começou a sentir o estado de grandeza (Gadlut) dentro dele e foi combatido por seus irmãos. Ele não podia mais se dar bem com eles ou morar com eles, uma vez que sentia que o Aviut (espessura) das camadas mais profundas do desejo estava faltando aqui, e que, sem isso, não poderia realizar-se. Os irmãos não o entendiam, e ele precisava do Faraó na época. José é o resultado de Abraão, que pediu ao Criador: “Ó Senhor Deus, como eu saberei que vou herdá-la?” Na verdade, foi José quem conseguiu se conectar a esse grande desejo de receber e anexá-lo a Israel no estado de grandeza, no anseio de Yashar El (direto ao Criador).

Assim, eles precisavam da Torá, o método que permite que todos compreendam claramente e sintam Faraó dentro deles, a fim de continuar esse trabalho a fim de doar para que eles pudessem conscientemente atrair a Luz que Corrige sobre eles. Estas são novas fases do trabalho espiritual que são cada vez mais intensas, mas o estilo permanece o mesmo: conectar, atrair a Luz que Reforma, e, depois, conectar e atrair a Luz novamente, e, assim, sucessivamente. É assim que avançamos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Eu Estou Pronto Para Saltar No Mar Vermelho

laitman_232_09Rabash: “O Que significa a Bênção ‘Que um Milagre Aconteceu Comigo Nesse Lugar’ no Trabalho”: Por isso se diz sobre o exílio no Egito: “Lembra-te de que foste escravo no Egito”, o que significa que ser um escravo é tão ruim porque Israel sofreu no Egito.

Isto significa que, por um lado, eles sentiram um pouco o que significa ser Israel (Yashar-El, direto ao Criador), e por outro lado, perceberam que a força oposta os governa. Assim, eles começaram a sentir que eram escravizados, mantidos lá contra sua vontade.

Por isso, se diz “lembra-te”, o que significa que devemos nos lembrar dos sofrimentos que eles sofreram lá. Depois, há um motivo para se alegrar com a redenção do Egito.

Eles devem realmente lamentar a sua escravidão e realmente querer mudar a situação, a fim de mudar o domínio de uma força pela outra força, pelo domínio do Criador. Por mais que o Faraó governe, nós queremos o domínio do Criador, e, assim, aumentar um em relação ao outro até atravessarmos os 49 portões de impureza, atrás dos quais é revelada a força de doação, o Criador, que é chamado de êxodo do Egito.

É impossível sair do Egito com pouco reconhecimento do mal que o nosso ego nos causa. Deve ser um estado insuportável onde a minha morte é melhor do que essa vida. Eu estou pronto para saltar no Mar Vermelho e fazer tudo para que não tenha que permanecer em meu ego.

Esta é a razão pela qual esse trabalho só pode ser feito num grupo onde todos trabalham em conjunto e estão incorporados no outro. Todos recolhem todos os esforços e sentimentos de escravização de todos os outros e, assim, sentem que devem sair e que não podem permanecer lá. Essa é a razão que trabalhar na conexão dá a todos um sentimento tão forte de dor que, assim, eles são obrigados a exigir a saída para a redenção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/14, Escritos do Rabash

Sete Anos De Preparação Para A Fuga

Laitman_514_04Os “… sete anos de grande abundância …” (Gênesis 41:29) são dados a uma pessoa para que ela possa organizar todas as condições de avanço para si mesma. Eu tento estar em doação, em conexão com o grupo. Eu realizo ações e mantenho várias condições. Nesse meio tempo, a minha inclinação ao mal não é revelada. É revelada, mas num nível humano, e não num nível espiritual. Só depois que eu me preparo bem é que os “… sete anos de fome …” (Gênesis 41:30) começam. Eles não vêm apenas simplesmente por acaso, mas sim como resultado do esforço pessoal.

Um novo rei surge no Egito. Isso significa que eu começo a identificar que o meu desejo, a minha natureza, é mau. Até então, eu não pensava assim. Eu não entendia o que era isso. Ouvi dizer que o ego é o mal, e isso é claro para todos. No entanto, eu pensava que avançava, que queria atingir a espiritualidade, e não entendia que a minha natureza é a inclinação ao mal.

Eu mesmo devo determinar, reconhecer que toda a minha natureza, tudo o que está em mim, é o mal. Não faz diferença que característica eu escolho.

Mas nós não estamos falando do desejo em si, da matéria, mas da intenção. Isso significa que eu preciso entender e gradualmente revelar que a intenção para cada desejo, ou todos os meus hábitos, é o oposto da espiritualidade.

Sete anos de fome é uma compreensão crítica dos sete anos de fartura. Agora, eu posso examinar e ver que, na verdade, não existe sequer uma única característica dentro de mim, com cuja ajuda é possível avançar. Tudo está sob o controle de uma intenção em prol da recepção. Este é o trabalho durante o período de sete anos de fome.

No entanto, eu vejo isso depois que eu me aproximo da Luz, do Criador. Eu entendo e sinto cada vez mais o que é o mundo espiritual, o que significa a intenção em prol da doação. Há um ponto em mim chamado Moisés, que está conectado à força de doação. Graças a isso, eu sei que uma força como essa existe no mundo.

Basicamente, eu a encontro dentro de mim e não em outras dimensões. Este é o meu espaço interno, mas, por enquanto, eu não o vejo, não o identifico.

Se eu quero construir uma intenção em prol da doação em meus desejos que se encontram sob o controle da intenção “em prol da recepção”, sob o domínio do faraó – em outras palavras, para ter o governo do  Criador sobre eles – isso é chamado de mover-se da escravidão no Egito para se tornar um servo do Criador. Eu vejo como isso é difícil e que é mesmo impossível, porque em cada desejo e pensamento na mente e no coração eu sou totalmente egoísta. Eu não achava isso antes!

Agora, eu sempre tento agir em prol da doação e ver que tudo ocorre em prol da recepção. Isso é chamado de os filhos de Israel passando pelos 49 portões de Tuma’a (Impureza).

Isto é revelado um pouco a pessoa, gradualmente, de modo a não dar-lhe o desespero e, deste modo, ela se renderia. Cabe a ela continuar a verificar uma e outra vez, até que tudo seja esclarecido até o fim, e ela veria que não há nada nela que pertença ao sagrado. Assim, a sua oração será completa, e seu grito será um verdadeiro grito.

Só então é que isso será de chamado MAN (oração), e não antes, e a ajuda virá de cima, que é chamada de nascimento espiritual, o êxodo do Egito. Imediatamente, de uma só vez, eu vou receber a capacidade de deixar o domínio da intenção em prol da recepção que é chamado de Faraó. Eu deixo o controle de Faraó e começo a adquirir uma intenção em prol da doação, e é claro que essa intenção está vestida nos desejos, nas características, que anteriormente estavam em mim.

No início, eu só estava me preparando e tinha que estar num estado de “filhos de Israel”, no estado imaturo, na linha direita (Kav Yamin) e até mesmo na linha do meio (Kav Emtzai). Cabe a mim conquistar o Egito, e eu começo a estar conectado a ele, por enquanto sem compreender que esta é a escravidão do Egito, e depois disso, o verdadeiro Egito é revelado a mim com os sete anos de fome, e daí eu recebo o poder para fugir. É porque eu investi todo o esforço na linha direita, como está escrito: “Ele engoliu riquezas, e deve vomitá-las de novo …” (Jó 20:15).

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/04/14, Escritos do Rabash

José Vai Levá-lo Ao Egito, E Moisés Vai Tirá-lo Dele

laitman_933Pergunta: Onde terminam os “sete anos de saciedade” e começam os “sete anos de fome”?

Resposta: Os sete anos de saciedade pertencem à espiritualidade e não à corporeidade. No início do estudo, a pessoa está feliz por ter encontrado os amigos, o estudo, o professor, o objetivo. Tudo isso lhe ilumina e é por isso que ela está feliz, cheia de força e pronta para todas as ações heróicas.

Mas depois ela deve entender de uma forma emocional que seu progresso depende das conexões com os outros. Sete anos de saciedade no exílio não é um estado simples. Ela sequer entrou no Egito. Sete anos de saciedade começam quando a pessoa entende que deve progredir e atender a todas as condições indicadas pelos Cabalistas e concordar com elas.

Ela está disposta a se conectar com os outros, disposta a estudar, a disseminar, com o entendimento de que somente se ela revelar a unidade dentro de si mesma é que ela vai encontrar o mundo espiritual. Isto significa que José leva seus irmãos, os filhos de Jacó, para o Egito.

Não há outro jeito. Não há caminhos diferentes, porque só há uma lei de equivalência da Luz com o desejo. Tudo é determinado pelas quatro fases da Luz direta e nada mais pode ser.

Pergunta: Se agora eu estou satisfeito com tudo e estou no período de sete anos de saciedade, o que devo fazer: querer que ele acabe o mais rápido possível e que os sete anos de fome venham?

Resposta: Ansie apenas pela realização do que está escrito, que nós nos encontraremos em nossa unidade que vem pelo estudo, pela divulgação, e que tudo isso é direcionado para trazer contentamento ao Criador.

Pense apenas na conexão, e José vai lhe levar ao Egito. José é o ponto de conexão entre nós e a Sefira Yesod. Depois de todas as suas buscas e experiências para evitar a conexão, quando você concordar e começar a se conectar, ou seja, corrigir a sua alma, você vai se encontrar no Egito.

Os irmãos de José chegam ao Egito somente quando a fome começa na terra de Canaã; isso significa que eles não podem progredir. Cada um deles cresceu, mas o crescimento futuro só é possível graças à conexão.

É semelhante ao que está acontecendo com o nosso mundo, que cresceu em nosso ego, alcançou plena abundância, mas não sabe o que fazer depois. Agora, apenas a conexão geral pode salvar o mundo, mas vemos o quanto é difícil alcançá-la.

Nós vamos precisar passar pelo estado de fome no mundo também no aspecto físico, corpóreo e espiritual. Então, estará pronto para se conectar. A descida ao Egito é uma descida à conexão. E isso não é desejável para as qualidades interiores de uma pessoa e para todas as pessoas. Os irmãos concordam em aceitar o conselho de José, mas com muitas dúvidas; eles têm muitos medos.

Eles não querem entrar no Egito, pois isso os obriga a ser uma nação, um grupo, uma família, unidos, porque eles vão viver entre os egípcios, ou seja, nós devemos estar prontos para trabalhar para que a conexão flua a partir do desejo de doar.

Yesod é um ponto que doa acima de Malchut e pode doar somente quando todas as qualidades anteriores e todas as Sefirot se conectam a ela. Vamos nos perguntar se estamos em tal estado tal, ou não? Será que nós queremos nos conectar a fim de ser doadores, que este é o campo onde Malchut será revelada entre nós?

Isso se refere ao grupo chamado “os filhos de Jacó”, que eles vão e avançam rumo à doação, eles não querem entrar no Egito, e, portanto, devem entrar nesses estados.

Mas o objetivo deve permanecer constante ao longo de todo o caminho, e é para chegar à doação, conexão mútua; nela vamos revelar o Criador e vamos sentir como trazer contentamento a Ele. Com isso vamos alcançar adesão com Ele.

Sobre essas perguntas eu só posso responder uma coisa: se esforcem para sair do seu Egito e vocês vão ver que tudo dará certo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/04/14, Shamati # 54

Escape Da Escuridão Egípcia

Laitman_119Pergunta: Pessach começa com a noite do Seder (ordem) de Pessach – uma cerimônia repleta de muitos detalhes. O que a noite simboliza?

Resposta: O Seder é o fim do êxodo do Egito, o curso de ação que uma pessoa deve fazer dentro de si para romper com seu egoísmo, subir acima dele, e, depois, voltar a ele nos dias da contagem do Omer (Sefirat Omer), para corrigir todos os seus desejos egoístas.

Pergunta: Se eu fosse seu neto, que conselho você teria me dado à luz do feriado de Pessach?

Resposta: Aprenda a romper com o seu ego.

Pergunta: Mas o que está errado com o meu ego?

Resposta: Ele ofusca toda a sua vida, e você precisa deixá-lo e fugir dele. Se você não aprender a fazer isso, você estará recebendo golpes que, no entanto, vão ensiná-lo a fugir dele, mas é um estudo muito duro, amargo e longo.

Pergunta: O que é o ego?

Resposta: O ego é a sua má atitude em relação às outras pessoas. Você pode ter dez refeições por dia, ter uma família e filhos, construir um palácio para si mesmo, ser um bilionário – isso não é considerado o ego.

O ego significa que você quer usar uma pessoa, que é como você, em seu detrimento, a fim de elevar-se acima dela, de suprimi-la. O ego é medido apenas em relação ao mau uso dos outros.

Pergunta: O que é “a noite do Seder de Pessach“?

Resposta: A “a noite do Seder de Pessach” é uma quebra, uma fuga do mal uso dos outros. Esta noite simboliza que passamos a vida na escuridão egípcia e obtemos golpes por causa do nosso ego. O Faraó dentro de nós sofre golpes.

Imagine que o seu corpo recebe golpes, doenças, decepções, problemas dos filhos, da família, dos parentes, dos pais e dos netos, de tudo o que existe. O infeliz Faraó, ou seja, a sua natureza, está sofrendo tanto que você quer fugir dele: “É melhor morrer do que ter uma vida!” Esta é a escuridão egípcia.

E, de repente, desta escuridão é revelado que podemos superá-la – então, eu fujo. Eu fujo com pressa e não me preocupo com nada. Este é o êxodo do Egito. Isso é o que comemoramos: o fato de que a saída, como o buraco de uma agulha, foi aberta para nós e através dela podemos escapar de lá. É um sofrimento desse tipo!

Mas nós podemos chegar a esta vida difícil porque pensamos, entendemos e estudamos, e então podemos reconhecer um grande mal dentro de um pequeno. Da mesma forma, as pessoas ouvem palestras sobre o perigo de fumar, e percebem que não devem se envenenar e ter doenças graves; elas reconhecem este mal com antecedência e fogem. Nós podemos fazer a mesma coisa com o “Egito”. Se não, então vamos sentir a nossa vida em completa escuridão, especialmente o povo de Israel.

Vamos examinar a nós mesmos e revelar que estamos sob o domínio de nosso ego, chamado de “Faraó”, e, portanto, não vamos ter uma boa vida se continuarmos a obedecê-lo. Vamos decidir o mais rapidamente possível que devemos fugir dele, escapar do poder do Faraó existente dentro de cada um de nós, do poder do nosso ego, pelo menos para romper com ele.

Se aceitarmos essa decisão em conjunto, será muito fácil para nós, porque todas as pessoas saem do Egito. Vamos chegar a um acordo público, fugir, e nos elevar acima da atitude má para outra. Então, a nossa vida no país vai se tornar completamente diferente. Feliz Pessach!

De KabTV “Uma Nova Vida” 24/03/15

O Desaparecimento Do Rei Do Egito

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati 159, “E Aconteceu No Decorrer de Muitos Dias:” Este é o significado de “o rei do Egito morreu”, que todas as dominações do rei do Egito, que ele estava fornecendo e nutrindo, tinham morrido.

O rei do Egito morreu dentro de nós e o controle do ego sobre nós desapareceu. Portanto, não fomos mais capazes de trabalhar. Nós estávamos sempre trabalhando a fim de receber e, depois, doar a fim de receber. E, de repente, não há ninguém para quem trabalhar, uma vez que o desejo de receber desapareceu. E se não há desejo, não há nada a fazer, nenhum desejo de doar ou receber. O ego desaparece, nós chegamos ao desespero e não sabemos para onde ir.

Não temos uma razão para nos mover, nos sentimos desconectados da vida, que de repente se torna em vão. Mas, certamente essa é exatamente a passagem para o próximo nível. Se neste momento somos impotentes, isso indica precisamente a nossa dependência da força do desejo e como ela nos mantinha em seu completo controle.

“O rei do Egito morreu”, isto é, o nosso ego deixou de ser importante para nós. Nós já não tentamos satisfazê-lo como antes, nem sentimos que há alguma vitalidade nesta realização.

Na vida comum, é claro para nós que se estamos fartos de um jogo, ele não é tão importante quanto antes, ou seja, que o rei do Egito, o ego, que era parte do jogo e nos satisfazia, não nos satisfaz mais. Portanto, nós devemos procurar outro jogo, mudando o nosso local de trabalho ou estilo de vida.

Mas, no trabalho espiritual não sabemos como mudar um problema. Na vida normal, temos TV, Internet, anúncios, e estamos constantemente escolhendo onde mais podemos encontrar prazer e o que mais pode ser experimentado. Nós entramos no supermercado e vemos infinitas variedades de vinho, queijo e carne nas prateleiras. Se você não quer uma coisa, toma outra. Isso confunde as pessoas e cria uma ilusão de uma variedade de prazeres, e isso acalma as pessoas, mostrando-lhes que há sempre algo para satisfazê-las. No entanto, vemos que com todos os sofrimentos, uma grande porcentagem de pessoas sofre de depressão, desespero completo e uso de drogas.

Como nós progredimos em direção ao trabalho espiritual mútuo, hoje em nosso mundo as pessoas não entendem para onde o rei do Egito desapareceu. Antes ele fornecia aspiração ao trabalho, do qual recebíamos diferentes realizações. Mas hoje, tudo desapareceu e este é um problema em nossas vidas.

Nós entendemos que não podemos mais mudar de emprego; não há lugar para onde escapar, e vamos precisar nos concentrar em encontrar um novo rei. Ou seja, devemos receber o controle da força de doação sem qualquer recompensa, receber força de cima e executar ações que são direcionadas para cima e às pessoas fora de nós.

Nós só precisamos pedir para nos desconectar de qualquer benefício pessoal, de nosso futuro, da satisfação e de sentimentos bons ou ruins dentro de nós.

E depois, quando eles caminharam no deserto e chegaram a um estado de Katnut, (pequenez), eles desejavam a servidão que tinham tido antes da morte do rei do Egito.

Quando o homem já se desconectou de trabalhar para o seu ego e subiu acima dele, ele é novamente trazido de volta ao sentimento dos desejos, intenções, prazeres e realizações que teve no passado! Isso é feito para que, acima de seu sentimento de desconexão, ele construa o mesmo estado num nível espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/14, Shamati # 159

E O Bom Rei Do Egito Morreu

laitman_933Baal HaSulam, Shamati # 159: “E Aconteceu No Decorrer De Muitos Dias”: A questão é que, de fato, eles gostavam muito do trabalho no Egito. Este é o significado de “mas se misturaram com as nações, e aprenderam suas obras”.

Isso significa que se Israel está sob o domínio de uma determinada nação, essa nação os  controla e eles não podem se livrar de seu domínio. Assim, eles provaram o sabor suficiente nesse trabalho e não puderam ser redimidos.

No início, uma pessoa está em seu desejo de desfrutar e vê que trabalha para o bem de seu ego. Ela aprende, adquire conhecimento e sente que está acima dos outros, uma vez que entende e sente mais do que eles.

A sabedoria da Cabalá abre diante dela toda a essência da vida neste mundo e ela olha para baixo com desprezo para todas as outras pessoas que se encontram ao redor do planeta e não entendem nada. Ela sente que é superior, mais importante e superior a elas e seu ego está cheio de orgulho.

Ela recebe explicações sobre o bem e o mal e transforma tudo em seu favor, a fim de se acalmar. Agora ela tem um objetivo tentador. Ela vê a sabedoria da Cabalá como sua redenção e a resposta para todos os problemas, já que chegou a essa sabedoria bastante deprimida tendo recebido golpes na vida. Aqui, ela de repente encontra todas as respostas e conforto. Ela está feliz de não ser culpada de todo o mal que tem feito e espera que as coisas sejam melhores do que no passado. Em suma, ela está muito satisfeita.

Isso é intencional, assim como com crianças pequenas que recebem do Criador energia para correr, aprender tudo, e não ficar paradas e ser preguiçosas, para que possam aprender rapidamente sobre o mundo e se desenvolver. A mesma coisa acontece com uma pessoa quando ela começa a estudar, como está escrito: “O fato é que, de fato, eles gostavam muito do trabalho no Egito, este é o significado de ‘mas se misturaram com as nações, e aprenderam suas obras’”.

As nações do mundo são os estados em que apenas o desejo de desfrutar governa, e Israel sob o domínio do Egito é um estado em que o desejo de doar que desperta em mim age para o benefício do desejo egoísta. Acontece que eu posso ter mais sucesso do que outros. Eu me acalmo; eu entendo e sinto mais como se eu estivesse recebendo mais oportunidades e, portanto, sinto que sou melhor.

Estas são as cebolas, o alho e a polpa que comemos no Egito. Neste estado inicial eu posso transformar todo o mal que é revelado para o benefício do meu ego. Isso significa que eu sou escravo do Faraó. Tudo serve ao desejo egoísta, até mesmo o pequeno desejo de doar em mim que eu agradeço ao estudo e minha conexão com o grupo.

É assim que eu uso esse método até certo ponto, até que haja uma mudança repentina no meu sentimento. Isso é chamado de: “E o rei do Egito [que era bom para mim] morreu”. Então é como se uma nova dominação surgisse. Eu não sinto mais que sou tão bem sucedido e que este negócio é tão simples. Eu não posso mais usar a sabedoria da Cabalá para melhorar a minha vida egoísta ordinária corpórea.

Aqui eu começo a sentir a minha escravidão. O desejo permanece o mesmo desejo, o mesmo rei, mas ele está morto para mim! A nova fase começa assim: “e os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão”. Para quem estamos trabalhando se não seja é por nossa causa? E o que será de nós?

Nós nos conectávamos com a esperança de descobrir a força superior porque pensávamos que era boa para o nosso ego, mas agora descobrimos de repente não é o bem que estávamos esperando, nem a conexão que pensávamos que seria. Nós começamos a entender o bem e a conexão em seu sentido real, o que significa que estamos conscientes de que o fruto não será revelado no desejo de desfrutar, mas apenas no desejo de doar.

Nós ainda não entendemos o significado de receber um pagamento no desejo de doar, mas isso vai ser revelado a nós. Nós esperamos nos sentir bem, mas o que significa bom em doação? Nós temos que mudar a nossa percepção em relação à próxima mudança.

Este é o significado de “o rei do Egito morreu”, que todas as dominações do rei do Egito – ele lhes deu alimentos e meios de subsistência – tinham morrido. É por isso que eles tinham espaço para oração. E eles foram imediatamente resgatados. Então, quando eles caminharam no deserto e chegaram a um estado de Katnut (pequenez), eles ansiaram a servidão que tinham tido antes da morte do rei do Egito, ou seja, que deixaram a dominação do Faraó.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 30/03/14, Shamati # 159

Nós Queremos Sair Do Egito?

Laitman_079_02Pergunta: Por que nós queremos sair do Egito, em primeiro lugar? O que há de tão ruim lá?

Resposta: Nós somos feitos de duas partes: o nível animal e o nível humano. Por isso se diz: “o Senhor salvará o homem e os animais”. Tudo depende da medida em que você se identifica com o animal ou com o homem.

O homem em mim anseia em abrir os olhos para o mundo espiritual, em entender por que vive, em ver o caminho a seguir e compreender toda a realidade. O animal é atraído para a poltrona e a TV, a fim de se sentir bem e confortável. Ele se vira de um lado para outro e não quer nada.

Isso significa que eu tenho uma escolha: ou este mundo ou a espiritualidade. Nós oscilamos entre esses dois estados, e assim será até o fim da correção. Nós receberemos cada vez maiores tentações para desfrutar egoisticamente e um maior endurecimento do coração. Nós podemos receber um endurecimento do coração mesmo em nosso estado atual, de modo que não seremos capazes de nos mover nem um milímetro.

Se você se sente bem neste estado, então não há nada para falar. Se você não sente a necessidade de avançar espiritualmente, você precisa se desenvolver neste mundo, a fim de descobrir a sua inutilidade.

Pergunta: Será que se desenvolver significa receber golpes?

Resposta: Há uma fase no desenvolvimento de uma pessoa em que ela recebe golpes, mas ainda não é capaz de entender o porquê e de onde eles vêm. Ela ainda não se desenvolveu o suficiente. Ela tem que receber um determinado número de golpes para tentar escapar deles em diferentes direções, até começar a entender por que isso acontece.

Antes, ela só queria se esconder dos golpes e agora já tem uma pergunta e quer saber por que recebe golpes. Esclarecer a razão já é um nível superior. Ela não quer simplesmente apagar o que é ruim no nível atual, mas deseja saber de onde vem e por quê. Ela já cresceu.

Depois, ela sobe para o próximo nível e descobre por que os golpes chegam. Ela começa a explorar a sua origem, porque a nossa vida é do jeito que é e quais são as leis de acordo com as quais é construído o sistema que a pune. Ela quer saber tudo isso.

Então, ela sobe ainda mais alto e quer saber não só como funciona o sistema superior, mas também o objetivo para o qual ele opera, ou seja, se existe algum plano. Afinal de contas, ela vê que o sistema opera de forma sistemática.

Nós constantemente avançamos por golpes, mas eu não presto atenção no golpe em si, mas por que eu o recebo e à sua fonte. No final, eu subo acima dos golpes e quero descobrir a razão para eles. Os golpes me forçam a valorizar a sua razão e eu começo a me separar dos meus sentimentos e deixo o animal sofrer. É bom que ele sofra, pois não há outra maneira de eu avançar. Eu quero identificar e me conectar com as razões para os golpes, ou seja, com a causa das razões.

É por isso que eu aceito meu avanço de bom grado. Mas eu não vou avançar a menos que receba golpes qualitativos suficientes em todos os níveis de acordo com as minhas perguntas, de acordo com o meu apreço pelo golpe. Se eu recebo um golpe, mas ele não é importante para mim e o que importa é de quem eu recebi e por que razão, esta é uma situação totalmente diferente. O Criador me trouxe até aqui para que eu possa descobrir que Ele é o único que me dá esses golpes.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 31/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Nós Dependemos Uns Dos Outros

Pergunta: Existe uma razão para todos os nossos problemas?

Resposta: Se houver um conflito com nosso cônjuge, nossos filhos, nossos vizinhos, no trabalho, e até mesmo dentro de nós mesmos, isso significa que o nosso ego, chamado Faraó, nos domina.

Pergunta: Mas a escravidão no Egito, de que a Torá nos fala, só foi em tempos antigos e terminou há muito tempo.

Resposta: O Faraó nos domina o tempo todo, até mesmo agora. Os eventos descritos na Torá não estão relacionados a um determinado período de tempo e não são uma estória histórica. Nós ainda estamos escravizados ao mesmo ego, à nossa natureza egoísta, que não nos permite viver uma vida normal.

Nós vivemos em um mundo especial hoje, em um momento especial. Estamos todos conectados em uma rede, num mundo integral, uma economia integral, e dependentes uns dos outros. Se a comunidade internacional impõe certas sanções contra qualquer país, ela corta as suas ligações com aquele país, como o Irã, por exemplo, este estado cai, já que todo mundo depende de todo mundo. [Leia mais →]

Israelenses No Egito

laitman_557O Midrash, “Beshalach“: …Além disso, a nuvem lançou trevas sobre o acampamento egípcio, a fim de proteger os filhos de Israel. A praga das trevas no Egito durou apenas seis dias (e não sete como as outras pragas). O Senhor reservou o sétimo dia de trevas precisamente para tal caso.

Quando os egípcios avançaram ao longo do seu caminho no escuro, amaldiçoando e atirando flechas, a visão do acampamento judaico, que é iluminado pela nuvem do Criador, apareceu diante deles, e os filhos de Israel comeram, beberam, louvaram e glorificaram o Criador.

Todo esse teatro é dentro de uma pessoa. Tudo depende do ponto de vista de uma pessoa, como ela vê o que está acontecendo. Se for a partir da perspectiva de seus atributos egoístas, ela fica muito aborrecida, mas se for a partir da perspectiva dos atributos altruístas, ela come, bebe, e então está tudo bem.

No entanto, o movimento para frente e o avanço são, na verdade, baseados na unidade dessas duas tendências opostas: o egoísmo e o altruísmo; não pode haver um sem o outro. Até mesmo a entrada no Mar Morto (Yam Suf) está sob a influência das duas forças.

Na verdade, nós nunca nos separamos de nossos atributos egoístas não importa como podemos chamá-los: egípcios, Egito ou Faraó. Tanto estes atributos como outros passam por diferentes transformações ao mesmo tempo. Como foi dito anteriormente, alguns comemoram e alguns enlouquecem. Os dois atributos estão numa pessoa, um oposto ao outro.

Escapar do Egito significa querer que suas forças altruístas o dominem. No entanto, elas não podem dominá-lo de tal forma que você cederia a elas e não desejaria saber de nada. Não! Você deve estar no seu atributo egoísta acima de qualquer atributo altruísta.

Eles nunca se separam. Mesmo se for dito que alguns deles escaparam e outros se afogaram, eles permanecem, mas num estado morto, até que despertam em você mais uma vez e lhe atraem em sua direção. No entanto, eles não podem desaparecer e sempre estão prontos para a ação.

Os desejos egoístas não desaparecem até a última correção. Depois, eles mudam completamente, como está escrito: “…o anjo da morte se torna um anjo santo…”.

Assim, os israelenses não podem existir sem os egípcios porque um não pode existir sem o outro.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 30/04/14