Textos com a Tag 'Conexão'

Nós Podemos Fazer Qualquer Coisa Se Nos Conectarmos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Ucrânia, há uma alta taxa de desemprego. Centros de emprego foram criados onde ocorrem conversas com psicólogos. Seria possível dar aulas de educação integral nestes centros?

Resposta: Isso seria muito bom. Esses tipos de ouvintes compreendem melhor a informação. Você só precisa da preparação correta e expressar as informações corretamente, dizendo apenas o que é essencial. Se a oportunidade existe, então você precisa se ​​preparar para isso. No meu blogue, eu escrevo muito sobre os desempregados precisarem não só de cursos de reciclagem, mas também de universidades inteiras.

Nós precisamos manter essas pessoas ocupadas com alguma coisa. Se elas ficarem em casa, a violência e outras coisas indesejáveis ​​começarão a florescer. Eu não estou nem falando de divórcios e outras coisas. Você não pode ter marido e mulher juntos em casa. Nós temos que fazer alguma coisa. Um homem não deve ficar em casa; isso o arruína. A mulher pode, mas o homem não pode.

Assim, é essencial organizar universidades inteiras para as pessoas, para que elas estudem todos os assuntos que aprendemos: livre arbítrio, psicologia, o ego como a fonte do mal, e o desenvolvimento do ego. Nós temos livros sobre estes temas; há todos os tipos de jogos, jogos de conexão. De repente, vamos sentir que isso é possível.

Além disso, agora nós estamos tentando abrir, com a colaboração de diversas organizações que trabalham com esta população, um programa de conexão, um projeto para a recuperação de áreas onde há muitas pessoas desempregadas que estão numa situação econômica muito difícil. Isso é para alcançar esse tipo de área e propor: “Venham, vamos nos organizar”. Nós podemos criar juntos armazéns para roupas em excesso, ferramentas domésticas, brinquedos, bicicletas e silos para alimentos, etc. Nós seremos capazes de comprar a preço de atacado, que será muito mais barato.

Nós podemos nos unir como consumidores de eletricidade para assinar um acordo em separado com a empresa que fornece energia elétrica. Nós podemos fazer tudo, se nos conectarmos.

Nós podemos nos unir nesta área e agir. Nós podemos ditar nossas condições a todos aqueles que ganham de nós, e, desta forma, todos podem se beneficiar com isso.

Nós podemos organizar atividades extracurriculares para os nossos filhos, já que entre nós haverá voluntários que atualmente não trabalham. Eles podem trabalhar como organizadores destas atividades para as crianças, etc.

Se nos conectarmos, poderemos encontrar recursos praticamente ilimitados, a fim de tornar a vida mais fácil para nós mesmos. Ninguém vai cuidar de nós; nós temos que ir ao encontro das pessoas com isso.

É claro, nós precisamos pensar nisso, já que no futuro isso será necessário. O Criador vai nos colocar num estado tal que todos vão começar a entender que não há saída, e que só através da conexão vamos alcançar o sucesso.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 18/08/12, Lição 4

Eu Sinto-me Bem, Que Mais Posso Precisar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Temos de ser humilhados antes de atingirmos a conexão?

Resposta: Nós somos humilhados em relação ao nosso ego, mas não em relação ao objectivo e ao Criador.

Pergunta: Mas ainda assim, porque é que desenvolvemos através do sofrimento?

Resposta: Que outra forma? Se nos sentíssemos bem, não nos moveríamos. Pelo contrário, tais sentimentos bloqueiam-nos. Isto é porque a “bondade” é prazer e satisfação, e se eu estou satisfeito, eu não me movo. Esta é a reacção natural do meu desejo egoísta. Por outro lado, quando me sinto mal e isso machuca, eu procuro imediatamente por uma saída.

Uma pessoa é um elemento sentimental. O prazer impede-a de qualquer acção; impede movimentos por um tempo ilimitado. Se uma pessoa se sente bem, ela não se moverá, se você a “picar” com sofrimentos ou mesmo com falta de satisfação, ela começará imediatamente a olhar à sua volta procurando uma nova fonte de prazer. Se a insatisfação excede o limite, a pessoa começa a mover-se.

No nível de desenvolvimento da natureza inanimada, ao não se mover, ela não se satisfaz a si mesma e apenas desenvolve novos desejos, até que os sofrimentos crescem e a obrigam a mover-se ao nível animal. A planta sabe como abrir-se para o sol e absorver nutrientes, respirar, e parece estar calma, mas uma vez mais há algo que falta e mais do que antes. Isto obriga-a a mover-se e a exibir grande actividade de forma a desfrutar.

É assim como o nosso desejo de receber é criado: é suficiente sentir prazer ou dor e ao equilibrá-los irá indubitavelmente atingir o objectivo. Nada mais é pedido dele. Este processo depende do tamanho do desejo e da sua singularidade e diversidade. Suponha que eu sou um grande egoísta; a satisfação egoísta domina-me e esconde-me sob uma carga que pesa milhares de toneladas. Eu não consigo fazer nada além de desfrutar. De forma a sair desta situação eu preciso receber milhares de toneladas de sofrimentos e mais um quilo, o que significa esvaziar completamente os meus vasos e adicionar-lhes um pouco mais de negatividade. Apenas então eu me moverei do meu lugar.

Assim dois opostos encontram-se: quanto mais avançado eu estou maior o meu desejo. Ele paira sobre mim, exigindo assim maior trabalho e inibindo o processo, pelo que não tenho escolha. O desejo responde apenas ao prazer ou à dor e assim temos de atravessá-los.

Mas qual é a utilidade destas quedas? Dê-me prazer, e eu congelarei imediatamente no meu lugar, dê-me alguma necessidade e eu começarei a mover-me. Pode ser comparado a uma máquina que trabalhe a energia alternada: se você ligar uma corrente constante, irá parar. Isto ocorre porque a consistência não preenche as deficiências e o preenchimento é uma ordem alternante do esvaziamento dos seus preenchimentos. Assim sendo, o que é que é exigido de mim se a resposta dos meus desejos me foi dada desde o início? Como posso eu sair deste circuito fechado?

É por esta razão que a mente desenvolve-se pelo desejo como um sistema paralelo separado. Acumula informação no seu arquivo, identifica as causas e os objectivos, e avalia as fases que tem atravessado e pesa os estados futuros. Hoje, na ultima etapa espiritual do nosso desenvolvimento, o elemento cognitivo é o mais importante. Até agora temos sido empurrados para frente pelos nossos sentimentos e agora chegou a hora de desenvolver na nossa consciência. Assim, a nossa conexão traz sabedoria a todos ao permitir-nos trocar dados e fornecendo grande experiência e um entendimento profundo. Assim podemos evitar muitos problemas uma vez que o estado actual exige que nos desenvolvamos muito rapidamente, e em várias décadas, se não antes, alcançar o fim da correção. Então imagine só que aflições teremos de atravessar.

Assim, a chave para o nosso desenvolvimento é educação, entendimento e reconhecimento, e em actividades que fazem com que a pessoa sinta e perceba o que sente. Aqui é exigido um desenvolvimento qualitativo. No todo, é muito importante para nós disseminar esta sabedoria; esta é a particularidade da nossa geração.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 9/8/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Elos De Conexão No Espaço Infinito

Dr. Michael LaitmanEu sou um elo entre todos os meus amigos. Cada um de nós tem a mesma finalidade. Este é um sistema n-dimensional, ou seja, este sistema é infinito.

Eu estou incluído em cada um dos bilhões de pessoas com o meu Eynaim Galgalta e meu AHP. E cada um deles também está incluído em todos os outros. Este sistema é chamado de Malchut do Mundo Infinito. É um sistema muito simples. Você simplesmente começa a viver nele quando você entra com os seus sentidos.

Você se torna um condutor entre todos, de cima para baixo e de baixo para cima. E o mesmo acontece com todo mundo: eles se conectam com todos os outros através de você.

Então, o que é deixado lá para você? Somente neutralizar a si mesmo para que você possa continuar a existir neste sistema desta forma.

Neutralizar-se significa se incluir em todos os demais acima do seu egoísmo. Basta fazer um enorme esforço para se incluir. No entanto, esses esforços vão ser leves e fáceis, porque uma quantidade enorme de pessoas se reúne e, em geral, todas foram suficientemente preparadas nos workshops e sabem como criar e alcançar isso.

Nós chegamos a um ponto em que podemos perceber isso de forma fácil e precisa, e atingir essa massa crítica, o poder do desejo e a aspiração de que a “autoignição” ocorra e a Luz superior se manifeste. Nós podemos fazer isso!

Da Lição Virtual 29/07/12

Tudo É Alcançado Pela Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a nossa conexão se torna a base para a revelação dos níveis espirituais?

Resposta: Cada nível é um mundo que você sente, um mundo que é tecido pela conexão entre todas as almas. A primeira conexão que veio do mundo de Ein Sof (infinito) gradualmente diminuiu até que foi destruída e tornou-se totalmente independente em nosso mundo. Agora, a partir deste ponto, começa a subida nos mesmos níveis de conexão e é a única coisa que você tem que revelar.

A “matéria” das almas é o desejo de receber, e a conexão entre elas é o sistema que nós estudamos. As dez Sefirot, os Partzufim espirituais, são toda a essência dos diferentes métodos de conexão mútua entre as almas.

Em geral, um corpo inteiro é assim formado à medida que subimos à Malchut de Ein Sof, e todas as conexões são 100% doação sem quaisquer obstáculos e deficiências. Então, desaparece toda a resistência na transição entre nós e a conexão é imediatamente cumprida em velocidade infinita. Este é o estado de Ein Sof.

A adesão indica uma única coisa: o que eu tenho num determinado momento, você também tem e vice-versa. Esta comunicação é ilimitada. Ela não se limita ao tempo e à resistência do ego. A “resistência” entre nós desaparece e nossos desejos cooperarem livremente e em toda a sua extensão.

Pergunta: Como isso deve ser expressado nos workshops?

Resposta: Nossa adesão durante os workshops é um esforço: nós queremos nos unir tão fortemente, tanto quanto pudermos imaginar, para que cada um perca o seu sentimento do eu e sintamos um desejo, um pensamento, um todo. Por esses esforços, desde o ponto de união, nós pensamos numa solução para a questão que nos foi dada pelo professor. A solução está dentro da conexão.

Portanto, durante o workshop, nós ansiamos encontrar a resposta através da união. Cada vez que procuramos por uma solução, queremos alcançar a união, sem usar nossa lógica. Afinal, não vamos analisar logicamente as palavras dos Cabalistas.

Sem conexão, não há nenhum sentido em sentar num círculo. Então, para que nós precisamos dele? Para uma conversa intelectual ou um debate científico? Não, a missão é dada apenas para criar uma nova qualidade. Então, sentindo a qualidade coletiva, você encontrará a solução.

O workshop serve apenas para criar um vaso coletivo que pertence a um nível superior. Vamos tentar alcançá-lo com todo o esforço possível, mas se não há nenhuma solução, isso significa que não conseguimos.

Não tem nexo mencionar a conexão enquanto estamos no processo. Ela deve ser o objetivo desde o início. Será que nós podemos vir a um wokshop não para nos conectar, e nesta conexão encontrar o próximo nível ou pelo menos encontrar a solução para a questão que leva a ele?

Da 1a parte da Lição Diária de Cablaá 13/07/12, Escritos do Baal HaSulam

Verificando A Conexão Entre Os Dois Mundos

Dr. Michael LaitmanPergunta: É verdade que precisamos realizar apenas ações internas – uma intenção interna para satisfazer os desejos dos amigos e não ações físicas?

Resposta: Sim, mas como posso ter certeza de que fiz tudo corretamente, e que não estou enganando a mim mesmo? Se eu apoiar as ações físicas neste mundo, eu posso ter certeza de que minhas intenções são corretas.

Caso contrário, eu posso te dizer o quanto eu te amo, mas como você pode acreditar se isso é verdade ou não? E não é sobre o fato de que eu possa estar te enganando, eu não tenho certeza que não estou enganando a mim mesmo. O que posso fazer para que isso seja verdade?

É por esta razão que estamos num grupo, num mundo físico. Se a ação e a intenção caminham lado a lado, isso prova que estamos agindo corretamente, honestamente, e que não estamos mentindo.

Se eu não posso realizar nenhuma das ações e só pretendo doar aos amigos, isso significa que minha intenção é falsa. Se eu apenas agir sem a intenção correta e não pretender alcançar o Criador através do amigo, a ação é falsa, e na verdade estamos fazendo isso para nosso próprio benefício. Portanto, deve haver um estado no nosso mundo em que temos que realizar ações físicas que possam ser acompanhadas da intenção espiritual de doar.

Quando estamos num grupo, temos a oportunidade de verificar a nós mesmos. Portanto, este mundo foi criado no nível mais baixo, onde podemos realizar ações falsas: sorrir um para o outro, ajudar uns aos outros como se doássemos, mas é tudo para o nosso próprio benefício. Se começarmos a trabalhar em nossa intenção no grupo para atrair a Luz, querendo alcançar a doação ao Criador por meio do grupo, começamos a ver as nossas verdadeiras intenções. Deve haver uma combinação dos dois mundos aqui, neste mundo e no mundo espiritual.

Portanto, nós só chegamos ao mundo de Ein Sof (Infinito), subindo todos os 125 degraus, se existirmos neste mundo num corpo físico. Se não conseguimos percorrer tudo durante a nossa vida, voltamos a este mundo. Afinal, devemos constantemente existir nos dois mundos: na intenção (no mundo espiritual), e nas ações físicas (no mundo corporal).

É por isso que hoje a situação é tão especial. Nós chegamos a tal estado no mundo corpóreo que nos impulsiona a desenvolver a intenção de doar. Caso contrário, nós não seremos capazes de sobreviver. As pessoas chamam isso de crise, e nós a chamamos de um novo caminho, uma nova fase no desenvolvimento humano, em que temos que descobrir o mundo espiritual e conectá-lo ao corpóreo.

Somente uma pessoa que estuda Cabalá pode fazer isso. É por isso que temos que nos desenvolver tão rápido quanto pudermos a fim de ensinar o mundo. O mundo não será capaz de fazê-lo de forma independente, uma vez que só é possível chegar a uma conexão com o mundo superior se você tiver o “ponto no coração”, uma aspiração de elevar-se espiritualmente. Portanto, nós temos que pensar em todo o mundo e acelerar o nosso desenvolvimento.

Da Convenção em Miami 23/06/12, Lição 3

Eu Quero Que Todo Mundo Se Sinta Bem!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para onde exatamente vai a nossa conexão?

Resposta: A nossa conexão é baseada no fato de que somos todos parte de uma sociedade e queremos torná-la uma sociedade melhor, mais justa, amável e compassiva, que ouve atentamente a cada indivíduo.

Eu quero que todo mundo se sinta bem! Ninguém deve ser despojado de seus bens e não devemos tirar dinheiro dos ricos. Ninguém pode negligenciar nenhuma das camadas mais vulneráveis ​​da sociedade: os pobres, idosos ou mulheres. Não se deve lucrar à custa do outro.

Isso só é possível se primeiro estabelecermos uma sociedade justa baseada na igualdade. A partir dessa perspectiva, vamos tratar a todos como uma família, onde há crianças, idosos e pais com muitas responsabilidades, obrigações e problemas. No entanto, se todos nos sentamos em volta da mesa, entendemos o que a criança precisa, que remédio o avô precisa, e quais devem ser as despesas da casa. Agora nós olhamos para o que resta e dividimos o restante entre nós e vivemos nisso.

Se pudéssemos agir e resolver todos os problemas da sociedade numa atitude amorosa para com todos, ninguém reclamaria porque agimos da forma como agimos. Todo mundo veria que tudo é feito de forma justa, uma vez que o bebê tem certas necessidades e o idoso tem outras necessidades. Isso significa que primeiro temos que atingir a conexão como numa boa família.

Então, mesmo que não tenhamos grandes recursos, eles serão suficientes e ninguém vai sofrer e se sentir privado, que é a principal queixa expressa geralmente pelas pessoas, à medida que sentem que não têm o que os outros têm e o pior, é à minha custa.

Do Workshop em Toronto 20/06/12

O “Adaptador” Para Conexão Com A Luz

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Estas são as palavras do Rabi Elazar, filho do Rabi Shimon, que disse que o mundo é julgado por sua maioria. Ele estava se referindo ao papel da nação de Israel em qualificar o mundo a certa pureza, até que sejam dignos de tomar para si o Seu trabalho, não menos do que Israel fora digno no momento em que recebeu a Torá”.

É errado imaginar o “mundo” como o desejo de receber que não pode executar qualquer ação por conta própria. Não é assim. A parte de Israel no mundo é simplesmente semelhante à cabeça do Partzuf, às três primeiras Sefirot (GAR), e deve agir como o “adaptador” entre a Luz e o desejo de receber.

O Partzuf é dividido em cinco partes: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. A Luz reside nos vasos de Keter, Hochma e Bina, e eles estão adaptados a ela. Por ser o mesmo desejo de receber, eles contêm a Luz e realizam Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) com ela, transmitindo-a aos vasos de recepção, a Zeir Anpin e Malchut (ZON).

Portanto, é impossível ter êxito sem os vasos de Keter, Hochma e Bina. Eles são o elo e são muito importantes, pois sem eles a conexão seria perdida. Por outro lado, o objetivo do processo é que os vasos de ZON, cujo trabalho é aumentar o pedido de correcção (MAN) para os vasos de doação (GAR), sejam incorporados neles e se unam a eles.

As duas partes se ajudam mutuamente. ZON ajuda os vasos de GAR a cumprir seu papel como elo, e GAR evoca os vasos de ZON e lhes traz o método de correção, necessário para os vasos de recepção se conectar e serem incorporados nos vasos de GAR. Assim, as “nações do mundo”, aqueles que não têm uma centelha de doação, realizam um trabalho importante quando se conectam aos vasos das primeiras três Sefirot.

A mesma coisa acontece conosco. Como nós podemos atrair a Luz se não estivermos conectados ao Rabi Shimon, ao Baal HaSulam, ao Rabash e outros grandes Cabalistas, ou em outras palavras, aos Partzufim, Sefirot, aos níveis espirituais? Nós nos conectamos a eles a fim de receber poder deles, de modo que eles agirão sobre nós e nos unirão. Quando eu leio um texto Cabalístico, tento me conectar com seu autor. Afinal, ele é o superior para mim e por ele a minha conexão com a Luz flui. Não se trata de certa pessoa que já viveu; eu quero me conectar com a fonte da Luz, e sou atraído ao elo, ao mecanismo espiritual pelo qual essa conexão continua.

Quando eu desenvolver meus vasos espirituais, juntamente com a Masach (tela), quando eu conseguir me conectar com o mundo espiritual, eu vou ver o Cabalista em sua forma espiritual, como um Partzuf. Agora, ele é o autor do artigo ou o autor do livro para mim. Esta é a singularidade do nosso mundo: aqui nós podemos usar textos, que na verdade ainda não entendemos, e podemos nos conectar com a espiritualidade através de tais dispositivos externos. O Cabalista me convida, cuida de mim, e eu tento segurá-lo. Assim, nós estamos numa relação de garantia mútua.

Quanto às “nações do mundo”, elas também não vão receber a correção de uma só vez. Sua função é se unir, ajudar, para ser incorporadas nos vasos de GAR. Este é um trabalho muito sério, graças ao qual Hochma se revela nelas. É por elas que toda a Luz é revelada.

Ainda que, de acordo com o valor oposto entre as Luzes e os vasos, isso só seja revelado pela primeira vez nos vasos de GAR e apenas por enquanto, no caminho para o fim da correção. No final, tudo é preenchido com uma simples Luz, como se diz: “e todos Me conhecerão, do menor ao maior”. E não haverá nem um grão de desejo que não receberá satisfação completa. Uma vez que todos os grãos estão incluídos um no outro, cada um deles, cada alma individual, atinge Ein Sof (Infinito).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Nós Estamos Unidos Por Um Sistema De Conexões?

Nas Notícias (do The Guardian): “Como nossos locais de reunião se calam, salvo tocar nas telas, parece que temos confundido a conexão onipresente pela coisa real.

“Eu percebi isso pela primeira vez num restaurante. O lugar estava estranhamente calmo, e numa mesa um grupo parecia em profunda oração. Suas cabeças estavam curvadas, seus olhos com capuz e as mãos no colo. Então eu percebi que todos, jovens e velhos, estavam olhando para um telefone portátil. As pessoas passeavam pela rua lá fora da mesma forma, com os braços tortos em ângulos retos, pescoços dobrados e cabeças em posturas potencialmente incapacitantes. Mães com bebês estavam fazendo isso. Os alunos em grupos estavam fazendo isso. Eles eram como zumbis de plantão. Não havia conversa.

“A professora do MIT e psicóloga Sherry Turkle afirma que seus alunos estão perto de dominar a arte de manter contato visual com uma pessoa enquanto enviam SMS para alguém. É como um organista tocando músicas diferentes, com mãos e pés. Para Turkle, estas pessoas estão ‘sozinhas juntas… uma tribo de um’. Qualquer um com 3.000 amigos no Facebook não tem nenhum. …

“Os psicólogos identificaram isto como ‘medo de conversa’. As pessoas usam fones de ouvido como ‘dispositivos de prevenção de conversação’. A internet nos conecta ao mundo inteiro, mas é um mundo feito sob medida, editado, excluído, desinfectado. …

“Agora, há uma aparente demanda crescente por ‘conversa’ online com robôs e vozes artificiais. Celulares vêm carregados com ‘namoradas’ personalizadas. As pessoas voltam aos conselheiros amorosos informatizados, até mesmo reivindicam apaixonarem-se por seus GPS. Um selo foca pode ser comprado para se sentar e ouvir os idosos falarem, inclinando sua cabeça e piscando com simpatia.

“Nós temos, diz Turkle, confundido conexão com conversação – ‘a ilusão do companheirismo sem as exigências do relacionamento’. A amizade humana é rica, confusa e complicada. Ela exige paciência e tolerância, até mesmo compromisso. À medida que empurramos outras pessoas para um mundo de perguntas e respostas, de conexão e informação, a amizade torna-se virtualidade substituída.

“Dito isso, a morte da conversação foi anunciada tanto quanto a do livro. …

“Uma centena de universidades online não substituem um campus cheio de vida, assim como mais o Facebook não substitui o sexo ou o Twitter o debate. …

“Aqueles obcecados com a conectividade passageira e a fuga pessoal não estão fugindo da realidade. … No fundo, eles ainda anseiam por amizade. Eles só querem um melhor tipo de conversa!”.

Igualdade Para O Objectivo Final

Dr. Michael LaitmanSe o meu objectivo é a conexão, eu vejo tudo no mundo como fragmentos da quebra que se afastou de mim apenas na medida em que serei capaz de recolhê-los e juntá-los novamente. As partículas não têm de ser idênticas de forma a conectarem-se. Pelo contrário, elas têm de ser diferentes!

Se existir um positivo num local e um negativo noutro, se existir mais aqui e menos ali, então existe uma conexão entre as partes. Um grande pode dar a alguém que é pequeno, e um pequeno pode receber de um grande. Se ambos forem perfeitamente iguais, o que eles poderão dar um ao outro, como serão capazes de conectar?

É a igualdade que leva à separação! Portanto, como nós podemos atingir a igualdade geral? Aqui começamos a perceber que o conceito de igualdade não se refere a atributos, pensamentos, desejos ou acções idênticas, mas antes é expressa em atingir o objectivo. É pelo objectivo que nós todos nos ligamos e em relação a ele somos todos iguais.

Nós nunca seremos capazes de ser iguais se não nos conectarmos ao Criador e O considerarmos como o nosso objectivo. De acordo com isto, eu começo já a recrutar forças, para encontrar o que é o método de conexão, procurar formas de me conectar com outros; eu examino tudo o que acontece no mundo como uma oportunidade que me é dada a cada momento de forma a elevar-me acima do meu ego, acima das forças de separação, para alcançar a conexão geral.

Nós só podemos nos conectar como iguais quando o Criador está entre nós e é o objectivo de nossa coenxão. Portanto, diz-se que a condição de: “Israel, a Torá e o Criador são um só” determina a direcção correcta para a correcção.

Ao querer conectar e alcançar a igualdade absoluta, mas ao mesmo tempo para que cada um mantenha a sua singularidade e os seus próprios atributos individuais, nós nos conectamos como um corpo. O Criador, a Luz superior, tem de dar a este corpo vida de acordo com a lei de equivalência de forma.

Muitos desejos conectam-se num corpo espiritual, num Partzuf, sob uma Masach (tela), de forma a criar a adesão geral com a Luz. Então, existe o Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) com a Luz na cabeça do Partzuf e é criada a formação chamada “alma” (Neshama). Ao mesmo tempo, todas as partículas individuais mantêm a sua singularidade natural nos seus pensamentos e desejos e operam como órgãos num corpo, à medida que todos fazem o seu trabalho e se conectam com outros de forma a alcançar o objectivo geral, a vida espiritual. Esta vida é equivalência e adesão com a Luz.

Aqui a fórmula “O amor cobrirá todos os pecados” é activada. Os pecados permanecem, as diferenças entre nós são mantidas, e nessa base todos julgam e se justificam a si próprios. Claro, ele acusa os outros, uma vez que “a pessoa julga de acordo com os seus próprios defeitos”. Mas pela conexão nós percebemos que todas as diferenças entre nós nos vão, na verdade, ajudar a alcançar uma conexão maior se conseguirmos preencher a conexão num nível superior ao elevar-nos acima de todas as diferenças entre nós.

Se nós simplesmente apagarmos as diferenças entre nós, não teremos base para a conexão, não teremos nada para dar um ao outro. Todos precisam dar aos outros, aparecendo como seu “negativo” em relação a um “positivo” e recebendo dos outros como um negativo de um positivo.

Isto significa que nós somos todos diferentes! Mas se nós fizermos isso sob um “guarda-chuva de amor”, então todos serão iguais. Quando um bebé sorri para a sua mãe, ela está pronta para lhe dar o mundo inteiro. Diz-se “o amor cobrirá todos os pecados” e se houver amor, então ele conecta-nos todos numa rede. Então conectamo-nos acima de todas as falhas por uma causa e a alcançamos.

Este é o método que nos foi preparado pela Luz, através de muitas acções preliminares. A Luz criou um desejo e trabalha nele reduzindo-o e fazendo-o atravessar todos os degraus, quebrando-o e criando os mundos de BYA de Santidade e de impureza e o “primeiro homem”, Adão, que também está quebrado.

Apenas hoje, nesta nova era em que toda a humanidade se encontra, começamos a correcção do mundo, de modo que em vez de um mundo terrível e aterrorizante, cujas doenças e corrupções crescentes são reveladas dia após dia, veremos diante de nós o mundo de Ein Sof (Infinito).

Da Lição de 25/5/12, Escritos do Rabash

O Tipo De Conexão Define A Propriedade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Nicholas Christakis, MD, PhD, coautor de  Conectado: O Poder Surpreendente De Nossas Redes Sociais E Como Elas Moldam Nossas Vidas):“Uma das ideias-chave sobre as redes sociais é que, na soma de ligações entre as pessoas e padrões específicos de relações que obedeçam a determinadas regras matemáticas, o todo se torna maior que a soma de suas partes. O conjunto de seres humanos tem propriedades que não residem nos indivíduos, e esse conjunto de seres humanos é agora capaz de fazer coisas que anteriormente não era capaz de fazer. E uma das ilustrações ou exemplos que eu mais gostaria de dar sobre isso é algo que a maioria das pessoas está familiarizada desde o ensino médio ou desde a faculdade de química, e esse é o exemplo do carbono.

“Então, você pode pegar átomos de carbono, e pode juntar os átomos de carbono em grafite, e aqui vamos colocar um determinado padrão hexagonal de ligações, e você consegue folhas de grafite, e este grafite é macio e escuro. Ou, podemos tomar os mesmos átomos de carbono e montá-los de maneira diferente, em uma espécie de estrutura perimetral com as ligações entre eles, as ligações entre os átomos de carbono, e nós temos o diamante, que é duro e claro, e essas propriedades de maciez e escuridão, dureza ou clareza, diferem em primeiro lugar dramaticamente, não porque o carbono é diferente. O carbono é o mesmo em ambos, mas por causa dos laços entre os átomos de carbono. E segundo, estas propriedades não são propriedades dos átomos de carbono. São propriedades do grupo, as propriedades do conjunto de átomos de carbono. Portanto, quando tomamos elementos constitutivos e os montamos em um todo maior, este todo maior pode ter propriedades que não poderiam ser previstas apenas estudando os elementos individuais e as propriedades que não residem nos elementos individuais”.

Meu comentário: Através da união entre nós, nós criamos a propriedade que traz a energia superior (Ohr Makif) até nós. Devido a essa influência, somos transformados de egoístas óbvios em altruístas.