Textos com a Tag 'Conexão'

Doença É Falta De Conexão

laitman_557Pergunta: Será que uma pessoa morre quando seus órgãos não funcionam juntos em harmonia? Eu pensava que o motivo fosse que um determinado órgão estivesse enfraquecido e não pudesse funcionar corretamente. Por essa razão todos os órgãos não funcionam corretamente, e não que o problema estivesse simplesmente no relacionamento entre eles?

Resposta: Se examinássemos o órgão que deixou de funcionar normalmente, veríamos que o seu dano é causado pela falta de comunicação adequada dentro das partes internas do órgão. Somente a conexão pode dar errada e não a célula em si. Mesmo que uma célula não funcione, isso significa que o problema esteja na sua conexão dentro do sistema.

A única razão para a fraqueza e distúrbio é a falta de conexão entre as partes do todo, começando com as partes maiores até as moléculas microscópicas. Toda doença num corpo só surge com a falta de uma conexão correta. Forças externas e internas emergem, interrompendo e quebrando a conexão correta entre as partes do corpo, sejam as grandes ou pequenas. Não faz nenhuma diferença de que partes estamos falando. Nós acreditamos que o coração ou os rins podem estar fracos ou doentes, mas se examinarmos esses órgãos mais profundamente, veremos que isso decorre da falta de conexão entre os seus componentes internos.

Portanto, nós devemos entender que a conexão entre nós é a única coisa que precisa ser corrigida. Não há nada para corrigir na pessoa em si, mas ela deve instalar um Masach (tela) anti-egoísta e a Luz de Retorno em seu desejo de se conectar corretamente com as outras partes. Nós não corrigimos o verdadeiro desejo, mas apenas a intenção acima do desejo que o acompanha. A intenção é a conexão entre nós.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 09/06/15, Escritos dos Baal HaSulam

Boa Vizinhança É O Remédio Para Guerra Civil?

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (echo.msk): “Os cientistas afirmam que você precisa de cinco ou mais amigos íntimos para ser feliz. Amigos que você não só está em estreito contato, mas aqueles com quem você também compartilha suas preocupações e os seus momentos de alegria, e com quem você compartilha interesses e hobbies comuns.

“Isso é possível na realidade atual da metrópole cinza e agressiva? É muito comum ma situação onde vizinhos que vivem no mesmo edifício não só não se conhecem pelo nome, mas, às vezes, nem sabem como se parecem as pessoas que vivem em seu prédio. A indiferença leva à falta de responsabilidade e a irresponsabilidade contribui para diversos males sociais desde a manutenção deficiente do edifício até a manutenção deficiente do país.

“Afinal de contas, uma sociedade onde as pessoas não estão conectadas e onde os vizinhos não têm contato e até mesmo expressam hostilidade mútua está condenada à destruição tanto interna e externa. É fácil manipular as pessoas em tal sociedade e dirigir a consciência e energia da massa para qualquer direção que se deseja.

“Pessoas solitárias sem apoio social que são governadas pelo medo e pelo pânico estão inclinadas a ações inadequadas, que, em outras circunstâncias, nunca teriam sido consideradas. Em tal sociedade o valor da vida humana cai drasticamente. Afinal, é a vida de um estranho que eu não conheço e que, inclusive, pode ser hostil para mim. Como todos nós sabemos o medo e a desconfiança criam a agressão.

“Tal sociedade pode facilmente se encontrar à beira da guerra civil. Nessas ocasiões, as pessoas estão não só fisicamente, mas também emocional e moralmente indefesas, desorientadas, e são facilmente manipuláveis. Essa é uma situação muito perigosa quando uma pessoa não tem um amigo ou um vizinho ao seu lado que possa recorrer para pedir conselhos ou ajuda, ou simplesmente para se sentir segura e que ela é parte de um mundo de boa vizinhança”.

Meu Comentário: É somente pela educação integral sistemática, baseada na equivalência de forma com a natureza, que nós podemos estabelecer uma conexão entre as pessoas, criar um sentimento de união e um novo relacionamento: um desejo onde as pessoas sentem o mundo superior.

Omer Colhido Da Conexão Mútua

Laitman_931-01Torá, “Levítico” 23: 9 – 23:11, 23:15: Disse o Senhor a Moisés: “Diga o seguinte aos filhos de Israel: Quando vocês entrarem na terra que Eu lhes dou, e fizerem uma colheita, tragam ao Cohen (sacerdote) um Omer (feixe) do primeiro cereal que colherem. O Cohen moverá ritualmente o Omer perante o Senhor para que seja aceito em favor de vocês; o Cohen o moverá no dia seguinte ao dia de descanso… A partir do dia seguinte ao dia do descanso, o dia em que vocês trarão o Omer da oferta ritualmente movida, contem sete semanas completas.

Um Omer é um feixe que é reunido do produto que é colhido e amarrado.

No trabalho espiritual, o significado do termo “Omer” é uma porção (uma contagem, uma numeração) dos níveis que são alcançados por nós – sete níveis de desenvolvimento da conexão em série. Em cada nível, a conexão torna-se cada vez mais intensa, e por isso nós constantemente contamos nossas sete Sefirot: Hesed, Gevura, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut.

Na Torá, cada uma delas é composta por outras sete Sefirot: Hesed de Hesed, Gevura de Hesed, Tiferet de Hesed, Netzach de Hesed, e assim por diante. Sete vezes sete é igual a 49, ou seja, 49 dias, sete sétimos, que se fala na Torá.

Nessa época, vamos examinar todas as nossas características internas conectadas a um Omer com todo o resto. Mas esta não é a mesma conexão que existia no Egito, que ajudou as pessoas a sair dele. A contagem de Omer começa a partir do segundo dia de Pessach, quando cada um examina a si mesmo: “Com isso eu corrijo algo, numa Sefira como essa, num estado como esse”.

Uma conexão cada vez maior começa a ser realizada entre nós até atingirmos um estado tal que, especificamente no âmbito desse “feixe”, nessa conexão, o poderoso ego que é chamado de “Monte Sinai” (a montanha de ódio mútuo) é revelado. Nós chegamos a isso durante o processo da nossa correção no quinquagésimo dia da contagem de Omer.

Em outras palavras, o nosso estado egoísta natural é descoberto em nós que não nos permite unir. No entanto, por outro lado, um imenso desejo é revelado em nós que é chamado de avanço rumo ao Arvut (Garantia Mútua).

Nós queremos estar conectados uns aos outros num único Omer, mas não temos o poder de anular nosso egoísmo. Portanto, concordamos com as condições da Torá, aceitando o seu método de corrigir o ego gradualmente, e não o matamos ou destruímos.

Em última análise, o Omer é apenas o começo de nosso avanço correto rumo à unidade. Nós entendemos que o futuro está na unidade, em cujo lado está o nosso imenso egoísmo que não nos deixa unir. As maiores contradições e oposições internas nos atormentam. Nosso ponto interior pode subir ao Monte Sinai, ao passo que nós mesmos somos incapazes disso.

O Monte Sinai é, de fato, a mesma torre de Babel, mas agora ela adquire uma forma totalmente diferente porque as pessoas já passaram pela saída da Babilônia e do Egito, e estão começando a entender que, se subirem acima do ego, em seu cume vão descobrir o Criador em sua unidade.

Deste modo, nós atingimos um estado muito sério. Por um lado, o nosso egoísmo nos é revelado: orgulho, arrogância, e nossa incapacidade de controlá-lo. Por outro lado, concordamos em baixar a cabeça e aceitar a correção em nós mesmos, nas mesmas condições que serão dadas a nós.

Essas são as dez Mitzvot (mandamentos) essenciais, as dez Sefirot, os dez Kelim, com cuja ajuda nós adquirimos os dez nomes indeléveis do Criador. Atingir o nome do Criador não é nada senão atingir Suas características. Acima disso se encontra apenas um nome único, Yod-Hey-Vav-Hey (YHVH).

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 28/05/14

A Sabedoria Da Conexão Na Era Do Isolacionismo

Dr. Michael LaitmanNa vida cotidiana nós geralmente escondemos o nosso egoísmo. Se eu dependo completamente do meu inimigo, meu ego começa a desaparecer e o ódio evapora. Não há para onde fugir e eu começo a buscar como amá-lo e levá-lo a me amar. O instinto de autopreservação começa a agir, e eu não posso odiar alguém quando a minha vida, a coisa mais preciosa que eu tenho, depende dele.

Mas no nosso caso, não estamos conseguindo. O ódio está sendo revelado cada vez mais entre nós e os movimentos separatistas estão tomando conta do mundo. Quanto mais o nosso mundo é descoberto como um todo e mutuamente conectado, mais forte se torna a tendência oposta.

Cada um aspira ao isolamento e, finalmente, chegaremos a mesma situação que nos tempos antigos, onde cada cidade e área tornou-se uma nação separada. O mundo inteiro será dividido em tais reinos.

Por um lado, o egoísmo está crescendo, sentindo suas limitações e áreas de controle com mais precisão. Desse modo, ele se separa dos outros. Como resultado disto, o mundo onde sete bilhões de pessoas estão vivendo criará 10000 nações que não se dão bem umas com as outras.

Mesmo indivíduos solitários já não são capazes de conviver uns com os outros. Houve um tempo em que as famílias viviam num quarto: pais, filhos, netos. Hoje, duas pessoas não podem viver em paz no mesmo apartamento. Isso é chamado de ódio.

Da mesma forma que a nossa interdependência está aparecendo, o desejo de quebrar esta dependência, separar-se e afastar-se uns dos outros está aparecendo como isolacionismo e separação. Essas duas tendências não vão desaparecer e vão se desenvolver cada vez mais dentro da sociedade humana, e não há como resolver isso! Ambos irão crescer até o céu e não haverá como resolver esse conflito.

A arte da conexão é chamada de sabedoria da Cabalá. Em última análise, as relações entre todos – crianças, adultos, nas escolas, no trabalho, nas relações internacionais e no seio da sociedade – chegarão a um estado tal que não estaremos prontos para falar uns com os outros e precisaremos da sabedoria da conexão!

Essa sabedoria será necessária simplesmente para ser capaz de organizar as relações normais no trabalho, na escola, na família e em todas as áreas de nossas vidas. As pessoas precisarão dessa sabedoria, porque o ódio, a rejeição, a incapacidade de falar um com o outro ou até mesmo olhar para os outros vão chegar a um grau tão ameaçador que não seremos capazes de preencher essa lacuna.

Não será possível superar a falta de desejo de ver e sentir os outros. Uma pessoa vai procurar isolamento para que ninguém esteja perto dela, e ela não vai querer chegar perto de ninguém. Mas, por outro lado, ela vai ter que se sentar na classe na escola ou na universidade e estar em conexão com os outros.

Hoje, uma pessoa não pode fazer nada; até mesmo os cientistas realizam pesquisas em grandes grupos. Além disso, nos nossos trabalhos em toda parte nós precisamos nos conectar em equipes. Mas uma pessoa vai perder a capacidade de cooperar, mesmo com uma pessoa que é como ela na medida em que esse ódio cresça a tal ponto.

Portanto, a sabedoria da conexão será muito procurada. O mundo inteiro vai precisar dela.

Nós precisamos entender que todos os mundos espirituais: os cinco mundos, Olam Ein Sof (mundo do infinito), toda a escada de níveis, e os Partzufim são revelados em nós através da conexão não natural entre as pessoas. De acordo com a natureza, o ódio e a interdependência são revelados em nós. Mas se organizarmos uma conexão entre esses opostos, o ódio e a dependência, e nos comunicarmos com os outros acima do nosso intelecto, desejo, e todos os cálculos, vamos descobrir novas relações e um novo mundo.

Agora nós sentimos esse mundo através de nossos cinco sentidos, ou seja, os cinco tipos de conexão egoísta entre nós. Nós vemos tudo através do nosso egoísmo, o que significa que em cada situação nós procuramos a oportunidade de estar confiantes e desfrutar. Graças à sabedoria da conexão, a sabedoria da Cabalá, chegaremos a novos relacionamentos acima dos relacionamentos egoístas, que são relações de “…amarás o próximo como a ti mesmo” (“Levítico” 19:18), e na conexão entre nós começaremos a descobrir os cinco sentidos adicionais: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut.

Dentro destes sentidos, nós descobriremos fenômenos chamados de mundos espirituais, até atingirmos a conexão completa chamada Olam Ein Sof. O mundo espiritual é revelado na conexão entre nós, nos níveis de nossas relações que vão do desapego total à adesão completa. Essa é a escada dos níveis espirituais.

Na medida em que eu tento desenvolver o amor acima do meu egoísmo e ódio, eu descubro os níveis dos mundos espirituais. Portanto, não é necessário procurar o mundo espiritual em qualquer outro lugar, como em livros ou ações mecânicas com as mãos e pés. Tudo depende apenas do trabalho no coração e quanto eu posso me conectar emocionalmente com os outros acima da rejeição e do ódio sem querer apagar ou aniquilar isso.

Afinal, tudo é construído precisamente acima do ódio, como está escrito, “o amor cobre todas as transgressões” (Provérbios 10:12). Assim, com o amor construído acima do ódio, eu descobrirei um novo mundo chamado o mundo dos homens. Afinal de contas, nós estamos todos dentro desse mundo e estaremos conectados como um e receberemos a forma de Adam – homem (Domeh – semelhante ao Criador).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/05/14

Da Babilônia Para A América Do Sul

Dr. Michael LaitmanPergunta: O grupo europeu do Bnei Baruch também deve se culpar se o mundo experimenta um desastre por causa de uma falta de conexão dentro de Israel?

Resposta: Hoje em dia, todo mundo é responsável por isso, ou seja, cada um que estuda a sabedoria da Cabalá e sente uma conexão dentro de Israel. Quando me refiro a Israel, refiro-me a todos os nossos amigos e grupos de todo o mundo.

Todos nós recebemos um despertar do Criador, assim como o grupo de Abraão recebeu na antiga Babilônia. Portanto, hoje, nós estamos na mesma situação de Israel (Yashar-El – direto ao Criador).

Não importa que um recebeu um despertar há 3500 anos na Babilônia, veio com ele até este dia, e outro recebeu este despertar na América do Sul apenas alguns meses ou anos atrás. De acordo com o mundo espiritual, não há nenhum significado nesses anos físicos.

Todos nós já estamos relacionados com Yashar-El, diretamente conectados aos Criador, e assim devemos transmitir a Luz através de nós para o mundo. Se fizermos isso, ele vai ser bom; e se não, vai ser muito ruim. Eu espero que consigamos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/04/14, Temas Escolhidos: Dia em Memória do Holocausto

No Exílio Da Conexão

Laitman_119Pergunta: A pessoa deve sentir a escuridão do Egito como um estado intolerável, para que queira sair dele. O que ela deve fazer para não escapar simplesmente da sensação desagradável, mas aceitar o domínio do Criador?

Resposta: De acordo com a nossa natureza, não somos capazes de permanecer num estado desagradável, a menos que não tenhamos escolha: se alguém me pressiona e me abraça. Eu quero fugir, mas não posso, então eu permaneço na condição desagradável. Isso pode ser físico, quando alguém me segura para me dar uma injeção, por exemplo, como fazemos com os bebês. Ou a sociedade pode me pressionar, e, assim, não tendo escolha, eu faço o que é exigido de mim. Ou seja, eu estou numa condição em que sofro, mas estou sendo pressionado e não posso escapar.

Por natureza, eu fujo de qualquer coisa que não gosto. Este é o desejo de desfrutar. Se eu sinto inclusive “um grama” de desconforto, eu quero ficar longe dele. No entanto, existem diferentes circunstâncias imperiosas, problemas e cálculos que me forçam a continuar a sofrer, sem ter escolha, não porque quero, mas por causa da pressão que é colocada em mim. Esta pressão é chamada de exílio; eu estou sob pressão e permaneço nesse estado e sofro.

Você está pedindo o oposto: Como posso sentir um sofrimento maior para que possa sentir que estou na escuridão egípcia, em tão grande mal, de modo que queira sair disso? Assim, parece não haver problema se eu me coloco num estado de sofrimento.

Mas eu não posso alcançar tal estado de sofrimento; ele deve ser justificado de algum modo: por pressão da opinião pública ou por uma causa que ilumine de longe, como um presente ou uma recompensa. Se eu sou o desejo de receber, não posso causar dano a mim mesmo, a menos que receba uma recompensa que exceda a pressão que experimento ou os esforços que faço em troca. Como posso chegar a sentir o exílio no Egito?

Em primeiro lugar, eu alcanço o exílio no Egito em diferentes maneiras que não estão relacionadas à espiritualidade. Isso significa que não inflijo dor a mim mesmo ou vivo uma vida dura. Não consigo fazer isso. O Egito deve ser um estado muito especial para mim, onde eu sofro porque não posso me conectar com as outras partes quebradas da alma única porque o Faraó nos domina. Esse estado me pressiona e não há nada que eu possa fazer. Eu não posso me livrar de sua presença na conexão entre nós, apesar de todos os meus esforços. Isso é chamado de Egito, quando eu estou pronto para dar qualquer coisa para matar o faraó, para tirá-lo do meu sistema, ou para elevar-me acima dele.

Há muitos discernimentos internos aqui: dentro dele, fora dele, por que é dito “Deixa meu povo ir”, por que é impossível ser livre no Egito, como vamos sair do Egito, e porque nós tomamos os vasos e só o Faraó permanece no Egito? Na verdade, nada permanece no Egito, exceto o Faraó. Tudo o resto é levado para fora do Egito. Esses desejos morrem lá ou são retirados.

Todas essas definições não têm nada a ver com sofrimentos terrenos, mas se referem a uma coisa só: à conexão entre nós, a fim de descobrir o Criador nela e, assim, agradá-Lo. Afinal, o Criador quer que o descubramos. Portanto, nós devemos trabalhar continuamente nesse ponto no grupo e sentir que a única coisa que falta é a conexão. Se você simplesmente quer sair do seu ego (e, talvez, isso seja realmente o que você quer), é apenas porque isso lhe traz muitos problemas. Assim, você tenta mudar o pequeno ego para um ego maior, mais sofisticado, mas ainda quer trabalhar para o Faraó.

Trabalhar fora do Faraó só é possível se você anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo do Criador e, portanto, agradá-Lo quando você assume Sua forma e deseja se parecer com Ele. Você deve examinar este ponto com cuidado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

Uma Torneira Que É Aberta Com A Ajuda Do Poder Da Conexão

Dr. Michael LaitmanPergunta: Com a ajuda do que uma pessoa abre e fecha a torneira para que a Luz flua?

Resposta: A torneira é aberta com a ajuda do grupo. Quanto mais eu alcanço equivalência de forma com o grupo, me conecto mais a ele, mais poder eu ganho, mais sentimento de conexão, e entendo o que devo mudar em mim mesmo e como devo acomodar-me ao Criador. O Criador é o poder de unidade e conexão. Quando Ele fecha a torneira para mim, ele desliga a energia, mas exige inteligência de mim; Ele quer que eu aprenda a fazer isso sozinho. Ele vai me dar a Luz, mas cabe a mim querer ser como Ele pelo Seu trabalho.

O Criador desliga minhas razões, e depende de mim ativar a conexão e não as razões. O Criador joga comigo com a ajuda de pratos cheios de comida, e eu jogo tendo uma “relação pessoal” com Ele, tentando ser como Ele. Ele influencia minha “barriga” e eu O influencio através da minha personalidade, através do Adão (homem) em mim. Eu trabalho com a ajuda da sociedade e Ele influencia o meu corpo. É assim que eu cresço por meio deste jogo. Isto é exatamente o que o Criador quer: através da Sua influência sobre o meu corpo Ele me transforma num Adão.

Eu estou diante do “Mestre da Casa” e diante dos pratos de comida que Ele está me oferecendo no nível animal. Mas eu transformo a situação numa relação pessoal e humana no nível de Adão, no nível do Criador. Eu utilizo os Kelim do desejo de receber. É por isso que esta recepção é chamada de “sabedoria da Cabalá”, pois com a sua ajuda eu posso me elevar ao nível da Divindade.

Eu estou satisfeito no meu nível animal de modo que posso elevar meu relacionamento acima da deficiência que sinto dentro da minha barriga. Eu jogo um pouco com a ajuda da fome e do apetite que sinto, tento honrar o Criador, em vez de honrar o prato que Ele me oferece. Desta forma, eu me elevo ao nível espiritual.

Então, quando “Bina” se recusa a receber, ela se torna “Keter”, e depois disso “Malchut” recebe a fim de doar. E isto tudo dentro de uma centelha de Luz que foi criada como “algo a partir do nada,” um pequeno ponto negro. Então, tudo o que é necessário para construir a imagem de Adão é encontrado neste mundo.

Até o final do desenvolvimento nós teremos um “peso do coração” não por meio de estados elevados, mas apenas desta forma. Mas isto será suficiente para a construção de todos os níveis dos cinco mundos quando confrontado por todas as situações.

O grupo abre a torneira através da conexão. Quanto mais eu me conecto aos amigos como “um homem com um coração”, mais a torneira se abre. E para me empurrar para me conectar, o Criador fecha a torneira. Portanto, eu estou numa “noite”, que devo transformar em “dia”.

O Criador faz uma condição para nós; receber ou não receber dentro do nosso desejo de receber. Todo o resto é adicionado através da grandeza do Criador que nós devemos atingir através da grandeza do grupo.

O Criador diz que a Sua mala, que Ele nos permite carregar, é muito leve. Isso significa que não há nenhum significado nos prazeres físicos e nós construímos toda a escada espiritual acima deles. Tudo o que é necessário para começar a subir os degraus da escada que é colocada diante de nós está no grupo. E as situações que parecem como escuridão para nós são oportunidades, uma chamada para começar a subir. É assim que uma criança fica em pé para começar a andar sozinha.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Paradoxo Dos Níveis

Dr. Michael LaitmanDentro da conexão está oculta uma força adicional. Todos os dez juntos são iguais a um Elyon (Superior). É assim que a lei das etapas evolutivas e de desenvolvimento funciona na natureza.

Através da conexão de todos num nível inferior, acontece um salto evolutivo para um nível superior, e lá a conexão é feita novamente, seguido por um salto em desenvolvimento e um grande avanço para o próximo nível. Isto é assim o tempo todo. É uma lei física da natureza.

Assim nós surgimos como seres humanos com toda nossa força, inteligência, com o corpo humano e todas as suas fibras e células — apenas através do poder da unidade, o poder da conexão. Sem ele, nada teria acontecido. A partir do Big Bang e em diante, só o poder de conexão tem trabalhado.

Comece a trabalhar com o que você tem, e você verá que pode convencer as pessoas. Não diga que ainda não recebeu ferramentas suficientes para a correção do mundo. Não é verdade! Enquanto isso, se você não sente que tipo de meios você está segurando em suas mãos, comece a trabalhar, e você verá que esses meios existem. O público vai concordar com o que você diz mesmo antes de você concordar consigo mesmo.

Na verdade, você aprenderá com o público que este é o próximo estágio. Mesmo que você esteja num nível superior, na sua parte inferior, em seu AHP, você é mais grosseiro do que as pessoas com quem você vai sair. Elas são mais refinadas, porque se encontram em GE.

Isto é um paradoxo, uma contradição interna. Você está no nível delas com seus desejos receptivos (AHP), e elas estão no mesmo nível com os Kelim de doação (GE). Apesar de estarem num nível mais baixo do que o seu, elas descobrem desejos dentro de si mesmas que são mais refinados que o seu. Você é grosseiro e, essencialmente, mais egoísta do que elas. O fato é que você quer o Criador e não as coisas mundanas.

Elas concordam com o que você diz a elas mais rapidamente e mais facilmente do que você mesmo concorda com as declarações. Sobre isso, está escrito no Talmude Babyli, “Ta’anit,” 7a: Eu aprendi muito com meus mestres, mais com meus amigos e ainda mais com meus alunos”. Você recebe de volta delas precisamente o que você mesmo disse a elas. Elas trazem a você evidência, inteligência e emoção, e você finalmente vai começar a entender, sentir e ser estimulado com o que você lhes disse.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/14, Escritos do Rabash

A Conexão Entre O Nosso Destino E As Estrelas

Laitman_712_03Pergunta: Existe alguma relação entre o destino de uma pessoa e o lugar das estrelas e do sol?

Resposta: Claro. Nós estamos num sistema firmemente conectado entre si, onde há leis muito rígidas. Nós aprendemos algumas delas na física e astronomia, mas não conhecemos essas leis suficientemente bem e ainda não temos informação sobre todo este sistema.

Antes de tudo, nós conhecemos muito pouco sobre a parte da criação chamada “nosso universo”, que é um pequeno ponto preto no enorme espaço infinito que não sentimos. Isto significa que o espaço infinito do nosso universo, que nós sentimos, é na verdade um ponto minúsculo.

Portanto, não podemos avançar nem discutir ou entender essas coisas sem conhecer todo o sistema que está além do nosso universo. Mesmo que conhecêssemos 100% das leis em nosso universo, só conheceríamos e atingiríamos uma pequena parte do universo.

Esta é a razão pela qual não é possível estabelecer uma ciência observando as estrelas e os movimentos dos planetas e diferentes sinais de sucesso. Nós simplesmente não temos dados suficientes neste campo.

Ao longo da história, muitos pesquisadores e cientistas estudaram os planetas e as estrelas e gravaram suas observações, querendo conectar o modo como cada um deles se moveu com as revoluções de outras estrelas e planetas e também com o que acontece no planeta – nosso clima, o aquecimento e o resfriamento do planeta, os ventos, erupções vulcânicas, terremotos e furacões -, com o efeito positivo ou negativo que eles têm sobre as plantas e animais e também sobre os diferentes tipos de pessoas.

Nós realmente queremos saber o que um ou outro determinado fator tem guardado para nós, até que ponto isso afeta o nosso futuro próximo e distante. As pessoas têm tentado alcançar isso, e como parece na astrologia, elas tentaram conectar isso com a vida das pessoas, sua natureza, seu destino, ao fluxo da vida, e como as pessoas se relacionam umas com as outras de acordo com os diferentes signos astrológicos .

Nós ansiamos saber o futuro, isso é tudo! Se soubéssemos o futuro, se nossos pais recebessem um mapa detalhado de toda a nossa vida, ninguém sequer olharia para as estrelas e signos astrológicos e não ouviriam os astrólogos.

Nós temos acumulado uma grande quantidade de dados através de nossos estudos da natureza, mas não podemos contar com eles 100%. No entanto, eles podem, pelo menos, nos mostrar diferentes relações e interdependências. Isto é verdade, uma vez que isso decorre do fato de que seguimos diferentes fenômenos naturais e vemos que na duração de dezenas e até milhares de gerações certos fenômenos estão conectados a outros.

Há gráficos dessas conexões mútuas na astrologia, segundo a qual podemos dizer aproximadamente o que vai acontecer quando há a combinação de um determinado número de condições externas. Além disso, existem várias opções de como os diferentes eventos podem se desenvolver.

Assim como observamos fenômenos naturais, coletamos dados, e depois estabelecemos ciências com base nisso, nós também fazemos a mesma coisa em astrologia. Mas não podemos chamar a astrologia de ciência porque toda esta área é completamente fora de nosso controle.

De KabTV “Uma Nova Vida” 08/01/15

A Conexão Mútua Direta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós falamos sobre a conexão dos níveis do superior, intermediário e inferior, o superior é o professor (Rav), o intermediário é nós, e o inferior é os 99% da humanidade. Às vezes nós conseguimos sentir a unidade entre nós e às vezes não. Como podemos manter constantemente o ponto de unidade, a fim de transmitir a importância da unidade ao povo?

Resposta: Nos artigos do Rabash se afirma que os amigos devem se reunir e falar sobre a grandeza do Criador e a grandeza do professor. Naturalmente, nem o Criador nem o professor precisam disso, mas é necessário a fim de elevar os alunos.

Se nós elevamos aqueles de quem recebemos a Luz, nós nos conectamos à fonte superior e começamos a receber doação Dele. Assim, a compreensão da unidade e a conexão com a fonte superior são reveladas entre nós.

Quando nós saímos aos círculos externos, os sentimentos e entendimentos dessa unidade e a conexão com o superior são transmitidos a eles.

Assim como as crianças aprendem muitas coisas de seus pais, quer eles queiram ou não, e os imitam de diferentes maneiras, como os seus comportamentos e hábitos característicos, e suas respostas positivas e negativas, da mesma forma os círculos externos recebem o nosso sentimento de unidade e conexão com a fonte superior. Isso acontece de forma natural.

A sabedoria da Cabalá não fala sobre nada que seja sobrenatural, mas apenas sobre como aprender a ser um todo, a fim de estar em harmonia com os níveis inanimado, vegetal e animal, para aprender com a natureza, que é o que todos são chamados a fazer hoje.

As pessoas costumavam acreditar que nós tínhamos que conquistar a natureza, que estamos acima da natureza e somos mais inteligentes do que a natureza. Agora todo mundo está começando a entender como nós somos estúpidos e limitados em relação a natureza. A natureza é perfeita!

A sabedoria da Cabalá nos diz como aprender com a natureza e como chegar a um estado em que vamos descobrir sua total integralidade, a conexão mútua profunda e total. Se alcançarmos isso, as massas também irão aceitá-la e percebê-la, uma vez que nossos pensamentos e sentimentos fluirão a elas. Elas vão começar a pensar como nós e também perceber tudo como nós percebemos.

Por que as pessoas pensam que o que quer que aconteça num lado do mundo é subitamente entendido do outro lado? É porque nós estamos todos mutuamente conectados.

Portanto, quando nós saímos às pessoas e nos conectamos a elas, a conexão mútua direta funciona. Nós vamos perceber seus diferentes anseios e elas vão perceber o nosso. Seus anseios quebrados e seus desejos egoístas nos forçarão a ansiar por unidade, a fim de corrigi-los. A nossa unidade e conexão com o superior vão ajudá-las a perceber isso e a se concentrar nessa direção pela correção.

Do Acampamento Internacional de Verão Na Bulgária 11/07/14, Lição # 2