Textos na Categoria 'união'

O Critério É A Sua Atitude Para Com A Unidade

Dr. Michael LaitmanTextos do Rabash, “O que é o Dilúvio no Trabalho”: a Fé acima da razão é o território que pertence à santidade…

Pergunta: Como podemos alcançar este território?

Resposta: “Fé acima da razão” significa que eu armo-me com a força da doação acima dos desejos egoístas, que despertam em mim uma e outra vez. Isto não é apenas um desejo de dormir, comer, ou passar um bom bocado, mas um desejo que me impede de unir-me com outros.

Estamos a falar acerca do critério único: pela unidade ou contra ela. Todos os outros desejos pertencem ao nível animal. O verdadeiro desejo por prazer, pertencente ao nível humano, foi apenas originado da quebra das almas. Tudo o resto pertence aos níveis inferiores em mim: inanimado, vegetal, e animal. Eu não lido de forma alguma com eles.

Assim, o critério da minha análise é a minha atitude para com a unidade. O conselho é o de me testar no grupo, porque a confusão do mundo é inevitável e não há ninguém lá com quem trabalhar. Se nos juntamos de forma a nos unirmos e eu descubro que sou incapaz de fazer isto e não o quero, que detesto e rejeito a idéia principal, isso significa que revelo a inclinação ao mal dentro de mim.

Faço esforços, tentando ascender acima deles, mas descubro que sou incapaz. Então, devido à falta de qualquer escolha e ao sentir o quão importante e necessário é atingir a unidade, eu grito, “Salva-me!”. E de Cima recebo a força de doação que me ajuda a pensar acerca da unidade, a conectar com os outros pelo menos ligeiramente.

Entretanto, os outros não sentem nem devem senti-la. Estamos a falar do trabalho interno de uma pessoa que começa a sentir a força comum de união dentro desta aspiração para a unidade. Esta força é chamada “o Criador.”

É assim como a pessoa avança de uma fase a outra. O seu desejo cresce constantemente, opondo-se mais e mais à união. Ela faz todos os esforços, tentando controlar tudo sozinha. Mas falha, desespera-se, e chama pela força de doação. Nesta força de doação, dirigida ao coração do grupo, ela revela o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/12/10, Textos do Rabash

Avanço À Terceira Dimensão

Dr. Michael LaitmanA indústria do cinema e da televisão está migrando para imagens 3D. Nós também temos que abrir mão da percepção bidimensional superficial e começar a ver a profundidade da espiritualidade em nossa realidade.

Na minha percepção, há três dimensões: largura, altura e profundidade. Esta é a minha tela. Nesta tela tridimensional, eu vejo pessoas, animais, prédios, o sol, e todo o mundo que me rodeia.

Eu experimento tudo isso no meu desejo de receber. No entanto, ele não desenha a imagem do mundo para mim em uma superfície plana, mas em três dimensões, dentro de mim. Já que além desta imagem não há qualquer outra, eu a experimento como verdadeira e a única existente.

Esta imagem foi reunida durante a quebra das almas (Kelim, vasos), quando minhas partes se separaram de mim: o meu “eu” que é GE (Galgalta ve Eynaim) e, fora dele, meu AHP (Auzen, Hotem, Peh), que eu não percebo como meu.

Agora, finalmente, em vez das manifestações do meu AHP, eu começo a trabalhar com o grupo e a interagir com os amigos. Eles gravitam em torno de mim, e eu em torno deles.

Nós estamos tentando trabalhar em conjunto como se estivéssemos em Arvut (garantia ou responsabilidade mútua), e esta prática me ajuda a entender que o grupo, bem como tudo o resto, são meus realmente. Tendo alterado a minha atitude para com a “realidade” exterior, eu descubro que ela se aproxima de mim e “se derrama” de dentro para fora.

Assim, o grupo é uma espécie de laboratório, onde tentamos corrigir dentro de nós os desejos corrompidos (Kelim), de modo que eles voltem da profundidade perdida para a nossa realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/11/10 , “A Questão da Shechiná”

Para Onde Vai A Europa?

Dr. Michael LaitmanPergunta da Alemanha: Como nós podemos elevar MAN corretamente, em antecipação à grande convenção em Berlim?

Resposta: Nos dias 28 a 30 de Janeiro de 2011 haverá a Convenção Européia de Cabalá em Berlim. Nós devemos nos preparar para ela mais do que para outras convenções, porque a Europa é o continente mais problemático, a fonte de todas as guerras e problemas no mundo. Esse foi o caso no curso de toda a história e que continua assim nos dias de hoje.

Assim, se pudermos ajudar as pessoas a parar e pensar sobre a verdadeira unidade, ao invés da cooperação mútua e benéfica do Mercado Comum, então será um grande passo adiante para todo o mundo. De outra forma, eventos desfavoráveis começarão a surgir novamente nesse continente e, eu penso que os residentes da Europa já sentem como isso está começando.

Assim, todos nós juntos precisamos trabalhar numa influência positiva sobre a Europa.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 15/12/10, Talmud Eser Sefirot

O Programador Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a primeira ação de correção é discernir todos os meus desejos, a fim de compreender quais deles estão sujeitos à correção. Você pode dar um exemplo desses desejos? Como eu faço o esclarecimento dentro de mim? Como eu sei o que está sujeito à correção?

Resposta: Você tem que perceber isso no grupo. Comece a sintonizar-se com o grupo com todas as suas qualidades, desejos, inclinações e sensações internas. Depois, dê uma olhada e veja: Qual deles é a favor e qual é contra? Qual lhe ajuda mais nesse trabalho e qual lhe ajuda menos?

Não preste atenção ao “gosto” que você sente no processo, se ele é “amargo ou doce”, ainda que isto possa ajudá-lo. Pelo contrário, primeiro preste atenção ao “verdadeiro e falso”: o que você pode usar para se conectar com os amigos, e o que você não pode usar?

Então, você perceberá isso. Você começará a revelar qualidades e desejos dentro de você que você não havia percebido antes, e nem sequer suspeitava que existissem. Estes são os desejos da quebra (dos vasos). Em nossas vidas normais nós não trabalhamos com os desejos ou Kelim quebrados, pois não pretendemos nos unir com os outros.

Os desejos da quebra são apenas aqueles que nos ajudaram a ser “como um homem com um coração” em nossa raiz, que depois quebraram e agora estão presentes em nós. Comece se unindo com os amigos e você começará a revelar que estes desejos estão presentes dentro de você. Se você não sentir esses desejos, isso significa que você ainda não começou a se unir com o grupo. É por isso que você ainda não sente quantos desejos você tem dentro de si que se opõem à união, ou, em outras palavras, que estão em um estado quebrado.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/12/10 , Talmud Eser Sefirot

Nova Tradução: O Ponto no Coração

O PONTO NO CORAÇÃO

Nós estamos vivendo um momento muito especial. Pessoas de todas as partes do mundo estão insatisfeitas com suas vidas, sentem que a vida deve lhes oferecer algo mais e, portanto desejam obter isso. Esse desejo é o despertar do “ponto no coração”. Todos nós o temos, e agora, ele está começando a emergir em milhões de pessoas.
Cada seção neste livro é única e instigante, pois de modo suave e sincero lida com as questões mais profundas que dizem respeito, hoje, a todos nós. Nestas páginas você também irá encontrar pinceladas da sabedoria contidas no livro do Zohar (o livro mais importante de todos na Cabala) e em outros textos Cabalísticos. Este livro não se compromete a ensinar Cabala, mas introduz ideias selecionadas dos ensinamentos. Você está prestes a embarcar em uma jornada que não só irá expandir as profundezas do coração, mas também a elevação do pensamento.

Rav Michael Laitman, PhD

Entregue-se Aos Amigos Sem Deixar Nada De Fora

Dr. Michael LaitmanAnote e aprenda como deve ser a intenção durante a lição: fundir um com o outro como um homem com um coração, dentro do sistema da nossa interconexão, chamado de “garantia mútua”.

 Por um lado, cada pessoa sente-se a si mesma e, por outro lado, acima desta sensação, ela sente uma conexão tão forte com outras que é incapaz de realizar qualquer movimento livre. É dessa forma dedicada que a pessoa deve ser em relação ao grupo.

É como se eu tivesse tecido numa teia de aranha através da qual passam todos os meus sinais de entrada e saída. Eu não tenho nada propriamente meu na mente ou no coração. Há apenas um ponto remanescente, que anseia permanentemente por esta rede, com toda a sua força, querendo entregar-se a ela.

Isto é auto-rejeição. Na medida em que me dou aos outros, a Luz Superior influencia-me e faz de mim uma parte da rede comum. Então, eu sinto como, por um lado, estou dedicado a ela, e, por outro lado, ela é inteiramente minha.

É como uma mãe que dá tudo de si à criança e ambas sentem que a criança é sua. Uma não existe sem a outra. É dito sobre isto no Cântico dos Cânticos: “Eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim”. É assim que devemos trabalhar.

Por um lado, cada pessoa sente-se e, no Por outro lado, acima dessa sensação que ele sente tão forte conexão com outras que ele é incapaz de realizar até mesmo sem um movimento. É assim que dedicou uma pessoa tem que ser para o grupo.

Domicílio: O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta:Durante a lição temos que aspirar a um lugar e unir tudo em um. No entanto, ao longo dos anos tenho desenvolvido noções diferentes sobre fenómenos espirituais. Ao ler sobre Bina e Malchut, percepciono-as de forma diferente. É possível reduzi-las a um ponto?

Resposta: Elas realmente têm que se tornar um todo. Em essência, Bina e Malchut são as qualidades do Criador e da criação. Nós não sabemos exactamente do que se trata, mas, não obstante, suas relações e interconexão indicam união.

Bina abaixa uma parte de si mesma até Malchut, as letras “ELEH” do nome Elokim. Malchut ascende até Bina, mudando o nome MA para MI. Por trás das descrições destes processos em O Livro do Zohar, nós discernimos os laços que as conectam.

Desta forma, temos que construir a nossa intenção. Unindo-me com o grupo, eu vejo-o como o lugar, o ponto central onde a qualidade de Bina (doação), ou Elokim, é revelada. É aí que eu elevo os meus desejos e anseios. É onde eu quero unir-me como uma parte corrigida de Malchut.

Eu espero que Bina me ajude por meio dos seus vasos ELEH, que são abaixados intencionalmente para cuidarem de mim, para se tornar um ventre materno para mim e elevar-me espiritualmente. É assim que eu devo considerar o grupo.

O grupo é o sistema que está capacitado para me apresentar Elokim, HaVaYaH. É o lugar onde eu recebo nutrição, e de onde as Luzes e as mudanças chegam até mim.

A minha concepção sobre o grupo depende apenas de como eu sou capaz de me anular perante ele. O Superior pode assumir qualquer forma, mas isso ocorre apenas na medida em que o inferior ascende os níveis de auto-anulação e se torna semelhante a Ele, atravessando as fases de concepção, alimentação e vida adulta.

É isto o que eu quero quando me sujeito à influência do grupo, o lugar que nos alimenta. Esta deve ser a minha intenção durante a lição: procurar constantemente o meu lugar na história sobre as relações entre Bina e Malchut.

Elas conectam-se através de Zeir Anpin, através de HaVaYaH, a qualidade da misericórdia, a Luz. Este é todo o sistema que nos desenvolve. O nosso território é a parte inferior de Bina, Zeir Anpin e a própria Malchut. É aí que está toda a nossa vida, tanto material como espiritual.

Isto porque a realidade é uma só. Mesmo que neste momento vejamos apenas uma imagem ilusória, isto é apenas uma falha na nossa percepção, uma ilusão causada pela compreensão e sensação débeis. Quando o nevoeiro começar a dissipar-se, o Mundo Superior surgirá dela, da nossa conexão com o grupo, com as outras almas, que surge de AHP, ou seja, da parte inferior da Bina (ZAT), Zeir Anpin e Malchut.

É sobre isto que fala toda a ciência da Cabalá. Esta é a expressão da nossa relação com o Criador, com a unidade da HaVaYaH e Elokim, que temos de alcançar.

Portanto, temos que compreender que ZAT de Bina é o grupo corrigido em que nos encontramos. Nunca revelaremos mais nada. Nós discernimos apenas o grau de nossa capacidade em unir-nos na parte inferior de Bina, no grupo. Esse é o nosso lugar. Ao colocarmo-nos em seu poder, revelaremos a nossa verdadeira realidade, que por enquanto está oculta de nós, por um véu de percepção turva.

Minha Contribuição

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que eu posso dar ao grupo durante o estudo?

Resposta: A sua participação e a aspiração à meta, que deve ser a mais forte possível. Esta é a força da garantia mútua que fortalece o grupo.

Isto é especialmente verdadeiro durante o estudo, porque é quando somos capazes de nos unir e atrair a Luz que Corrige.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 07/12/10 , o Zohar

Em Prol De Quem Devemos Exigir A União?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em prol de quem eu deveria exigir a união agora? Em prol do grupo ou em prol do mundo inteiro?

Resposta: A alma comum se divide em muitas partes, e a ordem do seu despertar se divide em várias fases. Enquanto isso, nós estamos passando por dois processos:

1. Sendo uma parte que recebeu um despertar do Alto, nós somos obrigados a realizá-la e nos corrigirmos. Somente depois de ser despertada desta forma é que a pessoa se questiona sobre o sentido da vida e encontra a resposta ao revelar o Criador. Esta tarefa cabe a nos, em primeiro lugar.

Essa pode parecer uma tarefa muito egoísta. No entanto, revelar o Criador significa revelar a qualidade de doação, o amor ao próximo, e fazer isso por meio da união com os outros. Doação significa auto-rejeição, auto-anulação. Você sai de si mesmo em relação aos outros e encontra aí a sua alma.

Portanto, a primeira impressão é enganosa. Você está se esforçando para encontrar sua alma e preenchê-la com o prazer eterno. O próprio Criador lhe deu esta oportunidade e dotou-o com um impulso para alcançar este objetivo. De qualquer forma, isso soa extremamente egocêntrico, mas o conteúdo real, a essência interior, está acima do egoísmo.

Porque nós realizamos tudo isso em conjunto, por meio da doação, do amor, da união e da ajuda mútua. Nós fazemos isso aspirando a sair de nós mesmos, em vez de absorver tudo dentro.

No passado, os Cabalistas não tiveram a oportunidade de disseminar a ciência Cabalística em todo o mundo, estudá-la publicamente, e ensinar aos outros. No entanto, naquela época a correção particular de suas almas em pequenos grupos também visava o benefício de todo o mundo. Isso porque eles adquiriram uma grande força de doação que operou entre todas as almas no mundo, mesmo que o mundo não o sentisse.

2. Hoje, nós devemos atuar em mais uma direção. Nós não só nos corrigimos e adquirimos uma maior força interna de doação nos nossos grupos, mas também disseminamos o conhecimento Cabalístico em todo o mundo.

Estes são os dois vetores paralelos dos nossos esforços, e ambos são necessários.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/12/10, O Zohar

As Fases Da Guerra Com O Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa revelar os desejos quebrados ou Kelim? Será que nós os revelamos na nossa aspiração de atingir o Criador ou no desejo de unir-nos uns aos outros?

Resposta: Nós só revelamos nossos Kelim quebrados no desejo de unir-nos uns com os outros para alcançar o Criador. E nós os revelamos cada vez mais.

Digamos que na recente Convenção nós descobrimos que, por um lado, gostaríamos de nos unir, mas, por outro lado, não desejamos isso. Algo interior nos impede; há algum inimigo, torpor interno, ou Machsom, que não me deixa chegar mais perto dos outros e unir-me com eles.

Esta é a primeira das dez pragas do Egito ou golpes de Faraó (Faraó é o nome daquele que me detém). Eu sinto que ele não me deixa unir com os outros, embora eu ainda não perceba isso plenamente: por que eu tenho que unir-me com eles, onde está o Criador aqui, e como é possível doar a ele? Por enquanto eu só tenho uma aspiração pela união.

Na segunda vez, isso acontecerá de forma diferente. Nós queremos nos unir e temos que estar juntos para atingir a espiritualidade, porque a espiritualidade se revela apenas na união entre nós. Isto ficará um pouco mais claro para nós. Por outro lado, nós sentiremos novamente que algo nos impede. Nós exigimos: “Livre-nos!”; mas ele não nos deixa ir.

O Criador continuamente revela um poderoso ego mais dentro de nós, o “endurecimento do coração do Faraó”. Então, nós sairemos e atacaremos novamente, e isso não precisa acontecer apenas em uma convenção. Nós veremos que somos incapazes de fazê-lo nós mesmos; nós precisamos de uma força externa. Então, onde está essa força externa? Nós começamos a desejar que o Criador nos una; assim, nós quebraremos a Machsom.

Da próxima vez, começaremos a sentir que a quebra da Machsom significa quebrar a Machsom entre nós. Não devemos atacar alguns limites externos. A Machsom está entre nós, em nossos corações, que estão isolados uns dos outros por um limite egoísta.

Depois, ao fazer um outro ataque, sentiremos que não precisamos de tudo isso para nós mesmos; nós não precisamos disso para unir-nos e revelar a espiritualidade, mas sim para doar ao Criador através disso. Esta é a “última parada”.

Tudo isso se revela gradualmente. Quando revelarmos todas essas fases na prática, e as experimentarmos ao máximo, criaremos assim o desejo (Kli) correto, ou o vaso para receber a Luz. Caso contrário, você não pode revelar a Luz. A Luz existe em abundância, mas você tem de revelar o desejo (ou Kli) correto por ela; você tem que atingir a mesma frequência ou a mesma qualidade. Isso só é possível através das ações que chegam até nós, à medida que elas criam um verdadeiro desejo no qual a Luz se tornará revelada.

Por isso, vamos nos preparar para fazer o próximo ataque no Faraó!

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/11/10, Talmud Eser Sefirot