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Revelar O Zohar

Dr. Michael LaitmanNão importa o quanto estejamos cansados dos esforços da leitura do Livro do Zohar, não importa quão sem setindo ela possa parecer, durante a leitura todos nós devemos estar unidos em uma intenção, um desejo. Este é o nosso trabalho partilhado na garantia mútua contra os distúrbios interiores de cada pessoa em nossos pensamentos sobre a unidade.

Nós queremos dormir e ficar indiferentes, perdendo o fio da narração. Nós percorremos um nevoeiro, e o texto não nos atrai nem provoca qualquer sentimento. No entanto, este é o local que contém a Luz, a qual deve fazer a correção dentro de nós, trazendo-nos à unidade, à forma espiritual.

De nossa parte, nós devemos desejar a unidade, e esperar pela ação da Luz, de modo que ela nos transforme exatamente naquilo que é necessário. Nós queremos nos unir e nos concentrar no único desejo de estar juntos, quando cada pessoa inclina sua cabeça. Eu faço esse esforço e desejo que a Luz, em resposta, realize sua ação desde o Alto.

Isso se chama  “Israel, a Torá e o Criador são um”. Por meio da Torá nós estamos tentando revelar o Criador. A Torá é a luz que Corrige e nos une, e o Criador será revelado dentro de nossa unidade. Deixe o apresentador continuar lendo. Para mim, cada palavra é uma nova gota de Luz que nos une como um todo.

Eu me dirijo a todos os nossos amigos do mundo: falta-nos esse esforço conjunto.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 14/11/10, O Zohar

Nos Braços Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que viver durante a última geração é uma responsabilidade enorme e séria?

Resposta: Pelo contrário, viver durante a última geração não é uma responsabilidade séria; a vida é muito boa e fácil! Todos cuidam de mim, tudo é bom, eu estou cercado pelo amor dos meus amigos, e o Criador me doa o bem através deles.

A revelação da face do Criador significa que a vida começa a dar certo, eu me torno saudável, os problemas desaparecem, e eu me sinto bem e confortável. E eu vejo o resto do mundo a minha volta da mesma maneira: eu vejo que cada um tem uma vida boa! Eu vejo todo o Mundo Superior revelado diante de mim e ele é eterno.

Eu não levo mais em conta os momentos da minha vida que me foram dados até o dia da minha morte, sem saber o que acontecerá comigo amanhã; pelo contrário, eu me dissolvo no Mundo do Infinito. Portanto, por que eu deveria esperar que isso me trouxesse problemas? Não há mal no mundo; eu “me conecto com o bem!”. É exatamente isso que nós desejamos alcançar durante a nossa convenção, de modo que ela tenha uma influência boa e constante sobre nós. 

Todas as preocupações e expectativas de dificuldades precisam ser apagadas e descartadas, porque nenhuma delas existe! No momento em que você se conecta com os amigos e deseja revelar o Criador nessa conexão, você cai sob a melhor influência possível da Fonte de todo o bem. Não há outra força além dessa que possa nos influenciar.

Através do grupo você se conecta com uma fonte de energia mais forte e amável. Você só precisa manter a força dessa conexão acima de todos os obstáculos, e pronto! Nós tentaremos fazer isso durante os três dias da convenção, e veremos que toda a vida pode ser organizada e arranjada dessa forma. Você adquire uma força fantástica através dessa conexão, que o capacita a alcançar o sucesso em tudo o que fizer na sua vida. Mas, isso só pode acontecer sob uma condição: que você queira estar conectado com essa força, porque ela determina todas as ações e eventos em nosso mundo.

E você a revelará de forma clara e absoluta. Você se sentirá como uma criança, que se agarra à mão de um adulto e o leva para onde ela quer. Como uma criancinha, que pega sua mãe ou seu pai pela mão e os puxa, para que eles façam por ela o que ela mesma não pode fazer. E você fará o mesmo com o Criador: Ele também quer você!

Esperemos que sejamos capazes de alcançá-Lo, tomando-nos em Seus braços e nos ajudando a fazer tudo o que precisamos fazer!

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 07/11/10, Baal HaSulam  “A Última Geração”

A Razão Para Todos Os Atrasos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que meios práticos existem para fortalecer o nosso trabalho interior?

Resposta: Nós devemos ter um sentimento maior de pertencer ao grupo mundial comum. Ele tem mais força e oportunidades que os grupos específicos, para elevar-nos ao desejo comum.

Nós devemos criar a primeira qualidade de doação entre nós e revelá-la dentro da nossa união. Eu espero que isso aconteça na atual Convenção e, depois, que seus esboços sejam desenhados dentro de nós. Depois disso, a nossa tarefa é tentar manter a conexão com esta qualidade, ou seja, unir-nos cada vez, enquanto o egoísmo cresce constantemente e torna-se mais revelado em cada pessoa.

Quais ações nos ajudarão a fazer isso? Por todas as fontes Cabalística e das minhas conversas com o Rabash, eu vejo apenas um meio: que todos nós solicitemos isso durante o estudo. Durante todo o dia antes da lição eu devo discernir o que devo pedir. Não importa o que eu faço ou onde trabalho, eu tenho que vir à aula com uma pergunta ou problema, sabendo o que pedir agora.

Cada pessoa tem que vir à aula com uma pergunta, visando à meta. Deixe que cada pessoa tenha sua própria pergunta, formulada da sua própria maneira, e concentrada por meio do seu estado pessoal. Isso não importa. A principal coisa é chegar com uma pergunta e uma exigência.

Todas essas questões tornam-se incluídas em Malchut do Mundo de Atzilut, que gera um MAN a Zeir Anpin, e este à Bina. Isso é o que precisamos: um desejo, um despertar, uma paixão, um grito, até que isso atinja o portão das lágrimas.

Antes da aula, nós recebemos todas as horas do dia para prepararmos o pedido, mas o pedido em si surge durante a aula. Não importa que tipo de material estudamos e se estamos lendo ou fazendo perguntas. Eu dedico as horas de estudo para o pedido: Como receber aquilo que eu persistentemente desejei ao longo do dia e que agora eu tenho que perceber?

A razão para todos os atrasos é a preparação insuficiente e a falta de um pedido real durante a aula, quando estamos juntos, com a Luz dentro, e com o Kli comum. Portanto, agora, quando estamos prestes a unir-nos na Convenção, é muito importante entrarmos nela com o verdadeiro desejo que todos partilham. Mesmo se fizermos isso em diferentes estilos e variações, nós temos que expressar uma essência comum: nós queremos revelar a Força Superior.

Que força é superior a nós? Nós somos o desejo de receber e a força superior é o desejo de doar. É isso que queremos revelar dentro de nós, de modo que ela reinará dentro de nós e nos preencherá. Esta é a revelação do Criador no interior das criaturas.

Mesmo se os nossos desejos forem pequenos, se eles se unirem, a sua força comum será para revelarmos o Criador. Nós estamos prontos, e isso é um fato.

Depois disso, nós manteremos a Reshimo – a impressão da revelação, que nos permitará aspirar em direção a este estado todos os dias em nossos grupos locais, para atrair esse estado, fortalecê -lo, usando-o como base para construir um novo nível.

Da lição em 06/11/10

Não Há Nada Mais Doce Do Que Sentir O Abraço Do Criador

Dr. Michael LaitmanO Criador deseja que recebamos prazer Dele. Este é o plano da criação. Uma vez que Ele é Bom e faz o Bem, a única coisa que Lhe falta é alguém a quem fazer o bem. É por isso que Ele nos criou a partir de um material chamado “o desejo de desfrutar”.

Mas o que nós devemos desfrutar? Justamente Ele. Quando o nosso desejo sente que o Criador está próximo, que Ele o preenche e está unido a ele, ele experimenta o prazer. Por outro lado, quando ele se distancia do Criador, sente-se pior em relação a Ele, a ponto de sofrer e sentir-se vazio. No entanto, nós sempre sentimos apenas o Criador!

A nossa matéria é sensível à sensação e à presença do Criador. Se ela sente mais o Criador, percebe-O como prazer, e se sente menos, percebe-O como sofrimento. Isso acontece até que o desejo de desfrutar o Criador cresça cada vez mais distante dele, chegando finalmente ao estado de perder completamente o contato com Ele. Então, o desejo de receber prazer encontra-se neste mundo, onde não há conexão com o prazer ou sua fonte.

Esta separação é necessária para que pudéssemos desejar unir-nos com Ele e desfrutá-lo por nossa própria vontade, e entender que não há nada mais doce e melhor do que estar unido com Ele. Esta ação recíproca é chamada de “Zivug“(união espiritual), quando nos tornamos incluídos um no outro, de tal forma que é impossível distinguir e separar-nos. Essa é a união que devemos alcançar. E se adquirirmos a necessidade correta para isso, começaremos a sentí-Lo, uniremo-nos a Ele, e sentiremos  Seu abraço.

Da palestra em 02/11/10

Não Há Nada De Sobrenatural Na Cabala

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos fazer, a fim de revelar a Shechiná entre nós na Convenção?

Resposta: Só uma coisa: a união. Não existe uma única ação que dependa de nós, além de aproximar-se uns aos outros. Isso permitirá que a inspiração irrompa entre nós, a qual nos ajudará a unir-nos.

Nós nos unimos internamente. Não é necessário se abraçarem, embora, às vezes, as ações externas ajudem. Primeiro de tudo, eu tenho que entender que só entrarei no mundo espiritual e adquirirei vida em um nível mais elevado se ascender a um desejo maior e mais poderoso, para perceber todos como partes de mim.

No entanto, é quando surge um problema puramente psicológico: eu os rejeito. Isso significa que tenho que mudar minha percepção e atitude, e romper a barreira interna entre eu e outros.

Para fazer isso, eu tenho que me aproximar de meus amigos para que eles me influenciam. Então, eles vão me encher com suas idéias e objetivo, com a unidade na qual cada um de nós revelará a Realidade Superior.

É por isso que estamos organizando a Convenção e unindo-nos com tudo o que temos. Esta é a Cabala prática.

No passado as pessoas costumavam pensar que a Cabala prevê o futuro e lida com algo sobrenatural. Mas não há nada de sobrenatural nisso além da transformação de nossa natureza egoísta em altruísta.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 05/11/10, Escritos do Rabash

União De Corações

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Convenção, como nós podemos combinar o ataque interno com o cuidado com os recém-chegados e com o mundo inteiro?

Resposta: Em primeiro lugar, eu não estou concentrado no mundo inteiro, mas nos participantes da Convenção. Cada pessoa que está lá, e cujo coração está lá, participa nele junto conosco.

A Convenção é a reunião de todos os corações que estão prontos para se unir a fim de alcançar a equivalência de forma com o Criador. Nós estamos criando e conectando desejos para nos tornarmos semelhantes ao Criador, para revelá-Lo.

Todos os nossos desejos visam a união em um só desejo para alcançar a doação mútua. Nessa doação, nós revelaremos a Luz Superior, o Criador, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Eu estou pensando somente nas pessoas que estão tomando parte nisso. Mesmo que alguém participe somente  um pouco, como uma criança, ela é todavia uma parte disso. Enquanto isso, o resto do mundo permanece fora do meu campo de visão.

Claro, nós disseminaremos informação através dos meios de comunicação de de massa, mas eu só sinto aqueles que querem fazer parte dessa missão. A Convenção é um ato de disseminação interna entre nós. Ela é nossa interconexão, nosso pacto, nossa garantia mútua, a recepção da Torá. Nós não estamos organizando isso para dizer algo ao mundo. Nossas ações são dirigidas para dentro e nós não as dissipamos prestando atenção à externalidade. 

Na Convenção nós estamos diante de nossa tarefa comum, como se estivéssemos ao redor do Monte Sinai. Essa tarefa é a união. A “tribo dos escravos” saiu do Egito e saiu correndo na escuridão, sem saber ou entender nada. Eles nem sabiam para onde escapar. Ao invés de honra, existe uma fuga; ao invés de confiança, existe medo e impotência. Ainda assim essa sensação é correta e boa.

Depois disso eles chegam ao Monte Sinai, a revelação do ódio, e tomam a decisão de atacar, de ir em direção a ele, porque eles não têm outro caminho a seguir. Cada pessoa está sem saída; ela deve decidir aqui e agora, e desejar que isso aconteça. Cada pessoa deve querer isso com tudo o que tem. Como isso se realiza? Isso não é problema meu. O Criador completará o que eu comecei, mas eu tenho que exigir isso.

Mesmo que eu não concorde com isso do fundo do meu coração, mesmo se eu estiver com medo, eu ainda grito como uma criança, como se eu realmente não pudesse sobreviver sem a garantia mútua.

Da lição de 22/10/10, Escritos do Rabash

A Constante Variável Na Equação Da Garantia Mútua

Pergunta: Posso ver além das aparências e conectar os pontos no coração dos meus amigos, com o seu vazio interior, que eles próprios ainda não podem sentir?

Resposta:
Sim! Comece a usar a força da garantia mútua, pois o sistema já está lá. Se uma pessoa consegue abri-lo nem que seja por um instante, é o seu sucesso!

O mesmo sistema existe entre nós e o Criador, mas não nos é permitido alcançá-Lo. Ao nos dirigirmos ao Criador, não temos a oportunidade de “reversão”: O limiar mínimo de entrar no sistema aumenta à medida que o abrimos. Por exemplo, eu manifesto de 10% do mesmo, então agora não há caminho de volta, só para a frente porque o Criador é constante, e o contato com Ele só pode ser construído em uma base contínua. Se eu levantar a medição a 15%, isso se torna o meu mínimo.

É por isso que para agora nós podemos “jogar” a garantia mútua, não em relação ao Criador, mas apenas em relação ao grupo, onde não existem problemas com subidas e descidas, e onde não é necessário sermos constantes. Neste, o sistema de almas é diferente do próprio Criador. Ele está presente nele, mas ocultando-Se dentro do grupo, ele permite que eu “jogue”, entretanto, pulando para cima e para baixo, enquanto todos movimentam-se para frete. E quando eu chegar a uma direção única constante a Ele, Ele irá revelar-Se para mim.
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Da Lição Diária de Cabala de 8/10/10, “O Arvut”

Seguindo A Lei Da Equivalência De Forma

Pergunta: Quando as pessoas vêm para a Convenção e veem o grande trabalho e preparações que foram feitas, seremos capazes de anular as diferenças entre nós e sentir total igualdade?

Resposta: Tudo o que agora está sendo preparado para a Convenção por todo o mundo junto conosco está sendo feito do fundo do coração das pessoas; estamos todos em uma única vasilha ou desejo. As pessoas que estão longe de nós e não têm oportunidade de vir ainda estão nos apoiando em seu pensamento. Elas transmitem seu desejo a nós e a aspiração para estar perto.

O que nós acabamos tendo é a correta combinação, arranjada pelo Criador, onde todos se unem. Falta-nos somente uma coisa: o pensamento comum sobre a garantia mútua!

Esqueça todas as diferenças externas. No final, tudo precisa se tornar parte de um todo, uma garantia mútua comum. Temos que nos tornar como “um homem com um coração” junto com todos os nossos amigos por todo o mundo. Tão logo alcancemos o primeiro sentimento de contato, a qualidade espiritual de conexão, então dentro dela o Criador será imediatamente revelado de acordo com a lei de equivalência de forma.

O Grupo É A Minha Sombra

Dr. Michael LaitmanO grupo é a minha cópia, a minha sombra, assim como eu sou a sombra do Criador. Eu recebo muito mais dos meus amigos do que aquilo que eu coloquei neles. Isso não depende deles ou de seu comportamento, mas apenas da minha atitude para com eles. Este ambiente é também o Criador. É a oportunidade que Ele me deu para trabalhar com Ele, criando uma ilusão para mim, como se algo existisse fora de mim, quando, na verdade, só o Criador existe fora de mim.

É por isso que eu devo sempre despertar o ambiente até atingir o estado em que este me influencie, para que eu deseje unir-me a ele, a fim de unir-me ao Criador por meio dele. Eu não posso alcançar o Criador sem o ambiente, porque ele é o meio externo através do qual eu verei a imagem do Criador.

Se eu não desejo me unir com o grupo, eu não estou visando a meta, o Criador. Afinal, quem é o meu próximo? A força da quebra que ocorreu na espiritualidade divide-me em duas partes: eu e o meu próximo. Para quê? Para que eu tenha o discernimento do que me falta, a fim de unir-me com o Criador.

Tão logo eu possa aproximar esse ambiente de mim, embora ele me pareça estranho, mais eu sou capaz de me aproximar do Criador. Eu estava propositalmente dotado de uma dupla percepção, de modo que eu perceberia uma parte de mim como estranha e odiosa.

É por isso que “amar ao próximo como a ti mesmo” é a principal regra da Torá. Esta é a única coisa que a Luz corrige, e não há nada para corrigir senão isso. Se você não pedir a correção desta situação, todos os seus esforços são em vão. Tudo o resto são gritos inúteis no deserto.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabala 5/10/10, O Zohar

O Sabor Da Verdade

Agora temos a oportunidade de acelerar o ritmo do nosso progresso por escolher egoisticamente o menor de todos os males. Obviamente, este não é o livre-arbítrio ainda porque o livre-arbítrio me permite escolher o que eu quero, enquanto aqui so foi oferecido pra mim dor e prazer, e gritaram pra mim: “Escolha!”

Baal HaSulam descreve duas escalas de medição: “amargo-doce” versus e “verdadeiro -falso”. Temos que subir o grau da verdade em vez da falsidade, ou em outras palavras, a doçura e amargura. Todo mundo vê que não há livre escolha aqui, mas somente a análise: até que ponto eu sou controlado pela minha mente e em que medida pelo meu coração?

Tudo é determinado por aquilo que é revelado a mim e que não é, e o que é mais importante: a verdade ou amargura? Obviamente, eu vou escolher de acordo com minha percepção. No entanto, o livre arbítrio real surge apenas no grupo. O grupo serve como fator externo no qual eu vou discernir o significado da verdade externa. [Leia mais →]