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A Necessidade Da União Está Amadurecendo

Dr. Michael LaitmanO tema do nosso Congresso é “União: o Futuro do Mundo”. Eu estou muito emocionado, porque depois de muitos anos estudando Cabalá, a união do mundo e a necessidade dela estão finalmente começando a se tornar aparente.

Ao longo de bilhões de anos de desenvolvimento do nosso mundo, bem como no processo de vários eventos antes de sua concepção, tudo evoluiu justamente para este ponto – o ponto de percepção da necessidade de união. Somente agora ele está começando a despertar, a ser expresso, e mostrar a sua necessidade. E você e eu estamos no centro desta realização.

Tudo começou quando a única força da natureza, a força de doação, ou o Criador, que é a mesma coisa, começou a atuar, emanando e criando a matéria. Primeiro, ela criou a matéria espiritual, ou seja, o desejo: o desejo de ser preenchido, o desejo de sentir a si mesmo e tudo ao redor.

Este desejo se desenvolve sob a influência da força inicial, a força da natureza. As fases de seu desenvolvimento são chamadas de “as quatro fases da expansão da Luz Direta”. Todo o propósito do desenvolvimento da criação, ou do desejo, encontra-se em torná-la semelhante à natureza, em ter que alcançar uma harmonia saudável, ou em outras palavras, alcançar a equivalência e adesão com o Criador, pois a adesão é alcançada através da equivalência de forma. É necessário que a matéria, ou seja, o desejo que está em oposição à Luz, oposto à qualidade de doação, finalmente passe por todas as fases do seu desenvolvimento e perceba que o melhor e mais elevado estado é a equivalência com a Luz, a equivalência com a natureza perfeita, a harmonia e união com ela.

No entanto, para atingir este estado, é necessário primeiro sentir que você é totalmente oposto a ela, ou seja, sentir-se em uma qualidade que é completamente oposta à Luz, experimentar o egoísmo, a crueldade, o desejo de pensar só em si mesmo, apenas a sensação de si, a incapacidade de sentir alguém ou de pensar em outra pessoa, a menos que seja para seu próprio benefício, a menos que traga benefícios pessoais, a menos que isso signifique usar os outros. É assim que as qualidades, que são as mais opostas à Luz, precisam ser expressas na criação.

Em nosso mundo, essa criação é o homem, que passa por uma enorme quantidade de fases de desenvolvimento ao longo da história, até atingir a sensação e, o mais importante, a percepção de que é completamente oposto à força da natureza. Este é um processo muito difícil e demorado. Ao longo de centenas de milhares de anos nós avançamos e o egoísmo ficou gradualmente mais forte dentro de nós. Externamente, nós vemos como o homem desenvolveu-se em sua formação social até atingir o estado atual. Como um todo, esse egoísmo, esse desejo sempre nos empurrou para a frente até o presente momento.

Agora, como ultimamente, estamos começando a nos convencer de que esse egoísmo, essa natureza que temos, é realmente nosso inimigo, e nosso único inimigo. Ao separar-nos uns dos outros, ele literalmente nos priva da possibilidade de viver normalmente, mesmo no nível deste mundo material.

Nós estamos nos tornando cada vez mais fechados, cruéis, separados, assustados, e estamos assumindo uma postura defensiva, privando-nos de uma vida normal e perdendo o sentido da existência. E de fato: Por que vivemos? Só para nos defender e proteger? Somente para nos colocarmos em algum tipo de limites e viver nele determinado período de tempo com certo nível de conforto e segurança? Isso é tudo?

É assim que se sente o homem neste mundo, a medida que se torna cada vez mais cruel, por natureza, com o tempo. Nós fazemos assim. O nosso egoísmo nos leva a isso.

No final, tudo isso está sendo expresso como uma enorme crise. Em alguns países, a crise se faz sentir mais, e em outros menos, mas ela está amadurecendo. Não importa o quanto a ocultemos, não podemos fazer nada em relação a isso. Ela se expressa cada vez mais na economia, na estrutura social, na diminuição do papel da família, e em todos os problemas que surgem na nossa sociedade, como a crise da educação, drogas, terrorismo e assim por diante.

Em todas as áreas da atividade humana o homem está enfrentando várias crises, mas no final é tudo uma crise de nossa oposição à natureza. Naturalmente, isso só pode ser corrigido nesta essência.

Nós não podemos corrigi-lo de outra maneira. Vemos como os líderes mundiais estão tentando, como as autoridades são incapazes de fazer qualquer coisa, e mesmo os tiranos, que usam o dinheiro e os exércitos que estão à sua disposição, são incapazes de mudar algo. O mundo está inexoravelmente caminhando para uma grande ruptura. A força e o poder ainda estão tentando manter o mundo nos limites anteriores, mas já não conseguem fazer isso.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Quando A Crise Se Torna Insuportável

Dr. Michael LaitmanA crise que sentimos hoje é um indicador da nossa falta de unidade entre nós. Em essência, a crise deixa-nos ver que somos egoístas e individualistas completos que vivem num mundo global. E este é o problema. A Natureza está a revelar-nos a globalidade do mundo, mas a nossa natureza egoísta é completamente oposta a ela.

Esta diferença ou abismo entre as duas é sentida por nós como crise. É por isso que sentimos dor e confusão em tudo o que fazemos, e é a razão porque somos colhidos por doenças e infortúnios. Isto vem da falta de semelhança entre o nosso desejo egoísta e a Luz superior.

Por isso, temos de ver a crise actual como o ponto inicial da ascensão da humanidade para o estado especial do qual descendemos, de acordo com o programa contido na partícula informativa que nasceu pela Luz. Nós nascemos aqui, no nosso universo, e agora estamos a voltar a esse estado perfeito.

A parte da humanidade na qual o ponto no coração veio à superfície está a desenvolver-se com a ajuda de duas forças. Tudo o que precisamos são das condições correctas: o grupo, estudo, e o professor. A segunda parte da humanidade está a atravessar um processo de desenvolvimento e a atingir um estado de crise que se está a tornar insuportável. Aqui é quando surge uma questão: O que é que significa “insuportável”?

A sensação de sofrimento horrível pode levar a humanidade a guerras, aniquilações, e todo o tipo de problemas. É exactamente isto que está a acontecer: parte da população está a esquecer-se de tudo através de drogas, outros participam em terrorismo, e outros ainda não estão preocupados com nada – eles afundaram-se completamente no roubo. O egoísmo está a quebrar-se em todas as direcções. Devido à falta de satisfação interior as pessoas sentem que não sabem o que fazer com elas próprias.

Estes fenómenos negativos estão a expor toda a extensão de desespero e descrença que a humanidade sente hoje. E as pessoas não são as culpadas disto. Elas sentem uma pressão interior muito grande, que está a causar explosões de violência. Então o que pode ser feito para aliviar a sua situação?

Já falámos sobre a disseminação da ciência da Cabalá. Esta é a salvação. Se disseminarmos a sabedoria da ciência da Cabalá antes do ego das pessoas vir à superfície, então iremos salvar o mundo de grandes problemas. Por isso, tudo depende das pessoas com um ponto no coração.

Nada depende do mundo e não devemos esperar que seja feita qualquer acção por outras pessoas que não têm um ponto no coração. Elas não têm a força positiva que é capaz de subjugar os seus egos. Elas são apenas transportadoras de um enorme desejo egoísta, e apenas nos dão uma adição da sua insatisfação e dor.

Temos de processar este enorme desejo, sintonizá-lo, e juntos com ele aspirar à unidade. Temos de continuar a estudar e, em resposta, aumentar a disseminação, com ênfase especial na necessidade de nos unir. Somos aqueles que têm de unir em um o nosso desejo comum quebrado– o nosso vaso espiritual comum. Mesmo que ele esteja quebrado, contém partes que estão interligadas, apesar de elas terem qualidades de desejo completamente diferentes. Por isso, se todos os outros se juntarem a estes desejos interligados, eles ficarão também incluídos nesta ligação.

É assim que uma parte da humanidade constrói activamente uma ligação entre cada um, enquanto que a outra parte da humanidade participa no processo de forma passiva.

Da 2ª Lição de Convenção de Madrid 04/06/11

Relutantemente, Rumo À Unidade

Dr. Michael LaitmanPor que a criatura é feita egoísta? Por que o homem sempre pensa em si mesmo? Por que a natureza não nos faz sentir e amar uns aos outros como nossos próprios filhos, que são ainda mais caros para nós do que nós mesmos? Por que não recebemos essas propriedades? Por que nós, como os infames pássaros cuco, soltamos nossos ovos no ninho alheio?

A sabedoria da Cabalá explica que isso é feito intencionalmente, que não há nada de acidental em nossa relutância em apreciar outra pessoa. Pelo contrário, vemos a outra pessoa como terrível, estranha e alheia. Está escrito: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, mas que tipo de próximo é ele? Ele não é o próximo; ele é a pessoa mais distante e odiosa para mim! Seria ótimo se restasse apenas alguns deles neste mundo para atender as minhas necessidades, e o resto pudesse ir para o inferno, morrer. Tornaria nossa vida mais fácil, não é? É assim que somos todos feitos.

Assim, a Cabalá explica que esse ódio mútuo nos é dado intencionalmente de forma que acima dele, buscássemos a unidade, ligada por laços de amor. “Amor” significa que nós sentimos o outro, sentimos suas necessidades antes das nossas, e servimos para satisfazê-las o melhor que pudermos.

A força da rejeição permanece entre nós na forma de ódio, como algum tipo de resistor, um elemento de resistência colocado entre os pontos de um microchip. Mas nós, apesar dessa resistência mútua, estamos pavimentando o caminho acima dela e a atravessamos com nosso desejo, a nossa “eletricidade”, o desejo de estar juntos. É aí que encontramos a energia nesta resistência: a energia do amor e da participação pessoal.

Nós vamos emitir esta energia; vamos nos familiarizar e nos conscientizar dela ao atingir toda a força da natureza, seus componentes e sua harmonia eterna. Em tal estado, estaremos vivendo não como indivíduos, cada um em seu pequeno elemento, mas entre esses elementos, crescendo dentro e elevando-nos acima dessa resistência. Juntos, o ódio e o amor mútuo, construirão uma rede de relações entre nós que estará um grau acima do atual.

Agora, nós vivemos em um estado de ressentimento entre nós, como elementos separados e desconectados. Por outro lado, à medida que subimos, nós criamos a unidade, a solidariedade, a união entre nós, e começamos a experimentar essa rede como uma dimensão nova e mais elevada, onde começamos a viver agora. Isso é o que chamamos de vida eterna. Esta é, de fato, a vida superior: uma existência atemporal e perfeita que se encontra acima da atual, que é limitada pela morte e, essencialmente, nos mata a cada dia.

É por isso que, por um lado, precisamos da resistência egoísta e, por outro, de sua correção pelo amor. É aqui que precisamos especificamente unir as duas propriedades opostas dentro de nós mesmos. E mesmo assim, o amor prevaleça sobre o ódio e nos permite ascender espiritualmente, para que possamos nos libertar deste mundo para cima, para a perfeição e eternidade.

Da Lição Virtual, Série “Fundamentos da Cabalá” 15/05/11

Uma Rede Envolvendo Todo O Universo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que cada um dos nove estudantes do Rabbi Shimon representava uma Sefira diferente? Esses Cabalistas podem viver em nossa época?

Resposta: Os dez Cabalistas que tornaram possível a escrita do Livro do Zohar são as dez principais Sefirot. Cada um deles, ao alcançar a raiz de sua alma, entendeu que pertencia a uma das suas dez Sefirot, e a unificação interna deles produziu uma força tão grande que eles puderam revelar a Luz superior e “respingá-la” em nós. Por isso esse livro é chamado “O Zohar”, de acordo com o nome da Luz que brilha na parte superior do mundo de Atzilut (GAR de Atzilut).

Eu não penso que hoje nós precisamos de Cabalistas de tal estatura. Eles já revelaram tudo, iluminaram todo o sistema de almas, e todos os outros Cabalistas se uniram ao mesmo sistema. Isso produziu uma completa rede corrigida de almas dentro do sistema comum de almas, que ainda não estão corrigidas.

Agora, se nós quisermos nos corrigir, basta lermos O Livro do Zohar tanto quanto possível, com toda nossa força, para tentarmos nos unir a seus autores, suas almas, bem como os Cabalistas que os seguiram. Eles se tornaram a parte corrigida do sistema comum das almas, e se nós quisermos nos unir a eles, seremos capazes de usar todas as Luzes e forças que operam na união mútua deles. É assim que seremos capazes de usar a Luz do Livro do Zohar.

Em essência, nós já recebemos tudo! Já existe um sistema corrigido de almas dentro do sistema que ainda não se corrigiu. Nós temos o livro à nossa disposição e toda a ciência da Cabalá, em geral, que estudamos pelo método do Baal HaSulam. Isso é suficiente para nós!

Está claro que ainda haverá novas revelações, nós iremos explicar tudo mais e iremos entender melhor o que está escrito nesse livro. Mas, nós já recebemos do alto tudo para completar nossa correção.

A Cabalá é estudada num grupo. E cada pessoa no mundo que sente que tem que corrigir sua alma e aspira revelar a razão de sua existência, onde se encontra a raiz de sua vida e sua razão, irá finalmente encontrar esse caminho dentro da mesma rede – dentro de um de nossos grupos. Lá ela começará a revelar o que estamos fazendo e como revelar a raiz da alma, como revelar o sistema espiritual no qual existimos, ainda que estejamos lá num estado inconsciente, por enquanto. Assim, como podemos perceber esse sistema?

Quando nós chegamos ao grupo e começamos a estudar, a princípio vemos pessoas a nossa frente. Mas, depois de termos estudado por algum tempo, nós começamos a entender que essas não são pessoas, mas uma rede de conexão interna que nos une.

Por enquanto, esse sistema é defeituoso, mas estamos tentando revelar certa conexão nele, procurando pela força que poderá nos corrigir, nos fazer uma pessoa com um coração, nos levar ao amor ao próximo, à garantia mútua, e à união mútua.

Essa aspiração mútua para revelar a conexão entre nós na união dos corações nos leva à sensação da rede. Nós sentimos que ela existe. De repente, nós começamos a sentir que ela está presente. Então, dentro desse sistema de conexão, nós nos vemos, e a todos os grandes Cabalistas que entram nessa rede com seus elementos corrigidos e a apoiam, conduzindo a Luz dentro desse sistema, nutrindo-o através da Luz da união, amor, e participação mútua entre todos os seus elementos.

Não importa como nos sentamos juntos: física ou virtualmente. A coisa mais importante é que nós nos sentimos juntos e queremos nos tornar parte do mesmo sistema, nos unir aos Cabalistas. E se lemos O Livro do Zohar, nós atraímos nutrição, força, entendimento, e sensação espiritual dessas almas, dessa rede corrigida, tal como as criancinhas arrancam dos adultos. Isso nos capacita a nos tornar parte desse sistema e alcançar reciprocidade, conexão, e concessões, nos anulando e nos unindo com todos.

Do programa sobre Lag B’Omer em 17/05/11

Responsáveis Pelo Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que devemos esperar das próximas convenções? Qual a intenção que devemos construir?

Resposta: Nós estamos nos aproximando de mudanças muito grandes, devido à nossa união, e eu espero que a próxima série de convenções nos ajude a manter a intenção em conjunto, durante um mês inteiro, sem nos abandonar. Trabalho, família, filhos, problemas pessoais – apesar de tudo isso, inconscientemente, em algum canto da minha mente, eu deixo um espaço para a coisa mais importante e sempre me preocupo com a nossa unidade, sobre como devemos avançar de uma convenção para a outra, de um dia para o outro, em nossas intenções e nossa solidariedade interna – até que, interiormente, revelaremos o Criador.

Nós já temos estudado isso teoricamente há muito tempo. Então, vamos realmente desejar que Ele seja revelado. Nós temos ouvido falar disso milhares de vezes; então, vamos fazer o esforço.

Nós não podemos cair na dúvida: “Outra vez? Quantas vezes temos passado por isso?”. Nós estamos no limiar de uma descoberta. E o mundo também está exigindo isso. Afinal, ele não tem a menor chance de encontrar uma solução. Na Internet, nós podemos ver que tipo de “soluções” estão sendo oferecidas em resposta às crises modernas, como as pessoas estão tentando esconder e silenciá-las, porque não percebem nenhuma saída.

De uma forma que seja confortável, clara e próxima do povo, nós devemos informar ao mundo que existe uma solução, e quanto mais rápido começarmos a fazer isso, menos sofrimento isso nos custará.

Portanto, a nossa intenção nas convenções é começar a “viver permanentemente” no grupo que está trazendo a todo o mundo a solução para a crise. Não há nada mais importante que possamos preparar ou fazer para o mundo.

Agora, nós estamos em um ponto muito importante: há um paciente doente na nossa frente e sua doença é quase fatal, mas podemos criar um medicamento e curá-lo. Então, ele não será apenas saudável, mas se elevará ao nível do Criador, a uma dimensão nova e eterna.

Portanto, devemos atribuir a maior importância possível aos nossos esforços e nosso estado – a ascensão que estamos começando nestes dias. Temos que nos manter responsáveis ​​pelo tipo de tarefa que estamos realizando. Quem somos nós para receber uma missão tão grande: para realmente participar na correção não só do mundo, mas de toda a realidade?

Nós precisamos ser um pouco mais orgulhosos, de modo que isso nos ajudará a sentir a nossa responsabilidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/05/11, “Paz no Mundo”

O Desejo De Se Unir

Dr. Michael LaitmanHoje, a humanidade está tentando se unir. Instintivamente, as pessoas entendem que junto é melhor do que sozinho. Diferentes países estão tentando fazer sucessivos acordos, para entrar em uma união que irá torná-los mais fortes e mais bem-sucedidos. Mas será que eles conseguem fazer isso? No final, vemos que isso leva a conflitos e até mesmo guerras. O problema permanece: nós não sabemos como nos unir.

No entanto, o desejo de se unir tem naturalmente permeado a humanidade há muitos anos. Esta é a parceria que é inerente às nações e aos povos: eu me protejo e ainda assim percebo que vale a pena me unir com os outros. Juntos, vamos criar um monopólio e nos tornar mais forte do que qualquer outra pessoa.

Este movimento, que não tem enfraquecido, acabará por nos conduzir a problemas tão grandes que a própria natureza nos mostrará a necessidade de nos unir. É revelador para nós que devamos nos misturar em um todo único, global e integral, para nos completar mutuamente, para nos tornar perfeitos, plenos, e aceitar o “mundo redondo”, onde todas as partes estão interconectadas.

Se a natureza coloca o desafio dessa maneira, então como devemos agora construir a sociedade humana? Afinal, o problema do egoísmo está concentrado apenas na sociedade humana. Este é o único lugar onde o egoísmo trabalha contra a união. Como resultado, descobrimos que somos incapazes de nos unir.

Por que o Criador colocou uma pedra no nosso caminho, tornando-nos diferentes e opostos uns dos outros? Se fossemos iguais, tudo seria claro: Cada pessoa daria certa quantia e receberia determinado valor, e o assunto estaria resolvido.

No entanto, somos diferentes e, portanto, temos de subir acima do egoísmo e ativar a intenção em prol da doação, sem qualquer conexão com o benefício pessoal. Só assim o homem será completamente capaz de se unir com os outros. Então, ele alcançará a doação em prol da doação e, depois, a recepção em prol da doação. Somente se cada pessoa tomar este caminho é que a união perfeita surgirá entre nós.

É por isso que não fomos criados iguais: porque senão resolveríamos o problema no nível animal e material e seríamos equivalente a formigas em um formigueiro.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/05/11, “A Paz”

Há Um Lugar Para Tudo

Dr. Michael LaitmanMesmo no mundo material, nós não temos qualquer oportunidade de nos transformar em uma nação que viva em seu próprio país, em sua própria terra, a menos que primeiro nos corrijamos espiritualmente. Somente as forças que descem do alto fornecem as condições materiais para nós aqui.

Em geral, nós devemos tentar compreender, da melhor forma possível, o que significa o mundo material. Ele não é a meta, mas o menor e mais externo meio para se começar a ascensão. Nesta realidade material extremamente falha, que repousa no nível mais inferior, devemos começar a executar a obra de união, a fim de entrar no mundo espiritual.

Depois disso, vamos recorrer a todas as outras nações e mostrar a elas este trabalho, para que elas também se unam umas com as outras. Como resultado, todos nós, o mundo inteiro se tornará um todo único, uma só família, e ascenderá ao seu nível espiritual. Essa é a única maneira de nós realizarmos a nossa predestinação, o propósito pelo qual nós existimos.

Nós temos que dar a tudo a sua devida importância: o nosso mundo em comparação com o mundo espiritual, a nação de Israel material em comparação ao seu análogo espiritual, o estado de Israel material em comparação à terra espiritual de Israel. Cada coisa deve ter seu próprio lugar conforme a meta final. É exatamente isso o que determina a importância de um objeto e os meios para utilizá-lo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/05/11, “Herança da Terra”

O Grupo Do Rabi Shimon Composto De Vários Milhões De Membros

Dr. Michael LaitmanA Luz superior está em um lugar chamado “Shechiná“, que é a unificação entre as almas. Com os nossos esforços, temos que alcançar a união entre nós. Então, revelaremos a Luz que constrói, cria, corrige e preenche toda a criação.

Esta Luz está sempre presente na Shechiná, na assembléia das almas que aspiram ao Criador (Knesset Israel), na unificação entre nós.

O Zohar é a mesma fonte de Luz, mas sob a condição de que nós nos imaginemos (e não importa quantos milhões de nós existam) como sendo o grupo do Rabi Shimon, que tinha dez pessoas que se sentaram, conectadas entre si, e receberam esta Luz chamada de “Zohar” – “a iluminação superior”. Esta é a Luz que nos influencia, nos corrige e nos eleva.

Da 2ª parte da Lição Diária de cabalá 04/05/11, O Zohar

Os Problemas Do Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa tenta sair do Egito, isto é, do amor próprio, ela recebe golpes que consegue ultrapassar somente pedindo ajuda ao Criador. Mas, além disso, também existe o egoísmo material, terreno, que recebe golpes no seu nível, tais como problemas com suas famílias, saúde, rendimento, e etc.. Como podemos nos relacionar com esses problemas?

Resposta: Não importa que tipo de problema apareça em minha vida, primeiro e principalmente eu preciso vê-los como uma perturbação que vem do Criador. Mesmo se estou com dor, eu ainda preciso subir acima dessa perturbação através da fé acima da razão. A despeito de tudo, eu sei que tenho que fazer cálculos acima do distúrbio e não sob seu peso. Eu preciso estar em contato com seu “remetente”, o Criador.

Quanto a ações responsáveis, no âmbito desse mundo eu tenho que resolver todos os problemas através dos métodos comumente aceitos. Quanto a banco, trabalho, família, e saúde, eu tenho que tomar conta de tudo tal qual qualquer pessoa em nosso mundo.

Assim, você constrói uma atitude bilateral quanto aos problemas.

– Primeiro de tudo, eles vêm do Criador e você está lidando somente com Ele. Você quer ter essas perturbações porque elas dão a você a oportunidade de subir acima do conhecimento e ficar em contato com o Criador. Então você está tratando corretamente as perturbações e você mesmo começa a amá-las e respeitá-las. Afinal, não importa quanto elas o perturbem, não importa quanto sal elas colocam em suas feridas, e não importa quanto angustiantes elas são; isso é exatamente o que o ajuda a subir acima delas.

-Em segundo lugar, você resolve os problemas que chegam da forma costumeira no mundo material.

Ambas as dimensões precisam estar presentes em sua atitude. Você atribui os problemas ao Criador, e ao mesmo tempo você quer trabalhar com eles. Nós não expulsamos o Faraó de nossas vidas, mas nós apreciamos seus problemas. Afinal, somente através deles nós o podemos rejeitar e nos separar dele, e assim ascender cada vez mais alto.

O Faraó é minha carne mais preciosa, meu centro, meu ponto mais sensível, minha criança, a corda mais importante e admirável dentro de mim.

Pergunta: Mas o Faraó resiste à união dos amigos. O que os problemas materiais tem que ver com isso?

Resposta: Eles também me distraem do trabalho interno. Não é por acidente que tantos Cabalistas experimentaram problemas materiais. O Criador deliberadamente os fez ficar doentes e serem desprezados pelas pessoas ao seu redor. Isso foi para dar a eles um lugar onde eles pudessem superar.

Afinal de contas, tudo isso é o resultado do endurecimento do coração do Faraó. O desejo gradualmente se revela dentro de você e em conformidade a ele você experimenta vários problemas, nos outros e em você mesmo.

Pergunta: Eu tenho que pedir ajuda nesses casos? Afinal, o Criador nos ajuda somente com respeito a uma coisa – a unificação.

Resposta: Está correto, e os problemas dificultam que você faça isso. Quando você está doente, é difícil para você se concentar no amor pelos amigos. Provavelmente, você esquece tudo isso. E isso significa que você precisa pedir ajuda. Não há ninguém além d’Ele. Tudo vem do Criador, mas isso acontece através de canais diferentes.

Você tem que alcançar a meta, mas seu corpo, seu “pequeno burro”, está doente e não pode carregar você. Assim, o que devemos fazer? Deixá-lo morrer? Mas, você precisa dele no caminho.

Por que você percebe esse mundo separadamente do trabalho espiritual? Mesmo pequenas perturbações podem ser úteis se você trabalha com elas corretamente. Não importa o que nos aconteça, o importante é que isso vem de uma única Fonte, até que realmente sintamos que estamos no exílio espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

Usar O Feriado Como Um Trampolim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser o foco do Kli mundial agora, de modo que possamos sentir que estamos no Egito e que realmente desejamos sair dele?

Resposta: Nós temos que permanecer em uma subida, em vez de uma descida. Cada um de nós, e todos juntos, nunca deve descer ou desviar-se da ordem estabelecida, porque isso definitivamente nos lançará para baixo.

Nós devemos nos voltar rapidamente para a semana da Páscoa e nos preparar, entendendo o que significa o êxodo do Egito. Devemos nos preparar para essa inspiração e isso emerge com toda nossa força. Quanto mais poderosa for a nossa aspiração, mais seremos influenciados pelas Luzes da Páscoa.

Nós devemos realizar isso agora. Antes de tudo, devemos estar unidos. Não é uma única pessoa que sai do Egito, mas todos sem exceção: mulheres, homens, crianças e idosos. Esta é a unificação em direção do êxodo comum. Isto é o que devemos pensar, sempre mantendo a intenção.

Falta menos de uma semana para o feriado. O “feriado” é um sinal externo, mas ao usar esses sete dias seremos capazes de nos unir, para criar tal conexão e intenção nas lições que nós “empurrará” para a frente.

Algumas pessoas estão experimentando uma descida e outras uma subida. Outras ainda estão fervorosamente sofrendo alterações. Mas nós precisamos de todos esses estados. A pessoa deve valorizar uma descida do mesmo modo que uma subida, pois uma não existe sem a outra.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash