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Não Deve Haver Descidas!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Após a Convenção NÓS!, como podemos nos manter no mesmo estado que alcançamos lá, já que geralmente uma descida sempre vem depois?

Resposta: Nós não podemos nos permitir entrar em uma descida, da mesma  forma que uma mãe não pode dizer que está doente quando tem um bebê em seus braços. Há situações na vida em que é preciso ocultar tudo. Somente se a mãe estiver em seu leito de morte deverá alguém cuidar de seu bebê.

Da mesma forma, no nosso caso não temos tempo para fazer uma pausa, perder tempo e nos ocupar com conversas fúteis, ou entrar em descidas. O mundo à nossa volta está se desenvolvendo muito rapidamente e estamos ficando para trás, mas somos obrigados a caminhar na mesma proporção.

Cada vez mais estamos começando a sentir o quanto todas as coisas ruins que acontecem no mundo estão conectadas a nós, porque estamos ficando para trás com a nossa correção. Portanto, eu nem sequer me permito ter pensamentos sobre a descida após a convenção. Isso é impossível!

Além disso, até a chegada do verão ainda vamos passar por uma série de eventos importantes, incluindo as convenções na Itália, Espanha e Moscou. Temos que unir todos juntos e nos preparar para eles. Portanto, não temos que ter qualquer quebra, uma vez que tudo é muito comprimido no tempo. E isso é uma coisa boa, porque corresponde à velocidade com que as mudanças estão acontecendo no mundo.

Da Lição em 25/03/11

Um Sinal De Progresso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que sinais nos ajudam a dizer se uma pessoa está avançando no estudo do Livro do Zohar?

Resposta: Que livros você estuda é irrelevante neste sentido, porque além de estudar O Livro do Zohar também estudamos o Talmud Eser Sefirot, bem como artigos e cartas do Baal HaSulam e Rabash que explicam como avançar rumo à unidade entre nós e ao estudo mútuo. Eles nos ajudam a nos organizar corretamente. Depois que nos organizamos em um grupo de estudo, começamos a estudar a verdadeira Cabalá.

O objetivo do grupo de estudo na Cabalá não é o estudo do material, mas aspirar, por meio da leitura, a compreender a “Segula“, isto é, atrair a influência da Luz sobre nós a partir de um nível superior. Se durante o estudo desejamos que a Luz se revele dentro da nossa unidade, com esse esforço construiremos o mais alto nível e o nosso esforço provoca o surgimento desse nível.

No entanto, se estudamos apenas para tentar entender o material, não estamos estudando a Torá. Isso porque a Torá se refere precisamente ao nosso esforço e ao surgimento de um novo nível.

Portanto, o progresso no estudo das fontes autênticas (O Zohar, os livros do Ari, e o Talmud Eser Sefirot) é determinado pela força de sua aspiração em revelar o próximo nível dentro de você, ao invés de apenas o desejo de conhecer o material.

Não há avanço na compreensão ou acumulação de conhecimento, porque antes da sensação do mundo superior, todas as nossas noções sobre ele são erradas.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, O Zohar

Você Não Pode “Adormecer” E, Depois, “Acordar” No Final Da Correção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Até onde entendo, o Criador está jogando um jogo conosco e esse jogo tem um propósito específico. Mas, todo jogo tem um fim, o que significa que esse jogo irá acabar em cerca de 200 anos. Isso está correto?

Resposta: Na verdade, eu espero que isso acabe mais cedo. Eu estou dizendo a você com total confiança que nós podemos completar isso em alguns anos. Não há obstáculos.

Pergunta (cont.): Se esse “jogo” terminar e chegarmos aonde devemos chegar de qualquer forma, ou seja, que corrigiremos nossa alma, então, qual a diferença entre as linhas direita e esquerda? E o que acontecerá se escolhermos o caminho da esquerda?

Resposta: O propósito da criação é para cada um de nós, sendo cada um de nós um pequeno ponto no Kli ou desejo comum, alcançar a perfeição, isto é, o mesmo tipo de união com todos os outros pontos desse Kli, como aquela que existe entre as células de um organismo perfeito e saudável.

Para alcançar essa meta, temos que entender, sentir e alcançar todo esse imenso sistema comum, porque, em essência, somos um único organismo no qual estamos unidos uns com os outros. Mesmo nossos corpos físicos funcionam em virtude de ser permeados por certo campo de informação. Não é como um sistema linfático, um sistema cardiovascular, um sistema nervoso, etc., mas certo sistema informativo comum. Desta forma, é impossível que eu tome uma pílula para dormir e adormeça, ou me congele por 200 anos e, então, tenha alguém que me acorde e estarei no final da correção. Isso é impossível!

Eu tenho que desenvolver minha mente e coração, minha habilidade de entender, perceber, e alcançar. Afinal, em uma hora nós não podemos enfiar numa criança todo o conhecimento que ela tem que adquirir durante 20 anos de estudo. Da mesma maneira, não podemos ensinar a uma pessoa que cresceu na selva tudo o que ela tem que receber gradualmente, no curso de muitas décadas. Nós temos exemplos disso.

Em outras palavras, cada pessoa tem que atravessar seu caminho pessoal de desenvolvimento, elevando-se de forma gradual e persistente. A única diferença é se ela irá ser cutucada por uma “vara” a cada passo do caminho, ou se ela avançará adiante por seu próprio desejo.

Nós temos que passar por fases específicas de correção e cada um de nós tem que atravessá-las uma após a outra. Em cada passo, eu sou como uma criança sendo forçada pelos meus pais a ler mais uma palavra, e depois mais outra, e assim por diante. Eu sofro muito porque sou forçado a estudar, até que entenda que tenho que fazer isso de uma maneira ou de outra.

Mas, se eu sou esperto e entendo que posso desenvolver um desejo pela leitura. Por exemplo: quando olho para meus amigos que já aprenderam a ler bem, eu começo a sentir vergonha da minha incapacidade e adquiro o desejo de “alcançá-los”. Então, eu não preciso de ninguém para me repreender, mas vou adiante por mim mesmo.

Essa é a diferença entre as linhas esquerda e direita: o caminho do sofrimento, onde os “golpes” chegam até você de todas os lado, e o caminho “doce”, onde você está no ambiente correto que desperta o sentimento de inveja em você. Você olha para eles e sente inveja de que eles tenham algo e você não. E isso o força a se mexer.

Da 3a Lição na Convention NÓS, em 01/04/11

Toda Pessoa Tem Que Se Corrigir Sozinha

Dr. Michael LaitmanPergunta de uma mulher: Eu tenho um grande desejo de me tornar perfeita. O que devo fazer: dirigir esse desejo para os homens ou diretamente para o Criador?

Resposta: Nenhum dos dois. Você tem que se corrigir sozinha. Você não tem que “dirigir” seu desejo para lugar algum. Cada pessoa precisa corrigir seu próprio desejo. Somente que o meio para essa correção é a ajuda mútua que damos uns aos outros, nossa conexão mútua.

Ninguém pode corrigir seus desejos. Isso tiraria sua liberdade de escolha, sua independência, e a capacidade de alcançar o nível que você tem que alcançar, a raiz de sua alma.

Somente o trabalho no grupo, tanto para homens quanto para  mulheres, na forma apropriada para que cada um realize seu trabalho espiritual, irá ajudá-los a se incluir uns nos outros com suas almas e sentir que todos juntos pertencemos a um Kli, uma alma comum, como era antes da quebra.

Da 3a Lição na Convention NÓS, em 01/04/11

Da Ilusão Virtual Para A Realidade Espiritual

Dr. Michael LaitmanCaros amigos!

Todos nós experimentamos juntos os inesquecíveis momentos na Convenção NÓS!, realizada em Nova Jersey. A cada convenção a nossa conexão e sensação de todo grupo mundial se torna mais clara e próxima.

Mas, ao mesmo tempo, há uma necessidade de ver e ouvir a todos ao mesmo tempo, em uma tela comum, tal como se estivéssemos todos juntos em uma sala da convenção. Peço a todos que pensem nisso, porque assim teremos êxito na criação de um programa que seja capaz de aceitar todos os grupos e apresente a todos como se estivessem juntos, ouvindo e vendo a mesma coisa.

Temos que criar essa ilusão virtual entre nós. Ela vai nos ajudar a chegar rapidamente a unificação espiritual total, de todos em um só desejo e pensamento, para nos tornar um homem, Adão.

Dr. Michael Laitman

Tudo Depende Do Foco Correto

Dr. Michael LaitmanNós não percebemos que toda a nossa visão de mundo passa através do prisma da sociedade humana. A diferença entre o nível animal e o nosso nível humano reside precisamente no fato de que nós construímos um ambiente.

Nós costumávamos viver em bandos, como os animais. Mas depois começamos a organizar relações especiais entre nós, organizando as pessoas de acordo com uma hierarquia e distribuindo funções. O nosso desenvolvimento, portanto, assumiu um caráter social, mesmo que se desenrolasse de forma egoísta, natural e instintiva, por ordem da natureza. Ainda assim, fomos nos tornando humanos.

Nós não podemos sequer imaginar o que seria viver completamente sozinhos, sem nenhuma lembrança da sociedade humana. Nesta situação, a pessoa viveria por si mesma, no mesmo nível de um animal.

Com isso, fica claro que nós não percebemos a realidade como ela é, mas através do ambiente. A sociedade me criou, me dotou de hábitos e  modelos, ditando como olhar para o que está acontecendo, como avaliar as coisas, e como aceitar tudo o que vejo. Minha mente e sentimentos são programados de acordo com o sistema de valores que a sociedade me condicionou a ter ao longo dos primeiros 20 anos da minha vida. Eu não vejo o mundo como ele é, mas a imagem imposta a mim pela sociedade.

Da mesma forma, na sociedade espiritual temos que dar à pessoa a nossa visão de mundo, canalizada através do prisma do amor, da aspiração de doar aos outros, ao invés do benefício pessoal. A doação tem que adquirir maior importância aos olhos de cada pessoa.

Ao mesmo tempo, a visão de mundo de uma pessoa ainda será construída de acordo com o programa “instalado” nela pela sociedade. Isso é natural, pois é a única maneira dela poder olhar para o mundo. Uma pessoa por si mesma é apenas “um ponto de observação”, enquanto que a análise e a compreensão vêm das normas da sociedade, que lhe diz: isso é importante e isso não, isso significa uma coisa e aquilo significa outra coisa. É como se construíssemos uma matriz na frente da pessoa, através da qual ela vê a Luz superior. Caso contrário, seria impossível vê-la.

Por outro lado, agora nós vemos a Luz superior através da matriz da sociedade humana. Este é o nosso mundo.

Assim, temos que estar plenamente incluídos no grupo, usando os materiais do Baal HaSulam e Rabash. É assim que vamos construir uma nova visão de mundo dentro de nós. Isto é visto de forma muito clara quando se olha para os principiantes. Eles vêm para a aula ou palestra como se viessem de um outro mundo, mas aos poucos adotam uma direção um pouco diferente, uma perspectiva diferente, e valores diferentes. Aos poucos nos aproximamos deles e eles mudam seu ponto de vista, a “polarização” da imagem de sua percepção. No mesmo mundo, uma forma diferente de ser surge através deles.

Então, a palestra termina, a conexão comigo é cortada, e tudo desaparece. Da próxima vez, eles retornam novamente desfocados, com uma “resolução” distorcida. Em cada aula leva-se um tempo para concentrá-los novamente, para trazer os detalhes que se difundem aos seus olhos de volta para um só.

Eu sou incapaz de fazer isso o tempo todo. Vocês devem se concentrar em si mesmos, unindo-se, para que cada ação mútua os mantenha constantemente no foco espiritual. Isso deve se tornar um pouco mais focado e, em seguida, um pouco mais, como se você estivesse ajustando a resolução dos binóculos girando duas lentes para que elas se juntem na meta espiritual. Quando você conseguir isso, você irá imediatamente revelar o mundo espiritual.

Tudo é determinado pelo amor entre os amigos. Este é o “foco” que nos permite ver o Criador. Os amigos reúnem os meus sentimentos e mente em uma direção, para o amor ao próximo, e procuram que eu olhe somente para eles e que só pense em como ajudá-los. Eu me concentro constantemente nisto e, por meio do grupo, foco a minha atenção para a linha mais fina. É assim que eu revelo o Criador.

Da 5ª Lição da Convenção NÓS! 01/04/11, Propósito da Sociedade

Um Verdadeiro Ambiente Virtual

Dr. Michael LaitmanNós temos que organizar um ambiente interno entre nós, ao invés do ambiente humano comum e externo. Então, o nosso ambiente vai compensar a influência externa e nos influenciar por sua própria iniciativa, fazendo uma “lavagem cerebral” em nós “informar” intensamente a ascensão espiritual como a coisa mais importante que temos que realizar na vida.

Caso contrário, eu vou deixar este mundo sem qualquer uso. Um animal viveu e morreu. O corpo “passeou” enquanto se expandia e então foi decomposto; no entanto, nada foi realizado. O ponto incutido nele a partir do mundo espiritual continuou a ser um mero ponto e não se desenvolveu.

Tudo depende da importância do ambiente. Não há nada mais importante do que organizar um ambiente virtual que seja caloroso e afável. Esta é a coisa mais importante. Caso contrário, meus pensamentos vão se desligar da direção certa a todo instante, e talvez da próxima vez que eu me desconectar, nunca voltarei a ele novamente.

Afinal, se eu ficar entregue ao meu próprio poder, nunca mais voltarei aos pensamentos sobre a espiritualidade. Eu parei para pensar nisso pela primeira vez porque o Criador, a força superior, me despertou. A Luz superior desperta as Reshimot e é assim que a minha Reshimo espiritual despertou, fazendo-me sentir um desejo que se dirige à Luz. Mas isso só aconteceu uma vez. Talvez o Criador desperte a pessoa uma ou duas vezes mais, mas todo o resto depende de nós. Eu tenho que construir um ambiente o mais rápido possível, de tal forma que ele se torne um útero para que eu eleve minha alma.

O ambiente espiritual tem de ser tão numeroso quanto possível; mas, mais importante, ele deve ser tão forte e coeso quanto possível. O Baal HaSulam escreve sobre isso, e o mesmo faz o Rabash. A principal força deveria ser a qualidade, não a quantidade. A qualidade determina tudo.

A qualidade da influência depende de quanto nós nos preocupamos com o outro, como nos tornamos inspirados um com o outro, o quanto nós retornamos aos princípios fundamentais do ambiente e tomamos cuidado para garantir que ninguém esqueça a meta. Os pensamentos dos amigos são passados ​​para mim e, portanto, quanto mais eu os inspire, mais eles me inspirarão em resposta.

Eu não serei capaz de despertar para a espiritualidade a menos que desperte o grupo para ela. O grupo irá inspirar-me também se eu o inspiro. Devemos trabalhar sempre neste círculo fechado.

Por isso, o ambiente virtual é importante para nós. Temos que criar um portal que nos permitirá manter contato contínuo um com o outro. Não é por acaso que os meios de comunicação têm sido desenvolvidos no mundo, permitindo-nos permanecer constantemente em contato, para ver constantemente o que está acontecendo em nosso ambiente virtual.

Eu sonho com um ambiente virtual em que serei capaz de me comunicar e estar em contato permanente com vocês, senti-los através da fala e da música, 24 horas por dia, sem parar. Então, vamos sempre dar uns aos outros a percepção da importância da meta, do amor, da conexão e do sentido correto, e é assim que vamos nos manter em ascensão espiritual e consolidação, todos juntos, até que nos tornemos um único vaso, uma só alma.

Esperemos implementar esta plataforma e ficaremos em conexão constante com ela.

Da 5a Lição da Conveção NÓS! 01/04/11

O Tipo Certo De Pressão

Dr. Michael LaitmanPergunta: As mulheres devem pressionar os homens do mesmo modo que uma mãe pressiona o filho, para que os homens trabalhem em união?

Resposta: Você deve tratar os homens como crianças: com amor! Mas se eles não se unem, então não há nenhuma dúvida que você deve pressioná-los. Está escrito que “Nós saímos do Egito, em virtude das mulheres justas”, onde “sair do Egito” significa a transição do mundo para o mundo espiritual, e isso só acontece em virtude das mulheres.

Nós estudamos que a ascensão de MAN acontece a partir de Malchut e todos os desejos estão em Malchut. Portanto, tudo começa a partir das mulheres. Se não fosse por vontade delas, não haveria nenhuma família e nenhuma nova geração a seguir.

A força motriz da humanidade é a força da mulher, que deseja dar à luz e continuar a vida. O homem traz a força executiva, mas apenas com a condição de que exista uma necessidade para ela. É assim que a natureza é construída.

Por conseguinte, a coisa mais importante que precisamos é sentir a necessidade das mulheres. Quando os novos estudantes foram até o Rabash, ele imediatamente organizou um grupo de mulheres, formado por suas esposas. Essas mulheres se reuniam uma vez por semana, liam um artigo, e o discutiam. O Rabash se importava muito com o modo que elas entendiam o que está escrito e com o que estava acontecendo com elas.

Com certeza deve haver uma forte organização de mulheres que seja capaz de exigir dos homens a execução do que eles precisam na espiritualidade. No entanto, as mulheres não devem fazer isso por meio de gritos, mas pela necessidade do coração. Então, os homens vão sentir isso. Mas isso ainda não está acontecendo.

Isso quer dizer que, por natureza, as mulheres não sabem e são incapazes de se unir entre si. Cada mulher é separada. Mas, para pressionar os homens, e só por causa disso, elas são capazes de se unir para tornar-se uma enorme necessidade. E essa necessidade é essencial para nós.

Da 2ª Lição da Convenção NÓS! 01/04/11

Reunimo-Nos Aqui….

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, 1984, “Propósito da Sociedade”: Nós estamos aqui reunidos para estabelecer uma sociedade para todos que desejam seguir o caminho e o método do Baal HaSulam, de como subir os graus do homem, e não permanecer como uma besta … e é por isso que estamos aqui reunidos – para estabelecer uma sociedade onde cada um de nós siga o espírito de doar ao Criador.

O que é “doar ao Criador”? Todo mundo fica confuso com esses termos. Em geral, o Rabash escreveu seus artigos em um idioma no qual não estamos acostumados. Temos de reescrever estas palavras para que elas soem claras. “Doar ao Criador” significa despertar a força geral da natureza (porque o Criador é a natureza) e adquirir a força de doação em semelhança com a natureza, em equivalência de forma.

O Baal HaSulam dá um exemplo da situação entre o convidado e o anfitrião. Eu só posso revelar a doação do anfitrião na medida em que desejo doar a ele. Mas como posso desejar isso? Afinal, ele é invisível aos olhos e eu não vou revelá-lo até que revele o meu desejo interior de doar a ele.

Eu só posso revelá-lo dentro da aspiração a ele. Com o meu desejo de doar, por alcançar a equivalência de forma ou o mesmo “estilo” que o anfitrião, eu removo a ocultação e “abro o véu”.

Para fazer isso me foi dada a sociedade, o grupo, onde posso praticar a doação. Em seguida, no mesmo local, entre os amigos, eu descubro o anfitrião, o Criador, e continuo doando a ele por meio do grupo e junto com o grupo. É assim que nós O revelamos.

Este é o nosso trabalho: queremos nos unir a fim de revelar a força geral da natureza, a força de doação que está dentro de nós, no grupo. Lá, no interior, ela torna-se revelada a nós, e nela descobrimos o mundo espiritual que consiste de cinco níveis ou cinco mundos. Nele descobrimos Partzufim, níveis, Sefirot e muito mais.

Da 5a Lição da Conveção NÓS! O Propósito da Sociedade

Por Que Eu Cresço?

Dr. Michael LaitmanEu estou em uma rede de forças que me influenciam. Suas soma total é a natureza. Então, qual é seu objetivo? O que ela quer de mim? Para onde ela está me levando?

É claro para mim que o meu desenvolvimento se desdobra propositalmente. Estou convencido disso através do exemplo de outras partes da natureza. Por exemplo, uma fruta pequena e azeda torna-se uma grande maçã, doce e suculenta.

Assim como os níveis vegetal e animal da natureza se desenvolvem, eu me desenvolvo, passando por estados opostos que são bons e ruins. É impossível avançar em apenas um lado. Eu os alterno, dando um passo com a esquerda e depois um passo com a direita, repetidamente. Continuamente, eu revelo uma carência, que corresponde à satisfação futura.

É quando eu faço um cálculo: para onde esse processo está me levando? Para onde a natureza me dirige? Então, eu vejo que ela me obriga a passar pelo desenvolvimento social. Ao longo dos últimos milênios a humanidade precisou desenvolver cada vez mais a sociedade e, dentro dela, desenvolver nossas interconexões.

Nós revelamos o mal, o nosso egoísmo, nosso ódio mútuo, e como resultado, estamos começando a entender a necessidade de união. No mundo moderno e globalizado, isso está se tornando claro.

Qual é a utilidade disso? A utilidade é que eu vou entrar no próximo nível do meu desenvolvimento, o nível da natureza comum do universo. Vou atingir o bem absoluto e adquirir equivalência com a natureza perfeita.

Portanto, eu não levo em conta os estados intermediários que atravesso no caminho. Se eu mantenho a meta diante do olho da minha mente e penso constantemente nela, eu também me sinto bem agora. A coisa mais importante é “flutuar” acima de todas as sensações presentes, tanto boas quanto ruins.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/03/11 sobre Educação Global