Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Enchendo o Copo

Pergunta: Se o êxodo do Egito ocorre com pressa, então por que é necessária a preparação?

Resposta: Um coisa não tem nada a ver com a outra. A preparação é necessária para que eu seja capaz de chegar a sua realização Eu preciso experimentar uma falta para isso. Afinal, nós saímos do Egito com os nossos desejos e não com os nossos pés, de um desejo para outro.

Se eu não tenho necessidade de um novo estado, isso significa que eu não tenho me preparado para sair do Egito. Preciso desejar alcançar doação, de tal forma que eu só vejo isso na minha frente. Deixe a força de doação nos unir como um todo: Isto é o que eu desejo.

Vamos todos nos dissolver e nos fundir num só, sem diferenças. Ninguém existe individualmente, e só há uma força comum de doação. E então a Luz Superior vai nos preencher.

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O Egito Está Entre Nós

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que podemos tirar de todo esse processo do êxodo do Egito, em termos do nosso trabalho interior diário?

Resposta: Nós só precisamos aspirar a uma coisa: a união do grupo. O grupo é uma mini-humanidade. Nós não podemos agir imediatamente em uma escala global, nas massas da humanidade, mas no grupo podemos trabalhar todos os princípios da conexão humana.

Lá nós revelaremos todos os estados: “A Descida para o Egito”, “A Imersão no Egito”, e “O Êxodo do Egito”. Nós sentiremos o ódio do Faraó (nosso ego), os golpes que recebemos dele, e a análise da nossa natureza.

Isso tudo é analisado em um só lugar: na minha conexão com os amigos. Eu preciso do grupo, dos meus “amigos”, pois não posso vir a amar o mundo todo. Para mim, o grupo representa toda a humanidade, e no grupo eu posso trabalhar todas as minhas qualidades internas.

Cada vez que eu tento unir-me com os amigos, descubro a quebra interior, o ódio e a repulsa dos outros, e realizo novas análises internas. Pode ser que essas análises ainda digam respeito ao trabalho “no Egito” ou mesmo “antes” disso. Nada disso importa.

Nós ainda não podemos distinguir claramente essas fases. De modo geral, nós não conseguimos ver nada claramente, até que deixamos o Egito. Só depois é que começamos a compreender exatamente o que passamos juntos. Afinal, este trabalho é feito na escuridão, sob o comando do desejo egoísta, quando eu tento de alguma forma existir nele, junto com ele ou contra ele. É por isso que essas análises não são claras para nós.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá13/04/11, O Livro do Zohar

Laitman Unplugged – O Que É O Grupo

O Professor Me Conecta Com A Vida

Dr. Michael LaitmanPergunta: De que forma o modo como lidamos com as palavras escritas no TES (O Estudo das Dez Sefirot) difere de como nos relacionamos com sua explicação do texto?

Resposta: É difícil explicar por que o Criador fez isso assim para que precisemos de alguém para nos conectar com a realidade superior em nosso mundo. É semelhante a mãe e o pai que temos nesse mundo, que nos conectam com a vida. De fato, se não fosse pela mãe eu não teria nascido e não teria existido até que crescesse.

O mesmo vale para o nascimento espiritual: eu preciso de alguém que me dê nascimento, me supervisione até eu atingir a maturidade na espiritualidade! Isso se manifesta no nascimento dos corpos em nosso mundo e também no nascimento das almas, todos os quais se derivam das leis que atuam no mundo espiritual, onde existe certa ordem dos Partzufim espirituais, e Aba ve Ima (o Pai e a Mãe superiores) dão nascimento a ZON e cuidam das almas.

Mas, até agora, eu não liguei minha alma quebrada a ZON do mundo de Atzilut e não posso ocasionar o trabalho de Aba ve Ima em mim; assim, eu preciso de um guia para a espiritualidade! E ele, agora mesmo, também se parece como alguma pessoa material para mim, uma vez que não posso ver o mundo espiritual.

O mesmo diz respeito aos amigos: eu não posso perceber seus desejos espirituais e penso que estou cercado por alguns corpos físicos. Porém, mais tarde, eu verei que não é assim. O professor e os amigos são um mecanismo espiritual, forças espirituais com as quais eu trabalho.

É dessa forma que eu devo tratar o professor e os amigos: com o entendimento de que eles são partes que o Criador me deu para me ajudar a me conectar com Ele. No grau em que eu avalio o professor e o grupo, eme rebaixo diante deles, na mesma medida eu irei alcançar o contato com o Criador. Eu não tenho outra oportunidade de me conectar com Ele e nenhuma chance de me conectar com Ele de outra maneira.

Quem Sofre Com As Pragas Egípcias?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é que a condição de se tornar “como um homem com um coração” aparece apenas no Monte Sinai e não antes, durante o êxodo do Egipto?

Resposta: “Um homem com um coração” já é uma correcção, que podemos atingir apenas se o Criador for revelado. Ele realiza esta correcção em nós. Como podem as pessoas que estão ainda no “Egipto”, no seu desejo egoísta, ser obrigadas a unir-se como um homem com um coração?

Se eu ainda estiver imerso no meu egoísmo, não tiver escapado do Faraó, se não me elevei acima do meu ego, como posso unir-me com os outros como um homem? Eu fujo do Egipto com a ajuda da Luz, devido ao meu desejo de sair de lá, de saltar para fora do meu ego! Há um ponto em mim com o qual eu desejo sair e com o qual desejo relacionar-me, para me identificar apenas com ele. Desejo conectar-me apenas através destes pontos. Por agora eu vagamente quero isto, mas ainda não estou nisto.

Nós corremos juntos pela salvação. Contudo, ainda não há união entre nós; toda esta fuga é executada pela força de Cima. Nós não percebemos que ainda não estamos a fazer nada por nós próprios. Apenas nos preparamos o máximo possível.

Está escrito: “E os filhos de Israel gritaram por este trabalho!”. Nós estamos à frente do Faraó e das pragas Egípcias, e não há saída: estes choques vêm a nós e ajudam-nos a separar-nos do nosso ego. Quem sofre com estes choques? O Faraó de dentro de nós, o nosso egoísmo. E sofri tanto dele que estou disposto a quebrá-lo.

Imagine o que aconteceria se algumas pragas Egípcias caíssem no nosso mundo e não houvesse nada para comer ou beber, nem ar para respirar – seria impossível receber o que quer que fosse se agíssemos de forma egoísta! Então não teríamos escolha senão fugir, não sabendo onde, na escuridão, com os olhos fechados, apenas para sermos salvos do estado de desespero completo. Temos destruído a Terra e a sociedade humana e chegámos a um estado onde cada momento de vida causa uma dor terrível. É então que estamos prontos para fugir.

Por agora é apenas uma fuga geral em prol da salvação, e não da unidade. Percebemos que precisamos de unir como um homem com um coração, mas por enquanto não somos capazes de imaginar o que é isso. De forma a perceber isto, iremos ainda precisar de atingir o Monte Sinai (a montanha de ódio) e atravessar o Mar Vermelho (Yam Suf) pelo caminho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/4/2011, Escritos do Rabash

Um Coração Derretido

Dr. Michael LaitmanA pessoa deve enviar as flechas de amor ao coração de seu amigo em suas intenções interiores. Exteriormente, ela deve mostrar a todos como está inspirada pela espiritualidade e tentar motivar os amigos a sentir o mesmo. Mas, internamente, a pessoa deve sempre pensar em como pode penetrar o coração do amigo.

Presentes corporais não vão doer, mas não devem substituir os esforços internos da pessoa e seu desejo verdadeiro de se conectar. Afinal de contas, nosso trabalho está em despertar as forças internas, a rede de forças, ou a esfera de ação da força única do Criador. Esta é a força a qual nos conectamos a fim de penetrar todos os corações e almas.

Presentes externos podem ajudar no nosso trabalho, mas o objetivo principal é tentar entrar em sintonia com este sistema de conexão, que nos une um com o outro. Nele nós revelamos a nossa conexão e a penetramos. Isso é chamado de penetrar no coração do amigo.

Quanto mais profundo eu desejo penetrar no coração do amigo, mais eu derreto meu coração. A medida que o meu coração se torna mais suave, eu começo a ver que o coração do amigo está se tornando mais e mais revelado e sou capaz de entrar nele, unindo em um só coração.

Quando eu começo a trabalhar com o coração do amigo, eu penso nele como um estranho. No entanto, com o tempo eu começo a ver que ele não é estranho, mas sim um caldeirão onde eu posso derreter meu coração. Ao me relacionar com ele, e ao querer unir-me, estou realizando um trabalho no meu próprio coração. Neste contexto, eu não dependo do amigo ou do grau de sua abertura em relação a mim. Em vez disso, eu dependo do meu coração, na medida em que eu fui capaz de suavizá-lo para que pudesse entrar no “coração do estranho”.

No final deste trabalho, eu revelo que nem meu coração nem o coração dele existe, que há apenas um só coração e um desejo, e que sempre foi assim. Só me parecia que estes eram corações separados, que eram corações estranhos e diferentes, distantes um do outro.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Shamati No. 86

Não Deve Haver Quedas!


Pergunta: Como, após o fim da convenção, podemos nos manter no estado que alcançamos aqui? Afinal, normalmente vem uma queda.

Resposta: Nós não podemos permitir isso, da mesma forma que uma mãe que tem um bebê em suas mãos não pode mostrar que ela está doente. Há situações em que a necessidade coloca tudo em segundo plano. Somente se a mãe está em seu leito de morte é que outra pessoa deve cuidar do bebê.

No nosso caso, não temos tempo para descanso, frases bonitas, e quedas. O mundo à nossa volta está se desenvolvendo muito rapidamente, enquanto ficamos para trás e, portanto, devemos ficar a par da sua velocidade. Nós sentiremos cada vez mais como todas as coisas ruins que acontecem no mundo estão relacionadas a nós, já que estamos atrasados ​​com a nossa correção.

É por isso que eu nem deixo os pensamentos sobre uma queda pós-convenção passar pela minha mente: isso simplesmente não pode acontecer! Além disso, até o verão (no hemisfério norte) nossa agenda está repleta de eventos importantes: as convenções na Itália, Espanha e Moscou. Nós temos que nos unir e nos preparar para elas. É por isso que não temos qualquer quebra; tudo é comprimido no tempo. E isso é bom, porque corresponde à velocidade das mudanças que ocorrem no mundo.

Da conversa sobre a Convenção 25/03/11

O Êxodo Do Egito Experimentado No Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é que o grupo se opõe ao Faraó e foge do Egito?

Resposta: No mundo espiritual, todos os processos surgem um do outro, através de uma cadeia de causa e efeito. Portanto, cada nova etapa é uma revelação da precedente.

No entanto, até que a próxima etapa seja revelada, ela é completamente imperceptível, e é impossível analisar ou imaginá-la. Um novo pensamento, sensação ou revelação, sempre surge de forma completamente inesperada, e a pessoa de repente começa a entender onde está e percebe que simplesmente recebeu um novo estado do Alto.

Portanto, é impossível dizer antes do tempo sobre todas as etapas que você tem que passar, exceto sobre como a história do êxodo do Egito se relaciona conosco. No entanto, tudo serve para a unificação entre nós, em virtude da força superior. Isso é tudo que pode ser dito no momento.

Todas as etapas serão reveladas dependendo do nosso esforço em realizá-las, nossas tentativas de nos unir graças à força superior, à força da doação. É impossível imaginar razoavelmente esses estados com base em nossas descrições verbais até abordá-los. Você os sentirá  quando estiver praticamente pronto para eles. Eu só posso dar uma explicação para a mente do que passamos em nossas sensações, de modo que a mente coloque as sensações em ordem.

No entanto, se a pessoa ainda não tem essas sensações e impressões, as minhas palavras parecerão áridas e artificiais, desprovidas de significado real. Ela não tem onde se agarrar, nada aonde possa ligar essas explicações. Primeiro nós precisamos passar e acumular várias impressões em nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash

O Que Nos Falta Para O Êxodo?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que falta para o grupo sair do Egito (escravidão egoísta)?

Resposta: Nos falta o cuidado mútuo, o sentimento de que não sairemos se não fizermos isso juntos.

Vocês se lembram das condições com as quais o Faraó concordou em deixar Moisés partir? Primeiro, ele deu a permissão a Moisés e algumas outras pessoas. Depois, ele concordou em libertar apenas uma tribo de Israel. Depois, ele disse que só os homens podiam ir, deixando mulheres e filhos para trás. Mas Moisés não concordou com ele. Então, o Faraó disse que eles poderiam sair, mas só que sem o gado. Moisés também não endossou isso.

Moisés e o Faraó continuaram discutindo até que o povo de Israel fugiu para o Egito levando consigo todas as suas posses e também aquilo que pertencia aos Egípcios. Nós passamos por todo um processo antes de nos preparar para sair do Egito.

Ainda nos falta a preocupação mútua, em que, a menos que todos nós nos preocupemos um com o outro, não fugiremos do Egito. Cada um tem que cuidar de todos, e o meu desejo determina quão forte será a preocupação deles. Eu inflamo o coração dos outros com o meu próprio coração. Eu tenho que me preocupar que cada um se eleve acima do seu próprio egoísmo e conecte-se acima dele com os pontos nos corações. Que cada um de nós tenha um grande desejo; caso contrário, ele está fazendo um buraco em nosso barco comum.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/04/11, Escritos do Rabash

A Chave É Pensar Sobre A Unidade

Dr. Michael LaitmanPergunta : Como eu posso aprender a dar mais importância à intenção do que a compreensão do texto, quando estudamos as fontes Cabalísticas no grupo ou quando eu as leio sozinho?

Resposta: Quando eu leio sozinho, eu também tenho que pensar que estamos todos conectados. É como se eu mergulhasse no nosso desejo coletivo que nos une em um só, quando estamos unidos todos juntos, mesmo que não sintamos isso.

Eu tento estar no mesmo nível. Ao estar junto com todo mundo dentro do sistema que nos conecta, onde todos compartilham o mesmo desejo e energia, eu desejo sentir que não existem diferenças entre eu e os outros.

Então, ao ler o texto, eu tento penetrar na sua essência, tanto quanto possível e, mais importante, não me desconectar da conexão interna entre nós. Se eu precisar dar 99% da minha força para a reflexão sobre a nossa conexão, eu tenho que fazer isso. Então, eu uso apenas 1% para a compreensão do que leio. Às vezes eu nem sei sobre o que estou lendo: ​​portanto, são grandes as distrações que chegam até mim.

No entanto, eu não devo me preocupar com o fato de que, mais tarde, não serei capaz de dizer o que acabei de ler. A chave é querer manter contato com todos quando meus olhos seguem as letras. Isso é suficiente para que o texto me influencie.

Eu quero enfatizar de forma específica que antes de tudo você tem que pensar na conexão entre nós, e só então você pode ler e entender o quanto você for capaz.

Da Lição 4, Convenção NÓS! 02/04/11