Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Medicina Para A Vida Eterna

Dr. Michael LaitmanDiz-se que o geral e o particular são iguais, e é por isso que cada grupo e indivíduo deve se perguntar: se eles têm o maior objetivo na vida, que é subir do nível de um animal para o nível de um ser humano (Adão), “semelhante” ao Criador, isto é, adquirir a qualidade de doação em que eles sentirão a vida em doação, uma vida mais elevada?

No início, a pessoa aspira a ele porque não quer morrer. Ela imagina uma vida espiritual como uma material, apenas um pouco melhor e, mais importante, sem morte. Isso é o máximo que podemos imaginar de uma vida espiritual.

Em outras palavras, eu estudo e penso que estou recebendo algum medicamento que me trará uma vida eterna, preenchida e perfeita, sem nenhum dos problemas que sinto agora. É por isso que a pessoa continua. Na verdade, esta é a única maneira que podemos agora imaginar uma vida que é maior do que o nosso mundo.

Mas mesmo que a pessoa comece a avançar assim, ela decide que deve usar os meios à sua disposição. Ou seja, ela se dirige ao professor que explica como implementar as suas recomendações no grupo e com a ajuda dos livros.

O professor só mostra o que fazer, e a pessoa deve realizá-lo, porque ela não tem mais nada para se apoiar. Toda a realização ocorre por meio do grupo e do estudo. Assim, a pessoa aos poucos descobre a aspiração à qualidade de doação, que se torna seu objetivo, expresso como união, conexão e garantia mútua, tal como um homem com um coração.

Isso significa alcançar a fé, como está escrito: “O justo vive pela fé”, isto é, a revelação da qualidade de doação no coração humano, em todos os seus desejos.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalpa 18 /07/11, Shamati # 122

A Luz Do Outro Lado Da Imagem

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando é que a Luz nos une? Como podemos avançar juntos enquanto existimos no mal?

Resposta: Nós trabalhamos para superar isso. Nós compreendemos o nosso estado e o examinamos, e devemos nos apoiar mutuamente na garantia mútua. Então, a Luz se estabelecerá entre nós.

Isso também nos ajuda agora. Se a Luz não nos trouxesse satisfação no nível mais ínfimo, não sentiríamos os desejos que estão sendo revelados em nós.

Afinal, nós, todas as pessoas e toda a realidade, existimos em um sistema perfeito. Agora, um pouco de Luz está aparecendo em algumas pessoas, e elas estão começando a sentir onde estão, porque, e para que finalidade. Elas estão começando a receber a Luz na forma de uma conexão com o ambiente, na forma de um mentor. Elas estão começando a sentir a Luz em seus vasos como se fossem livros de estudo no grupo. Tudo isso está acontecendo “como se” porque a materialidade não existe.

Na realidade, tudo isso é a revelação da Luz. Não existem pessoas, grupo, mentor ou livros. Estas são as formas onde você revela a Luz que é apresentada a você como o meio de progresso espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

O Colapso Do Egoismo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Se parte da nação não quer manter a Arvut, mas antes escolhe rejubilar-se no amor próprio, eles fazem com que o resto da nação permaneça imersa na sua sujeira e baixeza sem que alguma vez encontrem uma forma de sair da sua sujeira.

Pergunta: Como posso corrigir o meu desejo pela sujeira e baixeza?

Resposta: Eu actuo em relação aos amigos, e os amigos actuam em relação a mim. Isto significa que eles me corrigem? Sim, corrigem-me. E eu corrijo-os a eles? Sim, corrijo. Como posso corrigir-me a mim mesmo? Eu corrijo-me através da correcção deles.

É isto o que significa a garantia mútua. Ninguém faz isto sem os outros, e ele depende dos outros em todas as suas acções no sentido positivo e negativo, na alegria e tristeza. Ele depende das boas e más acções deles, e eles dependem de suas boas e más acções.

Hoje, isto está a tornar-se uma realidade que se manifestará no nosso mundo de uma forma muito desagradável. Se algo mau ocorre num país, os outros países sentirão logo isto. Por outro lado, se algo bom ocorre em outro lugar, os outros mudarão igualmente para melhor.

Este é um verdadeiro colapso para o meu egoísmo. Eu quero que os outros se sintam mal e que eu me sinta bem, ser um vencedor em comparação a eles. Quero o que é pior para eles em vez de para mim, e isto magoa o meu coração. Mas agora, vemos como a integridade da natureza nos compele a pensar diferente. Ensina-nos que ninguém pode se beneficiar sozinho. Se é bom para alguns, será também bom para outros. Não há tal situação em que é bom para alguns e mau para outros.

Gradualmente, aproximamo-nos desta imagem do mundo. Vejam o que está a acontecer nos países desenvolvidos. Se existe uma derrocada num deles, o resto não sabe o que fazer, e eles caiem logo após. Atingimos uma ordem económica tal, isto é, tal egoísmo, que todos dependem de todos os outros. Esta é a garantia mútua, e assim é como ela se manifesta.

Não penso que dependa, digamos, da França. O que é que eu tenho a ver com a França? Contudo, agora devo cuidar que nenhuma falência ocorra lá. Se a França for à bancarrota, então indubitavelmente, irá afectar o meu bolso dois dias depois. Além disso, irá afectá-lo negativamente. Se eu colhi benefícios disso, deixarei que vão à bancarrota. Mas não funciona dessa forma: eu magoo-me também.

Além disso, anteriormente, os problemas dos outros trouxeram benefícios. Antes do mundo se conectar num sistema integral, todos agiam no seu próprio interesse, não considerando os outros. Cada país preocupava-se apenas com o seu próprio ganho. Cada vez, fazíamos análises vigorosas e egoístas para ganhar à custa dos outros. Mesmo se isto requeresse começar uma guerra contra eles e destruir o outro lado até ao chão, era melhor para mim.

Hoje, gostaríamos de seguir ao longo das mesmas linhas, mas não podemos. Em breve, descobriremos que uma guerra não pode ser começada. Dependemos uns dos outros em tal medida que eu não consigo fornecer algo a mim mesmo sozinho. Faltar-me-á qualquer coisa que eu destruir aos outros.

É a isso que chegámos. Desejando o bem para nós próprios, para nossa nação, o nosso país com as suas estruturas e instituições, eu devo tomar conta de toda a gente. Apenas então será bom para mim.

Este mecanismo age na doação entre Partzufim, entre pessoas, e entre a pessoa e o Criador. Tenho de tomar o desejo do meu amigo com o objectivo de satisfazê-lo e colocar o meu desejo ao seu serviço. Apenas sob a condição de que eu satisfaça e tome conta dele, fluirá toda a abundância através de mim e revelar-se-á em mim 620 vezes maior.

O mundo não percebe ainda em que sistema estamos a entrar. Para tal acontecer, precisamos dizer isto às pessoas assim que possível. Caso contrário, o desespero delas irá levá-las à guerra. Elas simplesmente não terão escolha.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/7/11, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Quem Sente: Você Ou Eu?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso justificar um amigo que caiu e perdeu a sua correta intenção?

Resposta: Então, a pergunta seria assim: Como eu posso justificar a mim mesmo por pensar que o meu amigo aparentemente perdeu a intenção? A pessoa deve referir-se a isso de duas maneiras: externamente, eu deveria ajudá-lo com ações práticas; internamente, eu poderia justificá-lo e acho que se eu fosse ele, eu teria caído muito mais fundo.

E ainda mais internamente, eu digo que eu o vejo caído apenas porque o Criador fez-me vê-lo desta forma. E tudo isso é feito para que eu me eleve acima deste pensamento e considere que ele está totalmente corrigido, e eu não estou corrigido se o vejo tão caído. Como se diz: “Cada pessoa julga de acordo com suas próprias falhas”.

A chave é compreender que estamos como em uma estrutura cristalina, no campo de força do Criador, que gerencia todos os nossos estados. Portanto, é preciso considerar um amigo como representante do Criador, que lhe mostra algumas das atitudes Dele em relação a você. Você deve ver desta forma todo o grupo e até mesmo o mundo e a si mesmo.

Você recebeu um local onde você deve sempre colocar as coisas em ordem e levá-lo ao estado final corrigido. Você deve corrigir a sua visão para ver o mundo no final da correção (Gmar Tikun). Com isso, você chegará ao fim da sua correção.

Na verdade, nada muda na espiritualidade; mesmo agora, você está em um estado totalmente perfeito. Por que você vê exatamente o oposto, este mundo quebrado e todos não corrigidos?

No entanto, se você disseminar o método da correção no mundo e desejar o máximo possível atingir o estado corrigido juntamente com todos os outros, você estará se corrigindo e transferindo essas partes que parecem externas para o seu interior.

Quando você for orar, você julgará a si mesmo e desejará mudar. Como resultado, você chegará a um estado onde tudo estará conectado, e a Luz superior será revelada nestas partes conectadas. Então, a externalidade e a internalidade se tornarão iguais.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/07/11, Escritos do Rabash

Foco Na Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que nós não percebemos a garantia mútua entre nós e influenciamos o mundo inteiro? O que nós queremos dos outros?

Resposta: Você está certo. Nós temos que experimentar isso primeiro. Por exemplo, está escrito no artigo “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”: Na medida em que os filhos de Israel se unem ao manter a Torá, dessa forma eles passam o seu poder para o resto das nações.

Portanto, nós temos dedicado muitos anos, toda a nossa vida, na organização de grupos e simpatizantes em todo o mundo. Devemos continuar o que começamos. Por um lado, isso nos leva à garantia mútua, mas por outro, a disseminação não deve ser apenas interna, mas também externa. Uma não anula a outra.

Obviamente, o nosso foco principal é o trabalho interno.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, “Arvut (Garantia Mútua)”

Não Machuque Um Amigo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa está se aproximando da qualidade de doação, como isso se reflete em seu trabalho no grupo?

Resposta: Ela tenta o tempo todo manter um senso de garantia mútua, para que seus amigos não sintam falta de nada, para que eles fortaleçam a intenção mútua de doar, não se esqueçam disso, e não abandonem nunca os esforços. Então, eles também irão afetá-la, e o sentimento da importância da meta e do calor dos corações reinará entre eles.

Isso é o que diz respeito à pessoa. Os pensamentos sobre os amigos são mais eficazes do que os pensamentos sobre si mesma. Preocupar-se com a promoção pessoal trará apenas uma pequena correção, induzida pelo temor e outros cálculos externos. Por outro lado, se a pessoa se esforça pelos outros, ela certamente mantém o curso de verdade.

Pensamentos, intenções e cálculos que não visem à conexão com o grupo, à união com os amigos, são direcionados para além da espiritualidade. Eles não atraem a Luz que Corrige. O importante é apenas o que você pretende fazer no grupo. Se você se preocupa com a coesão dos amigos, com o futuro deles, este é o trabalho espiritual que dará frutos, e o restante não dará.

Hillel deu uma breve definição: “O que você odeia, não faça aos outros”. Em outras palavras, você não tem nada mais para pensar em sua vida, exceto em como não magoar um amigo. Isso é suficiente para o seu egoísmo, por enquanto. Tente corrigir a si mesmo de modo que em cada momento, em cada desejo revelado, você pense apenas em como não machucar o amigo.

Faça isso e você terá sucesso: quando você desejar agir sem machucar o amigo, uma boa atitude para com ele será subitamente revelada a você.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/11 “Matan Torá (A Enterga da Torá)”

Reconhecer A Escuridão No Ponto Negro

Dr. Michael LaitmanA entrega da Torá, o método de correção, é impossível sem a garantia mútua, a qual representa um modelo, a implementação deste método. Você só revela a Torá, trabalha com ela e percebe este ensinamento na garantia mútua.

Hoje, ao ler o artigo do Baal HaSulam “A Garantia Mútua”, nós tentamos encontrar cada vez mais formas de realizar a meta da criação. Nós estamos no desejo egoísta e devemos convertê-lo na forma de doação. Em vez de permanecer no egoísmo, que assume a forma do desejo de receber aumentado, devemos perceber o mal dessa forma.

A realização (compreensão) do mal pode vir através de problemas ou por meio da mente. Uma variação combinada também é possível. Isso depende do quanto podemos empregar nossa mente para aumentar a consciência do mal, sem esperar pelos problemas. Um problema simplesmente prolonga o tempo e nos leva a guerras e mortes pelo caminho do sofrimento, através de condições realmente trágicas.

De uma forma ou de outra, nós devemos perceber o mal na íntegra, o que significa tornar-se ciente de que estamos no egoísmo, no desejo de receber, e que cada um procura apenas a sua própria vantagem em detrimento dos outros. Se nós não percebermos isso agora, imaginem o quanto mais nós teremos que trabalhar sozinhos na realização do mal .

Quantos golpes adicionais eu tenho que experimentar para ver e perceber que todos os meus desejos são egoístas? Eles são egoístas a tal ponto que eu não considero ninguém, incluindo meus familiares, parentes e filhos.

Este é um estado terrível. Está escrito nas Escrituras: “As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos”. Isso é o que significa o reconhecimento do mal. Nós não sabemos o que ele é.

A fim de não chegar aos extremos, para economizar tempo, e ser salvos de grande sofrimento, podemos usar a ciência da Cabalá, a Luz que Corrige e o trabalho do grupo. É por isso que esta ferramenta foi dada a nós. Então, numa combinação de sofrimento e Luz que Corrige, perceberemos o mal mais cedo.

Nós não precisamos de mais nada exceto essa consciência. O Baal HaSulam escreve sobre isso em seu artigo “A Essência da Cabala e Seu Propósito”. Por que nós a recebemos? Nós a recebemos para acelerar nossa realização do mal. Se eu usar corretamente o seu poder em cada oportunidade recebida, serei capaz de conduzir esta análise e tirar conclusões, mesmo que eu tenha que passar por algum sofrimento para avançar ao estado de análise.

O Baal HaSulam escreve que vivemos na época do Messias e, portanto, considerando as oportunidades disponíveis para nós, precisamos ir em frente, começar a agir. Tudo depende de nós, na medida em que atraimos a Luz que Corrige.

No entanto, primeiro ela tem que nos trazer o reconhecimento do mal. E familiarizar-se com o nosso próprio ego é desagradável. Nós precisamos do apoio do ambiente e estudar; devemos nos tornar mais fortes internamente para suportar esse ego que nos é revelado. O fundamental é que ele esteja sendo revelado e, por isso, eu com certeza avançarei à meta. Se eu rejeitar a revelação de ego, porque é desagradável para mim, ele virá pela “porta dos fundos” e me trará condições realmente trágicas.

A humanidade pode avançar por um caminho bonito, experimentando muito pouco mal. De uma gota de veneno, de um minúsculo pedaço de mal, eu construirei uma enorme estrutura de análise. Eu vejo como este mal me impede de me conectar com os amigos no grupo. Se eu utilizo plenamente uma pequena porção do mal, eu não preciso de mais nada. Um ponto negro é o suficiente, e eu já entendo o que ele significa.

Nós só conseguimos tudo isso com a força da garantia mútua, quando queremos construir juntos um sistema de doação mútua, para nos unir como um homem com um coração e, assim, ajudar uns aos outros. Neste caso, nós reconhecemos o mal.

Agora, imagine que o mundo reconheça hoje um pouco do mal. Olhe para os desenvolvimentos: revoluções, manifestações e tumultos. Dia após dia, a situação está piorando e se aproximando de Israel. Nenhum outro país está sob tal pressão externa. No entanto, a pressão interna em breve será também aparente.

Portanto, devemos entender que a garantia mútua, a união, e a análise que leva à realização do mal são uma questão de vida ou morte para nós. Não precisamos de mais nada exceto o reconhecimento do mal, porque à medida que você se conscientiza dele, você quer se livrar dele e não mais esquecer da Luz que Corrige. Você é como uma pessoa gravemente doente que pensa em um remédio que possa salvá-la. A realização do mal impede você de usá-lo e afasta-o de encontrar a correta aplicação.

Se hoje os países e todo o tipo de organizações reconhecessem o mal, eles imediatamente transformariam o mundo no Jardim do Éden. Por que eles criam as coisas tolas de hoje? Os acontecimentos do mundo atual dexiam claro que estamos nos aproximando de estados críticos.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/11, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Irradiar Amor Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós continuarmos a trabalhar na nossa união e interconexão interna, nós também nos amaremos mais no mundo exterior?

Resposta: Sim, mas isso não se aplica apenas a nós, mas a todo o mundo. Afinal de contas, é tudo um único sistema. Se no nosso nível (que é maior do que o do resto do mundo) nós tentamos aproximar a nossa parte espiritual da união, ao fazê-lo também traremos as partes materiais, ou seja, as pessoas, à união entre elas.

Na verdade, não existem pessoas, e não há união ou ruptura entre elas. Estas são as mesmas almas, só que elas descrevem a si mesmas e a conexão entre elas do ponto de vista chamado “este mundo”. Tudo o que você vê são as mesmas almas na mesma rede, só que elas percebem a si mesmas e rede de conexão entre elas como nosso mundo ilusório.

Portanto, se nós aspiramos a construir esta conexão, estando dentro deste sistema comum com elas, apenas num nível superior de consciência e compreensão, naturalmente isso vai impactar todos as outras.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabala 14/07/11,  O Zohar

Abra Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Capítulo “Truma (Doação)”, Item 585: Aquele que se apega a Malchut abaixo das letras, ela o eleva, porque a partir daí ela é construída por um Zivug PBP (face-a-cara) com o ZA. …pois ela é tudo – está incluída em todos, de cima, de baixo e do meio.

Com base nisso nós vemos que não temos nada com que nos preocupar além da conexão com Malchut. À medida que injetamos nossos desejos em Malchut, partes de Malchut unem-se entre si, e as nove primeira Sefirot começam a influenciá-la.

Malchut é o ponto de conexão entre as almas na rede comum que conecta todas elas. Malchut é a conexão entre as almas. Se injetarmos nessas conexões nossos desejos, que recebemos uns dos outros, então esses desejos se unem entre si em Malchut. Na medida em que os nossos desejos comuns estão presentes neles, as qualidades das primeiros nove Sefirot, que são as qualidades do Criador ou ZA, manifestam-se neles, e a Luz se revela a nessa conexão.

Portanto, não devemos nos preocupar com as primeiras nove Sefirot, com Zeir Anpin e as outras qualidades do Criador, mas apenas com os nossos desejos, de modo a uni-los. Quanto mais falamos disso, mais estamos imbuídos nisso, mais ouvimos e pensamos nisso, mais este novo desejo de união toma forma dentro de nós. Nós entendemos que o mundo hoje tem necessidade desta união e está se movendo em direção a ela, tanto no sentido espiritual quanto no sentido material.

É exatamente isso que devemos ver em tudo que nos rodeia: tudo o que nos falta é esta união. E ela é o único meio de corrigirmos todas as deficiências.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/07/11, O Zohar

Uma Receita Universal Para O Sucesso

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que a pessoa pode fazer quando é incapaz de superar a si mesma, quando há fofocas e insinuações no grupo?

Resposta: Este é o problema. Se nós estamos conectados pelo menos a uma letra da sabedoria da Cabalá, tudo o que acontece conosco a partir de agora está apenas conectado aos amigos e à realização do Criador no grupo. Não há outra causa para os acontecimentos em nossa vida. Não importa o que aconteça com você, tudo o que é bom e mau tem relação direta com a meta. Você entrou na autoestrada espiritual.

As pessoas ao redor do mundo ainda estão na fase onde o seu desejo egoísta é crescente. Isso vai continuar até que elas alcancem o ponto onde o problema se tornará revelado a elas: ou uma crise mundial da interconexão ou o ponto no coração.

No entanto, nossos fracassos vêm apenas do trabalho negligente no ambiente. Novamente, você só pode corrigir todos os problemas no ambiente, na conexão mútua com os amigos. Por que é assim? Porque desta forma você desperta a Luz, que faz todo o trabalho. É a Luz que organiza e determina tudo em sua vida, desde a saúde física até o bem-estar espiritual. Tudo depende da presença ou ausência dela.

Desta forma, o trabalho em grupo é um método universal que lhe permite alcançar o sucesso em tudo.

Pergunta: Como nós podemos ter certeza de que o grupo é o único local do nosso trabalho? Como é que nós permanecemos nesse caminho?

Resposta: Para que todos se lembrem disso e sintam sua importância, nós precisamos da opinião geral e da garantia mútua. Eu devo me certificar de que não me esqueço que a minha vida, em todos os seus níveis e em todos os detalhes, só depende do bem-estar do grupo, da sua perfeição.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/11, “Matan Torá  (A Entrega da Torá)”