Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Boas Intenções E A Intenção Correta

Dr. Michael LaitmanPor um lado, os mandamentos “entre uma pessoa e seu amigo” são mais importantes que os mandamentos “entre uma pessoa e o Criador”, já que do amor pelos seres criados chega-se ao amor pelo Criador. Mas, por outro lado, não devemos esquecer o objetivo final: nós temos que construir corretamente as nossas relações mútuas apenas para nos conectar com o Criador.

Caso contrário, nós demonstraríamos simplesmente “idealismo”, tentando superar a crise, melhorar o sistema educacional, nos tornar pessoas melhores e mais felizes… Tudo isto está repleto de mal e leva a um colapso ainda maior. Afinal, através disso desviamos a humanidade da sua parte interna, levando-a para uma estrada lateral. Assim, as pessoas poderiam sentir um sofrimento ainda maior tentando deixar essas tentativas, não importa o quão maravilhosas possam parecer.

Nós queremos parar a fome e tornar todos saudáveis, encher todos de alegria. Mas, se ao mesmo tempo não visarmos à adesão com o Criador, com a meta da criação, se não tivermos a intenção de dar alegria ao Criador e capacitá-Lo a revelar-se, então, em vez de um caminho direto para cima, estamos escolhendo uma estrada lateral, e depois mais sofrimentos serão necessários para voltarmos ao caminho. Assim, através de nossas ações aparentemente boas, podemos somar resultados negativos, como foi dito: “É melhor sentar e não fazer nada”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Workshops: Não Apenas Debates Verbais Mas Uma Subida Até A União

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso trabalhar com o grupo, a fim de esclarecer corretamente tudo o que acontece comigo?

Resposta: Primeiro, tente se conectar com os amigos. Deixe os esclarecimentos por enquanto; você não tem as ferramentas certas para esclarecer as coisas. Primeiro você tem que adquirir os meios, um vaso espiritual com o qual pode esclarecer o que está acontecendo. No momento, a sua atitude perante a vida é distorcida.

Hoje você tem que construir um novo vaso no grupo visto que o esclarecimento e praticamente tudo depende da relação mútua que a pessoa tem com o ambiente.

Pergunta: Nós estamos tentando fazer isso nos workshops. Como podemos esclarecer corretamente as perguntas que você está apresentando?

Resposta: Vocês devem querer se conectar com base em minhas perguntas. A questão em si não é tão importante quanto tudo o que estão dizendo nas discussões. As palavras são necessárias para que possamos superá-las e pensar constantemente sobre como nos conectar com os amigos. Não importa o absurdo que o amigo possa dizer; eu subo acima disso querendo me conectar com ele. Eu tenho que ver os amigos como os maiores em nossa geração, e por outro lado, eu dôo a eles a minha parte da doação geral.

O trabalho ocorre em dois níveis: abaixo – ódio e grosseira (coarseness); acima – amor e pureza (purity). Se essas duas coisas existem, já é certo tipo de vaso. Se você alcançar uma diferença tão grande entre grosseria e pureza, então a Luz (o Criador) é revelada.

Até lá, você sempre trabalha nos workshops, nas conexões e no estudo, a fim de atingir essa diferença, que para nós é o objetivo chamado de “Monte Sinai”.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/06/12, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Uma Pista De Decolagem Em Vez De Um Labirinto Em Espiral

Dr. Michael LaitmanPergunta: De onde a fé acima da razão vem até nós?

Resposta: Tudo vem de cima, e a única coisa que depende da pessoa é o quanto ela pode subir acima de suas sensações, a fim de alcançar o entendimento, a clareza, a unificação e a conexão.

Esse despertar pode ocorrer através do sofrimento, que é chamado de “no tempo devido” (Beito). Mas se a pessoa recebe esse despertar do grupo, ele é chamado de “aceleração do tempo” (Ahishena).

Se a pessoa desperta através de golpes, ela passa por todos estes estados de novo desde o início. Mas se o despertar vem do grupo, ele já inclui a tela e a Luz Refletida. Isso porque, tornando-se incluído no grupo, ela já realizou seu trabalho, esforços, e atraiu a Luz Refletida para si mesmo.

Existem quatro fases de HaVaYaH que a própria pessoa realiza, e, portanto, o caminho da Luz e o caminho do sofrimento são dois caminhos completamente opostos, como a Luz Direta e a Refletida.

“Aceleração do tempo” é quando nos tornamos parte do grupo, que imediatamente começa a construir os instrumentos adequados ou desejos em nós para compreender o Criador. Enquanto que o caminho natural (“no tempo devido”) apenas estabelece as condições preliminares em nós para iniciar esse processo. Há uma enorme diferença entre os dois.

Afinal de contas, ao receber o sofrimento, eu tenho que repetir tudo indefinidamente, a fim de entender de onde o sofrimento está chegando e por quê. Este é um processo extremamente prolongado. Eu só corro de um lado para o outro à medida que recebo os golpes, mas não avanço, pois isso não me dá entendimento. Somente depois de muitos golpes e sofrendo assim é que eu finalmente começo a ver a sua intencionalidade e causalidade. Então, eu já começo a entender que, aparentemente, eles estão vindo para mim para me ensinar.

Muitas vezes as pessoas me perguntam: “Por que eu fui o único a receber esta punição de Cima?”. Isso é chamado caminho do sofrimento.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, Shamati # 121

Amor: Uma Ponte Acima Do Ódio

Dr. Michael LaitmanToda a realidade é dividida em três partes: eu, a centelha espiritual dentro de mim, não me deixando em paz e querendo descobrir uma outra realidade, e o mundo que me rodeia.

O mundo à minha volta está dividido em pessoas que estão perto ou distantes de mim, a natureza inanimada, a vegetação e os animais. Por trás de tudo isso, reside ainda uma força maior. Por enquanto, eu percebo toda realidade como estranha, não relacionada a mim. No entanto, tudo isso são partes de mim que eu não percebo devido à separação que ocorreu em minha consciência e sentimento.

É como se eu tivesse recebido uma injeção de analgésico no meu braço e, como resultado, perdi completamente a percepção e não sinto que é meu. Ele poderia ser cortado e eu não iria nem perceber, tão poderoso é o anestésico.

É assim que eu percebo o mundo todo, como se ele não pertencesse a mim. E o trabalho é lutar contra esse anestésico, contra este sentimento.

Isso é intencional, porque se eu pensar que este mundo não pertence a mim, como se tivesse sido anestesiado, eu posso me voltar para o meu egoísmo e me relacionar com ele de forma altruísta, doando, como se fosse outra pessoa. Eu posso aprender a amá-la.

Eu não preciso desenvolver amor por mim mesmo, porque eu me amo egoístamente de qualquer maneira. No entanto, agora eu posso aprender a amar os outros que estão separados de mim por meio deste anestésico, desta ilusão da separação. Afinal, o amor é uma qualidade do Criador, e não uma qualidade da criação.

Por meio dessa separação, o Criador nos dá a oportunidade de receber uma qualidade, que não é característica para nós, por natureza, e não nos pertence . Nós não entendemos o que é o amor. Mas quando eu tento aprender a amar aqueles que estão fora de mim como eu faço comigo mesmo, ou seja, me relacionar com o meu próximo da maneira que faço comigo mesmo, isso é chamado de amor. Eu estou trabalhando contra meu egoísmo. Esta é uma força especial dentro de mim que sempre resiste a isso. Assim, existe uma oposição de duas forças que atuam em duas direções diferentes. O desejo atrai para si o prazer, mas acima dele existe uma tela (a força da minha resistência), que afasta este prazer e está pronto para doar-se acima dele.

Então, a partir da interação entre essas duas forças, eu posso entender o que é amar verdadeiramente outra pessoa em vez do meu próprio filho, do meu próprio cão pequeno, ou do meu próprio corpo.

E como eu me desenvolvo mais, o meu ódio contra os meus vizinhos cresce constantemente, mas eu desenvolvo a força do amor acima dele. Isso é chamado de amor somente após se elevar acima do ódio. Como se diz: “O amor cobre todas as transgressões”. Devido à colisão das duas qualidades opostas, a criação é capaz de obter a qualidade do Criador. Caso contrário, seria impossível e permaneceríamos dentro da natureza com a qual fomos criados.

No entanto, se quisermos ser criações (Nivraim), ou seja, personalidades independentes (Bar) do Criador, e ao mesmo tempo, alcançar Suas qualidades e o estado elevado, então somos obrigados a construir tal mecanismo de resistência dentro de nós. Haverá sempre duas forças opostas que agem dentro dele: a força do desejo de desfrutar e o desejo de doar que nós construímos acima do nosso egoísmo por nós mesmos, amor acima do ódio.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/06/12, Escritos do Rabash

A Nação Que Se Une Acima Do Ego

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Arvut (Garantia Mútua)”: Assim, em virtude da necessidade acima, a Torá foi dada especificamente à nação de Israel, apenas para os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, pois era inconcebível que qualquer estranho tomasse parte nela. Por isso, a nação de Israel tinha sido construída como uma espécie de porta de entrada pela qual as centelhas de pureza iriam brilhar sobre toda a raça humana em todo o mundo.

Não se trata apenas de uma das nações a quem, de repente, foi dada a Torá. A “nação israelita” é um conjunto de pessoas que saíram da Babilônia antiga. Elas se conectaram sob a liderança de Abraão, que as ensinou a se conectar através de laços de amor acima do ódio. Claro, elas não queriam isso, assim como todos os outros babilônios, mas aceitaram o método de Abraão. Graças à “centelha” que está oculta nelas, elas entenderam que na verdade é um método de correção e que a natureza egoísta, o ódio, foi dada para que nós nos unamos acima dela e construamos um grupo no qual haverá estes dois discernimentos, um oposto ao outro: o ódio abaixo e o amor acima. Assim, elas chegaram ao “Monte Sinai”, ao estado onde revelamos a força superior.

Quando elas se conectaram, elas começaram a trabalhar através da conexão, de acordo com método de Abraão, de Isaac, e depois de Jacob, o que significa em “três linhas”. Nesse processo, elas receberam um crescente “endurecimento do coração” e no seu trabalho atravessaram as fases de HBD, HGT e NHY, incluindo o exílio no Egito. Isso significa que sentiram os difíceis estados internos e os superaram elevando-se acima do seu ego e alcançando a necessidade de adesão. O ego separou-as muito, e elas ainda tentaram se segurar, tanto quanto podiam, pelo menos mantendo sua inclinação pela conexão.

No final, a tensão necessária entre elas foi criada. Por um lado, o ego que surgiu sob a forma das “dez pragas do Egito” e o “Faraó” inacessível no interior, e por outro lado, o reconhecimento da necessidade da conexão, que elas construíram acima delas. Elas estavam mesmo dispostas a ir ao deserto sem qualquer recompensa, apenas para ter a chance de servir ao Criador. Isto é o que elas exigiram do Faraó quando Moisés deu-lhes a mensagem do Criador: “Deixe o meu povo ir, para que eles me sirvam”.

Então, elas chegaram ao estado em que poderiam receber a Torá, o que significa a Luz que Reforma. Havia tensão suficiente entre o ego que foi revelado e a pressão destinada à conexão. Elas receberam condição de se tornar “um homem com um coração”, de “amar ao próximo como a si mesmo”, e elas aceitaram, dizendo: “Faremos e ouviremos”. Então, a revelação da Luz que Reforma começou, o que significa que elas receberam a Torá.

Assim, elas se tornaram uma nação. Agora, elas tinham uma infraestrutura coletiva que as unia: a Luz as unia. Sem a Luz, não existe nenhuma conexão entre elas, o que significa que não há nação. Portanto, Baal HaSulam diz que Israel no exílio não é uma nação, mas “um saco de nozes”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 10/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Os Usuários Da Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: Meu esforço pertence à vida corporal e não à vida espiritual. Como posso pedir que a Luz mude isso?

Resposta: Os nossos desejos mudam se ansiamos pela conexão; nós chegamos à doação, e através dela alcançamos a revelação do Criador, a fim de trazer-Lhe satisfação, pois é Ele que quer ser revelado em nós e não nós que queremos revelá-Lo por nós mesmos por curiosidade. Só é possível mudar alguma coisa em nós quando a Luz nos muda. Todo o trabalho é feito através da Luz; todas as mudanças em nós são criadas de antemão pelo Alto de acordo com o nosso pedido. Mas, para alcançar a Luz, para entrar em contato com ela, para transmitir o nosso pedido e a nossa deficiência a ela para que esta seja aceita, nós temos que agir através do grupo. Para fazer isso, a nossa deficiência deve estar vestida com a intenção de doar.

Nós não devemos tentar mudar ou limitar os nossos desejos pelo meio da força; nada ajudará, exceto a oração, uma demanda pela Luz que Reforma. Nós temos que colocar todo o nosso coração nesta oração. Você não será mais espiritual se parar de comer, respirar ou curtir a vida, você não vai mudar seus atributos assim.

A questão não é mudar ações mecânicas, que são executadas pelos braços ou pernas, e deixar de usar uma linguagem elevada, mas mudar nossos atributos internos, que só a Luz que os criou pode fazê-lo. Portanto, nós só temos que saber como exigir estas mudanças! Isso só é possível se nos reunirmos e construirmos um desejo coletivo no grupo pelo qual possamos nos voltar à Luz com uma demanda.

A demanda que se forma dentro desse desejo coletivo é a que será aceita. Afinal, a Luz está em repouso absoluto, e na medida em que alcançamos a equivalência de forma com ela, nós evocamos a sua ação. Isso depende da intensidade pela qual a exigimos no grupo.

Esta força é abundante, mas tudo depende de nós, os usuários. O usuário deve incluir muitos desejos externos e estranhos dos amigos do grupo, que até agora não estavam conectados por nada. No entanto, eles estão prontos para se conectar, a fim de atingir o superior. Assim, suas tentativas de conexão são percebidas como uma demanda para que o superior os conecte.

Acontece que o nosso único pedido está na conexão, e graças à conexão todos os nossos atributos serão corrigidos. Você não pode decidir ser um pouco mais generoso ou mais protetor. Você não entende quais os atributos que você precisa. Peça uma única coisa: conectar-se com os amigos num desejo coletivo, para que todos os seus atributos sejam corrigidos nessa conexão. Esta é a única coisa que você pode pedir e este é o único pedido que é atendido e pelo qual há uma correção.

Da 1ª Lição Diária de Cabalá 08/06/12 , Escritos do Rabash

Muitas Reencarnações Em Um Corpo

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a reencarnação?

Resposta: Eu estou no desejo de receber e descubro as Reshimot (reminiscências) quebradas, o que significa que sinto que a minha conexão com o ambiente e o Criador estão rompidas. Então, eu me esforço para conectar com o ambiente, a fim de me tornar um vaso adequado para o Criador, para a Luz.

Suponha que trabalhando acima do meu desejo quebrado, eu pedi e atingi a influência da Luz que corrigiu minha conexão com os vasos quebrados que estão perto de mim, e nós nos conectamos e alcançamos uma maior compatibilidade com a Luz. Agora, o vaso que foi corrigido por mim é preenchido com a Luz de Nefesh. Assim, eu preenchi o desejo quebrado que me foi revelado. Isso significa que eu vivi uma vida inteira e fiz uma correção.

Agora, o próximo nível me é revelado. O desejo anterior morre, eu não preciso mais dele. A Luz que sai do Partzuf espiritual anterior e é revelada na próxima Reshimo é maior e mais avançada. Isso significa que é ainda mais quebrada! Mas com a experiência que tenho da vida anterior, eu já sei como corrigi-la. Portanto, eu continuo avançando e me corrigindo.

Eu tenho que conectar os vasos quebrados que estão ainda mais opostos entre si e tenho que pedir que a Luz nos conecte. Assim, uma vida passa depois da outra até que eu alcanço a minha correção completa. Na mesma hora, as Reshimot quebradas deixam de ser evocadas e reveladas, já que eu corrigi toda a quebra, ou seja, já passei por todas as minhas vidas. Essas vidas não têm nada a ver com o nosso corpo físico que vive como um animal. Ele é apenas semelhante a um animal, pois nossa vida simboliza o avanço do desejo de receber.

Em contraste com a natureza inanimada, vegetal e animal, nós somos animais especiais onde o desejo de receber muda constantemente e, no final, atinge um beco sem saída, o qual sentimos hoje. De repente, nós percebemos que isto não é uma vida e que não entendemos para onde estamos indo. O sofrimento nos obriga a começar a perguntar sobre o sentido da vida, sobre sua finalidade e origem. No desejo que se desenvolve nos níveis inanimado, vegetativo e animal, já há um início de um novo anseio que nos obriga a perguntar sobre o que há no nível acima de mim.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/06/12, Escritos do Rabash

Comece Com O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso criar uma atitude para com os aspectos negativos da vida, apesar dos sentimentos naturais que eles evocam?

Resposta: Se você estivesse incorporado num grupo, você abordaria tudo corretamente, em cada estado, em cada nível. Você tem que se subjugar ao grupo, para ver os amigos como os maiores em nossa geração e se conectar com eles a fim de criar a força coletiva da garantia mútua. Você deve começar a esclarecer as coisas através dessa força coletiva, e não sozinho. Este já é o poder de doação, o poder que é semelhante à Luz em seu atributo. Este deve ser o ponto de partida. Se eu começar o caminho sozinho, em que direção devo seguir? Voltar para o meu lixo? Não, eu preciso me voltar à Luz estando ao lado dela.

Pergunta: Mas por que não conseguimos terminar o trabalho de uma só vez?

Resposta: Se tudo fosse tão simples, o que você faria na vida? Os profetas dizem: “Naquele dia, a transgressão de Jacó foi desejada e se foi”. Isso significa que vamos olhar para as transgressões e não as encontraremos, uma vez que quando não há nada a corrigir, é também um grande problema. O amor não pode existir sem algum atrito. É sempre assim.

No final, se eu me conecto corretamente com os amigos, tudo termina aqui, pois com isso eu sinto e percebo corretamente tudo o que está acontecendo e me relaciono corretamente com o meu estado, com a Luz e a correção. A principal coisa para mim é me estabilizar dentro do grupo. Esta abordagem é correta para todos, tanto alunos novos quanto veteranos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/06/12, “A Arvut (Garantia Mútua)”

Uma Condição Óbvia Sem Palavras

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que em seus artigos o Baal HaSulam fala apenas da necessidade de aderir-se a livros e escritores sem mencionar a importância de aderir-se ao grupo?

Resposta: A importância de aderir-se ao grupo não é mencionada porque é uma condição clara e óbvia. A unidade, a conexão com os outros, é o vaso sem o qual é praticamente impossível começar a trabalhar. Graças a ela você sobe acima do seu ego e chega a um mínimo desejo de doar, a partir do qual você continua.

Mas se você não tiver um ambiente, que o ajude a sair do buraco, do seu ego, então não há ninguém com quem conversar. Trata-se de uma pessoa, de um discernimento em nós que se eleva acima do ego, e isso só é possível através da adesão aos amigos. A menos que você realize estas ações, é como se você não tivesse ainda nascido, e ainda não há ninguém com quem conversar. Nós não estamos falando sobre o que a pessoa tem que fazer, já que ela é uma gota de sêmen e ainda não nasceu.

Trata-se de uma pessoa que já existe, ou seja, do discernimento dentro de uma pessoa que é evocado e se eleva acima do seu ego. Isto só é possível com a ajuda do ambiente. Na medida em que a pessoa está aderida ao ambiente, ela pode sair do seu ego e elevar-se acima dele. Não há outra força que possa tirá-la.

Mais tarde, nós já podemos falar de suas outras ações espirituais para as quais a força do ambiente também é necessária, uma vez que ela própria não tem poderes. A pessoa é um desejo de receber, e não há nada que possamos falar sobre isso. Trata-se apenas da parte que subiu acima do ego e por isso é chamada de amigo, de pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/06/12, Shamati # 25

Afinando-nos À “Melodia” Do Workshop

Dr. Michael LaitmanPergunta: É óbvio que para se preparar para um workshop, a pessoa precisa aplicar um esforço interno. De uma maneira precisa, que tipo de esforço é necessário? O que devemos fazer especificamente?

Resposta: Os primeiros 20 artigos do Rabash explicam de forma clara, específica e concisa esta questão. Eles ilustram o que particularmente devemos falar enquanto nos preparamos para o workshop: a importância do grupo e amigos, a importância da revelação do Criador dentro do grupo, o papel de anular-se perante o grupo, a necessidade da inclusão completa no grupo e a necessidade de considerar todos como “um todo”, a fim de revelar a força superior de acordo com a lei da equivalência de qualidades.

Todas estas condições criam uma aspiração comum que devemos imaginar como uma imagem única. Nós devemos sempre trabalhar com essa imagem, mantendo-a permanentemente em mente, e tentar elucidar todas as questões através dela, uma vez que este é o lugar onde todos estão unidos e onde o nosso desejo e mente estão agregados. Se conseguirmos alcançar isso, tudo o resto vai acontecer sem problemas.

O único problema é como começar a pensar nesse sentido, e como se preparar para alcançar este estado. Talvez nós devamos escrever tudo o que nos ajuda a “afinar”, sintonizar, como quando se afina um instrumento musical. Você já viu como eles afinam um instrumento? Primeiro, a pessoa cuida de uma parte do instrumento, e depois a atenção é voltada para outra parte. Uma oitava de cada vez: ela toca a nota “dó” em oitavas diferentes e depois tenta a nota “mi”. Ela toca e ouve os sons dos acordes. Em outras palavras, é um sistema ao qual temos que nos “sintonizar” internamente.

Nós temos que ter sempre em mente que o sistema das dez Sefirot, de que somos feitos, é muito mais complexo do que qualquer instrumento musical. Este é um enorme sistema multidimensional, com vários níveis, que inclui inúmeras sensações que são dispostas numa estrutura comum.

Nós não estamos falando de alguns “planos” separados; no final, todos eles se unem. No devido tempo, nossos esforços vão acabar criando uma imagem esférica do mundo superior.
Assim como hoje você se imagina na esfera deste mundo, imagine-se no mundo superior, embora ele seja muito mais complicado do que o nosso, uma vez que tem n-“espaços” dimensionais, se pudermos usar “espaço” neste contexto.

As pessoas não percebem o quanto estão despreparadas para os workshops. Tudo o que elas sabem é que hoje algo vai acontecer. Não tem nada a ver com a verdadeira preparação!

A preparação é quando várias horas antes do workshop, você está “afinando” a si mesmo, procurando a maneira precisa de se unir. É um processo de reforço, intensificação das sensações internas, realizando-se uma análise detalhada. Trata-se também de livrar-se de todas as interferências e considerações até que algo “clique” internamente, uma sensação de conexão que temos que preservar e aumentar por todos os meios.

Pergunta: Este trabalho é individual ou tem a natureza de grupo?

Resposta: É um trabalho individual. Mais tarde, no grupo, no início de cada workshop, todos devem gastar um par de minutos para captar a ideia. No entanto, quando a pessoa se conecta com o grupo, há uma boa chance dela perder o resultado do seu trabalho preparatório. No entanto, ela ainda deve fazer seu trabalho, e somente após a conclusão do trabalho é que ela pode se envolver em outra coisa, embora não deva durar 50 minutos (ou até mais), como aconteceu no último workshop.

Basicamente, as pessoas estavam discutindo os temas do workshop mecanicamente, ao invés de implantá-los internamente. Elas se confundiam até com as palavras! Estranhamente, até mesmo aqueles que têm muita experiência e que geralmente são bastante eloquentes não conseguiam encontrar palavras normais para examinar seus estados internos através da sensação de união.

Da “Discussão sobre Workshops” 25/05/12