Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Única Razão Para Remorso

Dr. Michael LaitmanNo início, nós atribuímos todos os nossos vícios e virtudes a nós mesmos. Quando alguma qualidade ruim é revelada dentro de uma pessoa que seja insuportável, ela começa a se arrepender de suas ações passadas ou atuais. Ela lamenta especialmente o passado, seja o passado imediato ou o mais distante. No entanto, por causa disto, ela não se rebaixa; isso não a torna humilde, embora possa parecer assim a ela.

Em vez de lamentar o passado, ela deve decidir acima desse sentimento de arrependimento, que lhe é dado pelo Criador, que “não há nenhum outro além do Criador”. Afinal, tudo o que aconteceu no passado foi feito pelo Criador. E o homem não tem motivos para se arrepender.

Pelo contrário, ele não deve ceder aos seus sentimentos egoístas supondo que agora é um homem justo se ele se arrepende de suas más ações, sua atitude ruim em relação a alguém, seus erros, fraqueza e raiva. Afinal, o Criador preparou tudo assim e é Ele que está mostrando ao homem que este não é capaz de conectar todos estes eventos ao Criador.

É por isso que a pessoa precisa se lamentar não do passado ou do que aconteceu, mas do fato de atualmente ser incapaz de atribuir tudo somente ao Criador. E se isso é assim, onde se encontra a vaidade do homem? Não no fato de que ele já foi ruim, mas no fato de que ele não pode determinar acima de todas as suas percepções, que não há nenhum outro além do Criador. Nisso consiste a sua humildade e fraqueza.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/08/12

Meu Mal Sob Um Microscópio Que Aumenta 620 Vezes

Dr. Michael LaitmanTodos os eventos são revelados a uma pessoa por causa de sua percepção incompleta, por causa de suas sensações não corrigidas. O mundo é descrito como incompleto de acordo com a percepção e compreensão de uma pessoa. Mas nós devemos entender que essa imperfeição não está no mundo externo, mas em nós mesmos.

A atual crise global não se desenvolve em torno de nós, mas apenas em nossa percepção. Mas no momento em nos corrigirmos, todos os problemas externos desaparecerão. Isso porque o mundo não existe em si, mas apenas em nossos sentimentos; ele está dentro de nós. Assim que corrigirmos os nossos atributos, todos os desastres e problemas, tempestades e crises desaparecem imediatamente. Nada disso existe; a Luz superior simplesmente preenche toda a realidade…

A diferença entre verdade e mentira existe apenas dentro da pessoa. Primeiro, ao esclarecer todos os golpes que a atingiram, ela deve entender que há um propósito e uma razão para eles, como se diz: “Eu sou o primeiro”, o que significa a razão, e “eu sou o último”, que significa o propósito. Esses golpes vêm para que a pessoa possa se corrigir e perceber que a sua percepção da realidade é falsa.

Ela funciona como uma “companheira”. Se esse mal se mantivesse na pessoa, ela nunca o revelaria. Mas visto que o mal é revelado do lado de fora, é como se fosse contra ela, e assim a pessoa pode discerni-lo. O nosso ego engrandece este mal muitas vezes, permitindo-nos vê-lo nos outros em sua forma mais proeminente.

Nós olhamos para o nosso mal como que através de uma lupa e o vemos 620 vezes maior. Isso nos ajuda a revelá-lo e ele é chamado de “companheira”.

Eu revelo este mal nos outros, mas entendo que é o oposto e que ele está dentro de mim, e assim eu posso me corrigir. A pessoa tem que verificar constantemente a si mesma, se ela tem a percepção correta: ela deve imediatamente transformar todo o mal que vê do lado de fora, vê-lo em si mesma, e corrigi-lo.

Portanto, quando eu me identifico com o que está fora de mim, eu vejo este atributo como bom para mim. Eu o aceito e estou nele ao me corrigir. Graças a ele, eu posso verificar a mim mesmo no que diz respeito ao grupo, no que diz respeito aos outros, no que diz respeito ao Criador.

Acontece que a percepção da realidade externa me ajuda a encontrar o mal em mim na minha reflexão interna, e a entender que não é o mundo que está em ruínas, mas sou eu que estou em ruínas, já que é assim o meu o mal é revelado. Corrigindo a mim mesmo eu corrijo o mundo inteiro. Isso é chamado de “julgar a mim mesmo e ao mundo inteiro a uma escala (balança) de mérito”.

Vamos esperar que sejamos capazes de entender e digerir isso, para perceber esse quadro e transmitir esta abordagem correta e saudável ao mundo inteiro, a todas as pessoas. Então, pela correção do homem, podemos curar todos os problemas. A primeira dificuldade é mudar a minha abordagem e, ao invés de corrigir o mundo, devemos compreender que devemos corrigir a nós mesmos.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, o mundo inteiro que vemos ao nosso redor é um reflexo dos nossos atributos internos, assim como um espelho. Mas, para resumir, devemos explicar que a pessoa deve primeiro se corrigir para que possa mais tarde corrigir o mundo. Isso ocorre porque uma pessoa corrupta constrói um mundo corrupto e uma pessoa corrigida pode construir um mundo corrigido.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/08/12, Escritos do Baal HaSulam

 

Verificando Pela Ação

Dr. Michael LaitmanAo nos esforçarmos em direção à meta da criação, nós descobrimos a destruição dentro de nós mesmos. Por outro lado, aqueles que não se esforçam não descobrem a destruição dentro de si. Exatamente da mesma forma, a pessoa só pode revelar os defeitos em um automóvel se der a partida e tentar movê-lo. Caso contrário, tudo parece estar em ordem. Eu ainda não encontrei nenhum problema dentro de mim, e eu atribuo o mal a outra coisa.

É por isso que só aquele que se esforça em direção à meta revela a destruição, somente aquele que se esforça em direção à unidade do grupo descobre o quão longe está dela. Mover-se em direção ao bem e esforçar-se pelo bem-estar nos traz uma sensação ruim, a realização do mal.

Para quê? De modo que, no nível seguinte, eu grite pedindo ajuda, eleve MAN (oração). Então, eu vou receber mudanças, as qualidades de doação. É aqui que ocorre o movimento e não em outro lugar. A pessoa precisa verificara si mesma nisso.

Portanto, eu tenho aplicado esforços, estava me unindo com o grupo e queria estar junto com os amigos, a fim de sair para o mundo espiritual, para chegar à doação, ao Criador. E o que recebo como resposta? A realização do mal: o quanto eu não quero ir ao Criador, não quero estar no grupo. Eu descubro o meu verdadeiro estado; a verdade veio à tona pela Luz.

Se eu abaixar as minhas mãos agora, eu vou perder a oportunidade que esta revelação apresenta. O Criador disse: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como tempero”. Isso significa que agora eu estou começando a partir da inclinação ao mal, e até agora eu realizei um trabalho, a fim de revelá-la.

Em primeiro lugar, a fim de revelar o mal, eu devo estar conectado ao grupo, ao estudo, ao Criador, e outros meios. Como consequência, a inclinação ao mal foi revelada a mim. Depois, eu dirijo um apelo (MAN) à Torá (tempero), à Luz que Reforma oculta dentro dela.

Na realidade, tudo isso é bom. Pois se fôssemos julgá-la do ponto de vista da doação, a revelação do mal é a essência do bem. Mas quando eu vou alcançar a revelação?

Assim, o próximo estado vem a mim; eu recebo a resposta do Uno ao meu apelo – MAD. Esta resposta pode ser tão grande, que eu vou alcançar a conexão com o grupo e um vaso no qual vou revelar a Luz. Então, a Luz e o vaso se tornarão doação, que eu alcancei após inúmeras ações semelhantes.

Dessa forma, por um lado, receber a inclinação ao mal é sempre a minha característica, mas por outro lado, eu fico com a força de doação, a Luz.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/12, Escritos do Rabash

A Retidão Não É Adquirida Pelo Sofrimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós temos que construir um novo relacionamento que seja maior do que o prazer, isso significa que deixamos de desfrutar?

Resposta: Tudo depende do que eu gosto. Nós temos que exigir prazer; não devemos buscar sofrimentos. Pelo contrário, devemos desfrutar, mas a partir da conexão, adesão, amor fraterno, o amor do Criador. Ninguém diz que temos que chorar.

O nosso vaso é um desejo de desfrutar que constantemente exige e verifica a si mesmo para ver se recebeu satisfação ou não. Eu trabalho com a “tela e a Luz de Retorno” quando restrinjo o meu desejo. Mas eu não posso sofrer com esta restrição, uma vez que ela não seria completa, não seria o estado correto. Se você sofre por causa de determinada ação que executou, esta não é uma ação completa. Não é uma ação espiritual.

No final, isso pode levá-lo a ações espirituais pelo reconhecimento do mal, graças ao qual você vai entender o que você tem que mudar. Mas você deve saber que isto não é certo. A ação espiritual deve ser executada com alegria. Não há dor em qualquer movimento ou etapa espiritual, pois caso contrário ela não é completa, plena. Eu sei que realizei uma ação espiritual se realizo um ato de doação e desfruto do fato de que doei. É como uma mãe que dá a seu filho e desfruta disto ainda mais do que a própria criança. Deve haver prazer em cada ação, uma vez que o Criador quer dar prazer aos seres criados.

Então, nós começamos a descobrir que nestas ações de doação há um prazer 620 maior. Esta é a razão pela qual tantas pessoas na história torturaram a si só para sentir o Criador e não acharam nada. O que elas poderiam sentir se trouxeram aflições para si? Este não é o caminho certo.

Pelo contrário, é o seu ego humano que promete que você pode se aproximar do Criador desta forma. É por isso que existem jejuns tradicionais e restrições em diferentes religiões. Afinal, as religiões foram criadas graças ao ego após a destruição do segundo Templo e do desaparecimento da espiritualidade. As pessoas ficaram nas trevas e por muito tempo perceberam a espiritualidade do ponto de vista do ego, do desejo de desfrutar.

O ego só compreende o prazer corporal impuro. Isto significa que a ação que é oposta a isto é sofrimento. Então, quem tortura e se restringe mais, sentado na mesma posição durante todo o dia, meditando e vivendo com uma tigela de arroz é aparentemente justo.

Mas no sentido espiritual é justamente o oposto; o objetivo é trazer prazer às criaturas. Portanto, se você quiser seguir esta meta em cada ação que faz, você deve alcançar o prazer – mas somente a partir da doação. Esta é a parte mais difícil. Afinal, como eu posso desfrutar a doação, se sou contrário a ela? Então, a Luz que Reforma vem e me corrige.

É muito simples; nós devemos apenas manter constantemente este princípio. Não há espaço para aflições e sofrimentos; pelo contrário, se aspiramos à conexão desde o início, devemos sentir que com isso alcançamos vida e prazer. É por isso que a garantia mútua é tão importante, porque permite que cada um sinta o quão importante é o objetivo, o espírito elevado, que é como um sopro de ar fresco.

Acontece que o prazer não só é permitido, mas obrigatório! O prazer é sinal de avanço. Não há proibição em desfrutar; a idéia toda é a forma que você desfruta. Agora eu desfruto o fato de que recebo por conta dos outros e os prejudico, domino, oprimo-os e me sinto acima deles: eu recebeo uma grande recompensa, dominação, entendimento. Eu tenho que mudar este prazer na direção oposta: como eu trataria a quem amo – como meu próprio filho ou alguém que está perto de mim.

Se eu tratar um estranho desta forma, isto abrirá um campo de estudo para mim – um lugar onde eu possa ver se realmente mudo ou não, se recebo prazer em ajudar os outros. Os outros ainda podem ser estranhos e estar distantes de mim, mas eu me corrijo e, assim, doo-lhes e desfruto esta doação.

Se eu não desfruto, isto não é considerado uma ação espiritual. A intensidade da ação não é medida de acordo com o quanto eu dou ao outro, mas de acordo com o quanto aprecio isto em meus desejos. É exatamente assim que avançamos. Este é um ponto muito importante onde ocorrem todos os esclarecimentos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/07/12, Shamati # 2

No Turbilhão de Sentimentos

Pergunta: Como podemos chegar ao conhecimento dos sentimentos na convenção?

Resposta: Quando as pessoas se reúnem, elas perdem conhecimento e instantaneamente sintonizam-se
em sentimentos porque o próprio tema das conversas, a inclusão em si, e dependência mútua que se manifesta imediatamente empurram uma pessoa para procurar por sentimentos mútuos, sem ela querer isso ou não. Se ela fala com alguns clichês ou trechos de vários artigos de que ela se lembra, isso significa que ela não está em conexão com as pessoas.

Ela deve falar de si mesma, independentemente das palavras. Ela deve expressar os seus sentimentos sobre respeito mútuo e o que se manifesta nela.

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De uma aula virtual de 29/7/12

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O Workshop deve acender a centelha da vida

Todos Têm A Ponta Da Corda

Dr. Michael LaitmanNós só recebemos o reconhecimento do mal do Criador; na verdade, Ele criou apenas o desejo de receber. A Luz, o meio que nos ajuda a corrigir o nosso estado, nós temos que encontrar dentro do ambiente.

A questão é que a ação do lado do Criador é nos dar o reconhecimento do mal, e a ação do lado da criatura é pedirpela correção depois de alcançar o reconhecimento do mal. Este é o trabalho.

Eu não preciso de nada do Criador, só que Ele me revele que eu existo dentro do mal. Mas é só no verdadeiro mal, “na qualidade”, que eu preciso entender que não me falta o atributo de doação e me sentir mal por causa disso. Todo o resto vai passar por si só: claro que eu vou correr para buscar ajuda, eu vou chorar, pedir e exigir, até que eu o force a me corrigir.

Assim, a tarefa do Criador é revelar o mal, e minha tarefa é exigir que Ele transforme o mal em bem.

Pergunta: Como é possível aumentar a intensidade do meu pedido ao Criador?

Resposta: A intensidade depende de como você se sente mal em seus atributos egoístas. Tudo se move somente após o sentimento; o intelecto é inútil aqui. Assim, eu preciso traduzir a situação para o sentimento: eu me sinto mal por existir no desejo de receber.

Por exemplo, eu sinto vergonha quando as pessoas ao meu redor me olham com desprezo. Eu simplesmente só posso pensar: “Como posso ir em frente? Na verdade, amanhã, vou precisar vê-los novamente”. Então, quando eu me sinto mal, eu procuro uma saída.

Mas se você se sentisse bem e não sentisse nenhuma vergonha, você não seria capaz de se aproximar da correção. O ego é certamente previsto e a fala de alguém lá fora não me diz respeito.

Palavras em si mesmas são impotentes. Eu preciso transferi-las para esse nível interno, onde elas vão causar uma resposta de mofo que eu realmente me sinta mal sobre o modo como se relacionam comigo. A influência do ambiente precisa controlar meu próprio poder de auto-persuasão. Em suma, eu preciso sentir vergonha. Isso me traz a “restrição”, um pedido, tudo o que virá depois.

Pergunta: Como a pessoa pode ampliar essa vergonha?

Resposta: Através do poder do pensamento.

Pergunta: Como a pessoa pode ampliar o pensamento?

Resposta: Pelo poder da persistência, usando a perseverança.

Pergunta: Como a pessoa pode aumentar a persistência?

Resposta: Peça aos amigos para ajudar a lembrar a pensar nisso e na consciência da importância.

Pergunta: E se eu me esquecer de pedir isso a eles?

Resposta: Escreva um e-mail com antecedência para que eles o apoiem.

Pergunta: E se eu me esquecer de escrever o e-mail?

Resposta: Não pode ser que a pessoa receba uma oportunidade e não lhe seja dado o fim da corta. Ela é sempre capaz e precisa começar seu caminho a partir de alguma coisa.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar“

Uma Estrada Coberta Por Uma Sombra De Doação

Dr. Michael LaitmanA dificuldade do nosso trabalho é resultado da oposição dos estados, entre os quais temos que nos equilibrar – o que é chamado de “linha do meio”. Por um lado, você deve estar orgulhoso de estar seguindo esse caminho. Caso contrário, você vai cair sob a influência do mundo ao seu redor e se tornará infectado por seu “vírus”: você vai começar a lidar com dinheiro, respeito, conhecimento, controle e muitas outras metas vazias das quais o mundo está cheio.

Por outro lado, o trabalho interno exige modéstia e humildade com o grupo e o Criador, de modo que eles vão passar a você os valores corretos. Se a pessoa sempre realiza tal esclarecimento correto – com o que ela deve ser impressionada e o que deve ignorar, com quem ela deve estar em contato e de quem deve manter distância -, ela escolhe o ambiente correto. Ela constrói esse ambiente, uma vez que ele não é apenas um grupo ao qual ela chegou e onde ela existe.

Ela determina o que é importante e o que não é importante em cada sociedade em que se encontra, e assim constrói o seu ambiente, como se diz, “a pessoa escolhe um bom ambiente”. O ambiente não existe de forma pronta. Cada um de nós tem que esclarecer este conceito e construir um ambiente para si mesmo.

Este trabalho é permanente, não um evento único onde basta tomar uma decisão uma vez e deixar por isso mesmo. Eu tenho que tomar novas decisões a cada momento, e percebo que esta é a única oportunidade que tenho de livre arbítrio. É a única maneira que eu posso acelerar meu progresso enquanto tudo o resto já são os resultados, que eu nem sequer toco.

Eu não posso mudar nada e se eu me esforçar só vou estragar o meu avanço. Não só eu não vou avançar nem corrigir a única coisa que precisa ser corrigida, como também vou estragar a minha atitude em relação a outras coisas que deveriam ser o resultado do meu bom livre arbítrio, à medida que as tratava como a primeira ferramenta principal.

Além disso, eu tenho que esclarecer a minha atitude em relação ao prazer e o sofrimento, pois, se o Criador é bom e benevolente, por que Ele me envia sofrimentos? Eu sinto esses sofrimentos por causa da minha corrupção ou é o Criador que me trata tão cruelmente? O que eu posso atribuir a ele, se é que posso?

A pessoa esclarece essas coisas até chegar à conclusão de que seu objetivo é alcançar a força de doação, a força da fé, que no final se transforma na força do amor. O amor é a força da conexão pela qual a pessoa recebe a imagem do Criador e se torna semelhante a Ele, que é chamado de tornar-se Adam (ser humano, em hebraico).

O Criador se veste na pessoa e dá ao seu desejo de receber a forma de doação. Se é isso que a pessoa exige, ela chega à oração simples e pede a misericórdia simples.

Mas todas essas ações são reveladas junto com uma grande confusão e mudanças de diferentes estados opostos até que finalmente a pessoa termina um esclarecimento e fica claro que não há nada, exceto a Luz superior simples.

O atributo de doação começa a dominá-la e determina a realidade que só ela sabe agora. Todos os estados opostos e conflitantes foram dados a ela apenas para que ela pudesse sentir e compreender em sua mente e coração, tendo provado prazer e sofrimentos, e alcançado a verdade e a mentira de que não há nada neste mundo e nada controla-la, exceto o atributo de doação.

Todos os atributos que a pessoa sentiu ao longo do caminho, que são o oposto do atributo de doação, eram apenas a sombra do atributo de doação que a ajudou a aprender, compreender e adquiri-lo. No final, ela alcança a misericórdia simples, que é o puro atributo de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati # 113

Você Está Acordado? Não Se Deite!

Dr. Michael LaitmanNós ouvimos cada vez mais novos detalhes sobre a crise global geral nas notícias, embora muitas coisas permaneçam não ditas. A situação real é muito pior do que nós sabemos. Mesmo os líderes mundiais não conhecem a dimensão real do problema.

Portanto, nós temos que disseminar o método da correção o mais rápido que pudermos. É nosso dever. Nós ainda não o desenvolvemos suficientemente. Nós temos que acelerar as coisas, “pisar no acelerador”. Então, seremos capazes de prepará-lo e apresentá-lo ao mundo.

Em Israel as coisas também vão de mal a pior, e isso é só uma “diminuição suave” desde Cima. Elas servem para nos fazer sentir a pressão e a querer “adoçá-las”. Nós temos que explicar às pessoas exatamente como podemos adoçar a amargura.

Nós ouvimos isso, entendemos o que está acontecendo num determinado nível; nós temos recebido um despertar desde Cima. Se não tentarmos o máximo possível desenvolver o método, a fim de apresentá-lo às pessoas, estamos nos colocando em grave perigo.

Nós vamos ser os primeiros a experimentar todos os problemas para nos despertar, a fim de cumprir a nossa vocação. O Baal HaSulam escreve sobre isso no final da “Introdução ao Livro do Zohar“. Ele diz que o povo judeu é responsável pelas nações do mundo, e assim nós também somos responsáveis pelo povo judeu. Se as pessoas têm sido despertadas, se podem ouvir o que precisa ser feito, e não fazem isso, eu não me alegro com seus problemas, mas digo de antemão que os problemas, sem dúvida, vão chegar. É porque o Criador tem atribuído um papel especial para cada um e nós não devemos escapar dele.

Aqui está uma passagem do Baal HaSulam, Carta 18: Então, não há nenhuma correção para uma pessoa, exceto alinhar todos os momentos atuais e todos os futuros para que possam ser dedicados e apresentados ao Seu grande nome. Quem adia um momento diante Ele, já que é difícil, revela sua estupidez a todos, já que todos os mundos e todos os tempos são inúteis para ele, quando a Luz do Seu rosto não é vestido nas mudanças dos tempos, apesar da pessoa mudar através deles em seu trabalho.

Nós não temos escolha; temos que nos dedicar a todos estes momentos. Se vocês não fizerem isso vocês automaticamente atrairão sobre si a conta certa. Sua inércia não vai se afogar em pilhas de papel de trabalho atrasado, como no caso de funcionários públicos, e ninguém vai ter pena de vocês, já que estamos num sistema que tem leis claras.

Vocês foram despertados. Por cumprir isso, vocês sentem uma resposta positiva e podem continuar. Além do mais, vocês não precisarão fazer mais do que podem, já que este é um sistema fechado que contempla todos os parâmetros. Mas se vocês não respondem completamente, vocês sentirão consequentemente as pressões que são colocadas sobre vocês.

Então, se vocês estão sentados e esperando por algo, é uma pena, os resultados são inevitáveis. Eu não entendo o que vocês estão esperando, se vocês já têm a oportunidade de se conectar por meio do grupo e despertar do sonho. Vamos esperar que sejamos mais sábios.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 31/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Da Sensação À Razão, Do Prazer À Verdade

Dr. Michael LaitmanO mundo é governado por uma força de doação. Esta força é chamada de Criador já que Ele criou a qualidade oposta a Si mesmo, o desejo de desfrutar, de forma a elevá-la a seu nível. Desta forma, este desejo pode se aproximar da perfeição.

É por isso que todo o nosso trabalho consiste em atingir a qualidade de doação. No entanto, nós não desaparecemos, mas podemos mudar a forma do nosso desejo, o material inicial, para a doação. Ele continua agindo com toda a sua força feroz e poder com o qual costumava pensar somente em si antes e é revelado como um imundo sistema egoísta, oposto à doação, mas agora este desejo corrige a si mesmo e a forma de sua ação. Agora, em vez de receber, ele deseja doar.

Essa mudança acontece devido à Luz que Reforma. No entanto, até que essa mudança aconteça dentro do desejo de desfrutar, ele não entende o que está sendo falado aqui, uma vez que está completamente localizado nas qualidades egoístas, ou seja, nos pensamentos e desejos para si mesmo.

A mudança que ele sofre é realmente um novo nascimento, algo semelhante à forma como se desenvolve a partir de uma semente, onde não há nada além da informação interna sobre uma futura pessoa, e no final, ela finalmente se transforma numa personalidade independente que pensa, entende, sente e responde às suas obras. De onde é que tudo vem? É simplesmente do vazio? No entanto, exatamente da mesma maneira, o nosso próprio nascimento espiritual acontece.

Este processo é incompreensível e oculto de nós. Até que nós experimentemos mudanças sérias, não entendemos completamente como tudo está sendo realizado na matéria, como a Luz age, como ela muda as nossas qualidades, e o que resta para nós a partir de cada um dos níveis dos quais subimos.

O homem se torna confuso e não entende onde ele realmente é. Diz-se que o Criador é o primeiro, e Ele é também o último. Então, onde está o ser humano? Talvez ele esteja ao menos no meio? Há um estado inicial do mundo do Infinito e um estado final, o retorno ao mundo do Infinito, e nós estamos no caminho, em algum lugar no meio do caminho entre o início e o fim.

Além disso, o que podemos adicionar de nós mesmos às ações do Criador, com quem tudo começa e termina? Nós só podemos acelerar o nosso desenvolvimento mostrando que queremos nos mover em direção a ser semelhantes ao Criador e não sermos empurrados por trás pelo sofrimento.

O Criador criou um desejo de desfrutar dentro de mim que sente o bom e o ruim em relação a si mesmo, e, agora, com a ajuda destes sentimentos bons e ruins, Ele pode me controlar! No entanto, se eu sou controlado apenas pelos meus sentimentos agradáveis ​​e desagradáveis, eu estou agindo como um animal. Se eu quiser avançar a esse mesmo objetivo através dos meus próprios esforços, eu preciso sentir a sua importância, receber a força para o desenvolvimento, agindo contra a minha natureza.

Eu devo elevar a percepção egoísta de bom e ruim para a percepção da verdade e falsidade, e considerá-las como o bom e o ruim. Estas forças devem me fazer avançar, substituindo o prazer e o sofrimento, pelos quais estou sendo empurrado por trás. Isto é chamado de nível humano, não animal.

Isso só é possível alcançar por meio de um ambiente que infunda em mim tais valores, tal importância da verdade e da falsidade que forneça a força para o meu desenvolvimento. No entanto, para que isso aconteça, eu tenho que ouvir o ambiente, ou seja, que todo o meu trabalho na realização do Criador e em direção à conquista da meta de criação (elevar-se do sentimento natural de bom e ruim para a razão, do nível animal em direção ao nível humano, da percepção de prazer e sofrimento para a percepção da verdade e da falsidade), tudo isso é trabalhar com o ambiente.

Meu objetivo é encontrar um ambiente que tenha estes objetivos e valores, e ser impressionado por ele. Graças a isso, eu vou receber a força para me desenvolver como ser humano e não como um animal, já que um animal se move apenas porque vê um saco de grãos na frente dele ou se recebe golpes por trás. No entanto, o ser humano considera o prazer e o sofrimento por esta se aproximando ou afastando da qualidade de doação, a verdade e a falsidade.

Da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati # 13, “A 18ª Oração”

 

Abram Os Portões Da Doação

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 38: Nos tempos antigos, uma realização do Criador tinha que ser precedida de todas as sete ciências externas e terríveis torturas pessoais. Apesar de tudo isso, alguns têm achado graça aos olhos do Criador. No entanto, uma vez que temos recebido os ensinamentos do Ari e os serviços do Baal Shem Tov, isso está igualmente disponível a todos e as etapas preparatórias acima mencionadas não são mais necessárias.

Nós não sabemos como e em que medida o tempo do mundo material corresponde a um tempo espiritual, os processos de descida e posterior subida quando os vasos (desejos) começam a se reunir num todo. Mas, claro, quanto mais nos aproximamos da conclusão, mais as pessoas são capazes de abrir os portões da santidade, os portões da doação. Elas recorrem à ajuda de antepassados ​​que exaustivamente exploraram o sistema espiritual, estabeleceram-se e fixaram conexões nele. Assim, passo a passo, andando em círculos, uma após outra, as gerações ascenderam os amplos degraus da escada. Cada uma delas vai mais longe, e algumas pessoas fazem gerações subir alguns passos numa linha. Este é um processo complicado.

No estágio atual, o impulso para a revelação do Criador abrange todas as massas. No entanto, nós devemos entender a imutabilidade das leis espirituais. O Criador não as sacrifica, e assim, nós também precisamos cumprir com os termos da ascensão, embora num nível diferente, de acordo com o estado atual. Aí vem a garantia mútua, a rejeição do egoísmo, e esforçar-se na linha direita, a fim de elevar-se acima da linha de esquerda na unidade e coesão, tentando construir um modelo do mundo superior, na medida em que somos capazes de entendê-lo. Então, vamos seguir em frente.

Baal HaSulam traz o exemplo de um rei que precisa mover seu tesouro de um lugar para o outro. Todos os seus indivíduos são egoístas, não seriam capazes de resistir à tentação e, certamente, roubariam qualquer quantia de dinheiro superior a sua capacidade de resistir. Portanto, o rei dá um centavo para cada um, o que não faz sentido roubar porque o verdadeiro prestígio aos seus olhos é mais valioso. Assim eles movem o tesouro sem perdê-lo.

E nós somos iguais. Embora não seja o mais digno “fato da nossa biografia”, é um fato. Vamos esperar que sejamos capazes de trazer o nosso centavo, e antes de tudo, reconhecê-lo como um começo. A maioria do nosso trabalho dedica-se a isso: descobrir qual o nosso objetivo e o que significa “achar graça aos olhos do Criador”, doar a Ele, e como chegar a esse pedido, elevando-o acima de todos os outros. Afinal, ao superá-los, criamos um desejo pelo Criador e construimos Sua imagem.

Tudo isso é feito por muitos ministros do Rei que carregam partes de Seu tesouro por muitos estágios intermediários, como circuitos, de um estado para o outro. Na verdade, há um grande caminho a percorrer, se o aceitarmos como um preceito do Rei. Afinal, ele gosta de cada passo que damos, cada estado, como os pais gostam de ver os esforços de seus filhos.

É necessário permanecer no curso, mas lembrar a alegria do Rei e tentar agradá-Lo em cada etapa, aqui e agora, mesmo nos mínimos detalhes, no nível mais inferior. Na verdade, não há nada baixo aos Seus olhos. Ele me envia todos os estados. E se de alguma forma eu tentar trazer prazer a Ele, é o suficiente.

É por isso que as pessoas que estão no caminho certo sempre sentem alegria e ascensão. Nós precisamos verificar a nós mesmos: De onde deve vir as descidas se tudo é organizado de cima? O Criador cria cada estado, e apenas uma coisa depende de mim: responder com compreensão e sentimento ou pelo menos com a consciência da posição do Criador por trás das atuais circunstâncias. Então, eu posso me expressar dando a Ele cada segundo.

Na verdade, não existem estados desprezíveis e desagradáveis no nosso trabalho, se eu os tomo internamente das mãos do Criador, que me ensina. Assim como o escravo, de outra parábola do Baal HaSulam, que travou uma guerra contra o ministro do rei que, deliberadamente, apresentou-se em diferentes disfarces de inimigo. Aqui nós temos a mesma história, e o mais importante, não se esqueçam que todos os nossos Estados, em cada momento na vida, vem do Criador. Se atingirmos este nível, seremos capazes de perceber o que está acontecendo e reagir a ele adequadamente.

Vamos tentar nos unir com o espírito de nossos antepassados: Ari, Rabash, Baal HaSulam, e outros. Não vamos esquecer isso e ajudar um ao outros a dedicar cada momento ao serviço do Criador.

Isso é possível. Vocês já são capazes de muitas coisas. Vocês deram alguns passos grandes, e agora a questão é outra: o orgulho. Claro, ele também vem do Criador, e mesmo assim, como não podemos entrar nele?

Da Conversa durante a Refeição Comemorando a Morte do Ari 25/07/12