Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Inegociável

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós dizemos que devemos sentir prazer no amigo. Suponha que uma pessoa adora o poder e revela seu poder no grupo. Eu tenho que desfrutar esta falha nela?

Resposta: Se ela fosse um membro da sua família, o seu filho, você poderia apreciar o fato de que ela se comporta dessa maneira?

Comentário: Eu a repreenderia.

Resposta: A advertência deve ser dada não diretamente, mas por implicação, com cuidado, para que ela entenda que precisa se comportar de forma diferente. Isso seria melhor para ela e para os outros.

Se ela realmente causa tanto mal que perturba o grupo e traz pensamentos estranhos, ideias estranhas, e se ela começa a proclamar um novo caminho, então ela não tem lugar no grupo. Então, a conversa é curta: expulse-a do grupo.

Há apenas duas razões para a exclusão de um amigo do grupo:

– Se ele vai contra o fluxo geral do grupo ou do professor e isso estraga o trabalho coletivo;

– Se ele perturba a unidade do grupo.

Neste caso, o pior é se ele separa famílias. Ouvi dizer que tais problemas existem e eu advirto fortemente que isso não deve ocorrer. Faça o que quiser, mas a família do amigo é sagrada, porque a família é a unidade básica da sociedade corrigida; ela deve ser corrigida, e não pode haver desculpas.

A violação destes dois princípios nos impede de progredir, porque a família é a célula do grupo e nossa ideologia é o vetor do grupo.

Basicamente, estas são leis espirituais. Portanto, tenham em mente que se essas coisas acontecem, elas precisam ser erradicadas logo, sem perguntas ou discussões, isso é inegociável.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 5

Estudar E Ensinar Aos Outros

Dr. Michael LaitmanNa primeira metade do século XX, Baal HaSulam escreveu sobre a unidade do mundo e a crise que a humanidade teria que passar. Houve momentos graves em seguida. Duas guerras mundiais pairaram sobre o mundo. Em geral, a imagem era óbvia e é por isso que o Baal HaSulam ressaltou que a partir de 1995 a sabedoria da Cabalá seria exigida pelas massas, que as pessoas iriam estudá-la a sério e em grande número.

Naturalmente, é um processo longo. Não foi exatamente em um ano que o “sino tocou” e todos correram para Cabalá como para as portas de uma loja. Mas, ainda assim, aconteceu.

Em antecipação de futuros eventos, Baal HaSulam escreveu seus trabalhos sobre o desenvolvimento da humanidade. Deles, o principal é uma coleção muito interessante, principalmente um livro de notas, chamado de “A Última Geração”.

Depois da morte do Rabash, eu herdei notas do Baal HaSulam que tinham sobrevivido, não haviam sido roubadas ou perdidas. Eu encontrei os fragmentos desse arquivo no porão em tal estado que, talvez, nem tudo pudesse ser restaurado, mas algumas partes foram. Com base nelas, criamos o livro, A Última Geração.

Neste livro, Baal HaSulam descreve o princípio básico da vida da sociedade do futuro. Trata-se de esboços e registros individuais que estão agrupados de uma forma ou de outra. Extenso trabalho de pesquisa foi feito para recolhê-los. Claro, nós não acrescentamos nada ao que estava escrito ali, mas no final tiramos as nossas próprias conclusões.

No geral, deste livro e de outras obras do Baal HaSulam, como “A Garantia Mútua” e assim por diante, nós entendemos que há uma necessidade nas pessoas de mudar o seu mundo quando se decepcionam com suas próprias forças, com sua incapacidade de fazer algo com ele. Quando muitos são tomados pela falta de compreensão, então chegou a hora de explicar tudo para eles.

Nós nos encontramos neste estado. Todos os anos, o mundo percebe cada vez mais desesperança, desamparo, inutilidade, e assim por diante.

Assim, há várias razões pelas quais devemos sair para o mundo, primeiro, como os Cabalistas salientam, porque este é o desejo do Criador e não podemos inventar nossos próprios objetivos, intenções e desculpas. Se for indicado, será feito.

Por natureza, eu ficaria feliz em sentar no meu escritório silenciosamente explorando várias obras e escrevendo a minha própria. Esta é a minha característica. No entanto, a vida força e nada pode ser feito.

Quando escrevi meus três primeiros livros em 1983, o Rabash começou a me tratar de forma diferente. Ele realmente viu que não só estudava com afinco e estava constantemente com ele como aluno e assistente, mas que me esforçava na disseminação. Era um bom sinal para ele. Não era fácil naqueles anos. Eu publiquei novamente aqueles livros em 1990, em russo, em Novosibirsk. Eles foram vendidos. O quarto livro foi Alcançando os Mundos Superiores e outros livros se seguiram.

A disseminação é o momento mais importante para o Criador. Ele não considera uma pessoa que só pensa em si mesma. Ele a ignora; além disso, Ele a despreza.

Por outro lado, uma pessoa que investe força na disseminação recebe uma ajuda especial do Alto. Afinal, ela por si mesma abre o caminho para os outros, semelhante à Bina trabalhando para corrigir os Partzufim inferiores. É por isso que ela recebe tudo para todos: a Luz, o conhecimento e a força passam por ela.

Assim, a disseminação é a nossa principal atividade. Se nós estamos falando de amor e doação, que tipo de realização do princípio do “ama ao próximo como a si mesmo” poderia ser se não através da disseminação e do ensino da sabedoria da Cabalá?

Isto é necessário, sem dúvida. No entanto, isso é apenas para um pequeno grupo de pessoas que têm o ponto no coração, o embrião do vaso (Kli) espiritual independente e a parte independente da alma. Você vai ver o sistema de todo o nosso desejo criado. Cada órgão contém estas partículas. Elas são poucas. Em essência, é você e eu, assim como todas as gerações anteriores de Cabalistas.

No entanto, é uma parte muito pequena. Da mesma forma, todos os pontos do corpo têm uma parte minúscula do cérebro que recebe e processa a informação. Cada órgão tem partículas que fornecem a comunicação com o centro de controle, e o centro em si está na cabeça. É como uma pequena “ervilha”, praticamente um microprocessador que lida com tudo o que acontece no corpo, bem como todos os tipos de conexões conhecidas e ainda desconhecidas para nós. Seus representantes, espalhados por todo o corpo, são os mais importantes para quaisquer órgãos porque os ativam.

Assim, nós somos essas peças, e é por isso que não devemos esperar que existam muitos de nós. Portanto, como está escrito na Torá: “Você foi a menor de todas as nações”. É importante lembrar que a Torá não se refere aos judeus. A Torá refere-se a Israel e, como sabemos “Israel” significa “direto ao Criador” (Yashar El). Essas pessoas são poucas.

Portanto, a Academia Internacional de Cabalá e o Centro de Educação irão se desenvolver ainda mais, mas você não deve esperar que um grande número de pessoas comece a fazer fila às portas. No entanto, de qualquer forma, nós devemos desenvolver este sistema e apoiá-lo. É desejável ensinar todos os que desejam estudar. Isto é evidente.

Nós não verificamos as pessoas para saber se elas têm um ponto no coração. Se você quer, estude; se você não quer, não estude. Uma pessoa assiste a um par de aulas. Ela não queria isso e saiu. Não importa, ela tem alguma coisa. As portas estão abertas para todos.

No entanto, só nós podemos realizar a disseminação mais importante, aqueles que têm o ponto no coração. Nós estamos espalhados por todo o mundo como nos órgãos do corpo humano. Nós somos as “partículas do cérebro”, em suas várias partes. Nós recebemos a tarefa de gerenciar a correção da humanidade e devemos fazê-lo e devemos construir uma nova sociedade. Nós somos pioneiros, a primeira geração que estuda a fim de ensinar aos outros Cabalá e educação integral. O mundo precisa de ambos.

Isto é o que nós precisamos fazer, sem negligenciar a tarefa de estudar a fim de conhecer e compartilhar nosso conhecimento com os outros na forma em que eles querem. Como está escrito: “Ensina o menino de acordo com a sua maneira”, isto é, de acordo com o que ele deseja. Se ele não quer estudar o sistema do mundo superior, então não lhe ensine isso. No entanto, se ele quer melhorar o seu estado, a sua vida cotidiana terrena, isso é bom. Nesse sentido, é necessário ensiná-lo.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 4

Eu Queria Que Você…

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para atingir o “ponto no coração” de um amigo, é preciso abrir o coração, e para abri-lo eu preciso sentir a pessoa. Por que o temor aparece com relação à abertura do coração? O que cria isso? Afinal, no passado, como crianças, nós sabíamos como confiar uns nos outros e, agora não sabemos.

Resposta: Nós não temos que abrir nossos corações para os outros, nem sequer para um amigo. Você só precisa estar dentro dele e isso é tudo.

Pergunta: E se o seu coração está fechado?

Resposta: Isso não importa. Ele não pode esconder nada de você. Não faz diferença como ele reage, como ele se comporta; você deve estar dentro do seu coração, dentro de seus desejos, em seus anseios. Você deve ajudá-lo, desejar-lhe bem, e se identificar com ele. Você quer que ele sempre esteja feliz, que as coisas sejam boas para ele. Esta é a forma como a pessoa deve ser em relação ao outro. Estes são movimentos puramente espirituais.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 5

Não Haverá Quaisquer Decepções

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há conceitos como justiça e doação. Se eu não sei como dar e doar materialmente, eu posso pelo menos saber como é doar espiritualmente?

Resposta: A espiritualidade e a materialidade estão integradas umas nas outras. Se eu não posso doar materialmente, eu também não vou ser capaz de doar nada espiritualmente. Isso ocorre porque tudo é estabelecido através do desejo. Ele supervisiona as minhas atividades materiais: eu estendo minha mão, eu retorno a minha mão, e assim por diante. É a mesma coisa na espiritualidade. Portanto, no mundo material, se eu prejudico alguém, certamente não estou trazendo nenhum benefício à espiritualidade.

Se eu vou aprender a doar no nível físico, então com isso eu dou um passo em direção à espiritualidade. No entanto, isso não significa que eu entro no mundo superior, porque eu devo estar devidamente organizado para isso, especialmente entre eu e todos os outros. É isso que estamos ensinando à humanidade.

As pessoas podem doar e dar uma às outras, nós sabemos sobre o altruísmo dos indivíduos e das sociedades utópicas da história, mas isso não resultou em nada. Em geral, isso claramente terminou em derramamento de sangue, porque a Luz não veio no meio deles e decepções, amarguras e recriminações mútuas vieram em resposta a seus esforços e expectativas. Portanto, é preciso ensinar as pessoas a se unir corretamente e o seu movimento em direção ao outro será desejável e vai acabar bem.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 4

Nós Deixamos Nosso Ego Em Algum Lugar Para Trás

Dr. Michael LaitmanO Rabash escreve em Os Escritos Sociais: E não pode haver amor ao próximo a menos que a pessoa se anule. Por um lado, todos precisam ser humildes. Por outro lado, precisamos ter orgulho que o Criador nos deu a oportunidade de sermos capazes de entrar numa sociedade onde cada um de nós tem apenas um objetivo: ‘que a Shechiná habite entre nós’.

A Shechiná é a característica geral de doação, e nós queremos que essa característica nos conecte e una e preencha todo o vazio entre nós. Acontece que o ego é deixado para trás, atrás de nós, e na frente de nós, a característica da doação mútua governa, nos conectando num círculo dentro do qual sentimos o campo geral da doação, ou seja, a natureza que é descoberta através de um poder maior e mais interior com a característica de doação.

E mesmo que não tenhamos atingido a meta, no entanto, temos o desejo de atingir a meta. Isso também deve ser importante para a gente, mesmo que ainda nos encontremos no início do processo. Mas nós esperamos alcançar a meta superior.

Características surpreendentes são descobertas através da conexão: você aceita os desejos do outro, mas só quando você quer ser satisfeito dentro deles como com uma pessoa que você ama, quando você vive dentro dos seus desejos. Isto é, seus desejos dirigem os meus desejos, os estabiliza, e eu recebo um duplo desejo que me atrai para frente com grande intensidade.

E quando nos reunimos com dez amigos e cada um está incluído nos desejos dos outros, dentro deste “Grupo de Dez” eu recebo a soma que cada um deles reúne dentro de si de todos os nove amigos e não apenas os desejos dos nove amigos. Descrevam para si mesmos que tipo de aumento há aqui para o meu desejo. Existem nove pessoas aqui e cada uma delas já inclui todos os outros nove amigos.

Mas este é um aumento qualitativo do desejo e não quantitativo, pois sua qualidade é alterada. Na Cabalá nada é medido de acordo com a quantidade, uma vez que esta não pode ser medida. O mundo espiritual não é medido quantitativamente. E mesmo assim nós medimos a densidade do desejo através dos níveis 0, 1, 2, 3, e 4. Estas são medidas qualitativas e não quantitativas, cada vez que há um salto de um nível para outro, a partir da substância do inanimado ao vegetal ao animado e ao falante.

Nós saltamos de nível para nível o tempo todo, como para o próximo nível do desenvolvimento, mas este é um novo patamar qualitativo. É impossível uma comparação entre uma planta e uma pedra através de um critério quantitativo, uma vez que este é um tipo totalmente diferente de existência. O sentimento de vida é completamente diferente. O mesmo acontece aqui. Portanto, no momento em que nos conectamos dentro de um grupo, nós imediatamente adquirimos um novo sentimento qualitativo; nós sentimos que o mundo é transparente, nós vemos através dele e sentimos o poder de doação que o preenche, que cria e gere tudo.

Nós começamos a sentir a nós mesmos, o nosso ego, flutuando num oceano de doação, conduzindo, orientando, conectando e unindo-nos. Muito pouco esforço é exigido de mim; eu devo querer sentir o meu prazer através do outro, não mais do que isso.

Isso é o que eu quero dizer a vocês como uma introdução. Disso derivam todas as leis do grupo, que estabelecem como depende de nós a conexão em grupos virtuais e físicos, como nos conectar entre nós, e como fazer encontros de amigos. Tudo é derivado somente disso.

A principal coisa é que tudo será direcionado para a manutenção de uma condição que proporcione a todos a oportunidade de sair de si mesmo e passar ao outro com o “ponto no coração” o mais rápido possível, de forma fácil e poderosa. E deixar o ego em algum lugar atrás de nós, esquecer de nós mesmos!

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/066/13, Lição 5

Cerque O Mundo Com Um Abraço

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que exatamente esta Convenção nos deu? A qual nível ela nos elevou?

Resposta: Nesta Convenção eu tentei mostrar-lhes o caminho direto da pessoa ao grupo e do grupo ao Criador que é descoberto dentro dele. Eu sugiro que vocês ouçam a palestra desta manhã (Lição No. 5 da Convenção) algumas vezes mais. Dentro dessa meia hora eu tentei transmitir de forma clara, concisa e emocional como uma pessoa transfere o seu “eu” de dentro de si mesma para o grupo e começa a ficar feliz com a felicidade dele, a se misturar com ele, a entrar nele. Ela deixa o seu ego e transfere o seu “eu” para o grupo.

Quando ela se conecta com outros amigos dessa forma, o Criador é descoberto entre eles. Então, cada um deles e todos eles juntos já estão felizes, não por aquilo que acontece no grupo, mas pela sua descoberta do Criador; eles estão felizes com essa felicidade, com a alegria que ela sente que Ele é essa característica de doação.

Esta é toda a realização da meta da criação: dar prazer à criatura (ou seja, nós) especificamente por este estado, esta descoberta, essa experiência, essa intensa sensação de felicidade que você está saindo de si mesmo para o grupo e do grupo para o Criador. Cabe a nós intensificar esta transição. Eu gostaria muito que nós praticássemos isso no tempo que resta até a Convenção em St. Petersburg, cada um de nós e todos nós juntos.

Esta é a pergunta mais importante e, em princípio, a única. Todas as variações específicas do método da Cabalá são derivadas desta. Na Convenção em St. Petersburg, nós já vamos falar sobre a verdadeira realização.

Nós precisamos manter uma conexão permanente entre os grupos numa única área e entre as áreas, de modo que a partir da conexão individual origine-se uma conexão cada vez mais mútua. É necessário se conectar de acordo com este tipo de método. Especificamente, é muito importante conectar e não competir. É lamentável que existam amigos que poderiam ter vindo para a Convenção e, apesar de tudo isso, decidiram que não era para eles e que eles poderiam sentar-se em casa. Eles perderam muito. O Criador fez isso com eles em Sua conta e nós só podemos sentir por eles.

É preciso avançar e apenas fazer todo o possível para sair de si mesmo para o grupo. A Convenção em Krasnoyarsk está nos ajudando muito com isso, mais do que em qualquer outra Convenção. Além disso, nós temos realizado um trabalho muito grande e muito, causando um intenso sentimento de inveja em todo o nosso “mundo Cabalístico”; é uma pena que eles não estejam com a gente.

Eles realmente têm algo para se desculpar e eu acho que é muito ruim que eles não estejam aqui, embora participem de praticamente todas as atividades. Eu não quero apagar de forma alguma a sensação de tristeza que permanece com eles.

Mas, por outro lado, se nos conectarmos a eles, este sentimento de ciúme em relação a nós irá se conectar com a gente e vamos receber esse imenso desejo deles que acendemos neles. E eles vão receber de nós essa satisfação que descobrimos e que aspirávamos aqui. Assim, graças a este enriquecimento mútuo, todos nós subimos. Por isso, nós estamos convidando a todos a se conectar em todo o mundo com um grande abraço.

Da Convenção em Krasnoyarsk 16/06/13, Lição 6

A Alma Na Busca Da Escolha

Dr. Michael LaitmanPergunta: O mundo superior é composto por 125 níveis de realização. O que acontece com a alma se ela sobe para o quinto nível, por exemplo. Será que ela tem livre arbítrio para avançar ou permanecer nesse nível?

Resposta: O livre arbítrio não existe em algum lugar ou em alguma coisa, exceto em relação a uma única atividade: o fortalecimento da conexão com o grupo.

Livre arbítrio é só nisso. Porque se você não se apegar à conexão com o grupo, essa força que você precisa para despertar de uma forma boa para avançar vai constantemente empurrá-lo de volta por meio da influência negativa, através do sofrimento. Se você começa a fugir de tais sofrimentos, mas não do seu desejo, e sim contra a sua vontade, então você avança como o resto da humanidade. Mas se você entende que é necessário subir, apesar de tudo isso, então você deve se conectar com o grupo.

Não há outro livre arbítrio no mundo além dessa escolha. Todos os seres humanos na face da terra são escravizados e não têm livre arbítrio. É impossível fazer qualquer coisa no seu presente, passado ou futuro, se você não começar a mudar o seu destino com a ajuda do grupo e não escolher ir para frente com um desejo individual em vez da vara que o empurra por trás.

Portanto, o caminho para todos é o mesmo, mas se você entender isso como desejável e passar por todas as mudanças internas pelo seu próprio livre arbítrio, então você vai começar a ser mudado do egoísmo para o altruísmo. E se não, então a natureza vai obrigá-lo a mudar através de um grande sofrimento que acabará por quebrá-lo e você vai concordar em fazer tudo sozinho.

Pergunta: Portanto, se a pessoa não se sente feliz com o seu envolvimento no trabalho espiritual, este é um sinal de que está fazendo algo errado?

Resposta: Isto significa que ela não está avançando. É possível avançar só através da felicidade. Avançar representa a minha preferência pela característica de doação, em vez da característica de recepção, a característica do amor, em vez da característica de ódio. Como isso é possível se você não está feliz com a sua escolha? Não pode haver nada parecido com isso. É um sinal de que ainda não há escolha.

Da Convenção Em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 2

O Elevador Entre Os Andares Da Realização

Dr. Michael LaitmanSe a partir do nosso estado atual nós sentimos que há um estado superior, distinguindo o brilho que vem dele e antecipando suas propriedades, nós podemos usar esse estado superior para avançar até ele. Então, nós vamos dar um passo acelerando o tempo (Achishena) em vez de esperar para quando esse estado chega naturalmente (Beito), e desta forma vamos dar satisfação ao Criador e ajudar nossos amigos.

Nós precisamos descobrir se, ao fazer isso, vamos fazer uma ação de doação ou não. Se nesta doação, nós agimos acima da razão dentro dela? Certamente, as ações dentro razão são preferíveis, porque isso significa que há uma revelação que nos dá o poder de agir.

E a ação acima da razão é o meio de ascender ao próximo nível pelo caminho de Achishena, acelerando o tempo. Mas isso não está totalmente em nossas mãos. Nós não temos a força para enfrentar esta altura, mas sim, nós usamos o elevador que é dividido em duas metades. Primeiro, vamos executar a ação acima da razão e, assim, atrair a força de correção, e, em seguida, com a ajuda desta força realizamos a correção e subimos ao próximo nível.

É bom se vermos claramente “dentro da razão” os meios que nos permitem subir a um grau mais elevado. Mas é melhor trabalhar com eles “acima da razão”, porque será o caminho da Luz (Achishena).

Gradualmente, a pessoa aprende estes princípios e começa a trabalhar com sucesso. Eu espero que estejamos nesta fase de discernimento e que em breve todo mundo acumule impressões suficientes para deixar tudo claro e ver o mapa da rota do seu desenvolvimento em todas as suas características.

Vale a pena ter em mente que o grau superior é alcançado pela fé acima da razão, que nós usamos como meio de ascensão, a aceleração do tempo. Mas nós devemos procurar não permanecer na fé acima da razão, mas ir “dentro razão”, isto é, alcançar cada vez mais. O objetivo de cada estado é o de revelar o Criador nos nossos desejos corrigidos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 03/06/13

Dois Métodos De Disseminação

Dr. Michael LaitmanNós temos dois métodos de disseminação: a disseminação física através do sistema normal de conexão e, simultaneamente, uma disseminação interna na rede espiritual que é descoberta na medida em que aplicamos o método integral entre nós. Nosso sucesso depende do grau em que aspiramos a isso, que os nossos esforços poderão de alguma forma entrar no sistema da criação, e gradualmente entraremos nele.

Portanto, o trabalho interno no sistema da criação na conexão entre nós e entre toda a humanidade deve ser primário e o trabalho externo precisa ser secundário. Depois disso, paradoxalmente, o sistema externo secundário vai começar a agir, uma vez que vai exigir o nosso método. Se trabalharmos entre nós nos grupos de forma correta, nossas ações e esforços vão se estender a todo o sistema. Em seguida, as pessoas ao nosso redor, vão começar a sentir como as relações entre casais, no local de trabalho, a nível internacional, entre os povos, e assim por diante, devem ser organizadas. Isso irá atraí-las, e elas virão até nós e irão aspirar a isso.

Você percebe como cada um de nós de repente sente e entende que a origem desse conhecimento superior deve ser encontrada? Eu, pessoalmente, procurei a verdade em todos os lugares, até que encontrei “coincidentemente”, como me parecia. Mas a verdade é que nada é ao acaso neste mundo, já que do nosso lado há algum tipo de desejo distinto de nos tirar fora da depressão de um beco sem saída. Por um lado, parece que há tudo, mas não há nada.

Por outro lado, os meus professores (Baal HaSulam e Rabash) tentaram disseminar. Assim, eu fui influenciado por essa força interior que eles tentaram inserir no sistema da criação. Por isso, eu avancei em direção a eles como uma carga num campo eletromagnético avança em direção a sua origem. Assim é para cada um de nós.

Nós devemos entender que a principal coisa é a unidade entre nós. Nós dedicamos muito tempo e esforço na disseminação, mas o principal é a disseminação entre nós. Os grupos estão envolvidos essencialmente com a disseminação externa.

Porém, a menos que nós estejamos prontos para a disseminação interna, não vamos chegar a lugar algum. No mundo espiritual, tudo está interligado: no começo da ação está o seu fim, e no final, o começo. A oportunidade nos foi dada para alcançarmos o método de correção, a subida, porque o resto da humanidade exige isso. Num sistema integral você precisa dos outros – cada um precisa de todos e todos precisam de cada um – você vê que este é um sistema analógico mutuamente conectado, de modo que não temos outra escolha. É ainda proibido para nós pensar numa forma individual.

Se nós estamos desprendidos dos pensamentos espirituais, nós devemos imediatamente pensar na proximidade entre nós, ou seja, na base, no alicerce sobre o qual o nosso sonho pode ser realizado, o estado superior. Nós temos que pensar no assunto: onde isso se manifestará, em qual meio. O transportador é a nossa conexão comum. Assim será com o mundo inteiro.

Da Convenção, em Krasnoyarsk 13/06/13, Lição 2

Dois Estados

Dr. Michael LaitmanPergunta: É muito importante para nós transformar os estados internos rapidamente. A primeira condição é: “Não há ninguém além Dele”. E qual é a segunda condição? Deve haver pelo menos duas, se há uma alteração de estados.

Resposta: Em contraste com o estado de “Não há outro além Dele”, o seu oposto é encontrado: o meu ego. O que mais pode haver?

Você é como Moisés, que se encontra entre o Criador e o Faraó, e ambos são atormentados por isso. O Criador lhe diz: “Vá ao Faraó”. E ele, o pobre homem, fica incapaz de decidir: “Para onde é que eu vou? Para você está levando? Para esta serpente gigantesca?”. O Criador empurra intencionalmente Moisés para o ego, porque é só quando você o enfrenta é que você precisa do Criador. Isso significa que o Criador nos empurra para um abismo para que possamos ser pegos lá. Este é todo o trabalho no exílio da espiritualidade, uma vez que estamos separados da unidade do Criador.

O estado de “Não há outro além Dele” não é felicidade, mas imensa tensão, de modo a não cair e ampliar este estado ainda mais, para quando você O abandona; é isso! Ele desaparece.

Portanto, eu desejo que você esteja apenas num único estado como este o tempo todo. Não há necessidade de um segundo estado, porque você vê que é contrário ao primeiro, tudo está desconectado dentro dele, você não vê nada nem ninguém gerindo o nosso mundo, então você começa a inventar algo por si mesmo.

A fim de descobrir que “Não há nenhum outro além Dele” é necessário usar o princípio: “Se eu não fizer, quem fará por mim”.

Pergunta: Na verdade, nós passamos por uma série de estados diferentes…

Resposta: Não há uma série de estados. Há o Criador ou eu mesmo. Não há outros estados! Quem estabelece o estado? Ou eu entendo, vejo claramente, e sinto claramente em cada uma das minhas células que tudo ao meu redor é o Criador ou eu acho que tudo depende de mim e algumas outras fontes. Um dos dois! Não pode haver três. Ou é o ego ou o Criador.

Pergunta: Isto é, se eu me agarro ao Criador como uma sanguessuga, nada mais me preocupa e eu não substituo este estado por nada?

Resposta: Não é que nada me preocupa. Há uma tensão constante que não permite que você desista. Mas se o grupo lhe ajuda, isso se torna uma viagem agradável, porque junto com os outros, quando todos ajudam, todos atuam, todos despertam, e você está livre da tensão.

Enfim, você não pode manter uma posição neste estado por si mesmo. Mas quando o grupo engloba você, então o seu trabalho compartilhado começa. E o Criador, em vez de iluminá-lo pessoalmente com alguns raios muito pequenos de Luz, começa a ser revelado entre vocês, como toda uma gama de sentimentos à semelhança de um mar transbordando suas margens.

E você começa a jogar com este nível de poder entre vocês. Mas este já é um jogo fácil. É difícil apenas enquanto você é individualmente levado pelo Criador. Mas quando vocês O sentem no meio de vocês, vocês já começam a jogar com esta característica: como ela pode ser aumentada, como sua forma pode ser alterada; está em suas mãos.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 3