Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

No Desejo De Paz

Dr. Michael LaitmanA meta da criação é chegar a um estado em que a Luz nos preenche no mundo do Infinito. Este é o nosso dever, porque estamos em um sistema que nos obriga a alcançar isso.

Dois caminhos possíveis para chegar a ela estão diante de nós:

  • O bom caminho, se somos atraídos para frente em relação a isso e a Luz ilumina os Kelim (vasos) de nossos desejos que foram preparados para isso.
  • Ou o caminho ruim se não estamos preparados e a Luz se transforma em escuridão tornando impossível a fuga da miséria e do sofrimento.

Para manter o bom caminho, temos que perceber o método de correção em um grupo, consentindo com a Luz dentro desse grupo. Hoje, um grupo não é suficiente; ele simplesmente não tem o poder de alcançar a luz. Ele deve prover a si mesmo com deficiência “adicional” do público geral.

Portanto, através da conexão entre nós, devemos lembrar que a aquisição de uma deficiência correta voltada à Luz só é possível se formos ao público geral e cuidarmos dele, se vermos o que lhe falta. Neste caso, nós tomamos deficiências adicionais de lá e, com elas, podemos alcançar uma deficiência suficiente para que a Luz nos ilumine em resposta.

Desta forma, o trabalho com o público geral não é necessário apenas porque precisamos cuidar deles, mas sim, em primeiro lugar, para que nós cheguemos à Luz, comecemos a trabalhar com ela, para atrai-la até nós, e depois disso nós a trazemos ao mundo. A unidade entre nós vai tomar uma forma semelhante à Luz apenas se aceitarmos as deficiências do público externo.

Da “Convenção Virtual” Uma América 16/11/13, Lição 1

O Poder Do Desejo Feminino

Dr. Michael LaitmanJá ouvimos falar sobre os grupos de Cabalistas ao longo da história. Eles eram especiais e se davam muito bem juntos em pequenos grupos que consistiam apenas de homens.

Houve casos em que um pai podia ensinar a sua filha, como o Rambam, por exemplo. Ou um irmão que ensinou sua irmã, como Moisés e Miriam. Havia profetas mulheres, mulheres que atingiram níveis muito elevados de realização espiritual por si só, mas em todas as gerações anteriores não era costume deixar as mulheres participar do trabalho em grupo.

Em nossos tempos, no entanto, estamos testemunhando mudanças muito interessantes. Nós já descobrimos, durante o tempo do Rabash, que as mulheres também são atraídas à sabedoria da Cabalá e à educação integral; elas são movidas por um desejo interno. Se a pessoa tem um desejo interno, tudo está aberto diante dela.

Rabash foi o primeiro a mudar a estrutura comum. Ele organizou as mulheres dos seus alunos num grupo que recebia seus artigos sobre a sociedade, sobre o trabalho em grupo, conexão, e elas costumavam esclarecê-los com os outros materiais de estudo. Rabash organizou um lugar onde as mulheres pudessem se reunir e ouvir as lições do grupo dos homens.

Foi uma verdadeira revolução. No passado as mulheres nunca podiam chegar perto de alguém que estudava Cabalá, mas o Rabash abriu este estudo para todas as mulheres. Ele descobriu que elas têm a mesma deficiência agora, o mesmo ponto no coração como nos homens. Nós realmente vemos que as mulheres de hoje são ainda mais determinadas a aderir ao caminho espiritual do que os homens.

Isto, juntamente com a crise global, nos deu a oportunidade global de correção do mundo. Hoje, não há diferenças entre os homens e as mulheres no grupo. Eles têm os mesmos papéis em disseminar a sabedoria da Cabalá e especialmente a educação integral. Esses papéis estão se tornando mais semelhantes a cada ano e as diferenças entre eles são apagadas e realmente desaparecem; eu estou muito feliz com isso. Quanto mais mulheres fortes nós temos participando no nosso trabalho, na nossa disseminação, e em toda a nossa vida social, mais estáveis e fiéis em direção ao caminho espiritual nós estamos.

Da “Convenção Virtual” One America 16/11/13, Lição 1

Envolver-Se Em Uma Coisa Só

Dr. Michael LaitmanExistem dois caminhos: o caminho da Torá e o caminho do sofrimento No entanto, estas não são realmente duas opções, porque ao longo do caminho do sofrimento nós recebemos golpes que nos colocam de volta no caminho da Torá.

Portanto, nós temos que perceber o mais rápido possível que há realmente apenas um caminho e que precisamos avançar pela Luz que Reforma, já que os sofrimentos não nos corrigem. Apenas uma oração, um pedido de correção, atrai a Luz, e, em seguida, depois de passar por várias correções, chegamos ao objetivo da criação.

O Criador é a bondade absoluta que ilumina sobre nós, e nós não temos escolha a não ser avançar em direção à meta que foi preparado para nós com antecedência. O objetivo é fazer o bem aos Seus seres criados; portanto, aderir-se a Ele é o benefício real. Isto é o que devemos alcançar.

O Criador bom e benevolente é revelado de acordo com a lei de equivalência de forma, na medida em que somos iguais a Ele. Ele está na doação e no amor absoluto, e nós também devemos alcançar os mesmos atributos. No entanto, nós nos aproximamos deste estado gradualmente, descobrindo vez após vez o mal em nós, tentando atrair a Luz que Reforma, que é chamada de Torá. Ela nos corrige e estas porções de correção que são chamadas de “cumprir as Mitzvot (mandamentos)” nos empurram para frente, uma por uma, até que nos tornamos como fruta madura que está pronta para o “acoplamento completo” (Zivug).

Isto é como a atitude do Criador para conosco é revelada de acordo com a providência proposital. Ela opera dessa maneira, a fim de estimular em nós suas diferentes formas repetidamente. Assim, nós podemos conhecê-Lo de acordo com o princípio da vantagem da Luz a partir da escuridão.

Assim, aquele que é maior do que seu amigo, o seu desejo também é maior. Quando subimos ao Criador nos atributos de doação e amor, podemos esclarecer melhor como somos opostos a Ele, e podemos esclarecer as coisas mais profundamente na medida em que a imagem se torna mais clara e nítida. Assim, podemos chegar mais perto do Criador por todo o caminho até o último nível de esclarecimento da conexão entre nós.

Baal HaSulam afirma que a religião é um meio, uma ferramenta para alcançar o Criador, o objetivo da vida. Os meios são indicados para aqueles que trabalham com eles, e todos os outros ficam confusos com suas próprias ideias sobre a religião. Em vez de estabelecer a ordem correta e o sistema correto, eles estão construindo um “ídolo e uma imagem”, falsas imagens, contanto que tenham algo com que se envolver sem se corrigir em prol do amor e doação, sem ansiar alcançar o nível “do amor das criaturas ao amor do Criador”.

De acordo com este sinal, nós podemos diferenciar entre a sabedoria da Cabalá e todos os outros métodos, pois nenhum deles permite que a pessoa mude sua natureza do ódio ao amor. Assim, todos eles são inaceitáveis.

É por isso que estudamos, disseminamos e trabalhamos na conexão do grupo, e com isso chegamos ao reconhecimento do mal. Acontece que o mal é a nossa natureza e temos que nos livrar dele e alterá-lo para uma natureza diferente.

Isso não significa que eu tenho que me destruir ou odiar a minha natureza, embora ela seja má. Não, eu vejo o que o Criador me deu nela, e só deve corrigi-la com muito cuidado. Eu não tenho outro compromisso na vida, exceto a correção da minha natureza. Eu não devo desrespeitá-la, mas preciso estudá-la profundamente, com precisão e em grande detalhe e então, a partir dessas corrupções, eu entendo qual deve ser a forma correta.

Portanto, o Criador é chamado de “Boreh” (venha e veja). Eu transformo o meu ego para “a fim de doar” e estabeleço uma restrição acima dele, uma Masach (tela) e a Luz de Retorno, e gradualmente formo a imagem do Criador a partir das partes corrigidas. Eu O construo em mim.

Caso contrário, Ele continua sendo uma força invisível que não pode ser revelada em nossos sentidos. É porque Ele é revelado apenas de acordo com a nossa capacidade de adaptação a Ele, de acordo com a lei de equivalência de forma.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 08/11/13, Escritos do Baal HaSulam

A Ciência Da Unidade

Dr. Michael LaitmanRecentemente, temos trabalhado ativamente com um público amplo, indo até as pessoas com o método de educação integral para que possamos aprender um pouco sobre elas e sentir quem são essas pessoas e o que elas querem.

No entanto, não devemos esquecer que os princípios Cabalísticos são a base do método de educação integral. Apesar de explicá-los para principiantes na linguagem cotidiana comum, nós não mencionamos a psicologia interior revelada pela sabedoria da Cabalá, a essência de nossas relações internas com o outro.

Nós não falamos sobre anular o nosso desejo diante do desejo do outro, entregar-se ao grupo para entra nele, e anular o desejo de todo o grupo para se tornar semelhante ao Criador. É claro que não falamos isso para principiantes nas primeiras aulas. No entanto, mais tarde, eles vão começar a se perguntar sobre a origem dessas forças e propriedades que, de repente, eles sentem no processo de estudo: calor, atração, desejo de se elevar acima deste mundo, relutância em estar dentro da matéria. De onde vem a força da unidade?

Em primeiro lugar, nós explicamos que esta é a força da sociedade que é revelada na unidade. No entanto, nós teremos que revelar que essa é a força geral da natureza que a governa, só que está oculta de nós, e por meio de nossa unidade nós podemos revelá-la. Esta é a força do Criador governando o mundo e nos gerenciamento, e como Ele quer se aproximar e ser revelado em nós, nós sentimos que não estamos prontos para isso, e por causa disso experimentamos uma crise.

A sabedoria da Cabalá é a base da educação integral, e é por isso que uma pessoa que não estuda Cabalá não pode se tornar instrutor de educação integral. Ela não vai entender nada deste método. Nós percebemos que depois de dez ou vinte eventos, não temos nada a dizer ao público. Nós precisamos penetrar mais profundamente as coisas e explicar-lhes a psicologia interna da nossa conexão.

Então, nós começamos a falar como psicólogos se comunicando entre si em termos técnicos, não compreendidos por leigos, discutindo em detalhes todos os aspectos das nossas relações mútuas e os fenômenos internos no homem.

Portanto, nós vamos ter que ensinar ao público cada vez mais dos elementos da Cabalá. No início, não temos que usar termos especiais, mas podemos explicar as coisas apenas em palavras simples. Mais tarde, a Cabalá será revelada gradualmente, porque não temos outra linguagem para explicar a relação entre os seres humanos e entre o ser humano e o Criador além dos termos de Cabalá.

A sabedoria da Cabalá é a ciência da conexão, a revelação do Criador, a força de doação e amor. Ela deve ser a nossa maior base, de acordo com a qual vivemos e da qual deriva toda a nossa sabedoria, todas as nossas forças. Devido a isso, nós sabemos como fazer contato com o Criador por meio da unidade no grupo, através do qual tiramos força e a passamos ao público. No entanto, por causa disso, o público se conecta com a gente e, através de nós, com o Criador, e, gradualmente, as seguintes palavras serão compreendidas: “… porque todos Me conhecerão, do menor ao maior”, e, “… pois a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”, isto é, para todos.

Isto significa que todos devem revelar plenamente o Criador, revelar a força de doação e amor dentro de si, dentro de seu vaso, que será equivalente a qualquer outro vaso. Na verdade, todas as pessoas, em última instância, devem se conectar com os todos os outros desejos quebrados, para corrigir a quebra e revelar um vaso completo, corrigidos, e nele, a força da doação e do amor, a força da união perfeita.

Portanto, não podemos deixar a sabedoria da Cabalá. A educação integral não pode avançar separadamente dela. Nós temos que continuar a estudá-la para fortalecer a metodologia integral pelos elementos da Cabalá, entrelaçando-os, e, assim, avançar.

Uma pessoa que está apenas começando a estudar não pode ir trabalhar com o público externo imediatamente. Ela não será capaz de levar a força espiritual até ele, porque ela ainda não tem a força interior, a conexão com o grupo a fim de alcançar a doação ao Criador. O instrutor deve tirar força da sabedoria da Cabalá e estudá-la constantemente.

Da “Convenção Virtual” Uma América 16/11/13, Lição 2

O Ponto Decisivo Do Desenvolvimento

Dr. Michael LaitmanAtualmente, a humanidade atingiu um novo estágio de desenvolvimento e agora deve trabalhar em conjunto para corrigir o mundo. Não há alternativa, porque os problemas atuais são causados pela Luz revelada que incita-nos a começar a nos unir. Caso contrário, ela ainda vai continuar a se aproximar de nós, mas de forma catastrófica, como um asteróide que ameaça colidir com a Terra.

A Luz está realmente se aproximando e dia-a-dia somos confrontados com as consequências disso. Empregos são cortados, doenças e problemas se multiplicam, perversões da natureza humana estão crescendo, mutações; em outras palavras, graves mudanças para pior estão tomando lugar na sociedade humana e no mundo circundante.

Além disso, os governos e as elites perdem seus meios de influência que permitem gerenciar o mundo, e não sabem o que fazer. Anteriormente, era possível puxar uma ou outra “rédea”: dinheiro – exército, exército – dinheiro. Mas nestes dias, o dinheiro perdeu sua aura de onipotência, e a polícia e os métodos militares não são eficientes nas condições quando mais e mais países estão batendo na porta do “clube nuclear”. Em minha opinião, cerca de vinte países possuem armas nucleares hoje.

Como resultado, estamos perante um grande problema porque somos obrigados a iniciar a correção do mundo. Estou falando de todos aqueles que estão conosco, que sentem o ponto no seu coração: nós devemos despertar a união. Se não formos capazes de nos unir antes que a Luz se aproxime de nós, vamos avançar pelo caminho do sofrimento.

A situação é esta: se somos atraídos para a Luz, nós sentimos o positivo (+) e nos movemos pelo caminho do acelerar (Achishena). Se não queremos isso e permanecemos em nosso egoísmo (Ego), vemos o lado oposto da Luz (-) e avançamos como estava “programado”, “no devido tempo” (Beito).

Assim, hoje nos encontramos em um estado de escolha, no ponto de interrogação, do qual podemos subir ou descer. Neste ponto decisivo, as pessoas que têm uma atração para o desenvolvimento espiritual, que sentiram o ponto no coração, que receberam de Cima o desejo de pensar sobre isso e aprender sobre o programa e a meta que está além da nossa vida normal, podem fazer toda a humanidade segui-las. E elas devem fazer isso. Os Cabalistas de todas as gerações têm escrito sobre isso.

Da “Convenção Virtual” Uma América 16/11/13, Lição 1

Conexão Com A Luz

Dr. Michael LaitmanHá duas etapas no desenvolvimento humano: a mais alta e a mais baixa. Além disso, nós (WE) representamos a etapa mais alta porque temos o ponto no coração (•). Nós nos preocupamos com o desenvolvimento, podemos sentir e compreender a sua importância, preocupamos-nos, não somos indiferentes. Nós temos uma conexão com a Luz, que não sabemos sobre nós mesmos.

Por outro lado, a humanidade não tem nenhuma conexão direta com a Luz, e as pessoas vivem no âmbito da nossa civilização, cuidando das necessidades comuns por comida, sexo, família, dinheiro, honra, poder e conhecimento. Não precisam de mais nada.

No entanto, hoje há uma situação especial: o mundo está mergulhado na crise. Praticamente todo mundo sente isso e não pode fazer nada. Aqui, nós devemos entender que esta crise é causada pela abordagem constante da Luz, que se manifesta em nós, minando a instituição familiar, destruindo a educação das crianças, privando-nos de empatia nas relações entre as pessoas e enfraquecendo-nos. Em geral, as muitas facetas da crise nos levam a um ponto quando o bem-estar antigo e velhas esperanças parecem “escapar por entre os dedos como água”. Isto acontece porque não somos capazes de entrar em contato, em conexão, com a Luz que está sendo revelada mais e mais.

Então, nós temos uma razão para chegar às pessoas e explicar por que elas se sentem mal. Baal HaSulam escreve sobre isso, que devemos nos tornar “um reino de sacerdotes”, estender a mão para as pessoas e dizer como corrigir a situação, como lidar com a crise. Afinal de contas, a saída dela está na união (Σ) pelo método de educação integral (∫).

Se nos unirmos, a crise desaparecerá porque em nossa união, nós começaremos a revelar a Luz. Agora somos nós, mas nós não somos compatíveis com ela; ela se oculta mais, e como resultado, nós sentimos a escuridão crescente. Se nos igualarmos à Luz, poderemos manifestá-la na qualidade original, iluminar a vida com bondade, que constrói todas as conexões entre nós e nos preenche.

Assim, temos apenas duas oportunidades simples:

.  ou nos unir, tornando-nos semelhantes à Luz que é revelada em nós;

.  ou não nos unimos, e ela será revelada de qualquer forma, mas em seu tempo, no caminho da dor e do sofrimento causado pela nossa crescente divergência entre ela e nós.

No entanto, a própria humanidade não pode compreender o método de correção ou sentir algo, porque não tem o mais importante: o ponto no coração. Assim, cabe a nós: devido ao ponto no coração, temos uma conexão com a Luz. Assim, precisamente temos que nos tornar um elo entre ela e toda a humanidade.

Além disso, se em todas as gerações desde Adão até agora, os Cabalistas criaram apenas grupos fixos, hoje, isso não é suficiente. No passado, o poder espiritual do grupo foi suficiente para revelar a Luz. Houve várias vezes quando grupos eram compostos por poucos homens, ou dezenas, ou centenas ou milhares. No entanto, temos que integrar nossos pequenos grupos em todos os outros.

Nós, o nosso grupo, não pode obter conexão com a Luz se não levarmos em conta toda a humanidade. Nós temos um grande desejo e ainda não somos capazes de realizá-lo. Os anos passam e estamos aparentemente “ociosos”. Enclausurados em nossos grupos, nós somos como um cão que corre por aí tentando pegar o próprio rabo. Existem muitos esforços e pouco efeito.

Por quê? Porque nos falta a necessidade, o sentimento de carência. Não temos esse grande menos com que poderíamos alcançar a Luz. E não o teremos, não importa o quão duro trabalharmos.

É por isso que os grupos “boiam” por anos. Eles devem ter toda a humanidade conectada a eles, não bilhões de pessoas de uma só vez, mas é necessário começar a trabalhar nesse sentido. Eles precisam “ir para as massas” e conectá-las a nós.

Então, em resposta, teremos um grande desejo, uma grande necessidade. Sim, é apenas uma necessidade “terrena” simples, natural, baseada nas necessidades comuns; no entanto, nós podemos transformar isso em um impulso espiritual e pedir satisfação espiritual ao Criador. Nós elevamos o desejo delas e pedimos: “Dá-nos Luz! Dá-nos união!” Este desejo espiritual desperta a Luz que nos afeta em resposta, ela é revelada em nós, e nós podemos levá-la às pessoas.

Assim, esta Luz resolve todos os problemas. Em nosso mundo, não nos falta nada exceto a conexão entre as pessoas. Através da interconexão correta, seremos capazes de organizar tudo. A única coisa é construir corretamente as relações entre nós.

Da “Convenção Virtual” Uma América 16/11/13, Lição 1

Uma Ação Sem Intenção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todas as nossas ações, tudo o que fazemos, deve visar à revelação do Criador. Esta é a única maneira que podemos determinar a eficácia da nossa ação. E se, após a análise, parecer que ela não se destina à revelação do Criador, é melhor “ficar sem fazer nada,” como está escrito?

Resposta: Não, não importa em que estado você esteja, você ainda deve agir. Há casos em que a pessoa parece estar “morta”, mas ela ainda deve vir ao grupo, estar presente nele mesmo se ela dorme durante a aula. Ela ainda deve executar determinadas ações básicas.

Uma ação mecânica não é realmente mecânica. Se eu puder realizar mesmo o menor movimento, significa que meu desejo participa nele, pois caso contrário eu não seria capaz de me mover.

Nem uma única molécula ou átomo poderia mudar se não existisse qualquer desejo ativo nela. Os elétrons que giram ao redor do núcleo são desejos, uma vez que toda a matéria é um desejo de receber. Em todos os átomos, moléculas e elétrons, há um grande desejo de alcançar um estado de saturação.

O estado de saturação que é alcançado em partículas elementares — como resultado do big bang, por exemplo — desce do nível espiritual e age em todo o universo em todas as fases de sua evolução. É por isso que elas estão se movendo incessantemente em busca de prazer pela realização, pois é só assim que podem expressar sua necessidade de realização. Elas pensam que  estão perseguindo a satisfação.

Nós somos feitos destas partículas elementares, de modo que perseguimos prazer toda a nossa vida. Este anseio é revelado num nível diferente, mas na mesma direção. Portanto, nós devemos executar ações mecânicas, mesmo que elas ainda não possam ser executadas no nível emocional.

Às vezes, nós pensamos, “Por que devo me sentar com essas pessoas? O que eu tenho para lhes dizer? Não quero isso de forma alguma. Como posso mentir para mim e para os outros?”.

Minta para si mesmo e para os outros. Faça de conta. Aja como se fosse amigo deles! No entanto, lembre-se que é um ato, uma mentira, uma vez que você está fazendo isso conscientemente. Isto faz parte do seu desenvolvimento.

“Como posso fazer isso? Afinal, eu sou uma pessoa honesta! Por que devo me sentar com eles, comer com eles e abraçá-los? Eu não me importo com eles de forma alguma. Se nós nos amássemos, seria diferente, mas eu não sinto que eles são meus amigos dessa forma”.

É isso mesmo! Você não os sente, e você vai inclusive odiá-los, como os alunos do Rabino Shimon. O que você vai fazer então? Será que todo mundo deveria sair por causa do modo como eles se sentem? Pelo contrário, você deve estar ciente e se elevar acima disso, já que entende que é assim que o nosso ego fala dentro de nós.

Aja, embora você não queira, porque seus desejos estão dentro de você, e as ações estão do lado de fora. Após as ações, haverá novos desejos, já que a Luz Superior influencia ações mesmo sem um desejo. Como está escrito, “Mitzvot não requerem intenção”. Mesmo se você executá-las mecanicamente, elas evocam a Luz Superior.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 21/10/13

Um Herói Quantitativo E Um Herói Qualitativo

Dr. Michael LaitmanNós não precisamos exigir que outras pessoas conheçam e entendam o método. Elas simplesmente devem entender que a crise vai continuar por muitos anos. Hoje muitos estão escrevendo sobre isso, mas por enquanto ninguém compreende que a queda vai continuar por anos, até que a última gota de existência normal seja eliminada de nós.

Esta é uma lei da natureza que é compreendida por aqueles que veem um pouco mais profundamente do que os outros; não existem milagres aqui. Se olharmos para o futuro sob a luz da razão, uma terrível imagem se abrirá diante de nós: a crueldade das pessoas, o vazio espiritual e material, retrocesso e degeneração da geração mais jovem, cidades desertas, e a total indiferença dos seres humanos que não estão prontos para nada. O ego começa a nos devorar e terminará a sua existência, como um tumor canceroso que mata o corpo inteiro e depois morre.

Nós devemos explicar tudo isso ao público em geral, organizar workshops integrais para eles e não apenas falar sobre amor e amizade, mas resolver nossos problemas materiais juntos. Junto com isto, eles são resolvidos com grande facilidade, porque dentro deles há a participação de uma força superior. As pessoas não precisam saber disso, não é necessário assustar e confundi-las. É suficiente que elas compreendam que dentro da conexão e unidade encontra-se uma força singular da natureza que nos ajuda. E elas vão sentir isso através dos nossos workshops.

Diz-se que há um herói quantitativo e um herói qualitativo. O herói quantitativo se estende em largura enquanto o herói qualitativo se estende em altura. Portanto, para ser um herói quantitativo, nós devemos conectar as massas a nós mesmos. E assim podemos ascender.

Da Convenção na Bulgária “Amanhecer de Um Novo Mundo” 03/11/13, Lição 5

Desligar O “Modo De Repouso”

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Amor pelo Criador e o amor pelos Seres Criados”: …aqui vem a declaração de Hillel ao estrangeiro que veio diante dele e pediu para ser convertido, como se diz na Guemará, “Converta-me para que você me ensine a Torá inteira enquanto estou de pé sobre uma perna”.

Ele lhe disse “O que tu odeias, não faças ao teu amigo”. Esta é toda a Torá, e o resto significa apenas vá e estude. Nós vemos que ele lhe disse que toda a Torá é a interpretação do versículo, “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.

A Torá nos fala dos métodos para ascender ao grau do “Amar o nosso próximo como a nós mesmos”. Desde a primeira palavra até a última, a Torá explica claramente como devemos agir e o que vamos passar para implementar completamente este princípio.

Pergunta: Que tipo de precisão é esse se ninguém entende o que se está falando?

Resposta: É um processo. Quando a pessoa começa a executar o método no grupo, pouco a pouco ela começa a perceber e sentir o que significa o ódio e o amor, o que é completamente alheio a nós agora.

Hoje, nós odiamos ou amamos os outros apenas no plano material, mas aqui eles são revelados no conceito de amor completo, unidade, e outra etapa espiritual. Então, nossa auto-medição torna-se totalmente diferente. Antes, nós só vivíamos neste mundo, experimentávamos inúmeras sensações nele e entrávamos em várias relações num nível “animal”.

Mas agora nós começamos a implementar a unidade entre nós. Ao fazê-lo, nós subimos para um nível totalmente novo. Nós participamos do grupo que não é apenas um conjunto de pessoas, mas muito mais. No grupo, compartilhamos diversas relações entre cada um de nós com os outros. Construímos a conexão que eu chamo de uma “esfera de framboesa”.

Definitivamente, não é uma “esfera” em si, mas um sistema que se manifesta entre nós. Ele existe e nós temos que despertá-lo e trazê-lo à vida, ao tentarmos nos incluir uns nos outros, conectando-nos uns com os outros, e esperando que a Luz que Retorna venha e nos una.

Nós vemos que não somos capazes de fazê-lo sozinhos. Cada vez, quando tentamos nos tornar melhor (1) vemos que só nos tornamos pior (2). Isso vai durar até alcançarmos um estado que chamado de “49 portões da impureza” no qual vamos reconhecer que não há nada bom em nós, e que somos totalmente maus. Então, de acordo com esse entendimento, sentiremos a necessidade de pedir a ajuda do Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/10/13, Escritos do Baal HaSulam

Lo Lishma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível verificar se uma pessoa está em estado de Lo Lishma? O que tipifica Lo Lishma, a partir do qual chegamos à Lishma ?

Resposta: Lo Lishma significa que a pessoa está buscando a verdade. Ela ouviu e, teoricamente, tem uma ideia do que é, mas ao mesmo tempo ainda está na intenção de receber para si mesma.

Se medirmos Lo Lishma de acordo com uma escala de 0% a 100%, então no caso em que um amigo toma emprestado $ 1000 de mim, 0% de Lo Lishma é quando o amigo deve devolver todos os $ 1000 para mim.

1% de Lo Lishma é quando ele devolve $ 999 para mim, e eu aceito isso como se ele devolvesse todos os $ 1000. E 100% de Lo Lishma é quando ele devolve $ 0 para mim, um envelope vazio. E eu verifico isso com os meus sentidos, vejo que não há nada lá e aceito isso como se ele devolvesse a totalidade da dívida para mim. Ou seja, isso me mostra o quanto eu posso ir além dos desejos de recepção.

Mas, certamente, todo esse avanço só é possível devido à influência da Luz Circundante (Ohr Makif). Mas quando nós passamos de Lo Lishma para Lishma, começamos a operar a Luz Direta (Ohr Yashar).

Baal HaSulam fornece uma definição de Lo Lishma na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot : “De fato, a prática de Torá e Mitzvot em Lo Lishma significa que a pessoa acredita no Criador, na Torá, e na recompensa e castigo. E ela se engaja na Torá porque o Criador ordenou o engajamento, mas ela associa seu próprio prazer de dar satisfação ao seu Criador”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 15/11/13, Shamati # 64 “De Lo Lishma para Lishma