Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Como Entrar No Mundo Superior Sem Se Mover

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso descrever a forma do nível superior?

Resposta: Você tem que imaginar seu estado superior e tentar viver nele, tanto quanto possível. Eu estou construindo o nível superior neste mundo sob estas condições. As relações corrigidas entre eu e os outros são chamadas de mundo superior. Então, eu descubro que ele está bem aqui e que não há nenhum outro lugar.

Eu vejo uma nova conexão que se estende entre eu e os outros, e assim eu revelo todo o nível superior, e nele o Criador que preenche o mundo. Eu vejo que o mundo inteiro é a Sagrada Shechiná, e o Criador está nela. Eu O descubro aqui. Eu não preciso voar para lá ou para alguma outra dimensão.

Eu estabeleço constantemente a forma deste mundo espiritual com o que tenho diante de mim agora, e apenas a intenção muda. Eu uso todos os meus desejos egoístas e o ódio como materiais de construção. Eu só adiciono a conexão corrigida entre todas as partes da realidade. Eu descubro e mudo a conexão de recepção para doação. Nada mais muda, como se diz, “tudo continua do jeito que estava”, e “Eu comi o que é muito velho”.

No entanto, eu descubro que, por meio da nova atitude que tenho para com os outros, e entre os outros, eu vejo que todo mundo está no fim da correção. Eles não se sentem dessa forma, mas eu os vejo de acordo com o meu nível. Eu vejo que não há nada neste mundo, exceto Malchut de Ein Sof (Infinito) que é perfeitamente corrigida. Tudo o que eu vi até agora era apenas um sonho. Tudo depende apenas da minha percepção da realidade.

Portanto, não há lugar para onde você possa escapar, e não há necessidade de escapar. Eu só devo mudar a minha atitude para com o que vejo e tentar ver o domínio do Criador em todos os lugares. Então, eu preciso me sentir feliz, já que gradualmente vou descobrir o verdadeiro estado que já existe. A única coisa que falta é o meu esforço em descobri-lo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 29/1/13, Escritos do Rabash

Igualdade: Esta É A Chave Para O Sucesso

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que deve ser feito se um homem se recusa a participar junto com as mulheres na disseminação ou em outros eventos?

Resposta: Os americanos estão perguntando isso? Eles devem tomar Israel como exemplo. Com a gente, as mulheres participam na disseminação externa não apenas como os homens, mas à frente deles. Nós damos o direito de passagem às mulheres, porque círculos mais amplos se relacionam com elas com mais simpatia do que com os homens, pois elas são melhor e mais rapidamente aceitas, e o público externo concorda mais facilmente com elas.

Se o grupo deprecia as mulheres, ele não pode disseminar de forma ampla. Esta é a parte mais leal do grupo mundial em geral. Eu confio nelas mais do que nos homens. Elas são fiéis, fortes, têm uma maior capacidade de resistência, e não guardam ressentimentos, enquanto os homens são mais fracos, volúveis, e este é o nosso problema.

Nossa única vantagem é que podemos procurar maneiras de avançar, e somos criativos. As mulheres não são. Elas são mestres na implantação. Portanto, nós precisamos usar isso e nos completar.

As mulheres que saem para a disseminação integral sempre podem preparar e aconselhá-lo sobre o que é melhor e o que é pior. Elas sentem melhor o público, porque o homem fantasia o tempo todo, enquanto a mulher é mais pé no chão.

É tolice enfatizar o meu “eu”, que o meu “eu” é aparentemente masculino. Isso não existe na espiritualidade. Pode haver um Kli espiritual sem a parte feminina? Pelo contrário, tudo o que o homem faz se acumula e cresce dentro dela. Ela produz e desenvolve, mas nós semeamos, irrigamos, e fazemos de tudo para que o nascimento e o crescimento surjam a partir dela.

Um grupo que avança com sucesso é um grupo onde os homens e as mulheres têm direitos iguais e entendem como podem se completar e desenvolver.

Da Discussão sobre Grupo e Disseminação 23/10/13

A Permissão É Dada Porque Há Uma Necessidade

Dr. Michael LaitmanAnteriormente, nós evoluímos na forma de “bestas”, geração após geração, conforme o grau das Reshimot “rolavam” de um desejo para outro, e esses desejos recebiam as sensações dos órgãos em que se encontravam e criavam uma imagem do mundo.

No entanto, agora nós recebemos permissão para subir através da sabedoria da Cabalá para o nível do mundo eterno. Portanto, já não seremos limitados pela encarnação física. Essa sequência de vida física e morte desaparecerá, pois veremos nisso apenas um determinado nível do sistema geral.

Quando perguntei ao Rabash no início do meu estudo sobre o que significa a vida e a morte em nosso mundo, ele respondeu: “É como quando você tira uma camisa de noite e coloca uma nova pela manhã”. De forma idêntica, você tira essa vida e se veste de uma nova vida, de um sistema de dez Sefirot para outro sistema de dez Sefirot, e quando você se encontra num nível superior, você não sente nada de especial nisso. Da mesma forma, um corpo que se encontra no nível bestial não sente dor ao cortar o cabelo ou as unhas, porque eles se encontram no nível vegetal. O nível inferior não sente uma deficiência. Pelo contrário, a sua renovação é sentida como uma boa adição.

Então, segue-se que para os seres humanos em nossos dias, há chances de subir ao mundo eterno antes de sua conclusão desta vida, e, assim, eles vão ver a realidade atual como um “apêndice” do mundo eterno.

No entanto, é muito difícil explicar isso. A permissão é dada e nós temos que agir, mas um trabalho difícil é exigido antes de podermos implementar corretamente esta tarefa. Nós precisamos tornar o acesso ao método mais fácil para o mundo; nós devemos estar num nível superior e fazer a conexão correta entre os níveis. Isso é chamado de ser um professor e começar a elevar a humanidade. Nós precisamos ver isso como a nossa tarefa, a nossa obrigação. A essência da permissão não é apenas que estamos autorizados a realizá-lo, mas é o nosso papel e responsabilidade fazê-lo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Com O Que O Homem Começa?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como eu posso ver os atributos, Sefirot, em torno de mim, e não as pessoas?

Resposta: Por que você vê as pessoas no sentido material da palavra? Por que você precisa de rostos? Será que o corpo diz alguma coisa para você? Ele não diz nada sobre a pessoa.

Na verdade, em breve, nós também vamos parar de nos relacionar com traços de caráter. Uma pessoa os recebe quando nasce ou adquire-os do ambiente. Isso não é ela.

Seus pais a trouxeram para o mundo, ela foi educada nessas instituições ou em outras que não escolheu, e toda a sua vida ela se encontra em algum ambiente. Como resultado disto, vemos nela uma forma particular que é moldada de acordo com determinados parâmetros. É assim que eles a “fizeram”, e é assim que ela vive sua vida do começo ao fim.

Isso não é realmente ela. Não atribua nada a isso. Ela não tem sequer um grão de algo original seu, nem as características do seu corpo, nem seus traços de caráter. Tudo é resultado do que ela, aparentemente, recebe dos outros.

O homem (Adão) em mim começa a partir do que eu recebo de cima. Se eu entro num grupo e me esforço nele, eles também são o resultado de uma educação particular. Se eu começo a receber uma iluminação de cima, graças à qual novas características nascem em mim que se opõem às características anteriores, este é o início de uma nova criatura que não está ligada ao meu corpo ou personagem. Portanto, a alma é chamada, de “uma parte divina de Deus de cima”.

Portanto, segue-se que a aparência externa da pessoa e seu comportamento não têm significado. O que importa é o seu investimento num grupo e seus esforços. Para isso, ela pode receber uma resposta de cima e adquirir o que é chamado de homem.

Até então, ela não é um homem. Ela não tem nada realmente seu. Se durante a sua vida ela não corrigir até mesmo um de seus desejos com a ajuda da Luz que Reforma, é como se ela não estivesse viva. Você vê, a sua conta espiritual está vazia e ela participa do processo de evolução histórica como todos. Não há nada aqui para medir, avaliar e pesar nas “escalas” espirituais.

Há uma advertência adicional: mesmo que a pessoa não se corrija, ela não vive sua vida em vão se ajuda na correção dos outros, se ela lhes aproxima da verdade. De qualquer forma, é vantajoso trabalhar nisso tanto quanto possível. Como o Baal HaSulam escreve na “Última Geração”, o objetivo da vida é merecer a adesão com o Criador, para manter estritamente a regra geral de atuar apenas no que é bom ou ajudar muitas pessoas a alcançar a adesão com Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Canal De Luz

Dr. Michael LatimanNossos amigos são partes de nossas almas. O fato de participarmos do grupo não é acidental: nós fomos trazidos ao grupo de cima. Nós devemos perceber que é o Criador que nos deu este conjunto particular de amigos. Ele é aquele que “colocou nossas mãos” no bom destino, e disse: “Tome isso!” De agora em diante, tudo o que temos a fazer é fortalecer a nossa conexão e união com os outros.

Nós criamos regras básicas de unidade, que incluem workshops, refeições conjuntas e atividades. Nós nos reunimos pelo menos várias vezes por semana. Ao fazer isso, podemos estabelecer e ampliar os fios que nos conectam. No entanto, não importa o quanto nos esforçamos em melhorar a nossa conexão, não vamos ser capazes de criar uma força que seja forte o suficiente para revelar a Luz Superior. Nós simplesmente não alcançar “tensão” suficiente para “ativá-la”.

Por que é assim?

Gerações anteriores de Cabalistas foram integradas em grupos menores, às vezes menos de dez pessoas. É assim que eles revelaram o Criador entre si. No entanto, a nossa situação é bem diferente. Hoje, toda a humanidade está num estado corrupto; todo o vaso da alma comum foi estilhaçado.

Isso explica por que nós temos que receber o maior número possível de desejos e necessidades de cada fragmento quebrado. Então nós temos que “digeri-los”, subir junto com eles ao Criador, e exigir que Ele seja revelado a nós. Devemos fazê-lo não por nossa causa (1%), mas para o público externo (99%).

Assim, devemos ser o canal que guia a Luz, para que a Luz do Criador seja revelada em nós, e nós a passemos outros.

Para isso, primeiro nós devemos nos fortalecer (1), depois nos voltarmos às necessidades do público em geral (2) e após isso, apelarmos ao Criador (3). Então, a Luz e a abundância descerão do Criador até nós (4) e nós as transmitimos para baixo (5).

Nós estudamos Cabalá, e para o público externo nós apresentamos a Educação Integral (EI) Assim, temos que aprender a lidar com o público em geral, de que forma e estilo nós devemos apresentar materiais de EI, e que conjunto de termos usar quando falamos com eles.

Diz-se: “Eduque a criança de acordo com a sua maneira”. Em outras palavras, nós educamos as pessoas de uma forma que elas possam compreender, de modo que serão atraídas a nós e não repelidas. Então, conforme a quantidade de pessoas atraídas a nós, nós poderemos envolver algumas delas nos grupos. Nós devemos ser muito gentis com elas de modo a não assustar aquelas que não estão prontas para se juntar a nós.

Cabalistas sempre falaram sobre o trabalho em pequenos grupos, em vez da disseminação em massa concebida para aqueles que estão longe de estudar a ciência da Cabalá. Porque até agora, o mundo nunca tinha experimentado uma crise global e os Cabalistas não tiveram que dar este passo; isso não foi revelado neles. No entanto, Baal HaSulam escreveu sobre “a última geração” e os problemas contemporâneos; ele publicou o jornal “A Nação”, mas tudo isso era apenas o começo, um “rascunho”.

Por outro lado, estamos vendo a crise, e somos obrigados a lidar com o mundo inteiro. Caso contrário, não vamos chegar à espiritualidade; não vamos sentir a necessidade de apelar ao Criador. Afinal de contas, somos apenas Galgalta ve Eynaim (GE), Hafetz Hesed , uma parte muito pequena com muito pouco “profundidade” do desejo, que é limitado aos níveis zero e um. Toda a humanidade representa o AHP com os níveis dois, três e quatro.

Portanto, se não recebermos esta grande “espessura” (Aviut) dos desejos do resto do mundo, não teremos nada para nos dirigir ao Criador. Não há outra escolha. Em contraste com as gerações anteriores, nós somos simplesmente obrigados a ‘ir ao público em geral’, aceitar as suas necessidades, e elevá-los.

Em seus artigos O Arvut (Garantia Mútua)”e “Matan Torah (A Entrega da Torá)”, Baal HaSulam escreve que temos que servir o mundo inteiro como um canal de transmissão entre o Criador e as nações. Não há lugar para aprender como fazê-lo; nós estamos constantemente desenvolvendo a parte da metodologia denominada Educação Integral. O desenvolvimento está em andamento, e dia a dia nós avançamos constantemente

Da “Convenção Virtual” Uma América 17/11/13, Lição 3

A Geração Mais Importante

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que as inúmeras reencarnações da humanidade por milênios não produziram qualquer efeito espiritual?

Resposta: Tudo é contabilizado, tudo tem a sua própria conta; no entanto, a nossa geração é definitivamente mais importante do que as anteriores. Na verdade, elas foram a preparação para hoje. Nada aconteceu por um motivo até agora; as pessoas não tinham independência no verdadeiro sentido espiritual.

Na verdade, não se trata de corpos, mas das mesmas almas. O ponto no coração passou por ciclos de vida, tornando-se mais evidente, e hoje estamos finalmente em condições de trazê-lo à luz.

Além disso, a influência que leva as pessoas a este estado, a fim de que se tornem independentes mais cedo, passa através de nós para o público externo. Diz-se: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”. Em outras palavras, todos devem crescer espiritualmente, para identificar a raiz de sua alma, e para conectar a sua “célula” com o “corpo” comum conscientemente, de forma eficiente e eficaz.

Portanto, todo mundo tem um lugar na comunidade e as diferenças surgem apenas na ordem de entrada nela. E esta ordem é determinada pelos parâmetros do sistema.

Pergunta: Mas nem todos virão para o grupo?

Resposta: No final, é claro, todos virão. Na verdade, o nosso estado final é a unidade, o mesmo anterior à quebra. Nós voltamos a ele gradualmente, se desejado, de acordo com os próprios esforços.

Neste caminho, você vai sentir o que está acima de você e o que está abaixo. Acima de você, você vai encontrar os Cabalistas de todas as gerações: a parte ativa do sistema. E abaixo estão aqueles que não chegam à realização correta e que você deve ajudar.

Como resultado, cada um de nós é como um canal de comunicação, como um capilar que transfere forças vitalizantes para outras células.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/13, Escritos do Baal HaSulam

Análise E Síntese Da Alma Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível identificar o mal e desenvolver o ódio em relação a ele?

Resposta: É impossível identificar o mal se você não está num grupo, no ponto de conexão, em alguma forma de conexão. Nós precisamos constantemente aderir a esta forma de conexão e ir mais fundo nela, esclarecer, investigar, conhecer, testar e tentar penetrar na sua essência interior.

Dentro da nossa conexão eu descubro o sistema espiritual interior. Quando as partes separadas começam a se conectar corretamente, dentro delas é descoberta a estrutura espiritual que é construída a partir de duas forças que são opostas, mas complementares. Portanto, eu já estou construindo a conexão dentro de mim, e com isso reúno minha alma, juntando o Kli. Todas as partes são um desejo de receber, mas elas estão conectadas entre si, a fim de se completar, isto é, pelo propósito da doação.

Na medida em que eu entro e aprofundo este esclarecimento, tanto na análise como na síntese desta estrutura, que é composta de partes opostas, com isso eu esclareço tudo lá e encontro todas as respostas. Portanto, nós precisamos visar constantemente a conexão no interior de todas as pessoas, para tentar vê-las conectadas entre si; isso é chamado de meu desejo de descobrir o mundo espiritual. Pois toda a humanidade está conectada dentro disso, só não identificamos isso.

Este anseio de identificar esta conexão, de ser encontrado nela, viver dentro dela e senti-la é chamado de meu anseio pelo Criador. Pois a força que conecta todas as partes internamente é o poder superior.

Dentro da nossa conexão eu descubro que “não há outro além Dele”. Eu não só conecto todas as nossas partes juntas, montando o quebra-cabeça da alma coletiva, mas tento descobrir o Criador nela. Ele é aquele que espalha toda a criação em partes, de modo que eu vou reuní-las novamente numa imagem e vou vê-la. Dentro do quebra-cabeça que eu monto, eu construo a imagem do Criador.

Em quebra-cabeças convencionais, as árvores, a grama e o sol são retratados, e neste quebra-cabeça, o Criador. Se eu alcanço a Luz de Hassadim, com a sua ajuda eu estou pronto para conectar e montar esse quebra-cabeça. Suas peças já não serão opostas e não vão se rejeitar. E quando eu começar a trabalhar com a recepção a fim de doar, essas peças estarão prontas para se aderir como as peças de um ímã.

E da cooperação mútua dessas peças, seus relacionamentos “para” e “contra” a conexão, eu construo a forma do Criador. Só é possível construí-la assim. É impossível descobri-Lo somente através de uma força positiva de doação que nada está agindo contra. Portanto, somente por meio da quebra nós somos capazes de revelar o Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Rápido Progresso Num “Colchão De Ar”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde é possível encontrar o poder de abençoar o mal como o bem?

Resposta: Claro que não temos tais poderes; nós só temos o desejo de receber para nós mesmos. Nós exigimos “apoio”, o “apoio da Torá”, e Luz. É preciso tentar ser iluminado o tempo todo, o que vai prendê-lo e dar-lhe espírito, elevação, uma base sólida, como se você estivesse num colchão de ar.

O homem em si não tem esses meios. Porém, na medida em que ele se rebaixa perante a sociedade e valoriza os amigos, valoriza e louva o Criador, ele tem a capacidade de aceitar todos os acontecimentos ruins que foram enviados a ele intencionalmente como um meio para o seu avanço ao bem. Ele não culpa o Criador por enviar-lhe o mal e vários problemas o tempo todo. Pelo contrário, ele pode agradecer ao Criador por cuidar de uma pessoa como esta, que lhe dá mais e mais exercícios, a fim de avançar, de crescer.

Não viver dentro do ventre do seu desejo de receber, mas dentro da razão, no “sistema de controle” que aceita decisões objetivas, esta é uma grande conquista que só é possível através do apoio do ambiente. Mesmo em nosso mundo tudo é organizado de forma idêntica. Se a pessoa não apoia o ambiente, ela cai rapidamente para um estado semiselvagem.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/11/13, Perguntas e Respostas com o Dr. Laitman

Moisés É O Centro Do Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a conexão com os amigos não é mencionada no artigo do Rabash “Vinde ao Faraó?”

Resposta: Em nenhum lugar nos artigos do Shamati, em outros artigos, ou em toda a Torá, Talmude, Mishná, etc., há qualquer explicação sobre como o grupo deve funcionar. O único lugar na Torá que fala sobre isso é na reunião no Monte. Sinai. Não há outro lugar onde isso é mencionado, porque é óbvio que é uma condição essencial. Não há outro lugar onde o Criador pode ser revelado.

Nós estamos neste mundo em que podemos nos aproximar num nível físico, reunindo-nos num mesmo local geográfico e executando determinadas tarefas coletivas. Assim, nós podemos criar as condições necessárias para o reconhecimento da necessidade de estar conectados, unidos, de estudar juntos e disseminar. O objetivo de todas essas atividades é chegar à conexão onde a adesão com o Criador será revelada.

Essas coisas são tão bem entendidas com antecedência que não precisamos nem falar sobre elas. Se você não participa de um grupo, você não tem as condições onde pode começar a ler qualquer texto Cabalístico. Você não vai sequer entender o que está lendo, sobre quem, para quê e como cumprir isso; você não vai entender nada.

Só o Rabash descreveu e explicou em seu modo sistemático e coerente todo o método de trabalho no grupo em seus primeiros vinte artigos que tratam da sociedade. Ele não falou ou discutiu isso em suas aulas, mas só escreveu sobre isso em seus artigos. Ele não falava com a gente sobre o amor dos amigos e sobre a conexão, mas apenas sobre o Faraó, Moisés, etc., da mesma forma que todos os seus artigos são escritos. Os artigos sobre a sociedade são totalmente diferentes de todos os livros de Cabalá, de Adam HaRishon até agora, e são muito especiais.

Em nenhum lugar existem tais explicações precisas sobre o que temos que fazer e os regulamentos do grupo. É porque estava claro que estes regulamentos eram bem conhecidos e compreendidos e sem isso não há razão para sequer começar a estudar. Primeiro você tem que organizar o lugar em que pode trabalhar, e só então atrair a Luz que Corrige. Caso contrário, onde você vai atraí-la?

Pergunta: Mas está escrito que o Criador diz a Moisés: “Vinde ao Faraó!” Quem é que vai? Eu vou sozinho ou com os amigos?

Resposta: Moisés é uma soma, a soma de todos os seus amigos. Ele não é uma pessoa, mas sim o centro do grupo onde você entra em contato com o Criador. Nunca se trata de determinada pessoa. Um não existe no mundo espiritual; um é apenas uma parte quebrada de um vaso que não contém nada. O Criador leva a parte quebrada ao lugar certo e diz: “Tome-a”.

É aqui que você pode encontrar o poder com o qual pode voltar a este quebra-cabeça gigante, ao mosaico geral, ao lugar que é destinado a você, e assim completar o vaso. Ao inserir-se em seu lugar, você está ajudando as outras partes a encontrar o seu lugar e completar o quebra-cabeça.

Mas se você está apenas sentado sozinho em algum lugar, estudando, sem qualquer conexão com os outros, nem mesmo uma conexão virtual, você não tem nenhuma chance de sucesso. Você vai estudar todos os textos teoricamente, e isso é tudo. Você não terá a chance de descobrir o bem e o mal. Você não terá as condições necessárias.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 25/11/13, Escritos de Rabash

Sala De Risos E Lágrimas

Dr. Michael LaitmanO Criador diz a Moisés: “Vinde ao Faraó” (juntos). Eu também vou com você, a fim de mudar a sua natureza e transformá-la de recepção em doação. É só você Me pedir isso. Mas, Ele não acrescenta, “Vá, participe de um grupo, pois sem isso Eu não serei revelado”, pois isso é auto-evidente.

Se a pessoa não está incluída no centro de um grupo e não está conectada com os amigos, ela não pode se voltar ao Criador. O Criador se encontra no centro do grupo. Nós nunca nos voltamos ao Criador sozinhos, mas apenas através da conexão com os outros.

Moisés é a imagem geral do grupo. Por isso ele é chamado de líder do povo, simbolizando o acordo geral, a unidade do grupo. Portanto, ele tem uma ligação com o Criador e pode orar, pedir e fazer tudo por todas as pessoas.

A fim de iniciar o processo de correção da alma, eu devo imaginar que estou ligado com todos juntos numa única imagem. Tudo começa com a nossa tentativa de nos conectar e descobrir que não estamos prontos para fazer isso, como é dito: “Eu criei a inclinação ao mal, criei a Torá como tempero”. A entrada para o Egito começa com a descoberta de que não estamos prontos para nos conectar, não queremos isso de forma alguma, e estamos prontos para vender o nosso querido irmão José; o mais importante é não se conectar.

Assim, a verdadeira natureza egoísta começa a ser descoberta dentro de uma pessoa, que “a minha morte seria melhor” do que doar, amar o próximo e se preocupar com ele. E isso é só o começo, apenas a entrada para o Egito. Após isso há mais quatrocentos anos de escravidão no Egito, isto é, a passagem por toda a espessura do desejo de prazer. Cabe a nós trabalhar em todas as camadas do nosso ego, a fim de decidir, no final, que, apesar de tudo, queremos nos conectar.

Depois vêm os sete anos de fome e as pragas do Egito, porque queremos nos conectar e não temos êxito; tentamos de novo e de novo, sem sucesso. Até que por fim nos desesperamos e gritamos pelo Criador, “Socorro!”. Nós sentimos uma imensa necessidade da ajuda do Criador.

Mas isto sempre se refere à conexão e nunca de uma pessoa isolada. Se nós falamos de alguma personalidade individual, é apenas sob o aspecto da sua conexão com o todo na sua forma única e particular. Portanto, as imagens aparecem como no Livro do Zohar: Rabi Yossi, Rabi Abba, Rabi Elazar e Rabi Shimon. Não importa quem é, pois isso está falando apenas da qualidade de sua conexão com os outros.

É assim também com a história de Moisés e Jetro, sobre a sarça ardente. Isso só fala do coletivo e não do homem que fugiu para o deserto. Onde ele poderia escapar do seu ego? Isto está falando da pessoa que se encontra dentro do grupo. A Torá fala apenas das relações entre nós; tudo “permanece na família”, dentro do grupo.

Isto é como uma novela, onde todos os eventos acontecem numa sala. Sobre esta “sala” é dito, tudo está acontecendo aqui: o deserto, as guerras, a divisão do Mar Vermelho, tudo surge dentro dessa sala, nas relações entre as pessoas.

Depois, nós descobrimos que nada realmente está acontecendo, exceto isso! Toda a realidade que vemos agora é imaginária, falsa e ilusória. Em vez disso, estamos de fato vendo uma unidade que foi esmagada, quebrada, dividida em fragmentos, distanciada uma da outra. Este é o retrato do nosso mundo. Em vez de uma única pessoa, há uma multidão de pessoas, plantas, animais, inúmeras formas de diferentes existências. É assim que os quatro aspectos de um único desejo, uma única entidade, aparecem para nós.

Mas se a pessoa quer compreender a situação corretamente, cabe a ela saber que só dentro do grupo ela tem a oportunidade de ver a verdade. O grupo é como um microscópio, um instrumento, que se olharmos através dele, podemos ver o que está acontecendo. Nós não temos nenhum outro instrumento em toda a realidade. Através da consolidação cada vez maior entre os amigos, ou seja, através da escolha de um ambiente cada vez melhor, a pessoa dirige melhor o instrumento e chega mais perto da verdade.

Da 1ª parte do Lição Diária de Cabalá 27/11/13, Escritos do Rabash