Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

À Vontade…

Pergunta: Você já disse muitas vezes que a pessoa estuda, digamos, há dez anos, mas ainda não consegue aderir ao grupo, tornando-se um embrião espiritual. Então o que acontece durante este tempo, o ego simplesmente cresce?

Resposta: Quando uma pessoa realmente adere ao centro do grupo e se torna um embrião espiritual, ela começa a se sentir como se ela existisse no mundo espiritual, à sua plena capacidade. Exatamente como em nosso mundo, um embrião, que se encontra no ventre de sua mãe, alcança a mesma coisa, pois tudo o que está acontecendo no corpo dela, na verdade, destina-se apenas para ele.

Um embrião espiritual é um estado que não é simples e é um estado muito elevado, a partir do qual todo o nível espiritual começa.

Suponha que, dez anos de estudos passou para alguém e ele ainda não se tornou um embrião espiritual, isto é, ele não conseguiu anular-se em direção ao grupo. E não importa o quanto nós dissermos a ele sobre isto, não importa o quanto ele mesmo lê na fonte, ele não pode fazer nada com isso, porque ele não está participando fisicamente no trabalho do grupo. Ele é arrogante, separado disto

Nós estamos em um mundo especial, no qual até mesmo todas as nossas ações físicas convidam resultados espirituais, não posso amar os amigos, eu os odeio, mas apesar de tudo isso, eu ainda me forço a sentar-me com eles, sorrir para eles, abordá-los através de algum tipo de ação externa, com a esperança de que isso vai me mudar, e isso realmente me mudará. Se uma pessoa não faz isso, então é muito ruim, mesmo depois de dez anos, ela continuará a ser a mesma.

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A partir da Convenção Virtual de Moscou “Unidade Sem Limites” Segundo dia, 14/12/13, Lição # 2

Uma Ferramenta Para Detectar O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos estabelecer a mesma atitude para O Livro do Zohar como a atitude que estamos a tentar estabelecer nos nossos workshops? A questão é que na educação integral subitamente sentimos que carecemos de uma fonte e que se acrescentássemos O Livro do Zohar ao workshop isso nos elevaria a um novo nível …

Resposta: Isso vai acontecer. Devemos ver O Livro do Zohar como o adaptador entre o Criador e nós. O Criador insere este livro em nós, o livro abre e edifica-nos, e com sua ajuda ele é revelado.

O Livro do Zohar é uma ferramenta. Ele não é um livro no sentido vulgar, mas uma reunião de meios para descobrir o Criador no ser criado.

Mas o livro pode ser revelado somente num grupo que está pronto. O Zohar constrói-nos, mas deve haver a preparação certa para O Livro do Zohar começar a operar.

Pergunta: Há uma certa ilusão quando se senta à frente do livro e não num círculo de amigos que o estudo de O Zohar é um estudo individual. Como podemos superar isto em prol de sentir que estamos num círculo ao redor de O Livro do Zohar com o inteiro vaso global?

Resposta: Deves falar sobre isso antes da aula. Isto é chamado uma intenção antes do estudo e também durante o estudo. Isso tem de vir de dentro. Tanto as Luzes como os vasos são clarificados do interior. Nenhum conselho externo ajudará aqui. Isto está claro.

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Da 2ª parte da Aula Diária de Cabala 01/06/14O Livro do Zohar — Excertos Selectos, Parashá, “VaYikahel

 

A Zona Neutra

Pergunta: Conexão é alcançada pela anulação total de cada indivíduo a completo zero. Mas qual é a diferença entre isto e a psicologia vulgar?

Resposta: A diferença é muito simples: perante quem nos anulamos a nós mesmos? Eu anulo-me a mim mesmo perante os outros e eles se anulam a si mesmos perante mim, mas e depois? Esta é a condição para revelar a força da Luz.

A auto-anulação de todos perante todos os outros cria um ponto neutro no centro do círculo no qual não há forças egoistas que operem. Este é o ponto do nosso desejo mútuo geral, uma vez que nos conectamos e neutralizamos o nosso ego. Estabelecemos a nova realidade neste ponto, um novo espaço no qual descobrimos a força superior.

 

Todos os nossos desejos estão concentrados no centro do círculo no qual há a força do desejo, conexão, auto-anulação, união e garantia mútua. Por outro lado, diz-se que não há um lugar vazio e que há sempre uma certa qualidade, uma certa força. Mas aqui no centro, não há nada.

Um lugar chamado desejo. Aqui o nosso desejo colectivo está concentrado, mas é como se estivesse anulado, dado que nenhum de nós quer usar o seu próprio desejo, e só quer doar sobre os outros. Assim criamos um novo lugar especial numa dimensão diferente, numa altura diferente.

Começamos de Malchut, e então Zeir Anpin, Biná, Chochmá, até que alcançamos Keter, a ponta daYod. Isto significa que a partir de dez esforços que fizemos (Yod significa o numero 10 em hebraico), alcançamos a ponta da Yod, na qual o Criador é revelado. Esta é a essência do centro do grupo, no qual construímos um novo espaço, uma nova dimensão com atributos especiais pelos nossos esforços e nossa anulação. É aqui que a força superior pode ser revelada.

Então somente após a quebra e a correcção recebemos um meio, um vaso, no qual o Criador é revelado. Caso contrário é impossível o revelar dado que não temos um sensor para o detectar, nenhum sentido natural para o sentir. Ele parece somente quando o estabilizamos desta maneira: Todos somos egoístas, mas queremos nos elevar acima do nosso ego e nos anular a nós mesmos perante todos os outros. Queremos tudo isso em prol de nos assemelharmos ao Criador, queremos adquirir a Sua forma e Seus atributos de modo a nos assemelharmos a Ele.

Assim, criamos um novo estado no centro do grupo chamado um ventre, Shechiná. Somente pela nossa anulação mútua podemos criar  o novo espaço com os novos atributos numa nova dimensão que não existia anteriormente em Malchut de Ein Sof (Infinito). Este espaço para a revelação do Criador aparece somente agora graças aos nossos esforços.

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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 01/02/14, Lição sobre o Tópico: “9 Degraus”

Graus De Garantia Mútua

Dr. Michael LaitmanTudo o que precisamos é seguir a condição da garantia mútua entre nós. A partir do momento que começamos a observá-la e à extensão da nossa complacência a ela, começamos a aproximar-nos da meta. Todos os 125 degraus da escada espiritual, do mundo de Assiya ao mundo do Infinito, são os níveis da nossa garantia mútua, da nossa crescente conexão mais forte uns com os outros.

Nossa entrada no primeiro degrau, o primeiro nível espiritual, depende inteiramente de nós alcançarmos a garantia mútua como no Monte Sinai. A Doação da Torá vem do Alto, e a garantia mútua tem de vir de baixo, de nós. Então, o “despertar do Alto” e o “despertar de baixo” ocorrem juntos, e o Criador e a criatura começam a aproximar-se. O Criador aproxima-se das Suas criações e a criação avança para o Criador até que se fundem num que é chamado o estado da Correcção Final (Gmar Tikkun).

Desta forma, nossa tarefa é alcançar garantia mútua. Se queremos a Luz que Reforma, ou seja, a Torá nos influencie, temos de saber que ela se manifesta a si mesma somente ao grau de garantia mútua entre nós.

Até que comecemos a criar pressão interna para nos tornarmos parte uns dos outros, nos conectarmos e alcançarmos a garantia mútua, a Luz não começará a nos influenciar e corrigir. A Luz modifica somente o nosso desejo de conectar e alcançar o estado de garantia mútua à extensão que a procuramos.

Tudo o que precisamos e tentar e esforçar. Isto é chamado uma “oração,” um desejo, uma exigência, um pedido para alcançar uma conexão especial que é chamada “garantia mútua.” Quanto mais queremos nos aproximar uns dos outros, mais fortemente sentiremos que somos incapazes de alcançar união.

A Luz influencia-nos com o seu lado oposto: ela dá-nos um desejo inicial, uma chance que é chamada “colocar nossa mão no bom destino e nos direccionar a o tomar.” Ela dá-nos as ferramentas: um professor, livros e puxa-nos para nos conectarmos.

Ao mesmo tempo, a Luz repulsa-nos uns dos outros ao criar uma tensão entre nós. Por um lado, é nos dito que nos temos de conectar, mesmo que não nos seja atractivo, temos de brincar como se nos tentássemos unir. Somente se um grupo compreende este princípio e entende que este passo é essencial, ele pode avançar.

Isso leva tempo. Por vezes leva-nos anos a considerar esta condição como um pré-requisito sério. Ela é a condição mais dura uma vez que é oposta à nossa natureza. Se nos reunirmos ao redor da noção de “garantia mútua,” isso significa que finalmente apanhámos a extremidade da corda, o ponto final de um feixe que está espalhado do mundo do Infinito a este mundo.

Estamos a começar a perceber que somente através da nossa conexão e ao grau de alcançarmos garantia mútua podemos prolongar a um vaso espiritual no qual eventualmente revelaremos o mundo superior, eternidade, e o Criador. Todas estas coisas se revelam aqui e agora, nesta vida.
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Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 12/31/13, Preparação para a Convenção

 

O Poder Do Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Porque lemos O Livro do Zohar?

Resposta: Nós usamos-o como um meio de avanço espiritual no grupo.

Antes de mais, desejos receptores manifestam-se a si mesmos num certo grupo de pessoas. Desejos descretos, quebrados, consideram-se uns aos outros na sua forma física, isso permite-os estabelecer um primeiro contacto. Eles reunem-se num grupo e estudam O Livro do Zohar.

Um desejo quebrado como que “aspira” a aqueles que estão mais alto. Estudos comuns e exploração conjunta correcta do nível superior sob a orientação de um professor desencadeia maiores mudanças nos amigos. Eles tentam obter vasos de uma linha recta, então, a Luz sai dos círculos e vai para o vazio dos seus desejos de longe na forma da Luz Circundante até que eles se transformem numa linha recta.

Isto, na realidade, é o propósito dos nossos estudos. Quando acontece, estudaremos os mesmos textos e Luzes que transitam de estados externos para internos e tornam os vasos circulares em vasos de linha recta nos nossos vasos modificados e corrigidos.

Assim, O Livro do Zohar é um remédio especial que usamos sem ter uma ideia clara exactamente de como ele nos influencia. Contudo, isto não é importante, uma vez que ele ainda funciona.

Pergunta: Porque é o Zohar mais poderoso neste contexto que a Torá?

Resposta: O Livro do Zohar é mais forte que a Torá porque o seu estilo e forma são devidos ao período que se seguiu à destruição do Templo.

Antes, o povo de Israel estava no nível de Mochin de Chayia, ou seja, no seu fim da correcção pessoal. Então, eles cairam desta altura para ocultação. Como resultado, os Cabalistas estavam no estado quebrado de todos e ao mesmo tempo, eles subiram acima de todos. Eles rendem esta diferença entre as duas “extremidades” da realidade, entre o mundo do Infinito e o nosso mundo. Os filhos de Israel cairam no fundo, no mais duro egoísmo, enquanto os Cabalistas do grupo de Rabbi Shimon estavam topo. Como consequência, a diferença entre eles e o povo de Israel prolongou-se de menos infinito a mais Infinito.

Mais tarde, durante o exílio até à sua conclusão completa, os vasos do povo de Israel tinham de se misturar com outras nações e trazer centelhas espirituais a elas.

A Torá é diferente. Moisés escreveu o Pentateuco do nível do fim da correcção. Ele estava acima de todos os outros, contudo, o resto da nação não estava no mesmo estado que ele nessa altura. O povo tinha acabado de sair do Egipto, o estado chamado “Egipto” ainda não é a quebra. No “Egipto,” um simplesmente revela o seu pequeno estado, não a destruição inteira durante a qual a santidade se mistura com a impureza, a “agita,” assim deixando as pessoas corrigirem os seus defeitos e “inchaços como com levedura.” Devido ao facto de que o povo não alcançou este estado, Moisés não podia revelar e explicar o processo inteiro da correcção no Pentateuco. Ele só revelou o que tinha acontecido até então.

Em geral, cada degrau inclui todos os outros. Uma parte e o todo são iguais. É por isso que a Torá, é claro, contém tudo, mas, ela é apresentada de uma maneira que é impossível usar para na completa medida para a correcção das almas. Um não consegue extrair a Luz que Reforma almas quebradas do Pentateuco, uma vez que o êxodo do Egipto ocorreu antes da quebra. Somente uma pequena parte dela foi revelada na Antiga Babilónia, isso permitiu conectar os “antepassados” (GAR), um fardo dos seus corações, e então dar à luz aos “filhos” (as tribos de Israel) depois do êxodo do Egipto ter tomado lugar. As eras dos dois Templos e o último exílio sucedeu-se a estes eventos.

Assim, O Livro do Zohar está escrito de um estado totalmente diferente sendo a máxima diferença entre a altura de cento e vinte e cinco degraus e a quebra final dos filhos de Israel. Não entremos em detalhes e condições espirituais dessa época. Tudo o que importa agora é que este livro corresponde completamente a o que está embutido na natureza.
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Da 4ª parte da Aula Diária de Cabala 12/19/13Escritos de Baal HaSulam

 

A Esfera Fundida

Dr. Michael LaitmanO caminho para sair da crise (nosso ego), ou seja, o método de educação integral, é formado por nove fases, estações, ou lições.

A primeira fase: Introdução ao conceito de garantia mútua, pelo qual entendemos que a unidade é uma coisa maravilhosa.

A segunda fase: Superar a resistência do ego com a ajuda de um ambiente forte,

A terceira fase: Esclarecer o centro do grupo, a “esfera (bola) de framboesa”.

O centro do grupo não é apenas uma atitude positiva para com os amigos e a prontidão em ajudar um ao outro. A esfera (bola) de framboesa significa que eu paro totalmente de me relacionar com os outros pessoalmente. Isso significa que parece que estamos livres de nossos trajes externos, da nossa pele, do corpo, dos ossos, de todas as características interiores inatas, deixando apenas a centelha, a Reshimo (reminiscência espiritual). Somente a Reshimo é deixada de cada um de nós, o que significa a espiritualidade interna de cada um, o seu desejo de conexão.

Eu não vejo mais rostos. Se eu os vejo, eu tenho que trabalhar em mim para que não vejo nada. Meus amigos são a sua determinação e seu esforço para chegar a conexão. Esta é a única parte espiritual, a Reshimo quebrada que é revelada e os esforços do amigo para chegar a conexão, o que significa trazê-lo de volta ao estado corrigido apesar desta Reshimo.

Portanto, agora nós não vemos rostos, personalidades, sexo, comportamentos ou hábitos que as pessoas possam ter. Se eu ainda identificar as diferenças nas relações dos amigos entre si, então não é um grupo. No grupo todo mundo é igual, ou seja, eu não vejo nenhuma diferença entre eles. Todos os amigos parecem Reshimot e esforços para chegar a conexão.

Este é o lugar onde a terceira fase da esfera de framboesa começa. Ela termina quando todos se conectam em um conceito, subindo acima de si mesmos, chegando a conexão e descobrindo nela a solução que ninguém tinha antes. Isso é chamado de superior “tudo incluído”. Já é um passo à frente, onde Keter do inferior se torna Malchut do superior.

Este estado é chamado de esfera de framboesa, no qual todas as centelhas, as Reshimot se derreteram e se fundiram como gotas de água que se conectam numa grande gota.

Uma vez eu vi um relatório de uma estação espacial onde não havia gravidade e onde havia um vazamento. O astronauta colocou um balde lá e quando balançou o líquido, ele caiu como uma enorme queda cósmica, meio metro de raio, que foi realizada em conjunto pela tensão externa e as forças de cooperação molecular mútua que liga todas as moléculas.

Nós devemos ver a mesma coisa em nossa esfera de framboesa. Nós nos encontramos no espaço ao anular todas as nossas forças e ao construir uma esfera de unidade. Claro, nós temos que apoiá-la constantemente, uma vez que existem interrupções que constantemente vêm junto com relação à unidade. Nós lutamos pela nossa unidade, já que queremos continuar a viver, pois a nossa esfera de framboesa é o começo da escada espiritual.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o tema: “9 Passos”

Preparação Para A Grande Assembleia

Dr. Michael LaitmanPergunta: Há um sentimento no círculo que pela auto anulação de cada indivíduo e o anseio por um ponto, nós chegamos à fronteira da realidade material. Mas o que devemos fazer em seguida, a fim de avançar para um nível interno?

Resposta: Você não será capaz de penetrar mais fundo, a menos que existam vasos adicionais ao seu redor. Apenas alguém excepcional poderia avançar por tais forças limitadas, como faziam em gerações anteriores, sem a conexão com círculos externos adicionais.

Agora todos devem sentir o que você sente. Não basta você pensar em todos e que algo seja transmitido a eles automaticamente. Nós temos que fazer um esforço para que centenas e até milhares o acompanhem. Nós estamos no estado do fim da correção, da redenção geral. O tempo dos pequenos grupos ou de um único aluno estudando com seu professor é longo. Nós temos que ter forças adicionais: todos os grupos em Israel e no mundo. Todos eles devem ser incorporados no mesmo processo.

Se fizermos isso no mês que vem, vai ser uma boa preparação para a Convenção, e esta vai ser realmente uma grande assembleia!

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o Tópico: “9 Passos”

A “Bola De Framboesa” – Um Embrião De Unidade

Dr. Michael LaitmanNós começamos a construir a imagem de um ser humano na “bola de framboesa” e não paramos. Esta é a nossa correção. O centro do grupo, que é estabelecido pelo nosso esforço e nossa participação mútua, e é chamado de garantia mútua, se torna o ponto final na escada espiritual pela qual começamos a subir.

No momento em que nos tornarmos mais fortes, seremos capazes de entender e de fazer mais. Então, vamos ter mais oportunidades de realizar o trabalho corpóreo e espiritual na humanidade, ou seja, de sermos “luz para as nações do mundo”.

A coisa mais difícil é atingir esse ponto final na escada, de onde começamos a nossa ascensão espiritual. Este é o ponto onde ocorre a luta. De cada nível nós caímos para o estado de “Shimon do mercado”, ou seja, ao nível corpóreo, animal, e a partir deste ponto, temos que nascer.

Esse estado não é oposto à ascensão espiritual, que é um estado benéfico, o estado do Faraó, que lhe dá um sentimento de escravidão e redenção. Pelo contrário, é uma queda a tais profundidades que nos sentimos totalmente desconectados das linhas esquerda e direita, do bem e do mal, e nos deterioramos por todo o caminho até a parte inferior da escada.

Este é o estado a partir do qual sempre começamos, e assim voltamos à noção de bola de framboesa, a unidade do grupo. Nós podemos subir ao mais alto nível e ainda cair abaixo da bola de framboesa e ter que subir de volta a ele.

Este é o nosso primeiro ponto de união que sempre vai existir em qualquer estado, mesmo no estado mais elevado. Da bola de framboesa vamos entrar no estado de Ibur (concepção), Yenika (sucção) e Mochin (mente).

Pergunta: Como nós podemos imaginar a bola de framboesa?

Resposta: A única coisa que devemos saber é que ela se refere a estarmos juntos, em garantia mútua, a condição para receber a Torá, o que significa atrair a Luz que Reforma, a fim de nos tornarmos como um homem em um só coração. Isto significa que devemos sempre querer e exigir, e a Luz virá.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/01/14, Lição sobre o tema: “9 Passos”

Tanto Qualitativa Como Quantitativamente

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa começa seu caminho espiritual, ela deve ter algum tipo de desejo, de “combustível”. Conforme o grau de realização, será que este tipo de combustível muda ou permanece o mesmo? Em que fase o doador do presente torna-se mais importante do que o presente em si, ou este significado também é egoísta?

Resposta: Esse “combustível” com o qual nós trabalhamos (ou seja, a razão de eu existir, viver, seguir em frente) é alterado tanto quantitativa como qualitativamente. Esta razão melhora o tempo todo, tornando-se mais qualitativa.

Se antes só o seu “eu” era importante para você, agora, mesmo contra a sua vontade, o grupo se torna importante. E isso não é porque você precisa do grupo para atingir a meta superior, mas da mesma forma que uma criança é importante para seus pais.

Portanto, gradualmente, um estado é criado quando isso é seu e depois isso é mais importante do que você mesmo. Aos poucos, o componente superior, o poder superior, começa verdadeiramente a ser descoberto no grupo. Você vai ver que, basicamente, este não é um grupo, mas aquela criatura que chamamos pelo nome de “Malchut” e nela o Criador é descoberto. Mas isso vai acontecer quando você começar a se relacionar com ele exatamente como o Criador se relaciona com você, mesmo no modo mais inferior.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2

Velocidade E Aceleração

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a velocidade e a aceleração na espiritualidade e como podemos usar isso?

Resposta: A ideia é que a natureza nos empurra para o desenvolvimento por meio do sofrimento, ou seja, através de um sentimento de falta de satisfação no estado atual e a possibilidade de realização no próximo estado. Estas são as forças da evolução: a força negativa por trás e a força positiva pela frente.

Quanto mais avançamos, mais forças negativas são reunidas por trás e menos forças positivas nos atraem pela frente. Nós vemos que já que avançamos de acordo com a nossa natureza egoísta, muito pouco é iluminado para nós na frente. Por isso, o mundo está num estado de apatia e depressão.

E aqui nós estamos chegando a uma situação em que temos que explicar às pessoas que todas as forças negativas não estão nos conduzindo para que possamos fugir delas, e para que possamos entender a nova forma do nosso desenvolvimento, ou seja, para mudar a intenção, a relação com o outro, com o mundo, e, desta forma, com o Criador.

A principal coisa é a intenção. Os desejos são determinados, surgem e são realizados apenas na medida em que é possível satisfazê-los com a intenção correta.

Em nosso mundo, a velocidade de avanço é determinada por nós por trás, na medida em que ela se move e nos empurra pela frente através da influência negativa e que avançamos a uma velocidade constante.

Estudar a Cabalá possibilita que nós realizemos uma aceleração ou contração do tempo, que é a mesma coisa, com a ajuda de três componentes: o grupo, o estudo e a disseminação.

A velocidade é o parâmetro que não depende de nós; a natureza nos move em direção à meta. Por outro lado, a aceleração depende de nós.

Velocidade não é uma contração de tempo. Sabe-se que a forma de correção leva 6.000 anos, desde a primeira correção que foi feita por Adam 5780 anos atrás até a última correção que vamos alcançar em mais 220 anos, quer queiramos ou não. Este é o chamado caminho da velocidade.

Mas, ao mesmo tempo, existe a possibilidade da aceleração. Na medida em que nós aceleramos o nosso caminho, nós o transformamos qualitativamente, porque nós mesmos queremos isso.

Por exemplo, há uma diferença entre uma criança pequena que precisa aprender e está constantemente sob pressão, e uma criança que está interessada em tudo e estuda com sucesso. Ela pode acabar rapidamente as lições na escola e sente que está neste processo como se estivesse num jogo fácil e bom. O mesmo ocorre conosco, também.

Se nós escolhemos um grupo e dentro dele, como em um mundo pequeno, em uma pequena sociedade, criamos todas as condições que nos avançam para frente, assim vamos atingir a meta muito mais rapidamente do que sob o rolo compressor e a pressão da natureza.

Da Convenção Virtual em Moscou “Unidade Sem Limites” 14/12/13, Lição 2