Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Uma Escada Para O Topo Preenchido Abundantemente

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Artigo 58: E eu chamei aquele comentário de Sulam (Escada) para mostrar que o propósito do meu comentário é como o papel de qualquer escada: se você tem um sotão muito cheio, tudo que você precisa é de uma escada para alcançá-lo. Assim, toda a generosidade do mundo vai estar em suas mãos.


Nós começamos o nosso trabalho com a construção de um grupo de dez pessoas que querem se tornar um nele. Se transformamos essas dez pessoas numa só, então começamos a descobrir um poder superior dentro delas.

Depois de terminar este trabalho, nós começamos a organizar um círculo mais externo. Nós devemos incluir todas essas pessoas com a gente para sermos capazes de nos conectar novamente numa unidade completa.

Com a conexão do primeiro nível, nós descobrimos a Ohr (Luz) HaNefesh. E ao atingir a conexão num círculo mais externo, nós descobrimos Ohr HaRuach. Mas essa Ohr HaRuach é descoberta no círculo mais interno, enquanto a Ohr HaNefesh passa para o círculo externo.

Se nós estamos prontos para conectar um círculo ainda mais externo com a gente, então no círculo mais externo, nós revelamos Nefesh, e num círculo mais interno revelamos Ruach, e no círculo mais interno revelamos Neshamah. (Suponha que existam 10 pessoas no primeiro círculo, no segundo 100 pessoas e no terceiro mil pessoas). E assim por diante, até Haya e Yechida. Segue-se que o nosso progresso depende de expandir os círculos externos.

Baal HaSulam chamou seu comentário de “A Escada”, porque quanto mais nos movemos e avançamos, mais nós incluímos novos amigos com a gente, e graças a isso nós subimos a escada e fortalecemos mais e mais a conexão entre nós.

Desta forma, nós nos transformamos num Kli maior no qual toda a Luz de NRNHY é revelada em nossos Kelim: Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut. Depois há uma Luz e um Kli conectados entre si num único conjunto e nós chegamos à adesão com o objetivo da criação.

Cada um desses cinco níveis, desses cinco círculos, é dividido em mais cinco e mais cinco, o que significa que a Ohr NRNHY de NRNHY de NRNHY emerge, e no total 125 níveis emergem. Portanto, Baal HaSulam, ao o fazer o seu comentário sobre todo o Zohar, em toda a sua altura até a conclusão da correção, explica como subir a cada nível espiritual através da conexão de todos os Kelim que serão descobertos. Por isso ele chamou seu comentário de “A Escada”.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção Mundial do Zohar” Dia Um 02/04/14, Lição 1

No Ápice Das Mudanças

Dr. Michael LaitmanAntes do nosso mundo ter sido criado, o Kli espiritual foi criado, e agora em nosso mundo, depende de nós restaurá-lo, conectá-lo novamente a partir das partes destruídas. Estas partes somos nós, e a quebra está na rejeição mútua entre nós. As partes dos Kelim (ou seja, nós) recebem um despertar de cima, e, desta forma, nós nos perguntamos sobre o sentido da vida.

O sentido da vida é encontrado acima de nossas vidas, porque nós não nos perguntamos sobre isso na estrutura desta vida. Nós pensamos apenas em como nos dar bem na vida, e, quando começamos a perguntar, “Qual é a razão de viver”, essa já é uma questão que transcende os limites do nosso mundo. Essa já é uma questão dirigida à fonte de nossa existência, ao Criador.

Em geral, toda a humanidade está num movimento em direção à unidade, mas de uma maneira mais desagradável e não com a maior velocidade. Todos nós já avançamos de tal forma e alcançamos o momento em que o nosso desenvolvimento nos trouxe para a linha de chegada, onde todos nós devemos começar a conectar.

Há um grupo, todos os que receberam o despertar de cima, e cabe a nós perceber o método de correção em nós mesmos, a fim de se conectar minimamente com o Criador. Isto porque a conexão com o Criador só é possível na medida em que aceitamos as deficiências de todo o mundo.

Nós recebemos as deficiências habituais de todo o mundo; em outras palavras, todas as seis deficiências que Baal HaSulam enumerou, desejos que são relevantes para uma pessoa, para o seu corpo, que são comida, sexo e família, e além disso, há os desejos relacionados com a conexão da pessoa com a sociedade voltados para o dinheiro, respeito e informação.

Todos os seis desejos são ativos em todas as pessoas em nosso mundo, mas eles são descobertos em cada um de forma diferente, e em cada um deles há uma infinidade de componentes diferentes, desejos menores.

Todos desenvolvimento humano primeiro foi direcionado para o desenvolvimento de desejos relacionados a comida, sexo, família nos seres humanos, levando-os ao crescimento dos desejos por dinheiro, honra e conhecimento, para que eles pudessem atravessá-los e descobrir a falta de satisfação neles. No entanto, nesse meio tempo, é difícil dizer que toda a humanidade se encontra em tal condição.

Comida, sexo e família são desejos corporais que não necessitam de qualquer correção, em princípio. No entanto, nos desejos mais elevados por riqueza, honra e conhecimento, um ego maior é descoberto dentro da humanidade. Além disso, este ego é, geralmente, apenas preliminar, necessário para que a falta da verdadeira realização também seja descoberta nele. Esta é a crise. A falta da verdadeira satisfação é o sentimento de crise.

Portanto, nós estamos agora numa fase em que a humanidade está passando por diferentes fenômenos de crise, e esses fenômenos de crise mudam o tempo todo. Alguns têm mais influência na economia, outros na ética, e parte deles na política e na família. Em geral, haverá muitas e variadas crises, e, portanto, nós devemos entender como precisamos trabalhar com as pessoas.

Em princípio, o método é o mesmo método, mas a abordagem às pessoas deve ser de acordo com suas necessidades. Em outras palavras, para cada civilização, para cada cultura que existe no mundo de hoje, deve haver uma abordagem única. Portanto, os desejos são desenvolvidos em diferentes países, em diferentes pessoas e áreas, de acordo com o lugar em que devemos trabalhar.

Olhe, por exemplo, a forma como a América Latina saltou com o desejo de perceber a espiritualidade e quanto a Europa está atrás dela. Não há uma abordagem singular. Nós não sabemos por que isso acontece desta forma.

Assim, cabe a nós sermos sensíveis ao pulso o tempo todo, para ver onde investir mais esforços, onde há uma necessidade maior, uma oportunidade de mais exposição. O mundo está numa conexão global. Contudo, muitas mudanças estão ocorrendo em todas as diferentes partes do mundo.

Portanto, cabe a nós nos concentrarmos num lugar onde há a necessidade de correção, da espiritualidade, da mudança interior, ou, como Baal HaSulam escreve na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, onde a pergunta: “Qual a razão da minha vida” “Como eu posso ser satisfeito” existe; quando uma pergunta como esta aparece, as pessoas já estão preparadas para que possamos nos voltar a eles.

Como já dissemos, esta questão pode se expandir para diferentes áreas, começando com os problemas cotidianos da vida até problemas mais elevados, mais psicológicos, mais internos. Portanto, isso coloca um problema difícil diante de nós.

A ideia é que não podemos nos conectar ao Criador se não funcionarmos como um canal para a Sua conexão, para a Sua doação, o Seu controle de todo o mundo, a fim de puxar toda a humanidade atrás de nós. Você vê, todo o sistema está passando por uma quebra apenas para ser capaz de começar a sentir o Criador através desta quebra, para que possamos subir ao Seu nível. É assim que todo o problema de Sua relação com as criaturas seré descoberto e resolvido. O “bom e benevolente” é expresso nas criaturas subindo ao seu nível e tornando-se como Ele. Isso significa todos juntos, sem exceção.

Desta forma, cabe a nós termos a nossa mão no pulso; além disso, cabe a nós sermos muito sensíveis a todas as mudanças, não importa quão pequena. Agora nós também estamos no mundo superior, no mundo do Infinito (Olam Ein Sof), cercados e penetrados com a Ohr Ein Sof, com a Luz do Criador. Não há diferença entre o nosso lugar agora e no futuro. Nada muda, exceto o nosso sentimento, os nossos sentidos. A sensibilidade é alterada. Cabe a nós desenvolver e descobrir isso, a fim de sentir a Luz. Nós estamos dentro dela, e nada existe fora dela. Assim, todas as mudanças acontecem dentro de nós, e não há necessidade de viajar para qualquer lugar. É necessário apenas trabalhar o tempo todo no aumento da sensibilidade à Luz superior dentro de nós. Este é o nosso objetivo.

O problema é que, sem movimento, a matéria não existe. A matéria só existe em constante movimento, em mudança. Teoricamente, se o movimento parasse, tudo desapareceria imediatamente. Nós vemos isso com os átomos, com as partículas elementares a partir das quais os átomos são compostos. Se quisermos sentir o mundo superior, temos que aumentar a nossa sensibilidade às mudanças que estão ocorrendo em nós. Às vezes, a pessoa acha que nada está mudando, que tudo está congelado, parado, que não existe qualquer movimento. A sensação de que a vida congelou se destina a nos mostrar que nós temos que aumentar a nossa sensibilidade a todo o movimento, e todos os movimentos ocorrem no desejo.

No momento em que começamos a ser integrados dentro de um grupo que nos obriga a nos concentrar no Criador, através da conexão entre nós, imediatamente recebemos um número incontável de mudanças a cada momento. Você vai começar a sentir que cada segundo é uma unidade infinita de tempo, do começo ao fim. Durante esse segundo, nós passamos por uma infinidade de mudanças. Esta sensibilidade à mudança é o que devemos descobrir.

Eu espero que a integração mútua entre nós, pela qual todos nós estamos passando -entre todos os vários continentes, civilizações e culturas – irá incorporar em nós os fundamentos de uma maior sensibilidade às mudanças, e, dentro de nós, a cada momento, nós comecemos a sentir grandes mudanças no desejo, na direção, emoção e percepção. Todo o tempo, mais e mais, vamos examinar e dirigi-las sempre ao Criador através do grupo, e, desta forma, vamos passar muito rapidamente pelo resto do caminho necessário para a primeira descoberta do Criador.

A descoberta do Criador ocorre especificamente dentro dessas incessantes mudanças, porque a permanência ou fixação não existe. No momento em que você para, tudo desaparece!

Portanto, as incessantes mudanças garantem que estamos sentindo o mundo superior, sentindo o Criador. Em nosso mundo, o nosso sentimento pode ser algo permanente, mas, na espiritualidade, isso não pode acontecer. Por isso, venha, e vamos lembrar também que esta condição só pode ser cumprida se eu estou ligado através do grupo, trancado o tempo todo no Criador.

Portanto, como nós vamos elevar a sensibilidade pela espiritualidade em que nos encontramos? Se eu saio de mim mesmo e tento ouvir o que o amigo diz, de repente, eu me encontro num vazio dentro do amigo. Assim, dentro deste vazio completo, como eu posso sentir todos os tipos de mudanças e movimentos para que eu possa entrar em seus desejos internos voltados ao Criador, de modo que ansiaremos por Ele juntos?

Nós descobrimos e alcançamos o Criador na medida em que somos sensíveis a Ele; em outras palavras, quando a expansão circundante é revelada a nós e nós tentamos sentir suas características, as mudanças nela, suas vibrações no que diz respeito a nós, ou mais corretamente, as nossas vibrações em relação a ela, as nossas mudanças no que diz respeito à característica de doação e amor.

Todo o nosso mundo nos foi dado a fim de nos orientar em direção a uma onda particular, à característica de doação e amor, como num receptor de rádio. No início, umaafinação aproximada, áspera, é feita entre os amigos. À medida que continuamos, nós nos conectamos com círculos externos cada vez maiores do nosso mundo, e, como resultado disto, nós nos dirigimos mais e mais precisamente, emocionalmente descobrimos mais da característica de doação e amor, e de tal forma, começamos a sentir o Criador mais e mais claramente.

Pois todo o nosso mundo, todas as criaturas, a fragmentação e as correções são necessárias apenas para nos orientar a sentir a característica de doação e amor, o Criador, e, enquanto toda a humanidade não entrou neste sistema de sensação mútua –das vibrações mútuas, da afinação do eu – não podemos descobrir o Criador, e nem qualquer pessoa no mundo.

Os Cabalistas realizaram um grande trabalho no passado, mas chegaram a um leque muito limitado de realização, porque a humanidade ainda não estava pronta para começar a sentir isso.

No entanto, a partir de hoje, nós já somos capazes de determinar que a humanidade está pronta para se integrar aos esclarecimentos dos sentimentos de doação mútua e amor, e a partir deles, ter consciência do Criador. Em outras palavras, hoje, a regra geral, “Do amor do homem ao amor do Criador”, está sendo ativamente realizada especificamente por meio do ajuste numa alta sensibilidade à doação, à conexão mútua, à integração mútua de acordo com o princípio “O que você odeia, não faça a seu amigo” e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Nossa sintonia mútua nos leva ao Criador, e, através da expansão gradual do nosso círculo de sensibilidade, a toda a humanidade. Desta forma, nós descobrimos o Criador dentro deste novo sentido de doação e amor.

É assim que a regra geral, “Do amor do homem ao amor do Criador” é realizada, mas é especificamente através dos sentimentos, através do aumento da sensibilidade. [

Da “Convenção de Educação Integral” Semana Mundial do Zohar, Dia Um 02/02/14, Workshop 4

Lixa No Egoísmo: Bálsamo Para O Coração

Dr. Michael LaitmanCada um de nós já foi um feto no ventre de sua mãe. Nossas mães nos alimentaram e, como resultado, nós nos desenvolvemos. Imagine o estado quando você está lá dentro. Como alguém se sente ao estar no estado fetal?

O estado fetal é análogo ao nosso atual estágio de desenvolvimento. O avanço para a espiritualidade é completamente paralelo aos estágios que um feto passa enquanto cresce. As forças contrárias (doação e recepção) descendem da espiritualidade e garantem a nossa evolução.

No Estudo das Dez Sefirot existem cerca de mil páginas que explicam como a espiritualidade pode ser alcançada. O livro descreve a descida de ambas as forças a este mundo. Os estágios de descida são semelhantes ao modo como chegamos a este mundo e nos desenvolvemos nele.

Portanto, quais são as formas de avanço?

O grupo serve como “útero” para nós; nós temos que ter o melhor cuidado possível. Nosso avanço deve ser consciente e esta é a diferença no progresso espiritual, no crescimento espiritual, em relação a outro tipo de avanço.

Neste mundo, um feto nunca se preocupa com o lugar que garante o seu nascimento e crescimento. O feto avança inconscientemente. O mesmo se aplica para a humanidade, o seu avanço é insensível; nós somos impulsionados por forças, incentivos, propriedades, desejos, “chances”, etc.

Nós somos os únicos que têm que criar um ambiente adequado para o nosso crescimento, um ambiente que garanta o nosso progresso. Nosso progresso depende completamente do desenvolvimento do nosso ambiente. Se não elevarmos o grupo, se não nos unirmos, conectarmos, ou melhorarmos a reunião e união dos amigos, não vamos avançar.

Em seus escritos, Baal HaSulam mencionou que, lamentavelmente, houve casos na história da humanidade quando o “feto” apareceu natimorto. Isso aconteceu apenas porque um grupo parou de cuidar de sua unidade.

A cada passo, nós temos que reforçar a nossa conexão. Quando nós conseguimos aumentar a unidade entre nós, nós subimos e passamos por um novo estado, um novo dia, até completarmos todos os nove meses do nosso desenvolvimento. Então, nós nascemos. O processo de nascimento neste mundo acontece em concordância completa com as leis espirituais. Isso explica por que aqueles que estão cientes das leis espirituais também percebem o que está acontecendo neste reino material.

Assim, nós devemos sempre escolher o desenvolvimento do grupo sobre o nosso progresso pessoal, uma vez que somente através do grupo podemos “puxar” a nós mesmos. Esta é a nossa forma de ascender: nós acionamos a influência da Luz Superior sobre nós, exigindo e atraindo-a, pedindo e orando para que ela nos eleve, una e conecte. Nossa conexão ativa a força circundante, o útero da mãe, onde somos concebidos. Nós o chamamos de Malchut ou Shechiná. É onde nós nos transformamos num homem.

Há duas forças opostas que interagem reciprocamente, a força de recepção e a força de doação. Elas têm que atingir o equilíbrio uma com a outra. Cada vez, quando o equilíbrio entre estas duas forças é alcançado, ele dá origem a uma subida. Então, nós nos esforçamos por um novo estado de equilíbrio, voltando a subir. É assim que nós progredimos e nascemos. Na verdade, nós mesmos crescemos.

O problema é que nós temos que nos relacionar de forma positiva com ambas as forças em desenvolvimento, com alegria. Elas nem sempre são muito agradáveis; ambas trabalham como “lixa” em nosso egoísmo e desencadeiam inúmeras dificuldades e problemas. Nós devemos sempre ter em mente que tudo é organizado pelo Criador e só por Ele. O Criador tem inúmeros métodos ​​para nos “incomodar”; a cada momento Ele manda alguma coisa para cada um de nós separadamente e para todos nós juntos.

Nós devemos aceitar o Seu “tratamento” e aceitar os estados que passamos em nossas vidas materiais como bênção e muita sorte. Nós temos que perceber que tudo o que acontece conosco é apenas a maneira como Ele nos trata e nos conduz. Nós devemos conectar tudo o que acontece conosco com as noções “Não há outro além Dele” e “Ele é o bem absoluto que faz o bem”. Sem dúvida que nós percebemos nossas vidas de forma contrária à Sua benevolência incondicional, uma vez que consideram Sua influência através do nosso egoísmo. Assim que nos unirmos, Sua orientação se transformará no “bem absoluto” – verdadeiramente!

Às vezes, acontece de sentirmos uma centelha de bondade completa durante as nossas reuniões de grupo ou quando estamos engajados em ações coletivas que visam reforçar a nossa unidade. Em outras ocasiões, esse estado emerge a título pessoal e independente. O último não é tão desejável como quando o grupo “digere” o impacto do Criador em conjunto.

Em sua maioria, os efeitos que recebemos não são agradáveis. Eles só se tornam satisfatórios quando nós os conectamos corretamente a nós mesmos, atingindo, assim, a linha do meio entre as linhas direita e esquerda (entre bons e maus estados), quando buscamos o avanço espiritual por meio da conexão com os outros.

Tudo o que temos a fazer é apenas compreender e aceitar corretamente a influência superior, e avaliá-la corretamente. Nosso trabalho é analisar constantemente e nos referir à mesma noção uma e outra vez; ou seja, tudo o que acontece conosco, dentro de nós, em nossos corações e pensamentos, desejos e inspirações, tudo o que já acontece conosco é feito exclusivamente pela Luz Superior.

Por que isso funciona dessa maneira? Porque o nosso trabalho é se conectar com os nossos amigos e orar para que a Luz Superior nos eleve para o próximo estado, para a qualidade de doação.

Nós devemos nos sintonizar de forma a não perdermos a oportunidade de ascender. Muito raramente nos damos conta de que tudo o que se passa conosco e em nós vem do Criador e que Ele é o único que envia todas as situações para nós só porque Ele quer que façamos um apelo a Ele, a fim de transformar nossos “problemas” num avanço positivo. Cada momento do nosso tempo, toda a nossa existência, é um apelo permanente para nós de Cima, uma chamada para subir a Ele. Nosso trabalho é nos sintonizarmos a fim de não perdermos esta oportunidade.

O principal pré-requisito para isso é “elevar nossos corações ao caminho do Criador”. Constantemente, cada um de nós separadamente e todos nós juntos devem tornar as nossas relações com Ele muito mais sensíveis. Se conseguirmos fazer isso, vamos começar a entender o que Ele está nos dizendo. Ele nos fala exclusivamente através das sensações que surgem em nós e que respondemos a Ele através das nossas reações às sensações que recebemos Dele. Isso acontece repetidamente: nós recebemos uma nova sensação dele e reagimos a ela, etc.

É assim que nós avançamos, como crianças que aprendem a reagir a estímulos. Não importa se a reação de uma criança é boa ou ruim, certa ou errada, é assim que as crianças crescem. Nós avançamos da mesma forma.

Da “Convenção de Educação Integral” Semana Mundial do Zohar, Dia Um 02/02/14, Workshop 2

Nove Fases No Caminho Para A Unidade, Ponto 9

Dr. Michael LaitmanPreparação para a Convenção Integral: Educadores Integrais.

Nós descobrimos que não estamos destinados a manter a nossa ligação com o Criador, e que nós não precisamos do público em geral para manter a “bola de framboesa”, mas sim temos que ter a bola de framboesa para servir o público em geral. Especificamente através desta descoberta nós nos aproximamos do fim da correção.

Isso possibilita que nós vejamos a integralidade, as ligações, e o Arvut (garantia mútua) na natureza. Nós começamos a determinar o nosso relacionamento com o público em geral: o quanto precisamos dele, pois sem ele não podemos dar satisfação ao Criador, e quanto o Criador quer a humanidade e não nós.

É assim que nós alcançamos nosso destino e desaparecemos. A “nação de sacerdotes” é quando vocês não existem. Vocês servem o público em geral, servem toda a humanidade, e servem o Criador. E nisso vocês vêm o seu papel anônimo. Vocês não têm parte nem herança em nada; em suma, vocês são o elo, o canal, o componente para a transmissão. E isso é bom, porque com isso nós podemos realmente estar mais perto da natureza do Criador.

Nós temos que apresentar e dar o exemplo para o mundo, e através deste exemplo transmitir a ele a condição espiritual que alcançamos. Mesmo que por enquanto este seja o lado oposto do estado espiritual, se formos bem sucedidos em virar a face do mundo para nós, nós podemos virar nosso rosto para o Criador. Ao nos voltar para o mundo com amor, podemos nos voltar com amor a Ele. Sobre isso se diz: “Do amor das criaturas ao amor do Criador”.

A fim de transformar a face do mundo para nós, é preciso despertar as pessoas para a correta compreensão da solidariedade com elas. Para isso é necessário transmitir em palavras a tensão interna. As palavras devem ser muito claras e profundas. Só assim nós podemos ser integrados no círculo exterior, realmente nos conectar com elas. Então, nós recebemos a adição exigida que vai nos ajudar a subir e entrar num nível superior.

O correto educador integral para o desenvolvimento espiritual deve despertar esse desenvolvimento no aluno. Se formos bem sucedidos em alcançar os corações das pessoas, especificamente essas experiências e impressões que despertam no público em geral, será possível ampliarmos a bola de framboesa, melhorando e fortalecendo o ponto de contato com o Criador e senti-Lo.

Diz-se: “Eu aprendi com todos os meus alunos”. Nós ainda vamos entender porque por meio de uma conexão com os alunos a pessoa pode aprender mais do que com professores.

Sem Externalidade Não Há Internalidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se nós estamos lidando com o desenvolvimento interior, espiritual, por que as atividades externas, como a participação em aulas e Convenções, são tão importantes?

Resposta: Tudo começa com o nível inanimado. Até eu atravessar os três primeiros níveis da natureza inanimada, vegetal e animal, eu não vou chegar ao nível falante e ao nível do Criador.

Nesse sentido, é impossível parar no meio do caminho ou cancelar algo se for “desnecessário”. Assim, eu me levanto da cama pela manhã, escovo os dentes, lavo o rosto, e venho para a aula… Em tudo isso eu devo ser rigoroso e pontualmente correto, sem vacilar.

Mas não, “hoje eu estou num estado de espírito filosófico. Eu estou sentado em casa sozinho e penso na vida. Eu não quero estar sob a influência do grupo. Eu não quero estar junto com os amigos. Pelo contrário, eu preciso de um tempo, ficar longe deles. Afinal, uma pessoa é uma criatura independente e não depende de ninguém. Então, eu não vou ser dependente do grupo e não vou fazer o que os outros fazem. Eu preciso ser maior do que eles”.

As conclusões são aparentemente corretas e lógicas, mas estão erradas na raiz. Não está apenas escrito: “Eu habito no meio do meu povo”. O crescimento só é possível dentro do grupo, dentro de muitos, estando mutuamente integrados uns com os outros, sem quaisquer condições. O Criador me traz para o grupo e diz: “Tome”. E depois é a minha escolha se eu tomo o presente Dele. Ou eu o recuso com orgulho? Todos os níveis são construídos um sobre o outro, sem anular o anterior, mas acrescentando-lhe um novo atributo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 21/01/14, Escritos do Baal HaSulam

É Proibido Andar No Mesmo Lugar

Dr. Michael LaitmanA pessoa não deve insistir na etapa anterior, mas deve entrar imediatamente no próximo nível e habituar-se a essa mudança de estados. Se nós paramos num determinado estado, isso não é bom. Todas as mudanças são para o bem; o principal é que deve haver mudanças.

Está escrito: (Isaías 02:03) “Pois de Sião sairá a lei”, ou seja, sair do estado anterior, mesmo o melhor. Isto é, mesmo que seja uma queda de um estado mais elevado, da alegria à tristeza. Isso não importa; só que deve haver tantas mudanças quanto possível, porque elas determinam a taxa de avanço.

Nós sempre avançamos pisando com o pé esquerdo ou com o pé direito, que é a forma como o movimento é feito. Portanto, a principal coisa é não ficar numa perna só no mesmo local, mas sim se mover o tempo todo: da linha esquerda para a direita, ou da linha direita para a esquerda. A principal coisa é sair do estado anterior e entrar num novo nível de conexão.

As subidas e descidas acontecem o tempo todo. Dizem que o Vidente de Lublin disse ao seu aluno que estava reclamando sobre as constantes subidas e descidas que ele passara por 400 subidas e descidas na parte da manhã. Não é necessário pensar que ele as contou. Ele simplesmente sabia o número de níveis que havia subido; isto é, o nível em que ele tinha estado antes e o nível que ele havia subido. E é assim que ele sabia que eram 400. Além disso, 400 é um número que simboliza conclusão.

Quanto mais mudanças internas acontecem numa pessoa, melhor. E não é necessário analisá-las para saber se são boas ou ruins. Não há mudanças ruins! Baal HaSulam escreve: “Eu estou feliz com a maldade que se revela”; você vê, se elas são reveladas isso significa que é possível corrigi-las. Mesmo que seja ruim para mim, eu estou feliz que posso corrigir este mal. Por isso, é bom que você esteja passando por muitas subidas e descidas.

Além disso, isto ajuda os amigos. Todo mundo passa por muitas mudanças internas, e através da integração nós transmitimos essas subidas e descidas ao outro. Então, segue-se que todo mundo ganha e avança rapidamente.

Da Lição Preparatória para a Convenção de Arava 30/01/14

Mediadores Integrais

Dr. Michael LaitmanConvenção de Educação Integral, Workshop 2:  O grupo nos fornece os meios que nos permitem constantemente ansiar pelo direito de sentir que toda a minha vida, meus pensamentos e sentimentos, tudo deriva do Criador e é organizado dessa maneira, para que através da conexão, nos voltemos a Ele.

Em geral, o mundo está dividido em duas partes:

  • Pessoas que receberam um despertar do Alto, do Criador, a fim de avançar até Ele. O Criador leva essas pessoas a um grupo, “coloca a mão da pessoa sobre a boa sorte e lhe diz: ‘Tome-a'”. Então, cabe à pessoa a possibilidade de escolher ou não, ou seja, ser incorporada no grupo, tornar-se parte da corrente geral contra o seu ego ou não. Esta é a nossa escolha.
  • O resto da humanidade vive individualmente, por enquanto cada um na sua, num movimento Browniano aleatório. O ego se desenvolve na humanidade, é claro, mas de forma gradual, e não num fluxo grupal.

As pessoas que fluem junto com o grupo precisam fortalecer e construí-lo de forma consciente. A principal coisa é entender que no momento em que elas se tornam parte de um dos nossos grupos ou do grupo geral, elas não têm mais nada privado ou individual. Tudo o que acontece com elas é apenas resultado de estar num movimento comum com a gente. Agora tudo o que elas recebem é através do centro do grupo e não importa se isso é consciente ou não. Depois, ele se espalha para todos e cada um recebe de acordo com os esforços que tem que fazer no fluxo comum em direção à conexão, em direção ao centro.

É a mesma coisa quando se trata do nosso movimento em direção ao Criador. Tudo o que nós queremos focar Nele, dizer a Ele, pedir a Ele, de modo a atrair Sua doação sobre nós, a influência da Luz Circundante, etc., que tudo isso também possa vir somente através do centro do grupo. Isto significa que o centro do grupo é muito importante para nós, como um ponto a partir do qual nós podemos subir em nosso apelo ao Criador e, através dele, como através de um cordão umbilical, nós recebemos tudo e damos tudo.

Vamos imaginar que por meio do nosso cordão umbilical espiritual nós recebemos e damos tudo. Só através deste cordão nós estamos conectados à fonte da vida. Imagine que você é um embrião num útero, e que através deste cordão, através do centro do grupo, nós recebemos a nossa vida, toda a força espiritual, tudo o que existe.

Quando nós encontramos a conexão com o cordão umbilical, começamos a perceber a forma como tudo é construído, e como tudo realmente desce até nós a partir da Providência superior. O nosso mundo é apenas o mundo dos resultados e, portanto, nada nasce nele. Nós começamos a perceber como podemos afetar a Providência superior e evocar a melhor subida.

Assim, nós chegamos a um desenvolvimento consciente porque encontramos a conexão com a nossa fonte, e começamos a fazer a conexão entre nós, a extrair tudo Dele e a responder a isso corretamente. Apesar de “não há outro além Dele”, no final o Criador é uma fonte passiva simples. Tudo o que acontece é somente através da nossa doação, de acordo com nosso pedido.

Portanto, como podemos doar à fonte através deste cordão umbilical? Através do centro do grupo, é claro, de outro modo não haveria qualquer contato com ela. Nós descobrimos isso a fim de transcendermos todas as nossas deficiências, e nos conectar a fim de receber a resposta do Alto, sentindo a cooperação entre nós e o Criador através do tubo, através da linha. Nós estudamos sobre a linha na Cabalá e ela vai como um tubo do mundo de Ein Sof (Infinito) até o nosso mundo.

Nós servimos como um nível superior para o público e temos que usar esse tubo de modo que as pessoas sejam alimentadas por nós e sejam gradualmente atraídas para cima. Parece que nós sentimos o ponto de contato com a Luz, com o Criador, com o nível superior, mas por alguma razão nós realmente não corremos para encontrá-lo e usá-lo, a fim de começar a passar a energia positiva de cima para baixo em direção a nós e a energia negativa de baixo para cima.

A crise que se desenvolve em torno de nós é para nos ajudar com isso. No final, se não despertarmos a tempo, ela também vai chegar até nós, não só espiritualmente, mas também no sentido corpóreo normal. Afinal, a crise é destinada somente a nos despertar para uma conexão rápida com a imensa força, com a abundância, com a Luz superior, que inclui tudo, a fim de transmiti-la através de nós para o mundo externo.

Se não fizermos isso a tempo, o mundo não nos tratará muito bem. Ela se refere especificamente a nós e à sabedoria da Cabalá, uma vez que somos os únicos que têm que realizar a correção. Se fizéssemos tudo em tempo, não veríamos uma crise e não sentiríamos nada negativo. Nós estaríamos tomando medidas preventivas constantes.

Mas nós estamos ficando para trás. No momento nós ficamos um pouco para trás. Eu espero que seja o suficiente, e que mais tarde comecemos a compreender a responsabilidade que temos para com o mundo e entendamos que a crise é a falta da força superior que deve ser transmitida ao mundo através de nós.

Portanto, como podemos nos organizar o mais rápido possível, a fim de entrar em contato com o Criador, com o mundo externo, e ser os condutores da Luz superior, da abundância? Afinal, esta é a solução para todos os aspectos da crise. Nós temos que sentir que somos os condutores que conectam o mundo superior e o mundo inferior; isso é o que temos que fazer.

Diz: “O superior deve aprender com o inferior”. Nós temos que entender melhor como devemos nos voltar ao Criador, com base em nossa disseminação integral e nossa educação integral ao nos dirigir ao público. É como quando nós finalmente começamos a apreciar a forma como nossos pais nos trataram quando nos tornamos pais. Quando nós começamos a amarrar as deficiências que são evocadas no público com a solução integral global, com a ascensão espiritual que o Criador espera que façamos, é como se incluíssemos as duas extremidades:

  • Por um lado, as massas com suas necessidades diárias aparentemente simples.
  • Por outro lado, o valor superior que o Criador coloca diante de nós, a conexão e a obtenção de um sistema que inclui tudo, onde Ele é revelado como a força que revive.

É assim que nós nos desenvolvemos em geral, graças ao fato de que estamos entre o martelo e a bigorna. Por um lado, há o público, as massas, e por outro lado o Criador. Nós temos que equilibrar as ações do Criador que nos estimulam a nos conectar, que descem do alto e são cumpridas nas massas na forma de problemas e necessidades humanas simples, e nós elevamos os problemas simples através de nós a um nível mais elevado de conexão com o Criador, acima do tempo e do espaço, acima de tudo que já está em nós, para o espaço espiritual.

Esta é a nossa singularidade, como nós começamos a conectar os dois mundos em nós e a amarrá-los a nós. Esta é a qualidade especial do grupo que pode executar esse trabalho, para conectar, incluir e amarrar os dois mundos opostos dentro dele. Sendo uma parte integral, nós incluímos toda a humanidade e baixamos o Criador nela do Alto. Assim nós atingimos a sensação que se situa entre os dois sistemas opostos da criação. Esta é a nossa singularidade e nossa satisfação final.

O objetivo final do ser criado é realmente cumprido no grupo, ou seja, na conexão da humanidade, a partir do centro, a partir de nós, e se espalhando para círculos mais amplos. Nós já estamos puxando aqueles que estão atrás de nós, convidando-os a se juntar a nós, sem puxá-los para o nosso nível, mas simplesmente agindo de acordo com o nível de seu desejo e entendendo a crise como uma aspiração à conexão.

Nós sentimos que a crise atual é espiritual, enquanto eles a sentem no nível corporal. No entanto, em geral, a solução é uma só e é para chegar a uma equivalência de forma com o Criador e saber como entrar em contato com Ele, para que Ele e nós nos conectemos de acordo com a condição da equivalência de forma. Este é o método.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Um 02/02/14, Workshop 2

Educação Integral Das Massas

Dr. Michael LaitmanNós somos escolhidos no sentido de que recebemos de Cima o desejo nos chamando a aprender, ansiando pela conexão com o Criador e a revelação do Criador, que deve ocorrer antes de toda a humanidade.

Já está se aproximando a necessidade do próximo estado; a natureza move toda a humanidade para frente. Mas as pessoas não têm e não terão o seu próprio desejo. Milhares ou alguns milhões se juntarão a nós, mas é uma pequena fração de toda a humanidade. Não haverá mais.

A cabeça é sempre assim: pequena, como o microprocessador de um computador, mas ela define e decide tudo. As partes restantes percebem esta micro parte.

Portanto, nós somos este “chip”. Nós temos que nos conectar ao resto da humanidade, começar a trabalhar com as pessoas, entendê-las, nos unir a elas, encontrar um vocabulário adequado, criar um dicionário apropriado, várias imagens, exemplos e desenvolver workshops adequados, etc.

Nós ensinamos às crianças pequenas tudo o que os adultos têm, apenas num nível abaixo, com exemplos e ações simples. Para que as pessoas sintam seu próximo nível desejável em sua conexão, nós temos que incentivá-las, atraindo-as constantemente com alguma coisa.

Nós mesmos experimentamos descidas e subidas, e de acordo com isso, precisamos nos fortalecer.

Os outros não passam por isso. Eles devem ser constantemente atraídos, abraçados, aquecidos e servidos. Nós precisamos explicar o método a eles na medida em que eles precisam entende-lo para estar conectados a nós e subir conosco. Nós os levamos como crianças na estrada, fazendo-os sentar-se e dirigindo-os. A criança está ao seu lado, ou até mesmo no seu colo, ou correndo nas proximidades sob a sua supervisão, porque ela não sabe o caminho e nem sequer tem que saber isso. Você não deve exigir nada das pessoas, exceto uma coisa: “Se você estiver conosco, tudo vai ficar bem”.

Este deve ser o nosso caminho para as massas. Sem ele, não podemos avançar para cima após a criação do nosso Kli coletivo. Nós vamos atingir o nível mínimo, mas não mais. Na verdade, nós recebemos um despertar, a fim de “puxar” a humanidade conosco. Nós temos que tratá-la muito a sério. Nós só seremos capazes de ascender dependendo do nosso sucesso com um público amplo. Se não tivermos sucesso, isso vai servir como lastro para nós, não nos deixando subir.

Um Lugar Que Foi Abençoado Pelo Criador

Dr. Michael LaitmanRabash, “Qual é a Vantagem no Trabalho que é mais do que a Recompensa”: E a principal preparação que é chamada de esforço, que a pessoa deve anular a si mesma, ou seja, o seu egoísmo… o que significa que ela anula a opnião dos senhorios e anseia pela opinião da Torá… como os sábios disseram “a Torá existe apenas naqueles que se matam por ela”, ou seja, em auto anulação, e não há auto dominação aqui, mas o domínio do Criador. Em seguida, o Criador pode dizer “todo lugar que Eu vou mencionar Meu nome”. Por que Eu posso mencionar Meu nome? Uma vez que a pessoa anulou a dominação deste lugar pelo Criador, então “Eu virei e te abençoarei” pode ser cumprido … que é a recepção da Shechiná“.

Nós já conhecemos esta fórmula. Um lugar é o desejo de receber e também o Criador que preenche este lugar, ou seja, que preenche o desejo. Nós consideramos o vaso como um lugar e também chamamos a Luz, que o preenche, um lugar. Tudo depende da fase a que nos referimos, se é o desejo ou a pessoa que o criou e preenche.

Diz-se: “Todo lugar que Eu vou mencionar o Meu nome”, onde o vaso está organizado de acordo com o nome do Criador, HaVaYaH, com todos os seus discernimentos, “Eu virei e te abençoarei”. A Luz vai vir e corrigir o vaso, e irá limpar o lugar certo para o Criador ser vestido.

É importante medir constantemente até que ponto nos aproximamos ou nos afastamos da Luz para que “não haja um deus estranho entre vocês”. Até que ponto o conceito do Criador, a força superior, todas as imagens que são representadas na nossa imaginação, tornam-se o atributo de doação que está vestido em mim. Eu posso medir o meu estado de acordo com o atributo que é recebido e de acordo com a minha atração por ele.

Claro, também há estados opostos, como a favor e contra, mas é entre essas duas direções, a partir destas duas inclinações que avançamos. Nós temos que verificar em que medida o conceito do Criador, que significa o atributo de doação que está vestido em nós, é mais desejável cada vez e em que medida nós esperamos por ele e somos atraídos por ele. Até que “Israel, a Torá e o Criador são um” no mesmo lugar.

Agora vamos realizar exercícios, tentando por enquanto nos anular e alcançar conexão somente entre nós. Como se diz “do amor dos seres criados ao amor do Criador”. Mas se nos lembrarmos também que fazemos isso para que nos tornemos um vaso onde seremos capazes de revelar o Criador um dia, a Luz superior nos influencia, conecta e organiza. Assim, nós vamos gradualmente sentir o lugar que estamos preparando para a revelação do Criador, e verificaremos se ele está pronto para a Luz Superior, para o atributo de doação se vestir nele.

Então, vamos começar a identificar movimentos naquele lugar, e se estamos recebendo o Criador ou não, se Ele entra em nós, ou se Ele sai. Vamos entender como podemos atraí-Lo ou afastá-Lo de nós, se quisermos subir para um nível superior, a fim de estar mais adaptado a Ele. Afinal de contas, nós temos que nos afastar Dele entre os níveis.

Quando todas essas ações se tornam familiares e estão sob o nosso controle, nós gradualmente alcançamos uma maior equivalência de forma com o Criador e Ele é gradualmente revelado a nós. Assim, nós podemos estabelecer o lugar, e a conexão entre nós começa. Após a conexão, a distância é criada, a qual nos ensina a retornar à conexão apesar da distância. Assim, nós podemos aprender a controlar esses processos tanto quanto podemos e a monitorá-los.

Isso só é possível com a ajuda do Criador, é claro, com a ajuda da força superior. Não devemos esquecer que Ele é o único que organiza e gerencia tudo, mas com a nossa participação ativa. Nós decidimos que queremos alcançar “torne o seu desejo Seu desejo”, e, assim, estabelecer o lugar.

Nós já estamos em processo de estabelecer o lugar, embora realmente não entendamos como fazê-lo, quais as fases que passamos, e o que mais temos que fazer. Na verdade, nada é claro. Não é uma fórmula com um desconhecido, mas sim uma fórmula com muitas incógnitas que temos que resolver. É um sistema integrado onde tudo está incorporado em tudo e depende de tudo.

Mas quando esta imagem desaparece, nós vemos que ela inclui muitos detalhes que estão interligados num único sistema, embora este seja muito nebuloso e incerto. É impossível agarrar-se a isso com as nossas mãos grosseiros, egoístas e primitivas.

Porém, trabalhando neste mundo, nós gradualmente começamos a elevar os seus componentes para o nível espiritual e a inserir em cada atributo, cada força, cada evento, em tudo o que acontece, o espírito do Criador, nosso anseio espiritual. Então nós começamos a ver outra imagem por trás da imagem deste mundo. Por trás dessa imagem, nós descobrimos um sistema de forças do mundo superior. É assim que estabelecemos o lugar para a revelação do Criador.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 23/01/14

Quando O Ponteiro Se Move

Dr. Michael LaitmanDo livro, Luz do Sol, Dicas de Rosh Hashaná: É necessário aderir e estar conectado com os outros e estar fechado um dentro do outro nos corações de todos, para que possamos ser uma união, servindo o Criador de todo o coração.

Não há nada parcial na espiritualidade, ou seja, três, sete ou nove Sefirot. Deve haver dez Sefirot porque não sentimos menos do que dez, sentimos apenas uma medida completa. É como uma máquina onde dados são reunidos e, de repente, o medidor salta. Como um relógio que conta segundos internamente, e quando um minuto inteiro é reunido, o ponteiro de repente salta para a próxima divisão.

É exatamente assim como o nosso trabalho acontece. Isso porque até chegarmos à Malchut nós podemos trabalhar e passar por vários estados inconscientemente. Uma pessoa pode dar voltas e começar a fazer uma infinidade de coisas, mas ela deve esperar até “entender”. Isto é, ela deve passar por um determinado número de ações até que se torna difícil para ela, e ela não sabe o que fazer consigo mesma, e depois disso, de repente, ela “entende” o que está fazendo! Isto é, ela deve atingir a saturação, uma medida completa.

Portanto, quando nos reunimos, nós devemos “respeitar e estar conectados com os outros e estar fechados um dentro do outro nos corações de todos, para que possamos ser uma união, servindo o Criador de todo o coração”, ou seja, é necessário descobrir uma medida completa do desejo. E isso é um problema, porque parece que estamos subindo uma montanha, e cada vez caímos, repetidamente. É assim até que uma quantidade de esforço se acumule, uma série de experiências seja reunida, num montante total. Como Baal HaSulam escreve na Carta 19: “No entanto, ‘o tempo vai fazer o que a mente não faz’. O Criador conta todos os estímulos e recolhe-os na medida completa, que é a medida da dureza para o dia pretendido”.

Da Lição Preparatória para a Convenção de Arava, 30/01/14