Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Com Novas Forças Para Atacar A Correção

Dr. Michael LaitmanApós os estágios iniciais da conexão correta com o grupo, é necessário continuar estudando O Livro do Zohar com o mesmo método que os alunos aprenderam com Rabi Shimon. Eles mesmos escreveram o livro, revelaram os níveis, os estados espirituais, e expressaram por escrito. Rabi Shimon ensinou, Rabi Abba e Rabi Elazar explicaram o que ele disse.

O Ramchal descreveu isso no livro, Adir BaMarom: E Rabi Shimon bar Yochai revelou os segredos da Torá, e os amigos ouviram a sua voz, e eles se juntaram a ele nessa conexão, cada um respondendo por sua parte. Isso é o que Rabi Shimon bar Yochai queria, que um livro fosse escrito que incluísse as palavras de todos os membros de sua Yeshiva, e que o livro fosse escrito sobre a Torá, pois outros escritos falam sobre ideias particulares, embora O Zohar que é feito sobre a Torá é chamado de grande abertura de toda a Torá. E Rabi Shimon bar Yochai ordenou que o Rabi Abba fosse o escritor e organizasse todas as coisas que os sábios da Yeshiva disseram, sempre e onde quer que fossem, tudo organizado de acordo com a ordem na Torá.

Essa é também a forma como devemos conviver em grupos, a fim de estudar O Livro do Zohar, e assim a sua Luz vai nos influenciar. Se fizermos um esforço para sermos como os alunos do Rabi Shimon, a fim de nos conectarmos para que sejamos todos como um homem com um coração e com amor dos amigos, então a Luz nos influenciará e nos dará um sentido maior de conexão. Dentro disso, vamos começar a descobrir a rede de conexões entre nós chamada Partzuf das dez Sefirot.

Primeiro dentro destas dez Sefirot, a menor Luz vai aparecer, Ohr Nefesh de Nefesh de Nefesh. Mas isso já é um alento (sopro, fôlego), uma espécie de sentimento do mundo espiritual. Embora eu ainda não possa agir de forma independente, eu me encontro e existo no mundo espiritual. Então, nós desenvolvemos as relações entre nós mais e mais; nós descobrimos Ruach de Nefesh de Nefesh, e assim por diante.

Nós começamos a entender mais e a sentir a conexão entre nós. A qualidade do nosso Partzuf gradualmente cresce, e a Luz geral começa a ser cada vez mais clara dentro dele, na medida em que revela sua relação com o Kli. É assim que chegamos a um sentimento pelo programa geral que opera entre nós e entendemos o que está acontecendo entre nós, que está acontecendo em toda a realidade, em todo o mundo e em todos os mundos.

Tudo isso será revelado dentro das dez Sefirot da conexão entre nós, exatamente como os dez alunos de Rabi Shimon descobriram quando estavam conectados somente dentro de seu grupo. Eles não estavam conectados com o resto do mundo, no entanto, eles descobriram toda a realidade infinita.

Em outras palavras, todos os meios estão em nossas mãos. Nesse meio tempo, o mundo se deteriora, tornando-se cada vez mais escuro e sinistro. Está escrito sobre estes tempos que a insolência será multiplicada imensuravelmente, e que todos os problemas e todos os tipos de infortúnios cairão sobre o mundo. Mas nós devemos entender que tudo isso está acontecendo especificamente porque a Luz está se aproximando do nosso mundo, e que o mundo deve estar cada vez mais adaptado à Luz. E se ele não se acomodar à Luz, em vez de Luz, ele vai ver escuridão, porque ele está nas propriedades opostas à Luz. Portanto, a nossa obrigação é imediatamente começar a explicar ao mundo do que depende o nosso futuro melhor. Que só através da conexão entre nós e graças ao Livro do Zohar todos nós podemos sair do exílio a partir desta escuridão.

Por isso, eu estou feliz que nós começamos a traduzir o Livro do Zohar em várias línguas. Nós esperamos que esta convenção seja um bom começo para a aceitação desse presente que recebemos: O Livro do Zohar, e daqui pra frente vamos continuar com a correção com um poder muito maior do que tínhamos até agora.

Da Semana Semana do Zohar “Convenção Mundial do Zohar” Dia Um 05/02/14, Lição 2

O Mais Importante É Encontrado No Final

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 64: …no que diz respeito à sabedoria da Torá, ela é cada vez mais revelada nas últimas gerações. Isto é assim pela razão já mencionada, de que a medida global é completada especificamente por estas últimas. É por isso que as Luzes mais completas são estendidas a elas, embora sua própria essência seja muito pior.

Isso decorre da ordem inversa entre vasos e Luzes. Quanto mais puros e refinados são os vasos, menos Luz há neles, embora estes vasos sejam expressos e corrigidos pelos vasos que os precedem. Inversamente, quanto maior e mais profunda a “espessura” dos vasos, mais difícil é para corrigi-los. Em contraste com isto, as Luzes neles são maiores e são reveladas por meio de sua correção.

Estas luzes são especificamente vestidas nos vasos mais finos e refinados, sendo que as Luzes são implantados na ordem de NRNHY, enquanto que a ordem da correção do vaso é KHB ZON. Em outras palavras, os vasos são revelados de Keter à Malchut, do mais alto ao mais baixo, enquanto que com as Luzes é o oposto, de Nefesh à Yechida, da menor a maior. Elas estão ligadas entre si em tal sequência.

Este princípio não é simples e nos confunde, e é muito difícil para a nossa compreensão das relações recíprocas dentro do sistema em geral, em todos os mundos e entre os mundos. Às vezes nós precisamos simplesmente aceitar isso como uma regra geral, como uma lei, até que isso gradualmente “se resolva” e seja integrado com novos vasos internos. E só depois que a pessoa sente a essência é que ela começa a entender isso. No início, o sentimento vem dentro dos vasos corrigido para um determinado grau; depois disso, vem o entendimento. Assim, o intelecto sempre segue o sentimento.

As pessoas que não estão ligadas à essência interior da Torá e são guiadas por seu intelecto externo não entendem este princípio e, portanto, não veem a singularidade de nosso tempo e geração. Elas estão familiarizadas com o processo de deterioração geral; entretanto, junto com isso, elas se abstêm da responsabilidade de corrigir o mundo. Elas supõem que: “Se nós já nos deterioramos tanto, então tudo o que nos resta é apenas a esperança para a vinda do Messias”.

No entanto, isso não está certo. A nossa geração é a mais importante para a meta geral. E mesmo que sejamos dobrados pelo pesado fardo do nosso ego, o objetivo é que vamos trabalhar nele e não vamos nos livrar dele. Através de um trabalho como esse, nós atraímos Luzes muito grandes pelas maiores almas que estão começando a corrigir a humanidade, e essas almas são Adão, Abraão, e assim por diante. E recebemos uma Luz fina e pequena de acordo com o nosso lugar no sistema geral, e nós avançamos neste caminho até chegarmos às dez Sefirot completas de toda a criação.

Então, na verdade, nós chegamos a atingir e entender o difícil trabalho que realizamos. Mesmo se estivéssemos prestes a cometer um erro e ser confundidos, apesar de não conseguirmos resolver e interpretar, mesmo que tenhamos errado e violado, isso não é importante. Caso contrário, é impossível. No final, tudo vai chegar a análise correta, ao relato verdadeiro, e só então, no mais alto nível, nós podemos avaliar corretamente o nosso estado e discernir o seu significado. Nesse meio tempo, cabe a nós continuar com “fé acima da razão” e acreditar no Baal HaSulam que escreveu que as primeiras gerações foram significativas por causa de seus desejos refinados, enquanto nós somos significativos por causa de nossa “espessura”.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Por Uma Causa Maior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O nosso mundo é um mundo de consequências. Nós precisamos construir por nós mesmos o próprio chicote que vai nos forçar e nos comprometer à correção? Essa é a maneira de apressar (Achishena) o tempo?

Resposta: O caminho de Achishena não é o chicote, mas o caminho que nos atrai para o propósito da criação devido à sua elevação aos nossos olhos. Nós precisamos elevar a meta de modo que ela vai ser tão especial, tão desejada para nós que estamos preparados para fazer qualquer coisa por ela. E não vai ser difícil para nós ir até ela. Assim, nós não sentimos nenhuma dor, só inspiração.

Por um propósito mais elevado, as pessoas são capazes de muita coisa: conquistar os picos das montanhas, realizar caminhadas espaciais, mergulhar no fundo do oceano em vez de nos sentar confortavelmente no sofá e assistir futebol. As pessoas que estão envolvidas com criatividade ou com ciência literalmente se consomem. Elas estão dispostas a experimentar novas drogas em si mesmas e a conduzir experimentos que põem em risco suas vidas.

Tudo depende da importância da meta! Afinal de contas, a nossa meta não é tão difícil. Se você se organiza num grupo e o grupo começa a apoiar cada um dos seus amigos, então essa será a maneira mais fácil e maravilhosa de inspiração, e você nem vai sentir uma gota de sofrimento.

O que é esse chicote que você pretende usar em si mesmo? Auto flagelo? Uma coisa assim não deve acontecer. Todos os tipos de movimentos religiosos são organizados de acordo com as restrições, enquanto a Cabalá fala sobre a necessidade do nosso caminho ser alegre.

Em um dos artigos do Shamati, se diz que o ego corre na frente de todos e grita: “Pega ladrão”. Se você sente que é difícil para você, se diz que você está progredindo de forma incorreta. Faça um esclarecimento!

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Três 04/02/14, Workshop 5

Disposto A Pagar Qualquer Preço

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que acontece quando uma pessoa consegue se anular?

Resposta: Ela sente que já está num nível mais elevado da sua conexão com o superior, com aquele a quem ela se anulou. Esta é uma questão de equivalência de forma. Um nível mais alto é um atributo superior.

Agora eu tenho um determinado atributo de recepção ou doação que retrata o mundo para mim. Quando eu me anulo em relação ao superior, eu sinto a mim mesmo e o mundo, ou seja, a parte interna e externa dos meus atributos, de uma forma mais sublime. Portanto, eu sinto que estou num mundo diferente.

Pergunta: Portanto, verifica-se que a auto anulação é simplesmente impossível e insuportável para uma pessoa.

Resposta: Nós não conseguimos nos anular e realizar qualquer ação espiritual. Mas nós temos que estar convencidos de que somos impotentes, e assim estaremos prontos para uma oração. Nosso objetivo é fazer o que pudermos, pagar qualquer preço, fazer o que estiver em nosso poder, e ver que nada ajuda. Então, vamos gritar e esticar as mãos ao Criador.

Pergunta: Se tudo está predeterminado, por que eu não posso economizar tempo e pular esta fase intermediária?

Resposta: Mas como você pode se voltar ao Criador? A oração é um desejo real em resposta ao qual você recebe a Luz perfeita. O seu pedido também deve ser perfeito e, assim, ele vai atrair a Luz perfeita. Na verdade, é com isso que se preocupa todo o período de preparação. Alcançar o pedido perfeito pode levar uma década. Então você já tem tudo: você recebe a Luz que Reforma e tem um novo atributo, o primeiro estado espiritual.

Então você avança para o segundo estado, para o terceiro… mas todos os estados seguintes não são tão corpóreos. É como os períodos geológicos na evolução da Terra que durou bilhões de anos; houve a evolução dos animais que durou um bilhão de anos e das plantas que levou a metade de um bilhão de anos, mas a evolução do macaco, e do homem que evoluiu a partir dele, levou apenas 100 a 200.000 anos, enquanto a evolução da humanidade tem apenas 50.000 anos.

O tempo de desenvolvimento reduz exponencialmente, como numa escala logarítmica. O mesmo ocorre com o período de nossa preparação para o trabalho espiritual, que é a mais longa e desgastante. As outras fases são muito mais curtas. Nós também nos desenvolvemos em nossa tecnologia, passando de aparelhos de corrente contínua para aparelhos de corrente alternada, e agora estamos trabalhando em altas frequências com lasers.

Pergunta: Como uma pessoa pode se apegar a esse processo que esgota todos os seus poderes?

Resposta: Nós só podemos contar com a ajuda do Criador e da sorte. Sorte significa apegar-se ao grupo, ao professor, ao estudo, à programação diária, como se você estivesse num exército, onde tudo é como um relógio: você se levanta, vai à aula, da lição você vai ao trabalho, e o dia inteiro é de acordo com este relógio. Isso é chamado de trabalho de Deus.

Afinal, só no fim da correção você será capaz de se livrar do seu desejo de desfrutar e até então você tem que trabalhar. Se você elevar a importância da meta à altura certa, você sempre vai se sentir exultante. Se você amaldiçoar o Criador que lhe deu um trabalho tão duro, isso não vai acabar bem. Você vai sofrer toda a sua vida, torturar a si e o seu ambiente, e não vai chegar a nada.

Você deve pelo menos continuar a sua participação no grupo, mesmo passivamente, como se diz: “Qualquer coisa, exceto sair”. No final, você vai mudar, quer você queira ou não; a influência do ambiente terá seu efeito. Nós devemos entender que o nosso estado é perfeitamente organizado de modo que vamos mudar, e não há nada mais que possamos fazer nesta vida.

Nós temos que aderir permanentemente ao grupo. Se você estiver incorporado nele, você vai sentir que o grupo é um estado ideal: que ele é alto, forte, e que você sempre pode receber poderes dele e se aderir a ele como um bebê se adere à sua mãe.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/02/14

Audição Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: Em nosso movimento existem dois caminhos: o bom caminho e o caminho do sofrimento. Meu ego não quer se submeter aos outros. Como é possível obrigá-lo a ir no bom caminho? Eu entendo que o sofrimento não é bom.

Resposta: Você não pode obrigá-lo, enquanto o grupo não convencê-lo disso. Você é teimosamente oposto como um burro, segurando-se ao ego com toda sua força, e não pode mudar sozinho a sua mente para melhor.

Na fase incial nós anulamos a nossa opinião sob a influência de todos os tipos de golpes. Depois disso nós podemos anulá-la, suavizá-la e alterá-la apenas sob a influência do grupo. O grupo deve ensinar-lhe como se relacionar com o seu problema.

Comentário: Mas o grupo é composto de pessoas como eu.

Resposta: Isso é o que você pensa: “Quem são eles, afinal? O que eles entendem ou sabem? Eles, não sabem nada!” É por isso que você se senta em seus problemas.

Você deve elevar e engrandecer cada amigo como o maior da geração. Então, você vai ver como é possível ouvi-los. Outro ouvido vai surgir para você, não bestial, mas sim espiritual. Você vai começar a compreender e entender suas palavras e pensamentos de uma forma completamente diferente; você vai senti-los de forma diferente dentro de si se começar a elevar e engrandecê-los. Este é todo o problema.

Eu continuo recebendo respostas de meus alunos a perguntas que eu mesmo não posso responder. Eu não tenho vergonha de admitir isso. Diz-se: “Eu tenho aprendido muito com os meus mestres, mais com meus amigos, e com os meus alunos mais do que tudo”. Você tem que se rebaixar diante deles, e assim vai ser capaz de ouvi-los.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção de Educação Integral” Dia Três 04/02/14, Workshop 5

Então O Criador Vai Nos Dar Asas

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Talmud Eser Sefirot, Parte 9, Item 1: Embora este retorno seja anulado durante a quebra dos vasos, como sabemos, verifica-se que os vasos de AHP caem mais uma vez ao nível do inferior como o seu estado inicial de pequenez (Katnut). Malchut queria usar todas as dez Sefirot para doar e descobriu que não pode, e por isso todos os AHP foram anulados. Agora, temos que corrigi-los e, só então seremos capazes de usá-los, quando este for o fim de toda a correção até o final – ou seja, apenas para retornar todos os AHP que retornaram e foram corrompidos, como resultado da quebra dos vasos e caíram ao nível do inferior de cada um, aos seus lugares, como se estivessem no estado de grandeza (Gadlut) de Nekudim, ou seja, depois que a nova Luz saiu do MAN de NHY de AK já corrigiu todos os AHP caídos e elevou-os novamente, isto é, o tempo do sétimo Malchut Malchin Kdmain que se espalhou até o ponto deste mundo.

Nós corrigimos os verdadeiros vasos de recepção, o AHP, e depois chegamos ao fim da correção. O mundo de Atzilut se espalha até o ponto deste mundo, o ponto central de todos os mundos, como está escrito: “Seus pés estão parados naquele dia sobre o monte das Oliveiras”.

Assim, nós podemos usar todos os vasos e cada pessoa vai atingir todos os 125 níveis. Isso pode parecer estranho, porque este mundo é construído como uma pirâmide e todos nós estamos um em cima do outro, como se um fosse uma parte das mãos e outro dos pés do Partzuf espiritual geral. No entanto, não importa a qual órgão cada um pertence, uma vez que todos nós alcançamos o fim da correção e nos conectamos num único sistema, e assim cada indivíduo, mesmo o menor deles, atinge tudo, assim como o maior individual. Todas as diferenças são eliminadas.

Isto significa que os pés de todos estarão sobre o Monte das Oliveiras, e suas cabeças chegarão à Malchut do mundo do Infinito, como se diz que no final de toda a correção quando o Messias vier, “Ele vai reunir todos em Jerusalém”. Isso significa que todo mundo vai se espalhar de Malchut do mundo do Infinito até Malchut deste mundo, porque todo mundo está incorporado em todos, e não haverá nenhuma diferença entre nós.

Todos irão executar o seu trabalho individual específico no que diz respeito ao sistema, porém, ao longo de todo o sistema, de uma extremidade a outra. Assim, nós vamos nos complementar e chegar ao mesmo nível. Todos nós vamos nos afogar no grande mar de Luz e vamos comemorar “comendo o Leviatã“, o que significa que vamos receber toda a Luz de Hochma a fim de doar.

Eu estou incorporado em toda a realidade e opero nela para doar ao Criador, e você está incorporado no outro lado e opera nele pelo mesmo objetivo. Acontece que nós alcançamos um nível igual porque cada um de nós utiliza todo o sistema, mas eu sou diferente de você de acordo com a raiz da minha alma, e por isso o nosso trabalho também é diferente. Portanto, cada um tem inveja das realizações de seus amigos, e todos terão uma diferente Masach (tela). Eu sou impressionado pelo quanto cada um faz, até que ponto cada um é maior, e a altura que ele chega sendo inicialmente mais corrupto do que eu.

Parece que nós não precisamos de todas essas impressões se completarmos o trabalho e chegarmos ao final da correção. No entanto, elas são essenciais para avançar. Nesse meio tempo, nós não entendemos o que vai acontecer após o fim da correção. Diz-se que quando completarmos a correção o Criador vai nos dar asas.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/02/14, Talmud Eser Sefirot

O Que É Uma “Pergunta” Na Espiritualidade?

Dr. Michael LaitmanUma pergunta na espiritualidade é um desejo (Hisaron, necessidade) que aciona a Luz Superior. A Luz desce e preenche esse desejo. Isso é chamado de uma verdadeira pergunta ou oração.

No entanto, até que tal pergunta verdadeira seja formada, a pessoa passa por uma série de perguntas preliminares que são chamadas de “uma oração antes de uma oração”. Em outras palavras, antes de realmente atingir a oração, o pedido, a pessoa passa por numerosas perguntas pequenas, privadas e imprecisas até que finalmente surge a pergunta correta.

Em geral, todas as perguntas se resumem a uma coisa: “Qual é o sentido da vida? Vale a pena viver? Se sim, por quê?”. Esta é a única pergunta que realmente existe. Um homem pergunta de bilhões de formas diferentes e, consequentemente, só obtém uma resposta parcial. Mas, no final da correção, tudo vai se transformar numa enorme pergunta que será respondida por uma gigantesca resposta: a adesão completa (Zivug a Shalem).

Pergunta: Quais os tipos de perguntas que devemos trazer para você e quais devem ser esclarecidas no grupo?

Resposta: É melhor se vocês trouxerem a mim uma pergunta coletiva. Se vocês tiverem uma pergunta que envolve todo o grupo, por favor, façam-na para mim.

Comentário: Até agora, quando eu encontro respostas para as minhas perguntas no grupo, eu sinto que elas estão corretas.

Resposta: De fato, “até agora”. É desta forma para todos os níveis, para mim e para todos. Respostas que estavam corretas neste grau se tornam incorretas quando chegamos ao novo nível, porque Keter do Partzuf inferior apela à Malchut do superior.

De uma Lição em Russo 10/02/14

O Que Devemos Esperar Ao Estudar O Livro Do Zohar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a intenção correta que devemos ter quando abrimos o Livro do Zohar?

Resposta: O Livro do Zohar foi escrito como resultado da conexão entre as almas e por isso opera e nos influencia no caminho certo se nos conectarmos. Mesmo se eu o leio por mim mesmo, ele vai me afetar ao me empurrar à conexão. Mas é impossível compreender este livro, a menos que você esteja conectado com outras pessoas.

Não é apenas uma compreensão intelectual, mas uma revelação. Eu sinto como eu supero o meu ego e começo a sentir os outros em minha conexão com eles. Eu sinto novos poderes e novos atributos na conexão com os outros, e por isso descubro o mundo superior.

O Livro do Zohar me dá a sensação dos outros, revelando um campo de força de amor e doação entre nós que é o mundo espiritual. Este é o resultado certo que devemos esperar ao estudar O Livro do Zohar.

Da Semana Mundial do Zohar “Convenção Mundial do Zohar”, Dia Um 05/02/14, Lição 1

Discordância Interna Com O Professor Leva À Distância Externa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por meio do serviço ao seu Rav (professor), o estudante está ligado ao seu Rav, ao Elyon (superior), e recebe dele. O que acontece se houver uma situação em que o estudante faz algo contra o desejo do seu Rav por qualquer motivo? Como isso influencia a relação entre eles e o avanço do estudante?

Resposta: Isso indica desprendimento total. Se está claro para o estudante que ele está agindo contra o desejo do seu Rav, como ele pode se comportar assim? A principal lei espiritual é a lei da equivalência de forma. Portanto, para as necessidades de Dvekut (adesão), é necessário ao menos não se opor, mas estar em algum tipo de concordância. Mesmo que você não esteja pronto para realizar alguma coisa, você não pode agir em oposição.

Se o estudante age em oposição ao desejo do seu Rav, ele não tem chance de receber algo dele. Nós também precisamos entender que a equivalência espiritual ou a falta de equivalência é muito mais intensa do que a equivalência física e, portanto, influencia o mundo físico. Em outras palavras, isso vai levar a uma grande distância do estudante do Rav. Ele não tem chance de ficar perto dele.

Certamente, para um estudante, há a possibilidade de aproximação e correção, pois o Rav o vê como uma criança que é capaz de fazer algo tolo. O Rav pode estar com raiva do estudante como com uma criança, mas, apesar de tudo isso, ele pensa nele como seu filho, e assim o perdoa. No entanto, ele não pode concordar e permitir que a criança aja contra o seu desenvolvimento espiritual.

No mundo físico, às vezes nós não temos escolha a não ser olhar com perdão a maldade dos filhos. No entanto, na espiritualidade, é impossível tolerar isso. Isso ocorre porque um comportamento como esse leva a uma falta de equivalência de forma que é a principal lei da realidade.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Como Podemos Despertar O Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode o inferior apressar o seu próprio desenvolvimento e obrigar o superior a agir constantemente sobre ele?

Resposta: Por um lado, tudo o que acontece com o inferior vem do superior, uma vez que se diz, “Eu sou o primeiro e eu sou o último”. Se Ele é o primeiro e Ele é o último, então o que eu tenho que fazer? Como posso doar-Lhe?

A única maneira de doar ao superior é através do grupo e não por si mesmo. Eu não posso fazer isso por mim mesmo. O grupo é o meu superior e se eu desperto os amigos, eu também desperto o Criador desta forma. Este é o nosso único trabalho. Se eu quero acelerar meu progresso, meu desenvolvimento, e melhorar o meu estado, eu só posso fazê-lo através do grupo.

Contanto que eu sou por mim mesmo, não há como eu doar ao Criador. Quando eu sou por mim mesmo eu permaneço passivo na minha relação com o Criador, assim como as partes inanimada, vegetal e animal da natureza. Se eu tento me conectar com o Criador por mim mesmo e estudo a sabedoria da Cabalá para isso, eu ainda permaneço no nível inanimado, vegetal e animal.

Se eu quiser despertar o Criador e forçá-Lo a tomar conta de mim, eu tenho que fazê-lo por meio do grupo, porque o vaso de doação ao Criador está na conexão entre as pessoas. A mesma coisa acontece na transição de um nível para outro. No nível seguinte, eu vou ter que atingir uma conexão com cada um “ao quadrado” em comparação com o nível anterior. Em níveis adicionais a conexão cresce no terceiro grau, quarto grau, etc.

Isto significa que cada vez eu tenho que despertar o Criador com o meu próprio poder, que está mais fortemente ligado ao grupo. Se eu não aumentá-lo cada vez, eu fico sozinho, e sou completamente operado pelo Criador, por diferentes iluminações, que é o nível inanimado, vegetal e animal, assim como Ele opera toda a natureza e as pessoas neste mundo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/14, Talmud Eser Sefirot