Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Transformar Um Conjunto De Pessoas Em Um Grupo

Dr. Michael LaitmanO grupo deve ser um meio de ascensão, para alcançar o estado pequeno (doação absoluta), para alcançar a importância da meta. Estar em um grupo não significa que a pessoa só é encontrada na companhia de uma centena de pessoas. Um grupo é um sistema no qual você quer estar na linha direita, seguindo o ponto de escolha.

Antes da escolha, este ainda não é um grupo, mas simplesmente um conjunto de pessoas, como a multidão que deixou o Egito que ainda não tinha se transformado em um povo, mas era apenas uma massa. Somente depois que eles receberam a Torá, entraram em garantia mútua, então se diz sobre eles: “Hoje vocês se tornaram meu povo”.

Depois que o ego é descoberto e o Monte Sinai (“Sina” – ódio em hebraico) foi encontrado entre todos eles, pensamentos que estavam destruindo aqueles que haviam se reunido no pé da montanha, só então a pessoa sente a necessidade de um grupo.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/03/14

Um Misturador De Cimento

Dr. Michael LaitmanA base do grupo é a lição diária da manhã. Alguém que não se junta, pelo menos durante as horas que são convenientes para ele, simplesmente não consegue conectar-se a mim. E também a lição em si deve tornar-se uma operação de “misturar” todos nós juntos a fim de nos ver como um todo e esperar a Luz que se abrirá entre nós.

A lição deve ser muito difícil, como se estivesse em um misturador de cimento onde você deve se transformar nessa massa toda através da qual a areia, o cimento e a água são misturados até que estejam completamente conectados. Assim é como devemos sentir a lição se desenvolvendo, com grande dificuldade e com muito esforço. Se uma pessoa não sente essa dificuldade e se opõe a ela, ela não constrói o Kli, não atrai a Luz. Este esforço deve ser sentido internamente o tempo todo, com tensão e pressão.

Aderir ao Rav, ao Elyon (Superior), não indica a adesão a alguma pessoa em particular. Elyon não é uma pessoa, mas um conceito, porque dentro desta pessoa a conexão é atraída para o que é mais elevado. Portanto, eu devo esclarecer:

•Por que ele foi escolhido para ser o Elyon no que se refere mim?

• O que significa exatamente esse termo “Elyon” ao qual eu devo aderir?

• E como, através desta forma externa de adesão, pela qual eu realizo a adesão ao Elyon, vou alcançar a adesão interna com Ele?

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá  27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

O Rav Ensina O Grupo A Caminhar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que para estar conectado ao Rav (professor) só é possível mediante a realização da equivalência de forma, do mesmo desejo. Porém, muitas vezes quando o Rav nos dá alguma tarefa, de repente é claro que a pessoa não está pronta para realizá-la porque isto é contra seu entendimento e suas convicções internas. Acontece  que ela tem 1 milhão de coisas que são mais importantes, e com isso perde esta oportunidade de se conectar com seu professor. Como o grupo pode dar à pessoa o poder para agarrar esta oportunidade imediatamente e transformá-la num elo, tornando seu desejo similar ao desejo do Rav?

Resposta: Na verdade, o desejo do Rav é o desejo do grupo. É esse desejo que deve estar no grupo, mas que ainda não pode ser atingido; isto se torna o desejo do Rav.

O Rav não tem seu próprio desejo. De onde ele poderia tirar um desejo com o qual  abordar o grupo, os alunos, a lição, tudo? Ele leva o desejo geral do grupo e de acordo com isso age e se comporta. Esse não é o desejo que está no grupo no momento; pelo contrário, é esse desejo que deve estar no grupo. Portanto, ele é seu guia.

O grupo está num estado de “-1”, e o Rav o direciona para um estado de “+ 1” de modo que eles vão saber em que direção devem prosseguir. Este é o papel do guia no caminho espiritual. Seu papel não é mostrar aos alunos onde ele próprio está ou onde está o Criador; em vez disso, ele deve lhes mostrar seu estado futuro, o próximo passo. Portanto o Rav deve sentir o estado corrigido que o grupo deve atingir e mostrar aos alunos como ele deve ser. Do mesmo modo, ele deve lhes mostrar o que deve ser feito para atingir esse estado. Este é o papel do guia.

O Rav demonstra o seu melhor estado futuro a você e nada mais. Portanto, você deve concordar com ele, render-se, trabalhar para ele e ajudá-lo, porque ele está lhe mostrando sua forma futura: se quiser, aceite-o; se não quiser, então não há nenhuma razão para estudar em vão, então saia.

Os alunos nunca verão ou saberão os desejos do Rav. Mas todo seu comportamento em relação aos alunos e o grupo é determinado pelo seu nível futuro, o próximo passo deles, como mãos estendidas para um bebê que o ensina a andar passo a passo. Este conceito, este princípio, é chamado de Rav, um professor espiritual, que é um pouco maior do que os alunos. Se ele tivesse que se voltar a eles de uma altura de dois níveis, então já não haveria uma conexão entre eles e isso não lhes traria benefício.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

O Soldado Adormece E Os Comboios Passam

Dr. Michael LaitmanDo Livro do Zohar, “O Condutor de Burros”, item 109: Todos os justos se encontram no Jardim do Éden inferior, vestidos em preciosas vestimentas, similares em qualidade e forma às que eles vestiram neste mundo, isto é, na mesma forma que as pessoas neste mundo e de acordo com as ações do homem neste mundo. Eles encontram-se lá e voam para longe através do ar, ascendendo à Assembleia no Celestial Jardim do Éden, voam para lá e banham-se no orvalho do rio puro de Afarsemon (dióspiro), então descem e voam abaixo no Jardim do Éden inferior.

Pergunta: Até agora eu não entendi qual é o benefício da leitura do Livro do Zohar. Eu o percebo como abstrato e ele não desperta qualquer emoção em mim e os meus pensamentos sobre a conexão entre nós não estão conectados ao que estamos lendo.

Resposta: Suponha que eu chequei a temperatura e descobri que o meu corpo necessita de mais calor, caso contrário ele vai ficar frio e não estará pronto para manter o metabolismo normal. Para aquecer o meu corpo eles sugerem que eu acenda um forno. O forno requer material de aquecimento, etc. Qual é a conexão entre o corte de árvores ou colocar um gasoduto e o metabolismo do meu corpo? Se perguntarmos a uma criança pequena, ela lhe dirá que não é necessário cortar árvores ou perfurar e produzir petróleo. Quem precisa desse líquido negro?

O fato é que você é como aquela criança e não vê a conexão entre as coisas. Mas os sábios Cabalistas dizem que, definitivamente, há uma conexão entre o que lemos no Zohar e a conexão entre nós. No exemplo do combustível, há uma conexão direta, uma vez que eles estão envolvidos apenas com causas externas. E aqui nós estamos falando de sua alma que você deseja corrigir. O Livro fala sobre os fenômenos mais internos que estão acontecendo dentro dele.

Quando você está no nível mais baixo, você faz algum esforço apenas para se sentar na lição e ouvir a minha voz que você odeia no momento. Você quer dormir e em vez de isso, você deve se sentar e ouvir todas essas explicações que você não entende. Mas se você investir o menor esforço, obrigando-se a ler e ouvir, o que você lê e ouve está acontecendo dentro de você. Mas esses fenômenos estão acontecendo nos mais altos estados e níveis conectados ao mundo do Infinito.

De você para o mundo do Infinito há um fio, um canal através do qual você recebe algum tipo de energia. No momento em que você mostra pelo menos um pequeno despertar de baixo, não dorme na sala de aula, não dorme durante toda a lição, mas tenta ouvir em algum grau, a transferência já está começando a agir. E todos os níveis estão nele, incluindo aqueles sobre os quais lemos no Livro do Zohar, mas eles são muito elevados. E eles são ativados por seu pequeno desejo que você pode despertar agora.

Suponha que você está pronto para olhar com apenas “meio olho”, a partir da metade de um sonho e seu cérebro está 99% adormecido. Mas isso não é importante, pois, apesar de tudo isso, você desperta o desejo e o canal começa a agir. Mesmo que esta conduta esteja selada, pelo menos algo está passando através dele. E graças a essa pequena quantidade que passa, todos os níveis sobre os quais você está lendo no Livro do Zohar começam a agir. Você olha para nós com um quarto do seu olho aberto e está conectado à leitura com um por cento de sua mente; isso não importa, pois nos níveis superiores há uma Luz que é muito mais forte e o maior desejo. E você os ativa e obriga a trabalhar.

Portanto, eu estou pronto para tolerar aqueles que estão prestes a dormir na lição porque eles ainda têm algum pequeno desejo. Enquanto isso, eles não estão cientes de que estão ativando todos os níveis elevados que são descritos no Livro do Zohar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Tentativas Desesperadas De Decifrar O Rav

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se um Cabalista vive em dois mundos, no mundo físico e no mundo espiritual, como o físico e o espiritual são divididos dentro de si? Será que o físico influencia as decisões e o comportamento de um Cabalista?

Resposta: De acordo com minha experiência, eu posso dizer que é impossível compreender isso de fora. Uma pessoa não vê ninguém fora de si mesma. Ele sempre vê tudo através dos seus olhos, do seu cérebro, do seu desejo de receber, do seu coração. Portanto, ela nunca vê outra pessoa como ela é, mas sim apenas através do seu filtro.

Ainda mais quando ela olha para o seu Rav, ela não consegue decifrar onde a espiritualidade e a fisicalidade estão aqui. Ela não sabe o percentual que o físico entra no espiritual com o seu Rav. O inferior não pode fazer esses cálculos em relação ao superior.

O entendimento só é possível se você tem um sistema interno “judicial” dentro de você idêntico ao que está no superior. Mas se você não tem esse sistema, como você pode julgar alguém? Portanto, isso é impossível.

É até impossível conseguir isso com você mesmo, ainda mais com outra pessoa; isso é algo completamente desconhecido. Nós só vemos as imagens que são retratadas dentro de nós. Portanto, nós precisamos ir com fé acima da razão no que diz respeito a todas as pessoas e, certamente, no que diz respeito ao Rav. Com relação ao Rav existe uma relação num nível muito mais elevado, porque, neste caso, o nosso ego retrata para nós todos os tipos de decisões, ações e pensamentos que sempre transformam tudo em nosso favor e tornam a vida mais fácil para nós.

Portanto, eu não vejo outra possibilidade além de seguir o Rav com os olhos fechados e fazer todo o possível, como é dito, “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10). E o mesmo ocorre a respeito de um amigo, pois desta forma nós consideramos o amigo como superior, como um Rav.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Plenitude E Deficiência Num Partzuf

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que agrada mais o Criador: realizar um workshop com os amigos ou ler O Livro do Zohar juntos?

Resposta: No workshop, junto com os amigos, nós esclarecemos em nossa mente e coração as nossas deficiências e nossos vasos. Nós os despertamos e ativamos, por isso temos que discutir, sentir e invertê-los em diferentes direções. Assim, o workshop é bom e benéfico para o nosso trabalho interior. Durante o workshop de meia hora, a pessoa tem muitos pensamentos e mergulha em si mesma tentando coisas de um jeito ou de outro, sabendo e não sabendo. O workshop é a preparação de nosso vaso, nosso desejo, como se escavássemos a nós mesmos, esclarecendo o que temos dentro de nós, o que acontece conosco lá dentro.

Mas ao ler O Livro do Zohar, por um lado nós temos que sentir uma deficiência, e por outro lado uma plenitude. Durante este tempo nós estamos na fonte da Luz do Infinito, e através da nossa conexão com ela, temos que sentir que somos completos. Mas, ao mesmo tempo, temos que sentir uma deficiência, porque não conseguimos usar corretamente a Luz Infinita. Isto significa que devemos sentir essas duas coisas ao mesmo tempo.

A fim de descobrir toda a Luz do Zohar, nós temos que passar por todas as fases: Ibur (concepção), Yenika (sucção), Mochin (maturidade), e toda a escada dos níveis espirituais; só então seremos capazes de entender o que O Zohar afirma. Os autores do Zohar atingiram todos os 125 níveis e é desta altura que escreveram O Livro. Eles não escreveram do primeiro, segundo, terceiro, quinquagésimo ou septuagésimo nível, enquanto estavam avançando para o 125º nível. Primeiro eles atingiram todos os 125 níveis, e só então escreveram tudo desta altura.

Mesmo quando eles escrevem sobre níveis que são inferiores ao 125º nível, eles olham para eles e escrevem sobre eles da altura do 125º nível. É como um professor que ensina à primeira série que 1 + 1 = 2. Há uma grande diferença entre a maneira como ele compreende isso e a maneira como explica para seus alunos. Primeiro, eles ascenderam ao 125º nível e depois escreveram sobre os níveis inferiores.

Assim, mesmo durante a leitura de artigos que se referem às forças impuras (Klipot) ou ao nível mais inferior, nós ainda recebemos a Luz do Infinito através deles. Esta é realmente a altura de onde eles escreveram O Livro do Zohar. Por isso, não importa se nós estudamos uma curta passagem num nível inferior.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Escudo, Nosso Caminho Seguro Para O Futuro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a ordem das ações na aquisição de novas deficiências?

Resposta: Em primeiro lugar, nós temos que organizar um grupo e ver que criamos um determinado sistema nele. Depois nós começamos a aprender a sair do grupo para o público. No grupo nós estamos conectados de acordo com uma ideia interna, pelo nosso desejo de descobrir o Criador. Nós aprendemos este sistema a partir dos livros de Cabalá e descobrimos que deficiências devemos ter, o que exatamente vamos sentir quando descobrirmos o Criador, a força superior, e o que vamos ver e entender.

Nós aprendemos o que significa a revelação do Criador; o que significam as Luzes de NRNHY e os vasos de Keter, Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut; o que são os níveis do superior e do inferior, e as fases de Ibur (concepção), Yenika (sucção) e Mochin (mente). Assim, nós nos preparamos para a revelação, recebemos o conhecimento de como atrair a Luz que Corrige, e também desenvolvemos os nossos sentimentos a fim de ansiar pela Luz que Reforma, pela correção. É assim que trabalhamos no grupo.

Mas se quisermos expandir a nossa deficiência, porque vemos que isso não é o suficiente, não podemos ficar apenas dentro do grupo. Nós podemos estudar e “estufar” desta forma entre nós por mais dez ou vinte anos e nada vai mudar. Esta é a razão pela qual o Criador abre vasos externos para nós e por isso nós vamos até eles. Nós começamos a estudar o método de educação integral, workshops, jogos, mesas redondas, etc., e assim saímos para o público.

Ao trabalhar com o público, nós realmente preenchemos o sistema espiritual que conecta os três níveis: o inferior, o superior e o superior do superior, e assim entendemos melhor o que fazemos. Nós nos incorporamos nos desejos do público e queremos ter êxito. Assim, nós sentimos um sofrimento adicional porque queremos doar às pessoas e fazê-las se sentir melhor. Nós sentimos que estamos interessados ​​nelas, visto que investimos nossos poderes nelas.

Além disso, o Criador providenciou razões diferentes para irmos ao público. Não importa se é por razões corporais ou espirituais. De alguma forma, Ele nos mostra que nós precisamos do público e que é ele o nosso escudo e o nosso caminho para o futuro. Os Cabalistas nos aconselham e a vida também nos mostra que temos que nos envolver com a disseminação. Assim, nós devemos constantemente ansiar pela expansão de nossas deficiências, no grupo e com o público, para aprofundá-las e esclarecer que forma elas devem ter e, assim, pudermos avançar.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/14

Um Grande Desejo Significa Uma Grande Intenção

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, Item 65: Você já sabe que existe uma relação inversa entre Luzes e vasos: nos Kelim, os superiores crescem primeiro (ver item 62), razão pela qual o primeiro era mais completo na parte prática do que o último. Mas com as Luzes, onde as inferiores entram primeiro, a última é mais completa do que a primeira.

Pergunta: Qual é o significado da “parte prática”? Ela se refere às Mitzvot (mandamentos) práticas?

Resposta: Estas são Mitzvot que realizamos entre nós no nível físico, porque nossas intenções ainda não foram suficientemente reveladas. Nós ainda não temos um desejo que seja profundo o suficiente.

A mesma coisa também é típica da evolução da humanidade. Com o tempo, nós gradualmente avançamos do trabalho físico para o trabalho mental, para áreas mais delicadas, quer se trate de mecanismos de precisão, nanotecnologia, biologia, etc.

Este já é o trabalho dos vasos pesados, aqueles que têm um grande Aviut (espessura) do desejo. Quando você resiste, há toda uma variedade de Luzes que correspondem à profundidade atual do seu ego. Você começa a trabalhar com as Luzes, com as intenções, com os vasos delicados, mas fortes, como com um feixe de laser em vez de instrumentos manuais. Até mesmo o pensamento torna-se um meio que nos permite mudar o mundo, e nós já estamos perto disso.

Antes, quando tínhamos um pequeno desejo, não conseguíamos penetrar no interior do mundo e descobrir todos os seus componentes. Sem uma grande inclinação ao mal não poderíamos dividir, classificar e organizá-lo.

Há o trabalho prático e o trabalho em nossa intenção: o primeiro é sempre em GE, enquanto o último é em AHP. Contanto que os vasos sejam puros, no nível de Aviut da fase da raiz, da fase um e dois, há uma vantagem para as ações. Em outras palavras, a intenção neste estado é chamada de uma ação. Diz-se: “Faça tudo o que estiver em seu poder”.

Essa ação não é realizada manualmente, mas a intenção é pequena. No entanto, ela não é suportada pela grande espessura do desejo e não é estabelecida acima da resistência. Eu ainda não estabeleço uma intenção oposta ao que é revelado dentro de mim.

Por outro lado, a verdadeira intenção sobe acima do desejo mais forte, no nível três e quatro de Aviut. Este é o lugar onde o verdadeiro ego está oculto, contra o qual eu tenho que trabalhar. Não é mais pouca coisa. Quando uma criança pequena obedece sua mãe mesmo quando ela não quer, é uma coisa, mas se você perguntar a um rapaz de 15 anos que já se sente maduro o suficiente e vence a mais forte resistência interior para fazê-lo, é algo totalmente diferente. Esta é a diferença entre uma ação e uma intenção, e isso tem a ver com as Mitzvot de fazer e não fazer.

Pergunta: Portanto, o que, neste sentido, são as ações físicas que realizamos no grupo: deveres, etc.?

Resposta: Essas ações também são consideradas de acordo com a intenção. Diz-se que Mitzvot não precisam de uma intenção, o que significa a intenção correta a fim de doar. Ainda assim, tudo é considerado de acordo com a intenção, mesmo que por enquanto ela seja egoísta, mas dirigida à meta.

“Eu quero chegar ao Criador”

“O que significa isso?”

“Eu não sei, ser bom”

“Mas ser bom significa a fim de doar”

“Portanto, eu quero agir a fim de doar!”

A verdade é que eu não tenho ideia do que significa doar e só digo que a quero, mas é o suficiente para fazer parte da correção.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Base Estável Para O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o grupo deve trabalhar em sua conexão para se aderir ao Rav e não permitir que vírus externos puxem toda a sociedade para qualquer outro lugar?

Resposta: O grupo deve aprender o método de correção no caminho espiritual a partir do Rav, mas realizá-lo em si mesmo. A conexão entre os amigos deve fornecer a todos tal poder, tal fundamento, que eles também estarão prontos para se manter em seu lugar, sem o Rav. Eles precisam do Rav apenas para serem capazes de avançar constantemente na direção certa.

Mas no nível que já foi alcançado, o grupo já deve estar em tal conexão mútua que cria uma base estável, de modo que eles não precisam de ninguém; na conexão entre eles, eles descobrem o Criador, e assim avançam.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Trabalhar Com O Povo Suaviza Inclusive O “Coração De Pedra”

Dr. Michael LaitmanPergunta: A preocupação interna que sentimos em relação ao sofrimento do público é o indicador correto para a construção do Kli espiritual?

Resposta: Quando nós investimos nossas forças ao trabalhar com o público, nós queremos ter êxito por razões egoístas. Portanto, é fácil para nós continuarmos este trabalho. Nós investimos tanto nessas pessoas que já as sentimos como se fossem parentes e nós queremos o seu sucesso. Portanto, a disseminação expande nossos vasos. Se nós somos “cozidos” apenas dentro do grupo, em última análise, ele vai se degenerar e permanecer em estado estático. Nós vamos achar cada vez mais difícil nos dirigir ao outro e nos aproximar um do outro. Isso é realmente o que acontece.

Mas, se cuidamos das pessoas, nós começamos a nos preocupar com o seu avanço e sucesso. É razoável que avancemos juntos com nossos alunos, mesmo que cada um deles avance de acordo com seu nível. E quando você vai dos seus alunos para os amigos, então você já se relaciona com eles de forma diferente, não como antes.

É muito difícil chegar a uma conexão imediata e forte diretamente com as pessoas que estão no mesmo nível que você, a fim de ser como um homem com um coração. Mas só depois que você se preocupa com as pessoas que estão num nível mais baixo do que você, é que você suaviza e alcança a sensação de doação dentro do seu desejo de receber, e, como resultado disto, você passa à essa inclinação de desejar doar aos amigos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/02/14