Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

Conexão Acima de Tudo

Dr. Michael LaitmanO grupo é um grupo organizado de pessoas que estão prontas para se conectar e concordam em manter regras especiais para isso. Essas leis não são determinadas por nós, mas por grandes Cabalistas que passaram por todas as fases de subida e sabem como é necessário reunir o Kli a fim de descobrir o Criador.

Os Cabalistas explicam que deve ser: “Um por todos e todos por um”, “como um homem com um coração”. Cada um deve subir acima do seu ego para o bem-estar do grupo. Ninguém pensa em si mesmo ou nos amigos individualmente, mas apenas em todo o grupo. Todos se anulam a fim de alcançar a unidade. A conexão é acima de tudo, não há outro objetivo.

Se, de repente, algo deve ser feito, então nos perguntamos: Será que isto vai aumentar a nossa conexão, ou não? Se a nossa conexão se tornar mais forte, nós fazemos isso, e se não, não fazemos. Este é o único critério. Não há nada além de um único objetivo, a nossa unidade, pois a descoberta do Criador depende de sua intensidade.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Eu Vou Reconhecê-Lo Por Trás De Qualquer Máscara

Dr. Michael LaitmanCada pessoa deve chegar a uma vida de doação. A força que nos permite fazer isso é chamada de Torá ou Luz. A Luz age sobre o nosso desejo, que não quer mudar, especialmente de forma qualitativa, não quantitativa. Afinal, a coisa mais importante é melhorar constantemente a qualidade, penetrando cada vez mais profundamente, concentrando-nos mais e mais em benefício dos outros, e, em seguida, em vez dos outros, em benefício do Criador.

As mudanças têm que ser qualitativas, e elas acontecem pela Luz que Reforma, que é chamada de Torá. A Luz age no desejo que percebe que não quer doar. Mas eu tomo uma posição especial ao subir acima do desejo, e vejo que ele constantemente me puxa para baixo.

Eu, por outro lado, peço que a Luz Superior, a Torá, a Luz que Reforma, a força superior, me ajude a não me afogar em meu próprio ego, que constantemente tenta se apropriar de mim e me puxar em diferentes direções. Uma vez ele me puxa para um envolvimento externo e outra vez para outro, constantemente me distraindo para que eu esqueça o Criador.

Eu tenho que descobrir quem está me mandando esses impedimentos, quem é o inimigo que constantemente me confunde, a praga, o adversário que se esconde na água da inundação e tenta me afogar. Mas, de repente, eu descubro que este adversário é o Criador. Ele é aquele que se esconde sob essa máscara brincando comigo para que eu possa pedir e exigir a Sua ajuda. Ele me faz mal por Sua parte posterior (costas) para que eu queira ver o seu rosto.

Esta é a única maneira que eu trabalho, e começo a perceber que só há uma força, o Criador, que se volta com o Seu rosto ou Suas costas para mim, e é com Ele que eu realmente me comunico. Se eu me separo do Criador, eu me envolvo com Suas costas, e se eu me conecto a Ele, eu estou em contato com o Seu rosto.

Não há nada além disso. O grupo, a humanidade, tudo o que acontece, é o mecanismo da minha conexão com o Criador.

A principal coisa é sentir a nossa conexão com o Criador e a maneira como Sua presença, a Luz do Seu rosto, nos ajuda a reconectar a Ele. Afinal, esta é a única coisa que devemos trabalhar. No momento seguinte, ele vai endurecer o nosso coração um pouco mais com Suas costas e vamos ter que esclarecer este estado de novo. Finalmente, graças a nossa garantia mútua e esses lembretes, vamos lembrar que temos que nos voltar ao Criador e nos agarrar a Ele, uma vez que somente Nele nossos corações se alegram.

É assim que nós avançamos e este caminho é chamado de caminho da Luz, o caminho da Torá. Aprender com a nossa experiência à medida que avançamos ao longo deste caminho é chamado de estudo da Torá. Nós aprendemos como a Luz, chamada de Torá, vem até nós e como, de acordo com o nosso pedido, ela nos puxa para fora do nosso estado repetidamente.

Assim nós aprendemos pelas nossas subidas e descidas, como se diz: “A Torá virá de Sião (da raiz da palavra ‘Yetsi’ah‘ – “saída”, em hebraico)”. Na verdade, é a partir das saídas, das descidas, que a Torá vem, já que graças a elas nós podemos redescobrir a Luz mais forte e passar por todos os livros da Torá.

O método de alcançar a doação, o atributo do Criador, e mesclar com Ele é o cumprimento de amar os outros como a si mesmo. É o suficiente para manter-se longe de todos os problemas na conexão com o Criador. Afinal, inicialmente havia um vaso que estava cheio de Luz.

A Luz e o vaso estavam unidos, mas esse estado foi quebrado. Se reunirmos novamente todas as partes do vaso com a ajuda da Luz, vamos alcançar novamente a Luz que nos encheu e que nos manteve juntos mais uma vez. Então vamos nos tornar um vaso novo, onde a única Luz, o Criador, irá residir. Portanto, a nossa correção é sobre amar os outros como a nós mesmos, e graças a isso chegamos ao fim da correção (Gmar Tikkun).

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/05/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Fragmento De Um Sonho Ideal

Dr. Michael LaitmanOs Cabalistas dizem que não vale a pena esperar e tolerar a crise; em vez disso, é necessário acelerar o tempo. Não é necessário esperar até que a própria natureza evolua por dezenas ou centenas de anos e nossa vida acabe sem nada, e mais uma vez seja substituída geração após geração. Se já entramos num estado de crise, podemos acelerar o tempo através de esforços que investimos em nosso desenvolvimento.

Em vez da vida nos obrigar a desenvolver, a aprender e a mudar a nós mesmos, nós podemos mudar a nós mesmos voluntariamente pelos nossos próprios esforços. Tudo depende da sociedade em que eu me encontro.

Eu devo entrar num grupo que me alimente de forma enérgica, me empurre para frente e acelere o processo. Eu vou tomar um exemplo de uma sociedade que está se desenvolvendo no caminho certo para atingir o objetivo e a descoberta do Criador, que desperta e estimula, e fornece grande apoio.

Então, eu não vou ter nenhuma dificuldade, na medida que também vou querer me desenvolver em conjunto com esse grupo, e com isso vou me desenvolver. A principal coisa a fazer é entrar no ambiente certo. Por isso, os Cabalistas determinaram regras para nós de acordo com as quais é necessário construir este ambiente adequado e existir nele, a fim de apressar o tempo.

Nós devemos nos desenvolver de um estado para o outro o tempo todo. Esta escada tem 125 níveis. Eu fico na parte de baixo, inferior, e quero subir para o primeiro nível, para o segundo, terceiro, e cada nível acima, crescendo cada vez mais. Para isso, eu devo me assemelhar ao nível superior, e isso é possível ao me conectar cada vez mais com os outros.

Em última análise, eu tenho que voltar a uma imagem interligada e unificada em que todos nós estamos conectados, como que montando um quebra-cabeça. Desnecessário dizer, conexões como essas são um sonho num futuro distante. Nós já podemos tomar algum fragmento desse sonho ideal e começar a trabalhar com ele, construindo dentro dele um mini-mundo corrigido.

Este mundo é chamado de mini-grupo. Se tomarmos dez pessoas e construírmos uma conexão completa entre nós, isso vai ser chamado de grupo. Se conseguirmos nos conectar como um, vamos subir para o primeiro nível espiritual.

Mas subir para o segundo nível é mais difícil. Para isso, nós precisamos tanto aumentar a nossa quantidade cem vezes (x 100) ou, entre aquelas dez pessoas, precisamos atingir uma conexão dez vezes mais intensa do que a conexão anterior.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Subida Prática Na Escada Espiritual

Dr. Michael LaitmanA subida prática na escada espiritual nível por nível é realizada desta forma. Suponha que nós reunimos dez pessoas e uma força de rejeição mútua de um quilo age. Se superarmos essa rejeição, vamos subir para o primeiro nível.

No primeiro nível, nós somos dez pessoas, como antes, mas o ódio entre nós cresceu para menos 10 kg em vez de menos um quilo. Isto significa que, com a continuação da subida, nós precisaremos trabalhar com um número maior de pessoas. Isso pode ser em relação à qualidade e pode ser tanto em quantidade como em qualidade.

Um grupo é certa quantidade de pessoas que tomam para si a obrigação de estar conectadas como um homem com um coração. Se estamos prontos para isso, então, de acordo com esse objetivo, que podemos ainda não ter alcançado, já somos chamados de um grupo Cabalístico. No momento em que chegamos ao primeiro grau de conexão como um, a Luz superior é imediatamente descoberta e o Criador é revelado dentro da nossa conexão.

Nós temos trabalhado duro em nosso ego e atingimos este primeiro nível, a mais fraca Luz de Nefesh (Ohr Ha Nefesh) (Luz da Alma). Depois disso, um desejo egoísta ainda maior nos é revelado no qual devemos trabalhar. De repente, entre nós há um ódio ardente e diferenças de opinião que devemos superar através de um trabalho ainda mais difícil. E quando nos conectamos, a Ohr Ha Ruach (Luz do Espírito) é revelada.

Depois disso, um ego ainda maior é despertado em nós, o qual, a fim de superar e conectar, é necessário se esforçar ainda mais. É assim que nós descobrimos a Ohr Ha Neshamah (Luz da Alma), e depois disso também Haya (a última correção de Malchut) e depois Yechida.

O ego cresce o tempo todo e nós o superamos ao nos conectar mais de perto e, assim, alcançamos uma revelação cada vez maior do Criador. Estes níveis são chamados de: Nefesh, Ruach, Neshamah, Haya, Yechida – NRNHY.

Como o ego continua a crescer, o trabalho se torna cada vez mais difícil, nós estamos cada vez mais separados um do outro, e então somos capazes de nos conectar a um grau ainda maior. É assim como se parece o trabalho num grupo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 3

Todo Mundo Está Recolhendo Cogumelos Juntos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso ter certeza de que estamos agindo como uma única pessoa na nossa disseminação compartilhada?

Resposta: Nós saímos para disseminar, cada um girando em sua própria direção, mas com a mesma missão, o mesmo objetivo, como se estivéssemos espalhados por toda a floresta para colher cogumelos ou frutos e não vemos o outro atrás das árvores. Mas depois nos reunimos e cada um joga o que ele encontrou em uma grande panela comum e podemos usá-lo para preparar uma festa para nós mesmos.

Cada um sabe que agora, em algum lugar, os seus amigos também estão espalhados por todos os tipos de lugares e estão fazendo o mesmo trabalho. Na verdade, esse trabalho que vocês estão realizando em todos os grupos é bonito, e o resultado revelado a partir disso também será bonito.

Pergunta: Como posso apoiar os amigos, sabendo que eles também estão recolhendo cogumelos na floresta agora? O que devo pensar?

Resposta: Eu simplesmente sinto que eles estão fazendo o mesmo trabalho. Mesmo que eu nem os veja, eles vão sair junto comigo para o mesmo trabalho. Nós trazemos e recolhemos tudo o que fizemos, e disto fazemos uma festa compartilhada, enchemo-nos, construímos o nosso Kli (vaso) comum, e continuamos a avançar juntos. Há trabalhos em que estamos espalhados, e há trabalhos em que estamos reunidos e conectados.

Se pensarmos um no outro, em todos nós dispersos à noite para disseminação geral, isso nos dará força para alcançar o sucesso. Eu preciso sentir-me conectado com todo mundo e ver a mim mesmo como representante deles, e devo levar a minha parte com o máximo de habilidade para a panela coletiva.

Ao pensar no sucesso global, eu já estou ajudando a todos. Eu não tenho que saber exatamente quem está fazendo o que em determinado momento e perguntar a respeito. A principal coisa é o nosso sucesso coletivo, pois o mundo está se deteriorando cada vez mais. O Criador nos mostra com isso Sua vigilância superior, as exigências que o mundo avança o mais rapidamente possível para a correção.

E o avanço do mundo para a correção depende somente de nós, pois somente nós temos livre-arbítrio e, portanto, temos que perceber isso o máximo possível. Percebemos isso através da consolidação, e agora estamos trabalhando especificamente no sentido da consolidação.

Esta atividade irá na direção certa e vocês verão como, de acordo com isto, o Criador nos perdoará e ajudará em tudo. O Criador lutará por mim, mas o mais importante é sempre verificar a direção correta. Com isso, abrimos um espaço para a Luz, e ela age.

Delta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos lidar com a dor que nos mantém no nível animal?

Resposta: A Luz Circundante, a Luz que Reforma, opera em mim, penetra e atravessa os níveis de Aviut (espessura) do meu desejo: a fase da raiz, as fases um, dois, três e quatro. Se a Luz atinge apenas os níveis da fase da raiz, as fases um, dois e três, eu sou incapaz de sentir qualquer fonte de Luz.

Nas quatro fases da Luz Direta, o sentimento de vergonha despertou e houve o Tzimtzum (restrição) apenas no quarto nível da quarta fase. Assim, a Luz deve penetrar até o fim da quarta fase do desejo. Se ela se espalha apenas pelas três fases, eu sinto dor, mas na quarta fase, sinto a fonte da dor.

Eu ainda sinto a dor, mas entendo de onde ela vem. Assim, eu começo a comparar a dor com a sua fonte, com a razão. Por que o Criador me causou essa dor? Com que objetivo?

Então eu percebo que não há dor alguma. Não é o Criador que provoca a dor em mim. Eu sinto dor porque não estou corrigido; o Criador realmente me envia presentes maravilhosos, querendo me abraçar e beijar com amor. A Luz do amor vem a mim, mas ao invés disso eu sinto dor.

É como amar um pai que pressiona seu filho e pode até mesmo dar um tapa nele, mas faz isso por amor. Eu tenho que mudar minha percepção e calcular esse delta, essa diferença entre a dor que eu sinto e sua verdadeira essência.

Eu só posso fazer isso por meio do grupo; lá eu faço este cálculo, bem como na sua relação com os amigos. Todos os nossos relacionamentos com as pessoas, e especialmente com o grupo, nos ajudam a aprender como calcular a nossa relação com o Criador.

O Grupo É A Minha Voz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o meu diálogo com o Criador está conectado a um grupo?

Resposta: Através do grupo eu aprendo a língua com a qual o Criador fala comigo. O que eu recebo através do mundo é transmitido a mim na linguagem da Cabalá. Mas eu não estou pronto para responder ao Criador por mim mesmo, porque não estou pronto para criar o mundo e influenciá-lo.

O Criador cria a realidade dentro de mim, no meu cérebro e emoções, e assim eu sinto o mundo e eu mesmo. É assim que o Criador criou a realidade e fala comigo.

Para que eu seja capaz de responder a Ele, eu preciso de uma língua diferente, a minha língua privada. O discurso é criado com a ajuda das cinco partes dos pulmões, e cinco articulações da boca, língua, palato e garganta. Há também diferentes grupos de sons, dependendo da pronúncia: dentais, palatais, guturais, labiais e linguais.

O mecanismo de expressão é um sistema único. Não é por acaso que o nível de Adão (homem) é chamado de “falante”. Nosso cérebro e nosso mecanismo da fala estão intimamente ligados. Através da garganta, dos pulmões e da boca, eu transmito aos outros os pensamentos que tenho no meu cérebro. E os outros são capazes de ouvi-los. Isto significa que existem dois mecanismos distintos: um para a fala e outro, que é completamente diferente, para audição. Estas são questões muito profundas.

Eu recebo toda a imagem da realidade do Criador através dos meus cinco sentidos, que são visão, audição, paladar, olfato e tato, e assim eu respondo-Lhe. Mas como eu estou pronto para responder a Ele, se todos os meus sentidos funcionam com base na recepção da informações? Como eu devo reagir a Sua virada para mim?

Eu não posso fazer isso por mim mesmo, mas apenas por meio de um Kli (vaso) único que construí para mim, chamado desejo integral. Isso me obriga a dobrar o meu ego e a conectar com os amigos, o que é totalmente contra a minha natureza.

Mesmo assim, eu tento fazer isso, e, desta forma, construo um sentido adicional através do qual posso conversar com o Criador. Isso vai se tornar minha boca espiritual, e o Criador vai me ouvir. Ele fala comigo por meio de todo o mundo dentro do qual eu me encontro. E eu falo com Ele através do sentido integral, que é o grupo. Eu não tenho nenhum outro mecanismo através do qual posso transmitir informações ao Criador.

Quando estou dentro do grupo e conectado a ele, eu ativo meus sentidos interiores. Eles começam a ativar não meus sentidos físicos, como visão, audição, olfato, paladar e tato, mas todos os meus desejos e todos os meus pensamentos. Segue-se que quando estou incluído num grupo, através dele eu me ativo completamente e ativo todas as minhas aspirações internas.

Através do centro do grupo, eu envio a minha completa equivalência com o Criador, assim como Ele me mostra uma imagem completa do mundo e de mim mesmo através do grupo onde estão integrados todos os tipos de pensamentos e sensações diversas. Eu falo com o Criador “em voz alta”.

Se eu recebesse do Criador a imagem que envio a Ele por meio do centro do grupo, eu veria que esta é também uma imagem do mundo. Na verdade, esta é a minha reação ao que Ele dispõe para mim na minha vida. Toda a essência das impressões e experiências de mim mesmo e do mundo, de toda a experiência que recolhi, atravessa o centro do grupo e é absorvido pelo Criador.

É assim que começamos a levar adiante um diálogo. O Criador se vira para mim na forma do mundo inteiro, incluindo o grupo e eu, e eu me volto a Ele através do centro do grupo.

Da Convenção na França “Um por Todos e Todos por Um”, Dia Dois 10/05/14, Lição 2

Como Subir Acima Do Poder Da Dor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existem vários níveis de ocultação. Por que às vezes nós passamos por estados que são tão dolorosos que não podemos pensar em nada além da dor e, assim, nos separamos do Criador?

Resposta: Às vezes, o trabalho pode ser feito no estado de ocultação; às vezes não é assim. Depende do tipo de ocultação. Acontece que de vez em quando, tudo o que a pessoa está passando é apenas dor física. A Luz impacta o desejo dessa pessoa e mostra uma falta de saúde e um tremendo sofrimento físico.

De acordo com a aflição física, a pessoa permanece nos níveis inanimado, vegetal e animal. Até agora, ela não ascendeu ao nível falante. Em outras palavras, a Luz ilumina nessa pessoa apenas os primeiros três níveis, mas não atinge o quarto nível, uma vez que este é o estado de ser humano; ou seja, um estado em que a pessoa já estabeleceu uma conexão com o Criador.

Se a Luz abrange apenas os três primeiros níveis, ela sente dor e nada mais. No entanto, se a Luz ilumina um nível adicional (o nível falante), ela começa a entender que a origem de sua dor é o Criador. Em outras palavras, esta pessoa permanece em ocultação porque sente aflição em vez de benevolência. Além disso, a pessoa de certa forma atinge certo grau de revelação, pois percebe que o Criador é a origem do próprio sofrimento. Isso significa que ela já consegue lidar com os próprios problemas.

Tudo depende da Luz. Quando a Luz para de agir, as pessoas se transformam em animais. Quando a Luz brilha, mesmo um pouco em nós, nós nos tornamos apenas um pouco parecidos com seres humanos, com as pessoas que nos tornaremos no futuro. Pelo menos nós estabelecemos alguma conexão com a governança superior.

Será que nós somos capazes de controlar este estado? Isso só é possível dentro do grupo; nada vai ajudar. Se a pessoa está acostumada a fazer parte do grupo, mesmo que ela se torne subordinada a esse tipo de impacto do Criador e mesmo que não sinta nada, exceto a dor de que aos seus olhos ela não está conectada com Ele de forma alguma, com a ajuda de seus amigos ela pode rapidamente despertar e se conectar com o Criador.

Se a pessoa não fizer parte de um grupo, ela inevitavelmente vai cair sob o poder da dor e dos sérios problemas, nem vai ser capaz de avançar até que a Força Superior tenha pena dela. Este programa de desenvolvimento natural continua agindo e continuamente modifica os estados que passamos.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

O Elemento Que Falta No Mosaico Do Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que se diz que a verdade só pode ser vista a partir do oposto, da escuridão? Será que não percebemos nada, exceto engano?

Resposta: Tudo o que vemos é a deficiência que deve ser preenchida com a nossa atitude correta para com o Criador. Neste contexto, a verdade é a revelação de um espaço vazio que deve ser preenchido com o nosso amor do Criador e nossa atitude correta para com a ausência da revelação.

O Criador revela um fragmento de toda a imagem para nós, e nós temos que descobrir qual a forma de doação que devemos descobrir na peça do quebra-cabeça que recebemos. Nós podemos fazer isso por meio do trabalho em grupo, da disseminação, e dos estados que passamos.

Nós podemos apenas imaginar que forma particular temos que escolher para preencher o espaço vazio no quebra-cabeça. Nós temos que tomar uma decisão quando vemos uma nuvem acima e a terra abaixo do espaço vazio ou a grama e uma pequena parte de uma árvore de cada lado. Então eu imagino o que está no meio do quebra-cabeça, ou seja, qual a forma de doação que é. Se trabalharmos com nossas deficiências dessa maneira, acabaremos por descobrir o que está faltando.

O processo de trabalhar com as deficiências descritas acima é chamado de “uma revelação”. O Criador nos mostra o lugar da deficiência; Ele a revela e ilumina para nós. É por isso que nós começamos sentindo a deficiência. O Criador influencia o nosso desejo de receber pela Luz de Hassadim (misericórdia). O nosso desejo de receber rejeita a Luz de Hassadim. No entanto, a falta de um desejo “impressiona” o desejo de receber e isso se manifesta de várias formas.

Esta é a forma como uma imagem negativa é construída em nós. Nossa tarefa é invertê-la e transformá-la numa forma correta e positiva.

Nós só podemos imaginar que forma particular de doação está faltando no mundo e em nossas relações com os outros. Na verdade, a doação geral que se veste neste mundo é o Criador. Nós só podemos imaginar que forma é essa, mas não somos capazes de preencher os espaços vazios sem o Criador, e, portanto, precisamos de Sua ajuda.

Assim, a necessidade de revelar a forma do Doador aparece em nós. Nós queremos o mundo neste fragmento do quebra-cabeça que falta ser corrigido, atingindo o estado de doação mútua. É assim que completamos gradualmente o quebra-cabeça.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 02/05/14, Escritos do Rabash

A Cadeia Que Leva De Malchut À Bina

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós devemos formar a nossa oração? Nós devemos começar com um pedido de ajuda ao superior, aos pais, ao grupo e mencionar a nós mesmos apenas no final?

Resposta: É exatamente assim que nós devemos formar a nossa oração e nós temos que aprender isso. Mas, no momento, você pode se voltar ao Criador como quiser, contanto que isso venha do centro do grupo. Nós vamos gradualmente formatar corretamente o nosso apelo coletivo.

A oração não é um apelo simples. Você terá que se colocar de forma cada vez mais precisa que é estabelecida por várias etapas. Cada apelo é toda uma cadeia de adaptadores, de conexões, que de um lado se conecta a você, depois processa o pedido várias vezes e o torna adaptável para o nível superior.

É um sistema completo. Uma oração não são apenas palavras, mas a ordem de dois vasos (já que uma letra é um vaso), que, por um lado, são começando em ZAT de Bina, que cuida de você, até Malchut, onde você é incorporado quando se eleva do sistema dos mundos das Klipot (cascas).

A fim de fazer isso, você tem que usar as 22 letras do alfabeto (hebraico) corretamente e as cinco letras finais “MNTZPCH”, de modo que sua oração, na forma dos vasos espirituais, o que significa que é feito das letras que estão dispostas corretamente, vai alcançar o Criador, ZAT de Bina.

Nós não sabemos como fazer isso, mas, gradualmente, formamos a nossa oração por nossa experiência. Os Cabalistas que viveram durante a época do Templo prepararam o Sidur (livro de orações) para nós. O tempo do Templo era o tempo em que existiam os vasos Sagrados onde Malchut e Bina estavam conectados, que é chamado de casa de Santidade, o Templo. A casa é Malchut e um Templo é Bina.

Os grandes Cabalistas daquela época formavam a grande Knesset (assembleia), o que significa que estavam conectados num único vaso e estavam num nível de grandeza, em grande realização espiritual. Eles são os que escreveram o Sidur para nós.

Nós vamos atingir essas orações algum dia, mas os Cabalistas as escreveram para nós com antecedência. Se nós as expressarmos, quer as entendamos ou não, pensando nessa direção, nós ainda avançamos. Se nós lermos as orações corretamente, o que significa que percebemos esses apelos de uma maneira espiritual, podemos ver grandes coisas nelas.

Os Cabalistas expressam seus apelos de duas maneiras: por meio de palavras, o que significa numa sequência de letras, e sob a forma de símbolos, letras simples com um preenchimento. A forma de cada letra é todo um HaVaYaH, o que significa dez Sefirot, com um Reshimo (gene espiritual) especial, num estado especial, e é por isso que eles escreveram as orações.

Meu trabalho é como aderir mais ao grupo, ao Rav, aos livros, à difusão, a tudo o que é relevante à Luz. Não existem outros meios, mas estes são suficientes.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/05/14, Escritos do Rabash