Textos na Categoria 'Trabalho em Grupo'

A Alegre Entrega Do Feriado Da Torá

Dr. Michael LaitmanA primeira decisão de aceitar a garantia mútua é em Shavuot. Shavuot é o nome do feriado da perspectiva dos vasos como nós gradualmente nos corrigimos nos 50 dias entre Pessach e Shavuot, que são chamados a contagem do Omer (maço, feixe).

Omer significa conexões. Durante estes 50 dias, nós nos recolhemos tanto quanto podemos e esclarecemos o que podemos corrigir e o que não podemos. Depois de coletar todas as deficiências, no 50º dia nós decidimos o que podemos fazer com isso.

Todos os dias nós pedimos a correção em uma das Sefirot e a abençoamos. Ao todo existem 7 x 7 = 49 Sefirot que compõem a conexão entre nós: entre Malchut e Bina. No 50º dia, já temos o nosso vaso corrigido, o nosso desejo conectado, e somos capazes de receber a Luz que Reforma.

Assim, nós nos tornamos um homem, um vaso, e em vez da Luz que corrige e reforma, a luz entra em nós como um preenchimento. Este é o início da recepção da Torá.

O feriado da entrega da Torá, Shavuot, simboliza tudo isso. É um feriado muito importante, grande e especial. Não há feriado mais alegre para Israel do que o dia da recepção da Torá.

Mas as pessoas não consideram este feriado tão importante como deveriam; elas só sabem que é costume comer produtos lácteos. Este feriado também é chamado de feriado dae colheita, a primeira colheita. O Criador nos dá a Torá, assim como as vacas nos dão leite.

Mas a nação de Israel que vive na terra de Israel, como um ramo corpóreo da raiz espiritual, deve compreender o verdadeiro significado da entrega da Torá. Não há maior feriado. Claro que o êxodo do Egito é o ponto de partida, mas tudo isso é a preparação para receber a Torá.

Não faz nenhuma diferença que tenhamos recebido as primeiras duas tábuas de pedra com os dez mandamentos e que as quebramos. É através disso que as centelhas da Torá penetram nossos vasos, porque esses vasos ainda estão misturados com os vasos dos egípcios, e assim nós fazemos o bezerro de ouro. Mais tarde, nós recebemos as segundas tábuas no Yom Kippur, e após os feriados, chegamos a Purim. É assim que o ano termina. Vamos torcer para que possamos, pelo menos, começar esse processo que será concluído apenas no final da correção.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 03/06/14, Shamati 66

Preocupação Pela Unidade Recém-Nascida

Dr. Michael LaitmanNós precisamos tentar nos manter dentro de um Kli (vaso), um barco geral, e constantemente pensar na existência deste Kli , do nosso bebê mútuo. É como se você tivesse uma filha que se casou e agora vive longe de você, e você sempre se preocupa com o bebê que ela deu à luz.

Você pensa nele estar nas mãos de crianças tolas e frívolas, que são preguiçosas e não se importam com ele como deveriam. Você sofre com isso e não consegue ver como eles tratam ele. Seu coração fica despedaçado quando você ouve seu choro no telefone quando eles lhe chamam. Você está cheio de preocupação.

Existem esses tipos de preocupações na vida, ou seja, se preocupar com o bem estar de alguém fora de si mesmo. É desta forma que nós precisamos nos preocupar com o grupo.

Pergunta: Acontece que eu não tenho que trabalhar com os amigos, que estão muito bem no grupo, mas com aqueles que querem deixar o grupo e, assim, prejudicar a nossa unidade, prejudicar o nosso barco coletivo?

Resposta: Sim, mas somente se anteriormente eles visavam à unidade. No entanto, se eles ouviram que a pessoa deve se unir e imediatamente fugiram, então foi antes de quaisquer compromissos com a Arvut (garantia mútua). Por enquanto, eles não são chamados de amigos.

Amigos são apenas aqueles que trabalham para a realização do Arvut (garantia mútua). E os outros não.

Comentário: Mas nós sabemos que este é um trabalho árduo, e muitos fogem no meio do caminho.

Resposta: Não é no meio, já que eles ainda nem começaram. Eles viram o início do caminho, entenderam que não era para eles e partiram.

Pergunta: Então, por que eles vêm se eles não têm um “ponto no coração?”

Resposta: Todo mundo tem um ponto no coração, mas, por enquanto, ele não arde de tal forma que a pessoa precisa investir tudo de si nele. Mas se eles já faziam parte desta conexão e partiram, é preciso corrigir a lacuna que foi deixada, por meio de nossa conexão ainda maior e mais forte.

Pergunta: Essas pessoas devem voltar?

Resposta: Você não pode forçá-las a voltar, porque não há coerção na espiritualidade.

Da5a parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Zero E Outro Zero, Tantos Zeros Quanto Possível

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati # 53, “A Questão da Limitação”: Isso é chamado de a parte principal do grau, que é o discernimento de Katnut. Este discernimento deve ser permanente, e Gadlut é apenas um acréscimo. Além disso, a pessoa deve ansiar pela parte principal, não pelos acréscimos.

A meta é chegar à plenitude, e um sinal de plenitude é a alegria que preenche todos os nossos sentidos, todos os desejos, e todos os pensamentos, o que significa nosso coração e mente. Isto porque plenitude e alegria vêm do Criador; quando estou no menor estado (Katnut, pequenez), eu estou aderido a Ele e, assim, agrado a Ele, e então Ele é o maior estado (Gadlut, grandeza).

Na parte inferior da escada parece que a pessoa tem que ser tão grande como o Criador: conhecer, compreender e sentir tudo, controlar tudo, engolir o mundo inteiro. O Criador parece como um governante poderoso que domina toda a criação e a pessoa pensa que também deve ser igual. O ego dentro de mim constantemente cresce e se expande para que eu possa avançar.

Mas eu começo a entender que não importa o quanto novos desejos sejam adicionados e não importa o quão grande eles sejam, eu tenho que me tornar um zero e outro zero, tantos zeros quanto possíveis. Eu não posso fazer isso no que diz respeito ao Criador, mas posso fazer um esforço e fazê-lo em relação aos amigos.

Anular a mim mesmo e não querer nada para mim, mas a partir do ponto de anulação para deleitar o Criador é realmente o ponto de partida de todos os níveis, de todos os estados. Este é o atributo de Bina, doar a fim de doar sem nada para si mesmo.

Isso é chamado de Tzimtzum (restrição), Masach (tela), e a Luz  de Retorno. Na medida em que maiores discernimentos são revelados para mim, eu os anulo quando se trata do meu próprio benefício e não quero existir por conta própria se não puder deleitar o Criador acima deste estado e não exigir qualquer outra coisa.

Minha percepção da realidade é sempre dividida em duas. Eu quero apagar todos os desejos e pensamentos que são para mim mesmo e restringi-los; eu não consigo me livrar deles completamente, mas quero sentir como se eles não existissem. É porque eu começo a sentir que cada pensamento e desejo para mim mesmo de algum modo não me deixa concentrar em deleitar o Criador.

Assim, eu estabeleço a minha doação do Alto restringindo a zero todos os meus desejos que me fazem perder a cabeça. Eu volto ao nada, e, assim, acima disso, estabeleço a minha doação. Estas já são as próximas fases da minha escada. O sinal para esses estados é a capacidade de subir acima de todas as subidas e descidas e transformá-las em meio de doação, como se eu não tivesse um volume próprio, mas transmitisse tudo acima de mim mesmo.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 02/06/14, Shamati #53 “A Questão da Limitação”

Esclarecimento Acumulativo

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível dizer que o workshop é uma conversa sem argumentos?

Resposta: O workshop é um “esclarecimento acumulativo” onde todo mundo contribui para esclarecer a resposta, o problema, o fenômeno, com o poder da conexão.

Para cada problema há uma chave, que se chama a sabedoria da multidão (das massas), onde através da adoção da média de um grande número de respostas, emerge uma solução correta, apesar do fato de que todas as respostas não serem corretas. Portanto, vamos resolver os nossos problemas com a ajuda da sabedoria da multidão, a sabedoria do grupo.

Se não discutimos com o outro, mas reunimos o nosso conhecimento e senso de unidade, de repente começamos a descobrir um fenômeno único dentro da nossa conexão. Desta forma, esclarecemos uma questão problemática particular ou fenômeno que se torna compreensível.

Isso ocorre porque a conexão é encontrada acima de nós e nos dá sabedoria adicional, um QI adicional Suponha que todos tenham um QI de 100. A partir da conexão dos cinco, em suma nós temos 500. Mas, através da nossa conexão, o resultado é 1000. É assim que funciona a conexão entre as pessoas. Há experiências que confirmam este fenômeno chamado de inteligência coletiva.

Pergunta: A sabedoria da multidão só é revelada numa boa conexão no momento do workshop, ou pode haver disputas?

Resposta: A sabedoria da multidão não pode ser revelada durante uma discussão, pois não haverá uma conexão entre opiniões. Somente quando todas as opiniões estão conectadas é que podemos alcançar o conhecimento superior.

Com argumentos não chegamos a um acordo entre as pessoas. Alguém simplesmente se entrega devido a todos os tipos de razões diferentes, mas ele não completa você. Enquanto que num workshop nós nos completamos.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/05/14

Sob A Anestesia Do Ego

Dr. Michael LaitmanO mundo inteiro é meu Kli. Apenas uma pessoa foi criada no mundo. Este é um paradoxo, também conhecido na física quântica. Nossa percepção do mundo pode se transformar em um instante e a situação vai parecer completamente diferente, como superposições quânticas.

Não há contradição entre o fato de que sou o único no mundo e ver o mundo inteiro como partes de mim. Por causa de algum tipo de efeito psicológico, parece-me que estas partes estão fora de mim.

É como se me dessem uma injeção de um anestésico na minha perna e eu parasse de senti-la como parte do meu corpo. Agora, alguém poderia vir com uma serra e cortar minha perna e eu não iria reagir, porque não sinto qualquer dor. Meu sentimento é tão nebuloso que não vejo que ela é minha.

Nós estamos sob um anestésico como este em relação a todo o mundo. Toda a natureza  inanimada, vegetal e animal, e as pessoas são partes do meu Kli, vaso. Todos pertencem a mim, ao meu desejo de receber. Eu estou em Malchut de Ein Sof (Infinito), toda a criação. Assim, o mundo inteiro foi criado para mim, para me servir. Mas o meu ego me separa do mundo e o apresenta a mim como estando fora de mim e não como pertencente a mim.

O ego funciona como um anestésico que desprende todos os meus órgãos de mim e me deixa com apenas uma pequena parte de toda a realidade. Portanto, eu tenho que começar a corrigir o meu ego, e através da Luz que Corrige, eu devolvo a mim mesmo minhas partes que me parecem como estando cortadas e distantes de mim, em que eu trabalho com elas como se fossem minhas.

Isso é especificamente o que nós tentamos fazer num grupo: se aproximar de uma pessoa com um coração e ver toda a realidade como um todo. Nós mesmos investimos esforços para chegar a isso, e não somos empurrados por trás pela crise como todo o resto do mundo é, que deve ser obrigado a aceitar toda a realidade como um sistema.

Eu tenho a oportunidade de não esperar até que a crise comece a empurrar toda a realidade para mim, argumentando que ela é toda minha e me forçando a reconhecer isso através do caminho do sofrimento.

Se eu começar a trazer toda a realidade para mim mesmo, de acordo com o conselho dos Cabalistas, e me relacionar com todos os seus níveis – inanimado, vegetal, animal e humano – como partes minhas, então eu vou receber enormes deficiências adicionais. Elas vão fazer o possível para que eu veja a realidade não pela minha pequena parte, mas através delas, através do inanimado, vegetal, animal e falante, que eu aproximo e junto a mim saltando por cima do meu ego. Desta forma, eu construo uma ponte acima de todo o meu ódio, como é dito, (Provérbios 10:12) “O amor encobre todas as transgressões”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 28/05/14

Como Você Desenvolve O Sentido Para Perceber Os Outros?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como você desenvolve o sentido para perceber os outros?

Resposta: O sentido para perceber os outros se desenvolve por nossas tentativas e esforços, e nos força a nos curvarmos perante o ambiente certo e anexar o ambiente externo a ele para que eles se conectem, e eu vou servi-los. Por minha atitude boa e benevolente para com eles, eu descubro o Criador de acordo com a lei de equivalência de forma.

Quanto mais eu tentar fazer o bem para o ambiente, mais  vou descobrir o Criador, porque Ele é bom e benevolente para os maus e os bons. Portanto, eu também preciso tentar tratar a todos assim.

Os maus são aqueles que tentam ser bons, mas, no momento, são dominados pelo mal. Ao descobrir a minha atitude em relação a eles de diferentes maneiras, eu descubro o Criador e até que ponto tenho que me ajustar a Ele.

O exame e o esclarecimento só são possíveis no que diz respeito ao ambiente. Não há outro lugar em que eu posso encontrar o Criador, para vê-Lo e para medir de que forma sou diferente Dele. Sua forma é revelada no público em geral ou no grupo, ou seja, no ambiente, no mundo, de modo que o mundo (Olam) é a ocultação (Alam – que tem a mesma raiz em hebraico) do Criador.

Na medida em que eu tento tratar melhor o mundo e, consequentemente, mudar a mim mesmo, eu descubro o Criador lá. Não há outro lugar que eu posso senti-Lo, pois Ele não tem forma. Ao mudar a mim mesmo, vou começar a tratar o mundo de forma diferente, o que significa de uma maneira melhor, e dessa forma eu começo a descobrir que o mundo é a Shechiná onde Ele, o Criador, habita (Shochen).

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/05/14

Uma Fórmula Com Um Desconhecido

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa ser responsável por todos os outros?

Resposta: Existem fórmulas simples em que todos os parâmetros e as relações entre eles são conhecidos e há apenas um desconhecido, por exemplo: x + 3 = 5.

Nesse caso, é fácil calcular o desconhecido: x = 5 – 3 = 2.

Mas como podemos resolver uma equação em que há duas incógnitas y + x = 5? Nós precisamos de outra equação, mas não temos uma. Eu recebo esse resultado na saída de um determinado sistema e tenho que saber como ele funciona, com que parâmetros. Pode ser o que você quiser, 4 + 1, 1 + 4, parâmetros positivos ou negativos, mas o resultado final é 5, e eu não posso determiná-los.

Este é o resultado com o qual saímos. Nós temos um grupo no qual existem sete bilhões de pessoas e deve haver harmonia entre elas, união perfeita, o que significa 1.

Como podemos chegar a isso? Eu só posso dizer que isso depende de mim e todos os outros sete bilhões estão num estado fixo. Eu sou o único que muda; eu não sou constante. Eu sou responsável, eu sou independente, trabalho para todos, e todo o mundo está dentro de mim.

Eu determino o estado geral para todos e sou responsável por isso, na medida em que posso tomar sobre mim a responsabilidade de todo o mundo. Sou independente e posso inclinar a balança para o melhor ou para o pior.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/14, Escritos do Baal HaSulam

O Mundo É Constante E Eu Estou Mudando

Dr. Michael LaitmanO sentimento do mundo externo nos foi dado de propósito, a fim de desenvolver o sentido de conhecer os outros. Eu posso usar os outros egoisticamente, aproximando-os de mim ou distanciando-os em função do seu benefício para mim. Eu também posso usar os outros não de acordo com meu próprio benefício, mas de acordo com o benefício deles e, assim, mudar a mim mesmo e usar a mim mesmo.

Uma vez o amigo é importante para mim e eu mudo tudo dentro de mim que precisa ser mudado, a fim de fazê-lo se sentir melhor; outra vez, eu sou importante e dobro o amigo em minha direção em meu próprio benefício.

A luta é realmente entre essas duas percepções: quem é mais importante e quem determina tudo. Esta luta é muito importante para mim, porque ela me ajuda a entender o que me falta, a fim de construir o sentido para conhecer outras pessoas.

Os outros são, de fato, o Criador, e toda esta imagem – este mundo e os mundos superiores, que são aparentemente externos para mim – são apenas ferramentas para descobrir o Criador. No início, nós não temos tais ferramentas, mas apenas a sua forma inicial, o ponto no coração. No entanto, através do trabalho no grupo, com os amigos, na disseminação, no mundo maior, eu construo esse sentido.

Uma vez eu imagino que tudo está dentro de mim e que todas essas partes são representadas como externas a mim, e essa é a minha ilusão. Se eu passo por essa percepção, eu a corrijo e começo a estabelecer o sentido da doação, a sensação de sentir outros.

Mais uma vez, eu imagino que há “eu” e há “eles” que são externos a mim. Meu desejo egoísta cresce e me deixa conhecer que eu tenho que cuidar de mim mesmo à custa deles. Isso significa que eu tenho que me manter constante e os outros mudam para o meu próprio benefício.

Eu imagino as coisas desta maneira, e em outro momento, eu as imagino de outra forma, e, assim, determino minhas subidas e descidas e desenvolvo sentidos adicionais. Quando isso começa a agir, é chamado de Shechiná, um sentido com o qual eu percebo aquele que habita (Shochen, que tem a mesma raiz, em hebraico), o Criador. Eu revelo como este sentido se desenvolve, e sinto e entendo-O.

Portanto, o compromisso mais importante neste mundo, que é a razão pela qual estamos neste planeta, é desenvolver o sentido de reconhecer o bem e o mal durante a nossa vida, para duplicar e melhorá-la, e com isso, atingir o sentido para reconhecer o Criador.

Tudo isso é alcançado através do trabalho com o público, com o qual eu posso medir com precisão o quão longe eu avancei para atingir esse objetivo, em direção ao desenvolvimento dos vasos, os sentidos para a revelação do Criador, ou seja, para a revelação do atributo de amor e doação. Na medida em que o grupo e todo o mundo que é externo a mim se tornam mais importantes para mim do que eu mesmo, de modo que eu os vejo como constantes e eu mesmo como mudando no que diz respeito a eles, eu posso estimar e medir meu progresso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 26/05/14

Um Remendo

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “O Arvut “(Garantia Mútua), Item 18: Portanto, o Taná (Rabi Shimon Bar Yochai) descreveu o Arvut como dois amigos num barco, quando um deles começou a fazer um furo no barco. Isso significa que eles já estão conectados e estão num único vaso, num barco, que já é um nível espiritual de conexão, mas ainda há um problema, um defeito em sua conexão.

“Seu amigo perguntou: ‘Por que você está furando? ’Ele respondeu: ‘Que lhe interessa? Eu estou furando debaixo de mim, não de você’”.

Se ele tivesse entendido e sentido que está num vaso coletivo, tudo teria ficado bem. No entanto, uma vez que ele foi atraído para ele e construiu o barco coletivo com todos, mas agora uma inclinação ao mal adicional foi revelada nele, ele não sente que está num vaso e que está ligado aos outros. Ele pensa que está por si mesmo e não se importa com o que os outros fazem. É como se ele estivesse num dia de folga, livre de todo o negócio da garantia mútua. Isso acontece com todos.

Então, seu amigo respondeu: “Louco! Vamos ambos afogar juntos!” Ele não apenas deixa o grupo, mas também o afoga, uma vez que também está incorporado na conexão.

Disso nós aprendemos que uma vez que esses rebeldes chafurdam no amor próximo, por suas ações eles constroem um muro de ferro que impede os observadores da Torá de até mesmo começar a manter totalmente a Torá e Mitzvot na medida do “Ama teu próximo como a ti mesmo”, que é a escada para alcançar Dvekut (adesão) com Ele.

Uma vez que estamos todos incorporados um no outro e dependemos um do outro, é claro que se alguém sai, ele corrompe toda a estrutura. Não podemos colar um remendo na lateral do barco em vez dele. Afinal, ele está conectado a todos e está incorporado com todos. Portanto, é um grande problema se alguém sai ou mesmo se está temporariamente não conectado ao grupo.

Ele é severamente punido pelos danos que causou a todos os amigos que deixou, por todos e cada um. Deve-se ter muito cuidado com a incorporação geral.

Se você vem para a lição e dorme, isso significa que você não adiciona suas intenções. Esta ainda não é uma transgressão tão grave, e acontece às vezes. No entanto, há transgressões muito mais graves.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá02/06/14, Escritos do Baal HaSulam

Garantias Contra Vazamentos No Barco

Dr. Michael LaitmanComentário: Acontece que eu dependo de todos, e qualquer um pode fazer um buraco em nosso barco comum. Este é um problema grave!

Resposta: O que você achava? Isso é chamado de garantia mútua. Você assina garantias por todos e todos assinam por você, todos aqueles que estão em garantia mútua.

Você faz um buraco, e depois o corrigi. Depois disso, você faz um buraco de novo e o repara novamente. Este é o nosso trabalho no fortalecimento e manutenção do barco.

Uma vez que o nosso barco se encontra no mar, a água entra nele através de algumas aberturas, ou as ondas estão altas e entram nos lados do barco. E nós temos que trabalhar constantemente para retirar essa água. Tudo isso acontece com qualquer barco. Embora pareça que o barco seja muito apertado, há sempre a infiltração de água através de algumas aberturas no corpo do barco.

Pergunta: O que significa que eu caio no narcisismo ao longo do dia? Como eu estou fazendo um buraco no barco?

Resposta: Você simplesmente esquece a sua conexão mútua com os amigos, você para de se preocupar com ela, controlar e orando por ela, ou seja, pelos amigos. Você não existe; você é um resultado do que acontece com eles. Isso é chamado de garantia.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá02/06/14, Escritos do Baal Hasulam