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Um Novo Nível: A Descoberta Das Características Do Criador

laitman_276_01A Torá, “Números”, 14:10: Mas a comunidade toda falou em apedrejá-los. Então a glória do Senhor apareceu a todos os filhos de Israel na Tenda do Encontro.

O povo se levantou contra os dois Tzadikim (Justos), Caleb, filho de Jefoné, e Josué, filho de Nun, que lhes pediram para ir à terra de Israel sem temer seus habitantes e para derrotá-los. O Criador foi imediatamente envolvido aqui; isso se referia à transição para o próximo nível. Até agora, os filhos de Israel viviam no deserto e estavam trabalhando com a característica de Bina, doação em prol da doação. Considerando que agora eles estavam entrando na terra de Israel, eles estavam começando a trabalhar com o ego, por isso lembravam-se constantemente do Faraó.

A recepção com a intenção de doar é um nível completamente diferente. Quando os gigantes aparecem diante de nós, que são desejos egoístas que temos que trabalhar com a intenção de doar, não entendemos como isso é possível. Uma mudança interna muito séria acontece aqui porque o método de trabalhar com o ego mudou. No deserto eu só subo acima dele, me separo dele, pois a peregrinação no deserto é um grande êxodo do Egito. Enquanto que agora a entrada para a terra começa; de modo que o trabalho é totalmente diferente.

O Egito é o primeiro estado, o deserto é o segundo estado, a terra de Israel é o terceiro estado. O período do Egito terminou com subida acima do ego. Enquanto que, na terra de Israel, eu afundo novamente no ego, começo a cavá-lo, elevando-o até mim, e com a sua ajuda eu me conecto e me comunico com todos.

Em outras palavras, se eu me elevei acima do meu ego antes, dei tudo que podia e ajudei com tudo, agora eu começo a elevar o meu ego e os seus, e me comunico dentro dele. Isto significa que o trabalho está sendo feito aqui com características opostas que simplesmente não existiam antes.

E este trabalho produz gigantes. Se durante o processo de transição, que é chamado de deserto, nós somos elevados acima do ego e abordamos apenas as luzes de Nefesh e Ruach, agora começamos a alcançar a Luz de Hochma, porque já estamos trabalhando com o ego. A descoberta das características do Criador acontece com isso, que não poderíamos alcançar no deserto, só na terra de Israel.

Esse é um trabalho novo e complexo, que parece totalmente impossível; uma nova abordagem é necessária aqui. Então Moisés, nosso professor, como o líder de nossas características internas, que nos levou ao longo de todo o deserto, não pode ir mais longe conosco. Ele deve ser substituído porque todo o paradigma, a nossa relação com a  correção e o avanço, mudou.

Pergunta: O que o súbito aparecimento da Shechina (Divindade, Glória do Senhor) naquele momento, simboliza, quando o povo de Israel está prestes a apedrejar Calebe e Josué?

Resposta: Aqui já não é possível fazer nada, porque algumas pessoas da nação, do “rebanho” de ex-escravos, entendem que estão a frente e sabem como superar o obstáculo, ao passo que outras não entendem.

Surge a pergunta: onde está Moisés aqui? Ele deve estar a frente! Mas ele não pertence a este nível, de modo que não foi ver a terra. Além disso, ele morreu, assim como o nível que termina seu trabalho e, depois, começa um novo nível.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/04/15

Rumo À Espiritualidade, Com A Ajuda Do Alto

Laitman_931-01A porção semanal da Torá, “Shalach” nos diz como Moisés enviou espiões à terra de Israel, a terra de leite e mel, onde crescem maravilhosas frutas especiais. De repente, eles viram que gigantes viviam lá, que não lhes permitiam entrar e chegar perto dessas frutas.

Isto significa que, a fim de conquistar esta terra e descobrir a grandeza do mundo espiritual, eles devem lutar contra desejos egoístas muito grandes e, gradualmente, superá-los. Mas uma pessoa não tem o poder de superar até mesmo o menor desejo egoísta, dominá-lo e conquistá-lo. Ela precisa da ajuda do Alto para fazer isso.

A questão é como ela deve pedir isso, uma vez que não tem confiança em nada. Ela pensa: “O que eu poderia alcançar? Em qualquer caso, é impossível!”.

Acontece que as frutas são maravilhosas e a terra é realmente o paraíso, mas há gigantes em cada passo do caminho, e eles se sentem como formigas correndo debaixo dos seus pés e podendo ser pisoteados sem os gigantes sequer perceberem.

É dito que os espiões pegaram um cacho de uvas que só poderia ser transportado por oito pessoas juntas e com grande dificuldade, o que mostra o quão pesado era. Na verdade, é assim porque uma pessoa pesa a si mesma e entende que não pode superar esses obstáculos e que realmente precisa de ajuda do Alto.

Assim, eles começam a se queixar: “Por que Deus nos trouxe a esta terra?” Um motim está prestes a começar no acampamento de Israel: “Vamos escolher um líder e voltar para o Egito”.

Depois de terem passado por tanta coisa e alcançado tanto, eles descobrem que estão lidando com a força superior que os conduz na vida, que a meta foi definida e tudo é planejado, mas se eles teimosamente se recusam a aceitá-la, vão morrer neste deserto! Com efeito, uma geração totalmente nova chegou à terra de Israel.

Por que todo mundo morreu no deserto? Porque eles não tinham poder suficiente para avançar e assim foram condenados a morrer. A Torá diz que todos os anos no 9º dia de Av eles costumavam cavar sepulturas para si e deitavam nelas. Aqueles que morriam, morriam, e aqueles que podiam sair da sepultura continuavam avançando.

Assim foi forjada a nova geração que foi criada no deserto e não tinha medo de nada até que alcançou as fronteiras da Terra Prometida.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/04/15

O Sistema Do Nosso Desenvolvimento Espiritual

laitman_281_02Pergunta: O que é um castigo na espiritualidade?

Resposta: Não há nenhum castigo verdadeiro na sabedoria Cabalística, porque nós não lidamos com o ser humano que parece se cansar de algo, ter raiva, ou se arrepender de algo, mas somente com o sistema da Providência. Se não executamos uma determinada função, o sistema opera de forma alternativa e cuida de nós em conformidade.

Se eu dirijo meu carro em quarta marcha e, de repente, alguma coisa quebra, eu mudo para terceira marcha. Agora, o motor funciona de forma muito mais difícil e eu dirijo mais devagar e me sinto menos confortável, mas ainda mantenho a condução. Depois, uma outra parte quebra e eu mudo para o outro estado, o que significa que tudo depende da nossa participação. Quanto maior ela for, mais rápido nós avançamos, é claro, com maior conforto, acima do tempo, superando tudo por pequenos esforços de nossa parte, ao longo do caminho do bem, e não pelo caminho do sofrimento.

Portanto, não se trata de quaisquer castigos, embora esse termo seja usado na linguagem cotidiana. Também não há castigos em nosso mundo. Se você se comportar corretamente, você avança por este caminho; se não se comportar, você está corrigido. Nós chamamos essa correção de castigo. Não é um castigo, mas uma correção.

Tal como para o sistema de correção, ele é totalmente insensível. Nós só atribuímos qualidades humanas a ele, como o bom e benevolente.

Eu também posso dizer isso quando toco piano, por exemplo; eu o considero emocionalmente como se fosse o meu parceiro ou amigo. Uma pessoa aplica seus sentimentos aos objetos com quem trabalha não importa no que se envolve, como um computador, por exemplo, embora seja apenas um pedaço de metal. Esta é também a forma como nos relacionamos com o Criador, embora seja um sistema sem emoção, como está escrito: “Ele deu uma lei que não pode ser quebrada”. O Criador é a lei da natureza!

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 15/04/15

Eu Anseio Por Doação

laitman_527_03Pergunta: Por que o Criador aflige dor aos justos, e como posso justificá-Lo?

Resposta: Para que o justo possa justificá-Lo. Você “coloca a carroça na frente dos bois”. No entanto, a verdade é que o Criador aflige dor aos justos, para que eles tenham a oportunidade de abençoar e justificá-lo. Como eles podem justificá-Lo sem a dor, com que motivos?

Uma pessoa independente deve ser oposta ao Criador internamente, e semelhante a Ele externamente. Isso significa que você deve ser feito de duas forças opostas, duas formas opostas, dois atributos opostos.

Está escrito: “Eu criei a inclinação do mal, eu criei a Torá como tempero”. Isto se refere à Luz nela, uma vez que a Luz nela a reforma. A inclinação ao mal, a matéria do desejo de receber, continua a ser como ela é, e nós temos que vestir a intenção a fim de doar acima dela. Assim, nós a reformamos com a ajuda da Luz e a alteramos para a forma boa e correta.

Quando trabalhamos dessa maneira, primeiro amaldiçoamos o Criador em todos os níveis e em desacordo com Ele. Esta é a razão do nível de Ibur (Conceição) ser chamado de “raiva e ira”. Depois nós alcançamos a bênção e a justificação do Criador, até alcançarmos o autosacrifício.

No entanto, o meu autosacrifício não é o resultado do prazer como ocorre em nosso mundo, quando estou pronto para me sacrificar totalmente se valer a pena. Nesse caso, eu não me conecto ao Criador, mas ao prazer que deriva Dele, e, se ele parar, o meu ego não vai permitir mais que eu me conecte a ele. Nós dependemos totalmente do prazer neste mundo, ao passo que, na espiritualidade, adicionamos outra dimensão, outro nível, e alcançamos a adesão com o Criador e não com o prazer e os benefícios que derivam Dele.

Agora, eu começo a valorizar o meu estado como aquele que doa e dá. O Criador não me dá. Eu não preciso de Sua doação. Eu não quero recebê-la. Não quero me aderir a Ele por causa dessa bondade. Eu não quero ser viciado nela. Quero respeitar o atributo de doação, que não tem forma ou imagem. Eu anseio por ele.

Como resultado, eu devo ser feito de duas formas, de uma forma interna que é o desejo de receber e da forma externa que é a intenção a fim de doar. Caso contrário, eu não posso estar aderido a Ele, uma vez que “o nosso coração se alegrará Nele” e não nas Luzes que vêm Dele, que só me confundem e subornam, e que eu devo resistir.

As Luzes são medidas de cima e me despertam – ou seja, o meu ego- para que eu seja aceso e me torne viciado no prazer que me deixa louco e domina minha mente e meu coração. Por fim, eu fico com apenas um ponto que não me atrai aos prazeres que vêm da Luz, e, nesse ponto, posso me manter constantemente fora do prazer, recusando as ofertas tentadoras. Isso não! Para não ficar viciado no prazer!

As tentações fazem a nossa cabeça girar, e o corpo é confundido pela emoção. Aqui, temos que preparar a garantia mútua entre nós, já que, sem ela, não posso ser independente. O prazer vem para cobrir a vergonha e me tornar independente. Baal HaSulam fala sobre isso no Talmud Eser Sefirot, “Histaklut Pnimit”, parte 1, item 7:

… Eles disseram que há uma grande falha nos presentes gratuitos, ou seja, a vergonha que encontra cada receptor de um presente gratuito. Para consertar isso, o Criador preparou este mundo, onde há trabalho e esforço, de modo a ser recompensado no próximo mundo por seu esforço e trabalho.

Mas essa desculpa é muito estranha. É como uma pessoa que diz a seu amigo, “trabalhe comigo apenas um minuto, e em troca eu lhe darei todo prazer e tesouro do mundo pelo resto de sua vida. Não há de fato maior presente gratuito que esse, porque a recompensa é incomparável ao trabalho. Neste mundo transitório e sem valor, o trabalho é comparado à recompensa e prazer no mundo eterno.

Que valor existe para o mundo passageiro em comparação com o mundo eterno? Ainda mais no que diz respeito à qualidade do trabalho, que é inútil em comparação com a qualidade da recompensa.

Nossos sábios disseram: “O Criador está destinado a dar de herança a cada pessoa justa 310 mundos, etc.” Não podemos dizer que parte da recompensa é dada em troca de seu trabalho, e o resto é um presente gratuito, pois daí o que isso faria de bom? A mancha da vergonha ainda permaneceria! Na verdade, suas palavras não devem ser interpretadas literalmente, pois há um profundo significado em suas palavras.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 16/02/14, O Livro do Zohar

O Segredo De Onde Tudo Começa

laitman_222_0Baal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Seção 1: É o oposto do argumento do negligente em atingir o interior, que dizem a si mesmos: “Nós nos contentamos em alcançar a realização de Peshat. Se alcançarmos isso, vamos ficar contentes”. As palavras deles podem ser comparadas àquele que quer pisar na quarta etapa, sem primeiro pisar nas três primeiras etapas.

Que Deus nos conceda a compreensão do significado simples (Peshat), cujo conhecimento eles atribuem a si mesmos. Afinal, no caminho para ele nós temos que passar pelo caminho de Sod (segredo), Drush (interpretação) e Remez (dica). Enquanto não tivermos concluído as etapas anteriores, pode haver o significado simples? A pessoa alcança Peshat no quarto nível do desejo corrigido; como isso pode acontecer se ainda não tivermos corrigido o primeiro, segundo e terceiros níveis?

Quando eu corrijo o primeiro nível do desejo de receber, descubro que toda a Torá é um grande segredo para mim. E isso já é uma realização. Até agora eu sequer sabia disso, e agora entendo a minha falta de conhecimento. Como resultado disto, é estabelecida uma conexão entre eu e algo que está escondido de mim, mas agora eu não posso descobrir esse segredo. E depois disso, surge Drush; eu já penetro em coisas e vejo as conexões entre elas, mas ainda não entendo os princípios pelos quais elas operam.

Depois eu descubro Remez; eu ainda não reconheço as causas e os resultados, não obtenho a finalidade exata, mas já posso ver como o Criador opera e posso cooperar com Ele. E só no quarto nível é que eu gradualmente atinjo Seu objetivo, e isso já é a adesão. Então Peshat me é revelado, porque entre eu e o Criador não há mais qualquer vestimenta oculta, nem telas ou partições.

Então, se a pessoa já estuda Torá, ela deve se relacionar a ela com grande seriedade. Isso é porque ela é chamada de Kedusha (Santidade) e Kedusha é doação. Será que eu estou avançando corretamente no sentido da doação através da aprendizagem da Torá?

Ao aprender a sabedoria da Cabalá aos poucos descubro que estou imerso na escuridão, não entendo e não sinto que existe algo que está oculto de mim, inacessível para mim. Este sentimento é a descoberta de Sod, um sentimento muito importante no estágio atual. Pois este desejo, a deficiência que domina em mim, vai me ajudar a chegar à Peshat.

No entanto, como é possível ficar indiferente quando vejo que não tenho sequer uma gota de compreensão? Isto é pior do que a morte, pois os mortos não sentem nada e eu sinto uma deficiência espiritual. Eu sou mais infeliz. Assim, como resultado do estudo, descobrimos a escuridão…

Pergunta: Como pode ser isso? Eu pensei que depois descobrimos de Sod, nós resolvemos todos os problemas.

Resposta: Assim eu resolvo o maior problema; eu finalmente entendo que todos os meus problemas são derivados da minha atitude para com o Criador. Em outras palavras, cabe a mim construir o relacionamento correto.

Até agora eu não sabia disso. Parecia-me que se tratava de outras causas e circunstâncias. Agora, depois que atinjo Sod, vejo que não tenho nenhuma conexão com o Criador e que dependo apenas Dele. Isto já não é mau, porque é a verdade. Finalmente eu estou trancado, conectado a algo verdadeiro, real.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Levitas, Sacerdotes E A Correção Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanO Senhor disse a Moisés: “E falou o Senhor a Moisés, dizendo: “Toma os levitas do meio dos filhos de Israel e purifica-os. E assim lhes farás, para os purificar: Esparge sobre eles a água da expiação; e sobre toda a sua carne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e se purificarão. Então tomarão um novilho, com a sua oferta de cereal…”. (Torá, “Números”, “Beaalotha”, 8:05-08)

A fundação do homem é seus desejos. No processo espiritual a pessoa precisa classificá-los separando aqueles que podem pertencer ao nível de Bina. Purificá-los significa dirigir o trabalho desses desejos só para a doação.

Os filhos de Israel são desejos egoístas corrigidos ou não totalmente corrigidos. Os levitas são desejos que são purificados do ego, e representam o primeiro passo da purificação “doar a fim de doar”. É por isso que os levitas não têm desejos, nem egoístas ou corrigidos.

Esses desejos, que são ainda mais refinados, a segunda etapa da purificação – “receber a fim de doar” -, são chamados de Cohen (sacerdotes).

A água é a propriedade de Bina. “Esparge sobre eles a água da purificação” significa conduzir seus desejos através da qualidade de doação.

“E sobre toda a sua carne farão passar a navalha, e lavarão as suas vestes, e se purificarão”. O pelo que cresce no corpo é um sinal de quanto o corpo precisa de correção. Eles simbolizam as deficiências que são reveladas.

“Então tomarão um novilho, com a sua oferta de cereal…”. Isso fala sobre sacrificar os desejos não corrigidos que o homem corta de si mesmo, porque eles não podem ser corrigidos de outra maneira. Portanto, devemos abater nosso componente bestial ou enviá-lo ao deserto.

A descrição do Templo na Torá nos lembra um matadouro. Se a pessoa não está numa ascensão espiritual e não entende a essência da Torá, ela imagina imagens terríveis: sangue que flui ao redor, gritos de animais sendo abatidos e, em seguida, imediatamente cortados, assados e comidos.

Mas o significado interior da Torá é completamente oposto, porque na Torá isso fala apenas da correção espiritual do homem.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 04/02/15

De Volta Ao Novo Faraó

laitman_236_02A Torá, “Números” 14:1-4: Naquela noite toda a comunidade começou a chorar em alta voz. Todos os israelitas queixaram-se contra Moisés e contra Arão, e toda a comunidade lhes disse: “Quem dera tivéssemos morrido no Egito! Ou neste deserto! Por que o Senhor está nos trazendo para esta terra? Só para nos deixar cair à espada? Nossas mulheres e nossos filhos serão tomados como despojo de guerra. Não seria melhor voltar para o Egito?” E disseram uns aos outros: “Escolheremos um chefe e voltaremos para o Egito!”

A nação de Israel cai novamente no ponto mais baixo e não consegue subir de novo. Este é o melhor lugar para começar e até que uma pessoa caia a este ponto, não há nova subida. Até então, os filhos de Israel resistiam, espionavam e esclareciam as coisas, e de repente descobriram o ego que lhes diz que não precisam de ninguém, exceto o Faraó: “Nós não podemos fazer nada contra ele”.

Assim como eles escaparam do Egito para o Sinai, tendo agora atravessado o deserto do Sinai, eles caem novamente no estado inicial, e novamente sentem que estão no Egito, mas de livre e espontânea vontade! Com isso eles vão atingir a terra de Israel. As pessoas começam a se rebelar: “Nós não queremos Moisés! Ele nos leva para a terra de Israel, mas não queremos ir para lá. Queremos estar sob o domínio do Faraó até chegarmos à sensação completa e não seremos capazes de ascender antes disso. Mas isso tem que ser alcançado de forma consciente, quando entendemos quem somos. Então seremos capazes de avançar”.

Pergunta: Como você se sentiria se seus alunos viessem até você com queixas como o povo veio até Moisés dizendo que ele os levou a lugar algum?

Resposta: Eu aceitaria isso com absoluta serenidade e deixaria tudo do jeito que está. Não há nada que se possa fazer aqui. Se houvesse um consenso, eu não teria nenhuma escolha a não ser me aposentar e deixar tudo para a misericórdia do Criador.

Nós estamos muito longe realmente deste ponto e temos que trabalhar duro para alcançá-lo, mas se ele fosse revelado, eu ficaria muito contente porque é o reconhecimento de nossa natureza má, da nossa fraqueza, nossa impotência, e nossa falta de fé e total ausência de conexão com a pessoa que o avança, o que é simplesmente vital e tem que ser cumprido. Eu senti uma resistência semelhante em relação ao meu professor, o Rabash. Esses estados são essenciais e esta é a razão pela qual eu não estou preocupado e realmente me alegrar internamente porque é impossível avançar sem tais pontos de quebra.

Então o povo não se dispersa e diz: “Vamos voltar para o Egito e viver lá. Vamos nos reconectar com o nosso Faraó”. Em outras palavras, todo o trabalho que fizemos durante os 40 anos no deserto volta-se agora em favor do Faraó. É a doação com a intenção de receber, o bom comunismo egoísta. Eles querem o Faraó, não o mesmo Faraó que conheciam antes, não o Faraó do Egito, mas o novo que agora é revelado. Isto significa que o ego é revelado neles num nível totalmente novo. É um estado muito bom, porque quando eles cruzam este ponto, entram na terra de Israel.

Só depois a pessoa anseia em avançar com toda sua força e é repetidamente enviada de volta, e retorna continuamente, até que finalmente é jogado fora. Mas agora, contra a sua vontade, ela se rende ao ego e diz: “Eu não posso, estou impotente”. Este ponto de desamparo é essencial para entender que você tem que estar totalmente conectado ao Criador de uma forma ainda maior do que antes. Sem isso você não sente a necessidade do Criador.

Portanto, quando você acha que só pode conseguir com Faraó, é um sinal de sua falta de conexão com o Criador. Você gostaria de estar conectado, mas não pode, e assim prefere o Faraó. Isto significa que, embora os espiões tenham trazido com eles frutos da terra de Israel, eles permanecem fora da terra de Israel.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/04/15

Sob A Sombra Do Egoísmo

laitman_741_02Midrash Raba, “Beshalach“: Você sabe que gigantes nós encontramos lá? Eles são os descendentes da geração de Enosh, e são tão altos que suas cabeças parecem alcançar o sol. Qualquer um que os vê tem pavor de pensar que pode cair no chão! Ouça o que aconteceu, quando procuramos um lugar com sombra para descansar.

Os espiões procuram sombras porque não querem a Luz Direta brilhante, e não podem suportá-la. Eles podem existir quando tudo se encerra fora do seu ego e a oposição entre o ego e a Luz não pode mais ser vista. Os gigantes cujas cabeças alcançam o sol, o que significa o nível de Zeir Anpin e acima até o nível de Arich Anpin do mundo de Atzilut, são almas que se corrigiram.

Nós entramos no que pensávamos ser uma caverna, mas, na verdade, era a casca de uma romã gigante. Nós descansamos um pouco lá e, depois, a filha de um gigante passou por nós e pegou essa casca com todos nós nela, doze homens sentados nela.

A palavra “romã” (Rimon) deriva da palavra “Romemut” (exaltação), que se refere a quão alto a força superior pode elevá-los. E a parte feminina, Malchut, eleva-os até o Criador.

Ela nem sequer percebeu que estávamos lá! Ela simplesmente jogou fora a casca em seu jardim. Nós somos como formigas miseráveis ​​em comparação com esses gigantes. Na verdade, nós ouvimos uma vez como um gigante falou sobre nós: “Há essas criaturas na videira que são tão pequenas como gafanhotos e que se assemelham a seres humanos”.

Isto significa que para Malchut sua ascensão não é um fardo. Eles não podem dar-lhe qualquer desejo, qualquer MAN, a fim de obrigá-la a elevá-los. Esta subida acontece de forma passiva.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/04/15

Lidando Com O Clima Nocivo Da Terra De Israel

laitman_746_03Midrash Raba, “Beshalach“: Não querendo deixar as pessoas ouvir o que Calebe tinha a dizer até o fim, os espiões começaram a falar contra a terra: é uma terra que destrói seus habitantes, segundo eles, é imunda e cheia de doenças, e temos visto pessoas morrendo em todos os lugares que fomos. Mas como seus habitantes são especialmente fortes, eles não morrem estando fisicamente fracos! É o clima prejudicial da terra que mata quem vive lá.

Pergunta: O que significa que as pessoas nesta terra estão morrendo?

Resposta: A palavra “morte” se refere a uma pessoa que não pode superar o crescimento espiritual que lhe é oferecido de acordo com o plano da criação. Os espiões veem como o ego morre e têm muito medo dele. Eles dizem que é o clima prejudicial a da terra que mata quem vive lá. A palavra “terra” (Eretz) deriva da palavra hebraica “desejo” (Ratzon), referindo-se ao desejo egoísta. Se você concorda com este desejo egoísta, você se encontra imediatamente sob sua influência e ele lhe mata. Isso significa que a Luz deixa você e isso é a morte.

Pergunta: Então como os espiões chegam a esta terra?

Resposta: Os espiões são pessoas muito especiais que pertencem à geração do deserto e representam os melhores e maiores atributos numa pessoa que começam a sentir o que há no próximo nível. Mas, ao mesmo tempo, eles continuam se contradizendo: primeiro eles levam as pessoas, mas, depois, eles dizem: “Rápido, vamos voltar!”.

Esta experiência dupla que a pessoa sofre, este duplo fardo, indica até que ponto ela deve estabelecer uma conexão com o Criador, a fim de avançar. É porque os maiores e melhores atributos a puxam para trás: “Você não deve ir para lá. Esta terra é amaldiçoada pelo Criador. Há desejos e ânimos lá que você não pode suportar e deve escapar! Por isso, é impossível prever com antecedência alguma coisa; a pessoa mais forte pode ser transformada e pode se transformar numa pessoa mais fraca.

Pergunta: Será que isso significa que você não pode ter certeza de nada?

Resposta: E não devemos ter certeza de nada. Deus nos livre que pudéssemos ter certeza de algo, porque não precisaríamos da ajuda da força superior para que Ele nos levasse para frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 08/04/15

Transformação No Crescimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Números”, 13:30-13:31: Então Calebe fez o povo calar-se perante Moisés e disse: “Subamos e tomemos posse da terra. É certo que venceremos!” Mas os homens que tinham ido com ele disseram: “Não podemos atacar aquele povo; é mais forte do que nós”

Calebe é um dos espiões como Moisés. É o mesmo ponto no coração que recebe um nome diferente em cada estado em que existe. Ele permanece em cada estado e esta é a forma como a pessoa avança, pois sem ele não poderia avançar. Imagine se todos os espiões tivessem declarado que o trabalho espiritual não era para eles e partissem. O Criador teria tido uma conta terrível com o povo.

A Torá, “Números”, 13:32-13:33: E espalharam entre os israelitas um relatório negativo acerca daquela terra. Disseram: “A terra para a qual fomos em missão de reconhecimento devora os que nela vivem. Todos os que vimos são de grande estatura. Vimos também os gigantes, os descendentes de Enaque, diante de quem parecíamos gafanhotos, a nós e a eles”.

É o ego no qual os espiões afundam, não tendo poderes para subir acima dele. Os gigantes (Nephilim) são aqueles que já venceram o ego e assim podem existir acima dele. “Diante de quem parecíamos gafanhotos” significa que os espiões atingiram uma pequena realização espiritual de GE quando subiram acima do ego e viram que não eram nada quando consideravam suas forças espirituais, habilidades e opções em comparação com o gigantes. Eles parecem estar olhando para seus estados futuros.

Se você pertence à geração do deserto, você se vê como grande antes de entrar na terra de Israel. O que eu tenho que fazer para alcançar isso?! Mas, se você perguntar isso a uma criança, por exemplo:

– Você quer ser o melhor?

– Sim.

– Então tem que se formar na universidade, obter vários diplomas, e trabalhar 18 a 20 horas por dia.

– E a minha vida?! Eu não posso fazer isso! É muito difícil! Eu trabalho o tempo todo e tento fazer esforços para ter sucesso!

– Mas este é o seu futuro. Então você aceitar ou não?

– Eu preferiria voltar para o deserto.

Isto significa que há uma comparação aqui entre o meu eu atual e eu na terra de Israel. Eles entram no seu futuro e percebem quão difíceis e complexas são as ações anti-egoístas.

O ponto é que quando você olha para isso à distância, vê que é impossível, porque olha para tudo através dos olhos do deserto! Você não vê o componente que o Criador lhe deu, de modo que não o leva em conta. O Criador deu-lhe o poder de tornar-se grande, mas você não sente isso. Então você pensa: “Se eu preciso fazer isso por mim mesmo, não posso”. A sensação de que o Criador está ao seu lado é tirada de você para que você entenda que tem que fazer isso, mas que não pode fazê-lo sem Ele. Então, uma possibilidade é construída em você. Você escapa e não quer nada, então volta e foge novamente. Depois, há um golpe de cima e você avança para conquistar a terra de Israel. Como? Não importa; seus olhos estão fechados e você não se importa com o como; você simplesmente precisa sacrificar sua vida por isso.

Este é um ponto de virada, a travessia do rio Jordão, que é semelhante à travessia do Mar Vermelho. Mas lá o mar se divide e pronto, enquanto aqui é um processo mais consciente, o que significa que é mais complexo. Antes da fuga do Egito, o medo do Faraó, que estava perseguindo-o, o empurrava. Aqui é o oposto, uma vez que agora você tem que despertar a necessidade de avançar nessa direção. Lá você escapou por medo, mas aqui você entra. Essa é a forma como deve ser, uma vez que este é o crescimento espiritual.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 4/8/15