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Pessach — O Êxodo Do Egito

Dr. Michael LaitmanA Torá, “Levítico”, 23:4 – 23:8: Estes são os dias santos do Senhor, as ocasiões santas, que designareis em seu tempo determinado: No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, à tarde, [irão sacrificar] a oferta de Pessach ao Senhor. E no décimo quinto dia desse mês é a Festa dos Pães Asmos do Senhor; comereis pães asmos por um período de sete dias. No primeiro dia, haverá uma ocasião santa para vós; não fareis nenhum trabalho. E trareis uma oferta queimada ao Senhor por um período de sete dias. No sétimo dia, haverá uma ocasião santa; não fareis nenhum trabalho.

Pergunta: Por que é proibido trabalhar no primeiro e no último dia de Pessach?

Resposta: Porque distinguimos dois estados no trabalho espiritual: despertar de baixo e despertar de cima.

Durante o despertar de baixo, evocamos a cooperação entre a luz e o vaso através do nosso anseio. A luz corrige o vaso e lhe dá a intenção correta. Durante o despertar de cima, este trabalho é realizado de cima, mas somente porque criamos todas as condições adequadas para isso com antecedência.

Nós nos esforçamos e, assim, criamos as condições adequadas para o primeiro e o último dia do feriado, já que a semana de Pessach tem que ser encerrada em seus fins por estados nos quais não fazemos nada, já que a luz superior faz todo o trabalho. O primeiro dia do feriado marca o início do êxodo do Egito. O último dia marca o fim do êxodo que o sela.

É importante dizer que as nações do mundo têm calendários diferentes. O calendário cristão é baseado no movimento do sol. O calendário muçulmano é baseado no movimento da lua. Já o calendário judaico leva em consideração o movimento do sol, da lua e da terra, já que a terra é o objeto central entre o sol e a lua.

Por um lado, levamos em consideração o ano, que significa a revolução da Terra em torno do Sol, e, por outro, levamos em consideração o mês, a revolução da Lua em torno da Terra, e comparamos os dois. Assim, o calendário judaico não muda e, por exemplo, podemos calcular com antecedência qual dia da semana será o primeiro dia da Pessach em 35 anos.

Além disso, com base na comparação entre o movimento do Sol, da Terra e da Lua, podemos dizer que Pessach não pode ocorrer em determinados dias do mês. Isso significa que tudo está precisamente relacionado ao sistema astrológico geral.

Pergunta: A Torá se refere a assembleias sagradas diversas vezes. Por que precisamos nos reunir em Pessach?

Resposta: As assembleias sagradas durante o Pessach são a coisa mais importante para a nação israelense, pois é graças ao seu desejo de união que eles precisam sair do Egito.

A união de uma pessoa com um grupo de pessoas, com a sociedade, com a nação ou com o mundo inteiro representa, na verdade, diferentes níveis do êxodo do Egito (do ego). Quando alcançamos a força da unidade, ocorre uma certa tensão, esse êxodo, o desapego do ego.

Ele está sempre entre nós, separando-nos e fazendo com que sintamos repulsa uns pelos outros. Se começarmos a comprimi-lo e condensá-lo, tentarmos unir e conectar uns aos outros, a saída do ego começa no momento em que alcançamos a unidade.

No primeiro dia de Pessach (o êxodo do Egito), começamos a estreitar essa conexão. Depois, trabalhamos nisso durante a semana e nos unimos totalmente no último dia do êxodo do Egito. A partir desse momento, somos uma nação unida.

Mas, enquanto isso, as pessoas não entendem o que devem fazer, embora haja uma direção que estimula o desejo de escapar do ego, trata-se apenas de um instinto animalesco sem a devida consciência. As pessoas obterão o reconhecimento quando se reunirem aos pés do Monte Sinai.

De KabTV, “Segredos do Livro Eterno”, 28/05/14

O Programa Pelo Qual Nos Desenvolvemos

294.2Pergunta: Você acha que as lições de áudio e vídeo, palestras e programas que você gravou no passado são adequados para um aprendizado futuro?

Resposta: Acho que ninguém virá me substituir tão rapidamente ou começará a apresentar o material de uma forma ainda mais simples. Pelo menos não vejo a próxima pessoa a liderar. Mas isso não importa. Não me incomoda.

Em primeiro lugar, o que posso dizer ou fazer? Por um lado, tudo é preparado de cima para baixo. Por outro, simplesmente não é necessário. As pessoas terão a mídia gravada em boa qualidade e a estudarão, adaptarão a si mesmas e a aplicarão.

Basta, porque tudo já foi explicado. Se eu tiver força, tempo e anos, talvez consiga simplificar ainda mais o material. No mínimo, as pessoas podem usar facilmente o conteúdo dos últimos dez anos, podem trabalhar com ele e se beneficiar dele.

No fim das contas, nem eu nem elas somos os donos dos nossos estados, o Criador é. Seja o que for que Ele decida, assim será. Há um programa pelo qual estamos nos desenvolvendo.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Duas Mil Lições”, 03/08/10

Conecte-se Às Fontes Primárias

209Pergunta: Antes de explicar um determinado tópico, você sempre pede para ler o artigo relevante primeiro. Por que você faz isso em vez de simplesmente começar a falar sobre as coisas em geral?

Resposta: Eu também poderia falar por mim. Mas quero ensinar as pessoas a se conectarem com as fontes primárias, porque o principal para nós é estarmos conectados com aqueles grandes Cabalistas, participantes do sistema comum de almas, que percebem o campo unificado, o Criador, e existem dentro dele.

É por isso que estudamos um livro escrito por um Cabalista que viveu em nosso mundo. Na verdade, trata-se de uma alma que sentiu o campo do Criador e o descreveu: o que acontece em sua relação conosco, como ele nos criou, nos desenvolveu e nos trouxe ao estado em que existimos agora.

Pergunta: Mas seus próprios textos também são muito profundos. Você não transmite a partir do seu nível, assim como outros Cabalistas?

Resposta: Sim, mas ainda não reivindico o papel de Baal HaSulam, meu mestre Rabash, Rabi Shimon ou o ARI. Estes são grandes Cabalistas — partes poderosas da alma coletiva — que estão em profunda e vasta conexão com este campo, com o Criador.

Eles descreveram suas sensações e percepções de uma maneira especial. E se eu aderir a eles por meio do que escreveram, eu me conecto às suas sensações como uma pequena parte delas, e assim posso seguir em frente. Mas se eu não interagir com a fonte delas, como posso seguir em frente?

Afinal, em nosso mundo, também aprendemos com os outros. Se eu tentasse aprender sozinho, levaria de vinte a trinta mil anos para me tornar um ser humano. Imagine uma criança abandonada na floresta: no que ela se transforma? Nada mais do que um animal. Ela jamais poderá se tornar um homem.

Então você quer que eu e meus alunos fiquemos sozinhos na floresta? Precisamos aproveitar tudo o que as grandes gerações anteriores fizeram por nós, e elas prepararam tudo!

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. A Importância das Fontes”, 15/07/10

Dependendo Do Nível De Desenvolvimento

281.02Pergunta: Uma criança pode receber as informações que um adulto possui?

Resposta: É absolutamente impossível. Primeiro você deve desenvolver a criança ao nível de um adulto, ao nível do Criador. Portanto, como Maimônides escreve, as coisas devem ser explicadas aos iniciantes gradualmente, em pequenas porções, até que eles cresçam e possam absorver adequadamente as informações. Esta é a maestria do professor, por um lado.

Por outro lado, não é tão ruim se todos ouvirem essa informação porque todos ainda vão sentir isso melhor ou pior, mais perto ou mais longe de si. Então, em uma lição, tanto iniciantes quanto pessoas com experiência e entendimento sérios podem sentar juntos e cada um vai entender alguma coisa.

Mas há alguns sentimentos e conhecimentos que não devem ser transmitidos aos iniciantes porque eles não os perceberão de qualquer maneira. Estranhamente, na Cabalá, não há conceito de “proibido” como em nosso mundo. Todos pensam que há proibições e segredos lá.

Não há segredos. Tanto uma pessoa subdesenvolvida quanto uma mais desenvolvida entendem tudo em seu próprio nível. O desenvolvimento de cada um, em princípio, é limitado por si mesmo. E não há nada que você possa fazer sobre isso.

Não posso sussurrar algum segredo em seu ouvido; você simplesmente não vai entender. É como sussurrar alguma ideia humana para uma vaca. O que ela fará? Balançar a orelha e nada mais.

Portanto, tudo depende do desenvolvimento de um destinatário.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Maestria do Professor”, 07/07/10

Em Mim E Fora De Mim

962.3Pergunta: Quando você diz algo em uma lição, você enfatiza para todos que isso depende de você e aquilo depende de você, e assim por diante. Eu também ouço isso e me pergunto por que você não conecta tudo junto?

Resposta: Eu me dirijo a eles porque assim entro na realidade deles. Eu falo com eles no nível da realidade deles.

Se você e eu subíssemos para outro nível onde ambos percebêssemos a realidade de forma diferente, eu falaria com você de forma diferente em outro nível de percepção da realidade. Suponha que ambos sentíssemos a ausência deste mundo e existíssemos no mundo de Yetzira, então nos comunicaríamos no nível de forças e não de imagens como fazemos agora.

Agora mesmo você me vê na tela do seu computador, e eu vejo você na tela do meu computador. Mas se fôssemos para o reino dos sinais elétricos além da tela e começássemos a nos comunicar, não por meio de imagens, mas como os comandos do computador, tudo seria diferente. Imagine dois fios conectados um ao outro, nada mais. E a informação flui de um para o outro, não como imagens, mas como impulsos.

Mas em uma aula, eu transmito informações às pessoas como se elas existissem separadamente de mim, porque senão eu não seria capaz de explicar nada.

E é assim que toda a Cabalá é descrita. De que outra forma poderia ser? Nós nos dirigimos a uma pessoa que percebe nosso mundo como uma realidade objetiva na qual ela existe, em vez de uma realidade que existe dentro dela.

Pergunta: Então você está falando com eles? Ou está falando só comigo?

Resposta: Estou falando comigo mesmo.

Pergunta: Com você mesmo? Então por que você continua dizendo que depende de você, você e você? Eu também ouço isso, então acontece que depende de mim e não deles.

Resposta: Claro! Só de você! Nós dizemos: “O mundo inteiro depende só de você”.

Comentário: Isso parece um truque.

Minha Resposta: Não é um truque. Nós existimos em um estado em que não temos outra maneira de nos comunicar. Ninguém está enganando ninguém. Estamos brincando de brincadeiras infantis, enganando uns aos outros neste mundo? Existe algo que valha a pena neste nível infantil em que as pessoas supostamente enganam umas às outras? Elas estão enganando a si mesmas!

Pergunta: Então, como devo me relacionar com esses elementos com os quais você se comunica?

Resposta: De nenhuma forma. Corrija-se.

Pergunta: E a conexão? Você sempre fala de conexão.

Resposta: Conecte-se! E você descobrirá que tudo isso é você, que tudo isso é seu, que você é o único Adão preenchido pelo Criador. E todos os outros são apenas partes de você que se tornaram integralmente suas, e você sozinho existe.

Pergunta: Mas você diz que o problema é que as pessoas não conseguem atingir a conexão porque nem todo mundo quer. Como pode ser que nem todo mundo quer, mas tudo depende de mim?

Resposta: Porque esses são seus próprios desejos que você ainda não reuniu e corrigiu para se assemelhar ao Criador. Portanto, eles parecem ser opostos a você, se opondo a você, com quem você deve de alguma forma trabalhar, se conectar e atrair para si mesmo.

Pergunta: Mas se é minha culpa que não haja unidade, por que você não me pressiona, por que você não diz: “A culpa é sua” em vez de falar para toda a massa ao seu redor?

Resposta: Porque cada um deles é igual a você, e cada um deve perceber que tudo está contido dentro dele.

Pergunta: Não, isso é provavelmente impossível de entender. Você fala com muita confiança, dizendo que isso é claro e aquilo é claro, mas, ao mesmo tempo, há uma contradição nisso.

Resposta: Mesmo na física quântica encontramos tais paradoxos. O que você pode fazer?

Comentário: Então eles existem e, ao mesmo tempo, não existem.

Minha Resposta: Sim. Quando começamos a nos aproximar do micromundo onde há uma espécie de limiar para a transição para outro mundo, descobrimos que nada é definitivo, que duas coisas podem estar no mesmo lugar ao mesmo tempo, e uma coisa pode estar em dois lugares, que a distância não existe — é inteiramente condicional.

Imagine que eu pego um pedaço de papel, o dobro e junto dois pontos opostos. Na geometria linear, eles estão em um plano. Mas, ao dobrar o papel, eles agora representam um único todo. Tudo depende da minha percepção do espaço.

É isso que é um salto espacial: a habilidade de saltar de uma parte do universo para outra através de milhões ou bilhões de anos-luz. Em um plano, eles são separados por bilhões de anos, mas eu simplesmente o dobro e me encontro em outro ponto instantaneamente. E isso depende apenas da minha percepção — apenas de mim! Se eu puder dobrá-lo dentro de mim, estarei em qualquer ponto que eu escolher.

Tudo existe apenas em relação a mim.

Pergunta: Você pratica isso?

Resposta: Não se trata de praticar ou não. É simplesmente a realidade que existe dentro de você.

Você deve se elevar a isso porque tudo depende do nível do seu egoísmo — se ele é linear, plano ou se você já pode moldá-lo de alguma forma, controlá-lo, dar-lhe qualquer forma e construir sua verdadeira realidade sobre ele. Pegue qualquer forma e diga: “Isto é um plano”, e construa sua geometria sobre ele, ou seja, perceba o mundo inteiro através dele.

E do que isso depende? De quanto você consegue integrar suas nove qualidades fundamentais, as nove Sefirot na décima, em Malchut. Então tudo está dentro de você. Você realmente percebe tudo além do tempo e do espaço, somente através de sua transformação interna, através da sensação do Criador dentro de você. E nada mais existe.

E você não sofre por perder pessoas, almas ou comunicação. Está tudo dentro de você e se tornou ainda mais próximo, mais profundo.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Em Mim e Fora de Mim”, 26/07/10

O Comportamento De Um Cabalista Determina O Objetivo

290Comentário: Parece-me que você tem uma atitude diferente em relação àqueles com quem estudou e aos seus alunos.

Minha Resposta: Um aluno é um aluno. E com aqueles com quem estudei com Rabash, éramos mais iguais, embora não houvesse amizade entre nós. Ao contrário dos outros, eu sempre estava exclusivamente ao lado de Rabash.

Claro, eu os tratava de alguma forma diferente, mas não os exaltava nem os menosprezava. Eles sabiam de algo, mas infelizmente não o implementaram. É por isso que me distanciei deles sem me aproximar.

Eu sou muito mais próximo dos meus alunos do que daqueles que estudaram com Rabash. Trato meus alunos muito melhor, com amor.

Pergunta: Mas isso não poderia ser prejudicial aos alunos? Ou você está simplesmente se distanciando deles?

Resposta: Não estou me distanciando de nada. Meu trabalho é minha vida, meu mundo, vivo dentro de mim. Acredito que devo me comportar dessa maneira. Por que devo agir diferente?

Se você visse Rabash, ele nunca abraçava ninguém. Era muito raro vê-lo até mesmo apertando as mãos de seus alunos ou pessoas próximas. Se um estranho se aproximasse dele, é claro, ele os cumprimentaria com a cortesia humana usual. Mas com os próximos, ele era absolutamente comum. Além disso, com seus alunos ele era bastante rigoroso, até um pouco seco.

Eu o copio inconscientemente de muitas maneiras, isso acontece involuntariamente.

Pergunta: E quem ele copiou?

Resposta: Não sei se ele copiou alguém. Em princípio, as qualidades internas e espirituais que se formam dentro de você moldam a maneira como você se relaciona com os outros de uma certa maneira. Você deve se comportar dessa maneira e não de outra, porque seus traços internos o mantêm dentro desses limites.

Não acho que me comporte de forma arrogante. Só tenho minha vida interior e vivo nela. Externamente, ajo como considero necessário para minha existência espiritual. Basicamente, tudo o que faço define o objetivo, desde ações agradáveis até talvez exteriormente desagradáveis.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Professor e Aluno”, 25/06/10

Anule-se Perante A Verdade

276.03Pergunta: A que ações o esclarecimento da verdade e da mentira deve me levar?

Resposta: Descobrir a verdade e a mentira me leva à única ação: anular a mim mesmo diante do superior. Afinal, a verdade está no superior, enquanto em mim, dado que sou o mais baixo, é sempre uma mentira. Para revelar o superior, devo aceitá-lo pela fé acima da razão. Todas as condições que o superior me dá, devo reconhecer como a verdade, e todos os meus impulsos internos como mentiras.

Acontece que eu quero sair de mim mesmo e me ater ao superior, para receber Seus valores e tentar segui-los de acordo com Sua mente. É como uma criança que quer usar a mente de seu pai, e devido a isso, ela cresce, adquirindo a mente de um adulto.

Devido à nossa anulação perante o superior, ganhamos oportunidades adicionais. Não é assim que funciona em nosso mundo. Se eu me anular perante você neste mundo, significa que desisto de uma das minhas opiniões e aceito a sua porque considero você mais inteligente, culto, educado ou um cientista melhor. Estou me anulando em uma questão específica para que eu possa aprender com você.

Mas no mundo espiritual, tenho que me anular diante do superior em tudo, para que nada que seja meu permaneça em mim. Nem mesmo como uma criança diante dos adultos, mas muito mais. Preciso me anular como se eu não existisse: anulação em pensamentos e sentimentos. Mas eu faço isso racionalmente e com grande sabedoria. Um trabalho psicológico especial é necessário aqui. Eu me examino e observo como me anulo diante do superior para me vestir Nele e adotar Seu estado.

Esta forma de anulação de mim mesmo diante do superior me permite subir ao Seu nível. Primeiro, há minha completa autoanulação diante do superior, que é chamada de “embrião” (Ibur). Então, há uma autoanulação ainda maior, que é chamada de alimentação (Yenika). Então, uma autoanulação ainda maior, chamada de maturidade (Mochin).

Inicialmente, é uma autoanulação muito simples, embora não seja fácil para nós resolvermos a nós mesmos. Eu me anulo como se eu simplesmente não existisse e me transformo em um único ponto, uma gota de semente no útero do superior. Este é apenas o começo da minha autoanulação. Mas então, para dominar este grau, preciso pegar todos os meus pensamentos e desejos anteriores e transformá-los para combinar com o superior.

Eles sempre serão o oposto porque Malchut do superior se transformou em Keter do inferior; portanto, as escórias do superior eram comida para mim — doçura e verdade. O que era lixo no nível superior (em Malchut do superior), desperdício que eu não queria usar, se transformou em comida, doçura e verdade para o inferior.

Se eu quiser fazer outro trabalho, tenho que transformar toda a amargura que sinto agora em doçura, e tudo que eu pensava ser doce deve se tornar amargo no grau do superior. Toda a minha verdade, quando transferida para o nível do superior, deve se transformar em mentira, e todas as minhas mentiras devem se tornar a verdade do superior. Isso significa que Malchut do superior se transforma em Keter do inferior. Se eu quiser subir, tenho que fazer o trabalho inverso.

Mas primeiro, eu apenas me anulo sem descobrir onde está a verdade ou a mentira. Não importa o que aconteça, tudo o que me importa é me anular diante do superior como se eu não existisse, e me transformar em um ponto, uma gota de semente. Mas então eu começo a me analisar e transformo amargura em doçura e mentiras em verdade, e assim eu subo os degraus.

Nos nove meses de desenvolvimento embrionário, estou constantemente crescendo devido ao fato de que estou me anulando cada vez mais, transformando todas as minhas mentiras em verdade, todos os gostos amargos de dar em doçura. É um trabalho vasto e contínuo transformar-se em seu oposto em todos os seus desejos e pensamentos, transformando-os todos em dar, doar e sentir a doçura em tudo isso.

Claramente, essa mudança ocorre devido à luz que vem até mim. Mas devo anular-me constantemente em um nível cada vez mais alto para que a luz trabalhe em mim. A luz que vem até mim durante esses 9 meses de crescimento do embrião é chamada de “sangue” (Dam), da palavra “inanimado” (Domem), que gradualmente me corrige. Então, passo pelo estágio de “alimentação” e me torno um “adulto”.

Toda a ascensão do inferior para o superior consiste no trabalho de autoanulação. Portanto, por meio da disseminação desse conhecimento e do alcance do público em geral, realizamos nossa autoanulação. Afinal, ao nos anularmos diante das pessoas, diante deste mundo, ao servi-lo, nos anulamos diante do Criador nele. Porque foi o Criador quem colocou todo este mundo diante de nós.

Da Lição Diária de Cabalá 30/07/13, Escritos do Baal HaSulam, “O Escrutínio do Amargo e Doce, Verdadeiro e Falso”

Compromisso Com A Meta

961.2Eu nunca corro atrás de pessoas famosas ou ricas. Elas são absolutamente vazias; não há nada que você possa fazer com elas. Nada! Elas existem em uma sociedade em uma espécie de casca que as amortece.

Elas são forçadas a jogar seus jogos, a representar suas performances na vida. Essas são pessoas infelizes que já estão mortas enquanto ainda estão vivas.

Então por que eu precisaria delas? O que eu posso ganhar com elas? Você tem que jogar junto com elas, dizer o que elas querem ouvir, bajulá-las. Então elas vão pagar você. Mas ao fazer isso, você deixa de ser direto e honesto consigo mesmo, e direcionado à meta. É por isso que eu não consigo nem imaginar como um Cabalista poderia estar envolvido em tais coisas.

Pergunta: Mas você tem alguns alunos famosos?

Resposta: Eu os destaco? Eu os coloco abaixo de todos os outros. Que diferença faz se um é um compositor famoso e outro é um ator conhecido? Ele é famoso para os forasteiros que gritam de excitação e jogam seus chapéus para o alto quando o veem porque ele os entretém do palco.

Mas eu não presto atenção a isso; eu não valorizo isso. Assim como eu não valorizo os poucos advogados e economistas que estudam comigo. Qual é a diferença? Eles se destacam por seu potencial espiritual, suas capacidades internas e como eles as realizam? Agora isso é uma questão diferente. Mas tudo o que é corpóreo não tem relação com a Cabalá.

Estar totalmente comprometido com a meta, é isso que valorizo em uma pessoa. É por isso que agradeço ao Criador. Não tenho nada de bom em meu caráter ou qualidades, exceto por uma coisa: não desisto da meta. Claro, isso me foi dado de cima; não é meu próprio mérito. Mas é a única coisa que realmente aprecio em mim mesmo. Não que eu tenha orgulho disso, mas eu valorizo.

De “Eu Recebi uma Chamada. É melhor estar vazio do que cheio”, 23/06/10

A Conexão Do Aluno Com O Professor

588.03Convenção Mundial de Cabalá Conectando-se à Lishma, Lição 2

Pergunta: Você diz que é preciso confiar no professor, na opinião dele. Mas quando você ouve o conselho do professor, às vezes parece que há uma contradição nele.

Como podemos ajudar uns aos outros para que cada amigo tenha clareza em relação ao que você diz?

Resposta: Quando você começar a receber a “revelação dos céus”, não lhe parecerá que você precisa falar em uma linguagem compreensível porque você sentirá esses estados dentro de si. Devemos chegar a isso. Isso é chamado de estudo da Cabalá.

Pergunta: A conexão interna do aluno com o professor é uma qualidade de fé acima da razão, e de quem ela depende?

Resposta: A conexão do aluno com o professor depende somente do aluno.

Pergunta: Nós nos voltamos ao Criador com orações e pedidos por unidade e adesão. Há um lugar para tal apelo ao professor-sábio?

Resposta: Estou aqui precisamente para lhe dar o fim desta cadeia.

Da Convenção Internacional de Cabalá “Conectando-se à Lishma” – 20/02/25, Lição 2

O Papel Do Professor Na Comunidade Virtual

281.02Pergunta: Qual é o lugar do professor na comunidade virtual? O sistema que você quer criar pode existir sem um professor?

Resposta: Eu acho que pode. É como quando havia czares e reis e, depois, eles foram substituídos por repúblicas parlamentares.

Portanto, tal sistema pode funcionar porque se uma conexão for estabelecida entre cada indivíduo e seu ambiente virtual, o que simplesmente mostra mais claramente ao indivíduo a atitude correta da sociedade em relação a ele, ele só tem que implementá-la.

Rabash diz em seus artigos que o Criador é chamado de professor. Portanto, o professor terreno desaparece no fundo.

Eu acredito que é bem possível criar tal sistema de interconexão, lançá-lo em implementação e permitir que meus alunos avancem com sua ajuda. Este será o ato final da minha vida. Então eles poderão seguir por conta própria.

Pergunta: Existe uma chance de que, sem um professor, os alunos fiquem confusos e não progridam? De qualquer forma, o professor está em realização espiritual, e aqui as pessoas não sabem para onde estão indo.

Resposta: Depende do sistema que criamos. Primeiro, é necessário que a pessoa entre gradualmente em seu ambiente espiritual Lo Lishma.

Eu vejo isso como uma realização muito séria de uma construção espiritual. Podemos ver pelos exemplos do brinquedo Tamagotchi que uma pessoa começa a trabalhar com um computador como se fosse um organismo vivo, e trata o ambiente virtual como se estivesse vivo. Isso meio que a anima, a humaniza.

Queremos criar uma imagem do grupo certo para nós no computador, que queira se posicionar, mostrar, manifestar e se expor em relação a cada um de nós.

Uma pessoa verá nisso a aparência do grupo para ela; é isso que o grupo quer mostrar a ela. Tudo está absolutamente claro aqui de acordo com as regras delineadas por Rabash.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Comunidade Virtual, Parte 6”, 18/05/10