Textos na Categoria 'Professor Espiritual'

Amor E Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está o limite entre entender o seu conselho e adorá-lo cegamente ?

Resposta: O limite é a análise crítica. A pessoa que trabalha corretamente não concorda com o professor e sente ódio, antagonismo e desprezo total por ele, mas ao mesmo tempo ela supera isso, sobe acima de si mesma, e aceita as instruções do fundo do seu coração, anulando-se completamente diante do professor.

O adorador tem apenas um lado da moeda: ele se curva sem qualquer crítica. Ele foge de qualquer pensamento negativo como do fogo. Porém, esse não é o nosso caso. No entanto, também não significa que se deve artificialmente tentar evocar protesto e repulsa interiormente.

Basta começar a ficar mais perto do seu amigo, e você vai ver como ele é detestável para você. O ódio tem que se expressar em concordância com a necessidade de amor. Caso contrário, não será criativo. Nós não o atiçamos; ele vem por si mesmo.

É aí que reside a verificação: amor e ódio agem em conjunto, paralelos um ao outro, enquanto a pessoa trabalha na linha média, acima de ambos.

Da Lição em 9/9/11, Escritos do Rabash

Superar Todas As Diferenças

Dr. Michael LaitmanAo invés de existir nessa minúscula parte da realidade, quando uma pessoa deseja avançar para sua segunda parte, a parte eterna e perfeita, então ela tem várias maneiras de fazer isso: o professor, o grupo e os livros. O professor explica que tal oportunidade existe. Ele explica que isso pode ser realizado com a ajuda do grupo, onde todos se esforçam em direção à percepção da verdade, da realidade perfeita e com os livros que falam dessa mesma realidade perfeita.

Quando tentamos estar juntos, é como se cada pessoa saísse de si mesma, saísse do seu ego, porque ela precisa sentir que existe nos outros. Então, quando ela tenta estar acima de si mesma, nos outros, conectada com eles, e lê sobre a percepção da realidade na doação, é assim que ela se faz semelhante ao futuro estado, como se ela já estivesse lá.

Conforme a sua aspiração, ela evoca de lá a segunda força que existe na realidade, a força de doação, além da pequena força de recepção que lhe foi dada pela natureza. Então, a força de doação vem e faz as mudanças na pessoa.

A pessoa pode perceber essas mudanças como uma força adicional de recepção que vem até ela, ao invés da força de doação que a muda, e esse tipo de percepção é também correta. Porém, além disso, ela alcança a mesma força de doação. Dessa forma, o homem avança, algumas vezes à direita e algumas vezes à esquerda, mas conduzido pela mesma força de doação.

Ele precisa alcançar essa força de doação junto com a força de recepção. Essas duas forças começam a se revelar ao homem em duas linhas, a da direita e a da esquerda. Então, o homem avança, algumas vezes num estado de descida e algumas vezes num estado de subida. Ele não sabe ainda o que significa descida e subida exatamente, e até agora ele as identifica com suas sensações atuais.

Porém, com o passar do tempo, ele começa a sentir que precisa usar essas duas linhas estando entre elas. Dessa forma, ele as controla e começa a combiná-las na linha média.

Essencialmente, todo nosso trabalho consiste em estudar juntos, desejando nos conectar uns com os outros em nossos corações, e aspirando à união acima de todos os desacordos e diferenças, porque todas essas coisas pertencem apenas à nossa existência animal, que permanece aqui nesse mundo. Nós queremos nos conectar em nossos desejos, em nossos pontos no coração, acima dessas coisas.

Quando lemos O Zohar com essa intenção, o livro fala dos nossos estados corrigidos, sobre a maneira que revelamos a qualidade de doação na conexão entre nós que é o mesmo que o Criador, a Luz, o mundo espiritual, o mundo superior. Por essa razão, cada pessoa precisa imaginar esse estado enquanto lê O Zohar.

Da lição em 12/08/11, O Zohar

Uma Ambulância Para Os Feridos No Caminho

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “aumentar o próprio esforço no trabalho” quando você tem dúvidas sobre o professor e o Criador?

Resposta: Se você está tendo tais dúvidas, você não pode confiar no professor ou no Criador, mas deve procurar a ajuda do grupo! Você deve receber deles este apoio, ou seja, a importância da meta, do professor, e do Criador.

Quando você está tendo dúvidas, isto é, que você não pode inclinar a balança a escala de qualquer forma, você precisa de um esforço para inclinar a balança para a direção certa. Mas, onde você consegue isso? Ao se afundar em suas dúvidas? Isso não vai ajudá-lo a resolvê-las de qualquer maneira. É preciso compreender que neste estado, você pessoalmente não tem nada para se apoiar, mas precisa de uma força adicional.

Atualmente, você não pode receber essa força adicional do professor ou do Criador, porque você duvida deles. A única coisa que pode ajudá-lo é o ambiente, que transmite a sensação da importância da espiritualidade, a confiança, e a garantia mútua de que o professor e o Criador são importantes para alcançar a meta. E se você não presta atenção nos conselhos e instruções, você não avança, porque você está trabalhando com a sua razão egoísta que não deixará você ir em frente.

Portanto, o Rabash escreve que no grupo seus membros deveriam falar da grandeza do professor e do Criador, para que todos fossem impressionados com ele. Somente sob essa condição, você será capaz de continuar o trabalho.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 24/07/11, Shamati # 187

Um Ataque Dentro Do Coração

Dr. Michael LaitmanPergunta: Ultimamente se sente que o Kli mundial está trabalhando num único desejo. Uma vez, Rabash o aconselhou a fazer um ataque a partir desse estado. O que exatamente estamos atacando?

Resposta: Nós mesmos, nosso coração, nossa preguiça, nosso orgulho, nossos hábitos do passado. Eu tenho que me elevar acima de todos esses cálculos.

A coisa mais importante é dissolver-se entre os amigos, com a intenção de incluir-se no grupo. Eu quero estar lá o tempo todo. Eu quero perder minha mente e sentimento pessoal e adquirir a mente e o sentimento de todos os amigos. É como se eu me perdesse neles pelo meu próprio desejo.

Isto significa adquirir o vaso da garantia mútua.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/07/11, Matan Torah

Quem Está Mais Próximo Do Professor?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa a proximidade com o professor, bem como o estudo “boca a boca”?

Resposta: A proximidade com o professor não significa que a pessoa está fisicamente perto dele; isso não importa. A pessoa está perto do professor quando sente que o professor pode transferir tudo o que tem para ela e deseja fazê-lo, mas na medida em que a pessoa se abre a ele. Isto porque, quando se trata de contato e comunicação, aquele que transfere e aquele que recebe devem se conectar.

Então, primeiro a pessoa deve acreditar que o professor transfere constantemente e que há coisas que podem ser tomadas dele. Isso depende do aluno. Depois, o aluno precisa entender que só pode receber o que vem do professor conforme a sua sensibilidade a ele.

É claro que, em geral, tudo depende do aluno. Apenas no aluno! Praticamente nada depende do professor. Por outro lado, o aluno deve sintonizar-se completamente para receber. O que significa receber? Significa conectar-se. Em outras palavras, ele precisa ter pensamentos, sentimentos e sentidos mais ou menos semelhante aos do seu professor, mesmo que seja apenas uma similaridade de um por cento. Ele deve perceber o desejo dele, deve estar sintonizado na mesma corrente. Então, ele será bem sucedido.

O estudo consiste em dois níveis:

1. “De boca a ouvido”, que é a comunicação verbal, quando eu falo com a minha boca, e o aluno percebe com seu ouvido.

2. “De boca a boca”, onde a boca se refere à tela comum, que está na boca do Partzuf espiritual.

Então, quando nos comunicamos de tal forma que o aluno não quer ou ainda é incapaz de estar no mesmo nível que seu professor, então ele ouve. Ele pode ouvir sem um desejo, sem muito esforço; ele pode até ser contra o seu professor e ainda ouvi-lo de uma forma.

Esta ainda não é uma tela, uma aspiração, uma espécie de conexão mútua, quando eles estão conectados pelo menos um por cento. Quando eles estão conectados, o aluno será capaz de receber informações de boca a boca, conforme essa conexão, isto é, conforme essa tela compartilhada, a aspiração compartilhada. Isso é algo por que lutar. Trabalhar com o egoísmo da pessoa é difícil, mas possível; então, tudo que o professor tem flui para o aluno.

Pergunta: Você tem a oportunidade de escolher quem vai estar perto de você?

Resposta: Quem quer que vá estar perto do professor não depende dele. Quem quer que se coloque no lugar de um aluno, será um aluno. Às vezes o professor realmente quer que certas pessoas sejam seus alunos, porque elas têm determinados atributos especiais, e poderia ser mais fácil de transmitir as idéias para a humanidade de um modo mais rápido e mais vivo por meio delas, mas essas pessoas podem ser incapazes disso, negligenciar a oportunidade e perder a chance.

Da Lição Diária de Cabalá de Moscou 19/06/11, Escritos do Rabash

A História Acabou

Dr. Michael LaitmanA Cabalá fala sobre o desejo. Não existe tempo, espaço ou movimento, mas apenas um estado de ser. E quanto ao passado e o futuro? E quanto aos mundos espirituais? Eu não os sinto.

Então, existem outros estados de existência além do atual, além do nosso mundo? Eu não sei, porque eu não os experimentei. Eu não tenho sensações ou Reshimot de lá. Eu não posso alcançá-las agora e confirmar sua autenticidade.

Uma pessoa julga tudo pelo que ela vê. Este não é apenas um axioma, mas o resultado do que o desejo sente quando se desenvolveu ao nível do ser, onde é consciente de si mesmo e entende o que sente. Caso contrário, nós nos isolamos da realidade e caímos em fantasias.

Eu não falo sobre a mesmo dimensão mais elevada por mim mesmo. Os Cabalistas, os quais eu confio, me fazlam sobre ela. Eu considero suas palavras verdadeiras quando me dizem que é possível existir em diferentes estados. “Aspire a eles, ascenda até eles”, me dizem os Cabalistas. “Eles são melhores do que o que sinto agora”. Então, eu passo de um estado para o outro em meu desejo ao corrigir e melhorá-lo. Ao revelá-lo como doador, eu revelo novos estados nele.

Na nossa época, toda a humanidade está atravessando este eixo vertical, a fim de ir de baixo para cima. Nós completamos o eixo horizontal da história e não há como continuar nos movendo sobre ele. Daqui para frente, nosso caminho é para cima.

Da 5ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/11, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”

O Livro Que Conecta O Céu E A Terra

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que há de tão especial na Torá que mesmo O Livro do Zohar é só um comentário dela?

Resposta: Os registros que Moisés fez em pergaminho são a expressão material, através de símbolos materiais, das ações espirituais da Luz no desejo. Moisés escreveu em um livro tudo que ele ensinou a seus estudantes. Durante o curso de 40 anos vagando no deserto, eles escreveram toda a Torá, atravessando todo o processo registrado, tanto em corpos como na espiritualidade. Esse é todo o caminho desde o exílio do Egito (material e espiritual), através do deserto (material e espiritual), e na terra de Israel (material e espiritual). Tudo isso se realiza na conexão entre a raiz e o ramo. Moisés expressou todo esse processo na sua forma concreta, e simbólica.

O Zohar expressa o mesmo processo num nível diferente, numa forma diferente, porque o desejo geral de desfrutar que o Criador criou havia, naquela época, avançado bastante e fora aperfeiçoado pela influência da Luz. Desta forma, esse desejo, que passou por altos e baixos, pela destruição do Primeiro e do Segundo Templos, o exílio, e depois alcançou a última quebra antes do último exílio, tinha que receber o método que é apropriado para o final do exílio, para a nossa época.

É por isso que O Livro do Zohar foi escrito, e seus autores foram os sucessores de muitas gerações de Cabalistas, começando com Abraão até a destruição do Templo. O Rabbi Shimon foi estudante do Rabbi Akiva, que revelou uma grande Luz, e assim, ele foi capaz de expressar isso no Livro do Zohar.

A própria Torá está dividida em duas partes: oral e escrita. Isso vem da diferença entre Zeir Anpin e Malchut. Zeir Anpin do mundo de Atzilut é a “Torá oral”, enquanto que Malchut do mundo de Atzilut é a “Torá escrita”.

A Torá é a revelação da Luz. A Luz que chega a Malchut contém tudo que é necessário para transformar Malchut. Mas essa Luz ainda não se realizou na prática; desta forma, é chamada de “Torá oral”. Por enquanto, isso significa trabalhar com as telas.

Sob a influência da mesma Luz em Malchut, mudanças internas acontecem e são impressas em Malchut; isso se chama “Torá escrita”. Ela fala somente das ações da Luz nos desejos desde o começo da criação até seu final. Isso ocorre porque não há nada na existência além dos desejos.

Entre esses desejos alguns sentem que existem por si mesmos, separados de todos os outros. Esses somos nós. Esses desejos contêm qualidades que podem ajudá-los no caminho da correção. É por isso nós recebemos a sensação de carência, nossa própria carência de correção, a compreensão do mal. Assim é que nós nos percebemos.

São exatamente esses desejos que precisam receber “a Torá”– as instruções explicando como eles podem participar da sua própria correção por sua livre escolha, como eles podem atrair a Luz ao desejarem ser corrigidos mais rapidamente, ao invés de esperar que a Luz venha e os sacuda.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 29/05/11, Shamati

Não Há Erros Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O Livro do Zohar está cheio de histórias e imagens materiais. Por que elas são tão importantes, se tudo o que elas fazem é confundir e nos levar para longe da intenção correta?

Resposta: Tudo o que uma pessoa que vive em santidade (o desejo de doar) diz procede de sua realização e sensação, existindo no desejo de doar, e não chega simplesmente à sua mente. Porque o seu desejo de receber tornou-se “santificado”, ou seja, adquiriu a qualidade de doação, existe nela; esta é a qualidade que ela sente.

É por isso que ela percebe certa expressão do Criador dentro de si e se expressa de tal forma. Ela não produz essas imagens por si mesma, e nem elas simplesmente surgem em sua mente. Pelo contrário, a forma do Criador, que revelou-se dentro dela, suscita uma determinada imagem, a imagem que ela então descreve para nós.

É por isso que temos que usar essas histórias e nos conectar a elas. E se nós ainda não as entendemos, entenderemos futuramente. Você têm a minha palavra. Além disso, vocês chegarão ao mesmo grau de realização, e a mesma história, imagem e expressão surgirão de repente dentro de vocês.

É por isso que os Cabalistas se entendem. Nós não os compreendemos, mas quanto mais você se conectar com o que eles estão dizendo, mais você os entende.

Não é por acaso que na tradição Hassídica, se a anotação de um Rabino contém erros, você deve abençoá-los, porque se ele escreveu isso dessa forma, para você é um sinal de santidade. Isso decorre do fato de que a pessoa que está em santidade não pode cometer um erro. Parece-lhe que ele cometeu um erro porque você não está corrigido. E isso se chama fé acima da razão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, O Zohar

Não Há Nenhum Segredo No Caminho

Dr. Michael LaitmanÉ trabalho do aluno buscar a forma de aderir-se ao professor. E isso definitivamente não diz respeito a adorar e honrá-lo, mas sim a aceitar sua opinião. Isso é algo totalmente diferente e diz respeito a espiritualidade.

No entanto, isso é um pouco perigoso, já que você pode pensar que segue o professor, enquanto que, na verdade, ouve o seu ego. Portanto, você precisa fazer uma avaliação interna: qual a sua opinião e a do professor, e como você define e avalia uma em relação a outra?

Em seguida, você examina o que você concorda e o que discorda. E onde você certamente não consegue concordar com a opinião do professor, você felizmente agarra esta discordância e começa a implementá-la em sua vida. Isso é o que significa aceitar o ponto de vista do professor.

Se você não tem algo que discorda de sua opinião e que você teve de suprimir, isso não é uma verdadeira escolha. Você deve estar ciente de que você não está de acordo com isso e de que modo você faria diferente!

Se não existem essas duas versões, quando você quer fazer algo de uma maneira, mas é forçado a fazer totalmente o contrário, não há fé acima da razão. Somente quando você tem certeza de como o professor gostaria que você agisse, mas continua a querer fazer o oposto, você recebe a chance de agir acima de sua própria razão.

Afinal de contas, a fim de chegar à equivalência de forma, você tem que saber o seu oposto. Só então você saberá ao certo o que significa essa equivalência. Na verdade, a equivalência é sempre oposta à minha forma e vai contra a minha percepção. Quanto a mim, é como se permanecesse com minha opinião e, ao mesmo tempo, acima dela. Estou resistindo a mim mesmo e cultivo um espírito novo e mais elevado dentro de mim.

Não há nada que possamos fazer sobre isso: essa é a lei da natureza. A parte superior fica em seu nível e a parte inferior no nível dela. A fim de ascender a um nível mais elevado, você deve aceitar o pensamento do superior através da fé acima da razão. É claro que você pode pensar que ele está agindo de forma estranha e não compreende tudo. Mas isso realmente importa para o seu progresso espiritual quanto você entende o que ele faz?

Você não tem nenhuma outra chance de subir ao próximo nível exceto com a ajuda do professor, o superior, a quem o Criador colocou diante de você. E não há espaço para qualquer acordo ou segredo nisso.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Shamati # 25

Como Começar A Ouvir O Professor

Dr. Michael LaitmanÉ impossível avançar corretamente se você é guiado por sua própria opinião, porque você está inteiramente neste mundo. Você só será capaz de crescer se você descobrir a existência de duas opiniões distintas: você vai ouvir a sua própria opinião e a opinião do professore, vai compreender a diferença entre elas, e compará-las entre si, de modo a ir sempre pela fé acima da razão e aceitar a opinião do professor.

Você precisa escolher e avançar o tempo todo, preferindo a opinião do professor a sua própria, apesar do seu egoísmo cada vez maior e todas as suas dúvidas e argumentos interiores, não obstante os fatos supostamente óbvios e a lógica comum que dizem que você não vai por sua razão, mas abaixo ou acima dela.

Se a pessoa consegue lidar com todos esses problemas, ela será capaz de avançar. Se não, ela não tem chance de sucesso. Assim, poucos chegam ao mundo espiritual.

Para sobreviver a essa luta interior e ir contra a nossa lógica o tempo todo, nós precisamos do apoio do grupo, que sempre reforça a autoridade do professor. Isso significa que é necessário rebaixar-se perante o grupo para receber dele a força para derrotar nossa opinião pessoal e aceitar a do professor.

Há três participantes no trabalho: a pessoa, o professor e o grupo. Tudo isso é necessário para atingir a revelação do Criador (que também pode ser revelado a partir do lado oposto) para que a opinião do professor e a do Criador unam-se em uma só. Então, a pessoa será capaz de avançar, tendo entendido que o grupo e o professor são os representantes do Criador em relação a ela. Assim, a pessoa tem que descobrir todos os seus conceitos, avaliações e escolher apenas em relação a eles.

Se você tiver sorte, você vai fazer isso e seguir em frente; se não, você nem vai sentir que não está fazendo a escolha correta e não está se movendo na direção certa. Você não terá qualquer escala onde você possa medir isso.

Quando é que “as palavras que vêm do coração entram no coração?”. Se você estabelecer corretamente a sua opinião em relação ao professor, você vai começar a ouvir o que o professor está dizendo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, Shamati # 25