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Em Prol Do Avanço Espiritual

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Shamati, # 25: “Coisas Que Vêm do Coração”: Sobre as coisas que vêm do coração, entram no coração. Assim, por que nós vemos que mesmo se as coisas já entraram no coração, ainda caem de seu grau? Por que vemos que, mesmo se as coisas entram no coração de uma pessoa, ela ainda cai de seu nível espiritual? Nós vemos que mesmo se uma pessoa é impressionada com o que o professor lhe transmite, ela ainda cai do nível em que recebeu a Torá, a intenção e os pensamentos do professor.

A questão é que quando a pessoa ouve as palavras da Torá de seu professor, ou seja, a sabedoria de seu professor, ela imediatamente concorda com seu professor e resolve observar as palavras de seu professor com o seu coração e alma, porque realmente quer que isso seja cumprido. Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos que vagam pelo mundo, isto é, pelos desejos, pensamentos e planos das outras pessoas que lidam com todos os tipos de absurdos e não o desenvolvimento espiritual neste caso, e ela e sua mente, seu coração e sua vontade são anulados perante a maioria, ou seja, as condições do ambiente em que se encontra.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito, eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles… O que isso significa? Se eu estiver num ambiente externo, é o Criador quem joga comigo e me coloca lá em diferentes condições externas para que eu possa ficar mais forte no que diz respeito às decisões internas que já fiz, apesar das influências externas que aparecem.

Suponha que eu estou no meu caminho de volta para casa depois da convenção e quando entro no avião já estou sob o domínio de um ambiente externo. Será que eu consigo permanecer na mesma condição interna que senti durante as três convenções – concentrado, focado no objetivo, sentindo-me contente e sentindo meus amigos – quando estou em condições externas que me pressionam? Se eu consigo, é um estado em que controlo o mundo lá fora; se eu não consigo, significa que o mundo lá fora me controla.

Mas depois, quando ela sai para o mundo, ela vê, cobiça, e é infectada pela multidão de desejos, ou seja, a sociedade em geral, lidando com bobagens. Portanto, se ela não consegue superar a si mesma, seus pensamentos, desejos e coração obedecem a maioria.

Superar a multidão consiste de duas partes.

Primeiro, quando eu percebo que estou separado do apoio dos amigos, eu me alieno internamente e fico longe deles.

Em segundo lugar, eu não vejo mais que tudo é gerenciado pelo Criador e que os pensamentos da multidão são enviados a mim de propósito para que eu possa estreitar a conexão com o grupo, com as fontes, ainda mais do que antes, e considerar o efeito externo como jogo do Criador. Afinal, Ele me envia “ajudantes”, guardas que querem me derrubar da montanha que fui subindo no meu caminho para o Criador, mas eu continuo em frente, segurando com os dentes para me manter acima da água e na direção certa. Não importa qual for a influência do ambiente, eu não vou com a corrente, mas sim remo em direção ao meu objetivo.

Contanto que ela não tenha poder para julgar o mundo a uma escala de mérito…

Afinal, o Criador trabalha para a pessoa através de todo o mundo! Se eu justifico o mundo porque ele realmente funciona para me ajudar a avançar, isso significa “julgar o mundo à escala de mérito”.

Mas se eu não consigo julgar o mundo inteiro à escala de mérito, o que significa atraí-lo em minha direção, percebendo que o Criador me envia esses obstáculos de propósito para que eu possa avançar com mais força; se não consigo me conectar com meus amigos e com a meta com mais força, então o mundo se torna externo e o Criador desaparece com ele. Se eu me esqueço de que Ele é o único que organizou tudo e penso que o mundo me influencia, por si só, o Criador desaparece com ele e eu fico sob o domínio do mundo. …eles a dominam. Ela se mistura com os desejos deles, ou seja, a pessoa se desvia do objetivo.

Então, quando a pessoa subjuga os desejos do mundo que a rodeia, ela é levada como ovelha ao matadouro. Ela não tem escolha; ela é obrigada a pensar, querer, desejar e exigir tudo o que a maioria exige, ou seja, ela está sob o domínio da sociedade externa. Isso também é sob a autoridade do Criador. Ela não deve pensar que qualquer coisa diferente Dele opera aqui. Mas este é um controle completamente diferente, não “eu vou apressá-lo” (Achishena), mas “em seu tempo” (Beito). Ela, então, escolhe seus pensamentos estranhos e seus anseios repugnantes e desejos, que são estranhos ao espírito da Torá. Nesse estado, ela não tem força para subjugar a maioria, e vai junto com a corrente, como o resto do mundo.

Em vez disso, há apenas um conselho então, apegar-se ao seu professor e os livros. Isso é chamado de “Da boca dos livros e da boca dos autores”. Ela tem que segurar com os dentes às lições e às fontes e escolher o que é mais perto dela e o que a impressiona mais fortemente. Pode ser um determinado artigo ou uma passagem do TES, uma canção, qualquer coisa. O que importa é que isso deve fortalecer a sua conexão com a nossa sociedade. Somente aderindo-se a eles, ela pode mudar sua ideia e vontade para melhor. No entanto, argumentos espirituosos não vão ajudá-la a mudar de ideia, mas apenas o remédio da Dvekut (adesão), pois esta é uma cura maravilhosa, na medida em que a Dvekut a corrige.

Apenas enquanto a pessoa está dentro da Kedusha (santidade) ela pode discutir consigo mesma e entrar em polêmicas inteligentes que a mente necessita que ela deva sempre andar no caminho do Criador. Mas tudo isso é um disparate. Entretanto, a pessoa deve saber que, mesmo quando ela é sábia e tem certeza de que já pode usar essa inteligência para derrotar a Sitra Achra (outro lado), ela deve ter em mente que toda a sua sagacidade e belas conclusões, o estudo e o acordo com os amigos, que tudo isso é inútil. Este não é um armamento que consegue derrotar a guerra contra o desejo, pois todos esses conceitos são apenas uma consequência que ela alcançou após a referida Dvekut.

Tudo depende de quão fortemente a pessoa se prende ao grupo. Afinal, ela tem que falar com seus amigos ao telefone, contatá-los na Internet, preparar algum material para eles, participar do trabalho diário. Se ela não fizer isso, nada vai ajudar. Nós somos os únicos que precisam de disseminação e não aqueles a quem nós disseminamos. Ela nos obriga a estar em constante movimento e melhorar. Esta é a única maneira que podemos avançar!

O que eu digo é baseado em minha experiência pessoal. Infelizmente, eu posso pensar nas 30-40 pessoas que uma vez eu levei ao Rabash que também se envolvem na Cabalá até certo ponto agora, mas você pode sentir o que significa estudar Cabalá sem avançar quando você fala com elas.

Em outras palavras, todos os conceitos sobre os quais ela constrói seu edifício, que dizem que a pessoa deve sempre seguir o caminho do Criador, fundamentam-se na Dvekut com seu professor. Assim, se ela perde a fundação, todos os conceitos são impotentes, pois agora vai faltar a fundação. Por isso, ela não deve confiar em sua própria mente, mas unir-se mais uma vez aos livros e autores, pois só isso pode ajudá-la, e nenhuma sagacidade e inteligência, pois elas não têm vida.

Em princípio, este artigo diz que tudo o que é enviado para nós na vida é enviado intencionalmente pelo Criador, e não devemos esquecer isso. Nós temos que tirar proveito de todos os obstáculos, a fim de avançar e ficar mais forte em nosso avanço.

Na verdade não há interferências. Todos esses obstáculos e barreiras são um trampolim. Se os vencermos, vamos avançar; se não, isso significa que vamos ter que superá-los indiretamente. Tudo depende da nossa participação.

A questão é que não nos são dados quaisquer obstáculos de cima que não possam ser superados. A Luz Superior opera de uma maneira que é adaptada para cada um de nós de acordo com as circunstâncias pessoais. Todos os obstáculos que encontramos são sempre adaptados às nossas capacidades. É o ego que temos que corrigir no próximo nível. Se a pessoa se lembra disso, ela se adere mais fortemente ao avanço em direção ao Criador, o professor, os livros e o grupo.

Assim, ela não é controlado pelo ambiente externo, embora esteja em boas relações com ele, mas internamente ela é fiel a si mesma e ao ambiente. Além disso, de forma gradual e sem palavras, ela começa a influenciar o ambiente de modo que, de repente, ele começa a mudar.

Vamos manter a conexão entre nós, de modo que a impressão da semana que passamos unidos, sentindo plenitude entre nós, e num estado maravilhoso só fique mais forte! Afinal de contas, cada um seguirá o seu caminho e cada um receberá suas interferências e nós temos que manter o espírito da garantia mútua, e nos comprometer que nada vai nos separar do grupo e que vamos superar todos os obstáculos e sentir que estamos juntos como se nunca tivéssemos ido em nossos próprios caminhos.

Se as interferências não nos puxarem em direções diferentes, vamos sentir ainda mais forte a conexão entre nós, e isso é realmente o que precisamos. Se pudermos fazer isso, então não há palavras que possam descrever o nível a que vamos subir imediatamente. Nós podemos cumprir o nosso sonho na semana que vem! Se todos nós, independentemente da distância entre nós, pensarmos no fato de que nossos amigos devem permanecer conectados, assim como estão agora, nós podemos ter certeza de que o Messias virá. A palavra Messias deriva da palavra hebraica “Moshech”, “puxar”, e a Luz Superior revelada completa todas as correções, tirando a pessoa do seu ego para a adesão completa com o Criador.

De uma Lição em Russo 07/02/14

Saber É Provar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, item 48: É percebido que os seus 613 órgãos são 613 Partzufim (plural para Partzuf), únicos em sua Luz, cada um à sua maneira.

Pergunta: Como partes de um todo podem ser diferentes em esplendor? O que significa “cada um à sua maneira”?

Resposta: Cada célula, molécula, átomo, e as suas partes têm um propósito e um trabalho próprio. Nós devemos revelar a natureza e a finalidade de cada pequeno detalhe da criação até a última “coisa trivial”. Em última análise, temos que chegar ao ponto original, “algo a partir do nada”, a origem do desejo, e, depois corrigi-lo no momento de sua origem.

Ao fazer isso, nós revogamos o “algo a partir do nada.”

Todos os desejos são únicos e interligados. No entanto, nós conhecemos a sua estrutura não indo fundo em suas peculiaridades como estamos acostumados em nossa sociedade determinista, que é fragmentada em partes individuais. Não, na espiritualidade nós vamos entender as coisas através de uma integração dinâmica de todas as suas partes. Lá, os desejos não são estranhos um ao outro. Cada um deles está sempre entrelaçado com o restante do todo (613 menos um).

Pergunta: De acordo com sua descrição, nós devemos ser verdadeiros gênios reais para…

Resposta: É dito: “Não é o sábio que aprende”. Nós começamos a conhecer o mundo através de “gostos, sabores” (Ta’amim). A fórmula química que descreve com precisão as propriedades de uma substância não nos diz nada sobre suas propriedades; entretanto, se nós sentimos a substância, entendemos imediatamente tudo sobre ela.

É por isso que o conhecimento na espiritualidade é provar. Você pode escrever um longo romance sobre algum sabor, mas eu ainda não consigo imaginá-lo. No entanto, se eu o provo, vou resolver imediatamente o problema e saber exatamente o que é. Basta saber o sabor, porque um sabor inclui e revela a origem da substância, as suas propriedades e nuances. Então, ao ler o nome apropriado de uma coisa que eu já provei, eu já sei do que se trata.

A realização espiritual não precisa de nada, exceto anulação perante o grupo, humildade do desejo de receber sobre o desejo de doar.

Pergunta: Então, quem são os que coletam os dados e como eles fazem isso?

Resposta: Uma forma completamente nova de HaVaYaH emerge num desejo, os quatro discernimentos da Luz direta. Não há nada além deles. Isso é o que realmente alcançamos. Todos os mundos, ações, partições e correções são incorporados à estrutura invariável e original de HaVaYaH.

A chave para a realização é a unidade dos amigos reforçada pela Luz. Só a unanimidade nos proporciona conhecimento e sabedoria. Depois de sairmos de um estado de desapego e voltarmos a montar as partes quebradas, nós penetramos na sua natureza, atingindo, assim, a realização.

Esta é a única razão pela qual a quebra ocorreu: fragmentos destacados formavam uma imagem despedaçada que é totalmente oposta à sua própria natureza. Ao reuni-los de volta, nós conhecemos formas inversas de unidade, e “remontamos” o Criador. No entanto, nós não remontamos Ele no sentido do preenchimento interno do vaso, mas sim, nós o fazemos externamente. No entanto, por causa deste processo nós O alcançamos.

Pergunta: Portanto, isso significa que a unificação influencia tudo no nível atômico deste mundo material. Pode realmente ser assim?

Resposta: O mundo que vemos atualmente é um retrato da nossa própria falha, como se tivéssemos radiografado e víssemos o resultado na tela. Nós vemos a nossa própria corrupção, as entranhas do nosso egoísmo que se esforça continuamente por mais autorealização.

É por isso que quando nós mudamos, o mundo inteiro também muda conosco. É dito: “. E eu vi um mundo de cabeça para baixo”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/02/14, Escritos do Baal HaSulam

Adaptação Das Imagens Internas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Às vezes nós nos sentimos entediados, dormimos durante a aula, ou somos levados por pensamentos estranhos. Por que o Criador prepara as coisas desta maneira? O que Ele quer nos mostrar? Como é possível manter o mesmo nível de intenção o tempo todo?

Resposta: Quando você ouve as minhas lições você deve tentar sentir cada palavra que eu digo em sua total profundidade. Tudo é construído em sua identificação comigo.

Eu não digo nada antes de criar algumas imagens dentro de mim que eu transmito verbalmente a outras pessoas, na esperança de que elas possam ouvi-las e, consequentemente, construir essa mesma imagem dentro delas. Quando nossas imagens se correlacionam, nós começamos um diálogo de esclarecimentos internos dessa imagem: que atributos, méritos e movimentos estão nela.

Se você não forma uma imagem sensorial interna dentro de si mesmo daquilo que você ouve eu falar, você provavelmente está sentado sem a sua incorporação em mim e a minha incorporação em você. Este é o problema. Então, depois de um tempo, você certamente dorme, perde o contato, o significado e o sentimento da necessidade desta lição.

Há pessoas que não podem agir desta maneira porque pensam que sabem muito. O que importa para elas é me ouvir para me contestar. Eu não fico ofendido por elas, já que essa atitude está naturalmente impressa nelas e é muito difícil para elas perceber o material corretamente. Eu me identifico com elas, mas elas devem superar esses estados, porque se um aluno não forma a imagem que o professor transmite dentro dele, ele não aprende.

Por outro lado, quando você tem um diálogo com os seus amigos, é certamente mais fácil, mais simples e melhor para você. Tudo entre vocês é construído especialmente em simpatia e empatia. É muito mais fácil para você se comunicar com os amigos, porque sua linguagem é muito mais simples do que a minha.

Nós tentamos transmitir as lições na forma de workshops. Este método ajuda as pessoas a sentir e se conectar muito mais profundamente com o texto e com quem o escreveu.

Como Eu Posso Medir O Quão Perto Estou Do Professor?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Um estudante pode pensar que ele está perto do professor, mas não estar perto; e também pode ser o contrário: ele pode pensar que está longe o professor, mas na verdade está perto dele. Como podemos medir isso?

Resposta: Nós não medimos isso de acordo com o que o aluno pensa, mas de acordo com as oportunidades que ele teve de subjugar-se contra a sua vontade e os esforços que fez em fazê-lo. A proximidade, assim como outras coisas, é medida de acordo com o esforço que é feito acima do nosso ego.

Nós só podemos medir as coisas pelo nosso ego. A medida é determinada por quanto é que eu tenho: como eu posso tomar os meus desejos e pesá-los como pesos numa balança.

Tudo depende de autoanulação. Não espere chegar a certo sistema estático resistente que foi estabilizado uma vez e que já existe. O trabalho que nós temos que fazer é contínua, constante, de acordo com três estados: submissão, diferenciação e suavização, (purificação) que é o trabalho constante do inferior no que se refere ao superior, de uma pessoa no que se refere ao grupo, de um grupo no que se refere ao professor.

Pergunta: É verdade que se uma pessoa não consegue se conectar com o seu professor quando o professor está vivo, vai ser muito difícil para ela fazê-lo depois?

Resposta: Eu não acho que seja possível fazê-lo mais tarde. Tente conectar-se ao Baal HaSulam agora ou a qualquer outro grande Cabalista! Este mundo foi criado a fim de nos permitir chegar a uma conexão corporal, a fim de sermos capazes de perceber o superior de alguma forma. Se nós não temos nenhum contato corporal com o superior, como você pode agarrá-Lo? Agora há a forma aparentemente corporal do professor diante de você, certa representação corporal com a qual você pode entrar em contato. Você já pode se conectar a essa imagem, doar ao professor e servi-lo. Assim, você adquire um lugar para ele de acordo com seus esforços. É dito que se o noivo é um grande homem e recebe um anel de presente de sua esposa, é como se ele tivesse dado a ela. Se você realmente quer servir e doar, você sente que você recebe. As mesmas relações devem existir entre os amigos, e cada um deve se sentir desta forma em relação aos outros.

Pergunta: Quando eu me conecto com o professor: antes de transcender o Machsom (barreira) ou depois?

Resposta: Você não vai transcender o Machsom se não se anular perante o professor. Nós estamos aqui para estabelecer um sistema que vai assumir uma forma acima do Machsom. Se este sistema não é formado de relações que são necessárias acima do Machsom, como você pode transcendê-lo? Você não transcende a fronteira para o mundo espiritual marchando, mas sim através das conexões entre nós, superando o Machsom que nos separa.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Um Misturador De Cimento

Dr. Michael LaitmanA base do grupo é a lição diária da manhã. Alguém que não se junta, pelo menos durante as horas que são convenientes para ele, simplesmente não consegue conectar-se a mim. E também a lição em si deve tornar-se uma operação de “misturar” todos nós juntos a fim de nos ver como um todo e esperar a Luz que se abrirá entre nós.

A lição deve ser muito difícil, como se estivesse em um misturador de cimento onde você deve se transformar nessa massa toda através da qual a areia, o cimento e a água são misturados até que estejam completamente conectados. Assim é como devemos sentir a lição se desenvolvendo, com grande dificuldade e com muito esforço. Se uma pessoa não sente essa dificuldade e se opõe a ela, ela não constrói o Kli, não atrai a Luz. Este esforço deve ser sentido internamente o tempo todo, com tensão e pressão.

Aderir ao Rav, ao Elyon (Superior), não indica a adesão a alguma pessoa em particular. Elyon não é uma pessoa, mas um conceito, porque dentro desta pessoa a conexão é atraída para o que é mais elevado. Portanto, eu devo esclarecer:

•Por que ele foi escolhido para ser o Elyon no que se refere mim?

• O que significa exatamente esse termo “Elyon” ao qual eu devo aderir?

• E como, através desta forma externa de adesão, pela qual eu realizo a adesão ao Elyon, vou alcançar a adesão interna com Ele?

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá  27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

O Rav Ensina O Grupo A Caminhar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós sabemos que para estar conectado ao Rav (professor) só é possível mediante a realização da equivalência de forma, do mesmo desejo. Porém, muitas vezes quando o Rav nos dá alguma tarefa, de repente é claro que a pessoa não está pronta para realizá-la porque isto é contra seu entendimento e suas convicções internas. Acontece  que ela tem 1 milhão de coisas que são mais importantes, e com isso perde esta oportunidade de se conectar com seu professor. Como o grupo pode dar à pessoa o poder para agarrar esta oportunidade imediatamente e transformá-la num elo, tornando seu desejo similar ao desejo do Rav?

Resposta: Na verdade, o desejo do Rav é o desejo do grupo. É esse desejo que deve estar no grupo, mas que ainda não pode ser atingido; isto se torna o desejo do Rav.

O Rav não tem seu próprio desejo. De onde ele poderia tirar um desejo com o qual  abordar o grupo, os alunos, a lição, tudo? Ele leva o desejo geral do grupo e de acordo com isso age e se comporta. Esse não é o desejo que está no grupo no momento; pelo contrário, é esse desejo que deve estar no grupo. Portanto, ele é seu guia.

O grupo está num estado de “-1”, e o Rav o direciona para um estado de “+ 1” de modo que eles vão saber em que direção devem prosseguir. Este é o papel do guia no caminho espiritual. Seu papel não é mostrar aos alunos onde ele próprio está ou onde está o Criador; em vez disso, ele deve lhes mostrar seu estado futuro, o próximo passo. Portanto o Rav deve sentir o estado corrigido que o grupo deve atingir e mostrar aos alunos como ele deve ser. Do mesmo modo, ele deve lhes mostrar o que deve ser feito para atingir esse estado. Este é o papel do guia.

O Rav demonstra o seu melhor estado futuro a você e nada mais. Portanto, você deve concordar com ele, render-se, trabalhar para ele e ajudá-lo, porque ele está lhe mostrando sua forma futura: se quiser, aceite-o; se não quiser, então não há nenhuma razão para estudar em vão, então saia.

Os alunos nunca verão ou saberão os desejos do Rav. Mas todo seu comportamento em relação aos alunos e o grupo é determinado pelo seu nível futuro, o próximo passo deles, como mãos estendidas para um bebê que o ensina a andar passo a passo. Este conceito, este princípio, é chamado de Rav, um professor espiritual, que é um pouco maior do que os alunos. Se ele tivesse que se voltar a eles de uma altura de dois níveis, então já não haveria uma conexão entre eles e isso não lhes traria benefício.

Da 1ª Parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Tentativas Desesperadas De Decifrar O Rav

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se um Cabalista vive em dois mundos, no mundo físico e no mundo espiritual, como o físico e o espiritual são divididos dentro de si? Será que o físico influencia as decisões e o comportamento de um Cabalista?

Resposta: De acordo com minha experiência, eu posso dizer que é impossível compreender isso de fora. Uma pessoa não vê ninguém fora de si mesma. Ele sempre vê tudo através dos seus olhos, do seu cérebro, do seu desejo de receber, do seu coração. Portanto, ela nunca vê outra pessoa como ela é, mas sim apenas através do seu filtro.

Ainda mais quando ela olha para o seu Rav, ela não consegue decifrar onde a espiritualidade e a fisicalidade estão aqui. Ela não sabe o percentual que o físico entra no espiritual com o seu Rav. O inferior não pode fazer esses cálculos em relação ao superior.

O entendimento só é possível se você tem um sistema interno “judicial” dentro de você idêntico ao que está no superior. Mas se você não tem esse sistema, como você pode julgar alguém? Portanto, isso é impossível.

É até impossível conseguir isso com você mesmo, ainda mais com outra pessoa; isso é algo completamente desconhecido. Nós só vemos as imagens que são retratadas dentro de nós. Portanto, nós precisamos ir com fé acima da razão no que diz respeito a todas as pessoas e, certamente, no que diz respeito ao Rav. Com relação ao Rav existe uma relação num nível muito mais elevado, porque, neste caso, o nosso ego retrata para nós todos os tipos de decisões, ações e pensamentos que sempre transformam tudo em nosso favor e tornam a vida mais fácil para nós.

Portanto, eu não vejo outra possibilidade além de seguir o Rav com os olhos fechados e fazer todo o possível, como é dito, “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10). E o mesmo ocorre a respeito de um amigo, pois desta forma nós consideramos o amigo como superior, como um Rav.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Uma Base Estável Para O Grupo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como o grupo deve trabalhar em sua conexão para se aderir ao Rav e não permitir que vírus externos puxem toda a sociedade para qualquer outro lugar?

Resposta: O grupo deve aprender o método de correção no caminho espiritual a partir do Rav, mas realizá-lo em si mesmo. A conexão entre os amigos deve fornecer a todos tal poder, tal fundamento, que eles também estarão prontos para se manter em seu lugar, sem o Rav. Eles precisam do Rav apenas para serem capazes de avançar constantemente na direção certa.

Mas no nível que já foi alcançado, o grupo já deve estar em tal conexão mútua que cria uma base estável, de modo que eles não precisam de ninguém; na conexão entre eles, eles descobrem o Criador, e assim avançam.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Uma Torneira Fechada Devido A Atributos Incompatíveis

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se um estudante está conectado ao seu professor, será que ele pode fazer algo contra a vontade do professor, de forma consciente ou por engano, e, assim, desligar sua torneira espiritual? Como é que este sistema funciona?

Resposta: A torneira vai ser desligada em qualquer caso, porque a lei da falta de equivalência de forma opera. Nesse caso, não pode haver uma conexão entre nós e há uma brecha (violação). Agora esta conexão deve ser renovada e isso depende do que causou a brecha, como eu a causei. Será que eu tenho que passar por quatro estágios de correção, será que eu tenho que sentir a profundidade da grandeza do superior, o reconhecimento do exílio, que significa a desconexão absoluta?

Eu posso ter errado por engano e posso ter feito isso de propósito. A forma como o pecado foi cometido faz toda a diferença. Há casos em que, após cometer um assassinato, a pessoa foge para uma cidade de refúgio ou é condenada à morte, e há casos em que nada é feito à pessoa quando o mesmo ocorreu durante um conflito militar ou se foi ao se defender de um ataque por alguém armado com uma faca. Há casos diferentes, mas isso está relacionado com a correção, com a reconstrução da conexão.

Se eu não tenho o mesmo desejo que o meu professor e não o agrado de forma alguma, eu simplesmente não estou conectado a ele. Se eu quero agradar o meu professor para receber algo em troca, eu estou em contato com ele, mas essa conexão é de acordo com a Luz Circundante. Eu estabeleço isso, mas, por enquanto, de forma alternativa, não diretamente. Eu não posso me relacionar com o meu professor de forma direta e agradá-lo. Eu o agrado apenas para poder me beneficiar dele, ou seja, para receber, mas na verdade eu quero agradá-lo e, através dele agradar o Criador.

Eu planejo essa cadeia, mas, por enquanto, não sei como fazer isso. É como se eu já tivesse escolhido o caminho certo de acordo com minha capacidade, de acordo com meus atributos. Isso se chama trabalhar indiretamente, entre GE e AHP, mas, por enquanto, eu não tenho essa conexão. Eu não me anulo perante o superior, mas estou conectado a Ele através da Luz Circundante. Somente se eu não puder estar em contato direto com Ele de acordo com a minha natureza, o que significa que eu sou obrigado.

Mas se não está claro que eu trabalho contra a sua vontade, não há esperança de que vou receber algo dele. É assim que nós começamos a sentir que temos uma mente nova  e diferente. É como se eu parasse de fazer as contas no nível deste mundo, de acordo com o meu senso comum, com os meus pensamentos e minhas soluções, uma vez que esta conta é totalmente incompatível com o nosso sistema.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”

Trabalho Prático É Mais Importante Do Que Aprender

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Um Discurso para a Conclusão do Zohar“: Agora você pode entender o que nossos sábios disseram (Berachot 7): “Servir na Torá é maior do que estudá-la, como se diz, ‘Eliseu, filho de Safate, está aqui, que derramou água sobre as mãos de Elias’. Ele não disse que estudou, mas derramou”. Isso é desconcertante; como atos simples podem ser maiores do que o estudo da sabedoria e o conhecimento?

Mas, de acordo com o acima exposto, nós entendemos completamente que servir o seu Rav com corpo e alma, a fim de trazer contentamento ao seu Rav leva a pessoa à Dvekut com o Rav, isto é, à equivalência de forma. Assim, a pessoa recebe os pensamentos e conhecimento do Rav por meio do “boca a boca”, que é Dvekut de espírito com espírito. Por isso, a pessoa é recompensada com a obtenção de Sua grandeza suficiente para transformar a doação em recepção, para se tornar combustível suficiente para a devoção, até que ela é recompensada com Dvekut com o Criador.

Se houver uma intenção corrigida, certamente o estudo será mais importante do que tudo. No entanto, uma vez que a intenção não é corrigida, o estudo será necessariamente para si mesmo. Portanto, o estudante deve fazer o possível para dar alegria ao Elyon (superior) na medida em que não pode fazê-lo feliz ao estudar com a intenção de dar contentamento ao Criador. Assim, o máximo que lhe resta são as ações materiais.

Embora a ação também seja com a intenção de receber, o próprio fazer permanece e, portanto, atrai a Luz a ele. Apesar disso, de alguma forma, o inferior transmite ao superior o que está em seu poder transmir. Como está escrito: “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças” (Eclesiastes 9:10). Assim, é criada uma conexão entre eles, onde cada um dá ao outro. Portanto, Eliseu fez a coisa certa ao derramar água sobre as mãos de Elias.

Servir ao corpo e a alma do professor significa agir de acordo com os desejos do professor. Em particular, isso se relaciona à disseminação, porque esta é a principal coisa que os Cabalistas recomendam para nós, pois eles são nossos ancestrais espirituais. Portanto, ao se ocupar com a disseminação, é como se estivéssemos dando a eles, servindo-os, e dessa forma atraímos a Luz que Corrige até nós através deles. Não há maior doação ao superior do que a continuação de suas atividades, de sua Torá, e seu ensino, trazendo uma quantidade cada vez maior de almas a ele a fim de uni-las e levá-las ao Criador que irá preenchê-las, mas é especificamente com isso que nós Lhe damos contentamento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/02/14, Tópico da Lição: “Professor”