Textos na Categoria 'Professor Espiritual'

A Torá É Um Programa E Um Guia

Dr. Michael LaitmanO Livro como um Meio Para Descoberta

Pergunta: De onde vem a Torá? Alguns pensam que ela foi emanada de cima para Moisés.

Resposta: Isso não é sequer uma ideia, mas a sua total ausência.

Comentário: Outros supõem que Moisés escreveu a própria Torá.

Resposta: Em primeiro lugar, Moisés não a escreveu. Havia pessoas, seus alunos, que escreveram a Torá ao longo dos quarenta anos de peregrinação no deserto. Não há nada aqui que transcenda os limites do mundo comum que conhecemos, ou seja, com exceção de uma adição: a descoberta da força superior que circunda e envolve este mundo e gerencia toda a natureza.

Quando nós dizemos que a Torá foi dada, que foi transmitida ao povo de Israel, isso se refere à realização. Não houve qualquer mão que transmitiu algo de cima. A força superior é especificamente uma força, não uma casa de impressão celestial que arremessou pergaminhos a Moisés. É possível imaginar uma coisa dessas?

Não, a Torá foi escrita na forma habitual. Você não pode tocar a força superior, assim como as outras forças no nosso mundo, com as suas mãos, e ela não é compreendida através de um pergaminho ou papel de entrega. Pessoas a alcançaram. Sob sua influência, elas se tornaram conscientes da sua missão, seu propósito, e, ao longo do tempo, tornaram-se o povo do Livro.

Neste caso, o Livro é uma descoberta, uma fonte primária com cuja ajuda nós descobrimos o seu autor: quem Ele é, porque Ele escreveu, o que Ele quer de nós, e se nos identificamos com Ele ou não? Se eu estou vivendo neste mundo sem ver e saber algo, então, para mim, este livro, essa Torá, é algo que foi dado a nós como uma fonte superior e primária, através da qual podemos alcançar a força superior. Não temos qualquer conexão com isso, exceto através da Torá.

Orientação para todas as Gerações

É necessário entender que a Torá não é rolos de pergaminho ou páginas impressas. Pelo contrário, como se diz, é um programa que deve ser implementado pelos filhos de Israel, e é implementado por eles de geração em geração.

Assim, em cada geração, se uma pessoa descobre esse livro por si mesma, ou seja, se ela se conecta com ele e está incluída nele, de modo que quer descobrir o Criador através dele, ela vê que não se trata apenas de história, mas de uma história que está realmente acontecendo agora. Isto é porque, espiritualmente, a Torá não é limitada pelo tempo. Através dessa história, a pessoa pode se tornar consciente da força superior, e, assim, o livro se torna uma fonte de revelação para ela. Seu verdadeiro significado está nisso.

Milhares de anos atrás, as pessoas o descobriram pela primeira vez, e desde então este livro tem estado conosco na forma da Torá escrita. Através dessa descoberta inicial e sua descrição por escrito, através da manutenção das condições que foram transmitidas junto com o livro, cada geração pode contar com a sua mensagem: o que a pessoa deve ser a fim de descobrir o que está escrito nele?

Um Livro que Nos Transforma

Pergunta: Como você caracterizaria a Torá? Em geral, que tipo de livro é esse?

Resposta: Ao longo dos anos de estudo na escola, nós estudamos determinados livros até ficarmos maduros, experientes e desenvolvido até um determinado grau.

É a mesma coisa com a Torá. Eu devo passar por todas as formas que o seu estudo cria dentro de mim. A preparação para a aprendizagem e a própria aprendizagem, ou seja, o uso correto da Torá, levam a isso. Eu estou mudando constantemente, me desenvolvendo e passando pelas fases descritas nela.

No final do caminho, eu atinjo minha correção final individual. Eu me torno exatamente como essa força que está me mostrando todo este “filme” da criação.

De KabTV “Uma Nova Vida” 04/01/15

Contato Num Campo De Força

laitman_579Pergunta: Você sente os alunos sentados na sua frente como uma só entidade, como um só sopro? Ou você pode sentir quase todos?

Resposta: Não, eu não costumo entrar em sintonia com cada pessoa. Eu faço isso muito raramente, apenas se a pessoa tem um movimento interno especial, e quer realmente se apegar a mim.

Há algumas pessoas que necessitam disso. Então eu atuo de forma que ela sinta que esta frase é só para ela. Ao fazer isso, eu abraço esta pessoa ou coloco meu braço em torno dela, transferindo algo meu para ela. Isso acontece muito raramente.

Comentário: Muitas pessoas que lhe assistem na TV ou mesmo se sentam durante a lição experimentam a sensação de que suas palavras são dirigidas especificamente para elas. Elas supostamente obtêm respostas às suas perguntas.

Resposta: Este é realmente o caso.

Mas agora eu estou falando sobre um contato puramente interno com um aluno em particular em um estado particular.

Não é importante para um aluno se sentar na minha frente. Imagine um enorme prado coberto de flores de diferentes tamanhos, como num filme, onde as flores cantam a música enquanto saem do chão e voltam. Você cuida desse canteiro ao incentivar esta flor, e ao acariciar a outra um pouco. Não importa onde elas estejam. Um trabalho é um trabalho.

Este é apenas um campo onde as jovens plantas crescem. Assim, o meu contato físico e externo com uma pessoa neste mundo não tem sentido. Talvez a pessoa ainda não tenha nascido, e assista a este programa de TV apenas daqui a 20 anos, depois de nascer e crescer. O contato ocorre num campo de força e, em qualquer caso vai alcançá-la.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 02/04/14

Conectar-se Por Meio Do Professor

Dr. Michael LaitmanA coisa principal a aprender não é o estudo de fenômenos distintos, mas as conexões entre eles: Como um fenômeno depende do outro, de forma direta e de forma oposta. Isto significa que o estudo nos fornece uma imagem das conexões entre todas as partes da realidade.

Nós prestamos mais atenção a isso durante as aulas. Nós aprendemos mais nas conexões entre os elementos do que nos elementos reais. É impossível estudar apenas uma coisa.

Acontece que uma pessoa não pode estudar por si mesma. Portanto, está escrito: “Eu aprendi com todos os meus alunos”. O professor não aprende por si mesmo, mas com seus alunos. Portanto, se nós disseminamos a sabedoria da Cabalá ou ensinamos o método integral, aprendemos com nossos alunos e, assim, avançamos.

Mas se eu não ensino e não tenho alunos, não posso avançar. A pessoa só pode aprender com seus alunos, e essa é uma condição essencial. Agora nós podemos entender por que os Cabalistas nos chamam para disseminar a sabedoria da Cabalá. Nós não estamos fazendo um favor a ninguém com isso, mas estamos ajudando a nós mesmos.

Ensinar um aluno significa estabelecer uma conexão entre ele e o Criador. Isso é realmente o que um professor ensina a seu aluno: como conectar-se com o Criador. Isto significa que o professor está entre o Criador e o aluno como um mediador, um guia, um condutor.

Um aluno se conecta com o Criador através do professor, quer ele queira ou não. Toda vez, ele renova a sua conexão com o Criador, seja de forma positiva ou de forma negativa; todas as mudanças são através do condutor, do professor. Não importa o que o aluno faz, se ele sobe ou desce, ele ativa este condutor e o professor ganha com isso.

É impossível se conectar com o Criador, a menos que você seja um guia, um condutor que transmite ao grupo ou a um aluno. Isto vai junto com o fato de que não há necessidade de corrigir a pessoa em si, mas sim a sua atitude para com os outros, incluindo o Criador.

Da Convenção em Verona 22/11/14, Lição 4

Um Ponto Negro É Um Ponto Para Se Esforçar

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “A Questão da Luz de Retorno”:

Um aluno que é exilado, seu professor é exilado com ele. Por isso, quando o inferior não vê qualquer grandeza no superior, o inferior não tem sequer pequenez.

Assim, o inferior primeiro tem que acreditar que há um superior na realidade, e que ele não se sente o superior porque o inferior não vê a grandeza do superior.

Portanto, quando a pessoa começa a observar que a grandeza do superior (que é chamada de AHP do superior) sobe, o inferior também sobe e começa a atingir o sentimento de piedade.

A pessoa tem que se sentir constantemente e imaginar que está no AHP do superior. A altura de uma pessoa é medida de acordo com a conexão entre o nível inferior e o superior. Nós não sentimos a presença do nível superior, como se todos nós estivéssemos sozinhos no mundo. Isto é chamado de existência inconsciente sem qualquer reconhecimento espiritual, sem o reconhecimento do superior.

Nós estamos no superior, mas não o conhecemos ou sentimos. Portanto, nós temos que fazer diferentes esforços para sentir o nível superior. Nós temos que estar incorporados nele pelo menos como um ponto negro, que, por enquanto, não tem nenhuma sensação, mas se esforça ao tentar sentir o superior.

A principal coisa é fazer um esforço. O problema é que nós estamos esperando que a revelação venha de cima. Mas como ela pode vir de cima, se toda a criação intencionalmente desceu e se espalhou de cima para baixo através de diferentes níveis, de modo que tenhamos a oportunidade de nos esforçar.

No entanto, nós esperamos que o Criador se esforce. Isso não pode ser! Assim, nós estamos prolongando o tempo de espera por algo que não vai acontecer. Dias e anos se passam até que, no ritmo humano mais lento da evolução natural, todos os Reshimot (reminiscências) tenham que se acumular corretamente e agir em nós na forma de golpes e problemas, e então nós finalmente despertamos.

Mas esta já é o caminho comum, natural, “em seu tempo” (o caminho do sofrimento), ao passo que “eu vou apressá-lo” (o caminho da Luz) significa que nós mesmos procuramos e tentamos localizar o AHP do superior em que nos encontramos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/14, Escritos do Rabash

A Falta De Consenso

Pergunta: Você poderia nos dizer como decidiu assumir a missão de disseminar a Cabalá amplamente no mundo, para que possamos seguir o seu exemplo?

Resposta: Hoje, você não tem outra escolha, uma vez que você vive em outra geração. Eu ainda estava em um momento de transição, com um pé no tempo em que os cabalistas, de todas as gerações, viviam preparando seus alunos em pequenos grupos, escondidos de todos os outros.

Assim aconteceu com o meu professor Rabash, antes da minha chegada. Então eu cheguei e mudei aquele lugar. No início, toda a sua família me cumprimentava calorosamente porque eu cuidava dele.

Mas eles rapidamente se distanciaram de mim, porque através de mim, quarenta pessoas absolutamente seculares de Tel Aviv vieram estudar. Na área religiosa de Bnei Brak, não era costume ter este tipo de estudantes e isto lançava uma sombra sobre a casa deles. Rabash era o único que estava feliz com os novos alunos, mas todos os membros de sua família ficaram chateados. [Leia mais →]

Contos: O Áspero Caminho De Abraão

Dr. Michael LaitmanNão foi fácil para Abraão disseminar suas ideias, pois a maioria dos babilônios era contra o seu método.

Ele acreditava que tudo decorre de uma única força, embora posteriormente ela se divida em muitas forças opostas que não têm livre arbítrio.

Os babilônios, no entanto, afirmavam que existem várias forças que governam o mundo e que elas estavam todas conectadas por um sistema de diferentes relacionamentos mútuos. As mitologias sobre diferentes deuses que lutam entre si, devoraram-se, têm filhos, e assim por diante, surgiu dessa base.

Abraão refutou todas essas crenças, mas, ao mesmo tempo, entendeu que não seria capaz de levar tudo da Babilônia. Esta era a situação dramática em que ele se encontrava. De acordo com seu método, é possível atingir o objetivo da criação somente quando todas as pessoas do mundo reconhecem e percebem que só há uma maneira de chegar a uma forma que criamos entre nós: ao nos conectarmos num todo. O ponto principal é a unidade interna entre nós, apesar da heterogeneidade de nossos corpos materiais.

Nós temos que cuidar do corpo, dar-lhe o que ele precisa para manter a sua existência, de modo que elevando-se acima dele, a pessoa se ocupe da conexão e unidade entre nós e avance em direção à meta. Isso é chamado de evolução do ser humano dentro de nós. Além disso, esse ser humano é a nossa imagem geral.

Ao nos unirmos internamente entre nós, recebemos uma imagem geral chamada Adão (homem – com a mesma raiz de “Domeh” – aquele que se assemelha ao Criador), que era o mesmo nome dado à primeira pessoa a investigar o mundo espiritual.

Abraão passou por um caminho áspero antes de descobrir o método de conexão e unidade espiritual. Seu primeiro professor foi seu pai, Tera, que lhe ensinou de acordo com o método de Noé. Tera acreditava que o paganismo é justificado e Abraão tentou aceitar seus pontos de vista, até que se rebelou contra o seu mestre. Este é o ponto de ruptura dramática, o desacordo com o professor, quando o aluno supera seus professores ao ascender a um nível acima.

Por outro lado, Tera tentou forçar seus ensinamentos a Abraão e lhe mostrou todas as qualidades ruins e o mal no politeísmo, após o que Abraão poderia encontrar o caminho certo. Ele percebeu que apenas uma força de bondade e amor gere o mundo, e isso inclui a força do mal, apenas para que ela seja usada para ascender acima do mal.

Ao descobrir isso, Abraão tornou-se um inovador, um revolucionário, que mudou o curso da história e mostrou à humanidade o caminho certo.

De KabTV “Contos” 15/10/14

Como Ovelhas Diante De Lobos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Depois que o Primeiro e o Segundo Templos foram destruídos, será que o povo judeu sentia e lembrava a sua fundação criada por Abraão? Será que os filhos de Israel se lembravam em torno do que eles foram criados e consolidados? Será que esta fundação vivia entre eles?

Resposta: Sim e não.

Após a destruição do Segundo Templo, o povo caiu de ver a imagem interna da realidade, as forças governantes, tudo o que acontece no mundo, e, novamente se encontrou em ódio mútuo, rejeição mútua e distância mútua entre si, com uma indiferença que nos caracteriza até hoje.

Exilados da terra de Israel, nós passamos por muitas terras e nos voltamos para o oeste, para a Europa, para o leste, para as nações árabes, e começamos a afundar em apatia. Desde então, o que nos manteve juntos não é o poder do amor, nem pertencer a uma ideia, nem reciprocidade, conexão e ajuda mútua, nem qualquer cálculo, mas apenas o desejo de sobreviver. Nós ficamos presos um ao outro como ovelhas num rebanho diante de lobos, mas não nos mantivemos juntos.

Basicamente a nossa situação tem sido assim durante todo o exílio até o dia de hoje, que é todo os dois mil anos.

Pergunta: Que papel a religião cumpriu nisso?

Resposta: A religião ajudou as pessoas neste estado de absoluto desprendimento das fontes espirituais, da compreensão, de tudo. Ela simplesmente reforçou e os apoiou neste estado baixo e abjeto para que as pessoas pudessem estar envolvidas na realização de algum tipo de atividades mundanas, também chamado de Mitzvot, e, assim, manter-se desta maneira. A religião é o que resta e o que foi dado ao povo depois da destruição do Templo, em vez da sabedoria da Cabalá.

A sabedoria da Cabalá abre os céus, revela o Criador, e revela o poder da unidade ao povo. Ao realizá-la entre eles, eles descobrem o Criador, que é encontrado entre eles e que torna possível para eles viverem dentro de uma sensação de uma realidade completamente diferente.

E quando tudo isso se perdeu, nós adquirimos nossa forma atual. Isto diz respeito a todos, com exceção de alguns Cabalistas em cada geração que escreveram livros e desenvolveram esse método, e que continuaram a trabalhar para alcançar o Criador e a unidade entre nós.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 24/09/14, Parte 7

A Sabedoria Da Cabalá É Uma Investigação Científica Numa Base Experimental

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam fala sobre a sabedoria da Cabalá como sendo “uma pesquisa científica numa base experimental” (no artigo, “A Paz”), por isso é correto, é realmente assim. A sabedoria da Cabalá tem a mesma abordagem que toda ciência neste mundo. O que difere é o objeto que eu investigo e as ferramentas que uso. Mas as regras e os princípios gerais são idênticos, sendo o principal deles: “Um juiz só tem o que seus olhos veem” (Baba Batra 131a).

Alguém poderia vir e me convencer de que vermelho é preto. Mas eu vejo que isso é vermelho, e por isso eu escrevo em minha pesquisa que é vermelho. Isso significa que eu acredito só no que eu vejo. Um pesquisador diz uma coisa, um segundo diz outra coisa, e, por fim, isso é compilado em algum tipo de conhecimento que todos aceitam. Em princípio, todas as ciências se baseiam em dados estatísticos. Esta abordagem demonstra as conclusões numa base experimental, tornando possível reunir todos os dados e chegar a algum tipo de regra geral.

Porém, na sabedoria da Cabalá, não há métodos estatísticos onde um cientista faça muitas experiências e, por fim, decida que este parece ser o resultado. Se algum dos dados é descoberto por um Cabalista, isso já é um fato absoluto, de acordo com seus Kelim e seu nível.

Isto é assim, mesmo que o próximo nível e os próximos Kelim revelem isso como tendo sido um erro e a verdade seja revelada. Então, no próximo Kli e nível isso será revelado como um erro, e no próximo como verdade. Isso é sempre o que acontece durante a transição de um nível para outro.

Portanto, não há verdade absoluta, a não ser o que você está investigando atualmente. Você investiga o Criador como um absoluto, até que Ele é revelado.

Pergunta: Você diz que a sabedoria da Cabalá é baseada na experiência pessoal. Então, o que a “fé nos sábios” significa em sua realização?

Resposta: Isto é o que é aceito em qualquer ciência regular. Se você é aluno de um grande cientista, eles o respeitam também. Você já pertence à sua escola. Isso significa que está claro quem você é, ou seja, quem o formatou, quem o transformou num cientista. Isso é chamado de professor.

E na sabedoria da Cabalá isso é ainda mais importante, pois o aluno recebe toda a Luz, todo o poder de cima para baixo através do professor, e é sempre assim que isso continua.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/14, Escritos do Baal HaSulam

Um Dispositivo De Escuta Dado Pela Natureza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como pode um professor sentir o público, a fim de entender que ele se mudou para um novo nível qualitativo de modo que possa apresentar um material mais difícil e sério?

Resposta: Eu sinto as pessoas ao meu redor. Além disso, não só aqueles que estão sentados na plateia, mas também aqueles que estão me escutando em diferentes partes do mundo.

Como se costuma dizer em espionagem: “O inimigo está escutando”. Como você sabe que ele está ouvindo? Existem dispositivos que determinam que ele está em sua linha, que ele absorve sua energia.

Eu sinto o mesmo. Isso me guia quando eu mudo de uma risada para um argumento, para algo mais sério, e depois novamente para humor. Eu estou num estado como se flutuasse na água, e as flutuações das águas, ou seja, as massas que estão me ouvindo, movem-me de um lado para o outro.

Esta é a essência do professor quando ele sente o público, quando começa a trabalhar em uníssono com ele, e juntos eles chegam a tal movimento, como no tango.

De Kab TV “Palestra sobre o Método Integral”, 07/09/ 14

No Caminho Para A Iluminação

Dr. Michael LaitmanPergunta: É dito: “Compre fé do Rav (Professor) e siga-o. E ore para que você tenha o espírito como o Rav faz. É assim que a espiritualidade é comprada”. O que isso significa?

Resposta: A crença no professor significa acreditar no que ele diz e realizar as suas recomendações sem questionar.

Tudo o que eu digo, eu digo para vocês. Qualquer um que ouve e aceita isso está avançando.

Eu não tenho quaisquer reclamações com aqueles que se recusam a me ouvir; é problema seu. Mas se você quer estar amarrado a mim e me seguir, você deve ouvir o que eu digo.

Porque no caminho espiritual seus olhos vão estar sempre fechados, você sempre vai me seguir. Eles vão ser abertos quando você tiver subido para o seu próximo nível, e vai subir para o nível seguinte com os olhos fechados novamente. Isso é chamado de “fé acima da razão”.

Da Convenção em Sochi, Lição 4