Textos na Categoria 'Percepção'

Por Que Não Ouvimos O Mundo Cantar?

420.06Pergunta: O que significa “ouvir a natureza”?

Resposta: Ouvir a natureza significa estar perto dela.

Pergunta: O que significa estar perto da natureza?

Resposta: Uma pessoa próxima da natureza é aquela que percebe tudo ao seu redor como a atitude do Criador para com ela. Portanto, não vê nada de ruim nisso, até mesmo na sua própria morte. Também não vê nada de ruim nisto: quando vier, virá, e eu irei.

Pergunta: É possível viver assim, em entusiamo e tranquilidade?

Resposta: Sim, por que não? Claro. É uma voz interior que precisa ser revelada.

Comentário: Mas fomos privados dessa audição, dessa natureza auditiva.

Minha Resposta: É o nosso egoísmo que nos aprisiona dentro de nós mesmos e não nos permite ir a lugar nenhum.

Pergunta: Então, é melhor para ela que não ouçamos a natureza?

Resposta: É uma força maligna que atua em paralelo com a força do bem, mas damos preferência a essa força maligna.

Pergunta: E como podemos começar a ansiar pela natureza, por essa audição?

Resposta: Procure penetrar na natureza; essa é a conexão com o Criador. Devemos tentar nos aproximar Dele. Então tudo dará certo para nós.

Pergunta: Mas isso requer esclarecimento. Para uma pessoa, o que é o Criador?

Resposta: Tudo o que está ao nosso redor.

Pergunta: Será que tudo é obra do Criador?

Resposta: Sim. E tudo o que existe dentro de nós é obra do Criador.

Aproximar-se Dele significa revelar suas sensações para que não haja fronteiras, nem barreiras, entre você e Ele. Então você sentirá que, em geral, o mundo inteiro está repleto de um canto sutil. É assim que eu descreveria.

Pergunta: Lindo! Nem vou tentar explicar o que é isso. Deixe essa sensação permanecer. Diga-me, isso é necessário para a nossa sobrevivência?

Resposta: O objetivo não é sobreviver neste mundo, mas estar em harmonia com ele. É assim que essa harmonia se conquista.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 16/03/26

Mude Sua Atitude Em Relação À Realidade

249.01No artigo de Baal HaSulam, “A Ocultação e a Revelação do Criador”, ele descreve até que ponto a atitude de uma pessoa em relação à realidade altera todo o quadro, do inferno ao céu. Ele explica que, na verdade, nada muda. Você está em Malchut, o mundo do infinito, no estado final. Você está simplesmente sendo guiado por meio de várias impressões para que possa mudar sua atitude em relação a elas.

Nada muda! Você precisa mudar sua atitude em relação à própria realidade em que existe atualmente. Você não consegue fazer isso de uma vez; portanto, você é conduzido por vários estados, um após o outro, para que a cada vez possa mudar deliberadamente sua atitude em relação a eles, até alcançar o estado final em que compreende com absoluta clareza que sempre esteve nele, simplesmente não o percebeu devido à sua atitude, você não se dava conta de onde estava.

Em princípio, o que sentimos e chamamos de nosso mundo não é onde estamos, mas sim onde está nossa atitude. Nossa atitude nos revela um segmento específico da realidade, apresentando-lhe uma imagem unicamente de acordo com nossa perspectiva. É essa percepção que denominamos “mundos”.

Não existem mundos distintos, graus separados ou estados discretos; em vez disso, minha atitude em constante mudança em relação ao ambiente em que estou imerso é o que altera essa perspectiva para mim. É essa perspectiva mutável que chamo de graus ou mundos.

Portanto, se tentarmos nos relacionar com a realidade de uma maneira mais correta, retornaremos à verdadeira realidade e a descobriremos como ela realmente é. O que se segue disso? Se não trabalharmos para melhorar nossa atitude em relação ao estado em que nos encontramos, esse estado permanece inerte, está morto. Isso implica que estou falhando em definir conscientemente minha atitude em relação ao meu mundo e ao meu estado. No entanto, no momento em que começo a definir minha atitude, buscando avaliá-la de forma diferente, a partir de uma nova perspectiva, embarco no processo de desenvolvimento interior.

Da Lição Diária de Cabalá 15/04/26, Rabash, “O que significa que as gerações dos justos são boas ações, na obra”

Veja O Mundo Além Do Machsom

424.01Pergunta: O que significa dizer que, se eu mudar minha atitude em relação à realidade, o mundo me será revelado? Como isso acontece?

Resposta: O mundo que lhe foi revelado significa que você conseguiu perceber o cenário em que se encontra com uma compreensão diferente das conexões entre as coisas. De repente, você vê que as pessoas e as leis que existem no mundo têm conexões diferentes, intenções diferentes, objetivos diferentes. Você consegue descobrir uma camada mais profunda da realidade. Isso significa que sua atitude em relação à realidade como um todo mudou e você passa a enxergar um outro mundo.

Para isso, você deve se esforçar constantemente por uma percepção cada vez mais interior, tentar ver o que está por trás da fachada exterior. O que significa “além do Machsom”, o mundo espiritual? Significa que além deste mundo você começa a revelar as conexões entre as coisas, o plano da criação, que conecta todos os detalhes deste mundo.

Então você percebe que existe uma intenção completamente diferente ali, não aquela que lhe parece daqui. E as conexões são determinadas por fórmulas totalmente distintas, nada parecidas com o que você imaginava antes. Você vê que todos se doam uns aos outros, todos se amam, e não há nada de mau no mundo, desde que você o observe do outro ponto de vista, de acordo com as verdadeiras conexões entre as coisas.

Rabash dá o seguinte exemplo: imagine uma pessoa com desejo de ganhar dinheiro. Suponha que você veja um taxista que você considera tão obtuso quanto o motor do seu carro, alguém que só pensa em ganhar o máximo possível, que nunca liga o taxímetro, que cobra o dobro da tarifa e assim por diante.

De repente, do outro lado, você vê que essa pessoa quer doar e ajudar o próximo. Ela está constantemente pensando em quem levar para onde e como fazer para que todos fiquem o mais confortáveis ​​possível. Ela só pensa que quer ganhar dinheiro. Na verdade, ela simplesmente “interpreta” sua situação de maneira errada. Sua atitude está incorreta. Mas você já vê essa imagem do outro lado, além do Machsom.

É como observar um bordado. No verso, sempre há vários nós e conexões que não fazem sentido. Uma pessoa vê a frente, mas não vê todas as conexões verdadeiras no verso. E quando lhe é dada a possibilidade de ver o verso do bordado, ela descobre as relações corretas entre as coisas.

É isto que nos falta. Mas adquirimos isso ascendendo pelos graus e alcançando o melhor estado possível. Isso significa que você vê este mundo, que não muda (“o mundo continua a viver segundo as suas próprias leis”), e ao mesmo tempo o outro lado, todas as conexões que existem entre as partes da realidade. Então você pode justificar o Criador, ver que sempre foi assim desde o princípio, apenas a sua visão não estava preparada para ver.

Da Lição Diária de Cabalá 15/04/26, Rabash, “O que significa que as gerações dos justos são boas ações, na obra”

A Verdade Mais Inconveniente

Não podemos transcender o que sentimos. Se sentimos um mundo cheio de sofrimento, significa que nós mesmos somos assim. No fundo, não queremos realmente ver o mundo de forma diferente. Na verdade, queremos que ele permaneça como está.

Pergunta: Então, queremos esse sofrimento?

Resposta: Sim, estamos acostumados com isso, estamos inseridos nisso. E esse é o problema.

Comentário: Mas isto é, na verdade, anti-vida.

Minha Resposta: É aí que estamos.

Pergunta: Nós não estamos vivendo, estamos?

Resposta: Não estamos.

Comentário: Isto é uma revolução total — nós querendo sofrer.

Minha Resposta: Toda a nossa história, e a história de toda a humanidade em geral, é apenas um
fluxo contínuo de sofrimento.

Comentário: Mas achamos que fomos levados a isso. Está até escrito na Torá: “Vá e sofra”. De modo geral, diz que sofreremos. Ou seja, não atribuímos isso a nós mesmos; não somos nós que o desejamos, fomos lançados neste ciclo de sofrimento. Não é nossa culpa. Mas você diz que isso vive em nós.

Minha Resposta: Acho que a culpa é nossa. Não queremos sair desse nível. Não queremos mesmo!

Pergunta: Então, a tarefa toda é querer?

Resposta: Querer mudar tudo, sair desse nó de sofrimento.

Pergunta: O que se deve fazer para alcançar isso?

Resposta: Para alcançar isso, uma pessoa precisa parar de odiar os outros e se aproximar deles. Então tudo mudará. Acho que precisamos apenas proibir as pessoas de sofrerem, porque isso causa sofrimento no mundo. Acorde e cante!

Pergunta: “Acorde e cante”. Ou seja, se dói, acorde e cante. Aquela mesma música: “Acorde e cante, tente uma vez na vida…”?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que devemos descobrir? O que está diante de nós? O que é isso?

Resposta: O Criador! Nada mais! Ele cria essas cenas e visões para nós o tempo todo para que estejamos constantemente com medo e para que gradualmente cheguemos a compreender essas miragens.

Pergunta: Então, meu desejo de sofrer deveria se transformar no fato de que diante de mim está…?

Resposta: Uma miragem.

Pergunta: E você diz que eu não tenho o direito de sofrer?

Resposta: Não! Assim que você começa a sofrer, isso se transforma em algum tipo de ação ou cena corpórea.

Comentário: Guerras, e por aí vai.

Minha Resposta: Sim. Mas se você não permitir o sofrimento, tudo melhora.

Pergunta: Então, lentamente, começo a ver o Criador?

Resposta: Sim.

Pergunta: Quando você diz “o Criador”, o que quer dizer? O que está diante de mim, diante de nós?

Resposta: A força que controla o mundo, nós, que deseja nos levar à compreensão do estado correto da natureza e de nós mesmos.

Pergunta: O que é isso?

Resposta: Alegria!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 13/03/26

Para Onde A Evolução Está Nos Levando? Parte 1

720Pergunta: No processo de evolução, muitas espécies simplesmente desapareceram. A Terra passou por diferentes períodos: às vezes o desenvolvimento ocorria muito lentamente, quase sem mudanças por longos períodos de tempo, e então, repentinamente, mudanças rápidas aconteciam e muitas espécies desapareciam da face da Terra.

Se a evolução está intrinsecamente ligada à natureza como um movimento gradual em direção a um objetivo, por que espécies inteiras desaparecem repentinamente enquanto processos de desenvolvimento e destruição ocorrem simultaneamente?

Resposta: Um não pode existir sem o outro; não há vida sem morte. Estamos em um processo de evolução que inclui tanto desenvolvimento quanto destruição. Na natureza, tudo opera segundo uma lei precisa e determinística que a impulsiona em direção ao seu objetivo final de desenvolvimento, como se diz: “O objetivo final já está embutido no projeto inicial”.

Sem isso, o desenvolvimento seria impossível, pois é necessário, desde o início, determinar para onde esse desenvolvimento se dirige e o que define cada forma subsequente. Cada nova forma deve estar potencialmente inserida na anterior e só se concretizar a partir dela na prática. Tudo é muito mais complexo do que parece em nosso mundo, onde parece que um homem e uma mulher simplesmente se encontram e geram filhos.

Mas de onde vieram? O que os levou a se encontrar e gerar exatamente essas crianças? Tudo isso estava originalmente embutido no potencial, mas essa informação nos é ocultada. Embora existam “videntes” que afirmam revelá-la e prever eventos futuros.

As formas futuras já existem e, em princípio, podem ser reveladas. Mas são ocultadas das pessoas para não nos privarem do livre-arbítrio. O conhecimento do futuro nos transformaria em robôs. Para nos impedir de agir automaticamente, o futuro nos é mantido em segredo.

A evolução não pode avançar corretamente se a próxima forma lhe for desconhecida. A evolução não é guiada por condições temporárias do que é melhor ou pior em uma determinada situação, como os cientistas supõem. A ciência só pode revelar mudanças mecânicas e biológicas, isto é, aquelas já materializadas, mas não as causas potenciais que as originaram.

A Cabalá, no entanto, revela essas causas potenciais e explica para onde o desenvolvimento está se encaminhando e qual será sua forma futura. Portanto, para compreender os mecanismos internos da evolução, é necessário estudar a sabedoria da Cabalá.

Então aprenderemos por que a matéria deste mundo foi criada e quais formas ela deve assumir ao se materializar a partir de seu potencial inicialmente intrínseco. A Cabalá nos permite compreender tudo o que acontece com o nosso mundo e conosco: tudo o que foi e tudo o que será.

O desaparecimento de espécies não é destruição, mas sim uma mudança de forma. Algumas formas nascem e existem por um certo tempo para dar origem a formas mais avançadas. Então, a forma anterior continua a viver dentro da forma mais avançada que dela emergiu.

E dentro de nós também existem pequenos “dinossauros”. Não importa que eles tenham sido extintos há 66 milhões de anos, porque nossa memória carrega informações desde o início do universo, bilhões de anos antes da nossa época.

De KabTV “ Nova Vida 931 – Evolução: O Próximo Estágio”, 12/12/17

Você Não Precisa Do Seu Corpo

707Pergunta: Suponha que eu seja cego, como posso não sentir que sou cego?

Resposta: Olhe para dentro de si mesmo!

Pergunta: O que verei lá?

Resposta: Você verá tudo: o céu, as estrelas, tudo! Dentro de si mesmo.

Pergunta: E se, por exemplo, eu for surdo, posso ser músico? Vou ouvir música?

Resposta: Qualquer coisa que você quiser. Você não precisa dos seus cinco sentidos. Você não
precisa do seu corpo! Se não tivéssemos um corpo, seríamos tão felizes e perfeitos!

Pergunta: Então, nesse caso, eu não sentiria nenhuma deficiência se vivesse mais introspectivamente, dentro de mim mesmo?

Resposta: Sim.

Pergunta: Você pode me ensinar a viver assim? Como posso chegar a isso? Parece tão bom.

Resposta: Não consigo explicar.

Pergunta: Por que ficamos imóveis quando olhamos para as estrelas?

Resposta: Porque é uma parte do universo oposta àquela em que existimos. E isso nos revela imediatamente a sua infinitude e a nossa finitude.

Pergunta: Então eu vejo o infinito nisso? Posso encontrá-lo dentro de mim também?

Resposta: Você pode encontrar isso dentro de si. Você pode se conectar com essas estrelas. Você pode sentir como elas existem.

Pergunta: E com isso, eu meio que entro em um estado de infinito?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 14/03/26

Não É O Inimigo Que Está Diante De Nós, É O Criador

252Pergunta: O que precisamos esclarecer? O que está diante de nós? O que é isso?

Resposta: É o Criador! Nada mais! Ele nos apresenta constantemente tais cenas e visões para que permaneçamos em estado de temor o tempo todo e, gradualmente, pouco a pouco, cheguemos a compreender essas miragens.

Pergunta: Então, minha inclinação ao sofrimento deveria se transformar na compreensão de que o que realmente está diante de mim é…?

Resposta: Uma miragem. No momento em que você começa a sofrer, isso assume a forma de várias ações e cenas corporais.

Comentário: Guerras e coisas do gênero.

Minha Resposta: Sim, mas se você não se permitir sofrer, tudo se resolve.

Pergunta: Então, lentamente, começo a perceber o Criador?

Resposta: Sim.

Pergunta: Quando você diz “o Criador”, o que quer dizer? O que está diante de mim, diante de nós?

Resposta: É a força que governa o mundo e nos governa; a força que deseja nos levar à consciência do estado correto da natureza e de nós mesmos.

Pergunta: Que estado é esse?

Resposta: Alegria!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 26/03/26

Seja Semelhante Ao Superior

232.031Pergunta: Suponha que neste momento eu esteja prestes a atrair a luz ao meu redor. Que pensamento devo ter? É “tornar-me semelhante a Ele”? Devo depender apenas do pensamento?

Resposta: Como alguém pode saber a que corresponde? No nível inferior, você jamais saberá a que corresponde o superior; isso é impossível. Se soubesse, esse conhecimento o manteria no nível superior. Essa é a natureza do reino espiritual: onde quer que você seja capaz de existir, ali você está.

O mundo espiritual não funciona como o nosso mundo, onde eu posso conceitualmente “estar” em algum lugar, mesmo sem ter chegado lá fisicamente, onde eu simplesmente compro uma passagem e vou. No mundo superior não existe isso! Mesmo ao ascender a níveis espirituais, você nunca poderá saber com certeza qual é o próximo nível superior, porque você deve ascender a ele “pela fé acima da razão”.

Ser semelhante ao ser superior significa tornar-se mais espiritual, mais generoso, mais perfeito, pensar menos em si mesmo e esforçar-se para corresponder mais plenamente ao ser superior. De acordo com isso, visualize quaisquer imagens e formas.

Se isso não for suficiente, peça que lhe seja dada a compreensão do Ser Superior para que você se torne semelhante a Ele. Isso é chamado de “a luz que retorna à fonte”, quando você pede a revelação do Criador, não para desfrutá-la, mas para se corrigir por meio dela.

É permitido pedir isso, ou seja, exigir correção em vez de prazeres, para que as próprias correções sejam nossa realização, nos conduzam à conexão, à adesão. “A recompensa por um mandamento é conhecer aquele que o ordenou”.

Da Lição Diária de Cabalá 21/03/26, Rabash, “Devemos sempre discernir entre Torá e Trabalho”

A Verdade Sobre A Realidade

423.02Pergunta: Quantas forças existem e podem interagir entre si?

Resposta: Um número infinito. Aquilo que dividimos em 125 graus pode ser subdividido ainda mais, indefinidamente.

Vemos que toda a humanidade, tendo passado por seus ciclos ao longo de, digamos, cem mil anos de existência, ainda nem sequer alcançou o corredor que leva ao mundo espiritual. E por quantos estados diferentes uma massa tão imensa de pessoas passou durante esses cem mil anos — a cada minuto, a cada segundo?

Não conseguimos nem imaginar com o que realmente estamos lidando. Mas na espiritualidade, é mais simples, porque o grau inferior, com toda a sua diversidade, entra no grau superior como um único elemento.

Ou seja, toda a natureza inanimada é considerada uma unidade em relação à natureza vegetal, toda a natureza vegetal é considerada uma unidade em relação à natureza animada, e toda a natureza animada é considerada uma unidade em relação ao ser humano.

E toda a humanidade é considerada como uma única unidade em relação ao divino. Portanto, não há complexidade. Pelo contrário, tudo se torna cada vez mais simplificado.

Pergunta: Por que existe especificamente essa gradação de níveis inanimado, vegetativo e animado?

Resposta: Isso deriva dos quatro estágios da expansão da luz direta. O início da influência da luz sobre o desejo, quando o desejo ainda não se sente como existente, é chamado de letra “Yod”  ou o primeiro estágio do desenvolvimento do desejo. Em seguida, vem o segundo estágio, quando o desejo já começa a sentir a si mesmo. Depois disso, vêm o terceiro e o quarto estágios. No quarto estágio, o desejo começa a sentir o Criador. Este quarto estágio é chamado de homem (em hebraico, Adam, da palavra “Domeh”, que significa semelhante ao Criador). Ou seja, o desejo no quarto estágio sente o Criador e, assim, adquire a possibilidade de se tornar semelhante a Ele.

Desde a primeira percepção do Criador até hoje, passaram-se 5.786 anos, ou seja, desde o momento em que Adam sentiu o Criador pela primeira vez. Esse momento é chamado de Ano Novo Judaico (Rosh Hashana) e é considerado a data do primeiro contato de um ser humano neste mundo com o Criador.

De KabTV, “Eu Recebi uma Chamada. A Verdade sobre a Realidade”, 08/10/10

Para Compreender O Criador

547.03Pergunta: Na ciência da Cabalá, fala-se do ego humano, da conexão com todos e da necessidade de alcançarmos o equilíbrio com a natureza. Mas o que isso tem a ver com a conexão com Deus (Elokim)?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá, falamos sobre a natureza. De acordo com a Gematria (o valor numérico de uma palavra), “natureza” e “Elohim” são uma só coisa. Isso significa que, se falarmos da força superior, da natureza, de Deus ou do Criador, chame-O como quiser, tudo ao nosso redor é apenas uma manifestação dessa força.

Se estamos falando da força superior, que diferença faz chamá-la de Elohim ou natureza? Existe a força superior (verdadeiramente superior!) que dá origem a tudo e governa tudo, e queremos saber como nos conectar com ela, como revelá-la, como compreendê-la.

Portanto, se eu sair de mim mesmo, sair do meu ego, e começar a revelar a realidade fora de mim, acima do meu ego, isso se chama compreensão, consciência e revelação do Criador. Obviamente, isso acontece apenas em mim e apenas em relação a mim.

Ao organizar gradualmente meu desejo, minha estrutura espiritual, isto é, a qualidade de doação e amor pelos outros — Keter, Hochma, Bina, Chesed, Gevura, Tifferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut — e ao me alinhar com essa estrutura, consigo discernir as conexões entre elas e, assim, alcançar o Criador.

Elohim também é chamado de Criador (Bore), das palavras “vir” (Bo) e “ver” (Re), porque devemos “vê-Lo”; devemos alcançar um estado em que O compreendamos como se O víssemos com nossos próprios olhos. Para esse propósito, fomos criados por Ele.

De uma Palestra em Roma, 20/05/11