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The Jerusalem Post, “A Grã-Bretanha Fez Um Grande Favor Para Si E O Mundo”


A maior fonte de notícias judeus que falam inglês, o The Jerusalem Post, publicou recentemente o meu artigo “Grã-Bretanha fez um grande favor para si e o mundo”.

Leia o artigo completo (em inglês).

Ynet: “Como Construímos Jerusalém Se Há Uma Ruína Em Nosso Coração?”


Jerusalém, o Monte do Templo e o Templo incorporam dentro deles muito mais do que aquilo que vem à mente quando pensamos neles pela primeira vez. O seu significado espiritual nos leva ao entendimento necessário de que a conexão entre nós não é apenas para o nosso benefício, mas para o benefício de toda a humanidade.

Quarenta e nove anos atrás, paraquedistas entraram em Jerusalém, libertaram a Cidade Velha, e a uniram. Parece que não há nenhuma cidade do mundo em que cada pedra dentro dela está mergulhada em uma história tão importante para a formação da espécie humana. A cidade que dá esperança a um povo inteiro é hoje o foco de anúncios ultrajantes desprovidos de toda a lógica da UNESCO, de que “o povo judeu não tem nenhuma ligação religiosa com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações”.

As organizações internacionais estão tentando cortar a conexão entre o povo judeu e sua herança. A UE intervém em todas as atividades na cidade, e devido ao ritmo dos acontecimentos, não se surpreenda se o mundo iluminado acordar amanhã de manhã e decidir que Jerusalém não está ligada à nação de Israel, e isso não significa apenas a separação de Jerusalém Oriental.

Incansáveis ​​esforços e dinheiro são investidos na criação de uma falsa consciência, que deve despertar essa questão no coração de cada um de nós: Como pode ser que a capital de Israel – uma cidade antiga que engloba em si a história abundante do povo de Israel, nossa religião e cultura, a cidade onde dois templos foram construídos e, infelizmente, também destruídos – é passível de ser apagada do mapa da terra de Israel? Em geral, de onde veio uma oposição tão determinada entre as nações do mundo para reconhecer Jerusalém como a capital de Israel? O que isso diz sobre a atitude negativa em relação a nós como povo?

Nós Temos a Chave para os Portões

A sabedoria da Cabalá mantém que a razão para essa perseguição está em não termos percebido nosso papel como povo, um papel que está enraizado em nós desde a natureza da criação, sobre cuja base o povo de Israel foi estabelecido. De acordo com a sabedoria antiga, a humanidade está ligada por uma rede de ligações mútuas. Nessa rede, o povo de Israel se destinava a ser “uma luz para as nações”, ou seja, ligado de modo que a força positiva que é inerente à natureza fosse transmitida ao mundo e funcionasse para conectar as pessoas e nações.

O mundo inconscientemente sente que a fonte de todo o mal e a raiz do sofrimento experimentado vem diretamente do fato de que o povo de Israel não realiza o seu papel. Esse sentimento continua a borbulhar cada vez mais, e está se cristalizando em uma agenda que se expressa nas tentativas de boicotar a nação de Israel. Vozes da comunidade internacional estão pedindo o reconhecimento de que o mundo estava enganado quando permitiu o estabelecimento da nação judaica no Oriente Médio e que talvez chegou a hora de tomar o cetro.

Rav Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreve:

“O judaísmo deve apresentar algo novo às nações. Isto é o que elas esperam do retorno de Israel à terra! Não é por meio de outros ensinamentos, no que nunca inovamos. Neles, nós temos sido sempre seus discípulos. Pelo contrário, é a sabedoria da religião, da justiça e da paz. Nisso, a maioria das nações são nossos discípulos, e essa sabedoria é atribuída somente a nós. … ”

“Isso certamente provaria às nações o acerto do retorno de Israel à sua terra, mesmo para os árabes. No entanto, um retorno secular como o de hoje não impressiona as nações, e nós temos que temer que elas vendam a independência de Israel para as suas necessidades, sem mencionar o retorno para Jerusalém”. (Rav Yehuda Ashlag, Baal HaSulam, “Os Escritos da Última Geração”, Parte 1, Seção 12, pp. 75-76).

A UNESCO, a ONU, a UE e o resto dos organismos internacionais que nos protegem são uma espécie de reflexão para nós sobre a falta de cumprimento de nossa função. Em outras palavras, nós estamos determinando nosso destino com nossas próprias mãos. Se o mundo está exibindo tanto ódio e antissemitismo em relação a nós que negam a conexão entre o nosso povo e a nossa casa, isso depende apenas de nós. Em nossas mãos está a escolha para decidir o futuro de Jerusalém como a capital de Israel, para melhor ou para pior. O que cabe a nós é decidir implementar uma mudança essencial nas relações interpessoais entre nós, conectando-se como “um homem em um só coração”, em vez de cada pessoa estar preocupada apenas com ela mesma. Como resultado da força positiva que criamos entre nós, nós equilibramos as forças de separação e levamos a termo o sistema de conexão entre as pessoas. As forças de conexão entre nós, também vão permear as nações do mundo e obrigá-las a iniciar um processo similar, para nos conectar e reconhecer como a origem da ligação e bondade.

“Jerusalém está edificada como uma cidade que é compacta” (Salmos 122:3)

De acordo com a sabedoria da Cabalá, há uma ligação paralela e direta entre o sistema chamado de terra espiritual de Israel e o estado da terra física de Israel. O desejo (Ratzon) que está no coração de uma pessoa é chamado de Eretz, a terra de Israel (Eretz Yisrael), que tem um desejo Yashar El (Direto a Deus), o que significa que tem desejos narcisistas, mas só de amor pelos outros (Os Escritos do Rabash). Jerusalém vem das palavras “Ir Shalem” (Cidade Perfeita/Plena) e Irah – (Medo), uma cidade que é construída sobre o medo da separação, representando o sentimento da necessidade em preservar a conexão aperfeiçoada entre nós.

No centro do medo compartilhado de Israel, bem no coração da conexão entre nós, um estrato espiritual único é revelado que é chamado de Monte do Templo. Nele, nós podemos construir o Templo, um termo para uma conexão mais interna entre nós, um desejo compartilhado por amor. No momento em que paramos de lutar pela conexão interna, as ligações começam a se desvencilhar, e o povo de Israel é expulso. Quando as raízes escondidas na terra são arrancadas, isso mata a árvore inteira. É assim que o primeiro Templo foi destruído, é assim que o segundo Templo foi destruído, e é assim que tem continuado até hoje. E essa não é a destruição de um edifício construído em madeira e pedra, mas a destruição da rede de amor entre nós que se conecta em um. Isso porque “A casa [Jerusalém] foi arruinada por causa do ódio infundado” (Rabbi Israel Segal, Netzah Israel, Capítulo 4).

A mesma regra se aplica em nossos dias, “De acordo com a conexão do povo de Israel e seu despertar para o amor e o medo, Jerusalém é construída” (Koznitzer Maguid). Jerusalém será construída apenas quando a estabelecermos pela primeira vez em nossos corações com as relações corrigidas de conexão e amor. Até então, o ódio infundado vai continuar, e Jerusalém continuará como a capital em ruínas até lá, como uma cidade dividida, cheia de conflitos e derramamento de sangue, pois em vez de um lugar onde mora o amor, depois da destruição, o poder de separação e ódio domina.

“O Messias se senta na porta de Jerusalém e espera que as pessoas sejam dignas de redenção. Ele está algemado e precisa de pessoas completas para libertá-lo de suas correntes. … Agora ele almeja homens de verdade” (Ditos do Rabino Menachem Mendel). A sabedoria da Cabalá, a sabedoria da verdade, é um método que nos ensina como conectar e aplicar a regra geral: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Com a ajuda do poder de conexão, nós podemos realizar o nosso papel como uma nação e restaurar o conceito espiritual de Jerusalém para toda a sua glória.

Então, Jerusalém será a capital do amor para toda a humanidade. Como está escrito: “No futuro, Jerusalém será como todos de Israel, e Israel será o mundo inteiro” (o Yalkut Shimoni). Então o mundo vai entender as palavras dos profetas: “… pois a minha casa será chamada de casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:7), e “porque todos me conhecerão do menor ao maior” (Jeremias 31:33).

O que mais os sábios da Cabalá escrevem sobre Jerusalém?

Do artigo no Ynet 02/06/16

The Jerusalem Post: “Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima


Meu artigo “Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima”*, foi publicado recentemente no The Jerusalem Post, uma fonte de notícias em inglês para os judeus.


“Pesach – Uma Chance De Passar Por Cima”

Logo, como fazemos todos os anos, vamos estar sentados mais uma vez em torno da mesa do Seder.

De acordo com o calendário judaico, Pesach é realmente o início do ano. Oficialmente, o ano começa em Rosh Hashanah, mas o calendário judaico tem também um nível mais profundo escondido, que descreve o nosso desenvolvimento interno, espiritual.

A nação judaica é especial. Ela não foi formada por um parentesco biológico ou proximidade geográfica, mas pela adesão a uma ideia: a ideia de unidade! Nós nos tornamos uma nação somente quando concordamos em viver “como um homem com um só coração”, e nos foi dada a tarefa de ser “uma luz para as nações” quando nos comprometemos a amar o nosso próximo como a nós mesmos. E Pesach é o lugar onde tudo começou.

Até o nascimento de Moisés, o povo de Israel era muito feliz no Egito. Eles eram prósperos e ricos, e desfrutavam as amenidades da vida de “panelas de carne” e “pão em abundância” (Êxodo, 16:3). Mas a satisfação material só pode nos levar para longe. É da natureza humana que, uma vez que temos o que queremos, começamos a querer algo mais, algo maior. Nesse ponto, começamos a buscar prazer na conexão humana.

Esse momento inicial é o nascimento de Moisés: a aspiração à fraternidade e conexão. Ele existiu desde o princípio, amadurecendo na casa do Faraó e desfrutando os prazeres materiais que a vida tem a oferecer até que teve seu preenchimento.

Nesse momento começa o exílio no Egito. O Faraó, o nosso egoísmo, não pode se render a essas ideias “nobres”, como fraternidade, conexão e responsabilidade mútua. Ele as odeia e despreza.

No entanto, quanto mais os filhos de Israel se desenvolviam como indivíduos e como sociedade, mais sentiam que a unidade era o próximo passo, e um cenário deveria acontecer. Os filhos de Israel passaram por um processo semelhante ao que acontece hoje, onde estamos percebendo que a nossa felicidade, saúde e bem-estar geral dependem da qualidade das nossas relações sociais. O Faraó não queria torturar os filhos de Israel; ele simplesmente queria que eles continuassem a atendê-lo, ou seja, ao ego, ao invés de seguir Moisés, isto é, visar à fraternidade e o cuidado mútuo. E quando eles não concordaram, ele se tornou o rei vicioso que conhecemos da história.

Nossos antepassados ​​insistiram em sua unidade e acabaram vencendo. Eles se uniram ao pé do Monte Sinai e receberam a lei, cuja essência o Santo SHLAH expressa com estas poucas palavras: “O amor é o mandamento onde se sustenta toda a Torá: ‘Ama o teu próximo como a ti mesmo'”. Os filhos de Israel cuidadosamente se limparam do chametz [fermento], o egocentrismo dentro deles, e passaram por cima do egoísmo para a fraternidade, até que se tornaram uma nação unida pela visão do amor ao próximo.

Hoje, na medida em que estamos acordando do sonho americano para a realidade de que não podemos basear nossa sociedade na concorrência e isolamento, estamos começando a nos sentir cada vez mais como os filhos de Israel no exílio. Até aqui o Egito foi bastante divertido, mas agora ele está se tornando hostil e parece cada vez mais como o exílio.

Agora é a hora de reacender nossa fraternidade e amor ao próximo e passar por cima mais uma vez. É o início de um novo ano, uma nova era em nossa sociedade. É hora de mudar para um novo paradigma de relações.

A cultura do “eu, eu, eu” se esgotou porque simplesmente não estamos felizes confinados a nossas conchas separadas. Para sermos felizes, nós, descendentes dos filhos de Israel, devemos nos mover como os nossos antepassados: ​​do egoísmo para a fraternidade e responsabilidade mútua.

Imagine a vida que teremos quando cuidarmos uns dos outros. Ninguém vai ter que lutar pelas provações da vida, porque todo mundo vai ajudar. Da mesma forma, vamos desfrutar ajudar os outros. E como cada um de nós contribui com seu próximo, nossos laços irão se fortalecer e criar um vínculo que irá construir uma sociedade baseada na amizade, calor e unidade. “Ama o teu próximo como a ti mesmo” deixará de ser um clichê, e vai se tornar o que sempre foi concebido para ser: a nossa realidade.

Recentemente, tem havido numerosas referências na imprensa à desunião da comunidade judaica. É um bom sinal. Isso mostra que estamos começando a ver a fragmentação e alienação como a raiz de nossos problemas. Sempre teremos diversidade, mas, ao invés de temê-la, devemos abraçá-la! Quanto mais diversificados formos, mais nossa fraternidade vai crescer, enquanto valorizamos a unidade acima de tudo.

E há outro bônus. Ao nos unirmos acima de nossas diferenças, vamos apresentar um modelo de uma comunidade próspera, que prospera por causa de sua diversidade, e não apesar dela. Isso é algo que o mundo de hoje precisa desesperadamente. Nós podemos oferecer isso. Nós tivemos isso quando saímos do Egito, e podemos reacendê-lo agora e compartilhá-lo com o mundo. Nisso nós podemos nos tornar “uma luz para as nações”, um farol de esperança para o mundo.

Nessa Pesach, vamos passar por cima da alienação à fraternidade, da indiferença à responsabilidade mútua. Em suma, vamos todos sair do Egito, juntos.

* Pesach em inglês é Passover, que significa “passar por cima” (nota do tradutor).

O “Post” De Huffington: “Sobre Consumismo, Terror, e Natureza Humana”


Na minha coluna, no Prêmio Pulitzer agregador de notícias on-line, The Huffington Post publicou meu artigo em Inglês e Francês.

“Em Consumismo, Terror, e Natureza Humana”

Durante décadas, fomos informados de que se tivéssemos o ((mais fresco)), mais novo carro / telefone / par de sapatos / qualquer outra coisa que você queira, nós ficaríamos felizes. Mas assim que obtivermos aquela coisa mais recente que garantiam fazer-nos felizes, somos informados de que algo novo acabou de sair e nós nunca vamos ser felizes, a menos que possamos obtê-lo… Assim é como inventamos o consumismo.

Nos últimos anos, nova tendência veio à tona. É chamada de “baixo consumismo”, que defende a compra apenas do que realmente precisamos e que devemos estar conscientes do impacto de nossas compras no planeta.

Mas evitar o excesso de compras não nos fará mais felizes. Então, em vez de perguntar: “Como podemos parar o consumismo exagerado”? Devemos perguntar em primeiro lugar: “Por que estamos consumindo exageradamente”?

Os psicólogos, Brickman e Campbell, cunharam o termo “Relativismo Hedônico” para descrever mais ou menos a nossa propensão a consumir perpetuamente. Hoje em dia, nós o chamamos pelo que é, “Hedonística Escada Rolante”. Mas observar um fenômeno e nomeá-lo não explica a sua causa. Para entender por que somos tão propensos a ela, temos que compreender a natureza humana e o curso de seu desenvolvimento. [Leia mais →]

Nova Vida # 552 Uma Visão Nova De Israel

Nova Vida # 552 – Uma Visão Nova de Israel

Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Por que todos os eventos difíceis que aconteceram com o povo judeu foram necessários? Qual é o destino do povo de Israel, e como é possível transformar a nação de Israel em um modelo para o mundo inteiro?

Resumo

A fim de compreender de para onde Israel está caminhando, há necessidade de nossa Torá interior, a sabedoria Cabalística. A nossa visão social deve ser ajustada para o que é definido no programa de desenvolvimento na natureza ….

Hoje, por um lado, a necessidade de conexão foi revelada, e, por outro lado, há uma falta de desejo de conexão. Cada um é separado. A sabedoria da Cabala ensina como trazer uma energia positiva para nossas vidas e criar um equilíbrio entre o negativo e o positivo.

Uma Israel independente é uma nação que vai levar a humanidade a verdadeira independência e a tudo o que é bom.

No Israel do amanhã, uma pessoa não vai sentir-se sozinha; ela será conectada a outras. Amará como uma mãe ama e preocupa-se com seus filhos. A pessoa não sentir-se-á isolada, porque será envolvida pelo calor e amor. E isto será o que é mais agradável no mundo.

A partir de um aspecto social, começaremos a sentir como cantos tornar-se-ão arredondados. Generosidade, consideração e mutualidade serão reveladas. Opiniões diferentes existirão como positivo e negativo, com aceitação mútua, porque acima de tudo, haverá amor. Israel será uma nação que equilibrará as duas forças do bem e do mal e fornecerá um exemplo para o mundo inteiro.

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De KabTV “Nova Vida # 552 – Uma Nova Visão israelita” 12/4/15

OBS: Áudio e vídeo em inglês.

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Ynet: “Parece Uma Difamação Sanguinária Moderna”


Publicado em minha coluna semanal Ynet: “Parece Como Uma Difamação Sanguinária Moderna”.

A difícil história do povo de Israel não nos tornou especialistas no tratamento da doença do antissemitismo. Agora que o perigo está na porta, mas ainda existe a opção para a ação, nós devemos realizar o tratamento preventivo. Rav Dr. Michael Laitman decodifica o mecanismo que está oculto por trás do fenômeno do antissemitismo dos líderes e políticos contra a nação de Israel e nos desafia com experimentos sociais para neutralizar o ódio contra nós.

Atualmente o Canal de Notícias 10 está transmitindo uma série de documentários que revela a escala do boicote contra Israel (BDS) nas instituições acadêmicas dos Estados Unidos. Portanto, já não é só a UE ou o Ministro de Relações Exteriores da Suécia. O veneno e o ódio contra Israel também têm permeado os cidadãos do nosso melhor amigo, os Estados Unidos da América. Mais e mais estadistas, líderes políticos, acadêmicos e figuras-chave em muitas áreas, expressam livre e abertamente uma hostilidade intransigente contra Israel.

Principais Especialistas – Resultado, Nenhum

A fim de lidar com a onda de ódio virulento, Israel já recorreu a uma frente de informações, ministros, empresários e representantes de todo o mundo, e lançou campanhas de alto orçamento na Internet.

No entanto, apesar da significativa alocação de recursos, a imagem de Israel não melhorou e o problema persiste. Infelizmente, o antissemitismo está aumentando cada vez mais, a opinião pública mundial se rendeu a uma percepção anti-Israelense e o racismo contra nós está se intensificando.

(O veneno e o ódio contra Israel penetraram em todos os lugares) (Foto: citizenside.com)

O antissemitismo tem sido nossa herança há anos e nunca teve uma explicação lógica. A impressão em todo o mundo é apoiada por um forte sentimento interior de que Israel e os judeus são culpados por todos os problemas e crises no mundo. Parece que o desejo de condenar Israel, aniquilar e eliminá-lo, reside no subconsciente das nações do mundo e nos últimos tempos irrompe da boca dos altos funcionários.

O que querem de nós?

Henry Ford, um dos maiores antissemitas, publicou uma série de livretos intitulada, “O Judeu internacional”. Entre outras coisas, ele escreveu, “O judeu também tem se acostumado muito a pensar que é exclusivamente o requerente sobre o humanitarismo da sociedade; a sociedade tem uma grande reivindicação contra ele, de que ele deixe sua exclusividade, deixe de explorar o mundo, deixe de fazer grupos judaicos o fim e todos os seus ganhos, e que comece a cumprir, no sentido que sua exclusividade ainda não lhe permitiu cumprir, a antiga profecia que através dele todas as nações da terra devem ser abençoadas”. Ford é um exemplo entre muitos.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, não há nenhuma razão para estar surpreendido. O ódio secular contra Israel está enraizado naturalmente em cada pessoa (1). Além disso, há uma conexão direta entre o ódio a Israel e o sistema de relações entre o povo de Israel. A fonte para isto tem sua origem em algum lugar por volta de 3.500 anos atrás, quando concordamos em seguir os passos de um sacerdote babilônico chamado Abraão. Abraão ensinou aos Babilônios como manter a unidade como o valor mais alto, apesar do ego que divide e leva as pessoas ao ódio mútuo (2).

Contra a força que separa, há uma força que conecta. Sua função é ligar as várias partes, conectá-las e levar à unidade. O povo de Israel é o primeiro que deve entender este processo. A conexão deve começar aqui entre nós, porque somos os iniciadores do método de conexão chamado a sabedoria da Cabalá (3). No momento que nos unirmos, uma força positiva se espalhará pelo mundo que é capaz de criar maravilhas (4).

Unindo-nos contra o antissemitismo dentro de nós

No sopé do Monte Sinai, Israel lutava com um dilema adicional quando uma escolha inequívoca foi colocada diante deles: responsabilidade mútua ou ódio infundado, tudo ou nada. Com esforço titânico, eles conquistaram a montanha de ódio e se conectaram “como um só coração”. A partir daí o caminho para a terra de Israel — a construção do Templo e prosperidade — foi curto, até que o veneno do ódio infundado varreu o povo, o Templo foi destruído, e fomos para o exílio (5).

Dois mil anos se passaram, e mesmo que tenhamos retornado à terra, ainda agimos nela como se estivéssemos no exílio. Comunidades e tribos divididas alienam uma à outra, envolvem-se em autoglorificação em vez de construir associação, enfatizando e santificando a diferença ao invés de construir o que une, e, na verdade, estão separadas de nossas raízes espirituais (6). O mundo espera que nós sejamos “a Luz das nações” (Isaías 49:6), dando o bom exemplo de um modelo de sociedade em que todos vivam em conexão e amor fraternal acima de todas as diferenças (7)

Ondas de antissemitismo moderno têm nos visitado. Elas devem ser usadas como um lembrete para nós da função imposta aos judeus de tornar o mundo unido “como um homem com um só coração”.

De acordo com a Cabalá, o antissemitismo é uma lei da natureza que pode ser medida. Vamos desafiar a nós mesmos e organizar um estudo experimental em todo o país, uma ferramenta prática, através da qual examinamos em nossa própria carne a imensidade do poder da conexão. Por um tempo limitado, vamos tentar criar e adotar uma atmosfera social, solidária e conectada nas relações entre nós, acima dos sentimentos frios, acima da alienação e da indiferença entre nós, e vamos ver como uma mudança de atitudes em relação aos outros leva a uma redução significativa no ódio em nossa direção (e melhoradas relações políticas, atitudes produtivas e amigáveis para nós no mundo) (8).

Referências:

1. “É fato que Israel é odiado por todas as nações, seja por razões religiosas, raciais, capitalistas, comunistas ou cosmopolitas, etc. É assim porque o ódio precede todas as razões, mas cada um resolve apenas sua repugnância de acordo com sua própria psicologia”. Rav Yehudah Ashlag (Baal HaSulam). Os Escritos de Última Geração, Parte Um, Seção 9.

2. “Nunca houve bondade como a encontrada com Abraão… e ele trouxe paz entre uma pessoa e seu próximo, pois foi o pai de muitas nações, porque esse é o único que une e faz a paz entre todas as criaturas”. Gevurot HaShem, Capítulo 6.

3. “Além disso, depende da nação Israelita qualificar a si mesma e todos os povos do mundo a se desenvolver até tomarem para si essa obra sublime do amor ao próximo, que é a escada para o propósito da criação, que é Dvekut com ele”. Rav Yehudah Ashlag (Baal HaSulam), “O Arvut (Garantia Mútua)”, seção 20.

4. “Através do povo de Israel, que está mais preparado do que todos os outros povos para se aproximar do Criador, a abundância vai ser doada ao resto dos povos”. Rav Baruch Shalom HaLevi Ashlag (Rabash), Cartas, “Carta 18”.

5. “A casa foi arruinada por causa do ódio infundado. Seus corações se dividiram e eles foram separados e eram inadequados para um Templo que é a unificação de Israel”. Rabino Israel Segal, Netzah Israel, Capítulo 4. Obtida de http://huffingtonpost.com/michael-laitman/when-we-are-united-isis-i_b_8717558.html

6. “É uma vergonha admitir que um dos mais preciosos méritos que perdemos durante o exílio e o mais importante deles, é a perda da consciência da nacionalidade, ou seja, esse sentimento natural que conecta e sustenta cada nação. Os fios do amor que conectam a nação, que são tão naturais e primitivos em todas as nações, tornaram-se degenerados e separados de nossos corações, e eles sumiram”. Rav Yehudah Ashlag (Baal HaSulam), A Nação.

7. “Israel traz Luz ao mundo, como é dito, (Isaías 60:3) ‘E as nações andarão na tua luz'”. Midrash Rabbah, Shir HaShirim, Seção 4, Verso 2.

8. “Quando Israel for elevado de acordo com sua verdadeira qualidade interna, dando a todo o mundo uma forma nova e corrigida, não só Israel será elevado, mas o mundo inteiro. Então começará uma nova era em que não há nenhuma mistura de sujeira má; maldade e insurgência não funcionarão contra ele, raiva e tristeza não podem dominar dentro dele, e a preocupação com o equilíbrio do mundo não será capaz de surgir no coração. Então a força bruta será essencialmente eliminada e a espada perderá sua grande importância e se tornará uma completa desgraça” Rav Raiah Kook, Ein Aya, Shabbat 2 Jerusalém 5660, páginas 98-99.

9. Ford, H. (1949). The International Jew: the World’s Foremost Problem. Biblioteca de Alexandria. PP. 51-52.

De Ynet, 13/04/16

Educar Crianças Através Do Whatsapp? Isso Não Funciona!


Artigo do Ynet: “Nas últimas semanas, muito tem sido dito sobre o “estado da juventude”. De acordo com os dados das autoridades que combatem o abuso de álcool e drogas, crianças nos graus 7 – 11 participam de festas onde o álcool flui como água e nas quais também se envolvem em sexo livre. ‘A combinação de álcool, hormônios, puberdade, e a ausência de um adulto responsável é muito perigoso’, diz o Dr. Yossi Harel Fish, cientista-chefe da Autoridade Antidrogas israelense e especialista na área de comportamentos de risco das crianças. ‘Se no passado os adolescentes saíam para se divertir e também bebiam pouco, hoje o propósito do entretenimento é do beber em si”.

“‘Mais tarde, à noite, as roupas são retiradas conforme essas crianças se embebedam e logo a atmosfera se intensifica. Essas festas ocorrem nos quartos com jacuzzi, em lofts de luxo ou em florestas distantes. Na maioria dos casos os pais não sabem o que está acontecendo ou talvez prefiram não saber”. Isto pode ser parte da explicação de por que eles não perguntam…

Se você também leva em conta as palavras da moda sobre a juventude atual, tais como “eles são indiferentes, frios e alienados” ou “os jovens de hoje são superficiais”, juntamente com termos como “a geração da tela”, você obtém uma combinação que, segundo estudos recentes realizados pela Universidade de Michigan, há um declínio de 80% na capacidade dos jovens de hoje de se sentir empatia para com o outro. “Nossos filhos são menos humanos, e nós não percebemos isso”, disse o antropólogo Tamir Leo recentemente. Leo está certo, mas somente quanto à segunda parte da frase; na verdade, nós não percebemos o que está acontecendo com os jovens de hoje.

Os jovens não são o problema

Nós somos o problema: os pais, e não a juventude. Nada neste mundo acontece por si só. Não existe tal coisa como “juventude boa” ou “juventude má”. Cada geração é produto de sua educação. E nossa geração é o resultado direto de nossa negligência. Nós atraímos esse trabalho sobre nós mesmos por nossas próprias mãos.

Nós podemos construir o mundo que queremos para nós mesmos. Nós temos dedicado nossas vidas à busca de uma vida confortável, uma carreira de sucesso e realização pessoal, construindo nosso status e acumulando bens materiais, e ao longo do caminho temos abandonado nossos filhos. Onde estávamos quando eles abandonaram as pracinhas, os jogos de bola e os passeios na natureza e caíram na dose venenosa das telas, sexo, álcool e drogas e rolaram para um estado onde não sabem como se comunicar, senão através da tela?

Em vez de lhes preparar a infraestrutura para uma vida feliz, nós os enviámos para a escola na esperança de que algo de bom acontecesse com eles lá. Mas o que pode acontecer num sistema cujo único objetivo é fornecer informações? Um sistema cujo único objetivo é prepará-los para ganhar dinheiro, para ter sucesso, para tornar-se famoso, mas não para o que eles realmente precisam na vida. Nós criamos uma realidade distorcida para eles, que é tudo, menos o que a vida realmente é. Ele inclui infinitas conexões entre uma pessoa e uma máquina e zero conexões entre as pessoas e entre um coração ao próximo. A escola hoje é um dos piores lugares que uma pessoa pode estar, a fonte da maior parte dos “vírus” que afetam nossos filhos.

Do Ministério da Informação ao Ministério da Educação

O que vai acontecer na próxima geração? Numa década, em duas décadas? Quando nossos filhos vão gerir o mundo? Se continuarmos assim, o futuro não parece tão brilhante.

Se quisermos dar aos nossos filhos um cartão de entrada para a vida, devemos tornar a educação, e não o ensino da informação, uma importante missão nacional. O Ministério da Educação, e as escolas como suas instituições líderes, precisa de uma reformulação. Em vez do envolvimento obsessivo em informação, notas e testes de desempenho internacionais, as escolas devem se concentrar na construção do ser humano na criança. Ela tem que lidar com a maior causa de angústia que a juventude sente hoje: a sua incapacidade de falar, de se abrir, e, especialmente, a sua incapacidade de se conectar corretamente com o ambiente.

A pesquisa mostra que as crianças e adolescentes simplesmente não sabem como conversar entre si. Essa é uma das razões para eles beberem ou fumarem: beber embota a dor e preenche o vazio interno.

Essa meta vem junto com uma das habilidades mais altamente exigidas no mercado de trabalho de hoje, que é o trabalho em equipe. Quanto mais global o mundo se torna, mais nós precisamos saber como trabalhar juntos, como construir a relação correta entre nós, desenvolver relações de confiança e cooperação. Mas, em vez de se concentrar em tais habilidades, o sistema de ensino se concentra numa linha de montagem de químicos, matemáticos ou outros tecnocratas.

Um tipo diferente de educação

Educação significa prover um jovem com as ferramentas certas para compreender a si mesmo e aos outros, compreender os impulsos que ele e os outros têm, ensiná-lo a construir um relacionamento com um parceiro e ter uma família, e como tornar o mundo um ambiente aconchegante e humano. Uma criança precisa sentir que a escola lhe ensina como viver e prepara-la para a vida real no complicado século XXI.

Dinâmicas sociais, que devem resultar de workshops, jogos e atividades durante o dia na escola, devem transformar a criança em seu próprio “psicólogo”. Ela tem que estudar e explorar a sua natureza, descobrir a si mesma, e, assim, ser capaz de lidar com a vida com sucesso.

Os jovens de hoje estão enfrentando uma realidade distorcida de normas e comportamentos que veem nas telas. Eles veem padrões artificiais do que é considerado bonito e esperam que as cenas que eles veem se realizem na vida. A escola deve se tornar um mediador que está ciente da montanha-russa hormonal que esses jovens experimentam e ajudá-los a aprender sobre o mundo interior de ambos os sexos, respeitando os outros e ser sensível a eles. Em última análise, a maioria dos problemas decorre da falta de compreensão mútua.

Os adolescentes precisam sentir que têm alguém com quem falar e que vai ouvi-los. Eles devem sentir que o que acontece com eles também acontece com os outros, e, portanto, não há nenhuma razão para se sentir envergonhado ou esconder nada. Esse processo deve ser acompanhado pela correta orientação profissional, mas o ponto principal é que a criança tem um mundo interior inteiro ao qual a escola não se refere de forma alguma, e assim não entende por que está lá e só se torna cada vez mais frustrada com o passar dos dias.

Minha sala privada

Na verdade, é dessa geração aparentemente indiferente que todas as questões sobre o sentido da vida vão irromper e que vai abrir a porta para um mundo que é muito mais profundo do que o que estamos acostumados. Mas até que isso aconteça, nós temos que explicar o que está acontecendo com eles, qual é a razão do seu desenvolvimento, o que eles passam e de onde vem a sua incapacidade de se satisfazer. Nós também precisamos estudar um pouco mais sobre a vida e o propósito da vida, a fim de fazer isso.

O que está acontecendo entre os jovens e também entre nós hoje é uma fase natural do nosso desenvolvimento. O ego humano está mudando e essa é a razão para a diferença entre gerações. É o ego que nos torna insensíveis e indiferentes, viciados em tecnologia, fechados em nossa pequena concha, em nossa sala privada.

Mas essa é apenas a fase intermediária, uma paragem ao longo do processo do nosso desenvolvimento interno. Nós não viemos a esse mundo para se comunicar através de um teclado ou uma tela de toque, mas para romper todas as partições que nos mantêm separados, e para comunicar de um coração para outro numa dimensão de sentimentos e mente que transcende a nossa realidade corporal.

Do Artigo do Rav Laitman no YNet

Ynet: “O Que Motiva Uma Jovem De 14 Anos A Esfaquear Pessoas?”


Meu post mais recente no Ynet:

O terror islâmico decorre da desenfreada força do mal que permeia até mesmo jovens de 14-16 anos, envenenando suas mentes e levando-as a abandonar suas casas brandindo uma tesoura em busca de uma vítima. Esse é um momento de unir e injetar a força positiva no mundo que pode acabar com o terrorismo.

Enquanto estamos debatendo se estamos em meio a uma onda de terrorismo, a terceira intifada, ou de uma guerra, estamos perdendo o ponto principal: a cada dia jovens e velhos, homens e mulheres, civis inocentes estão sendo assassinados; cidadãos inocentes, que até um momento antes tinham sonhos, são assassinados a cada dia. Agradecemos a Deus que dessa vez fomos poupados. Nós excluímos a atualização de notícias em nossos telefones celulares, mudamos para outra estação de rádio, e fugimos da notícia. O homem, como os animais, tem uma capacidade inerente de se adaptar a qualquer realidade, mesmo uma muito dura.

Mas não devemos aceitar uma rotina de derramamento de sangue; não devemos ceder à apatia. Tão duro quanto trabalham, as forças de segurança de Israel só estão apagando incêndios; também temos que agir num nível mais profundo: se levantar e lutar contra o inimigo real que está dentro de nós – a nossa separação. Em cada momento de separação, o inimigo externo está nos corroendo, mas se quisermos acabar com a guerra, temos que subjugar o inimigo interno.

Desequilibrado

O impulso louco de terroristas para nos matar vem de um lugar mais profundo. Mesmo as acusações do ministro das Relações Exteriores da Suécia e de seus colegas da UE que tentaram ligar o banho de sangue na França a Israel, vêm do mesmo lugar; eles nutrem um ódio inato que se origina de fontes que vão muito além do conflito israelense-palestino.

Está escrito no Livro do Zohar que toda a humanidade está conectada numa única rede. Atualmente, as forças negativas estão fluindo por ela, levando o mundo ao extremismo, ódio e destruição. Os canais através dos quais as boas forças da unidade, consideração mútua, e preocupação com os outros devem fluir para o mundo estão quase totalmente bloqueadas. Há muito espaço para melhorias na rede de conexões entre nós.

A nação de Israel tem um papel especial na determinação do equilíbrio de forças nessa rede. Quando fazemos um esforço para unir, “injetamos” forças positivas no mundo e equilibramos as negativas.

Em contraste, quando a divisão reina entre nós, nos tornamos parte da força negativa e aumentamos o seu poder no mundo, como está escrito no Livro do Zohar, que haverá “pobreza, ruína, saque, pilhagem, matança e destruição no mundo”. O resultado direto é que os nossos inimigos “levantam a cabeça e, principalmente, querem destruir Israel”, como está escrito na “Introdução ao Livro do Zohar“.

Crônica da Destruição

O ódio a Israel e o terror para com os judeus não é um fenômeno novo. A nação de Israel foi fundada há mais de 4000 anos sobre o princípio do “Ame o próximo como a ti mesmo”. A principal novidade que trouxemos à humanidade foi a nossa maravilhosa capacidade de se unir, porque “Israel é a chave para a unidade do mundo” (Rav Kook, Luzes Sagradas). Essa garantia mútua é a única justificativa para sua existência. Quando o ódio infundado eclodiu entre nós e devastou cada parte decente dele, o Templo foi destruído. Esse ódio cortou o fluxo da força positiva de nós para o mundo. Você pode ver essa lei ao longo da história: quando a força do mal prevalece, ela traz destruição, guerra e derramamento de sangue.

“Em cada geração, somos obrigados a fortalecer a unidade entre nós, de modo que nossos inimigos não nos governem”, escreve o Rav Eliyahu Kitov no Livro da Consciência. Enquanto não repararmos a brecha social entre nós, a força do mal vai gerar mais ódio para nos destruir. Isso não termina nas fronteiras de Israel; quanto mais a Europa sofrer com a força do mal, mais ela vai nos culpar e responsabilizar pela propagação do Islã radical. E os resultados não vão demorar muito na sequência.

Doar Bem ao Mundo

As forças de segurança continuarão a proteger os cidadãos de Israel e farão todos os esforços para evitar o próximo ataque, mas isso não é suficiente para prevenir a próxima vítima. Nós devemos despertar o amor ao próximo, conexão e garantia mútua. Estes são os componentes da nossa força nacional.

Quando essas forças positivas começarem a fluir através de nós ao resto do mundo, isso irá equilibrar o caos em que o mundo se encontra. Dessa forma, paz, tranquilidade e sensação de segurança retornarão às ruas. Como o Rav Kook escreveu: “Se formos arruinados e o mundo for arruinado conosco pelo ódio infundado, seremos reconstruídos, e o mundo será reconstruído conosco através do amor infundado”.

Ynet: Ninguém “Merece” Isso


Na minha coluna no Ynet:

Ninguém “Merece” Isso

O aumento do terrorismo muçulmano é um sinal exterior sugerindo ainda mais que o mundo está em desequilíbrio. É importante compreender que, quanto mais as ondas de violência continuarem, os povos do mundo irão apontar um dedo acusador para nós. A resposta está na conexão entre o povo de Israel que está pronto para mudar o destino de todo o mundo para melhor.

Na sexta-feira, dia 13 de novembro, a ficha caiu na França – desta vez é uma guerra ideológica, “o Islã contra o mundo ocidental”, os analistas escrevem. Na verdade, todos os símbolos do oeste sofreram um após o outro. Começando com o famoso estádio de futebol de Paris, cafés e restaurantes da moda, e terminando com um clube de rock popular. O mapa da morte foi elaborado como que para verificar que eles tivessem êxito em abater todos os símbolos do mundo livre.

Enquanto isso, Israel está habituado aos ataques diários; os membros da família Litman (falecidos), um pai e seu filho que estavam em seu caminho para uma celebração de Shabbat pré-casamento foram assassinados por um terrorista sanguinário. As outras crianças da família foram salvas apenas por um milagre.

O massacre em Paris causou reações mistas em Israel. Por um lado, o horror, a dor da perda e luto, com que estamos familiarizados no dia a dia israelense, despertou identificação com o francês em nós. Afinal, nós conhecemos os gritos tristes, as velas nas praças, os jovens que se reúnem em memoriais improvisados.

Ao mesmo tempo, outras vozes foram ouvidas: “Serve bem para eles! Finalmente, eles sentiram o que nós sentimos. Agora eles nos entendem”. Alguns foram mais longe e se ofereceram para enviar carregamentos de comida e vinho da Judéia e Samaria. Sim, os mesmos produtos que a UE decidiu rotular apenas alguns dias antes.

Ao mesmo tempo, uma esperança escondida espalhou-se entre muitos de que talvez agora os europeus “nos entendam”, como irmãos em tempos de angústia… Mas não vamos nos iludir. Infelizmente, quanto mais a Europa se sentir sob ataque, mais vai aumentar o ódio por Israel.

Qual é a Diferença entre um Ataque Terrorista em Paris e Israel?

A onda de terror em Paris é o primeiro arauto obscuro da nova situação que o mundo está entrando. Num futuro próximo, a pressão congenitamente incorporada em círculos muçulmanos extremistas vai eclodir através de ataques terríveis. O objetivo: impor o Islã em todo o mundo, a Europa primeiro.

O Livro do Zohar previu estes processos mais de dois mil anos atrás, “E, no futuro, os filhos de Ismael vão provocar grandes guerras no mundo” (Zohar para o Povo, Parshat Vayera). Mesmo que na superfície pareça que as batalhas são entre várias denominações muçulmanas (sunitas, xiitas), na prática, todas as dominações se curvam à mesma ideologia.

O aumento do terrorismo muçulmano mo mundo é um sinal exterior indicando um mundo ainda em desequilíbrio.

De acordo com o Livro do Zohar, todos nós estamos conectados numa única rede. Na situação atual, a força que flui por essa rede é uma força negativa, que nos arrasta em extremo separatismo e ódio. Em contraste, as forças positivas que vitalizam a rede de conexões entre nós – unidade, preocupação mútua – estão escondidas e não estão fluindo através dela.

Aumentar a força Positiva no Mundo

Em contraste com as nações do mundo que foram reunidas em bases nacionais, a nação de Israel foi fundada numa base ideológica. Quatro mil anos atrás, nos dias de nosso pai Abraão, a fundação original que nos conectava era o altruísmo. O caráter da nação e a forma de sua incorporação já ditaram um papel histórico para nós: unir e injetar orças unificadoras positivas à rede de conexão entre todos os habitantes do mundo.

Quando olhamos para o abismo escuro que há no mundo hoje, a missão imposta a nós se torna clara. A conexão entre nós é a única maneira de injetar bondade no mundo, de ser uma “luz para as nações”. Por isso, ela é a única força que possibilita a atenuação do mal que atualmente se expressa no terrorismo islâmico. A conexão entre o povo de Israel é capaz de mudar o destino de todo o mundo para melhor. Esta é a verdadeira guerra ideológica que está sendo travada hoje.

É importante para nós compreender que quanto mais o mundo for inundado por ondas de violência, os povos do mundo se voltarão para nós com um dedo acusador. A raiz do ódio que tem queimando neles por 2.000 anos vem de um sentimento inexplicável de que somos a raiz do mal na face da Terra.

Os ataques em Paris e Israel são um despertar para o mundo inteiro, e para nós. Para evitar o próximo banho de sangue, somos forçados a nos conectar e transmitir a força positiva, a força de conexão, através de nós, que irá contrabalançar a força negativa no mundo. A partir do momento em que começarmos a nos aproximar, nossas vidas e aquelas do mundo vão mudar para o bem. A decisão está em nossas mãos.

O Tempo Social Apropriado

Vamos nos acostumar com a conexão entre nós na vida cotidiana: em casa, no trabalho, na rua, e até mesmo no supermercado. Na estrada, por exemplo, a pessoa pode dar o direito de passagem aos outros, não buzinar ao outro, e imaginar que o nosso filho favorito dirige o carro na nossa frente.

Vamos começar a olhar favoravelmente uns para os outros, e no momento que identificarmos nossa inclinação ao mal nos atraindo à concorrência e exploração, em vez da amizade e fraternidade, vamos pegá-la em flagrante e silenciá-la.

O primeiro passo é reconhecermos a natureza egoísta em que estamos agindo. Depois que realizarmos uma série de exercícios simples, como serão posteriormente aprofundados nos próximos artigos, veremos como a mudança acontecerá entre nós na sociedade israelense e como a atitude do mundo em relação a nós mudará.

Da Coluna no Ynet 16/11/15

Ynet: O Boicote A Israel – Como Cancelá-Lo?


Da minha coluna semanal no Ynet, o maior site israelense de notícia e conteúdo geral.

De acordo com uma pesquisa recente, nossas crianças estão traumatizadas. Sessenta e quatro por cento das crianças está com medo de sair de casa, de estar em lugares públicos ou de ir a pé para a escola, após a exposição de vídeos violentos divulgados recentemente.

Nós estamos nos tornando perigosamente indiferentes de um noticiário sangrento para outro, e é como se estivéssemos nos acostumando a viver em ansiedade. É insano viver numa realidade onde uma faca pode ser sacada a qualquer momento em um ônibus, um bonde, uma entrada para um shopping ou na rua.

Essa difícil situação afeta todos os aspectos de nossas vidas. O fervor geral é aquecido por novos vídeos diários das pessoas comuns sendo abatidas por terroristas que atiram para matar. Tudo isso é ao vivo, imediato e próximo. Não surpreendentemente, nessas condições, nossos sentidos estão embotados. Como você pode lidar com uma realidade tão bizarra de forma diferente?

E se problemas em casa não bastam, Israel também está no olho da tempestade no exterior. Os meios de comunicação estrangeiros estabeleceram novos recordes de antissemitismo, e como prêmio de consolação, a UE decidiu marcar milhares de produtos israelenses com a intenção de boicotar Israel.

O Mundo Depende de Israel

O ódio contra Israel não é um fenômeno novo. Nós o conhecemos a séculos, independentemente da situação política. A atitude dos povos do mundo para conosco tem sido a mesmo a séculos e parece que está enraizada na natureza. Nós já percebemos que quanto mais o mundo sofre, mais eles apontam o dedo para nós com acusações, e não falta muito para o mundo inteiro nos odiar, assim como os árabes fazem agora.

De acordo com a Cabalá, toda a humanidade está conectada numa rede, e Israel tem uma influência decisiva. O Livro do Zohar afirma que os pensamentos e ações do povo de Israel, positiva ou negativamente, afeta o destino do mundo todo. Israel é responsável por todo o mal no mundo e ele vem de volta para nós a fim de nos despertar e nos obrigar a cumprir o nosso papel. Por outro lado, quando agirmos em favor do mundo, vamos sentir imediatamente uma resposta positiva.

Como Podemos Mudar o Nosso Destino para Melhor?

Primeiro temos que perceber que a chave para mudar o nosso destino está em nossas mãos por si só (como o mundo inteiro reclama de nós…), e depois começamos a agir, a fazer enormes esforços para se conectar, para fortalecer a rede de conexões entre nós , entre judeus não-religiosos e religiosos, entre novos imigrantes e cidadãos veteranos, entre os que vivem no centro e os da periferia, entre todos. Nós temos que começar a viver como um homem em um só coração, em vez de tribos que vivem aqui numa federação obscura.

Quando nos conectamos, quando cuidamos uns dos outros, nos tornamos um condutor de todo o bem que flui ao mundo. Por outro lado, se somos hostis para com o outro, refletimos o mal no mundo, o que leva a desastres terríveis para toda a humanidade e nós mesmos. A garantia mútua e o cuidar dos outros é o que determina como será a nossa vida amanhã, como será o mundo, e qual será a resposta a esse estado.

É possível se conectar? Cada pessoa que nos dirigirmos com essa questão vai concordar em se conectar, mas também irá adicionar que é impossível. Isso é verdade. Nós precisamos de um método para se conectar. Esse método é a sabedoria da Cabalá; uma sabedoria fala sobre como corrigir a conexão entre as pessoas. Quando estudamos Cabalá e mostramos até mesmo o menor desejo de se conectar, como resultado, já equilibramos as forças que controlam nossas vidas. A inclinação para amar os outros inspira a força positiva que se espalha através de nós para toda a humanidade e a acalma. Os povos do mundo sentir isso inconscientemente e serão gratos a nós.

A união entre nós determina qual será o próximo noticário!

***

A “Introdução ao O Livro do Zohar” (itens 66-71), nos fala como a conexão entre o povo de Israel determina o destino do mundo:

66) Tenha em mente que em tudo há interioridade e exterioridade. No mundo em geral, Israel, os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, são considerados a interioridade do mundo, e as setenta nações são consideradas a exterioridade do mundo. Também, há interioridade dentro dos próprios Israel, que são os sinceros trabalhadores do Criador, e há exterioridade – os que não se devotam a si mesmos ao trabalho do Criador. Entre as nações do mundo, há interioridade também, que são os Justos das Nações do Mundo, e há exterioridade, que são os rudes e prejudiciais entre eles.

Adicionalmente, entre os servos do Criador entre as Crianças de Israel, há interioridade, sendo estes recompensados com compreensão da alma da interioridade da Torá e seus segredos, e exterioridade, os que meramente observam a parte prática da Torá.

Também, há interioridade em cada pessoa de Israel – a Israel no interior – que é o ponto no coração, e exterioridade – que são as internas Nações do Mundo, o corpo em si mesmo. Mas até as internas Nações do Mundo nessa pessoa são consideradas prosélitos de entre as Nações do Mundo, que vieram e se apegaram ao todo de Israel.

67) Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a sua interioridade, que é a Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as Nações do Mundo nela, isto é, quando um dita a maioria dos seus esforços a aumentar e exaltar a sua interioridade, para beneficiar a sua alma, e dá esforços menores, a mera necessidade, para suster as Nações do Mundo nele, isto é as necessidades do corpo, como está escrito (Avot, 1), “Faz tua Torá permanente e teu trabalho temporário,” ao assim fazer, um faz as Crianças de Israel elevarem-se para cima na interioridade e exterioridade do mundo também, e as Nações do Mundo, que são a exterioridade, a reconhecerem e admitirem o valor das Crianças de Israel.

E se, Deus nos livre, é ao contrário, e um indivíduo de Israel aumenta e aprecia a sua exterioridade, que são as Nações do Mundo em ele, mais que a Israel interna nele, como está escrito (Deuterônimo 28), “O estranho que está no meio de ti”, isto é, a exterioridade nessa pessoa eleva-se e plana, e você em si mesmo, a interioridade, a Israel em si, mergulha para baixo? Com estas ações, a pessoa causa a exterioridade do mundo em geral – as Nações do Mundo – a se elevarem ainda mais alto e superarem Israel, degradando-os até ao chão, e as Crianças de Israel, a interioridade no mundo, mergulham ainda mais fundo.

68) Não esteja surpreso que as ações de uma pessoa tragam elevação ou declínio ao mundo inteiro, pois é uma lei inquebrável que o geral e o particular são iguais como duas ervilhas numa vagem. E tudo o que se aplica no geral, se aplica no particular, pois o geral pode aparecer apenas depois da aparição das partes nele, de acordo com a quantidade e qualidade das partes. Evidentemente, o valor de uma ação de uma parte eleva ou declina o todo inteiro.

Isso irá clarificar a si o que está escrito em O Zohar, que por empenho em O Livro do Zohar e a sabedoria da verdade, elas serão recompensadas com completa redenção do exílio (Tikkunim, fim da Tikkun Num. 6). Nós podemos perguntar, que tem o estudo de O Zohar a ver com a redenção de Israel de entre as nações?

69) Do acima nós podemos cuidadosamente compreender que a Torá, também, constrange interioridade e exterioridade, como o faz o mundo inteiro. Desta forma, o que se empenha na Torá tem estes dois graus, também. Quando um aumenta a sua labuta na interioridade da Torá e seus segredos, a essa extensão, um faz a virtude da interioridade do mundo – que são Israel – elevar-se alto acima da exterioridade do mundo, que são as Nações do Mundo. E todas as nações irão admitir e reconhecer o mérito de Israel sobre elas, até à realização das palavras, “E o povo os tomará, e irá trazê-los a seu lugar: e a casa de Israel irá possuí-los na terra do Senhor” (Isaías 14, 2), e também “Assim diz o Senhor Deus, eis, Eu irei levantar minha mão às nações, e definirei meu padrão aos povos: e eles irão trazer teus filhos nos seus braços, e tuas filhas serão carregadas sobre seus ombros” (Isaías 49, 22).

Mas se, Deus nos livre, é ao contrário, e uma pessoa de Israel degrada a virtude da interioridade da Torá e seus segredos, que lidam com a conduta de nossas almas e seus graus, e a percepção e os sabores das Mitzvot em respeito à vantagem da exterioridade da Torá, lida apenas com a parte prática? Também, até quando um se empenha ocasionalmente na interioridade da Torá, e dedica um pouco do seu tempo a ela, quando não é nem noite ou dia, como se fosse redundante, por isso a pessoa desonra e degrada a interioridade do mundo, que são as Crianças de Israel, e aumenta a exterioridade do mundo – isto é as Nações do Mundo – sobre elas. Elas irão humilhar e envergonhar as Crianças de Israel, e considerarão Israel como supérflua, como se o mundo não tivesse necessidade deles, Deus nos livre.

Além do mais, com isso, eles fazem até a exterioridade nas Nações do Mundo dominar sua própria interioridade, pois os piores entre as Nações do Mundo, os prejudiciais e destruidores do mundo, sobem acima de sua interioridade, que são os Justos das Nações do Mundo. E então eles fazem toda a ruína e massacre hediondo que nossa geração testemunhou, que Deus nos proteja daqui em diante.

Então você vê que a redenção de Israel e a elevação de Israel, dependem do estudo de O Zohar e a interioridade da Torá. E vice-versa, toda a destruição e declínio das Crianças de Israel são porque elas abandonaram a interioridade da Torá. Elas degradaram seu mérito e fizeram-na aparentemente redundante.

70) Isto é o que está escrito nas Tikkunim (correções) de O Zohar (Tikkun 30): “Despertem e elevem-se pela Sagrada Divindade, pois vós tendes um coração vazio, sem o entendimento de saber e a alcançar, embora ela esteja dentro de vós”. O significado disso é, como está escrito (Isaías 40), que uma voz bate no coração de todo e cada um de Israel, a chorar e a orar para elevar a Sagrada Divindade, que é a coleção de todas as almas de Israel. Mas a Divindade diz, “Eu não tenho força para me elevar a mim mesma do pó, pois ‘toda a carne é erva’, eles são todos como bestas, comendo feno e erva”. Isto significa que eles mantêm as Mitzvot sem mente, como bestas, “e a divindade dali é como a flor do campo, todas as boas ações que eles fazem, eles fazem-nas para si mesmos”.

Isto significa que com as Mitzvot que eles executam, eles não têm intenção de as fazer de forma a trazer contentamento a seu Fazedor. Em vez disso, eles mantêm todas as Mitzvot apenas por seu próprio benefício, e até os melhores entre eles, que dedicam todo seu tempo ao empenho na Torá, fazem-no apenas para beneficiar seus próprios corpos, sem a desejável direção – de trazer contentamento a seu Fazedor.

Diz-se sobre a geração desse tempo: “Um espírito abandona e não irá voltar ao mundo”, isto é que o espírito do Messias, que deve livrar Israel de todos seus problemas até à completa redenção, para manter as palavras, ‘pois a terra estará cheia do conhecimento do Senhor.’ Esse espírito partiu e não brilha no mundo.

Ai dos que fazem o espírito do Messias partir abandonar e partir do mundo, e não possa voltar ao mundo. Eles são os que fazem a Torá seca, sem qualquer humidade de compreensão e razão. Eles confinam-se a si mesmos à parte prática da Torá, e não desejam tentar compreender a sabedoria da Cabala, de saber e compreender os segredos da Torá e o sabor da Mitzva. Ai deles, pois com estas ações eles acarretam a existência da pobreza, ruína, e roubo, saque, matança, e destruições no mundo.

71) A razão de suas palavras é, como nós explicámos, que quando todos os que se empenham na Torá degradam a sua própria interioridade e a interioridade da Torá, deixando-a como se ela fosse redundante no mundo, e se empenham nela apenas numa altura em que não é nem dia nem noite, e neste respeito, eles são cegos procurando a parede, com isso, eles intensificam a sua própria exterioridade, o benefício de seus próprios corpos. Também, eles consideram a exterioridade da Torá mais elevada que a interioridade da Torá. E com estas ações eles causam todas as formas de exterioridade no mundo a dominar todas as partes internas no mundo, cada de acordo com sua essência.

Isto é assim porque a exterioridade no todo de Israel, isto é, as Nações do Mundo neles, dominam e revogam a interioridade no todo de Israel, que são os que são grandes na Torá. Também, a exterioridade nas Nações do Mundo – os destruidores entre eles – intensificam e revogam a interioridade entre eles, que são os Justos das Nações do Mundo. Adicionalmente, a exterioridade do mundo inteiro, sendo as Nações do Mundo, intensificam e revogam as Crianças de Israel – a interioridade do mundo.

Em tal uma geração, todos os destruidores entre as Nações do Mundo levantam suas cabeças e desejam primariamente destruir e matar as Crianças de Israel, como está escrito (Yevamot 63), “Nenhuma calamidade vem ao mundo a não ser por Israel”. Isto significa, como está escrito nas correções acima, que eles causam pobreza, ruína, roubo, matança, e destruição no mundo inteiro.

E através de nossos muitos defeitos, nós testemunhámos a tudo o que é dito no supramencionado Tikkunim, e além do mais, o julgamento golpeou os melhores entre nós, como nossos sábios disseram (Baba Kama 60).

60) “E começou com os justos primeiro”. E de toda a glória que Israel tinha tido nos países da Polónia e Lituânia, etc., sobram apenas as relíquias na nossa sagrada terra. Agora depende de nós, relíquias, corrigir esse terrível mal. Cada um de nós remanescentes deve tomar sobre si mesmo, coração e alma, a doravante intensificar a interioridade da Torá e dar-lhe o seu lugar legitimo, de acordo com seu mérito sobre a exterioridade da Torá.

E então, todo e cada um de nós será recompensado com intensificar sua própria interioridade, isto é a Israel dentro de nós, que são as necessidades da alma sobre a nossa própria exterioridade, que é as Nações do Mundo conosco, isto é, as necessidades do corpo. Que força venha ao todo de Israel, até que as Nações do Mundo dentro de nós admitam e reconheçam o mérito dos grandes sábios de Israel sobre elas, e os escutem e obedeçam.

Também, a interioridade das Nações do Mundo, os Justos das Nações do Mundo, irão subjugar e submeter sua exterioridade, que são os destruidores. E a interioridade do mundo, também, que são Israel, se elevarão em todo seu mérito e virtude sobre a exterioridade do mundo, que são as nações. Então, todas as nações do mundo irão admitir e reconhecer o mérito de Israel sobre elas.

E elas seguirão as palavras (Isaías 14, 2), “E o povo os tomará, e irá trazê-los a seu lugar: e a casa de Israel irá possuí-los na terra do Senhor” E também (Isaías 49, 22), “E eles irão trazer teus filhos nos seus braços, e tuas filhas serão carregadas sobre seus ombros”. Isso é o que está escrito em O Zohar (Nasoh, p 124b), “através desta composição”, que é O Livro do Zohar, “eles serão livrados do exílio com misericórdia”, Amém, que assim seja.

A coluna é baseada na “Introdução ao Livro do Zohar”, de Baal HaSulam, Rav Yehuda Ashlag.

Coluna do Dr. Laitman no Ynet 12/11/15