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Medium: “Busca Da Felicidade E O Sonho Americano Desvanecido”


O portal Medium publicou meu novo artigo: “A Busca Da Felicidade E O Sonho Americano Desvanecido”

Está inserido nas camadas mais profundas da sociedade americana. “Vida, Liberdade e a busca da Felicidade” é o credo fundador da Declaração da Independência que visa à realização na vida de todos. Na realidade, no entanto, esse ideal nem sequer arranha a superfície da sociedade americana. Apesar de gastar quantias astronômicas de dinheiro e trabalhar muito para encontrar a felicidade, os EUA têm a maior taxa de uso de antidepressivos do mundo. Qual é a razão e o que pode ser feito para inverter esse fenômeno?

A renda per capita na América mais do que dobrou desde 1972, mas o bem-estar de seus cidadãos está enviando sinais inquietantes de declínio. Os EUA estão em 18º lugar entre os 156 países medidos pelo World Happiness Report 2018, significativamente abaixo de outras nações ricas. O editor do relatório, economista Jeffrey Sachs, afirmou que “as tendências não são boas, e a posição comparativa dos EUA em relação a outros países de alta renda é nada menos que alarmante”. Ele atribui essa divergência à obesidade, abuso de drogas e depressão, problemas associados à insatisfação na vida.

A busca da felicidade está constantemente motivando as pessoas a buscar a fonte de felicidade. Estima-se que uma indústria americana bem azeitada de produtos e serviços de autoajuda que vende a ilusão de alegria e satisfação vale mais de 10 bilhões de dólares por ano. Uma quantia significativa também é gasta em viagens ao exterior, cerca de 118 bilhões de dólares, entre outros gastos surpreendentes em lazer e indulgência.

Se tal esforço não está dando frutos, é possível que o problema seja como e onde as pessoas nessa busca pela felicidade a estão procurando?

Como Medimos a Felicidade

A valorização do trabalho árduo para alcançar o sucesso na vida é geralmente interpretada como o acúmulo de posses materialistas, concentrando-se em coisas que nos trazem alegria e satisfação, tudo o que o dinheiro parece comprar. Adquirir o máximo de dinheiro possível também proporciona uma sensação de valor próprio, já que a pessoa que ganha riqueza também ganha respeito e reconhecimento dos outros. Vivemos sob a impressão de que ser rico equivale a ser feliz, por isso estamos prontos para fazer o que for preciso para ficar rico.

Este objetivo motiva as pessoas a trabalhar por mais tempo e a socializar menos, e assim experimentam o oposto do efeito desejado: mais solidão e insatisfação devido ao investimento avassalador em tempo e esforços para alcançar este objetivo. Quanto mais nos concentramos nas coisas que nos trazem prazer, mais rápido o sentimento se desvanece e perde sua importância.

Comprar um carro novo, uma casa impressionante, o melhor dispositivo eletrônico, conseguir um emprego de prestígio, nos dará uma satisfação de curta duração. No final, nos adaptaremos a essas novas aquisições, retornando ao nosso ponto de partida e terminando no mesmo estado ou até mesmo mais infelizes do que éramos antes. É a mesma velha corrida de ratos, onde estamos constantemente buscando novas fontes de prazer à medida que as antigas expiram.

A Felicidade Depende De Outras Pessoas

Em contraste com a percepção comum de que “riqueza = felicidade”, vários estudos de longo prazo também chegaram à conclusão de que relacionamentos íntimos, e não posses, detêm a chave da felicidade.

Quando lhe pediram para resumir décadas de pesquisa no campo da psicologia positiva, o renomado psicólogo Chris Peterson respondeu: “outras pessoas são importantes”. Um dos mais longos estudos do mundo sobre esse assunto, de quase 80 anos, foi conduzido por pesquisadores de Harvard. Eles acompanharam a evolução pessoal de 268 alunos do segundo ano para identificar fatores que influenciam uma vida saudável e feliz.

O estudo descobriu que a amizade e a conexão social, mais do que dinheiro e fama, é o que faz as pessoas felizes. Além disso, aqueles que tinham relacionamentos afetuosos e pertenciam a uma comunidade não apenas viviam vidas mais felizes, mas também mais longas. Como parte das conclusões do estudo, o diretor Robert Waldinger afirmou que “a solidão mata. É tão poderosa quanto fumar ou ser viciado em álcool”.

A sabedoria da Cabalá tem discutido este princípio ao longo de milhares de anos: a verdadeira felicidade só pode ser encontrada através da conexão humana positiva, na nossa unidade coletiva, onde cada pessoa é focada externamente em relação aos amigos e à sociedade. Além disso, a Cabalá afirma que a felicidade baseada na conexão é ilimitada em potencial.

Mas por quê? O que há em dar e se conectar positivamente com os outros que pode tornar nossa felicidade ilimitada? Além disso, o que limita nossa felicidade?

Auto-Preocupação: O Limitador Da Felicidade

O que limita nossa felicidade é nossa preocupação pessoal, quando tentamos desfrutar individualmente e à custa dos outros. De acordo com a Cabalá, a natureza humana é um desejo de desfrutar. Nossa motivação inata é desfrutar, sentir-se bem e ser feliz. No entanto, apesar de todos os nossos desejos estarem constantemente trabalhando para nos fazer felizes, nosso problema é que não sabemos como desfrutar. Como os exemplos acima mostraram, nós interpretamos esse desejo de desfrutar em termos de desejos para obter riqueza e aquisições materiais, honra e respeito, controle e conhecimento.

Tais formas corpóreas e materiais de prazer compartilham um denominador comum: tentamos nos satisfazer individualmente à custa dos outros. O problema de desfrutar desse modo é que o desejo de desfrutar é feito de tal maneira que o prazer autônomo se extingue no momento em que entra em nós. Como quando comemos, extinguimos a fome e, no final da refeição, não queremos mais comer, assim é com nossos outros desejos corpóreos: todos desaparecem após a sua realização. Esta é a razão para o paradoxo do porque a depressão e a solidão são abundantes, embora tenhamos construído uma sociedade ocidental abundante com prazeres materiais.

Os fundadores da sabedoria da Cabalá perceberam esse problema com a natureza humana e procuraram encontrar uma solução. O que eles descobriram é que quando o desejo de desfrutar é redirecionado, quando paramos de tentar nos satisfazer individualmente e começamos a satisfazer os outros, apesar de não vermos nenhum benefício direto em tal inclinação, na verdade esta é a chave para desfrutar e ser feliz sem limites. Os Cabalistas descobriram que, por trás do que imaginamos como felicidade, existe uma fonte de felicidade, um desejo oposto à nossa própria natureza, que é a qualidade de doação, amor e conexão. Quando tentamos imitar essa qualidade, tentando dar, amar e nos conectar positivamente com os outros, ela nos influencia e nos muda, trazendo-nos mais e mais em equilíbrio com ela. E quanto mais nos equilibramos com a natureza, mais felizes nos tornamos.

Felicidade Ciência e Psicologia Positiva Confirmando o que a Cabalá Tem Dito Há Milhares de Anos

Apenas recentemente, nos últimos 20 a 30 anos, a ciência da felicidade e a psicologia positiva surgiram para estudar o que nos faz felizes e o que nos impede de ser felizes. Esses campos chegam às conclusões que a sabedoria da Cabalá afirmou há 5.000 anos: essa doação realmente nos torna muito mais felizes do que receber. Quanto mais fortes nossos relacionamentos com os outros, mais felizes somos. Se o nosso desejo for focado fora de nós mesmos, em dar aos outros, não nos sentiremos vazios o tempo todo.

A expectativa de felicidade depende unicamente de nós e só nós ditamos o escopo de nossa felicidade futura. Ela pode inflar, expandir e ser apreciada o tempo todo, e, portanto, uma pessoa tem o potencial de aproveitar sem limites. Em vez de tentar nos desapegar dos outros e nos encontrarmos de mãos vazias de tempos em tempos, podemos construir uma felicidade cada vez maior através de nossos esforços para nos conectarmos positivamente, aproximando-nos cada vez mais do equilíbrio com a natureza. Então, a satisfação completa será uma realidade tangível e não apenas um sonho.

Medium: “A ‘Sobrevivência Dos Mais Ricos’ Depende Deles Salvarem Todos Nós”


Medium publicou meu novo artigo “A ‘Sobrevivência Dos Mais Ricos’ Depende Deles Salvarem Todos Nós”

Você já ouviu falar sobre “o evento”?

Acontece que “o evento” é um codinome da crise sistêmica que se aproxima da humanidade em grandes avanços, um eufemismo usado pelos ultra ricos do mundo. Se será desencadeada por um colapso econômico e uma agitação social maciça, mudança climática, explosão nuclear, uma epidemia ou guerra cibernética, isso resultará em uma catástrofe global, e o escalão superior quer estar pronto para o “Dia do Julgamento”.

Para se preparar para o inevitável, cinco magnatas convidaram o teórico de mídia e o autor de tecnologia, prof. Douglas Rushkoff, para dar-lhes alguns conselhos pela taxa simbólica de metade de sua renda anual.

Durante a reunião, Rushkoff percebeu de repente que os ultra ricos tinham uma razão completamente diferente para investir em tecnologia: todas as novas tecnologias de ponta, como inteligência artificial, blockchain, impressão 3D, CRISPR e até mesmo a colonização de Marte, são vistos e apoiados pelas elites do mundo como meio de salvar-se do “evento”.

Enquanto vemos supermercados sem caixas, veículos autônomos e robôs fazendo o trabalho para nós – os ultra ricos veem meios de proteção contra multidões enfurecidas e colapsos sistêmicos em um futuro não muito distante.

De fato, os poucos ricos e poderosos têm uma visão muito mais ampla do risco global do que a maioria da sociedade humana. No entanto, o que eles podem ver e prever é apenas um fragmento do quadro geral. A crise humana multifacetada se origina de uma causa completamente diferente e acontece com um propósito totalmente diferente do que eles entendem, e é por isso que eles acham que podem evitá-la.

O “evento” real é um ponto de virada natural na evolução humana, e suas origens começam há menos de 14 bilhões de anos com o Big Bang.

Através de bilhões de anos, o desenvolvimento da matéria criou gases, poeira, estrelas e planetas, e depois a vida biológica da flora e da fauna na Terra. Mas junto com a expansão do universo, a natureza também trabalha para equilibrar todos os níveis da vida: do inanimado, para a vida da planta, para a vida animal, para a vida humana. E a nossa vez acaba de chegar.

Quer percebamos ou não, a natureza está nos empurrando para nos equilibrarmos com ela. E isso significa tornar-se uma parte integral e harmoniosa do sistema natural, que exige a evolução da sociedade humana como uma espécie coletiva em todo o planeta. Gradualmente, a natureza está ampliando nossa sensibilidade à nossa interdependência global, forçando-nos a reconhecer a rede humana da qual todos fazemos parte e a transformar nossas sociedades de acordo.

Nenhuma tecnologia pode impedir as leis da natureza e nenhum bunker pode impedir qualquer pessoa de ser afetada por elas. Mas podemos aprender como acompanhar a pressão evolutiva, e não ir contra ela.

Para evitar tornar-se vítimas de um colapso agressivo de nossa cultura atual, temos que reconhecer e nos preparar para um futuro inevitavelmente conectado. As pessoas têm que aprender sobre as leis da natureza e como elas formam um sistema integral, onde todos os elementos dependem de sua conexão equilibrada com os outros e como isso os complementa.

Mas esse é apenas o começo da transformação da humanidade. Não é coincidência que nas últimas décadas haja um corpo crescente de pesquisas de vários campos, confirmando que conexões humanas positivas nos tornam mais inteligentes e melhores em todos os sentidos, assim como mais felizes e saudáveis. Os seres humanos terão que descobrir e ativar sua fiação inerente para conexão, praticando-a conscientemente.

Quanto mais praticamos nossas conexões positivas – pessoal, social e globalmente – mais vemos que estamos chegando ao equilíbrio com as leis da natureza, e isso se tornará nossa nova fonte de realização.

Certamente, a transformação da sociedade humana exigirá um grande esforço socioeducacional em todo o planeta, usando nossos meios e nossas tecnologias de uma nova maneira e para um novo propósito. A ironia é que precisamente as pessoas como as que conheceram Rushkoff têm todos os meios necessários para que isso aconteça. O que falta é apenas o entendimento de que a única maneira de se salvar do “evento” é salvar a sociedade humana também.

Newsmax: “Quando A Amamentação Se Tornou Uma Moeda De Troca?”


O maior portal, Newsmax, publicou meu novo artigo “Quando A Amamentação Se Tornou Uma Moeda De Troca?“

É, e sempre foi, o melhor alimento para os bebês. Não há controvérsias sobre os benefícios do leite materno, mas sua politização está nos dando alimento para o pensamento.

O The New York Times afirmou que o governo dos EUA ameaçou, sem sucesso, que as nações apoiem ​​o aleitamento materno com comércio punitivo e cortes militares para favorecer a indústria de fórmulas infantis de US$ 70 bilhões, uma acusação fervorosamente negada pela atual administração. Além das manchetes sensacionalistas, o fator chave é que um tópico tão importante relacionado à saúde para mães e crianças foi colocado de volta na mesa.

O leite materno é rico em nutrientes e inclui anticorpos para combater vírus e bactérias que protegem o bebê contra infecções e alergias. Ele estimula o sistema imunológico, reduz a mortalidade infantil e ajuda na recuperação mais rápida de doenças comuns na infância. Um estudo de Harvard em 2016 estimou que 3.340 mortes prematuras por ano entre mães e bebês poderiam ser evitadas apenas nos Estados Unidos, devido à amamentação adequada. Ela também diminui o risco de câncer de mama e de ovário, e a osteoporose.

Além dos benefícios físicos e do que é mostrado através de experimentos de laboratório, a amamentação é uma das melhores formas de se relacionar com um bebê. Além da nutrição, ela proporciona conforto e relaxamento. Ela libera oxitocina, que é o hormônio responsável por outros comportamentos amorosos que nos fazem sentir bem com uma pessoa.

A amamentação prolongada nos dois primeiros anos de vida permite o desenvolvimento adequado da criança, e as mulheres expressam mais sensibilidade materna após os primeiros anos do bebê, de acordo com um estudo da American Psychological Association.

Além dessas descobertas, há também uma conexão interna natural entre a mãe e o filho, que permite um desenvolvimento biológico e interno positivo, que começa dentro do útero, pertencendo a uma camada interna da natureza que nossos estudos e ferramentas de pesquisa ainda não conseguem identificar.

Considerando o papel vital que as mães desempenham no desenvolvimento de cada indivíduo desde a mais tenra idade, é lógico que as mães que ficam em casa devem receber todo o apoio possível para criar a próxima geração.

No entanto, na prática, este não é o caso.

No mundo de hoje, a maior parte do ônus recai sobre a mãe, que normalmente é esperada para priorizar sua carreira em relação à família, fazer malabarismos com tarefas e se tornar cada vez mais exaurida e insatisfeita. O chamado avanço dos direitos das mulheres de escolher é, na prática, uma contradição. No final, as mulheres que decidem cumprir um papel tradicional como mães que ficam em casa não recebem reconhecimento, valor e apoio econômico suficientes da sociedade, como se a criação de uma nova geração não fosse o empreendimento mais importante de todos.

Da mesma forma que a ciência tem sido incapaz de criar um útero artificial que dá vida a um embrião, o papel de nutrir e educar a criança é insubstituível. Não podemos fingir ser mais sábios que a natureza. Se realmente quisermos fortalecer e promover a autodeterminação das mulheres, a sociedade deve criar condições para uma maternidade confortável.

Na maioria das sociedades, as mulheres lutam para ter uma vida equilibrada, considerando o trabalho como uma necessidade econômica, em vez de libertação e progresso pessoal. As mulheres são apanhadas em um emaranhado cada vez maior de compromissos no trabalho e em casa, com muito pouca restituição em qualquer nível.

Hoje em dia, certos governos estão considerando a distribuição de uma renda básica incondicional suficiente para satisfazer as necessidades básicas de uma pessoa. Tais programas, se implementados, devem beneficiar as mulheres em primeiro lugar, particularmente as mães que decidem deixar o local de trabalho para criar seus filhos.

As mães não devem continuar sendo tratadas como cidadãos de segunda classe. Em vez disso, devem ser reconhecidas como “CEOs da sociedade” – a força dominante na criação, as únicas capazes de dar à luz e nutrir toda uma nova geração. Tenha em mente que o mundo é o nosso teto, a humanidade é a nossa casa e as mulheres são o pilar dessa estrutura. A natureza está nos mostrando o mecanismo perfeito do corpo humano. E a maternidade em particular tem um papel crucial no nascimento de uma nova humanidade.

BIEN: “A Renda Básica Deve Beneficiar As Mães Em Primeiro Lugar”


O maior portal, Basic Income Earth Network (BIEN), publicou meu novo artigo: “A Renda Básica Deve Beneficiar As Mães Em Primeiro Lugar”:

Não há controvérsias sobre os benefícios do leite materno, mas sua politização está nos dando uma ideia para pensar. O New York Times afirmou que o governo dos EUA ameaçou, sem sucesso, retaliar as nações que apoiam o aleitamento materno para favorecer a indústria de fórmulas infantis de US$ 70 bilhões, uma acusação fervorosamente negada pela atual administração. Além das manchetes sensacionalistas, o fator chave é que um tópico tão importante relacionado à saúde para mães e crianças foi colocado de volta na mesa. Também é hora de abrir a discussão sobre medidas práticas para incentivar a amamentação em benefício da sociedade.

O leite materno é rico em nutrientes e inclui anticorpos para combater vírus e bactérias que protegem o bebê contra infecções e alergias. Ele estimula o sistema imunológico, reduz a mortalidade infantil e ajuda em uma recuperação mais rápida de doenças comuns na infância. Um estudo de Harvard em 2016 estimou que 3.340 mortes prematuras por ano entre mães e bebês poderiam ser evitadas apenas nos Estados Unidos devido à amamentação adequada. Ela também diminui o risco de câncer de mama, de ovário e osteoporose na mãe.

Além dos benefícios físicos e do que os experimentos de laboratório mostram, a amamentação é uma das melhores formas de se relacionar com um bebê. Ela libera oxitocina, que é o hormônio responsável por outros comportamentos amorosos que nos fazem sentir bem sobre uma pessoa.

A amamentação prolongada nos dois primeiros anos de vida permite o desenvolvimento adequado da criança, e as mulheres expressam mais sensibilidade materna muito além dos anos de bebês e crianças, de acordo com um estudo da American Psychological Association. Além desses achados, há também uma conexão interior natural entre a mãe e a criança, que permite um desenvolvimento biológico e interno positivo, que começa dentro do útero.

A Necessidade de Apoiar as Mães que Ficam em Casa

Considerando o papel vital que as mães desempenham no desenvolvimento de cada indivíduo desde a mais tenra idade, é lógico que as mães que ficam em casa devem receber todo o apoio possível para criar a próxima geração. Elas precisam ter direito a receber assistência financeira que lhes permita desempenhar suas tarefas extraordinárias sem se preocupar em como fazer face às despesas, dando-lhes uma sensação de liberdade e controle de suas vidas.

No mundo de hoje, no entanto, esse não é o caso. A maior parte da carga recai sobre a mãe, de quem geralmente se espera priorizar sua carreira em relação à família, lidar com tarefas e se tornar cada vez mais exaurida e insatisfeita. Com o aumento maciço do custo de vida, as mães na maioria das sociedades lutam para administrar uma vida equilibrada, considerando o trabalho como uma necessidade econômica, em vez de libertação, progresso pessoal e realização. As mães são apanhadas em um emaranhado cada vez maior de compromissos no trabalho e em casa, com muito pouca restituição em qualquer nível. Em casos extremos, houve situações em que mães estressadas pelo trabalho abandonaram seus filhos enquanto corriam para o trabalho, como por exemplo a CEO de um hospital esquecendo seu filho em um carro quente onde a criança morreu, ou uma funcionária do McDonald’s deixando seu filho sozinho em um estacionamento público enquanto trabalhava todo o seu dia de trabalho de 9 horas.

Além disso, o cuidado infantil pode ser extremamente caro e muitas mulheres geralmente trabalham apenas para cobrir seus custos, desafiando todo o propósito de ir ao local de trabalho. O chamado avanço dos direitos das mulheres de escolher é, na prática, um paradoxo. No final, as mulheres que decidem cumprir um papel tradicional como mães que ficam em casa não recebem reconhecimento, valor e apoio econômico suficientes da sociedade, como se a criação de uma nova geração não fosse o empreendimento mais importante de todos.

Da mesma forma que a ciência tem sido incapaz de criar um útero artificial que dê vida a um embrião, o papel de nutrir e educar a criança é insubstituível. Não podemos fingir ser mais sábios que a natureza. Se realmente quisermos fortalecer e fomentar a autodeterminação das mulheres, a sociedade deve criar condições para uma maternidade confortável.

Por Que a RBU Deve Priorizar as Mães?

É precisamente aqui que a RBU (renda básica universal) pode entrar para incentivar mães que desejam criar seus filhos em tempo integral. A RBU deve beneficiar as mulheres em primeiro lugar, particularmente as mães que, com base em suas próprias preferências pessoais, escolhem deixar o local de trabalho para criar seus filhos. A renda básica deve ser fornecida para as mães sem condições prévias: não como bem-estar ou caridade, mas como remuneração por um trabalho crucial na sociedade.

Priorizar a RBU para as mães seria uma situação vantajosa: não apenas ajudaria as mães, mas também aumentaria diretamente o apoio para toda a próxima geração da sociedade que as mães estão criando agora. Muitos problemas pessoais e sociais, como depressão, ansiedade e doença mental mais tarde na vida, podem ser rastreados até fenômenos como negligência, estresse e traumas infantis. Portanto, a RBU deixaria as mães viverem com estresse econômico reduzido, liberando-as para se concentrarem em cuidar, se relacionar e criar seus filhos.

Da mesma forma, como mencionei antes, a renda básica para as mães permitiria sua participação em atividades pró-sociais, enriquecedoras de conexões, como grupos para mulheres grávidas, pais e economia doméstica, entre outras, para melhorar suas habilidades maternais com um clima social de apoio. Naturalmente, esse envolvimento na sociedade também influenciaria positivamente seus filhos.

Em vez de tratar as mães como cidadãos de segunda classe, elas devem ser reconhecidas como “CEOs da sociedade” – a força dominante na criação, as únicas capazes de dar à luz e nutrir toda uma nova geração. Tenha em mente que o mundo é o nosso teto, a humanidade é a nossa casa e as mulheres são o pilar dessa estrutura. A maternidade desempenha um papel crítico no nascimento de uma nova humanidade. Portanto, dar um passo adiante na promoção da RBU como apoio crítico às mães é uma decisão de extrema importância para um futuro mais promissor para todos.

The Times Of Israel: “Tisha B’Av 2018: Um Dia De Reconhecimento Na Sociedade Israelita”


O The Times of Israel publicou meu novo artigo “Tisha B’Av 2018: Um Dia de Reconhecimento na Sociedade Israelita”

Vamos realizar um exercício social e ver a nossa realidade através de duas visões de mundo.

Uma nos mostra o mundo alienado que conhecemos, com divisão social, crueldade e discriminação que não deixa escolha além de ir às ruas. Por outro lado – e aqui está o exercício – vamos aspirar a ver uma realidade diferente, onde todos somos uma família, unidos por fios de amor e respeitando igualmente a vontade de todos os membros da sociedade.

A cada dia, a necessidade dessa nova realidade se torna mais clara do que nunca, a necessidade de sentir uma conexão acima do senso diário de separação. Não se trata de sorrisos e sutilezas falsas. Trata-se de todo um novo espaço espiritual das relações humanas – vivendo em conjunto com a força de ligação da natureza que une todos nós em um único tecido de humanidade.

O senso de igualdade que emergirá é uma nova perspectiva que não vimos antes. Vamos descobrir como pode haver espaço para todos. O sentido de uma força maior de conexão entre nós nos dará a importância de preservar nossas diferenças e o reconhecimento de que nossos conflitos e diferenças nos permitem ver a harmonia e a integridade que existe na natureza.

Mas para que tal realidade de sonho tome forma, temos que abrir espaço dentro de nós. Temos que moldar uma nova percepção da realidade, oposta à percepção estreita e egoísta que nos governa. É preciso prática e temos que brincar com ela como crianças. Temos que nos imaginar vivendo em uma família calorosa e amorosa, no abraço de uma sociedade amorosa. Temos que despertar sentimentos latentes de conexão entre nós, que iluminarão os espaços escuros entre nós.

Então, a natureza irá realizar sua mágica: o jogo que jogamos mudará nossa percepção do que é realista. Não é que a realidade em si mude diante de nossos olhos, mas nossa percepção da realidade certamente irá mudar.

Em Tisha B’Av, o dia que simboliza nosso ódio infundado mútuo, não faltam tentativas de elevar o valor da unidade social. Mas seja através de círculos de discussão nas praças da cidade, nas redes sociais ou em tendas de protesto, o discurso não se eleva acima do nível limitado e terreno.

Certamente, hoje não temos medo de desentendimentos sociais e não tentamos mais obscurecê-los. Estamos bem conscientes de que o povo secular nunca concordará com os religiosos, e os da direita permanecerão em disputa com os da esquerda.

No entanto, reconhecer as diferenças entre nós não é suficiente para nos levar a um novo espaço.

Falta-nos a urgência genuína de romper a barreira da nossa percepção mundana. O ego nos mantém cativos, nos acorrenta a uma cosmovisão em divisão na qual nunca podemos reconstruir nossa sociedade. No momento, parece que a necessidade de mudança só virá com a intensificação de problemas, guerras, lutas e protestos.

Mas existe outro caminho. Mais curto, mais rápido e mais agradável para todos nós. É através da prática consciente, através da prática, através da educação.

Por dois mil anos, os Cabalistas têm apontado para a unidade como uma solução para todos os nossos problemas. Eles nos avisam de todas as formas possíveis que se não nos conectarmos à nossa raiz espiritual comum, os eventos da vida nos ensinarão a fazer isso em um caminho muito difícil e longo.

Portanto, devemos começar a nos relacionar com o futuro melhor que queremos para nós e nossos filhos, para o relacionamento positivo entre todos nós. Não somos obrigados a deixar a nossa opinião ou ceder aos outros. Nós só somos obrigados a jogar com uma nova visão de mundo, onde acima de nossas diferenças, estamos conectados como uma única família.

O amor fraternal que iremos construir gradualmente será chamado de “o terceiro templo”.

Jpost: “Nós Lamentamos A Ruína Do Templo, Mas Exaltamos Sua Causa”


O The Jerusalem Post publicou meu novo artigo: “Nós Lamentamos A Ruína Do Templo, Mas Exaltamos Sua Causa”

Todos os anos vem Tisha B’Av, nós lamentamos a ruína do Templo devido ao nosso ódio infundado. No entanto, a cada ano, tornamos nosso ódio mútuo mais arraigado. Então, quão boas são nossas lágrimas?

Um Dia Ruim Para Os Judeus

O Talmude (Masechet Taanit) nos diz: “Cinco coisas aconteceram com nossos pais no dia 17 de Tamuz e cinco no dia 9 de Av [os dias que marcaram o começo e o fim das Três Semanas (Bein Hametzarim)]. No dia 17 de Tamuz as primeiras Tábuas quebraram, o fogo eterno se apagou, a muralha da cidade foi rompida, Apostumus queimou a Torá e colocou um ídolo no Templo. No dia 9 de Av nossos pais foram proibidos de entrar na terra, o Primeiro e o Segundo Templos foram arruinados, Beitar foi conquistada e [no mesmo dia um ano depois] a cidade foi arrasada”.

Why Specifically That Day?

A história cheia de horror do dia 9 de Av não termina com a ruína do Templo. Ao longo da história, este dia do ano tem sido repleto de calamidades. A expulsão dos judeus da Inglaterra em 1290 e a notória expulsão dos judeus da Espanha em 1492 aconteceram no dia 9 de Av. Mais perto do nosso tempo, no dia 9 de Av de 1942, os nazistas iniciaram a deportação em massa de 300.000 judeus do gueto de Varsóvia para o campo de extermínio de Treblinka.

Desde o nascimento de nossa nação, o dia 9 de Av foi um dia ruim para os judeus.

Por Que Especificamente Neste Dia?

O calendário hebraico reflete mais que nossa história. Em um nível mais profundo, ele reflete um processo de transformação de seres egocêntricos – cujos corações são maus desde a juventude, como narra a Torá (Gênesis 8:21) -, em uma nação conectada e mutuamente responsável, cujos membros estão unidos “como um homem com um só coração ”. Nesse ciclo, o dia 9 de Av marca um ponto de crise, quando damos as costas à unidade e toleramos o egocentrismo.

A ruína do Segundo Templo é certamente o evento mais traumático que aconteceu no dia 9 de Av. No entanto, não é a catástrofe em si que devemos lamentar, mas a nossa perda do amor um pelo outro, que o induziu.

Entre Amor E Ódio

No ciclo do nosso desenvolvimento, começamos como egoístas puros. Não queremos nada além do que é bom para nós, sem qualquer preocupação pelos outros. “O pecado se agacha na porta”, a Torá nos diz, e assim nos comportamos.

No entanto, se o propósito de nossa vida fosse se contentar em ser a espécie no topo da cadeia alimentar, não buscaríamos imortalidade, superioridade, renome e outras ambições exclusivamente humanas. Não precisaríamos inventar tudo o que criamos ao longo dos séculos; lanças e flechas seriam suficientes. Os humanos constantemente aspiram à perfeição e eternidade. Queremos saber o que criou o mundo, como ele funciona e por quê. Em uma palavra, a humanidade quer ser como o Criador do mundo – seu dono. Embora isso possa não ser verdade para você e para mim, pessoalmente, sem esses impulsos básicos, não desenvolveríamos a ciência, o pensamento crítico, as competições esportivas ou perseguiríamos todos os compromissos que pertencem à nossa existência humana, além de nossa sobrevivência física.

O ego humano é diferente do dos animais. É a força motriz por trás do nosso desenvolvimento. Enquanto a natureza equilibra o interesse próprio dos animais, equilibrar a autoabsorção humana requer nosso próprio esforço consciente.

Abraão, o homem de misericórdia, foi o primeiro a encontrar um método para conter o egoísmo humano. Ele e seus descendentes o desenvolveram até que uma nação baseada na misericórdia e unidade fosse formada. Mas no pé do Monte Sinai, a montanha de Sina‘a [ódio], nós sucumbimos aos nossos egos, e em vez de receber a Torá, o poder da conexão, nos voltamos ao ídolo do ego: o bezerro de ouro. Assim, as tábuas quebraram.

No entanto, nossa nação emergiu dessa crise. Nós juramos ser “como um homem com um coração”, assim recebemos a Torá, e a tarefa de ser “uma luz para as nações”, espalhando o poder da unidade.

Na batalha entre amor e ódio, o método desenvolvido pelos antigos hebreus pretendia levar o mundo à vitória final do amor sobre o ódio. Este método simplesmente afirma que, se equilibrarmos nosso egoísmo com o amor ao próximo, permitiremos que cada pessoa perceba todo o seu potencial, usando essa percepção para o bem comum. Desta maneira, nós “encobrimos” nossos egos com amor, ou como o rei Salomão colocou (Provérbios, 10:12): “O ódio causa contenda, e o amor cobre todos os crimes”. Ao fazer isso, nós exploramos o poder da conexão que criou o mundo e agora o sustenta. Este é o significado interno de receber a Torá.

A Fronteira Final

Todos os anos vem Tisha B’Av [9 de Av ], nós lamentamos a ruína do Templo devido ao nosso ódio infundado. No entanto, a cada ano nos tornamos mais entrincheirados em nosso ódio mútuo. Então, quão boas são nossas lágrimas?

Qual é a razão de chorar sobre a nossa ruína do passado se, ao mesmo tempo, estamos preparando a nossa própria destruição devido à mesma razão que nos demoliu antes? Nós realmente não aprendemos nada com o nosso passado? Quantas ruínas mais devido à aversão mútua precisaremos experimentar antes de finalmente nos tornarmos sábios?

O iminente extermínio do povo judeu vai ofuscar qualquer coisa que já tenhamos experimentado, incluindo a ruína do Segundo Templo, inclusive o Holocausto, que, aliás, extinguiu a vasta maioria da minha própria família.

Estamos na última etapa da jornada, a fronteira final na batalha entre o amor e o ódio. O ódio que está aparecendo agora será o mais intenso de todos os tempos, e transformará sua ira contra os judeus. Não podemos mitigá-lo, mas podemos e devemos cobri-lo com amor, como fizemos antes.

Esta é nossa vocação como judeus. É a realização de nossa missão ser “uma luz para as nações”. Como eu já disse várias vezes antes, na internet e nas páginas do The New York Times, devemos cobrir nosso ódio com cuidado uns pelos outros e, assim, dar um exemplo de unidade para o mundo. Podemos fazer isso de bom grado e agradavelmente, ou seremos forçados a isso pela fúria do mundo. De um jeito ou de outro, nós faremos isso.

Então, neste Tisha B’Av, vamos pensar mais sobre o nosso futuro e nosso papel, e menos sobre o nosso passado. Vamos nos concentrar em construir o tempo futuro e fazer da ruína do passado a base de nosso futuro seguro e feliz.

Medium: “O Que Acontece Quando Morremos?”


O portal Medium publicou meu novo artigo “O Que Acontece Quando Morremos?”

Para onde vamos imediatamente após a morte? O que acontece com a nossa mente, o nosso espírito e a nossa alma quando morremos? Nós voamos para um paraíso eterno ou caímos em um inferno eterno? Nós reencarnamos neste mundo como outras pessoas, ou mesmo animais, plantas ou rochas? Nós continuamos vivendo a vida que levamos uma e outra vez? Nós simplesmente desaparecemos no nada?

Ensinamentos diferentes oferecem respostas diferentes a essas perguntas. A ciência detalha como o corpo se decompõe quando morremos. Em geral, a discussão em torno deste tópico se divide em duas categorias principais:

  1. Pessoas que tiveram experiências de quase morte e viveram para descrever o que viram e sentiram;
  2. Crenças religiosas, filosofias e outras teorias que oferecem conceitos sobre a vida após a morte, reencarnação e consciência.

Este artigo é dedicado a investigar a questão – “O que acontece quando você morre?” – da perspectiva da sabedoria da Cabalá, que oferece uma abordagem fundamentalmente diferente da discussão atual. Vamos analisar a opinião da Cabalá:

  • O que é comum a todas as experiências de quase morte e o que podemos aprender com elas?
  • O que é a alma?Nós temos uma alma, ou temos uma quando morremos, ou podemos alcançar uma durante a nossa vida?
  • O que acontece com a nossa existência corpórea quando morremos?

O que podemos aprender com as experiências de quase morte?

Pessoas que sobreviveram à morte clínica relataram uma série de sentimentos, como um nada parecido com o sono, uma sensação de flutuação no céu ou em um cenário tranquilo como um jardim, uma luz brilhante ou um túnel em direção a uma luz brilhante, vendo e conversando com entes queridos que haviam morrido, bem como experiências fora do corpo, onde eles podiam ver o que estava acontecendo na sala em que foram declarados clinicamente mortos.

O que todas essas sensações têm em comum?

São todas sensações de liberdade do corpo físico. Nas experiências de quase morte, o corpo físico não é mais uma perturbação. As pessoas sentem como se pertencessem a algo diferente do que identificaram como seu corpo. A mente continua trabalhando e processando informações corporais, embora de forma diferente.

Experiências de quase morte expressam um limite entre nossa vida corpórea e sua morte. É um limite onde terminamos nosso contato com a informação que recebemos através do nosso corpo, mente e sentidos corpóreos.

Em tais estados, nosso desejo diminui e seu desaparecimento equivale ao desaparecimento da pessoa. Em outras palavras, o sentimento de vida que experimentamos em nossos desejos individuais (comida, sexo, família) e desejos sociais (dinheiro, honra, controle, conhecimento) desaparece completamente e nós concordamos com sua retirada, deixando de receber, sentir, viver e apreciar.

A sensação de liberdade do corpo físico marca uma mudança para um novo estado. Este novo estado, no entanto, ainda não é a morte, nem é espiritualidade nem eternidade.

De acordo com a Cabalá, é puramente psicológico. O que quer que sintamos em tais estados é limitado e minúsculo em comparação com as sensações de eternidade e plenitude, que a Cabalá afirma que podemos alcançar de maneira muito mais vívida enquanto ainda estamos vivos neste mundo.

Como? Alcançando-se nossa alma.

O Que É a Alma? Ela Pertence ao Nosso Corpo? A Morte do Corpo Marca o Nascimento da Alma, ou Podemos Alcançar Nossa Alma Enquanto Estamos Vivos?

De acordo com a Cabalá, a alma não é algo em que entramos após a morte do nosso corpo. Em vez disso, é algo que precisamos para alcançar uma percepção e sensação claras enquanto estamos vivos. Se não alcançamos a alma enquanto estamos vivos, considera-se que não temos uma.

A alma é um desejo acima dos nossos desejos corpóreos e egoístas. Isto é, acima de nossos desejos por comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento, há um pequeno desejo que pergunta sobre o sentido e o propósito por trás de tudo que experimentamos: o significado da vida. Este desejo é um pequeno ponto, chamado “o ponto no coração” na Cabalá, que nós temos a oportunidade de desenvolver. O pleno desenvolvimento deste ponto é considerado a obtenção da alma.

Alcançar a alma é como sentir uma vida adicional à nossa atual, uma vida que estava escondida de nós. Quando alcançamos contato com a alma, ela se torna o centro da nossa vida. Reavaliamos nossa vida atual e começamos a nos relacionar com ela em um nível completamente diferente. A morte do corpo físico torna-se então como mudar a camisa de alguém. Em outras palavras, quando nosso corpo físico morre, continuamos reencarnando em um novo corpo até que a plena extensão da alma seja alcançada, chamada na Cabalá de “125 graus de realização espiritual”.

Se não alcançarmos a espiritualidade, tudo o que resta é um Reshimo (uma “reminiscência” ou “registro”). É um gene informacional espiritual, semelhante ao DNA. Este Reshimo veste-se de novos corpos até que emerge em nós como a pergunta: “Qual é o sentido da vida?”. Essa pergunta finalmente nos leva a buscar sua resposta: encontrar um método e um ambiente para o desenvolvimento da alma.

O Que Acontece Com A Nossa Existência Corpórea Quando Morremos?

Quando morremos, perdemos a consciência de tudo que sentimos em nossa vida corpórea. No entanto, significa que perdemos tudo? Não. Está sendo passado na forma de atributos da personalidade. Isso explica porque, em cada nova geração, as crianças são mais adaptadas à vida do que os adultos. Por exemplo, as crianças são instintivamente proficientes com as mais recentes tecnologias e dispositivos, enquanto a geração mais antiga os considera mais complicados.

Em cada geração sucessiva, o desejo de receber passa por um upgrade. Se o desejo de receber falhar em levar uma pessoa ao desenvolvimento espiritual, ela muda para um novo estágio, para outra oportunidade. Todos os problemas, dores e conhecimentos acumulam gradualmente de uma geração para a outra, em direção à necessidade de desenvolvimento espiritual.

É para isso que a sabedoria da Cabalá foi feita. Através da sabedoria da Cabalá, podemos ter acesso ao sistema eterno e completo da alma, descobrir seu poder interior e nos tornar sua parte ativa, revelando a espiritualidade como uma percepção e sensação claras, e esse é o propósito de nosso desenvolvimento.

Hoje marca um momento muito significativo no desenvolvimento da humanidade para esse propósito, que os Cabalistas descreveram como a época em que a humanidade em massa começaria a despertar com perguntas sobre seu sentido e propósito, e quando a Cabalá seria revelada e aberta a todos para nos permitir perceber esta oportunidade em nossa vida e ganhar a vida eterna.

Breaking Israel News: “Incidente Em Gaza: Como Transformar A Escuridão Em Luz”


O maior portal, Breaking Israel News, publicou o meu recente artigo “Incidente Em Gaza: Como Transformar A Escuridão Em Luz”

“Enquanto não elevarmos nossa meta acima da vida corpórea, não teremos renascimento corpóreo.” (Rav Yehuda Ashlag, “Exílio e Redenção”)

Era um sábado sombrio no sul de Israel, com 200 foguetes e morteiros disparados da faixa de Gaza, 173 sirenes de alerta e 30 interceptações da cúpula de ferro.

Qualquer outro país responderia de forma imediata e agressiva, conforme está escrito “se alguém vier para matá-lo, levanta-se cedo e mate-o primeiro”. Mas não neste caso. O Estado de Israel está entre uma rocha e um lugar difícil. As pipas flamejantes estão vindo de dezenas de quilômetros ao sul de Israel, enquanto a comunidade internacional e a mídia global estão enviando chamas de hostilidade contra o Estado de Israel.

Naturalmente, nós não compramos a trégua. É claramente uma ficção pura e apenas uma questão de tempo até começarmos outra rodada de guerra. E de rodada em rodada, somos empurrados para mais perto de um ponto crítico: ou fazemos o que for necessário para acabar com o terror contra nós e vivemos com quaisquer sanções que ele possa trazer, ou encontramos uma maneira de mudar fundamentalmente a visão mundial de Israel.

A única maneira de fazer isso é entender a causa raiz da atitude do mundo para com Israel. Temos que ver as forças que trabalham dentro da rede da humanidade e, mais importante, o nosso papel nela.

De acordo com O Livro do Zohar, que descreve a estrutura central de toda a natureza, todas as nações do mundo estão interconectadas e interdependentes, através de uma rede intricada de conexões. E Israel é um eixo central.

Não é à toa que as nações do mundo tratam Israel de maneira diferente. Inconscientemente, elas sentem que a nação de Israel é obrigada a cumprir um papel central no corpo da humanidade. “Israel entre as nações é como o coração entre os órgãos”, escreve O Livro do Zohar , “E como os órgãos do corpo não podem existir sem o coração nem por um momento, as nações não podem viver no mundo sem Israel”.

O papel de Israel no corpo da humanidade é permitir a unidade de todos os povos e nações, como partes de um sistema único e integrado. E eles fazem isso criando uma unidade entre si, acima de todos os conflitos e diferenças, sendo assim “uma luz para as nações”.

Mas, enquanto Israel fica para trás na disseminação da força da unidade, os conflitos em torno dele elevam-se a novos patamares. Ativistas do Hamas estão assumindo posições em organizações internacionais e acadêmicas, promovendo a deslegitimização de Israel. A cada ano, nossos inimigos ficam mais certos de que a comunidade internacional justificará suas ações e condenará as nossas. Em última análise, as coisas vão escalar até o ponto em que Israel for empurrado para a margem da sociedade humana, tornando-se um gueto no centro do mundo.

Em vez de esperar que esse ponto crítico apareça, devemos abrir nossos olhos agora e ver para onde as coisas estão indo. A maneira de reverter a tendência de hostilidade em relação a nós é apenas cumprir nosso papel dentro da rede da humanidade.

É bom ver israelenses em todo o país baixando aplicativos que os notificam sobre sirenes de alerta vermelhas para mostrar solidariedade, e é reconfortante quando abrimos nossas casas para moradores do sul. No entanto, a unidade em tempos de dificuldade só se mantém em tempos de dificuldade, assim como a unidade contra um inimigo comum só pode durar tanto quanto o inimigo.

A nação de Israel deve ser unificada internamente, conectada “como um homem com um só coração”. A força de unidade que geramos hoje será o exemplo para o mundo do amanhã. Mesmo um pequeno movimento em direção a uma verdadeira unidade de corações na sociedade israelense, que é dividida em numerosas tribos e facções, despertará uma força de cura que vem da profundidade da própria natureza. E isso vai começar a consertar as fendas na rede da humanidade.

É isso que o mundo espera de nós e, até que o façamos, nos encontraremos cada vez mais entre uma rocha e um lugar difícil. Nós vivemos aqui na terra de Israel, mas somente verdadeiramente ganharemos o direito de estar aqui quando começarmos a cumprir nosso papel espiritual.

“Entre Os Estreitos: Israel Complacente Entre Terremotos E Pipas De Fogo”


“Entre Os Estreitos: Israel Complacente Entre Terremotos E Pipas De Fogo”

O maior portal, Breaking Israel News, publicou meu novo artigo: “Israel Complacente Em Meio A Terremotos E Pipas De Fogo”

Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto a este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Êxodo 32: 9 (A Bíblia de Israel)

Bombeiros israelenses extinguem fogo em um campo de trigo. (Crédito: Yonatan Sindel / Flash90)

Mais de cem dias de fogo nas áreas do sul de Israel em torno da faixa de Gaza, e quase ninguém se importa. Vinte incêndios eclodem a cada dia, consumindo milhares de metros quadrados de áreas agrícolas, campos e plantações, enquanto a maior parte do público israelense permanece despreocupada. Por que nos mantemos complacentes?

E à medida que a terra do Sul está ardendo, a terra do Norte está tremendo. Mais de uma dúzia de terremotos em várias intensidades ocorreram em torno de Tiberíades na última semana, e o público permanece indiferente. Que tipo de chamada de despertar precisamos? Que nível na escala Richter vai abalar nossos corações? Até que ponto as pipas de fogo precisam voar para nos despertar do coma?

Simbolicamente, o calendário hebraico mostra que estamos exatamente “entre os estreitos” – as três semanas de dificuldades e aflições que atingiram o povo de Israel, levando à ruína do Templo. Assim como o povo no reino da Judéia era indiferente ao seu destino coletivo, o povo israelense de 2018 está preocupado principalmente com seus interesses limitados.

No entanto, as coisas parecem ser diferentes em 2018. Israel tem a reputação de ser um dos países mais fortes do mundo – tanto militarmente, diplomaticamente e economicamente. Mas nosso sucesso temporário depende de uma realidade preocupante: os países hostis ao nosso redor ainda precisam se unir e dar as mãos em um esforço para nos destruir.

Claro, somos uma nação que não gosta de ouvir reflexões preocupantes sobre nós mesmos. Mas também somos um “povo de dura cerviz”. Nós nos apegamos ao que temos, alheios às lições que já aprendemos nos momentos mais difíceis de nossa história. Nós somos indiferentes à nossa indiferença.

Os garotos presos em uma caverna na Tailândia nos preocupam muito mais do que apagar os fogos a poucos metros de nós, e isso indica que algo na nação israelense está completamente fora de sintonia. Não podemos ver o principal motivo de preocupação, bem debaixo dos nossos narizes.

“Os pobres da sua cidade vêm primeiro”, diz a Torá. Nossa principal preocupação deve ser aqueles próximos a nós, de norte a sul. E nossos representantes eleitos deveriam começar a consertar o país, em vez de colocar todos os seus esforços na tentativa de “consertar” uns aos outros.

Em vez de esperar que o próximo problema venha dos céus ou do subsolo, devemos começar a reconhecer nosso destino coletivo, vendo todos esses golpes como clarões. Cada golpe nos diz para estreitar ainda mais nossos laços, aumentar nossa preocupação um pelo outro, e começar a viver pelo cerne da nossa nacionalidade, sendo “como um homem em um coração”.

De acordo com a sabedoria da Cabalá, a reconstrução do Templo não é sobre colocar tijolos e erigir paredes. É sobre construir uma conexão sólida entre nossos corações. É isso que precisamos construir para nós e para o mundo. Temos que demonstrar um novo nível de cuidado mútuo e vínculo humano que acabará por espalhar “luz às nações”, mas isso tem que começar bem aqui, entre nós.

Kabnet: “Quando A Amamentação Se Tornou Uma Moeda De Troca?”


Meu novo artigo na KabNET: “Quando A Amamentação Se Tornou Uma Moeda De Troca”

É, e sempre foi, o melhor alimento para os bebês. Não há controvérsias sobre os benefícios do leite materno, mas sua politização está nos dando alimento para o pensamento.

O The New York Times afirmou que o governo dos EUA ameaçou, sem sucesso, que as nações apoiem ​​o aleitamento materno com comércio punitivo e cortes militares para favorecer a indústria de fórmulas infantis de US$ 70 bilhões, uma acusação fervorosamente negada pela atual administração. Além das manchetes sensacionalistas, o fator chave é que um tópico tão importante relacionado à saúde para mães e crianças foi colocado de volta na mesa.

O leite materno é rico em nutrientes e inclui anticorpos para combater vírus e bactérias que protegem o bebê contra infecções e alergias. Ele estimula o sistema imunológico, reduz a mortalidade infantil e ajuda na recuperação mais rápida de doenças comuns na infância. Um estudo de Harvard em 2016 estimou que 3.340 mortes prematuras por ano entre mães e bebês poderiam ser evitadas apenas nos Estados Unidos, devido à amamentação adequada. Ela também diminui o risco de câncer de mama e de ovário, e a osteoporose.

Além dos benefícios físicos e do que é mostrado através de experimentos de laboratório, a amamentação é uma das melhores formas de se relacionar com um bebê. Além da nutrição, ela proporciona conforto e relaxamento. Ela libera oxitocina, que é o hormônio responsável por outros comportamentos amorosos que nos fazem sentir bem com uma pessoa.

A amamentação prolongada nos dois primeiros anos de vida permite o desenvolvimento adequado da criança, e as mulheres expressam mais sensibilidade materna após os primeiros anos do bebê, de acordo com um estudo da American Psychological Association.

Além dessas descobertas, há também uma conexão interna natural entre a mãe e o filho, que permite um desenvolvimento biológico e interno positivo, que começa dentro do útero, pertencendo a uma camada interna da natureza que nossos estudos e ferramentas de pesquisa ainda não conseguem identificar.

Considerando o papel vital que as mães desempenham no desenvolvimento de cada indivíduo desde a mais tenra idade, é lógico que as mães que ficam em casa devem receber todo o apoio possível para criar a próxima geração.

No entanto, na prática, este não é o caso.

“As mulheres que decidem cumprir um papel tradicional como mães que ficam em casa não recebem reconhecimento, valor e apoio econômico suficientes da sociedade, como se a criação de uma nova geração não fosse o empreendimento mais importante de todos.”

No mundo de hoje, a maior parte do ônus recai sobre a mãe, que normalmente é esperada para priorizar sua carreira em relação à família, fazer malabarismos com tarefas e se tornar cada vez mais exaurida e insatisfeita. O chamado avanço dos direitos das mulheres de escolher é, na prática, uma contradição. No final, as mulheres que decidem cumprir um papel tradicional como mães que ficam em casa não recebem reconhecimento, valor e apoio econômico suficientes da sociedade, como se a criação de uma nova geração não fosse o empreendimento mais importante de todos.

Da mesma forma que a ciência tem sido incapaz de criar um útero artificial que dá vida a um embrião, o papel de nutrir e educar a criança é insubstituível. Não podemos fingir ser mais sábios que a natureza. Se realmente quisermos fortalecer e promover a autodeterminação das mulheres, a sociedade deve criar condições para uma maternidade confortável.

“As mães não devem continuar sendo tratadas como cidadãos de segunda classe. Em vez disso, devem ser reconhecidas como “CEOs da sociedade” – a força dominante na criação, as únicas capazes de dar à luz e nutrir toda uma nova geração”.

Na maioria das sociedades, as mulheres lutam para ter uma vida equilibrada, considerando o trabalho como uma necessidade econômica, em vez de libertação e progresso pessoal. As mulheres são apanhadas em um emaranhado cada vez maior de compromissos no trabalho e em casa, com muito pouca restituição em qualquer nível.

Hoje em dia, certos governos estão considerando a distribuição de uma renda básica incondicional suficiente para satisfazer as necessidades básicas de uma pessoa. Tais programas, se implementados, devem beneficiar as mulheres em primeiro lugar, particularmente as mães que decidem deixar o local de trabalho para criar seus filhos.

As mães não devem continuar sendo tratadas como cidadãos de segunda classe. Em vez disso, devem ser reconhecidas como “CEOs da sociedade” – a força dominante na criação, as únicas capazes de dar à luz e nutrir toda uma nova geração. Tenha em mente que o mundo é o nosso teto, a humanidade é a nossa casa e as mulheres são o pilar dessa estrutura. A natureza está nos mostrando o mecanismo perfeito do corpo humano. E a maternidade em particular tem um papel crucial no nascimento de uma nova humanidade.