Textos na Categoria 'Israel'

Nova Vida # 834 – A Singularidade Do Povo De Israel

Nova Vida # 834 – A Singularidade do Povo de Israel
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

A singularidade do povo de Israel deriva do seu papel para com a humanidade.

Sua obrigação é ensinar à humanidade como construir uma conexão com base na regra geral: “E amarás teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18).

De KabTV “Nova Vida # 834 – A Singularidade Do Povo de Israel”, 07/03/17

Doze Tribos Em Uma Nação, Parte 5

Twelve Tribes In One NationPergunta: Por que cada tribo do povo de Israel tem sua própria bandeira e símbolo? Qual é a essência dessa diferença?

Resposta: As tribos do povo de Israel diferem como órgãos no corpo: rins, fígado, pulmões e outros, fazendo trabalhos diferentes. Ao mesmo tempo, cada tribo está harmoniosamente conectada com todas as outras, de modo que o corpo seja saudável e capaz de funcionar.

O povo de Israel é como um quebra-cabeça de doze peças, doze tribos. Portanto, é impossível mudar as peças do quebra-cabeça e cortar suas bordas. Cada uma deve ficar do jeito que está e só então elas podem se reunir em um quebra-cabeça completo. Caso contrário, a imagem não será perfeita.

Pergunta: Como podemos descobrir o lugar de cada peça no quebra-cabeça?

Resposta: Nós não sabemos isso; só podemos pedir ajuda de cima. Nós vagamos pelo deserto e não vemos nada. Nossa tarefa é fazer tudo em nosso poder para que a Luz superior venha e nos conecte.

Nós tentamos nos aproximar de acordo com todas as leis de conexão conhecidas por nós. Isso é chamado de “meio shekel” (ou “meio siclo”, moeda de Israel) que uma pessoa investe. O segundo “meio shekel”, a força da conexão, vem de cima.

Nós mesmos não temos nenhuma força de conexão, só temos um desejo. Se conseguirmos nos conectar para criar um desejo completo de união entre nós, então a força da conexão será revelada e nos unirá. Essa força superior nos dará a razão, o sentimento, a compreensão, a educação e um sentido de onde deveria ser a conexão correta. Nós passamos pelo processo completo de educação espiritual.

Pergunta: Houve alguma divisão física em tribos que viveram dentro de certos limites?

Resposta: Essa divisão existiu desde o princípio porque Jacó teve doze filhos e eles viveram assim no Egito. A divisão entre eles existia o tempo todo, da mesma maneira que entre as doze tribos.

Há sempre uma divisão entre tribos. Ainda hoje há muitas diferenças entre as tribos beduínas que vivem em Israel, inclusive inimizade. Elas realmente não se unem, e essa divisão vem da natureza. O mesmo pode ser dito sobre os índios na América. Somente em casos de emergência seus líderes concordam em alianças.

É um desejo natural que vem da natureza de permanecer dentro de sua tribo. Nas famílias reais europeias, os casamentos de primos eram aceitos, e também entre os judeus europeus, tais casamentos eram muito comuns.

Assim, o povo de Israel consiste de doze tribos e é necessário manter a separação entre elas e, ao mesmo tempo, criar uma conexão geral que una todos em uma nação.

Pergunta: O que separamos e o que unimos?

Resposta: Nós devemos cuidar para que todas as nossas diferenças qualitativas permaneçam. Por exemplo, um é um bom músico, o segundo é um bom artista, o terceiro é um escritor, o quarto é um diretor, e todos devem preservar sua singularidade. No entanto, ao mesmo tempo, todo mundo tem que se conectar com o resto e servir a todos. Nossa conexão é por meio do serviço mútuo.

De KabTV “Nova Vida” 01/12/16

Nova Vida # 830 – A Razão Do Ódio No Mundo

Nova Vida # 830 – A Razão do Ódio no Mundo
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Yael Leshed-Harel

Resumo

A matéria básica da criação é o desejo de receber, que desenvolve os níveis da natureza: inanimado, vegetal, animal e falante.

O ego humano se desenvolve, pois há uma centelha de luz nele, que significa a força de doação que o impulsiona. No passado, Abraão explorou o ódio que irrompeu entre o povo da antiga Babilônia e descobriu o método para conquistar o amor. Depois, ele ensinou a um grupo de pessoas que desejavam alcançar a ascensão acima do ego. Aquelas que se juntaram a Abraão mais tarde se tornaram a nação de Israel e eram internamente diferentes de todas as outras.

De KabTV “Nova Vida # 830 – A Razão Do Ódio No Mundo”, 28/02/17

Atitude Em Relação Aos Antissemitas

Laitman_632_4Pergunta do Facebook: Como você lida com antissemitas?

Resposta: Antissemitas são pessoas que instintivamente sentem que há uma fonte de sua existência boa ou má dentro dos judeus. Ao sentir sua dependência dos judeus, e ao mesmo tempo sofrer nesta vida, eles odeiam os judeus.

Nós precisamos explicar-lhes o verdadeiro motivo de seu ódio e trabalhar juntos na correção; caso contrário, não faremos nada. É impossível aniquilar os judeus porque eles devem realizar sua missão.

Mesmo que uma guerra mundial adicional exploda em que metade dos judeus e metade do resto do mundo sejam mortos, de qualquer forma, nós finalmente alcançaremos o mesmo denominador comum.

É necessário explicar isso a todos e tentar explicar isso aos próprios judeus, porque eles são os verdadeiros adversários da correção da humanidade.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/17

O Que A Sabedoria Da Cabalá Diz Sobre Os Goyim (Não Judeus)?

Laitman_507_05Pergunta do Facebook: O que a sabedoria da Cabalá diz sobre os Goyim?

Resposta: Na sabedoria da Cabalá, uma pessoa é considerada um judeu não de acordo com a nacionalidade, mas de acordo com o anseio de atingir verdadeiramente o Criador, ou seja, de acordo com o grau de equivalência com as características do Criador, o que significa de acordo com a aquisição da característica de doação. Se ela não tem um movimento interior como este, é chamada de “Goy”, ou seja, uma nação.

Aqueles habitantes da antiga Babilônia que sentiram um anseio como este e se reuniram em torno de Abraão, que lhes ensinou sobre a união e como alcançar o Criador através da união, começaram a ser chamados de “Goy Kadosh (nação santa)”, ou seja, um povo santo. Santo significa pessoas que operam de acordo com a doação e amor entre elas para alcançar o Criador.

Portanto, na palavra “Goy”, não há nada ruim ou pejorativo; ela simplesmente significa um povo. E Goy Kadosh são pessoas especiais que são naturalmente atraídas para alcançar o Criador. Isso é o que a sabedoria da Cabalá diz.

A religião não nos afeta de modo algum, é uma saída da sabedoria da Cabalá para o mundo físico, uma espécie de acompanhamento adicional ao nosso mundo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 01/03/17

Nova Vida # 827 – Vestimenta E Aparência Judaica

Nova Vida 827 – Vestimenta E Aparência Judaica
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

O que simbolizam os Peyot (cachos laterais) e a barba de um homem religioso, o que é a borda que os Tzitzit (franjas) simbolizam e quem é definido espiritualmente como um “judeu”?

A origem de todos os costumes ligados à aparência e à vestimenta judaica é uma fonte espiritual superior. Todos os costumes judeus são apenas símbolos externos indicando correções internas que todo homem e mulher devem implementar. A fórmula para a correção é o movimento do amor das pessoas ao amor do Criador.

De KabTV “Nova Vida # 827 – Vestimenta e Aparência Judaica”, 09/02/17

Nova Vida # 826 – O Que A Quipá Simboliza?

Nova Vida # 826 – O Que A Quipá Simboliza?
Dr. Michael Laitman em conversa com Oren Levi e Nitzah Mazoz

Resumo

Há um profundo significado interno por trás de todos os símbolos judeus que desconhecemos hoje.

A quipá simboliza o nosso reconhecimento de que há alguém acima de nós e a aceitação da carga do reino do Céu, o domínio superior. A cobertura da cabeça é o principal símbolo na vestimenta judaica; é a cobertura de nossa cabeça, de nossos pensamentos. Nós estamos sob o domínio do Criador, não há outro além Dele, que controla cada pensamento que temos e cada desejo.

De KabTV “Nova Vida # 826 – O Que a Quipá simboliza?”, 09/02/17

O Segredo Do Alfabeto Hebraico Revelado

Laitman_151Nas Notícias (ScienceNews): “O alfabeto mais antigo do mundo, com inscrições em lajes de pedra em vários locais egípcios, era uma forma primitiva do hebraico, concluiu uma nova análise controversa.

“Os israelitas que viviam no Egito transformaram os hieróglifos daquela civilização no hebraico 1.0 mais de 3.800 anos atrás, numa época em que o Antigo Testamento descreve os judeus vivendo no Egito, diz o arqueólogo e epígrafe Douglas Petrovich da Universidade Wilfrid Laurier, em Waterloo, Canadá. Oradores hebraicos procurando uma maneira de se comunicar por escrito com outros judeus egípcios simplificaram o complexo sistema de escrita hieroglífica dos faraós em 22 letras alfabéticas, propôs Petrovich no dia 17 de novembro na reunião anual das Escolas Americanas de Pesquisa Oriental.

Meu Comentário: Há um erro escondido aqui.

Os judeus não tomaram emprestado nada de ninguém porque as vinte e duas letras do alfabeto hebraico derivam da estrutura espiritual de três níveis (Bina, Zeir Anpin e Malchut) do mundo superior que nos influenciam. Então a humanidade começou a realizá-las inconscientemente. O alfabeto hebraico vem de Adão, que o descobriu há 5.777 anos e usou-o. De qualquer forma, a humanidade terá que reconsiderar a arqueologia, a paleontologia e tudo o mais, e então concordará que tudo vem de lá.

Se existiu algum registro antes disso, como parece, eram notas e símbolos, mas um alfabeto pelo qual nós conectamos uma coleção de imagens em uma palavra significativa e criamos uma frase a partir das palavras, ou seja, um pensamento completo sobre um determinado assunto que mesmo depois de gerações pode ser transmitido, algo assim não existiu em nenhum lugar. Isto é apenas porque os judeus tinham uma conexão com o mundo superior e especificamente tomaram os termos e o método de lá.

Em outras palavras, existem três níveis entre nós e o mundo superior que são preenchidos com uma coleção particular de forças que se tornam as letras em nosso mundo.

Cada força espiritual é uma letra. Nós obtemos uma palavra conectando-as junto e, ao conectar palavras, temos um pensamento.

Pergunta: Todos os sinais e hieróglifos apareceram depois destas letras?

Resposta: Certamente. As letras hebraicas são a base das línguas escritas, incluindo o chinês e o japonês.

Pergunta: Por que não temos como provar isso?

Resposta: Por que devemos provar isso? A humanidade está buscando à sua própria maneira com base em escavações, motivações, opiniões e teorias. Mas isso foi descrito em nossos livros há milhares de anos. Ninguém quer prestar atenção nisso porque contradiz a abordagem cristã e muçulmana. Portanto, é preferível que fiquemos de fora, quietos.

As diferentes línguas, o alfabeto e tudo o mais vieram da antiga Babilônia e isso alcançou a antiga Babilônia de Adão.

Linhas horizontais e verticais e outros elementos das letras são derivados das forças que tentamos simbolizar, porque cada letra é um símbolo de uma determinada expressão espiritual, de uma forma espiritual particular, de uma força, e assim por diante. São como um selo. Portanto, existem 22 selos, que são absolutamente suficientes para transmitir as características espirituais mais elevadas de Bina e as características espirituais inferiores de Malchut.

Nada mais é necessário. É assim que as letras devem ser transmitidas. No entanto, houve permutações, sua substituição. Em geral, este é um sistema profundo e complexo, porque tudo é encontrado nas letras.

Assim, desta forma, o segredo das letras, suas combinações, sua formação e seu desenvolvimento ainda está à espera de ser descoberto. Existem leis segundo as quais é impossível modificar qualquer coisa no alfabeto hebraico. É impossível alterar até uma letra, mesmo uma linha, fonte ou embelezamento. Tudo sobre a caligrafia deve ser preservado.

Em programas de computador, nós encontramos vinte mil fontes diferentes. Isso não tem ligação com a verdade. Existe apenas uma fonte chamada “Ktav sofer – escrita escribal” através da qual tudo é apresentado na Torá, porque lá a precisa forma gráfica expressa o conteúdo interno da força na letra.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 14/12/16

O Que A Definição Oficial De Antissemitismo Vai Melhorar?

Laitman_417Nas Notícias (BBC): “A Primeira-Ministra britânica Theresa May fará um discurso na segunda-feira em apoio à definição oficial de antissemitismo, que, na sua opinião, faz com que seja mais fácil de processar os autores de crimes motivados por ódio aos judeus.

“Uma definição clara do que deve ser considerado antissemitismo vai ajudar a polícia, municípios, universidades e outras organizações, de acordo com o governo.

“A Aliança Internacional em Memória do Holocausto (IHRA) espera que essa definição oficial, acordada apenas neste ano, será usada a nível internacional.

“Nessa formulação, o antissemitismo é chamado de “certa atitude em relação aos judeus, que pode ser expressa como ódio aos judeus”.

“‘Além disso, o texto afirma que ‘manifestações retóricas e físicas de antissemitismo dirigidas contra judeus ou não-judeus, e (ou) a sua propriedade contra as instituições da comunidade judaica e edifícios religiosos’”.

Meu Comentário: Pode ser que uma definição oficial aceita para o antissemitismo possibilite denunciar mais concretamente as pessoas por atividades ou declarações relevantes, mas não vai “curá-las” do antissemitismo!

A origem do antissemitismo está no surgimento do “ponto no coração” nos judeus, que é o brotamento da característica altruísta que surgiu neles na época de Abraão até a destruição do Segundo Templo, isto é, pelos 1.500 anos em que os judeus existiram dentro da estrutura do princípio: “E amarás o teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18) ou lutaram para realizar esse princípio. A destruição do Templo foi o momento em que os judeus caíram do nível do altruísmo.

A natureza humana se opõe ao princípio do altruísmo, de modo que quando eles sentem que existem em um grupo particular, odeiam esse grupo de pessoas inconscientemente. Na Torá é dito que esse ódio nasceu na humanidade quando a Torá foi recebida. É um método para corrigir a natureza humana de egoísta (todos os atos destinados a si mesmo) para altruísta (todos os atos destinados para o bem dos outros).

A natureza humana certamente não mudará devido à adoção de uma definição oficial para o termo “antissemitismo”. A atitude negativa natural (especial) dos antissemitas para com os judeus não desaparecerá. Na introdução ao Livro do Zohar é dito que o ódio contra os judeus existirá em todas as gerações, até o período em que todas as nações do mundo começarão a mudar sua natureza egoísta para uma natureza altruísta. A crise no desenvolvimento que está começando a ser revelada em nossos tempos vai forçá-los a isso cada vez mais.

Assim, a sabedoria da Cabalá, o método para mudar a natureza humana, está sendo revelado em nosso tempo. Os judeus são obrigados a ser os primeiros a aprender o método. Seu papel será então revelá-lo ao mundo inteiro. Dessa forma, as relações mútuas no mundo começarão a melhorar. Sem aceitar este método dos judeus, o mundo vai conseguir esta mudança como resultado das guerras mundiais.

Da introdução ao Livro do Zohar, é absolutamente claro que o aparecimento do antissemitismo entre as nações do mundo é um fenômeno natural, uma lei, enquanto o desarraigamento do antissemitismo das nações do mundo só é possível se os judeus se adaptarem à correção de sua natureza e darem um exemplo a todas as nações do mundo dessa maneira, tornando-se uma “Luz para as nações” (Isaías 49:6).

Missão Do Povo Judeu

Unity, The Way To A Good FuturePergunta do Facebook: Você está sempre falando da missão do povo judeu. Você tem certeza de que eles serão capazes de cumpri-la?

Resposta: Sim. Isso é estabelecido na base da natureza. A questão reside apenas em quão rapidamente eles aceitam o trabalho e de que maneira irão realizá-lo, a fim de dar a toda a humanidade um exemplo de conexão.

Essa é essencialmente a missão do povo judeu. Eles devem se unir internamente e demonstrar a toda a humanidade como construir a sociedade e o Estado corretamente.

É exatamente por isso que o povo judeu se encontra novamente em sua própria terra depois de 2.000 anos, para construir mais uma vez o Estado e criar uma nação unificada, uma sociedade correta, uma família e assim por diante. Este fenômeno não existe na natureza! Temos que construí-lo aqui, agora, nesta terra. E, de repente, nos encontraremos no centro de toda a comunidade humana.

De repente, todos nos olharão, mas desta vez não com ódio, como fazem agora, mas pelo contrário, com a compreensão de que isso é exatamente o que esperavam de nós, e, portanto, odiavam e pensavam negativamente de nós porque não estávamos cumprindo nossa missão.

Isso é chamado se tornar uma “luz para as nações” – demonstrar o exemplo de conexão com elas para que elas também se unam.

Pergunta: Isso significa que o povo judeu vai construir uma sociedade do futuro, mas não para si?

Resposta: O povo judeu não existe para si. Esse é o problema. Eles precisam entender que devem existir para todos os outros povos. A lei do altruísmo, a doação, “ama o teu amigo como a ti mesmo”, estão nos chamando para isso.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 15/02/17