Textos na Categoria 'Intenção'

Ouça As Dicas Do Criador

Dr. Michael LaitmanO nosso problema todo é que não ouvimos as dicas do Criador. Silenciosamente, o Criador sempre nos orienta, mas nós não sentimos isso. A pessoa tem que sentir que o Criador está sempre cochichando em seu ouvido.

Isso não é um problema psicológico, nem vozes externas, nem um pensamento compulsivo. É o nosso sentimento interior, que deve estar constantemente tornando-se mais sensível para perceber a voz do Criador.

Eu tenho que sentir essa voz interior dentro de mim: “Isso está vindo dele ou de mim?”. Se eu começar a perceber essas dicas, elas vão me ajudar muito. A pessoa deve sentir interiormente como Ele está constantemente falando e insinuando.

Isso não será agradável. Vou ter que me conter e distanciar-me de muitas fraquezas que tenho, e às vezes fazer o contrário. O que você pode fazer sobre isso? A pessoa tem que encontrar alguma maneira de relaxar. Há momentos assim também, porque ela é um ser humano.

No entanto, em princípio, essa sensibilidade à voz interior, como está escrito: “Eu ouvi uma voz”, é muito importante. Isso não é esquizofrenia. É realmente uma sintonia muito séria, semelhante a como um instrumento musical é ajustado para que o seu som combine com o diapasão, a nota “A” pura.  É assim que a pessoa deve se sentir: com que freqüência eu posso “captar” o Criador?

Pergunta: Como podemos aprender a distinguir a voz do Criador entre muitas outras?

Resposta: Somente pelo seu desejo. Não há outra maneira de fazê-lo. Ninguém e nada vai lhe ajudar. No início do último século, o Cabalista Hazon Ish escreveu o seguinte em seu livro Fé e Confiança, “a qualidade da doação é um movimento fino de uma alma sensível”. E assim que ele começa o seu livro. Nós precisamos exatamente dessa sintonia fina com a freqüência transmitida pelo Criador.

Pergunta: Qual é essa força que nos ajuda a manter constantemente esta sintonia e discriminar aonde, em que estado estou sentindo? Ou não importa se me sinto bem ou mal?

Resposta: O que nos ajuda a sintonizar com esta “delicadeza da alma”? Só o movimento em direção aos outros, quando eu me conecto com os outros, apesar de mim mesmo, das reviravoltas e dos problemas, e tento me sintonizar.

Todas essas reviravoltas e problemas são dados a mim de forma deliberada. Eles indicam onde ainda não estou sintonizado. Eles me mostram meus desvios da freqüência necessária. Todos os problemas, dificuldaes e coisas negativas são a expressão do quanto eu não estou sintonizado, que ainda não encontrei a correta ressonância direita.

Se a pessoa percebe tudo o que acontece desta forma, apesar de tudo o que acontece com ela, se ela não perde o pensamento: “Não há outro além Dele”, e também sintoniza-se com o: “Se eu não fizer isso por mim mesmo , quem vai fazer isso por mim?”, então isso é tudo que ela precisa.

Pergunta: Mas onde ela sente essa voz interior?

Resposta: No movimento em direção ao exterior. O instrumento no qual o Criador é sentido é uma nova região de ressonância dentro de você que começa a ressoar em relação aos outros.

Este instrumento é o que temos que criar. Ele é chamado de “alma”.

Da Lição de 21/04/11

125 Graus Para Chegar Perto Luz

A nossa percepção da realidade como um todo é muito instável, já que não sabemos como nos relacionarmos com nós mesmos ou o mundo em que vivemos. Onde é que nós existimos e onde nos sentimos agora? É um sonho ou verdade? É este mundo uma realidade objetiva ou meramente temporária a nossa percepção distorcida de órgãos de percepção? Possivelmente, quando corrigirmos as nossas qualidades da recepção para a doação, vamos perceber um mundo completamente diferente.

E isto não significa simplesmente compreendê-lo ou sentir-se melhor com os mesmos sentidos que são mais desenvolvidos. Em vez disso, eu posso mudar completamente minhas sensações e percepções que estão sintonizadas com recepção e parar de aceitar a realidade egoisticamente, posso começar a percebê-la em doação, uma aspiração para o meu vizinho.

Acontece que ao invés do meu próprio desejo, eu adquiro os desejos dos outros, e eu começo a sentir verdadeiramente por eles. E então eu vou sentir um mundo completamente diferente, uma outra realidade!

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Um Livro De Oração É A Saga Da Vida Espiritual

Dr. Michael LaitmanA reação da alma aos estados que ela atravessa reflete-se nas palavras escritas pelos Cabalistas. Essa reação é recolhida no livro de orações intitulado Sidur (a “ordem” dos estados sofridos). Nós não entendemos o que as orações descrevem, nem as impressões da alma que são registradas nas denominações, letras, suas combinações, ou disposição das palavras nas frases.

Todo livro de orações é organizado de modo que, qualquer alma que experimente transformações em um estado específico, este processo seja expresso nas mesmas palavras da oração. Não é necessário articular as palavras em voz alta. A alma os sentirá interiormente; a oração se tornará sua construção interna.

Cada letra é certa ordem, uma seqüência das forças que recebem e doam. Além disso, dentro das letras, há “sinais vocálicos”, as adições, um TANTA (Ta’amim, Nekudot, Tagin, Otiot – ou luzes, pontos, coroas acima das letras, letras) completo, os estados que nós estamos passando.

Os nossos desejos internos se alteram e assumem todos os tipos de formas, que provocam em nós sensações diversas. Por sua vez, quando transferidas para o papel essas sensações recebem uma forma específica de elementos espirituais em letras, palavras e frases.

Em outras palavras, a oração é uma expressão externa de sensações espirituais internas. A pessoa não precisa realmente de um livro de orações. Se ela está experimentando tais estados internos, eles se tornarão sua oração.

Um livro de orações é necessário a fim de se olhar para a forma das letras e visualizar (se já somos capazes de fazê-lo) que estados precisamos passar, para imaginar o que nos espera à frente. Se eu já estou no mundo espiritual, então, baseado no que estou lendo no livro de orações, eu posso perceber um pouco o que acontecerá comigo, que estados eu vou entrar.

Neste mundo, eu estou familiarizado com as várias emoções humanas. Assim, ao ler um romance, por exemplo, eu posso sentir e experimentar os eventos que estão sendo descritos internamente. O mesmo vale para o mundo espiritual.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/04/11, Beit Shaar HaKavanot

As Dificuldades São A Ajuda Do Alto

Dr. Michael LaitmanSomente a pessoa que,em sintonia com a raiz de sua alma, deseja encontrar uma força unificada e superior que governa a realidade, é “ajudada” pelo Alto e recebe obstáculos. O Criador permanece revelando novos desejos nela que a atrai em várias direções. Assim, a pessoa esquece que não há nada mais além do Criador e fica confusa novamente e é incapaz de se juntar interiormente à imagem da única força superior, à qual a pessoa deve se voltar.

Todas essas dificuldades são a ajuda do Alto enviada na forma de obstáculos a alguém que possui uma aspiração dirigida para encontrar o Criador. E a pessoa pensa que os outros têm êxito em manter esse quadro único, a sensação única de que não há ninguém mais exceto o Criador. Mas para ela, essa imagem constantemente desaparece e se perde.

É fácil para o mundo dizer isso, mas ela é a única para quem é difícil, e ela constantemente luta com isso como se estivesse numa névoa, não entendendo o que atua nela: ela mesma, o Criador, ou ambos juntos, e que relacionamento deve ser estabelecido com Ele. Nada está claro.

Parece injusto que somente ela receba dificuldades do Criador ao invés de ajuda. É assim que um Criador amoroso e afável deveria agir? Por que então Ele usa tais truques astuciosos e prepara para o homem tais problemas na vida, dos quais não sabemos como escapar?

A pessoa pensa que mesmo o indivíduo mais cruel não faria isso. Afinal, de onde vem toda a crueldade senão da mesma força superior? Todas as coisas mais brutais e horríveis vêm de uma única força, e ainda mais, nós temos que concluir que essa força é boa, infinitamente amorosa, e trabalha somente para o bem, é isso?

Se dermos uma olhada no mundo, é impossível reconhecer isso. Nós só ficamos convencidos de como é fácil ele nos confundir e nos fazer duvidar da unidade da força superior, quando vemos o mundo diante de nós, cheio de dor, problemas, violência, terror, e ódio.

Não é a mesma força que causa isso? Certamente que sim, já que não há ninguém mais exceto Ele, e nós não fazemos nada. Eu vejo com meus próprios olhos que o mundo é governado pela força do mal e não pela força do bem. E tento como posso me agarrar ao pensamento de que não há ninguém além do Criador bom. Eu balanço como se estivesse na ponta de uma agulha prestes a cair. Afinal, de todas as direções eu recebo a prova do oposto absoluto, e isso parece muito real para mim.

Eu nem posso fechar meus olhos para o que está acontecendo e minto para mim mesmo. Eu vejo que eu simplesmente preciso conhecer o Criador! Então, uma necessidade verdadeira emerge em mim. Eu não estou disposto a vê-Lo como uma força má! Mas, para que eu O experimente como uma força boa, eu peço Sua ajuda.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11, Shamati No.1

A Bondade Deve Se Tornar Revelada

Dr. Michael LaitmanA Luz superior leva a pessoa através de muitas subidas e descidas, continuamente dando-lhe a sensação de que só o Criador pode ajudá-la. Afinal, Ele é o único que me enviou todos os problemas, a fim de, finalmente, me ensinar a orar pela redenção.

A redenção é a revelação do Criador, que eu peço exatamente para viver sob Seu poder único, que é a única coisa que existe. Eu não quero ficar confuso por mais tempo ou sentir quaisquer outras forças. Apesar de eu entender que todas as forças vêm d’Ele, eu quero ser controlado apenas por esta força única: a força da doação e do amor ao próximo.

Eu quero revelá-Lo porque esta é a verdade! Todos os meus outros estados são uma mentira. Só então um pedido e um clamor nascem numa pessoa a qual a força superior lhe traz. Esta força que sempre jogou com ela, confundindo-a para aumentar a sua auto-confiança, criando dificuldades para ela, de modo que ela se tornasse mais forte.

É assim que a pessoa alcança a prece e revela o Criador. Agora ela não procura o Criador para se livrar de todas as suas angústias e buscas, mas quer estar sob o poder do “Não há outro além d’Ele”. Isto significa sair da escravidão do Faraó e se tornar um escravo do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11, Shamati # 1

A Oração Que Atrai A Luz Sobre Nós

Dr. Michael LaitmanQuer queiramos ou não, em cada estado, devemos sempre sentir a falta, ou seja, imaginar o futuro estado fora do nosso atual. Se eu construí-la corretamente, apesar de todos os meus esforços para isso, eu sentirei como realmente estou distante dela. Em outras palavras, eu realmente quero, e ainda sou incapaz de alcançá-la.

Isso é chamado de “falta”, a preparação para o estado futuro, que é sempre revelada antes de passar para um novo estado. Este sentimento de falta é muito multidimensional e desagradável.

O próximo estado brilha em mim, e devido a essa luminescência eu começo a valorizá-lo mais, ao perceber o meu estado atual como deficiente e insuficiente. Sinto em que medida me falta a força para subir e em que medida o desejo.

Como resultado eu chego a uma convergência do meu desejo apaixonado de ascender e a minha percepção de que não tenho chance de realizar isso, momento em que eu explodo em uma prece, um grito, e a Luz superior vem em meu auxílio. Afinal, este grito (oração) mostra o meu grande desejo, que atrai o tipo certo de Luz, ajudando-me a subir ao próximo nível.

Devo chegar a um grito que compreenda dois elementos: 1) o meu grande desejo de alcançar a doação, e 2) a percepção de que eu nunca posso alcançá-lo. Somente quando eu estou prestes a explodir com esta pressão, provocada por meu desejo e minha incapacidade de realizá-la, é que a Luz reage à dor e me influencia.

Esperar que a Luz venha por si só é inútil. Ela vem em resposta ao meu desejo de doar e me atrai com a força suficiente para levantar-me a um nível mais elevado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/04/11, “Isto É Para Judá”

Os Problemas Do Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando a pessoa tenta sair do Egito, isto é, do amor próprio, ela recebe golpes que consegue ultrapassar somente pedindo ajuda ao Criador. Mas, além disso, também existe o egoísmo material, terreno, que recebe golpes no seu nível, tais como problemas com suas famílias, saúde, rendimento, e etc.. Como podemos nos relacionar com esses problemas?

Resposta: Não importa que tipo de problema apareça em minha vida, primeiro e principalmente eu preciso vê-los como uma perturbação que vem do Criador. Mesmo se estou com dor, eu ainda preciso subir acima dessa perturbação através da fé acima da razão. A despeito de tudo, eu sei que tenho que fazer cálculos acima do distúrbio e não sob seu peso. Eu preciso estar em contato com seu “remetente”, o Criador.

Quanto a ações responsáveis, no âmbito desse mundo eu tenho que resolver todos os problemas através dos métodos comumente aceitos. Quanto a banco, trabalho, família, e saúde, eu tenho que tomar conta de tudo tal qual qualquer pessoa em nosso mundo.

Assim, você constrói uma atitude bilateral quanto aos problemas.

– Primeiro de tudo, eles vêm do Criador e você está lidando somente com Ele. Você quer ter essas perturbações porque elas dão a você a oportunidade de subir acima do conhecimento e ficar em contato com o Criador. Então você está tratando corretamente as perturbações e você mesmo começa a amá-las e respeitá-las. Afinal, não importa quanto elas o perturbem, não importa quanto sal elas colocam em suas feridas, e não importa quanto angustiantes elas são; isso é exatamente o que o ajuda a subir acima delas.

-Em segundo lugar, você resolve os problemas que chegam da forma costumeira no mundo material.

Ambas as dimensões precisam estar presentes em sua atitude. Você atribui os problemas ao Criador, e ao mesmo tempo você quer trabalhar com eles. Nós não expulsamos o Faraó de nossas vidas, mas nós apreciamos seus problemas. Afinal, somente através deles nós o podemos rejeitar e nos separar dele, e assim ascender cada vez mais alto.

O Faraó é minha carne mais preciosa, meu centro, meu ponto mais sensível, minha criança, a corda mais importante e admirável dentro de mim.

Pergunta: Mas o Faraó resiste à união dos amigos. O que os problemas materiais tem que ver com isso?

Resposta: Eles também me distraem do trabalho interno. Não é por acidente que tantos Cabalistas experimentaram problemas materiais. O Criador deliberadamente os fez ficar doentes e serem desprezados pelas pessoas ao seu redor. Isso foi para dar a eles um lugar onde eles pudessem superar.

Afinal de contas, tudo isso é o resultado do endurecimento do coração do Faraó. O desejo gradualmente se revela dentro de você e em conformidade a ele você experimenta vários problemas, nos outros e em você mesmo.

Pergunta: Eu tenho que pedir ajuda nesses casos? Afinal, o Criador nos ajuda somente com respeito a uma coisa – a unificação.

Resposta: Está correto, e os problemas dificultam que você faça isso. Quando você está doente, é difícil para você se concentar no amor pelos amigos. Provavelmente, você esquece tudo isso. E isso significa que você precisa pedir ajuda. Não há ninguém além d’Ele. Tudo vem do Criador, mas isso acontece através de canais diferentes.

Você tem que alcançar a meta, mas seu corpo, seu “pequeno burro”, está doente e não pode carregar você. Assim, o que devemos fazer? Deixá-lo morrer? Mas, você precisa dele no caminho.

Por que você percebe esse mundo separadamente do trabalho espiritual? Mesmo pequenas perturbações podem ser úteis se você trabalha com elas corretamente. Não importa o que nos aconteça, o importante é que isso vem de uma única Fonte, até que realmente sintamos que estamos no exílio espiritual.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

A Primeira Inovação

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, “A Primeira Inovação”: Todas as inovações começam somente depois que a pessoa sai do amor próprio. Desta forma, a Torá não pode ser ensinada aos idólatras. Quando a pessoa está no Egito, ela não pode ser um Judeu porque está escravizada ao Faraó, o rei Egípcio. Enquanto a pessoa é uma escrava do Faraó, não poder ser uma escrava do Criador.

Isto está escrito com respeito a: “Os filhos de Israel são para Mim”, eles são Meus escravos e não escravos de escravos. Quando a pessoa serve a si mesma, ela não pode ser escrava do Criador, porque é impossível servir a dois reis ao mesmo tempo. Somente depois que a pessoa sai do Egito, isto é, do egoísmo, ela pode ser a serva do Criador. Então, ela pode receber a Torá. Acontece que a primeira inovação é a saída do Egito.

A pessoa que está dentro do seu desejo egoísta é chamada um “Judeu-novo”. Aquele que sobe acima de seu desejo egoísta, isto é, que sai do Egito, é chamado “Judeu” (Yehud) porque alcança a união (Ihud) com a Luz, o Criador.

É possível estudar a Torá, isto é, as maneiras de doação, somente ascendendo, saindo do Egito. Por isso está escrito que a Torá não pode ser ensinada aos idólatras, onde “não pode” significa é impossível. Isso é porque enquanto você permanece no desejo egoísta, você não entende nada da espiritualidade e não tem a menor chance de alcançá-la. Nos seus desejos e pensamentos você não pode se agarrar com força à ponta de qualquer corda que se estende desde o mundo espiritual.

Você precisa de meios auxiliares, e somente ao usá-los corretamente você alcançará o que deseja. Desta forma, todas as inovações e mudanças espirituais são possíveis somente depois de sair do Egito, isto é, do egoísmo. Até lá, não é possível entender nada. Até lá nós estamos em total escuridão e só podemos avançar com nossos olhos fechados de acordo com o conselho dos Cabalistas.

Isso é tudo que nos resta – entender quão oposto nosso mundo é do mundo espiritual. Para ascender da escuridão à Luz, não nos irá ajudar dar uma volta de 180 graus. Isso é porque nossa escuridão é a escuridão do Egito, que não se dirige à Luz. Somente gradualmente, por meio de ações corretas, alcançamos o desejo correto. Mesmo que ele também seja egoísta, ainda assim, devido a influência da Luz, nós podemos sair do Egito para a intenção altruísta de Lishma (Em Nome Dele).

Está se falando de estados que estão totalmente separados entre si. A pessoa que está no mundo mais inferior, isto é, no estado egoísta, na intenção “para a recepção”, é incapaz de entender os planos e ações daqueles que são movidos pela doação. Um não tem qualquer contato com o outro. Eles são programas completamente diferentes que não se cruzam um com o outro de forma alguma.

Em relação ao mundo espiritual, nosso mundo não existe. Ele é manifestado somente na imaginação da pessoa como uma realidade preliminar e imaginária que é necessária para entrar na realidade espiritual, que é a única que existe. Tudo que vemos e imaginamos aqui é semelhante às visões de uma pessoa que está inconsciente.

Desta forma, todas as inovações, alcances, e cálculos verdadeiros começam com a saída do Egito.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash

Usar O Feriado Como Um Trampolim

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual deve ser o foco do Kli mundial agora, de modo que possamos sentir que estamos no Egito e que realmente desejamos sair dele?

Resposta: Nós temos que permanecer em uma subida, em vez de uma descida. Cada um de nós, e todos juntos, nunca deve descer ou desviar-se da ordem estabelecida, porque isso definitivamente nos lançará para baixo.

Nós devemos nos voltar rapidamente para a semana da Páscoa e nos preparar, entendendo o que significa o êxodo do Egito. Devemos nos preparar para essa inspiração e isso emerge com toda nossa força. Quanto mais poderosa for a nossa aspiração, mais seremos influenciados pelas Luzes da Páscoa.

Nós devemos realizar isso agora. Antes de tudo, devemos estar unidos. Não é uma única pessoa que sai do Egito, mas todos sem exceção: mulheres, homens, crianças e idosos. Esta é a unificação em direção do êxodo comum. Isto é o que devemos pensar, sempre mantendo a intenção.

Falta menos de uma semana para o feriado. O “feriado” é um sinal externo, mas ao usar esses sete dias seremos capazes de nos unir, para criar tal conexão e intenção nas lições que nós “empurrará” para a frente.

Algumas pessoas estão experimentando uma descida e outras uma subida. Outras ainda estão fervorosamente sofrendo alterações. Mas nós precisamos de todos esses estados. A pessoa deve valorizar uma descida do mesmo modo que uma subida, pois uma não existe sem a outra.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/04/11, Escritos do Rabash

A Chave É Pensar Sobre A Unidade

Dr. Michael LaitmanPergunta : Como eu posso aprender a dar mais importância à intenção do que a compreensão do texto, quando estudamos as fontes Cabalísticas no grupo ou quando eu as leio sozinho?

Resposta: Quando eu leio sozinho, eu também tenho que pensar que estamos todos conectados. É como se eu mergulhasse no nosso desejo coletivo que nos une em um só, quando estamos unidos todos juntos, mesmo que não sintamos isso.

Eu tento estar no mesmo nível. Ao estar junto com todo mundo dentro do sistema que nos conecta, onde todos compartilham o mesmo desejo e energia, eu desejo sentir que não existem diferenças entre eu e os outros.

Então, ao ler o texto, eu tento penetrar na sua essência, tanto quanto possível e, mais importante, não me desconectar da conexão interna entre nós. Se eu precisar dar 99% da minha força para a reflexão sobre a nossa conexão, eu tenho que fazer isso. Então, eu uso apenas 1% para a compreensão do que leio. Às vezes eu nem sei sobre o que estou lendo: ​​portanto, são grandes as distrações que chegam até mim.

No entanto, eu não devo me preocupar com o fato de que, mais tarde, não serei capaz de dizer o que acabei de ler. A chave é querer manter contato com todos quando meus olhos seguem as letras. Isso é suficiente para que o texto me influencie.

Eu quero enfatizar de forma específica que antes de tudo você tem que pensar na conexão entre nós, e só então você pode ler e entender o quanto você for capaz.

Da Lição 4, Convenção NÓS! 02/04/11