Pergunta:Como nós podemos criar uma atmosfera de apoio no gupo mundial que permitirá a cada um a sensação de que pertence ao todo?
Resposta: Em primeiro lugar, os amigos devem entender que não podem avançar sem um ambiente. Estas não são apenas palavras bonitas que você pode ouvir sejam quais forem os esforços necessários. Não, trata-se de sobreviver ou perecer.
Do ponto de vista espiritual, eu sou um zero. Eu só abro uma conta espiritual se estou incorporado no grupo e recebo a vitalidade dos amigos através dele. Não há outra maneira. O grupo é o cordão umbilical que prende você ao Partzuf AVI, no nível do Criador.
Pergunta: E se um amigo é repelido pelo grupo.
Resposta:É o trabalho natural do ego. Ele é revelado precisamente quando queremos nos aproximar um do outro e encontramos repulsa. Repulsa do desejo de se aproximar é chamada de ego.
No entanto, quando não tentamos nos aproximar, o ego não é revelado. O sentimento de repulsa neste mundo só é chamado de ego, mas, na verdade, não é o ego que devemos corrigir, uma vez que não é contra o Criador. Ele não me é revelado em relação à conexão real.
O verdadeiro ego é a força que obstrui a minha conexão com os amigos. Eu quero, mas o Criador me faz tropeçar e diz: “Não, eu não vou dar a você. Aqui, eu exijo uma ação especial que chamadafé acima da razão, Masach (tela) e Luz de Retorno. Se você quiser superar o seu ego, vá em frente. Para isso, você deve exigir a Luz que Reforma”.
Então, não tendo escolha, eu grito. Assim, o Criador me obriga a voltar a Ele para receber a Luz, a fim de pensar no atributo de doação.
Cada ação nossa deve conter um apelo vibrante ao Criador. Qualquer atividade material que não seja acompanhada de intenções como: “Por que estou fazendo isso? Com quem eu estou interagindo (com Ele)? Por que estou fazendo o que estou fazendo (a fim de revelá-Lo)?” Qualquer ação nossa que não esteja associada a esclarecer estas questões é completamente inútil.
Se a pessoa prioriza ações relevantes e de sucesso acima das atividades e realizações espirituais, ela desce ao nível “terreno” em vez de realizar um ato espiritual. É uma pena perder tempo com essas coisas. Nossa existência não é para isso.
Será que isso significa que você se aproxima dos outros para dizer-lhes como é maravilhoso estar juntos? É realmente o seu objetivo organizar um kibbutz ou uma fazenda coletiva? Nem um pouco! Você quer falar com eles sobre a unidade e sobre a força excepcional que cada um de nós contém dentro, porque (a partir deste ponto, você deve continuar o diálogo internamente, em seus pensamentos) o poder da unidade nos permitirá revelar o Criador, a fim agradá-Lo.
Você é obrigado a continuar essa fórmula até o fim. Nós temos que começar com o Criador e terminar com o Criador. O Criador tem que estar no início dos nossos pensamentos e Ele deve estar no final; no meio, há o nosso mundo material. É como se você começasse a partir do estado 1, o Mundo do Infinito, percorresse todo o caminho de cima para baixo até este mundo, para o estado 2, e, depois retornasse ao estado 3, para o Mundo do Infinito no final da correção.
Cada uma de nossas ações é a implementação de toda a cadeia: desde o Mundo do Infinito no início da criação até o Mundo do Infinito no final da criação. Repita isso para si mesmo como um mantra; é importante que você faça isso até que seu coração comece a sentir. É como se você tentasse iniciar um motor morto, tentasse quantas vezes fosse necessário até que ele comece a trabalhar.
Cada vez você faz isso usando o seu desejo material, o qual agora não tem nada em comum com qualquer tipo de atividade espiritual. Você o repete como uma criança que não entende o significado das palavras, até que você começa a entender. A Luz impacta os desejos, esclarece e conecta-os até que a pessoa começa a sentir o que ela reitera. Por minha própria experiência, eu sei que isso funciona, embora exija muito tempo.
No entanto, não há nada que possamos fazer sobre isso, já que o tempo, na verdade, é apenas uma cadeia de mudanças que experimentamos em nossos desejos. Cada vez nós passamos por uma nova correção. É uma bênção termos recebido um trabalho que necessite a assistência da força superior. Mesmo que nós proclamemos artificialmente que precisamos da força superior, nós podemos ter certeza que vários problemas e inimigos não nos forçarão a entender o quanto precisamos da força superior.
Nós somos os únicos que definem o caminho: o caminho da Luz ou o caminho do sofrimento. Esta é uma escolha muito concreta: ou vamos por um caminho ou outro. O Criador quer que nos conectemos com Ele. Se nos obrigarmos a fazer isso com a ajuda de um grupo, tendo em mente a importância da meta, então vamos escolher uma forma positiva e concisa. Se não, a “ajuda contra nós” surge. Neste momento, nós sentimos isso na nossa pele. Isso é maravilhoso, já que é uma ajuda de cima; já é a revelação da governança superior.
Pergunta: O que é o “Criador?” Eu sinto a força do grupo que me revigora e conexão com o mestre como a força vitalizante, mas eu não sinto o Criador.
Resposta: O Criador é a força que anima tudo, graças a isto nós existimos. Há alguma força na natureza que move tudo. Por que os elétrons giram no átomo? Há uma força motriz que está escondida até mais do que todas essas pequenas partículas elementares que compõem o mundo inteiro. Esta força é a causa da sua vida.
Matéria em si não pode agir. Ela não tem força por maior que uma pessoa possa parecer. No passado eles pensavam que uma pessoa real tinha algo especial: o sangue azul, qualidades excepcionais. Ou seja, uma espécie de santidade era atribuída a ela, mas é apenas um corpo animal da mesma carne e sangue. É possível que o corpo tenha um espírito especial, mas isto não é dado como um direito de nascença. Tudo é alcançado somente através de esforços.
Assim, não estamos nos referindo à própria matéria, a certa imagem. Este mundo não tem nada que teria o poder de corrigir o mundo, para mantê-lo de forma correta. Uma força interior muito profunda atua neste mundo que está além de toda a matéria, além dos elétrons e das menores partículas elementares. Esta é a força a que nos voltamos. [Leia mais →]
Pergunta: Por que eu sinto que preciso ser corrigido, mas isso não acontece?
Resposta:Isso não pode ser. Se você exige correção, então ela deve imediatamente acontecer. Parece que você exige, mas não é a correção, já que você só está dizendo isso com palavras, mas não está sentindo no seu coração. Você precisa verificar a si mesmo. Não pode haver tal coisa que a alguém seja recusada a correção.
Se você realmente quiser corrigir algo em você, se você tiver esclarecido que esta é uma característica corrompida, a ver diante de você e agir a fim de doar sem levar em conta qualquer benefício para si mesmo, então isso será corrigido. O sistema já existe e não pode ser de outra forma. Ele atua como um carro de som e não pode ser que não funcione.
Além de você, ninguém no mundo tem livre arbítrio, incluindo o Criador! Diz-se: (Salmos 148:6) “Ele deu uma lei e ela não vai ser transgredida”. O Criador não pode, de repente, querer algo ou não querer algo, como se um poder superior pudesse mudar Sua decisão.
Nós não entendemos como este sistema é construído. Ele se encontra no estado de correção final (Gmar Tikun). E você se encontra num estado completamente corrompido e precisa ir de um extremo ao outro. Para fazer isso, você recebeu Partzufim e “mundos espirituais”, uma escada de degraus, e em cada nível existe uma Luz única que age em você.
Além de você, mais ninguém pode fazer nada! E o resto da criação, todos os sete bilhões? Bem, vamos supor que aqueles que não têm um ponto no coração não têm livre arbítrio. Mas e quanto àqueles que têm um ponto no coração, porque eles têm livre arbítrio eles não podem intervir? Não, não podem, tudo depende apenas de você.
Todos precisam dizer isso sobre si mesmos, e isso é realmente assim. Só eu – na minha seção em relação à minha alma, em relação à minha parte do trabalho – possuo livre arbítrio. E nem o inanimado, vegetal, animal ou falante, incluindo o Criador, podem intervir. Tudo mais além de mim é o sistema.
Portanto, você pode gritar, chorar, implorar, mas você está enfrentando um sistema, uma máquina. Se você já aprendeu como executá-lo, então você pode fazê-lo trabalhar. E se não, então é necessário aprender mais sobre como fazer isso. Isso é tudo; não há nenhuma desculpa.
Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/08/13, Introdução ao Livro do Zohar
Pergunta: Como posso ter certeza que estou me desenvolvendo? Como posso verificar que não estou parado no mesmo lugar ou mesmo retrocedendo?
Resposta: Meu desenvolvimento é determinado de acordo com quanto estou consciente da minha dependência do outro, dos amigos, do professor, da aprendizagem, de todo o mundo e do Criador. Por um lado, estes meios me abrem; por outro lado, descubro minha implantação neles.
Se todos os dias eu sinto mais a necessidade de um grupo, de apoio, do Criador, da Luz que Reforma, se me sinto mais dependente deles, se sou fraco, impotente e perdido sem eles, isso indica que estou avançando.
O caminho espiritual difere do mundo físico onde, ao contrário, nós julgamos o avanço de acordo com a independência e a falta de dependência dos outros. Quando uma pessoa se desenvolve espiritualmente, ela sente mais claramente o quanto requer e depende de todos.
Não posso estar sem os desejos dos níveis inferiores e sem a ajuda dos níveis superiores. Então quem sou eu? Eu sou aquele que constrói a relação correta, ampliando a conexão com o público em geral e com os níveis espirituais por meio do grupo. Sem esses dois componentes não sou nada.
Afinal, eu vim para o grupo com meu desejo pessoal, e, portanto, sou egoísta. Isso é suficiente para um começo, mas um ano passa e daí? Se eu continuar meu caminho com minhas necessidades pessoais, então só vou conseguir uma coisa: o exercício do ego. Portanto, preciso sair para a sociedade externa, para o público em geral, para o mundo maior e juntar os desejos das pessoas a mim para levar o bem a elas.
Eu quero doar-lhes, mesmo que, por enquanto, seja egoisticamente. Eu estou escondido na necessidade de alguém e essa necessidade leva-me a um grupo; com isso, me volto ao Criador, e somente através deste recurso eu recebo uma resposta. Agora eu sou dirigido à doação pelo menos de alguma forma, e isso é graças a minha saída.
Por outro lado, se eu não saio e estou fechado dentro de um grupo, eu estou trabalhando apenas com meus desejos pessoais egoístas, sem nenhuma chance de sucesso.
Esta é a razão pela qual é tão importante para nós “sairmos ao público”. Os Cabalistas de gerações anteriores não podiam fazer isso porque as condições adequadas ainda não tinham sido criadas no mundo. Isso foi muito doloroso para eles, como é para uma mãe que é incapaz de cuidar de seu bebê.
Hoje, no entanto, foram criadas todas as condições necessárias e nós devemos penetrar nos desejos das pessoas para nos juntar com elas à conexão no grupo. Então, através desta conexão, podemos elevar o desejo delas ao Criador.
Mesmo que as necessidades dos outros não importem para o meu ego, apesar de tudo, eu quero ajudá-los, e chego a um grupo que está conectado com esta intenção de doar e juntos elevamos nossos pedidos para o poder superior, para um nível superior. Precisamos de três níveis aqui:
o mundo,
nós, como meio para correção,
o Criador
Está escrito sobre isto: “Israel, a Torá e o Criador são um”. Esta deve ser a intenção que precede a ação.
Esta intenção pode vir do Criador ou da criatura. Nos níveis inanimado, vegetal e animal, ela vem do Criador e tudo se encontra sob Seu controle. Mesmo assim, nós queremos que as intenções venham de nós; nós queremos atingir o nível “falante”. Visto que isto é chamado de Adão (homem), isto é o que forma e constrói a intenção. A intenção em si é essencialmente o Adão em nós.
Então, eu formo a intenção com base nesses desejos que recebi das “pessoas”, das pessoas a quem me dirigi por sua correção (1). O Criador introduz esses desejos nelas depois de enviar a elas determinados problemas. Quando eu descubro isso (2), pego esses problemas para mim, e, na verdade, aqui a aspiração pela doação já é encontrada. Agora eu tenho um desejo que esta equipado com Masach (tela) e intenção.
Mesmo que, por enquanto, isso não seja verdade e seja egoísta, ainda assim, junto com isto, o sistema obtém sua forma espiritual futura. Isto ocorre porque através da minha dedicação às pessoas, eu pelo menos imito a doação e trabalho com os desejos delas e não com os meus.
Eu nunca poderia manter uma tela e a Luz que Retorna com meus desejos particulares. Isto é porque se me falta alguma coisa, eu me lembro do Criador apenas para que Ele satisfaça minhas necessidades. Já agora, quando estou equipado com os desejos dos outros que não pertencem ao meu ego, eu estou verdadeiramente preparado para pensar no Criador.
Assim, as bases dos Kelim espirituais (vasos, desejos), são colocadas num apelo egoísta pelas pessoas com as quais eu posso me dirigir ao Criador com o pedido: “Ajude-as!” Esta ação me ensina e me leva a uma espécie de imagem espiritual, e, portanto, em resposta, a Luz Circundante (Ohr Makif) ou a Luz que Reforma chega.
Para fazer isso, eu me conecto com o grupo e nós criamos a “oração coletiva” ao Criador. Sim, ela é ainda egoísta e inteiramente falsa porque nós ainda não fomos corrigidos, mas mesmo num pedido não corrigido há um grão de verdade espiritual. O seu núcleo já está correto.
Depois disso, chega do Criador a Luz Circundante por meio do grupo, mas não chega a mim diretamente. Ela fica no grupo e isso nos ajuda a nos conectar até que a nossa conexão adicional inclua o círculo exterior dentro dela e desperte a descoberta da Luz Interna (Ohr Pinimi).
Assim o desejo do outro é extremamente importante. Permite-nos construir toda a cadeia na forma correta.
Depois disso, nós recebemos a Luz que Reforma e com sua ajuda estamos verdadeiramente preocupados com os outros e seus desejos, e eles estão conectados a nós cada vez mais, como se fossem nossos, e eles nos obrigam a estar preocupados com eles mais do que com nossas necessidades pessoais.
De qualquer forma, nós estamos sempre trabalhando com o desejo do outro. Por conseguinte, a disseminação estabelece o arranjo correto para todo o processo, nos moldando conforme o necessário. Sem isso não temos nenhuma chance de sucesso.
Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/08/13, Escritos do Baal HaSulam “Exílio e Redenção”
Pergunta: Como nós podemos dar satisfação ao Criador?
Resposta: Dar satisfação ao Criador significa descobri-Lo. Isto traz satisfação para ele e para toda a humanidade. A satisfação do Criador e dos seres criados é a Luz que preenche os vasos: o prazer proveniente de preencher o desejo e da atitude, ou seja, no primeiro nível e no segundo nível, no nível corporal e no nível espiritual. Este é o objetivo do Criador: preencher totalmente os vasos, isso dá satisfação a Ele e aos seres criados, e assim ambos se unem.
É melhor fazer menos, mas com a intenção correta. Não se trata de quantidade. Se você precisa gastar mais tempo para se preparar, isso vale a pena. As pessoas estão conectadas; se você fala com certas pessoas você entra em contato com elas, as influencia, e se isso for feito corretamente com a Luz interna que transmite a sensação, mais tarde isso vai se espalhar delas para todas as outras pessoas com quem elas estão em contato. Isso vai se espalhar e influenciar a todos. Eles vão fazê-lo inconscientemente.
Mas se estas são apenas ações corporais, as pessoas podem se inspirar, chorar e gritar como uma multidão de fãs fanáticos numa apresentação de uma estrela pop. Elas também podem ficar impressionadas com as palavras agradáveis de algum orador talentoso, como Trotsky, por exemplo. Mas isso não vai levar a nenhum resultado positivo, mas sim à destruição. Assim, a preparação é a coisa mais importante antes de cada ação, a intenção dá satisfação ao Criador.
Esta é a única coisa que penso todos os dias: como adicionar a minha intenção ao meu trabalho, uma vez que este é o segredo para o sucesso.
Pergunta:O que significa que antes de sairmos às pessoas é necessário obter o poder do Criador com a ajuda do grupo, do professor e dos livros?
Resposta: Obter o poder do Criador significa entender que o Seu poder, a Sua revelação nesse Kli, que é projetado para isso, é necessário para mim. Ou seja, não dentro do meu Kli, mas sim no Kli do outro. Eu tomo as deficiências das outras pessoas e as elevo ao Criador, ou seja, eu peço o poder de sua correção a partir Dele, a descoberta da satisfação dentro deles.
As pessoas querem mais dinheiro, mas eu sei que só é possível satisfazer esse desejo somente através da aproximação do Criador. Todos os desejos não satisfeitos por dinheiro, honra, controle, saúde, segurança e problemas na educação, são derivados de uma falta de Luz. É especialmente por isso que as pessoas estão gritando. Elas saem para demonstrar nas ruas ou se sentam em casa e, silenciosamente, amaldiçoando o mundo inteiro e os governos, mas basicamente elas querem Luz.
Elas simplesmente não sabem o que é isso, como uma criança que não sabe por que está gritando, ela só sabe que dói! Mas por que dói e o que precisa ser feito para não chorar, mas rir, é desconhecido para ela.
E como eu sei disso, e, portanto, através da recepção das deficiências das pessoas, o que elas acham que lhes falta, eu as elevo na medida em que as sinto, de uma forma diferente já. Eu sinto que lhes falta Luz! E é isso que é chamado de voltar-se ao Criador. Eu trabalho para o bem delas, como num nível superior, e elevo seus pedidos para o que está acima disso, para o próximo nível acima de mim.
Desta forma, a sua oração, o seu MAN, que é apenas: “Dê, dê, dê! Dê-nos comida, sexo, família, dinheiro, respeito, informação”, eu passo ao Criador e digo: “Nós, ou seja, eles e eu junto com eles (porque eles se apegam a mim no meu AHP, e nós nos tornamos um único Partzuf espiritual), precisamos da Sua ajuda! Nós exigimos a sua Luz para que ela nos corrija e preencha, para Lhe dar satisfação”.
E como prova de que eu realmente quero agradar o Criador, eu me anulo perante grupo, o professor, o estudo, e o mundo exterior, a humanidade. Eu estou pronto para fazer concessões a estes a fim de mostrar ao Criador que eu realmente quero alcançar a doação, mesmo que apenas um pouco, mesmo sem intenção, mas pelo menos um pouco! Em seguida, de acordo com esta “pequena quantidade” a Luz age em mim, e através de mim ela passa aos que estão abaixo. Assim, é criado um elo: inferior-superior-superior do superior, e eu sou como um irmão mais velho para os menores, tomando o dobro para transmiti-lo aos outros.
Como eu posso me organizar para que todos os meus pensamentos, cálculos, exames e esclarecimentos sejam sempre direcionados ao Criador e não para mim mesmo? Esta é a única e mais importante pergunta: Como faço para mudar a minha atenção de mim mesmo para o Criador?
Enquanto a pessoa não começou a sentir o Criador através da Luz que Reforma, pelo menos um pouco, mesmo que não claramente, mas até certo ponto, ela começa a sentir como algum tipo de poder a puxa, a aproxima disto, organiza toda a sua vida. Até então, ela não tem habilidade de pensar sobre Ele. Com seus poderes, ela nunca pode mudar sua atenção de si mesma para um objeto estranho que ainda não existe para ela.
Ela nunca pensa sobre o que está em torno dela, sobre os muitos objetos estranhos, ela não leva os outros em consideração, exceto se for dependente deles. Portanto, o ambiente que nos fala sobre a importância do Criador, o poder de doação, o campo em que as pessoas se encontram e que organiza para nós todo o processo pelo qual nós passamos todo o tempo é tão importante para nós.
Mesmo que ainda não percebamos, não sintamos ou não identifiquemos este poder, o ambiente ainda pode despertar em nós o sentimento de sua importância o tempo todo. É assim que podemos voltar vez após vez aos pensamentos e cálculos que se concentram no Criador, mesmo que todos eles sejam para o meu próprio benefício pessoal, mas, apesar disso, todos estão ligados a Ele. Este estado é chamado de Lo Lishma.
E se buscamos a descoberta do Criador, em outras palavras, uma espécie de pensamento sobre doação dentro do meu trabalho, então isto pode vir apenas do ponto no coração. Há pessoas nas quais existe uma base, um gene com informação (Reshimo), uma centelha da característica de doação que tínhamos antes da quebra da alma de Adam HaRishon. Resulta que elas têm alguma espécie de centelha desta “Tela” quebrada que as atrai à espiritualidade.
Isto é, a pessoa não faz nada em particular por si mesma, e simplesmente dentro dela a centelha é despertada. Isto não depende dela; é simplesmente assim que ela nasceu. E se ela entrar num grupo de Cabalistas, então o grupo e o estudo podem acender essa chama nela. Então, ela recebe o despertar repetidamente: cada vez mais um pouco, nisso ela supera a si mesma, às vezes sozinha, às vezes com a ajuda do professor e do grupo. Assim ela atrai a Luz que fortalece sua ligação com o Criador.
Ela já não sente apenas uma aspiração vaga como antes de chegar ao grupo, mas um pouco mais. Mas isto ainda é uma ligação muito distante; você vê que ela não está pronta para pensar no Criador o tempo todo, mas apenas em momentos únicos quando recebe uma iluminação extra. Ela é despertada e recordada com o poder superior. Mas, em geral, ela se move de acordo com o desejo de receber numa forma egoísta, isto é, para aquirir conhecimento e sentimento, e não para se preocupar com o Criador. Esta é uma virada artificial em direção ao Criador, como se fosse para obter a característica de doação.
Mas é assim que o tempo passa, e graças aos esforços atuais da pessoa, a Luz faz o seu trabalho repetidamente. Ela começa a entender que permanece vazia e não alcança qualquer sucesso. Da sensação de vazio dentro do desejo de receber e, graças à iluminação que recebe dentro do seu ponto no coração, ela comece a entender que sem ajuda de cima não tem nenhuma chance de sair deste estado. E para realmente chegar à doação, é necessário sair do ego, subir do mundo em que ela se encontra agora, e abandonar todos os valores anteriores, tudo o que era próximo e querido para ela.
Se ela sente atrações como estas de sair de si mesma, ela deve ter cuidado de que isto não seja por sua própria conta, ou seja, ela deve esclarecer mais profundamente para que está fazendo isto, o que significa trazer alegria ao Criador. Isso deve se transformar em todo o objetivo para ela, a coisa mais preciosa na vida, mais preciosa do que tudo o que ela tem em seu mundo. Tudo o que ela tinha até hoje era absolutamente nada em comparação com a oportunidade de dar satisfação ao Criador.
Isto é, ela aspira a isso não porque espera que desta maneira ela organizará todo o resto das coisas em sua vida, e não porque espera se beneficiar de maior satisfação quando usa a Luz egoisticamente; pelo contrário, ela se esforça em entender e sentir qual é o verdadeiro significado de Lishma, a intenção em prol de doar sem qualquer referência a si mesma. Portanto, todas as ações devem ser para o outro, e apenas quando elas são em relação aos outros elas podem produzir doação em prol do Criador.
A pessoa não sente qualquer razão para essas ações, não tem vontade disso, mas sim aspira a isso artificialmente, realmente forçando-se a pensar nisso. Mas assim, repetidamente, quando ela pensa nisso e discute com os amigos em workshops, esclarecendo todos esses conceitos, com os seus esforços ela atrai a Luz que Reforma e começa a se aproximar da verdade. Ela precisa verificar em que lugar quer receber benefícios deste avanço.
Desta forma, a pessoa sai gradualmente de si mesma – através do outro para o Criador. A Luz gradualmente irá conceder-lhe a característica de doação.
É impossível esquecer que especificamente estes estados, quando a pessoa é desprovida de sensação, emoção e excitação, está confusa e nebulosa, estes são mais úteis para se esforçar, se ela tentar com toda a sua força chegar à consciência. Portanto, no trabalho, as descidas são mais importantes do que as subidas. As subidas são projetadas apenas para dar uma boa impressão, um exemplo, do que deve ser atingido durante uma descida.
Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 04/08/13
A espiritualidade começa com a restrição. Restrição significa que a pessoa não pede nada para si mesma. Seu desejo está fechado diante do seu próprio prazer e ela o utiliza apenas para doar. Se ela consegue doar, ela o utiliza, e se não consegue, não o utiliza. É como se houvesse uma mudança nela, um gatilho que só funciona numa direção.
É como um computador que pode estar em um estado de 0 ou de 1 e nada mais do que isso. Se não há ninguém a quem ela possa doar, é um estado de 0, e se há alguém a quem ela pode doar, é um. Isso significa que eu me abro, aceito as deficiências do outro, e as transmito ao Criador. É assim que Malchut, que quer se assemelhar à Bina, funciona. Ela restringe o seu próprio desejo, e o fecha evitando usar para seu próprio benefício, mas graças a isso, ela pode sentir as deficiências dos outros. Isso é chamado de “tornar seu desejo o desejo Dele”, mas no que diz respeito às criaturas.
Ao adquirir os desejos dos outros, eu os transmito ao Criador como uma oração, MAN, e obtenho uma resposta de acordo com a regra: “O primogênito recebe o dobro”, para si e para o inferior. Eu não preciso de nada para mim, mas eu recebo o dobro já que o meu desejo mudou e agora eu incluo nele a deficiência do outro. Assim eu preencho nós dois.
Eu preencho meu desejo de doar e não o desejo de receber! Quando eu transmito um desejo de doar para o outro, eu primeiro transmito a Luz que Corrige a ele, e depois o incorporo a mim, ou seja, eu o adiciono a mim como ao AHP do superior. Quando ele está pronto para se anular diante de mim, eu transmito a ele a força que lhe permite construir seu próprio vaso e receber o preenchimento para si mesmo.
Acontece que o nosso trabalho com o público é dividido em várias fases. Primeiro nós temos que trabalhar entre nós, a fim de adquirir o desejo de doar ao público. Ele não deve ser um desejo de doar em prol do prazer pessoal, mas realmente a fim de doar. Eu trabalho com meu desejo de receber somente para doar.
Assim, nós podemos despertar o público, e eles são impressionados com o fato de que podem satisfazer seus desejos egoístas. Mas, graças à conexão conosco e à incorporação mútua, eles recebem a força de correção e corrigem seus desejos. Então, nós podemos elevar uma dupla oração, MAN, e receber uma dupla resposta: para nós mesmos e para aqueles que pedimos, e, assim, preencher nossos vasos coletivos de recepção.