Textos na Categoria 'Feriados'

Sua Verdadeira Chance De Ser Livre

Dr. Michael LaitmanPergunta: Mesmo Ezra disse que a geração que saiu do Egito sentiu o peso da escravidão e perdeu o seu espírito. E é por isso que ela não podia lutar contra seu mestre antes que a nova geração do deserto crescesse, a geração que não conhecia o exílio e, assim, o seu espírito não foi quebrado. Em que geração nós estamos hoje?

Resposta: Nós estamos no Egito, sob o domínio do nosso egoísmo, e antes de tudo, temos que subir acima dele. Uma coisa é tornar-se livre de uma potência estrangeira, e outra coisa é lutar contra ela. Eles fogem do Egito, em vez de lutar contra os egípcios. Afinal de contas, todo este caminho através do Mar Vermelho é completamente uma luta. Nós não temos força para lutar contra o nosso egoísmo, precisamos apenas fugir dele e subir. Só o ódio pelo nosso egoísmo nos eleva e separa do nosso ego.

Então, há uma fase em que começamos a corrigir esse egoísmo. Nós não voltamos ao Egito para fazer isso; nós tomamos os vasos de lá e agora começamos a conectá-los a nós mesmos e a corrigir todos esses desejos, sobre os quais nos elevamos.

A primeira fase da correção dos desejos é chamada de geração do deserto, quando corrigimos esses desejos de recepção em doação. Depois, segue-se a geração dos conquistadores da terra de Israel, que é chamada de “recepção em prol da doação”.

Entre o povo de Israel, há forças que podem ir em frente e levar o resto, semelhante a Moisés, que levou o povo para fora do Egito. Há pessoas com realização espiritual que já subiram acima do egoísmo e se conectaram com outras almas. Elas entendem todo o processo, sabem o que fazer no momento, e têm que levar os outros.

Nós estamos falando de pessoas que estudam Cabalá, pois é impossível voltar à Fonte sem a Luz que Corrige. Essa luz pode ser utilizada apenas ao estudar Cabalá, que é projetada para isso.

Há pessoas assim! Nós somos capazes de avançar e arrastar um monte de pessoas que estão assistindo nossos programas de TV, estudando com a gente através da televisão ou da Internet, estudando em nossos cursos, assistindo palestras, e assim elas avançam. É por isso que elas têm uma chance real de se tornar livres conosco, para subir acima do egoísmo e sentir o que é a liberdade, o que significa ser um judeu, que é estar unido com outros (Yechud).

Elas vão aprender o que significa estar na terra de Israel, ou seja, no desejo pelo Criador (Yashar-El), pela doação e amor pelos outros. Desta forma, nós podemos ter sucesso em todas as esferas de nossa vida material e eliminar todos os problemas que nos cercam.

O principal é o espírito de unidade. Se tivéssemos nos relacionado com todo o povo de Israel com tal sentimento de comunidade como pelos membros de nossa família, sentados juntos conosco na mesa festiva, se tivéssemos abraçado a todos, esta teria sido a maior parte dos esforços que temos que fazer para sair do Egito.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

A Raiz De Todos Os Exílios

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando estamos falando do feriado de Pessach (Páscoa), porque dizemos: “Lembre-se do Êxodo do Egito”? Afinal, houve outros exílios: da Babilônia, na Grécia e Roma — mas recordamos apenas o êxodo do Egito. Qual é o significado disto?

Resposta: O exílio no Egito é a raiz de todos os exílios. Todos os outros exílios estão como que sobrepostos nele. Este exílio é o mais difícil e fundamental. A pessoa se eleva acima do seu egoísmo e, pela primeira vez, percebe o que é o mundo espiritual e o que significa sentir a propriedade de doação em vez da propriedade de recepção com que nascemos e na qual existimos.

Nós percebemos o mundo através dos sentidos que constantemente desejam desfrutar e se beneficiar de tudo. A revolução nos órgãos sensoriais — quando eu começo a “sair de mim”, a me identificar com o mundo, dar aos outros, sentir-me fora do meu corpo de modo que o meu coração permaneça lá — é chamado o êxodo do Egito. Todos os outros exílios já acontecem fora de mim.

De Kab TV “Cabalistas Escrevem: Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Como Nasce A Sensação De Exílio?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que valores o povo de Israel tinha antes da descida para o Egito, no momento em que ele estava lá e depois da partida do Egito? O povo sofreu algum tipo de mudança ou processo?

Resposta: Sim, eles desceram para o Egito já com uma intenção “a fim de doar”, como os patriarcas.

A entrada no Egito é obrigatória em todos os níveis espirituais, uma vez que a pessoa corrige apenas o que está dentro dela. Assim, primeiro ela sente o problema; sua descoberta é chamada “estar no Egito” ou o “despertar do Egito” na pessoa. O exílio significa que todos os desejos e pensamentos são egoístas, e ela sente isso. Se você dissesse a alguém hoje que ele é um egoísta e se encontra no Egito, ninguém iria entender isso.

O sentimento interior do Egito é a sensação de que estou no exílio. Se eu sou apenas um egoísta, eu sei disso e me orgulho inclusive de me beneficiar à custa dos outros. Isso não é chamado de Egito. Egito, como o exílio, representa meu desejo de ser libertado da propriedade de recepção para mim mesmo e subir para a propriedade de doação. No entanto, ainda não sou capaz disso. O sentimento de exílio nasce de uma falta de correlação entre o que é desejado e o que é.

Este é um estado muito elevado e complicado. Sentir-se no exílio egípcio não é fácil; é um grau espiritual. Se a pessoa quer alcançar a espiritualidade, ela chega a um grupo, aprende e se conecta com os amigos para passarem juntos do ódio ao amor. Então, de repente, eles se sentem no exílio porque seu desejo egoísta os domina.

De Kab TV “Cabalistas Escrevem: Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Pragas Em Prol Da Vida Futura

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o Hagadá da Páscoa (Pessach) fala com satisfação sobre as pragas do Egito?

Resposta: Em primeiro lugar, quando uma pessoa está sob o controle do seu ego, parece que estas pragas são realizadas nela, porque ela não se separa do seu egoísmo. Porém, depois de ter saído do seu ego, ela sente como se esses golpes ocorressem em outro corpo, em algum estado passado, que não pertence a ela, mas ao seu egoísmo.

Afinal, ela já se separou do seu ego, e é por isso que estas pragas são suavizadas. Esta suavidade provoca uma alegria especial na pessoa.

O êxodo do Egito acontece em cada novo grau. Sempre que o egoísmo é revelado, é necessário superá-lo, fugir e subir acima dele, e depois corrigi-lo para doação, para que o anjo da morte se transforme em anjo da vida, o anjo bom. É como um miniêxodo do Egito em cada grau, em “todas as gerações”, porque, dessa forma, nós subimos os degraus.

Quanto mais cresce o nosso egoísmo e nós subimos acima dele, o corrigimos e levamos até o nosso grau, mais ele nos ajuda a crescer. Nós nos conectamos mais fortemente como um povo e assim afetamos o mundo, passando a metodologia, e depois a força que permite subir acima do egoísmo, unindo e revelando o mundo espiritual.

No entanto, apenas a força superior é capaz de nos tirar do nosso egoísmo, e não nós mesmos. Como nós nos conectamos, damos à Luz a oportunidade de afetar a nossa conexão e realizá-la. Afinal, não podemos unir por nossa própria conta; somos capazes apenas de pedir e realizar esforços, que a Luz superior influencia e concretiza este estado. Assim, nós sentimos dentro do nosso vínculo recém-formado a saída.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

Quatrocentos Anos De Preparação Para O Êxodo

Dr. Michael LaitmanO Egito de hoje, que mantém o povo de Israel no exílio, e o Faraó, que não nos permite sair da escravidão, são o nosso ego e as relações egoístas entre nós. É o que não nos permite ser um povo livre do egoísmo e sentir o grau seguinte, tanto no sentido espiritual quanto material. É por isso que não conseguimos eliminar a ameaça externa e o ódio  das outras nações contra nós. Tudo isso é por causa do egoísmo interior que nos governa em vez da propriedade de amor e doação mútua.

Antigamente, nós aparentemente conseguimos sair dessa escravidão, para marcar o futuro quando também seríamos capazes de sair do nosso Egito interior, da escravidão para a liberdade. Hoje nós somos escravos porque somos dependentes do mundo inteiro e do nosso egoísmo, que nos governa de todos os lados. Nós só precisamos perceber que estamos numa situação terrível e perigosa.

O mais importante é sentir que temos um dever conosco mesmo, com o mundo inteiro e o Criador, e temos que realizar o objetivo. Esta missão é confiada ao povo de Israel porque nós recebemos o método de correção e conexão, e somos obrigados a implementá-lo.

Depois de termos nos reunido hoje na mesa festiva, vamos discutir essas questões, e isso é chamado de preparação para o êxodo do Egito. Para sair do Egito, a pessoa se prepara por “400 anos”, ou seja, ela passa por quatro estágios completos do egoísmo. No início ela tem que experimentar como se o egoísmo a avançasse e lhe trouxesse vantagem, o que é chamado de “sete anos de saciedade”. Mais tarde virão os “sete anos de fome” e as pragas do Egito. Então, ela não tem escolha a não ser fugir.

É importante passar da percepção material desses eventos para a percepção espiritual e manter a Páscoa com esse espírito.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

Na Busca Pelo Último Remanescente Do Ego

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a refeição do Seder diferentes gerações se reúnem à mesa, e o mais velho é obrigado a falar a seu filho sobre o Êxodo do Egito. Qual é a mensagem que esta história transmite à nova geração, que também pode ser vista simplesmente como um evento histórico?

Resposta: Nós todos saímos do Egito juntos: jovens e velhos, mulheres, crianças, homens e idosos, juntamente com todo o gado, o que significa com os desejos que estão em níveis inferiores ao homem. Eles levam do Egito os vasos de ouro e prata, que se referem aos diferentes desejos, todos os desejos egoístas que podem ser elevados acima do nosso ego e podem ser transformado em doação, em vez de recepção. Isso é chamado de “Êxodo do Egito”.

É por isso que nós temos que conectar, nos sentar numa mesa e conversar sobre isso, ressaltando o quanto é importante para nós estar focados numa única direção: a liberdade da nossa natureza.

Pergunta: O que simboliza o Afikoman (um pedaço de pão sem fermento que é escondido) que procuramos de acordo com o costume na refeição festiva, e por que as crianças o procuram?

Resposta: O Afikoman simboliza a nossa disponibilidade para sair do nosso ego com toda nossa força. São as crianças que o procuram, porque elas incorporam as forças mais fracas de todas as “gerações” numa pessoa. Elas são os desejos menores, subdesenvolvidos, que levam a pessoa à frente.

Quanto mais velha a geração, mais conhecimento ela tem; e quanto mais jovem a geração, mais enérgica ela é. A refeição do Seder simboliza a conexão entre as gerações, quando todos se reúnem e nós saímos do Egito, toda a família. Existe certa divisão de trabalho na família e o papel da geração mais jovem é o de puxar na direção que a geração mais velha está mostrando.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

O Mundo Inteiro Está Em Exílio, Toda A Terra É O Egito

Dr. Michael LaitmanA noite do Seder da Páscoa (Pessach) para uma pessoa que já saiu do seu Egito interno é uma celebração na qual ela novamente sofre os mesmos estados como durante seu êxodo, na mesma ordem (seder), e alegra-se com sua libertação. Isso a ajuda a se elevar ao próximo nível, cada vez mais alto.

Por isso está escrito que em cada geração, isto é, em cada estado, em cada etapa do crescimento do egoísmo, a pessoa deve se ver como se tivesse acabado de sair do Egito. E todas as correções que ela realiza em seu egoísmo serão sempre acompanhadas por um lembrete do êxodo do Egito. Só depois que a pessoa se eleva acima do seu ego, ela pode realizar as ações de doação, que são chamadas Mitzvot (mandamentos).

Na noite de Páscoa, todos estão sentados com sua família numa mesa festiva lendo sobre a liberdade e os sofrimentos da escravidão e, claro, sentindo a dor interior, desejando a libertação. Este feriado desperta novamente todas as questões da escravidão e da liberdade. Agora, como é que podemos ganhar a liberdade, chegar a uma nova vida, a um novo estado?

Nós temos que perceber que hoje nós entramos numa nova era, e se não percebermos a nossa missão, como o povo de Israel saindo do Egito, não vamos ser capazes de sobreviver tanto como um país, ou como povo. Nós não seremos capazes de ser judeus, porque esta é a nossa missão. Nós devemos enviar a mensagem ao mundo para elevar todos, junto conosco, do egoísmo geral, devido ao qual nos encontramos na crise atual.

Esta crise se expande mais e nos pressiona propositadamente, para que, finalmente, desejemos sair dela com o mundo inteiro. Por isso, nós temos que dar o exemplo aos outros. Ao celebrar hoje o Seder da Páscoa em 2013, eu me preparo para o êxodo e a liberdade que vou alcançar depois.

Esta é a salvação do anjo da morte, o meu egoísmo, que está me matando. Eu espero que com isso eu me torne a Luz para as outras nações, e elas também saibam como sair do Egito. Elas vão ver que o nosso ego nos mantém no exílio. O mundo inteiro está no exílio, toda a terra é o Egito, e nós temos que subir acima dele.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

“Por Que Esta Noite É Diferente De Todas As Outras Noites?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: A noite do Seder da Páscoa (Pessach) é uma noite especial para o povo de Israel. Pensa-se que nesta noite este povo nasceu e começou sua nova jornada. Portanto, de que forma esta noite do êxodo do Egito é tão singular?

Resposta: A pessoa começa a sentir que se encontra no exílio do Egito, na escravidão do seu ego, que é chamado de Faraó, e que é necessário afastar-se do seu domínio, fugir, ainda que ela não consiga fazê-lo. Ela começa a gritar internamente, não está mais preparada para suportar uma vida assim. Ela se esforça em relação ao grupo, o ambiente, o professor e os livros. Ela realmente sente que está na prisão, na escuridão.

Aos poucos, ela se afunda num estado chamado de “escuridão do Egito”, a noite do êxodo do Egito. Esta noite é a escuridão absoluta; nenhuma esperança resta para ela, nenhuma chance na vida. Ela não se sente preparada para continuar a viver dentro do seu ego, já que odeia todo mundo e é incapaz de se relacionar bem com alguém.

Ele se esforça para amar os amigos, para amar o outro como a si mesmo, mas percebe o contrário, que ela se torna cada vez pior. O Faraó nela, seu ego, torna-se mais forte e mais brutal. Então, no final, a pessoa está quebrada, pois vê que não tem nenhuma chance de sair desta servidão.

Ela passa por estados internos muito difíceis, que, em última análise, são reunidos: todas as suas tentativas de fugir do seu ego, de superá-lo, todas as vitórias do ego que mostram à pessoa o quão fortemente o Faraó está segurando-a por dentro. Ela realmente se encontra no meio da luta de duas forças: por um lado, a pessoa empurra, uma vez que deseja ficar livre, e, por outro lado, o ego agarra suas pernas e não a deixa fugir.

Em última análise, estas duas forças atingem o ápice da luta entre elas, e a pessoa se encontra entre elas e sente uma escuridão absoluta. Este estado é chamado “a noite do êxodo”, a escuridão do Egito. Assim, de repente ela ouve um chamado de dentro desta escuridão: “Você tem que fugir! Você está pronta para fazer isso! Você pode se levantar e fugir do seu ego, aqui e agora, à meia-noite, isto é, do estado mais escuro. Não leve nada com você para o novo estado, exceto as coisas que você realmente precisa para doar, a realização da unidade, a conexão, o amor”.

Neste caso, a pessoa está pronta para sair e fugir do seu ego, quer subir acima dele. Isso é chamado de seu nascimento espiritual.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa”, 04/03/13

Permanecer Em Harmonia Entre Dois Corpos Celestes

Dr. Michael LaitmanTodos os ciclos de períodos de tempo, exceto para a semana, estão relacionados com os sistemas cósmicos: a lua nova, manhã, noite, dia, etc. A semana parece ter nascido da mente humana.

O fato é que estamos dentro de um sistema muito interessante: nós dependemos tanto da lua quanto do sol. É por isso que os calendários têm uma dupla natureza: o calendário muçulmano é baseado no ciclo da lua, o dos cristãos depende das fases do sol, e o calendário judaico combina ambos os ciclos solar e lunar.

É por isso que feriados muçulmanos não estão rigidamente vinculados a datas concretas e “vagueiam” do inverno ao verão, da primavera ao outono. Feriados cristãos também são inconstantes. Quanto ao calendário judaico, ele é estável, uma vez que se baseia na linha média: ele não está amarrado à linha direita (como o calendário muçulmano), nem à linha de esquerda (como no cristianismo), mas sim se baseia na combinação de duas forças naturais, de recepção e doação. Nós dependemos do sol e da lua, das propriedades de doação e recepção. Nós não estamos presos a uma linha particular. É por isso que o nosso calendário é consistente.

No entanto, o calendário judaico não é tão simples! Há certas datas, como “shvita” e “Yovel“, a cada quatro anos tem um ano bissexto, e duas vezes em 27 anos há um circuito solar, etc. Mas o calendário criado há vários milhares de anos não mudou.

Pergunta: Portanto, de acordo com este calendário, nós podemos descobrir exatamente o que vai acontecer no futuro?

Resposta: O fato dele estar ligado a duas forças naturais significa que nós seguimos a natureza e utilizamos seus poderes de maneira harmoniosa. Este calendário é baseado em ambos os ciclos solares e lunares e exemplifica essa idéia.

A Lua nos mostra como a Terra se relaciona com o sol. Em outras palavras, se eu fosse a Terra, a Lua iria me mostrar minha tela, permitindo-me assistir as fases alternantes, desde a lua cheia até a diminuição completa (lua nova), com a crescente e minguante novamente. Elas iriam mostrar se eu me identifico corretamente com o Criador e com a Luz, e se eu mudo em cada fase particular, começando num estado completamente diminuído e indo até a lua cheia, repetindo estas fases sucessivamente.

As quatro semanas aproximadas que separam as luas crescente e minguante compõem um ciclo completo que é semelhante a um dia: “E foi a tarde, e foi a manhã: um dia”. Em outras palavras, nós acordamos ao amanhecer, o sol nos influencia de uma maneira que o nosso egoísmo aumenta, criando assim a linha esquerda que conduz o sol ao final do dia e, por fim, dá origem à noite e à lua.

As fases lunares aparecem em diferentes constelações e criam uma imagem integral e ainda simples; quanto mais nós exploramos essa imagem, mais temos um sentimento de harmonia absoluta.

Como um músico que percebe uma melodia no fundo de seu coração e diz: “É um lindo acorde, uma instrumentação bonita, mas falta-lhe uma nota que tem que ser tocada por um trompete” – nós vamos experimentar a sensação de harmonia.

Isso é impressionante e emocionante. É por isso que se diz que a realização do Criador é a perfeição.

De KabTV “Os Mistérios do Livro Eterno” 04/02/13

Não Tente Manter A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso manter a Luz de Purim o ano inteiro?

Resposta: Não há necessidade de manter nada; isso é errado, porque é uma forma egoísta do desejo de compreender, possuir, dominar. Eu não ligo para o que vai acontecer no momento seguinte!

Se eu estou na propriedade de doação como Mordechai, eu não preciso de mais nada! A principal coisa é ser semelhante ao Criador e eu não estou interessado em nada disso.

É por isso que você não deve pensar em como se tornar preenchido de forma rápida e inflado como um balão. Pelo contrário, você deve pensar em conseguir tal propriedade quando nenhum evento será capaz de influenciá-lo, tocá-lo. Todo o tempo, você vai se separar de si e se elevar cada vez mais para estar completamente só na propriedade de doação.

E o fato de que você tem um apetite tão saudável, “Eu quero estar cheio o tempo todo”, também é bom. Isto é útil; isso leva a pessoa para frente. Então, vá em frente!

No final, você será capaz de se contentar apenas quando a Luz de Hassadim e a Luz de Hochma preencherem Malchut de forma equilibrada. Então, você vai realmente ser capaz de preencher todo o seu Malchut, todos os seus desejos, juntamente com todo o mundo. Mas sozinho, de forma alguma.

Da Lição Virtual 24/02/13