Textos na Categoria 'Feriados'

Os Dias Benéficos Do Purim

Os dias festivos do Purim são muito bons e benéficos. Estes são os dias em que, no nosso mundo, há há forças boas, as forças da unidade, que podem nos ajudar a nos conectar e resolver os problemas.

Nós temos apenas um problema: encontrar a rede de forças entre nós, uma conexão na qual o Criador seria revelado. Nós não precisamos de mais nada! A coisa mais importante para nós é revelar o Criador.

Esta é a nossa principal tarefa, e isto pode ser resolvido apenas na conexão entre nós.

Uma vez que nós estabelecemos uma rede de conexão entre nós, pelo menos em sua qualidade mínima, imediatamente sentiremos o Criador.

É por isso que é muito bom que estamos ficando juntos estes dias. Tente fazer tudo isso! Você não pode imaginar o quanto precisamos disso! Uma vez que a força geral começa a se manifestar entre nós, teremos uma arma poderosa em nossas mãos, um poderoso meio para corrigir o mundo, e depois começaremos a trabalhar com isto.

Afinal de contas, nós não sabemos para onde ir sem isto , o que controlar, e o que pressionar. A manifestação do Criador abre os nossos olhos totalmente, desata as nossas mãos, e mostra o caminho.

[101553] A partir da aula virtual de 24/02/13

Material Relacionado:
Rejeição Social Vinculada A Posteriores Consequências Na Saúde

 

Nos Bastidores De Um Teatro De Sombra

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós podemos avaliar o equilíbrio de poder em nosso mundo de acordo com o equilíbrio de forças espirituais na história de Purim? Como a educação integral e a ciência da Cabalá estão refletidas nessa nesta história?

Resposta: Vamos dar uma olhada nos personagens de Purim: O rei, Mordechai, Hamã e Ester que os une. Todos os fios são tecidos nela.

Isto é como as inclinações de uma pessoa são apresentadas: as três linhas e o Criador acima, ou seja, o conhecimento e a aspiração por Keter acima da razão na linha do meio. Mas, na realidade, tudo isso se manifesta devido ao trabalho de unificação. Daí os eventos de Purim acontecerem durante o exílio Babilônico.

Purim é o símbolo mais importante.

O grupo de Abraão veio da Babilônia, realizou uma série de correções, caiu de seu grau e desceu para a Babilônia novamente para revelar o último método de correção lá.

Com esse método, o grupo constrói novamente um vaso espiritual; no entanto, ele não pode permanecer nele porque este vaso é muito mais fraco do que o anterior. Ele tem muito mais limitações do que o anterior, porque agora o mundo inteiro precisa ser corrigido.

Então, novamente, a mistura ocorre, mas já na base deste vaso corrigido na Babilônia e adaptado para o mundo.

Então os filhos de Israel saem ao mundo para estar junto com ele e nos nossos dias eles vêm para a mesma Babilônia, para a mesma situação com Hamã, Mordechai, e Assuero.

Hoje, tudo está pronto, mas queremos avançar ao longo de um bom caminho, acima da razão, e por isso temos que explicar a todos que a salvação está na união.

Na época, Hamã queria usar o estado de “sono” dos filhos de Israel: eles não mantiveram a conexão correta entre si e isso proporcionou a oportunidade de destruí-los, ou seja, destruir a aspiração espiritual e fazê-los trabalhar egoisticamente.

Por outro lado, a educação integral nos diz: “não, temos que começar a nos unir porque nela reside a salvação do mundo, material e espiritual”. Nós não temos outra opção.

Nas condições atuais, nós estamos aparentemente contra o mundo inteiro, exigindo o consumo razoável de acordo com as necessidades básicas, a igualdade, a distribuição justa, etc. Nós explicamos que o inflado setor bancário e a produção excessiva não têm lugar no mundo. Gradualmente compreendendo como temos que viver em novas condições, a humanidade vai se livrar de todas aquelas atividades inventadas, deixando apenas o que é realmente necessário para a existência normal.

Isso não significa que podemos voltar ou inverter a história. Claro, podemos continuar a desenvolver diversas tecnologias, mas de uma forma que elas não sejam frescuras, mas necessidades reais para a vida.

Por exemplo, se a produção for automatizada, as pessoas não terão que trabalhar nem por uma hora por dia. Bem, deixe-as se envolver na atividade principal da sua vida: o desenvolvimento espiritual. Deixe-as fazer o trabalho interno em si mesmas.

Nós não entendemos ainda que as tecnologias de ponta criam um novo mundo “virtual”, onde o desejo de receber existirá calmamente acima do nível do “animal”, porque depois de ter subido ao nível humano, você deixará de sentir o “sabor” dos desejos anteriores. Da mesma forma, não sentimos como nosso cabelo e unhas crescem, e como os aparamos.

A sensação deste mundo vai começar a “desaparecer” e todas as nossas ações, todas as conexões, toda a existência, serão sentidas apenas nas relações entre as pessoas. Só estas relações serão baseadas, não no princípio de “dar e receber”, não apenas na interação física nem por meio da troca de mercadorias, este nível irá recuar para o fundo e desaparecer da percepção; ao invés dele, cada vez mais nós sentiremos a essência interior do que está acontecendo, nosso relacionamento verdadeiro e profundo.

Assim, em nossa percepção, vamos passar para o próximo nível, que não existe em nosso mundo, pois consiste dos níveis inanimado, vegetal e animal, e o nível humano não pertence a ele. Se você o alcança, todos os outros graus são incluídos nele e desaparecerem como tal. Então, nossa percepção é subitamente transportada no mundo das forças, não no mundo da matéria. Acontece que a “matéria” é o desejo de receber, e não imagens materiais, como sombras, projetadas no espelho da nossa consciência.

As tecnologias modernas oferecem bom suporte para essa percepção. Nos próximos anos vamos ver como as pessoas perdem suas atividades habituais, como se fossem deixadas sem nada. Então, por que somos carentes?

Nós somos carentes, mas não na forma de corpos. Afinal, o “eu” é algo eterno, imutável, e podemos subir a este grau por meio da educação integral, que nos permite avançar suave e confortavelmente e não sob a enxurrada de golpes que não nos deixam outra escolha.

Nós não podemos nos desesperar neste caminho. Afinal, nosso pequeno esforço espiritual muitas vezes excede todos os esforços materiais. Se pensarmos um pouco mais, “nos esforçarmos” um pouco mais no desenvolvimento espiritual, sem bombas e mísseis, seremos capazes de resistir a isso, milhões de inimigos serão impotentes diante disso.

Nós temos que estar cientes da diferença de potenciais entre a força espiritual e a força material. Como Baal HaSulam escreve que todos os representantes do nível “animal” são iguais a um representante do nível humano. Em essência, não há nada para comparar, porque o poder entre os níveis difere muito. Nós só precisamos ir mais fundo, e você vai ver como chegaremos ao Purim…

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/02/13, Escritos do Rabash

O 50º E Último Portão

Dr. Michael LaitmanO mesmo processo se repete em todos os níveis. O símbolo disso são os feriados que se repetem a cada ano, a cada novo ciclo. Tudo isso é revelado de acordo com os Reshimot (genes espirituais), com respeito aos que recebem, que esclarecem suas Luzes, centelhas e vasos, e passam por estas fases. Assim, uma pessoa passa por 49 “portões de impureza” e chega ao 50º portão de Bina. Então, tudo que parecia terrível para ela muda. O nível superior parecia impossível de alcançar e horrível, mas ela está pronta para aceitá-lo acima da razão em todas as formas possíveis.

Assim, por seus esforços, ela passa pelos 49 portões, e cada vez parece que não consegue avançar, mas de alguma forma ela supera o obstáculo e passa. No 50º portão ela para, não consegue atravessá-lo, e daí uma oração nasce nela, que a ajuda a fazer isso.

Ester simboliza a ocultação dupla de ambos os vasos de recepção e de doação. As correções feitas por Mordechai parecem levar a um resultado oposto, que se destina a ser a Luz especial “Mor-Dror” (pura mirra). Assim, nós chegamos a Purim, onde o pior estado de desamparo é revelado, mas nós tentamos atribuí-lo ao Criador e estamos prontos para trabalhar em doação, acima dos piores estados, a fim de invertê-los, ao nos elevar acima deles e revelar o estado oposto. A Luz se veste em tudo isso e a ajuda de Cima é revelada.

Nós devemos entender que tudo depende da pessoa, enquanto não há nenhuma ação por parte do superior. Todo o sistema superior já existe, mas nós o despertamos: Partzufim, Abba, Ima, Arich Anpin, ao elevar a nossa oração (MAN) a ZON de Atzilut.

E quando há um “despertar de Cima”, é somente se for a sua vez no ciclo de nossas ações mútuas, de acordo com o nosso despertar de baixo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/02/13, Escritos do Baal HaSulam

O Chapéu Certo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode-se dizer que o milagre de Purim simboliza certa exceção às regras absolutas?

Resposta: A leve iluminação que surge na imagem de Mordechai evoca e leva à grande Luz; nós devemos primeiro entender que o esclarecimento é realizado pela Luz de Hochma e não pela Luz de Hassadim. É a Luz de Hochma que separa os itens, os “corta” como uma faca: isto é bom e isso é ruim, isso é assim e isso é assado.

Sem Hamã, este esclarecimento seria impossível. Mas Hamã tem que vir através de Mordechai. Assim como uma lanterna não é suficiente no escuro, ela deve primeiro ser centrada no ponto certo, o que significa preparar a deficiência antecipadamente; Hamã deve ser adicionado a Mordechai de modo que seja possível controlá-lo corretamente.

Quanto ao milagre de Purim, é como o milagre do êxodo do Egito; se não há uma grande Luz que brilha, não podemos ligar os vasos. Nunca houve uma Luz tão grande como em Purim, uma Luz que conecta todas as extremidades à “linha média” e depois as eleva à primeira restrição.

Pergunta: Por que foi necessário matar Hamã?

Resposta: Hamã simboliza a intenção “a fim de receber”. É possível deixar essa intenção viva?

Afinal de contas, não se trata dos vasos de recepção que são eternos, mas sim da intenção, de como usar Malchut: se de um modo egoísta ou de maneira altruísta, com a intenção de receber ou com a intenção de doar. Quem vai gerenciar o tesouro do rei, toda a Malchut, em favor do rei, Mordechai ou Hamã?

Primeiro todos os meus vasos, todos os meus desejos, são egoístas: “a fim de receber” (↓). Tudo isso é chamado de “Hamã”. Por outro lado, “Mordechai” é a intenção de só doar (↑). Então, nós temos que mudar nossos vasos de uma intenção para outra. Com isso nós matamos “Hamã” e elevamos “Mordechai”.

Ao mesmo tempo, os vasos permanecem os mesmos, e nós alteramos apenas a “cobertura”, o “chapéu”, a intenção, que é chamada de cabeça do Partzuf. Os tesouros, Malchut com todos os seus 127 estados, permanece, mas nós só passamos o controle de Hamã para Mordechai.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/02/13, Shamati nº 37, “Artigo para Purim”

A Guerra Dos Macabeus Contemporâneos Com O Egoísmo Global

Agora, depois de 2000 anos de exílio, voltamos para a Torre de Babel, que, entretanto, cresceu ainda mais. Nós voltamos para a grande dor do ego, a enorme torre do egoísmo humano que temos erguido e nos encontramos num beco sem saída sem saber o que devemos fazer com nossas vidas.

Tudo o que temos construído sobre a base do egoísmo não nos traz nenhuma solução:  Nós ficamos com nada, tudo que nós construímos no mundo está em ruínas e é dominado pela crise.

Hoje, devemos nos referir à mesma solução que foi encontrada em tempos antigos, nos dias de Abraão – a unidade. No entanto, não só no grupo, que era então chamado “povo de Israel”, deveria  se unir, mas sim o mundo inteiro teria que, finalmente, conectar-se para sempre.

Como exemplo, vamos usar a Revolta dos Macabeus à qual o feriado de Hanukkah foi dedicado. [Leia mais →]

A Primeira Vela é Acesa na Cadeia de Unidade

Hoje, estamos sob ataque por uma força física; Que é feroz e perigosa, representando uma séria ameaça, e é fanaticamente comprometida com a meta. Ela exige de nós o mesmo tipo de dedicação ao nosso objetivo, que é a nossa união.

Se nos unirmos hoje (eu espero que aconteça), iremos imediatamente sentir que há um poder espiritual que nos apoia. Em nome da governabilidade superior, esta força vai abandonar nossos adversários, uma vez que se manifestou como uma força de oposição ao Criador.

Hoje, estamos em uma situação idêntica ao tempo dos Macabeus. A sombra de um novo Estado palestino está flutuando no horizonte, muitos países europeus já falam em apoio. Ao mesmo tempo, não há unidade na nação de Israel. Todo mundo defende suas opiniões pessoais, especificamente bem antes das eleições. Falta-nos a força superior que nos apóia. No entanto, vai descer a nós somente com a condição de que vamos nos unir. [Leia mais →]

Milagre Bastante Racional

Dr. Michael LaitmanPergunta: O feriado de Chanucá simboliza e envolve dentro de si um milagre. Mas agora essa força precisa ser usada para a correção. Será que isso se parece com um processo muito lógico ou será que ele também acontecerá como um milagre?

Resposta: O milagre é por isso, que dentro da nossa conexão a força superior é revelada; nós não nos conectamos com o próximo apenas por isso.  Dentro da nossa conexão nós revelamos um calor especial, de uma forma que é chamada de existência “como um homem em um coração”.

Dentro deste coração que é reunido de todos os corações, uma força é revelada, capaz de nos elevar a um nível mais alto. Por um lado, este é um processo muito lógico. Pela nossa conexão trazemos harmonia para nós mesmos, equivalência e uma maior semelhança com a natureza. Mas, por outro lado, depois da nossa conexão, uma força adicional que não existe neste mundo é subitamente revelada entre nós, e este é o resultado da nossa conexão.

Esta força nos revela novos sentidos, e está fazendo o que não podia ser feito neste mundo: a verdadeira conexão. Até o ponto que eu começo a sentir que o mundo inteiro são partes do meu corpo. Estranhos tornam-se mais próximos de mim, simplesmente como parte de mim. E isso é um verdadeiro milagre.

Mas cada um pode repetir esse milagre, como uma experiência científica em si mesmo, e alcançar o mesmo resultado. Isso é para dizer que estamos revelando o milagre de uma maneira prática, mas ele ainda chega como uma descoberta. “Eu me esforcei e encontrei”. Este é o significado de encontrar o “jarro de azeite” para a Menorá santa.

Da Porção Semanal da Torá 04/12/12

Timoneiro No Caminho Da Luz

Pergunta: De que forma é que Hanukkah, que está relacionado com a data da vitória dos Macabeus sobre os Gregos, é relevante hoje? Qual é o seu significado simbólico?

Resposta: Este feriado simboliza o fato de que, eventualmente, a unidade ganha. Esta é a razão porque os Macabeus venceram, e temos que agir da mesma forma.

O significado do feriado é muito simples: Se o povo de Israel se une e atrai a Luz, eles ganham. Não é pela força. Todas as forças do mal não podem ser derrotadas, mas apenas pela união, embora muitos estejam próximos desta abordagem. Em essência, esta é a nossa mensagem na garantia mútua, mas deixa de fora um fator chave. Afinal, os nossos inimigos estão também unidos e ainda mais do que nós.

De facto, Israel só pode ganhar se a sua uniao atrai a Luz. Em seguida, através de Israel é passada para os inimigos e os modifica de inimigos para colaboradores. Esta é a verdadeira vitória.

Assim, a guerra tem lugar em uma dimensão totalmente diferente. Não operamos fatores externos, mas sim as forças internas da natureza e por isso ganhamos a batalha. Aqui não podemos esquecer que estamos lidando com uma força que mantém toda a matéria e de repente começa a operar em um caminho oposto.

A força de receber, o domínio, e a crueldade governam o nosso mundo. Em nosso mundo, a forte domina sobre os outros e usa-os a seu favor sem compreensão e sentimentos, de acordo com seus próprios conceitos.

Mas há um grupo pequeno, pequeno e fraco de acordo com os padrões habituais. Ninguém tem este grupo em conta, embora possa ser como uma lente de aumento que passa a Luz através dele – a grande força de doação. Esta força irá iluminar não o grupo em si, mas seus inimigos, e então eles vão se acalmar e ser corrigidos; por exemplo, de repente sentem que eles têm de lidar com outra coisa em um lugar totalmente diferente.

As nações do mundo pensam que Israel faz o mundo girar, e Israel realmente pode fazer isso para o bem do mundo, é claro. Se Israel não fizer isso, então é mau para o mundo. Assim, verifica-se que o povo de Israel sempre traz o mundo para bom ou mau. Por isso eles têm livre-arbítrio: como “timineiros”, eles dirigem a Luz de Ein Sof (Infinito) de uma forma ou de outra, determinando a sua influência sobre o mundo e a forma que irá tomar.

A questão é se podemos vestir essa Luz com a intenção certa, a fim de doar, ou se não temos a intenção certa? Depende de nós, da organização Bnei Baruch (BB). As gotas de Luz, e estamos com ela – mas estamos com a intenção certa?

Se o fizermos, a Luz que Reforma atinge a todos e o mundo será corrigido. Então, é claro, os inimigos também desaparecem, ou em outras palavras, os desejos e as forças hostis desaparecem. Isso acontece se estamos unidos, desde que demos á Luz a vestimenta certa de união.

Se estamos separados não damos a Luz que passa por nós , a “vestimenta” certa e transforma-se em escuridão para o mundo, para a sua forma oposta . É mau tanto para o mundo como para nós, a humanidade se volta para nós, tem a sensação de que nós somos a fonte de todos os seus problemas.

Esta resposta vai continuar até que finalmente entendamos que não há outro caminho e que temos que nos corrigir a nós mesmos para fazermos de nós próprios e do mundo inteiro parte do Criador e trazer-Lhe contentamento.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 12/12/12, Escritos do Rabash

Celebrando O Novo Nível

Dr. Michael LaitmanTudo começa e termina nos vasos que temos que preparar. A Luz superior está num estado de repouso absoluto, o que significa que a plenitude existe desde o início. No entanto, por nossas deficiências, pelo nosso esforço, nós estimulamos esta totalidade a deixar a fonte e ser revelada 620 vezes mais do que a forma da centelha em que se esconde.

Toda a Luz de Ein Sof (Infinito) é o nível mais baixo, mínimo, Nefesh de Nefesh, que existe antes de começarmos a exigir. Através da nossa exigência, pela deficiência nos vasos que se expandiram, nós transformamos esta Luz em NRNHY de NRNHY. Portanto, tudo depende da medida em que preparamos nossas deficiências.

Soprar o Shofar simboliza Rosh Hashaná (Ano Novo). Isso significa elevar a beleza (Shufra) de doação, amor e conexão dos atributos do Criador. Isso se torna a razão para um feriado: a nossa capacidade de nos elevar e preferir o atributo de doação, em vez do atributo de recepção.

Assim, nós preparamos o vaso correto dentro de nós e começamos o novo ano, a nova fase, o novo nível. Esta é uma lei para Israel, ou seja, para aqueles que querem ascender Yashar El (direto ao Criador) de acordo com as três linhas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/12, Escritos do Rabash

Um Novo Ano, Um Novo Começo

Dr. Michael LaitmanDiferente do nosso mundo corpóreo, não há tempo, espaço e movimento no mundo espiritual, mas apenas subidas e descidas nos atributos de recepção ou doação. Esta é a escala que movemos ao longo de todo o tempo. Nossos estados são medidos apenas em relação aos “mundos” espirituais, os Partzufim e Sefirot que continuam de cima para baixo através de 125 níveis.

Exceto por nossas subidas e descidas, há também o movimento dos próprios níveis que podem se mover junto conosco. Se eu estou em certo mundo, por exemplo, em certa percepção da realidade e, de repente, este é “atualizado”, eu sinto que ele se torna mais claro, que ele é mais esclarecedor; eu recebo maiores poderes, entendimentos e discernimentos. Tudo isso não é considerado como obra minha, mas uma espécie de “exercício” que sou submetido a fim de me mostrar algo.

É como uma criança pequena que está sendo carregada e, de repente, sente que é grande: novos horizontes se abrem diante dela; ela pode alcançar as coisas que não podia antes. Então, ela começa a se dirigir àquele que a leva para onde ela quer ser levada e quais portas abrir. Comportamentos semelhantes vêm de Cima e são revelados em nosso mundo. Portanto, há diferentes subidas:

  • Nós subimos a escada por nossos esforços
  • Ou a própria escada se move para cima e para baixo.

Esses movimentos são representados para nós como momentos ou estados especiais. De um modo geral, cada estado é especial e nunca se repete; não há um momento que seja semelhante ao seguinte. Nós devemos dizer que não é por acaso que as pessoas dividiam o tempo do jeito que está. Claramente, os dias e as noites correspondem ao relógio solar e o mês é determinado pelo calendário lunar. Mas, como as pessoas decidiam sobre a divisão do dia em 12 horas diurnas e 12 horas noturnas? A sabedoria da Cabalá explica este ciclo de 24 horas divididas em minutos e segundos como o resultado das relações mútuas entre Zeir Anpin e Malchut.

No conjunto, trata-se de uma multiplicidade de diferentes influências sobre a criatura, o que significa sobre Malchut, de Cima. É deste lugar que as ideias de ano seguinte e Yovel (Jubileu, o 50º ano) vêm. Assim, há estados especiais chamados “tempos” ou “feriados”. Eles não estão conectados a fenômenos no nível inanimado, mas são controlados por um programa especial. A questão é que há raízes especiais que devem ser reveladas e realizadas especificamente em nós e não apenas no mundo ou por alguns costumes. Estes estados “se iluminam” para nós, preparando-nos para que, no futuro, nós realmente os recebamos e cumpramos.

Hoje nós recebemos fracas iluminações deles, mas na verdade esses são os níveis. No mundo espiritual a pessoa sobe os níveis de “Domingo”, “Segunda-feira”, “Terça-feira”, “Quarta-feira”, “Quinta-feira”, “Sexta-feira”, e “Sábado”. Ela deve sentir esses estados sequencialmente, um após o outro. Um dia espiritual pode durar alguns segundos ou várias semanas. Não faz diferença, já que o tempo corporal não tem nada a ver com o tempo espiritual.

Assim, os “feriados” são estados, “exemplos”, níveis em que a pessoa se eleva. Como um todo, eles estão na subida e são preenchidos por um despertar de Cima, por iluminação que acrescenta algo à pessoa que tem uma percepção espiritual. Tais adições são chamadas de “Rosh Hashanah” (o ano novo), “Yom Kippur”, etc.

Para cada subida recebida de Cima, é necessário que a criatura siga um tipo especial de trabalho. Isso porque ela quer usar essa subida para se corrigir e realizar a fartura adicional que chegou a ela, num novo nível. É o mesmo no Sábado, quando um despertar de Cima requer um trabalho especial de nós. Não é um tempo de descanso, mas sim um dia muito ocupado em que há mais orações e outros costumes. Quando o Superior convida a criatura a subir a um nível superior, o trabalho durante a subida obriga o inferior a executar muitas ações.

O primeiro feriado é Rosh Hashanah, que simboliza um novo começo. Eu quero ser um “ser humano” (Adam) para me assemelhar ao Criador. Esta é a razão para o processo espiritual que eu quero passar. Assim, Rosh Hashanah é chamado de dia da criação do homem; este é o dia em que o homem foi criado.

Na corporalidade isso também é refletido de uma maneira especial: há 5753 anos vivia um homem chamado Adão e nesse dia ele descobriu a espiritualidade; ele descobriu o Criador. Pela primeira vez na história uma criatura de duas pernas descobriu que existe um mundo espiritual e a força superior. Ele foi o primeiro a se assemelhar ao Criador e nós o chamamos de “primeiro homem”.

No artigo “O Ensino da Cabalá e sua Essência”, o Baal HaSulam diz, Adam HaRishon foi o primeira a receber uma sequência de conhecimento suficiente para entender e maximizar com sucesso tudo o que viu e alcançou com os olhos. Esta compreensão é chamada de “sabedoria da verdade”.

Desde aquele dia, quando o homem identificou-se pela primeira vez com o Criador e realizou o seu nome, o qual foi dado a ele “por acaso” por seus pais, nós contamos nossos anos. Isto significa que mesmo o nosso calendário é inicialmente baseado na revelação do Criador à criatura.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/09/12,  Costumes de Rosh Hashanah