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As Guerras dos Macabeus

Dr. Michael LaitmanHá abundância total no mundo, mas nós não a conseguimos gerir na vida, como uma família que tem a prosperidade material, mas um relacionamento tão mau uns com os outros que torna impossível viverem juntos. Então, não há escolha e as pessoas ou se divorciam, ou como no nosso caso a única coisa que podemos fazer é conectarmo-nos. Não nós podemos afastar um do outro ou divorciar-nos porque a natureza ainda nos obriga a atingir conexão mútua.

É aqui que a guerra contra os Gregos irrompe, a guerra de como continuar: ou na razão ou acima da razão, que significa usar as forças de receber ou as forças de doação. Vemos que é impossível viver a operar com as forças da receção. Mesmo que nada esteja em falta no mundo, nossa vida tornar-se-á insuportável devido às terríveis relações entre nós. Mesmo que nós criemos condições maravilhosas, ainda há o problema do ódio e repulsa sentida entre nós, e por isso nada vai ajudar e nós iremos arruinar as nossas vidas até que se tornem insuportáveis.

Assim, chegamos ao reconhecimento do mal na natureza humana e entendemos que nós só precisamos de nos corrigir do ódio ao amor. Caso contrário, não há nenhuma hipótese de existir. Quanto mais cedo identificarmos esta única opção, melhor estaremos. Em vez de sofrimentos e problemas que mancham a existência da nossa grande família, de toda a humanidade, podemos alcançar uma vida corrigida e maravilhosa.

É aqui que a guerra irrompe, cada um por si e todos por todos os outros, numa tentativa de ajudar todos a deixar o ódio e a alcançar o amor. Nós sentimos que isto não está no nosso poder e que aqui precisamos de um outro parceiro, que é chamado de força superior.

Além do mais, neste processo, começamos a entender que tudo está predeterminado. O problema simplesmente fazermos a paz entre nós e esquecer o ódio que sentíamos antes. Tudo é feito de propósito com esta intenção, desta forma, de modo que não sejamos capazes de dar um passo de separação, do ego, do ódio que sentimos, para conexão, amor, e doação por nós mesmos. Então, nós iremos precisar da ajuda da força superior e de nos conectarmos a ela, para que adiramos a ela. Assim, descobrimos a força superior, a única força que opera na realidade.

Todo este processo só é possível se nos aproximarmos da força superior que gere toda a realidade, que é mostrada nas nossas mentes, e que muda a realidade se nos voltarmos para ela com este pedido. Aproximar-se dela e se tornar-se cada vez mais dependente dela. É assim que somos incorporados na nossa raiz.

Todas estas batalhas são divididas em duas guerras principais: A guerra pelos vasos de doação e, em seguida, a guerra pelos vasos de receção a fim de doar. A primeira guerra é chamada de guerra dos Macabeus. É necessária para nos livrarmos da atual perceção da realidade e para seguirmos para a perceção real da realidade que nos permite ver o mundo espiritual. Portanto, só estamos autorizados a ver a luz das velas de Chanuká e não usá-las. Após a vitória dos Macabeus, uma segunda guerra eclode, a fim de satisfazer os desejos de receber em prol de doar.

Então Chanuká simboliza o fim da primeira parte do nosso trabalho. A verdade é que é a metade mais difícil. Portanto, este feriado não é mencionado diretamente em nenhum lugar na Bíblia, mas apenas é referido por sugestões, porque é o feriado da Luz, de doação. É impossível expressá-lo corretamente no nosso idioma corporal e descrever esta guerra de forma clara.

Da 1ª parte da Aula Diária de Cabala 12/01/13, Escritos do Rabash

As Paredes Abriram Brechas

Rabash, Carta 43, sobre o feriado do Hanukkah: Diz na canção “A Força da minha Salvação:” “Os Gregos uniram-se contra mim, então em dias Hasmonean. Eles abriram brechas nas paredes das minhas torres e eles contaminaram todos os óleos.” Para prevenir que pensamentos estranhos e desejos indesejados entrem no coração, é necessário construir um muro que vá proteger contra todo o externo.

Este muro é chamado de fé, e só com a sua ajuda, um homem tem a oportunidade de escapar. O Klipa grego manifestou-se no fato de que o povo de Israel foi guiado pela mente externa – a filosofia proverbial. E isso é contra a fé… “Eles romperam as paredes de minhas torres e contaminaram todos os óleos” Por outras palavras, iluminação e vitalidade, fornecidas pela fé, tornaram-se fechadas para os filhos de Israel.

É uma carta muito importante. Ela nos coloca na atitude correta à vida na nossa principal guerra – a guerra contra a filosofia que quer assumir o lugar da sabedoria da Cabala. “Você não tem de atingir qualquer coisa”, ele diz: “É o suficiente refletir, imaginar alguma coisa. Na verdade, você tem a mente e imaginação, e isso é suficiente. Não há realização, por isso, estude, imagina, discuta, e isso é o suficiente. ”

Esta abordagem dos gregos nos leva a uma forma abstrata, além disso, nem mesmo o que a ciência da Cabala fala, não vestiu uma só vez a questão e como tal não captou nada, e, portanto, não foi discutido. Não, sua forma abstrata não estava vestida de assunto, porque eles nunca estiveram em realização espiritual. Em vez disso, semelhante a muitas outras religiões e crenças, os gregos distorciam textos que falavam apenas sobre uma coisa: a revelação do Criador para a criatura.

Enquanto isso, esta é toda a ciência; nossos antepassados falaram apenas sobre isso, só esse conhecimento que Moisés recebeu no Monte Sinai e escreveu a Torá em sua base. Trata-se da revelação do Criador para “Israel”: para aqueles que são dirigidas diretamente a Ele (Yashar El) e vem para a semelhança de propriedades, a adesão com Ele. Ou seja, quando o ser humano atinge o Criador em seus vasos, desejos, corrigido pela Luz que Reforma (Torah).

Se lermos as fontes primárias, acreditando que eles não contêm nenhuma realização, que precisamos apenas de estudá-los e seguir as ordens do Criador, de acordo com o que entendemos da escrita, por isso, completamente distorcemos a Torá e em vez de ir para a adesão com o Criador, nos apegamos ao nosso pensamento. Este é um verdadeiro desastre.E assim, de geração em geração, até mesmo ao fim da correção, a guerra é travada entre aqueles que alcançam e os que imaginam, “filósofos malditos”, como Baal HaSulam chama. Também teremos que nos envolver nesta batalha e ter um papel ativo nela, e não deixá-la entregue ao acaso. É nesta guerra que revelamos a insignificância da abordagem filosófica que permite discutir e filosofar sobre o que uma pessoa não sabe nada, aquilo que não atingiu através de, pelo menos, um pouco de realização espiritual.

Esta guerra é contra todos os conceitos que contradizem a sabedoria da Cabalá. Na verdade, uma pessoa não tem nada para fazer neste mundo, exceto revelar o Criador. Ela não deveria fazer mais nada. É por isso que, se estamos a falar da filosofia de vida, uma abordagem para a existência humana, e não sobre departamentos de filosofia onde têm conversas vazias com base em suas próprias fantasias ociosas, então esta abordagem deve ser direcionada apenas à meta da criação, e não a qualquer outro objetivo.

Seguimos daqui para Hanukkah, o feriado que simboliza esta guerra e o nosso sucesso na mesma. Hanukkah é um feriado muito espiritual: tudo gira em torno do “óleo”, em torno da Luz. E nós precisamos interpretar corretamente a sua essência: mesmo se nós somos poucos à escala mundial, mas se nós sabemos o segredo do “jarro com óleo” e o acendemos, ele ilumina o mundo inteiro.

Nós apenas precisamos de construir todas as condições corretamente para que os distúrbios se tornem o “pavio” para uma pessoa e de modo a que a chama da vela esteja intacta. Assim, uma pessoa chega ao primeiro grau espiritual que é chamado de “Hanukkah”, das palavras da Torá “Estar aqui” (Hanu-ko).

Além disso, é necessário promover esse milagre, e por isso, costuma-se colocar as velas de Hanukkah acesas à janela, de modo que todo o mundo as veja. Isto simboliza a nossa disseminação, porque nós trazemos ao mundo a mensagem de como chegar à Luz.

Mas quando é uma pessoa despertada para isso? Quando ela descobre que a “espessura” do seu desejo. E se ela trabalha corretamente, descobre que “os gregos irromperam as muralhas das suas torres”. Se ela não tiver esses distúrbios, então não tem nada a superar.

Chegar à Luz só é possível através da revelação do mal quando rompe as muralhas, através da guerra e da vitória na mesma. E mesmo depois disso, é necessário encontrar um jarro com óleo e acendê-lo, de modo que haja um milagre.

Então, no final, tudo acontece por meio da Força Superior: um milagre…

Extraído da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/11/13, Escritos de Rabash

Não Caiam, Mas Ascendam Pela Linha Do Meio!

Pergunta: Porque, no final das férias de Páscoa uma pessoa sente uma sensação de peso no coração, e como é que é possível ajudar seus amigos que sentem isto de forma mais árdua que você?

Resposta: Eu não achei que você já poderia alcançar o pesar no coração. Eu pensei o contrário, que durante as nossas férias sentimos a necessidade de avançar em duas linhas: direita e esquerda, para conectá-las a qualquer momento com a linha média, ao Criador, para “Não há ninguém mais além Dele” Quem nos dirige. Somos incorporados dentro dele e aderir a Ele nisto nos leva a nos conectamos como um homem com um coração e fundimo-nos com Ele em um todo.

E dessa forma permanecemos aderidos e felizes na mais difícil opressão do coração, uma vez que somos capazes de conectá-lo para o mesmo estado de unidade, subir ainda mais, e ser ainda mais dependente do Criador. E esta é uma ação maravilhosa que nos é dada, e é preciso dar o esforço, a fim de executá-la.

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Da 1ª.parte da Lição Diária da Cabala 2/4/13, Escritos do Rabash

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Tornando-se A Luz Para As Nações

Dr. Michael LaitmanPergunta: O sistema de relações que existe atualmente entre o povo de Israel pode impedir que o mundo inteiro se liberte do egoísmo?

Resposta: Por todos os meios é assim. Se não estamos conectados uns aos outros, nós causamos maldade não só a mesmos, mas a todo o mundo.

O processo geral nos impacta da mesma forma que o resto do mundo, mas a nossa tarefa é reagir a ele de forma diferente. Não há nenhum sentido em esperar pela reação do mundo inteiro, uma vez que tudo o que eles têm é um desejo de receber, enquanto que nós também temos uma centelha de doação. Isso explica por que as nossas reações têm que ser corretas e atentas. A nossa missão é nos unir e nos tornar “a Luz para as Nações”, um “Reino de Sacerdotes”.

A ausência de união entre os judeus na Terra de Israel influencia não só a diáspora judaica, mas todo o mundo que nos odeia e despreza o Estado de Israel. Hoje em dia, ser “anti-Israel” está na “moda”, não o antissemitismo. Isto não é por acaso, uma vez que Israel é um lugar muito especial onde temos que nos unir, mas não fazemos isso. Se começarmos a cuidar da unanimidade entre nós, vamos eliminar todos os obstáculos e veremos que o resto do mundo vai nos acompanhar com muita alegria. As nações do mundo não têm um nível de egoísmo como nós temos. Assim, se aplicarmos esforços suficientes, elas se juntarão a nós em nosso caminho.

Além disso, os judeus que vivem no exterior também vão se relacionar conosco adequadamente. Hoje, eles odeiam Israel. A maioria deles vota contra Israel. Eles ficariam felizes se este Estado nunca existisse. Isso é o que refletem as pesquisas oficiais. Não podemos fazer nada sobre isso. Isso é acionado pela nossa não execução em seguir a nossa missão. Ninguém nos quer da forma como somos agora. Nós somos egoístas, protecionistas, literalmente uma “lasca” no corpo do mundo. Todos os problemas do mundo estão ligados a Israel. Ninguém percebe nossas conquistas; pelo contrário, nossas realizações apenas os irritam. Temos que levar uma metodologia de correção ao mundo, em vez de ensiná-los a usar o egoísmo de uma forma melhor e mais bem sucedida.

Pergunta: As nações do mundo não percebem qual é a missão de Israel, não é?

Resposta: Inconscientemente elas o fazem. Por que elas dizem que somos a razão para o mal geral? Porque sentem que dependem de nós. Essa sensação não é por acaso. Quando os líderes árabes afirmam que os judeus são a causa da maldade do mundo, eles realmente sentem isso. Não é apenas política, mas sim a voz do coração, sua sensação interna. Os judeus em vários países percebem que Israel moderno não contribui muito para este mundo. Por isso é que hoje há uma tendência de abolir Israel.

Infelizmente, ninguém em Israel ouve as predisposições do mundo. Nós nos comportamos como se não nos importássemos: nós continuamos a fazer negócios, ganhar dinheiro, aumentar o nosso bem-estar, discutir no Parlamento…

Nós vivemos como se nada estivesse acontecendo. É por isso que não podemos excluir a chance de que muito em breve seremos oprimidos com novos problemas imensos. Forças externas que vêm tanto dos judeus como das Nações do mundo podem propagar um desacordo entre o povo de Israel que irá causar tumultos, protestos, uma nova rodada de uma primavera “israelense”.

Isso significa que a experiência para criar um Estado de Israel não foi um sucesso; quanto tempo o mundo consegue tolerar isso? Por que atualmente todos os judeus do mundo são contra Israel? Se neste momento, na véspera da Páscoa não nos unirmos, então em 2 a 3 meses vamos acabar numa situação muito perigosa. Vamos esperar que encontremos as palavras corretas para nos dirigir ao povo de Israel e que eles nos entendam.

Nossa salvação está na união e na disseminação da união a todo o mundo. Nós temos que dizer abertamente ao mundo qual é a nossa missão, e que a união é exatamente o que as nações do mundo têm o direito de receber de nós. Em seguida, elas vão entender o quanto precisam de nós. Nossos relacionamentos internos anteriores só lhes causaram problemas; neste momento, deixe que a nossa união leve benevolência a todos. As pessoas entenderão e sentirão. Se nós mudarmos, então o nosso estado interno vai mudar também; caso contrário, nós não viveremos à altura de um bom futuro.

Pergunta: O que podemos fazer na véspera da Páscoa para parar esta evolução negativa?

Resposta: Aspirar a sair do Egito, ou seja, superar o ódio, a discórdia e a separação entre nós, em prol da união. Toda a nação, que agora está dividida em vários grupos e partidos, como também cada indivíduo em particular, têm que perceber que é a nossa união que definirá o nosso futuro, nada além disso!

De Kab TV “Cabalistas Escrevem: Êxodo do Egito” 04/03/13

Viva A Liberdade!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como regra geral, o povo de Israel foi odiado e expulso de vários países. No entanto, é o contrário no Egito, o povo de Israel parecia ser atraído a ele.

Resposta: Nós éramos levados de um país a outro enquanto não tínhamos o desejo de sair do egoísmo. Afinal de contas, nós só nos libertamos quando queremos sair dele, a fim de nos unir. É por isso que durante todo o período de exílio, nós apenas coletamos, acrescentamos e acumulamos miséria e desgraças.

Hoje nós chegamos a um estado tal que apenas devemos entender a nós mesmos, ou seja, unir-nos. Esta é a ação necessária para a subida acima do egoísmo. Então, chegaremos à liberdade, à terra de Israel. Hoje, não podemos imaginar o estado em que você não depende de ninguém, não teme ninguém, nada lhe oprime, e você sente a liberdade no sentido pleno da palavra.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Vamos Mudar Nossa Vida

Dr. Michael LaitmanComentário: Há uma semelhança entre Moisés e o estado atual da nação de Israel. Moisés não se sente seguro com relação à nação de Israel ou ao Faraó, embora ele esteja em contato com o Criador. O estado atual da nação israelense também é bastante inseguro.

Resposta: Não importa. Se há uma direção específica, se nós entendemos que não temos escolha, então, apesar das condições que nos forçam a fugir do Egito e a saltar para o Mar Vermelho, nós fazemos o que tem que fazer.

Pergunta: Mas você diz que a moderna nação israelense não sente que está no Egito. Talvez certa força deva aparecer ou alguém que possa explicar as coisas e iniciar este processo?

Resposta: Isso é exatamente o que estamos tentando fazer. O nosso grupo, nossa organização, quer mostrar a toda a nação de Israel que há uma maneira de ser salvo. Vamos mudar a nossa vida! Afinal, as coisas são cada vez piores; o mundo está se tornando cada vez mais hostil, e a sociedade israelense está desintegrada e dividida. Nossa segurança está num risco cada vez mais crescente.

Mas os golpes que nós sentimos não vêm sobre a “nação de Israel”, mas sobre o “Egito”, sobre o nosso ego, já que não queremos sair dele. Israel em nós, o desejo de doar que quer sair do exílio e ascender, não sente os golpes. Quando nós estamos no ego, ele sente a dor, mas no momento em que o abandonamos, nos desconectamos das “pragas”.

Pergunta: O que nós devemos fazer para parar de cair no ego?

Resposta: A única coisa que devemos fazer é nos unir. Nós temos o método de conexão para toda a nação de Israel, e é o meio para sermos livres de todos os nossos problemas.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa Seder” 04/03/13

No Caminho Certo Graças Ao Faraó

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe um êxodo do Egito pela força?

Resposta: É claro, tudo acontece de forma enérgica. Sem as “pragas” do Criador e sem a pressão de Faraó nós não sairíamos do Egito. Como se diz, foi o Faraó quem realmente aproximou os filhos de Israel do Criador, quando Ele forneceu as condições insuportáveis ​​para eles. Será que Ele pensava que eles não fugiriam Dele, mas que eles o amariam realmente?

Se o faraó agiu do lado do Criador, como a força do Criador, se o Criador não forçasse o ego a ser a fonte de todos os nossos problemas, nós não tentaríamos nos libertar dele. O Criador cria as dificuldades para nós, para que nós, ao desejarmos sair do nosso ego, nos tornemos como Ele. Por isso, diz-se que o Faraó aproximou os filhos de Israel do nosso Pai Celestial. O Criador sempre age em ocultação.

Quando o povo de Israel foge do Egito, o Faraó os segue e os cerca, enviando-os para o mar. A perseguição ajuda o povo de Israel a avançar na direção certa. Mesmo quando você escapa do ego, você não está totalmente livre dele, a menos que você salte para o Mar Vermelho. Então, todo o exército do Faraó que foi atrás de você se afoga nele.

Saltar no Mar Vermelho é a fase final do processo de saída do exílio. O nome Mar Vermelho, Yam Suf (Suf=Sof: “fim” em hebraico), na verdade indica que você chegou ao fim do Egito. Depois o Faraó retorna, mas numa outra forma; não é mais o Faraó, mas Amaleque e outros inimigos.

De KabTV “Cabalistas Escrevem: A Noite do Seder da Páscoa” 04/03/13

Salto De Nachshon

Pergunta: O povo de Israel estava com medo de pular para o mar Vermelho (Yam Suf – Mar Final) até Nachshon decidir fazer isso. Parece que não foi fácil de fazer.

Resposta: Isso realmente não foi fácil. Vemos que as dificuldades aparecem em todas as fases do processo espiritual. Sempre há aqueles que estavam prontos para voltar atrás. O nosso ego é tão multifacetado que não é imediatamente possível abandoná-lo, afastar-nos dele, ou pelo menos constatar que este é ruim.

É difícil para uma pessoa anular-se perante os outros. Se eu não agir primeiro, isto quer dizer que eu preferiria que fosse alguém a fazê-lo. Será que isto é um desejo por amor e união? É verdade que, naquele momento, este assunto ainda não estava claro. E percebemos isso depois do “bezerro de ouro” e muitos outros problemas que haveriam de aparecer.

Pergunta: O que representa ” o salto de Nachshon”?

Resposta: Em uma pessoa há uma característica que representa prosseguir com fé acima da razão: “Minha morte é melhor para mim do que a minha vida”. Então, a pessoa pula ao mar e o que será, será. Certo é que não se está falando sobre o nosso estado presente. A ação que é chamada “salto de Nachshon” exige preparação.

Ela é necessária a fim de se passar para a próxima fase, mas estamos nós preparados para realizá-la? Entretanto, estamos longe de compreender isso embora esse momento se aproxime rapidamente. Não há dúvida de que nos encontramos em estádios de rendição. Na conexão dos corações está a ideia de paz e plenitude, nesta está a nossa salvação, isto precisa de vir como uma alternativa para a atual situação no Egito. Portanto todo o nosso trabalho, aprendizagem e divulgação são direcionados para a conexão e unidade. Só com a ajuda da conexão e de uma boa relação mútua podemos ser salvos.

De KabTV de “Cabalistas escrevem: A Noite da Páscoa Seder” 04/03/13

E Os Filhos De Israel Clamaram A Partir Do Trabalho

Pergunta: Qual é o significado da expressão “… e os filhos de Israel clamaram a partir do trabalho?”

Resposta: Significa que levantamos as mãos e gritamos: “Ajude-nos! Nós somos incapazes de deixar Faraó, escapar do nosso egoísmo para uma nova vida”. Porque não? Qual é o propósito deste jogo inteiro? Sua finalidade é a de revelar a força superior! Se pudéssemos sair do Egito por nós mesmos, não teríamos quaisquer problemas. No entanto, neste caso, não revelaríamos a força superior, a força da doação e do amor. Ela tem que nos satisfazer, se revelar a nós, e fazer-nos sentir ela própria. Durante a fuga do Egito é revelada pela primeira vez como algo que nos acena: como uma nuvem ou um pilar de fogo. Mas, então revelaremo-la praticamente.

Do programa da KabTV: “Cabalistas escrevem: A Saída do Egito” 04/03/13

Sob O Jugo Do Ego

Pergunta: Será que o povo de Israel já sabia que estavam sob o domínio do ego?

Resposta: Certamente. O grupo de Abraão, Isaac, Jacó e seus filhos sabiam. O povo de Israel realizou um trabalho espiritual grande durante todas essas gerações a partir de Abraão quando deixou a Babilônia e entraram no Egito.

Hoje não é só o povo de Israel, mas sim o mundo inteiro também, que estão começando a descobrir que eles estão no Egito.

Mas isto não significa que o mundo está andando para trás. Não faz diferença o que aconteceu antes, pois na Torá não existe o conceito de “antes” ou “depois”. Hoje, o mundo compreende que é encontrado sob o jugo do ego, que está nos destruindo, levando a um abismo e destruição. O mundo inteiro já sente isso. Os “sete anos de abundância” terminaram, durante o qual o ego jogou a nosso favor.

Queríamos prosperar em uma sociedade de consumo, e constantemente aumentámos a taxa de crescimento. De ano para ano, celebrámos o sucesso, mas hoje tudo está terminado. A descida começou, tudo está desaparecendo. Mesmo que os líderes e os banqueiros tentem com todas as suas forças segurar o passado, de dia para dia a condição se torna mais grave. As pessoas entendem que o problema está na pessoa.

Progressos no desejo de adquirir e ser bem-sucedido se tornou impossível, porque o desejo em si mudou. A moda tornou-se repulsiva para nós; ficamos cansados de propaganda irritante que nos convida a comprar coisas desnecessárias. Bens duráveis, como frigoríficos, ar condicionados e televisores, estragam-se rapidamente, pois os fabricantes beneficiam de nossas compras de novos produtos, permitindo-lhes lucros à nossa custa. Através disto, somos arrastados para um ciclo interminável de trabalho, e por isso trabalhamos 10 a 15 horas por dia.

Aos poucos, está se tornando claro que esta abordagem à vida é inaceitável. Nosso ego está nos destruindo e quando entendermos isso, vamos sentir que estamos no Egito, a serviço do ego. Mas isso ainda não é tudo. A sensação de que o ego está a destruir-me e não me deixa viver não é suficiente. Eu preciso pensar em como superá-lo e organizar minha vida de uma forma diferente, não na recepção, mas em doação e em relação a outras pessoas. Uma vez que esta ligação está sendo revelada hoje em todo o mundo, devo estar incluído nela, caso contrário, vou ser encontrado em conflito com o desenvolvimento natural.

Através da conexão com outras pessoas em todo o mundo e tornando-se um sistema unificado integral, fico incluído nele e começo a existir dentro de si harmoniosamente. Caso contrário, vou estar perdido e vou ter que suportar todos os tipos de golpes.

Mas como eu posso deixar o ego e conectar bem com as pessoas? Através do meu desejo por isso, eu começo a sentir o quanto ele trava-me, me puxa para trás. E aqui a luta entre mim e meu ego começa. Eu torno-me como Moisés, meu ego torna-se como Faraó, e começamos a lutar sobre o resultado.

Do programa da KabTV: “Cabalistas escrevem: A Noite da Páscoa Seder” 04/03/13